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<article-id pub-id-type="doi">10.19131/rpesm.0257</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Coaching de saúde e bem-estar na promoção da saúde mental]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Bragança Escola Superior de Saúde ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <div>       <p align="right"><b>EDITORIAL CONVIDADO</b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b><i>Coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental</b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Ana Galv&atilde;o*</b></p>       <p>*Doutora em Psicologia; Enfermeira especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Materna e Obst&eacute;trica; Psic&oacute;loga cl&iacute;nica e da sa&uacute;de; Especialista em <i>Coaching</i> Psicol&oacute;gico; Professora Coordenadora com Agrega&ccedil;&atilde;o no Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, Escola Superior de Sa&uacute;de, Avenida D. Afonso V, 5300-121 Bragan&ccedil;a, Portugal. E-mail: <a href="mailto:anagalvao@ipb.pt">anagalvao@ipb.pt</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>Assume-se como consenso, que a sa&uacute;de mental &eacute; uma parte integrante e essencial da sa&uacute;de, sendo a mesma, mais do que a aus&ecirc;ncia de transtornos mentais ou deficits. Tratando-se de um estado de bem-estar geral, o mesmo, permite ao indiv&iacute;duo, realizar de forma efetiva as suas tarefas, lidar adaptativamente com as adversidades, trabalhar com produtividade e dar o seu contributo &agrave; comunidade na qual est&aacute; inserido. Este estado de bem-estar geral &eacute; um processo ativo, que deve ser prolongado e n&atilde;o pode ser apenas uma percep&ccedil;&atilde;o transit&oacute;ria, tornando-se imperativo trabalhar com o utente a consolida&ccedil;&atilde;o deste estado, o qual engloba a &aacute;rea pessoal e profissional. O <i>coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar, &eacute; um processo que trabalha, a uni&atilde;o entre o conceito de bem-estar geral (o qual engloba a sa&uacute;de mental positiva) e o processo de desenvolvimento e capacita&ccedil;&atilde;o humana.</p>       <p>O Relat&oacute;rio do Programa Nacional para a Sa&uacute;de Mental 2017, identifica um ponto de situa&ccedil;&atilde;o sobre a Sa&uacute;de Mental em Portugal em 2016, mencionando, o que foi realizado em 2017/2018 e o que se prev&ecirc; fazer at&eacute; 2020 (Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, 2017). Algumas das conclus&otilde;es que o documento em apre&ccedil;o apresenta, s&atilde;o que, as pessoas est&atilde;o a viver mais anos, mas com incapacidades na &aacute;rea da sa&uacute;de mental, o que implica uma sobrecarga para a Sociedade; a necessidade de haver mais rigor e qualidade na prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos na &aacute;rea da sa&uacute;de mental(apenas em 2016, foram prescritas cerca de 30 milh&otilde;es de embalagens de psicof&aacute;rmacos); aumentar os registos de perturba&ccedil;&otilde;es mentais nos Centros de Sa&uacute;de e aumentar os cuidados e servi&ccedil;os na &aacute;rea da sa&uacute;de mental para as crian&ccedil;as/adolescentes e adultos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; morbilidade, o registo de utentes com perturba&ccedil;&otilde;es mentais nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios tem vindo a aumentar desde 2011, no que diz respeito &agrave;s perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade, &agrave;s perturba&ccedil;&otilde;es depressivas e &agrave;s dem&ecirc;ncias. Portugal evidencia uma das mais elevadas preval&ecirc;ncias de doen&ccedil;as mentais da Europa; segundo o primeiro estudo epidemiol&oacute;gico nacional de Sa&uacute;de Mental, divulgado em 2013, um em cada quatro portugueses sofre de um problema de sa&uacute;de mental. Dados divulgados pela Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (OPP) referem que, atualmente, Portugal &eacute; o segundo pa&iacute;s da Europa com maior preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as mentais (com um valor quase id&ecirc;ntico ao da Irlanda do Norte, que ocupa o primeiro lugar) e que 43% da popula&ccedil;&atilde;o, j&aacute; teve uma perturba&ccedil;&atilde;o mental durante a sua vida (Lusa, 2018).</p>       <p>Com a emerg&ecirc;ncia da Psicologia Positiva, a sa&uacute;de mental passou a ser considerada como um todo, ou seja, para al&eacute;m da presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a mental, esta, deve incluir tamb&eacute;m a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de sa&uacute;de mental positiva. A sa&uacute;de mental positiva, diz respeito ao conjunto de carater&iacute;sticas psicossociais positivas (satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal, atitude pr&oacute;-social, autocontrolo, autonomia, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e habilidades de rela&ccedil;&atilde;o interpessoal) que, al&eacute;m de permitir &agrave; pessoa ter uma vida plena e harm&oacute;nica consigo pr&oacute;pria e com a sociedade, protegem face ao desenvolvimento da patologia mental(Sequeira, 2016). Assim, a sa&uacute;de mental positiva, diz respeito ao bem-estar geral, integrando as dimens&otilde;es: bem-estar emocional, bem-estar psicol&oacute;gico e bem-estar social. Neste contexto, surgiu-nos oportuno, mencionar a Teoria Hol&iacute;stica de Myra Estrin Levine (Levine, 1973), a qual, no seu modelo conceptual, carateriza o homem, como um todo din&acirc;mico, em constante intera&ccedil;&atilde;o com o ambiente. No seu modelo, Levine, desenvolveu quatro princ&iacute;pios de conserva&ccedil;&atilde;o: de energia, da integridade estrutural, da integridade pessoal e da integridade social do paciente. Este modelo, centraliza-se na interven&ccedil;&atilde;o da enfermagem, na adapta&ccedil;&atilde;o e na rea&ccedil;&atilde;o dos pacientes &agrave; doen&ccedil;a afirmando, que o enfermeiro, deve estar consciente dessa depend&ecirc;ncia e preparado, para apoiar na transforma&ccedil;&atilde;o que o stress causado por algum desequil&iacute;brio possa alterar o funcionamento do organismo humano, facultando ajuda ao paciente, na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as oriundas da doen&ccedil;a. Destaca-se aqui a interven&ccedil;&atilde;o do enfermeiro enquanto <i>coach</i> do paciente, com vista a facilitar e melhorar o bem-estar geral. Pois, Levine, acreditava que, o enfermeiro deveria assumir a ajuda ao doente para transform&aacute;-lo e auxili&aacute;-lo na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as oriundas da doen&ccedil;a. </p>       <p>Conectando o<i> coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar, com a Psicologia Positiva, esta, demonstrou que o aumento das carater&iacute;sticas positivas ou pontos fortes est&atilde;o associados a um melhor funcionamento f&iacute;sico, psicossocial e psicol&oacute;gico, e menor doen&ccedil;a mental (Seligman &amp; Csikszentmihalyi, 2000). As evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas na &aacute;rea da Psicologia Positiva, permitiram impulsionar com mais celeridade o <i>coaching</i> aplicado &agrave; sa&uacute;de, tendo assim ao dispor, as t&eacute;cnicas e ferramentas da Psicologia Positiva no decurso das sess&otilde;es do <i>coaching</i> bem-estar. O <i>coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar, &eacute; um m&eacute;todo, cientificamente comprovado, que permite acelerar o processo de mudan&ccedil;a comportamental atrav&eacute;s de ferramentas espec&iacute;ficas e o estabelecimento de metas pessoais desejadas para o aumento do bem-estar, mudan&ccedil;as nos estilos de vida e da sa&uacute;de individual. </p>       <p>Os processos de <i>coaching</i> utilizam-se em diferentes cen&aacute;rios e nichos de atua&ccedil;&atilde;o, mais recentemente o <i>coaching</i> tem sido reconhecido na &aacute;rea de sa&uacute;de e bem-estar como um recurso eficaz e promissor para o apoio nas mudan&ccedil;as de estilo de vida e de gest&atilde;o de doen&ccedil;as (Kallas, 2018).</p>       <p>A sa&uacute;de, &eacute; a &aacute;rea integrante da interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem, a qual, valoriza a pr&aacute;tica baseada em evid&ecirc;ncias e diretrizes que se atualizam continuamente na literatura cient&iacute;fica. A visibilidade do <i>coaching</i> em sa&uacute;de surge como consequ&ecirc;ncia do aumento de publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e estudos randomizados discutindo a efetividade do uso do <i>coaching</i> no plano de tratamento de diversas doen&ccedil;as, entre elas, diabetes, obesidade, hipertens&atilde;o, doen&ccedil;as cardiovasculares, oncologia, ansiedade, stress, entre outras.</p>       <p>Segundo (Wolever <i>et al.</i>, 2013), a defini&ccedil;&atilde;o mais atual de <i>coaching</i> em sa&uacute;de e bem-estar &eacute;: </p>       <p>&ldquo;Uma abordagem centrada no paciente em que o mesmo determine pelo menos parcialmente os seus objetivos, que utilize a autodescoberta ou processos de aprendizagem ativos juntamente com a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para trabalhar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas metas, e, que incentive o auto monitoramento de comportamentos para aumentar a responsabilidade do paciente. Isso acontece dentro do contexto de uma rela&ccedil;&atilde;o interpessoal com um <i>coach</i>. O <i>coach</i> &eacute; um profissional de sa&uacute;de treinado em teorias de mudan&ccedil;a de comportamento, estrat&eacute;gias motivacionais e t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o usadas para ajudar os pacientes a desenvolver motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca, recursos, estrat&eacute;gias e habilidades para alcan&ccedil;ar mudan&ccedil;as positivas e sustent&aacute;veis em sua sa&uacute;de e bem-estar&rdquo; (p. 52). </p>       <p>Tamb&eacute;m o Internacional Council of Nurses, considera que, o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de <i>coaching</i> representa uma boa oportunidade para o desenvolvimento profissional dos enfermeiros e para melhorar a qualidade dos seus cuidados (Donner &amp; Wheeler, 2009).</p>       <p>Nesta conformidade, o <i>coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar, &eacute; uma abordagem focada no desenvolvimento de recursos de autocuidado para gerir doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e/ou modificar os estilos de vida de modo a melhorar a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e bem-estar geral.</p>       <p>De entre os diferentes cen&aacute;rios e nichos do <i>coaching</i>, o aqui refletido, &eacute; o que se refere ao &acirc;mbito pessoal, um dos que mais trabalha a estrutura humana, com um reflexo mais amplo, podendo abranger o &acirc;mbito profissional, o <i>coaching</i> de bem-estar. Este, visa trabalhar com o utente, numa abordagem focada em aspetos intr&iacute;nsecos, no seu lugar interior, no princ&iacute;pio de conserva&ccedil;&atilde;o da integridade estrutural e da integridade pessoal, propostos por Levine.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando se fala em bem-estar geral, tendencialmente, surge-nos a imagem mental de sa&uacute;de e conforto f&iacute;sico, mas no <i>coaching</i> de bem-estar esse conceito amplia-se. <i>Coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar, &eacute; um processo que leva o indiv&iacute;duo &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o mental em n&iacute;veis elevados e que deve ser percepcionado muito al&eacute;m do seu estado corporal, em constante intera&ccedil;&atilde;o com o ambiente, como nos refere Levine na perspetiva Hol&iacute;stica.</p>       <p>As &aacute;reas a trabalhar no processo do <i>coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar s&atilde;o: corporal (pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos, foco no bem-estar f&iacute;sico, rotinas mais saud&aacute;veis, exerc&iacute;cios de respira&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, nutri&ccedil;&atilde;o adequada); Emocional (desenvolvimento de compet&ecirc;ncias emocionais, comprometimento, flexibilidade, resili&ecirc;ncia, autoestima, autoconfian&ccedil;a, autocontrolo, equil&iacute;brio emocional; identifica&ccedil;&atilde;o de pontos fortes e de melhoria, comportamentos, sentimentos e pensamentos sabotadores, autoaceita&ccedil;&atilde;o); ocupacional (aperfei&ccedil;oamento de compet&ecirc;ncias profissionais, desenvolvimento de novas compet&ecirc;ncias, motiva&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o profissional); intelectual (pensamento cr&iacute;tico, criatividade); social (relacionamentos com familiares, c&ocirc;njuges, amigos e colegas de trabalho); e espiritual (miss&atilde;o, valores e sentido de vida, <i>coping</i>, conflitos internos). Estabelecendo como objetivos, promover o refor&ccedil;o da autoestima e da autoconfian&ccedil;a; a gest&atilde;o emocional do fracasso; a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica; o refor&ccedil;o na cren&ccedil;a em si e na sua capacidade para ultrapassar desafios, adversidades e transi&ccedil;&otilde;es normativas e n&atilde;o normativas; desenvolver o autoconhecimento e promover o autocuidado; definir objetivos pessoais conectados com a sa&uacute;de e bem-estar geral; construir planos de a&ccedil;&atilde;o alinhados com os objetivos definidos individualmente; transformar h&aacute;bitos alimentares adaptados &agrave; bio-individualidade e ao cuidado integrado.</p>       <p>O processo de<i>coaching</i>, tem a sua origem e fundamento, nas abordagens da sa&uacute;de comportamental como por exemplo, no Modelo Transte&oacute;rico de Mudan&ccedil;a do Comportamento; na Entrevista Motivacional; na Psicologia Cognitivo Comportamental na Psicologia Positiva; em t&eacute;cnicas de Comunica&ccedil;&atilde;o e relacionamento na Preven&ccedil;&atilde;o de reca&iacute;das e na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; O <i>coach</i>, utiliza ferramentas que possibilitam, que a sua atua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja orientar, prescrever, mas sim, um trabalho em conjunto com o utente na rota da promo&ccedil;&atilde;o duma vis&atilde;o positiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a. O foco do trabalho de <i>coaching</i> &eacute; no despertar motiva&ccedil;&otilde;es percep&ccedil;&otilde;es de autoefic&aacute;cia em rela&ccedil;&atilde;o ao alcance dos objetivos<b>. </b>A meta da enfermagem, segundo Levine (1973) &eacute; manter ou recuperar uma pessoa para um estado de sa&uacute;de, atrav&eacute;s dos princ&iacute;pios de conserva&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>As sess&otilde;es de <i>coaching</i> de bem-estar s&atilde;o baseadas no Inqu&eacute;rito Apreciativo (baseado no pressuposto de que perguntas e di&aacute;logos sobre for&ccedil;as, valores, esperan&ccedil;as e cren&ccedil;as s&atilde;o transformadoras), na Psicologia Positiva (estuda a experi&ecirc;ncia subjetiva positiva, as potencialidades, virtudes humanas) e se aplicado ao contexto laboral, pode integrar institui&ccedil;&otilde;es que promovem a qualidade de vida, contribuindo para a compreens&atilde;o e desenvolvimento dos fatores que permitem a prosperidade dos indiv&iacute;duos e inclus&atilde;o na comunidade, quarto princ&iacute;pio do modelo de Levine, o da integridade social do paciente.</p>       <p>Em cada sess&atilde;o, s&atilde;o trabalhados pontos-chave: Fortalecer a autoefic&aacute;cia; potenciar a vis&atilde;o e a motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca; concentrar o foco na fase de manuten&ccedil;&atilde;o; cocriar estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o de reca&iacute;das; <i>coaching</i> e conectividade.</p>       <p>Para al&eacute;m do suporte que vem do <i>coach</i>, outras fontes de apoio devem ser incentivadas, descobertas ou desenvolvidas conscientemente. Por exemplo, o recurso &agrave; Entrevista Motivacional, com o foco&nbsp;no despertar o aumento da motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a, visa ajudar os utentes<i> </i>a visualizarem o resultado que pretendem. Quando temos uma imagem clara de onde estamos (o estado atual &nbsp;de bem-estar) e onde queremos estar (a vis&atilde;o de bem-estar), os enfermeiros, enquanto <i>coachs</i>, podem trabalhar este intervalo,&nbsp; em torno do que &eacute; preciso mudar para atingir essa vis&atilde;o de bem estar geral e sustent&aacute;vel, consolidando assim, os princ&iacute;pios da integridade estrutural, da integridade pessoal do modelo de Levine.</p>       <p>O aumento dos custos com os cuidados em sa&uacute;de e a crescente evid&ecirc;ncia do impacto dos comportamentos saud&aacute;veis na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, t&ecirc;m despertado interesse no <i>coaching</i> aplicado &agrave; sa&uacute;de. Ajudar os utentes, a efetuarem mudan&ccedil;as sustent&aacute;veis, nos comportamentos face &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o de destaque na profiss&atilde;o de enfermagem. O profissional, trabalha com o utente, no sentido de manter o equil&iacute;brio entre h&aacute;bitos, pensamentos e comportamentos, tendo tradu&ccedil;&atilde;o num objetivo major de aumento do bem-estar geral, pois, melhora a qualidade de vida ao promover a sa&uacute;de f&iacute;sica e a sa&uacute;de mental positiva do utente.</p>       <p>Na senda das Linhas de A&ccedil;&atilde;o Estrat&eacute;gica para a Sa&uacute;de Mental e o Bem-Estar na Europa, aprovadas, em Bruxelas em Janeiro de 2016, nas conclus&otilde;es da Joint Action, s&atilde;o estabelecidos objetivos, entre os quais, desenvolver a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e os programas de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o precoce, atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental em todas as pol&iacute;ticas e de uma coopera&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rios setores. Parecendo assim, emergir uma aposta clara nos profissionais de sa&uacute;de enquanto <i>coachs</i>, enfermeiros, psic&oacute;logos, psiquiatras, bem como na centralidade dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e a articula&ccedil;&atilde;o/integra&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis de cuidados.&nbsp; A sa&uacute;de mental positiva e o bem-estar geral, s&atilde;o essenciais para o desenvolvimento pessoal e interpessoal do ser humano, devendo a sua promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;rem preocupa&ccedil;&otilde;es vitais dos indiv&iacute;duos, comunidades e sociedades.</p>       <p>Quanto &agrave; mais valia do <i>coaching</i> de sa&uacute;de e bem-estar, na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental positiva, aliado &agrave; Teoria Hol&iacute;stica de Levine, parece constituir-se como um recurso poderoso na rota do compromisso face &agrave; mudan&ccedil;a de comportamentos que gera estilos de vida saud&aacute;veis e sustent&aacute;veis.&nbsp; Para Levine, conserva&ccedil;&atilde;o significa manter a unicidade ou equil&iacute;brio adequado e o prop&oacute;sito da conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o da integridade da pessoa. As evid&ecirc;ncias demonstram, que o <i>coaching</i> aplicado &agrave; sa&uacute;de permite enfrentar grandes desafios da atualidade: obesidade, diabetes, sedentarismo, alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada, stress cr&oacute;nico, ansiedade, depress&atilde;o, aus&ecirc;ncia de foco, tabagismo e consequentemente os crescentes custos de sa&uacute;de. </p>       <p>Sobre o <i>coaching</i> Integrativo em Enfermagem para sa&uacute;de e bem-estar, afirmam os autores, que o papel do enfermeiro como <i>coach</i> profissional, est&aacute; sendo reconhecido como um papel em expans&atilde;o na enfermagem (Schaub, Luck, &amp; Dossey, 2012). </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na atualidade, os enfermeiros, est&atilde;o a desenvolver o papel de <i>coachs</i> com os seus utentes, ajudando-os a desenvolverem comportamentos saud&aacute;veis e a inibirem a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as. Este papel, envolve treino nas compet&ecirc;ncias de <i>coaching</i> profissional e um modelo de assist&ecirc;ncia de <i>coaching</i> de enfermagem, sendo que, em 2009, a Iniciativa Samueli (Schaub et al., 2012), prop&ocirc;s a implementa&ccedil;&atilde;o de treino para milhares de enfermeiros nos Estados Unidos como <i>coachs</i> de sa&uacute;de e bem-estar nas comunidades.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>       <!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2017). <i>Programa nacional para a sa&uacute;de mental</i>. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1216336&pid=S1647-2160201900020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Donner, G., &amp; Wheeler, M. M. (2009). <i>Coaching in nursing: An introduction</i>. Genebra: International Council of Nurses and The Honor Society of Nursing, Sigma Theta Tau International.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1216338&pid=S1647-2160201900020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Kallas, D. (2018). <i>Coaching em sa&uacute;de e bem-estar: Onde estamos e para onde vamos?</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.icfbrasil.org/blog/coaching-em-saude-e-bem-estar-onde-estamos-e-para-onde-vamos/"target="_blank"> https://www.icfbrasil.org/blog/coaching-em-saude-e-bem-estar-onde-estamos-e-para-onde-vamos/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1216340&pid=S1647-2160201900020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Levine, M. E. (1973). On creativity in nursing. <i>Image</i>, <i>5</i>(3), 15-19. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1547-5069.1973.tb01112.x"target="_blank">10.1111/j.1547-5069.1973.tb01112.x</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1216342&pid=S1647-2160201900020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>Lusa. (2018). Atual modelo da sa&uacute;de mental &ldquo;est&aacute; gasto e n&atilde;o funciona&rdquo; diz a Ordem dos Psic&oacute;logos. <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.dn.pt/lusa/atual-modelo-da-saude-mental-esta-gasto-e-nao-funciona---ordem-dos-psicologos-9975303.html"target="_blank"> https://www.dn.pt/lusa/atual-modelo-da-saude-mental-esta-gasto-e-nao-funciona---ordem-dos-psicologos-9975303.html</a>.</p>       <!-- ref --><p>Schaub, B. G., Luck, S., &amp; Dossey, B. (2012). Integrative nurse coaching for health and wellness. <i>Alternative and Complementary Therapies</i>, <i>18</i>(1), 14-20. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1089/act.2012.18110"target="_blank">10.1089/act.2012.18110</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1216345&pid=S1647-2160201900020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Seligman, M. E. P., &amp; Csikszentmihalyi, M. (2000). 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