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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os comportamentos aditivos e dependências: Um olhar sobre a complexidade do fenómeno e as intervenções de enfermagem]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <div>       <p align="right"><b>EDITORIAL CONVIDADO</b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p> <b> Os comportamentos aditivos e depend&ecirc;ncias: Um olhar sobre a complexidade do fen&oacute;meno e as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem</b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b> Paulo Seabra</b></p>       <p>*Enfermeiro especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiqui&aacute;trica; Doutor em Enfermagem; Mestre em Enfermagem; Investigador Colaborador na Unidade de investiga&ccedil;&atilde;o Desenvolvimento em Enfermagem (UIDE); Investigador Colaborador no CINTESIS &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Tecnologias e Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, grupo de investiga&ccedil;&atilde;o &ldquo; Inova&ccedil;&atilde;o Desenvolvimento em Enfermagem&rdquo;; Professor Adjunto na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Avenida Prof. Egaz Moniz, 1600-190 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:pauloseabra@esel.pt">pauloseabra@esel.pt</a>       <p>&nbsp;</p>       <p>Os comportamentos aditivos e depend&ecirc;ncias (CAD) s&atilde;o de grande complexidade. Complexidade na sua etiologia (multifatorial), na sua express&atilde;o e gest&atilde;o pessoal, na forma como inevitavelmente v&atilde;o produzir danos pessoais, familiares e sociais, na forma como as pessoas se v&atilde;o relacionar com as estruturas sociais e de sa&uacute;de que inevitavelmente v&atilde;o ter de recorrer, na forma como se v&atilde;o manter num estado de dif&iacute;cil equil&iacute;brio, na forma como v&atilde;o trazer consequ&ecirc;ncia dif&iacute;ceis de gerir e suportar, na forma como v&atilde;o modular um sentido de vida e uma reflex&atilde;o retrospetiva numa fase mais adiantada de vida.</p>       <p>Na Europa estima-se que 92 milh&otilde;es de pessoas experimentaram pelo menos uma vez, uma subst&acirc;ncia il&iacute;cita e atualmente estar&atilde;o cerca de 1,2 milh&otilde;es de pessoas em tratamento pelo uso de subst&acirc;ncias il&iacute;citas (EMCDDA, 2018). Por outro lado a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas identifica a Europa como a regi&atilde;o do mundo onde mais se consome &aacute;lcool, embora, a zona mais preocupante neste momento seja a regi&atilde;o oriental da europa(WHO, 2018). O fen&oacute;meno dos CAD &eacute; global e mut&aacute;vel, veja-se as influ&ecirc;ncias e a variabilidade que v&atilde;o acontecendo em diferentes sociedades, a aproxima&ccedil;&atilde;o do sul da Europa ao consumo de metanfetaminas, do crack e Ketamina, e o crescimento na &uacute;ltima d&eacute;cada do consumo de opi&aacute;ceos no Reino unido, Irlanda, Austr&aacute;lia e Am&eacute;rica do Norte onde estima-se, num recente e dram&aacute;tico conjunto de fatores, que existam milh&otilde;es de dependentes de opi&aacute;ceos e morrem mais de 100 pessoas por dia (Larney et al., 2018). Numa perspetiva mais recente e menos tradicional, h&aacute; cada vez mais consci&ecirc;ncia das depend&ecirc;ncias sem subst&acirc;ncias, sejam do jogo a dinheiro, do jogo online , dos videojogos, da internet, das redes sociais. Estes fen&oacute;menos da depend&ecirc;ncia do jogo e dos videojogos, no passado mais na &Aacute;sia e atualmente nos pa&iacute;ses ocidentais, est&aacute; em crescendo calculando-se que aproximadamente 11% dos jovens jogam a dinheiro (Commission, 2019).          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal dados do relat&oacute;rio da situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s em mat&eacute;ria de drogas, toxicodepend&ecirc;ncias e &aacute;lcool, referente ao ano 2017, revelam que a preval&ecirc;ncia continua a crescer. No que se refere aos dados referentes a qualquer droga houve um aumento dos consumos ao longo da vida na popula&ccedil;&atilde;o em geral (2012, 8,4% - 2017, 10,4%) e na popula&ccedil;&atilde;o jovem (15-34 anos) (2012, 14,6% &ndash; 2017, 16%), um aumento do consumo nos &uacute;ltimos 12 meses na popula&ccedil;&atilde;o em geral (2012, 2,4% &ndash; 2017, 4,8%) e na popula&ccedil;&atilde;o jovem (2012, 5,2% &ndash; 8,4%) e um aumento do consumo nos &uacute;ltimos 30 dias na popula&ccedil;&atilde;o em geral (2012, 1,5% &ndash; 2017, 3,9%) e na popula&ccedil;&atilde;o jovem (2012, 3,1% &ndash; 2017, 6,5%) (SICAD, 2018b). O mesmo relat&oacute;rio diz-nos que a idade de in&iacute;cio dos consumos da maioria das subst&acirc;ncias se manteve inalterada no mesmo per&iacute;odo. Mais especificamente e sobre as subst&acirc;ncias mais consumida pelos portugueses (a primeira &eacute; o &aacute;lcool), refira-se o aumento do consumo de cannabis nas mesmas tr&ecirc;s formas de monitoriza&ccedil;&atilde;o (ex. 2,4% da popula&ccedil;&atilde;o geral consome can&aacute;bis todos os dias e 3,4% da popula&ccedil;&atilde;o entre os 15-34) (SICAD, 2018b). A cannabis &eacute; a subst&acirc;ncias que em crescendo vem assumindo como a mais problem&aacute;tica para a nossa realidade com consequ&ecirc;ncias cada vez mais comprovadas ao n&iacute;vel da sa&uacute;de mental, veja-se, o aumento de 30 vezes mais internamentos por Psicose causada pelo uso de Cannabis entre o ano 2000 e 2015 (Gon&ccedil;alves-Pinho et al., 2019) J&aacute; no que se refere ao nosso tradicional problema em rela&ccedil;&atilde;o ao &aacute;lcool, o n&uacute;mero mant&eacute;m-se preocupantes pois na popula&ccedil;&atilde;o de 15-74 anos, as preval&ecirc;ncias de consumo de qualquer bebida alco&oacute;lica foram de 85% ao longo da vida, 58% nos &uacute;ltimos 12 meses e 49% nos &uacute;ltimos 30 dias, sendo um pouco inferiores nos que est&atilde;o entre os 15-34 anos (83%, 52% e 41% respetivamente). Veja-se que o consumo di&aacute;rio/quase di&aacute;rio de alguma bebida alco&oacute;lica foi de 43% na popula&ccedil;&atilde;o em geral. J&aacute; no que refere ao consumo abusivo ou depend&ecirc;ncia de &aacute;lcool, verifica-se 2,8% da popula&ccedil;&atilde;o tinha, nos &uacute;ltimos 12 meses, um consumo considerado de risco elevado/nocivo e 0,8% apresentava sintomas de depend&ecirc;ncia, sendo as propor&ccedil;&otilde;es correspondentes nos 15-34 anos de 2,4% e 0,4% (SICAD, 2018a)</p>       <p>Em 2018 estiveram em tratamento na rede publica de assist&ecirc;ncia para os CAD, em ambulat&oacute;rio, 13422 utentes (1202 readmitidos e 3403 novos) ou seja -3% que em 2017, mas mais utentes iniciaram tratamento (+5%) sobretudo readmitidos(SICAD, 2018a). &Agrave;s respostas estruturais e transversais que o pa&iacute;s tem implementadas para estas problem&aacute;ticas, s&atilde;o na opini&atilde;o de muitos profissionais e relat&oacute;rios, insuficientes e incapazes de dar uma resposta universal em diferentes zonas do pa&iacute;s. Ao mesmo tempo que se regista um aumento do consumo de &aacute;lcool e drogas, surgem dados que s&atilde;o a evid&ecirc;ncia disso: mais consultas; mais readmitidos em tratamento; aumento de utentes admitidos com VIH e VHC; mais internamentos para desabitua&ccedil;&atilde;o e comunidades terap&ecirc;uticas,mais mortes e mais acidentes de via&ccedil;&atilde;o relacionado com o consumo de &aacute;lcool (SICAD, 2018a)</p>       <p>Destes dados, emergem as necessidades em sa&uacute;de das pessoas com CAD. Temos as necessidades que decorrem do uso e do efeito das subst&acirc;ncias ou outro comportamento aditivo (problemas g&aacute;stricos, hep&aacute;ticos, respirat&oacute;rios, infe&ccedil;&otilde;es transmiss&iacute;veis, altera&ccedil;&otilde;es do pensamento e da perce&ccedil;&atilde;o, ansiedade, humor depressivo, etc.), as necessidades que decorrem do uso prolongado das subst&acirc;ncias ou outro comportamento aditivo (isolamento social, dificuldade no enfrentamento, diminui&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais, desemprego, problemas laborais ou escolares, problemas econ&oacute;micos, diminui&ccedil;&atilde;o de motiva&ccedil;&atilde;o, etc.) e por fim as necessidades das fam&iacute;lias (diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, dificuldades nos processos familiares). Para estas necessidades em sa&uacute;de vamos tendo evid&ecirc;ncia que muitos destes problemas, quando atendidos, s&atilde;o sens&iacute;veis aos cuidados de enfermagem (Seabra, Amendoeira, &amp; S&aacute;, 2017), com ganhos evidentes em muitos casos, obtidos pelas interven&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros (Comiskey et al., 2019; Erim et al., 2016; Patr&iacute;cio et al., 2016). Se a estas necessidades que decorem do uso, juntarmos as necessidades em sa&uacute;de que decorrem do pr&oacute;prio processo de envelhecimento (Seabra &amp; S&aacute;, 2011), visto que a m&eacute;dia de idades dos utentes em tratamento, principalmente por drogas e &aacute;lcool, n&atilde;o parar de aumentar (SICAD, 2018b podemos facilmente extrapolar para crescente necessidade de cuidados de enfermagem por parte desta popula&ccedil;&atilde;o (WHO, 2018)</p>       <p> &Eacute; chegado o momento em que &eacute; necess&aacute;rio, para responder a estas necessidades em sa&uacute;de e assumir cada vez mais um papel determinante no que se refere &agrave; preven&ccedil;&atilde;o junto de popula&ccedil;&otilde;es potencialmente em risco para diferentes CAD, os enfermeiros assumirem a responsabilidade e lideran&ccedil;a de projetos de interven&ccedil;&atilde;o que vissem a minimiza&ccedil;&atilde;o dessas necessidades em sa&uacute;de, baseados na evid&ecirc;ncia do conhecimento em enfermagem. Veja-se que as necessidades principais podem ser minimizadas quando se capacita as pessoas para o autocuidado (abstin&ecirc;ncia e redu&ccedil;&atilde;o de riscos e minimiza&ccedil;&atilde;o de danos (RRMD)) e para as adapta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao impacto que estes CAD t&ecirc;m na sua vida e na vida das suas fam&iacute;lias. Veja-se que os utentes apelam a um papel mais ativo dos enfermeiros nos seus processos de acompanhamento e valorizam o respeito do cuidado e quando participam na decis&atilde;o sobre seu plano de cuidados (Comiskey et al., 2019; Seabra, Amendoeira, &amp; S&aacute;, 2018; Seabra, S&aacute;, Amendoeira, &amp; Ribeiro, 2017).Os enfermeiros especialistas em enfermagem de sa&uacute;de mental e psiqui&aacute;trica (EEESMP), no quadro das suas compet&ecirc;ncias especificas e acrescidas, s&atilde;o profissionais que sem d&uacute;vida, est&atilde;o munidos dos requisitos necess&aacute;rios para fazer todo o espectro de interven&ccedil;&otilde;es desde a preven&ccedil;&atilde;o, o tratamento, a RRMD e o recovery. Compet&ecirc;ncias que v&atilde;o desde a dimens&atilde;o do autoconhecimento necess&aacute;rio para enfrentar os sentimentos que muitas vezes s&atilde;o gerados quando confrontados com algumas caracter&iacute;sticas e comportamentos dos seus utentes; assist&ecirc;ncia e ajuda ao longo do ciclo de vida em contextos muitas vezes de proximidade, adversos mas sempre complexos; realiza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas, s&oacute;cio terap&ecirc;uticas, psicossociais e psicoeducacionais, t&atilde;o necess&aacute;rias para fazer face a necessidades psicoemocionais e de capacita&ccedil;&atilde;o emergentes em diferentes fazes da doen&ccedil;a (OE, 2018).</p>       <p>Pensando ainda o quadro de compet&ecirc;ncias do EEESMP importa refletir sobre a forma&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncias especificas dos &ldquo;<i>Addiction Nurses</i>&rdquo; (Enfermeiros dos CAD). Refira-se que em Portugal, como em muitos outros pa&iacute;ses h&aacute; enfermeiros com outras &aacute;reas de especialidade (especialmente de Enfermagem comunit&aacute;ria e sa&uacute;de p&uacute;blica) a trabalhar nesta &aacute;rea de cuidados. Neste quadro importa repensar uma forma&ccedil;&atilde;o mais especifica, refor&ccedil;ada, baseada na evid&ecirc;ncia e at&eacute; refor&ccedil;ada pelo aumento do n&uacute;mero de pessoas com CAD, em risco ou em tratamento. Os CAD alteram-se a um ritmo que nos conduz a uma aprecia&ccedil;&atilde;o que provavelmente hoje, n&atilde;o conseguimos prever quais as consequ&ecirc;ncias no futuro. A forma&ccedil;&atilde;o especifica deve ser refor&ccedil;ada no quadro dos enfermeiros em geral e no quadro dos EEESMP em particular. J&aacute; existe forma&ccedil;&atilde;o especifica (certifica&ccedil;&atilde;o como enfermeiros de adi&ccedil;&atilde;o) em muitos contextos (EUA, Canad&aacute;) e a Europa deve seguir o mesmo caminho. Ainda neste sentido importa a discuss&atilde;o sobre algo muito sens&iacute;vel no nosso quadro legal e de enquadramento profissional, a prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos por parte dos enfermeiros devidamente habilitados. &Eacute; uma evid&ecirc;ncia em muitos pa&iacute;ses, at&eacute; na Europa (Inglaterra, Irlanda, Holanda, Espanha). Existe em contextos de prescri&ccedil;&atilde;o com pessoas com doen&ccedil;a cr&oacute;nica, e esta &eacute; uma delas (note-se que nos pa&iacute;ses onde esta prescri&ccedil;&atilde;o acontece, ela surgiu sempre pela necessidade satisfazer de forma mais eficaz as necessidades das pessoas). Especificamente sobre a prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos relacionados com o comportamento aditivo com subst&acirc;ncias, existe na Inglaterra e na Holanda (Clancy et al., 2019) e esta resposta &eacute; ainda solicitada pelos pr&oacute;prios utentes em outros pa&iacute;ses como a Irlanda (Comiskey et al., 2019). A discuss&atilde;o deve prosseguir, tal como a discuss&atilde;o sobre a necessidade de se aproveitar um conjunto de compet&ecirc;ncias dos enfermeiros especialistas(Clancy et al., 2019) para de forma mais concreta se exercer uma enfermagem avan&ccedil;ada, ou seja, responder com cuidados &agrave;s necessidades das pessoas com maior efetividade das nossas interven&ccedil;&otilde;es(Woo et al., 2017)</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>       <p> Clancy, C., Kelly, P., &amp; Loth, C. (2019).State of the Art in European Addictions Nursing. <i>Journal of Addictions Nursing</i>, <i>30</i>(3), 139&ndash;148.</p>       <p>Comiskey, C., Galligan, K., Flanagan, J., Deegan, J., Farnann, J., &amp; Hall, A. (2019). Clients&rsquo; Views on the Importance of a Nurse-Led Approach and Nurse Prescribing in the Development of the Healthy Addiction Treatment Recovery Model. <i>Journal of Addictions Nursing</i>, <i>30</i>(3), 169&ndash;176. Doi: <a href="https://doi.org/10.1097/JAN.0000000000000290" target="_blank">10.1097/JAN.0000000000000290</a>.</p>       <!-- ref --><p>Commission, G. (2019). <i>Young People and Gambling Survey 2019</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1225482&pid=S1647-2160202000030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>EMCDDA. (2018). <i>European drug report 2018</i>. <a href="https://emcdda.europa.eu/edr2018_en" target="_blank">https://emcdda.europa.eu/edr2018_en </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1225484&pid=S1647-2160202000030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> <i> Regulamento de Compet&ecirc;ncias Espec&iacute;ficas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiqui&aacute;trica,</i> 21427 (2018) (testimony of Ordem dos Enfermeiros).</p>       <p>Erim, Y., Bottcher, M., Schieber, K., Lindner, M., Klein, C., Paul, A., Beckebaum, S., Mayr, A., &amp; Helander, A. (2016). Feasibility and Acceptability of an Alcohol Addiction Therapy Integrated in a Transplant Center for Patients Awaiting Liver Transplantation. <i> Alcohol And Alcoholism 51</i>(1), 40&ndash;46.</p>       <p>Gon&ccedil;alves-Pinho, M., Bragan&ccedil;a, M., &amp; Freitas, A. (2019). Psychotic disorders hospitalizations associated with cannabis abuse or dependence: A nationwide big data analysis. <i>International Journal of Methods in Psychiatric Research</i>, <i>September</i>, 6&ndash;11. Doi: <a href="https://doi.org/10.1002/mpr.1813" target="_blank">10.1002/mpr.1813</a>.</i></p>        <p> Larney, S., Hickman, M., Fiellin, D. A., Dobbins, T., Nielsen, S., Jones, N. R., Mattick, R. P., Ali, R., &amp; Degenhardt, L. (2018). Using routinely collected data to understand and predict adverse outcomes in opioid agonist treatment: Protocol for the Opioid Agonist Treatment Safety (OATS) Study. <i>BMJ Open</i>, <i>8</i>(8), 1&ndash;6.Doi: <a href="https://doi.org/10.1136/bmjopen-2018-025204" target="_blank">10.1136/bmjopen-2018-025204</a>.</p>       <p>Patr&iacute;cio, S. M., Finnell, D. S., &amp; Barroso, T. (2016).Efeito das interven&ccedil;&otilde;es breves na redu&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;lcool em indiv&iacute;duos portadores do v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana. <i>Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia</i>, <i>serIV</i>(11), 41&ndash;49.Doi: <a href="https://doi.org/10.12707/RIV16052" target="_blank">10.12707/RIV16052</a>.</p>       <p>Seabra, P.,Amendoeira, J. &amp; S&aacute;, L. (2017). Testing Nursing Sensitive Outcomes in Out-Patient Drug Addicts, with &ldquo;Nursing Role Effectiveness Model.&rdquo; <i>Issues in Mental Health Nursing</i>, <i>2840</i>(November), 1&ndash;8. Doi: <a href="https://doi.org/10.1080/01612840.2017.1378783" target="_blank">10.1080/01612840.2017.1378783</a>.</p>       <p>Seabra, P., Amendoeira, J.,S&aacute;, L. (2018). Testing Nursing Sensitive Outcomes in Out-Patient Drug Addicts, with &ldquo;Nursing Role Effectiveness Model.&rdquo; <i>Issues in Mental Health Nursing</i>.Doi: <a href="https://doi.org/10.1080/01612840.2017.1378783" target="_blank">10.1080/01612840.2017.1378783</a>.</p>       <p>Seabra, P., &amp; S&aacute;, L. (2011). Factores determinantes para as necessidades em sa&uacute;de de pessoas consumidoras de drogas.pdf. <i>Revista Portuguesa de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental</i>, <i>5</i>, 22&ndash;29.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Seabra, P., S&aacute;, L., Amendoeira, J., &amp; Ribeiro, A. (2017). Satisfaction with nursing care in drug users?: the evolution of a scale.<i>Revista Gaucha de Enfermagem</i>, <i>38</i>(2), e58962.Doi: <a href="https://doi.org/10.1590/1983-%201447.2017.02.58962" target="_blank">10.1590/1983- 1447.2017.02.58962</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1225493&pid=S1647-2160202000030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>SICAD. (2018a). <i>A situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s em mat&eacute;ria de &aacute;lcool</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1225495&pid=S1647-2160202000030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>SICAD. (2018b). <i>A situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s em mat&eacute;ria de drogas e toxicodend&ecirc;ncias 2018</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1225497&pid=S1647-2160202000030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>WHO. (2018). <i>Global Status Report on alchool and health 2018</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1225499&pid=S1647-2160202000030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Woo, B. F. Y., Lee, J. X. Y., &amp; Tam, W. W. S. (2017). The impact of the advanced practice nursing role on quality of care, clinical outcomes, patient satisfaction, and cost in the emergency and critical care settings: A systematic review. <i>Human Resources for Health</i>, <i>15</i>(1). Doi: <a href="https://doi.org/10.1186/s12960-017-0237-9" target="_blank">10.1186/s12960-017-0237-9</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1225501&pid=S1647-2160202000030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
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