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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo dos fluidos associados com a epissienitização de granitos biotíticos do Gerês e da Guarda (Portugal)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In granites, particularly from Gerês and Guarda regions, occur reddish altered rocks, commonly known as &#8220;episyenites&#8221;. These rocks resulted from a hydrothermal alteration process and involved alkali metasomatism, magmatic quartz dissolution and transformation of the primary minerals present in granites. The hydrothermal fluids, directly associated with the episyenitization process, were trapped in quartz microfractures - Fluid Inclusion Planes (FIP), consistent with the most important directions of altered structures. These fluids are low-salinity aqueous fluids from the H2O-NaCl system and homogenization temperatures lower than 300 ºC. They have an alkaline character, possibly with a meteoric origin and circulated to a depth lower than 5 km during the final events of the Hercynian orogeny.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Epissienitização]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>Estudo dos fluidos associados com a epissienitiza&ccedil;&atilde;o de granitos    biot&iacute;ticos do Ger&ecirc;s e da Guarda (Portugal) </b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p  >Lu&iacute;s Jaques*; Iuliu Bobos** &amp; Fernando Noronha***</p>      <p  >* Centro de Geologia da Universidade do Porto, Rua do Campo Alegre, N.&ordm;    687, 4169-007, Porto. <a href="mailto:ljribeir@fc.up.pt">ljribeir@fc.up.pt</a></p>      <p  >** Centro de Geologia da Universidade do Porto, Rua do Campo Alegre, N.&ordm;    687, 4169-007, Porto. <a href="mailto:ibobos@fc.up.pt">ibobos@fc.up.pt</a></p>      <p  >*** Centro de Geologia da Universidade do Porto, Rua do Campo Alegre, N.&ordm;    687, 4169-007, Porto. <a href="mailto:fmnoronh@fc.up.pt">fmnoronh@fc.up.pt</a></p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b >Resumo</b></p>     <p >Em rochas gran&iacute;ticas das regi&otilde;es do Ger&ecirc;s e da Guarda,    ocorrem estruturas alteradas com enrubescimento, comummente designadas de &#8220;epissienitos&#8221;.    O processo de altera&ccedil;&atilde;o hidrotermal que lhes deu origem envolveu    metassomatismo alcalino, dissolu&ccedil;&atilde;o do quartzo magm&aacute;tico    e a transforma&ccedil;&atilde;o dos minerais prim&aacute;rios presentes nas    rochas gran&iacute;ticas. Os fluidos hidrotermais directamente associados com    o processo de epissienitiza&ccedil;&atilde;o, ficaram aprisionados em microfracturas    no quartzo &#8211; Planos de Inclus&otilde;es Fluidas (PIF), com orienta&ccedil;&otilde;es    id&ecirc;nticas &agrave;s das estruturas onde ocorrem as rochas alteradas. Trata-se    de fluidos aquosos de baixa salinidade do sistema H<sub>2</sub>O-NaCl e com    temperaturas de homogeneiza&ccedil;&atilde;o inferiores a 300 &ordm;C. Evidenciam    car&aacute;cter alcalino, possivelmente com uma origem mete&oacute;rica, e circularam    a uma profundidade que n&atilde;o ultrapassou os 5 km, durante os eventos finais    da orogenia Herc&iacute;nica.</p>      <p ><b >Palavras-chave</b>: Epissienitiza&ccedil;&atilde;o, dissolu&ccedil;&atilde;o    do quartzo, planos de inclus&otilde;es fluidas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>      <p  ><b>Study of fluids related to hydrothermal alteration of biotite granites    from Ger&ecirc;s and Guarda (Portugal) </b></p>     <p ><b>Abstract</b></p>      <p >In granites, particularly from Ger&ecirc;s and Guarda regions, occur reddish    altered rocks, commonly known as &#8220;episyenites&#8221;. These rocks resulted    from a hydrothermal alteration process and involved alkali metasomatism, magmatic    quartz dissolution and transformation of the primary minerals present in granites.    The hydrothermal fluids, directly associated with the episyenitization process,    were trapped in quartz microfractures &#8211; Fluid Inclusion Planes (FIP),    consistent with the most important directions of altered structures. These fluids    are low-salinity aqueous fluids from the H<sub>2</sub>O-NaCl system and homogenization    temperatures lower than 300 &ordm;C. They have an alkaline character, possibly    with a meteoric origin and circulated to a depth lower than 5 km during the    final events of the Hercynian orogeny.</p>      <p ><b>Keywords</b>: &#8220;Episyenitization&#8221;, quartz dissolution, fluid    inclusion planes. </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>1 &#8211; INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>        <p >Tem sido referenciada desde h&aacute; longa data, nas regi&otilde;es predominantemente    gran&iacute;ticas do norte e centro de Portugal continental, a exist&ecirc;ncia    de afloramentos de rochas alteradas que apresentam afinidades epissien&iacute;ticas.  </p>      <p >As rochas epissien&iacute;ticas ocorrem em contextos gran&iacute;ticos onde, frequentemente, se verifica tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de mineraliza&ccedil;&otilde;es de U e/ou Sn-W, entre outras. Esse facto fez com que se registasse um maior interesse pelo estudo deste tipo espec&iacute;fico de altera&ccedil;&atilde;o onde, para algumas das situa&ccedil;&otilde;es, chegou a ser admitida como tendo uma rela&ccedil;&atilde;o directa com o pr&oacute;prio processo mineralizante. As interpreta&ccedil;&otilde;es relativas a este processo de altera&ccedil;&atilde;o de rochas gran&iacute;ticas, considerado como hidrotermal e designado por epissienitiza&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o tema de um grande n&uacute;mero de trabalhos desenvolvidos em diversos maci&ccedil;os da cadeia Herc&iacute;nica europeia, destacando-se os realizados por Sarcia &amp; Sarcia (1962), Leroy (1971, 1978, 1984), Cuney (1974 e 1978) e Cathelineau (1985, 1986, 1987) no Maci&ccedil;o Central Franc&ecirc;s, por Ugidos (1974), Caballero et al. (1993, 1996) e Recio et al. (1997) no Sistema Central Espanhol e, mais recentemente, por Hecht &amp; Thuro (1998) e Hecht et al. (1999) no Maci&ccedil;o da Bo&eacute;mia, na Alemanha. </p>      <p >No caso do territ&oacute;rio de Portugal, &Aacute;vila-Martins (1972), Pal&aacute;cios (1974), &Aacute;vila-Martins &amp; Saavedra (1976), Cheilletz &amp; Giuliani (1982) e Giuliani &amp; Cheilletz (1983), referem a ocorr&ecirc;ncia de rochas epissien&iacute;ticas no norte do pa&iacute;s, nomeadamente, no maci&ccedil;o gran&iacute;tico do Ger&ecirc;s, onde os &uacute;ltimos autores consideram a sua poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o com a ocorr&ecirc;ncia de mineraliza&ccedil;&otilde;es de Sn-W. Tamb&eacute;m, na regi&atilde;o centro, Torre de Assun&ccedil;&atilde;o (1956) refere a exist&ecirc;ncia, nos granitos das Beiras, de rochas alteradas com as mesmas caracter&iacute;sticas, assumindo a possibilidade de uma rela&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica entre este processo e as mineraliza&ccedil;&otilde;es de U que a&iacute; ocorrem. Mais recentemente, Neiva et al. (1987) descreveram o mesmo tipo de litologias associadas com a ocorr&ecirc;ncia de falhas e zonas de cisalhamento, em rochas gran&iacute;ticas da Serra da Estrela. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Na generalidade das ocorr&ecirc;ncias referidas, as zonas que s&atilde;o caracterizadas pela altera&ccedil;&atilde;o epissien&iacute;tica e que afectam localmente as rochas gran&iacute;ticas, ocupam &aacute;reas pouco expressivas em termos de largura, n&atilde;o ultrapassando algumas dezenas de metros &agrave; escala do afloramento e apresentam uma cor avermelhada, por vezes, muito intensa. Normalmente, observa-se a exist&ecirc;ncia de uma zona perif&eacute;rica a envolver a parte central, maci&ccedil;a e rica em feldspato. As zonas alteradas ocorrem na depend&ecirc;ncia directa de fracturas que cortam os maci&ccedil;os gran&iacute;ticos, as quais ter&atilde;o proporcionado um aumento da permeabilidade da rocha, facilitando a circula&ccedil;&atilde;o dos fluidos hidrotermais que lhes deram origem. </p>      <p >O desenvolvimento deste processo de altera&ccedil;&atilde;o, implica a ocorr&ecirc;ncia de importantes transforma&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da mineralogia principal da rocha gran&iacute;tica encaixante, tendo como resultado a g&eacute;nese de associa&ccedil;&otilde;es minerais mais est&aacute;veis. A transforma&ccedil;&atilde;o mineral&oacute;gica mais frequente, corresponde &agrave; dissolu&ccedil;&atilde;o do quartzo de origem magm&aacute;tica, o que leva &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de cavidades na rocha gran&iacute;tica alterada, as quais podem posteriormente, ser preenchidas com fases minerais mais tardias. </p>      <p >Admite-se que a origem do processo de epissienitiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas, estar&aacute; directamente associada com a circula&ccedil;&atilde;o de fluidos hidrotermais ao longo de zonas fracturadas, com express&atilde;o regional. P&ecirc;cher et al. (1985) determinaram a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica entre a ocorr&ecirc;ncia de zonas epissien&iacute;ticas com a presen&ccedil;a frequente de microfracturas nos minerais, as quais comparativamente com o granito n&atilde;o alterado, poder&atilde;o ser consideradas como &#8220;verdadeiras zonas de circula&ccedil;&atilde;o de fluidos hidrotermais&#8221;. </p>      <p >O presente estudo consiste na determina&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es P-V-T-X dos fluidos directamente associados com o principal processo de altera&ccedil;&atilde;o hidrotermal, que implicou a epissienitiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas em duas &aacute;reas distintas. Com este intuito, procedeu-se ao estudo dos Planos de Inclus&otilde;es Fluidas (PIF), que ocorrem no quartzo de origem magm&aacute;tica. Tal facto deve-se &agrave; particularidade deste mineral ter revelado a presen&ccedil;a significativa de microfracturas preenchidas com inclus&otilde;es fluidas (IF), que possuem direc&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas &agrave;s das fracturas onde ocorre a epissienitiza&ccedil;&atilde;o. </p>        <p >&nbsp;</p>          <p ><b>2 &#8211; &Aacute;REAS ESTUDADAS </b></p>          <p >Para o presente estudo, foram seleccionadas duas &aacute;reas gran&iacute;ticas,    as quais se situam na serra do Ger&ecirc;s (&Aacute;rea 1) e na regi&atilde;o    da Guarda (&Aacute;rea 2). A primeira localiza-se no norte de Portugal, na Zona    Galiza &#8211; Tr&aacute;s-os-Montes &#8211; ZGTM, enquanto a segunda se situa    no centro, na Zona Centro-Ib&eacute;rica &#8211; ZCI (Fig. 1). </p>        <p >&nbsp;</p>      <p  ><a href="/img/revistas/cg/n97/n97a06f1.jpg" target="_blank">Fig. 1</a><i> Estudo dos    fluidos associados com a epissienitiza&ccedil;&atilde;o de granitos biot&iacute;ticos    do Ger&ecirc;s e da Guarda (Portugal)</i></p>      
<p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>2.1 &#8211; &Aacute;rea 1: Ger&ecirc;s</b> </p>          <p >A &Aacute;rea 1 integra uma regi&atilde;o montanhosa situada na parte NO do    territ&oacute;rio de Portugal continental, junto &agrave; fronteira com a prov&iacute;ncia    da Galiza, Espanha (Fig. 1). O maci&ccedil;o gran&iacute;tico do Ger&ecirc;s    &eacute; circunscrito e intrusivo em granitos sin a tardi-tect&oacute;nicos    e migmatitos, bem como, rochas metassedimentares com idade Sil&uacute;rica inferior    (Noronha &amp; Ribeiro, 1983). Este maci&ccedil;o &eacute; constitu&iacute;do    por quatro f&aacute;cies gran&iacute;ticas distintas: Ger&ecirc;s, Paufito,    Illa e Carris, sendo que as tr&ecirc;s primeiras evidenciam um zonamento espacial    conc&ecirc;ntrico (Mendes &amp; Dias, 1993). Os dados geocronol&oacute;gicos    relativos &agrave; f&aacute;cies do Ger&ecirc;s, indicam que esta se instalou    entre 296 e 290 Ma e corresponde a um granito p&oacute;s-tect&oacute;nico, relativamente    &agrave; fase D<sub>3</sub> da orogenia Herc&iacute;nica (Dias et al., 1998).  </p>        <p >Na mesma regi&atilde;o, ocorrem ainda fil&otilde;es apl&iacute;ticos e aplito-pegmat&iacute;ticos, com direc&ccedil;&otilde;es NO-SE, NNO-SSE e NE-SO estando encaixados, principalmente, nas unidades metassedimentares que ocorrem a nascente. De referir, tamb&eacute;m, a ocorr&ecirc;ncia de fil&otilde;es de rochas de composi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, tanto no interior do maci&ccedil;o do Ger&ecirc;s, como no seu encaixante gran&iacute;tico e metassedimentar, por vezes, em associa&ccedil;&atilde;o com fil&otilde;es de quartzo com direc&ccedil;&otilde;es preferenciais NNE-SSO, ENE-OSO, NE-SO e E-O. Os fil&otilde;es de quartzo s&atilde;o numerosos e ocorrem, principalmente, na parte sul e nascente do referido maci&ccedil;o, assim como, no seu encaixante mais pr&oacute;ximo, constituindo estruturas orientadas segundo as direc&ccedil;&otilde;es principais N-S e E-O e, nalguns casos, NO-SE. Nestas estruturas, o quartzo apresenta-se mais fracturado e, por vezes, brech&oacute;ide. </p>      <p >A ocorr&ecirc;ncia de zonas mineralizadas, nomeadamente, em fil&otilde;es quartzosos com orienta&ccedil;&atilde;o ENE-OSO e ESE-ONO, d&aacute;-se por exemplo com os fil&otilde;es mineralizados com W (Cu, Mo) das antigas minas da Borralha, a nascente do maci&ccedil;o do Ger&ecirc;s e encaixados em forma&ccedil;&otilde;es metassedimentares do Sil&uacute;rico (Noronha, 1983). Dentro da parte portuguesa do maci&ccedil;o gran&iacute;tico do Ger&ecirc;s, deve referir-se ainda a ocorr&ecirc;ncia de mineraliza&ccedil;&otilde;es de W-Mo-(Sn), principalmente, nas antigas minas dos Carris e Borrageiro (Noronha, 1984). </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>2.2 &#8211; &Aacute;rea 2: Guarda </b></p>          <p >Esta &aacute;rea localiza-se na regi&atilde;o da Guarda, Beira Alta, a qual    &eacute; fronteiri&ccedil;a com a prov&iacute;ncia de Castela-Le&atilde;o, em    Espanha. Trata-se de uma regi&atilde;o montanhosa, onde predominam granitos,    que cortam unidades de natureza metassedimentar, onde afloram in&uacute;meras    rochas filonianas de diferentes tipos. As rochas gran&iacute;ticas que ocorrem    na &Aacute;rea 2 correspondem a granitos biot&iacute;ticos, sin e tardi a p&oacute;s-tect&oacute;nicos    relativamente a D<sub>3</sub>,<sub> </sub>sendo a f&aacute;cies mais abundante,    porfir&oacute;ide e de granularidade grosseira. Dias et al. (1998) atribuem    uma idade situada entre 311 e 300 Ma, para a instala&ccedil;&atilde;o de rochas    gran&iacute;ticas com caracter&iacute;sticas semelhantes da ZCI. </p>        <p >Ocorrem ainda forma&ccedil;&otilde;es metassedimentares pertencentes ao Complexo Xisto-Grauv&aacute;quico (CXG), juntamente com rochas gran&iacute;ticas de duas micas sin-D<sub>3</sub>. As estruturas fr&aacute;geis regionais que afectaram as diferentes litologias, albergam fil&otilde;es de quartzo e de rochas b&aacute;sicas. Os primeiros, t&ecirc;m orienta&ccedil;&otilde;es NE-SO, NNE-SSO&nbsp;e, mais raramente, NO-SE. S&atilde;o constitu&iacute;dos por quartzo leitoso, podendo ter aspecto brech&oacute;ide, sendo quase sempre verticais. Quanto &agrave;s rochas b&aacute;sicas, apresentam cor escura e gr&atilde;o muito fino, ocorrendo em fil&otilde;es com espessura decim&eacute;trica a m&eacute;trica, verticais ou subverticais e com orienta&ccedil;&atilde;o E-O, NO-SE e NNE-SSO. Por vezes, acompanham os fil&otilde;es de quartzo. </p>      <p >De referir que a &Aacute;rea 2 se situa na &#8220;subprov&iacute;ncia uran&iacute;fera das Beiras&#8221; (Thadeu, 1965), pois nela ocorrem numerosos fil&otilde;es de quartzo brech&oacute;ide, onde a mineraliza&ccedil;&atilde;o &eacute; constitu&iacute;da por pecheblenda e por minerais secund&aacute;rios de ur&acirc;nio, nomeadamente, de autunite e torbernite.</p>      <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>3 &#8211; AS ROCHAS EPISSIEN&Iacute;TICAS</b></p>          <p >Nas observa&ccedil;&otilde;es de campo efectuadas em ambas as &aacute;reas    de estudo, foi poss&iacute;vel verificar que as zonas de altera&ccedil;&atilde;o    epissien&iacute;tica constituem corpos planares com forma mais ou menos regular,    os quais atravessam as rochas gran&iacute;ticas encaixantes, e apresentam uma    extens&atilde;o lateral que &eacute; vari&aacute;vel &agrave; escala do afloramento    (Fig. 2-A). </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06f2.jpg" width="455" height="627"></p>     
<p >Fig. 2 &#8211; Alguns aspectos macrosc&oacute;picos das rochas epissien&iacute;ticas    que ocorrem nas duas &aacute;reas em estudo. A) Vista parcial de um afloramento    de rochas com enrubescimento que ocorre na regi&atilde;o do Ger&ecirc;s, na    &Aacute;rea 1. A coluna epissien&iacute;tica, com cerca de 15 metros de extens&atilde;o    ao longo do caminho, insere-se no granito de Carris, com o qual contacta atrav&eacute;s    de uma falha; B) Pormenor de uma rocha epissien&iacute;tica, caracterizada atrav&eacute;s    do forte enrubescimento dos megacristais de feldspato pot&aacute;ssico que ocorre    na regi&atilde;o da Guarda, na &Aacute;rea 2. Apesar de evidenciar uma textura    muito semelhante &agrave; da rocha gran&iacute;tica original, &eacute; n&iacute;tida    a ocorr&ecirc;ncia de uma zona central mais rica em feldspato pot&aacute;ssico    e desprovida de quartzo magm&aacute;tico. O contacto com a rocha gran&iacute;tica    alterada &eacute; do tipo abrupto.</p>     <p  >&#8211; Macroscopic aspects of episyenitic rocks occurring in both studied    areas. A) Partial view of an outcrop characterized by red altered rocks from    Ger&ecirc;s region, in Area 1. The episyenitic column, with about 15 meters    in length along the way, is part of Carris granite, with which contact through    a fault; B) Detail of an episyenitic rock, characterized by strong reddish megacrystals    of potash feldspar from Guarda region, in Area 2. Although they present a texture    very similar to the original granite, it is clear the occurrence of a central    zone richer in potash feldspar and devoid of magmatic quartz. The contact with    granitic rock is normally abrupt.</p>     <p  >&nbsp;</p>      <p >A passagem e/ou transi&ccedil;&atilde;o desde a rocha gran&iacute;tica original para as zonas alteradas, desenvolve-se normalmente ao longo de alguns cent&iacute;metros. No entanto, em certas situa&ccedil;&otilde;es, o contacto pode ser bastante abrupto, parecendo evidenciar uma origem tect&oacute;nica. &Agrave; escala do afloramento, apresentam um enrubescimento intenso e uma textura muito semelhante &agrave; da rocha gran&iacute;tica original da qual derivaram (Fig. 2-B). </p>      <p >O desenvolvimento deste processo de altera&ccedil;&atilde;o sobre as rochas gran&iacute;ticas, implicou o desaparecimento do quartzo prim&aacute;rio ao longo destas zonas. Em alguns casos, verifica-se a ocorr&ecirc;ncia de zonamentos dentro do mesmo corpo de rocha avermelhada, atrav&eacute;s do desenvolvimento de zonas centrais maci&ccedil;as, enriquecidas em feldspato pot&aacute;ssico, as quais passam lateralmente para zonas com cavidades, as quais podem apresentar preenchimento tardio de quartzo, muitas vezes, autom&oacute;rfico, juntamente com outras fases minerais secund&aacute;rias, nomeadamente, albite, ep&iacute;doto, clorite e &oacute;xidos de ferro. </p>      <p >A zona mais perif&eacute;rica &eacute; caracterizada atrav&eacute;s de uma    cor mais ou menos avermelhada, assim como, pela presen&ccedil;a de algum quartzo    magm&aacute;tico correspondendo, neste caso, a um granito em vias de epissienitiza&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Relativamente &agrave; &Aacute;rea 1, foi poss&iacute;vel confirmar no campo    a ocorr&ecirc;ncia de uma etapa de fractura&ccedil;&atilde;o, que ter&aacute;    sido anterior &agrave; pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o das estruturas    alteradas com enrubescimento, a qual originou fracturas e/ou cisalhamentos N-S,    NE-SO e, menos frequentemente, NO-SE. De referir que Cheilletz &amp; Giuliani    (1982) determinaram para a regi&atilde;o de Las Sombras-Dos Carris, situada    mais a norte desta &aacute;rea, uma orienta&ccedil;&atilde;o geral bastante    regular, para as &#8220;bandas&#8221; de rochas epissie&shy;n&iacute;ticas que    a&iacute; ocorrem, muito pr&oacute;xima do quadrante N-S. </p>      <p >Na &Aacute;rea 2, tamb&eacute;m se registou a ocorr&ecirc;ncia de um controle tect&oacute;nico para a origem e evolu&ccedil;&atilde;o posterior deste processo de altera&ccedil;&atilde;o. Neste caso, a orienta&ccedil;&atilde;o NE-SO que caracteriza as estruturas de rochas epissien&iacute;ticas, corresponde a uma das orienta&ccedil;&otilde;es regionais principais, que ocorrem nesta &aacute;rea.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>4 &#8211; METODOLOGIAS</b> </p>          <p >Com o objectivo de se determinarem as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas dos fluidos respons&aacute;veis pelos processos de altera&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas, procedeu-se a um estudo detalhado de IF, nomeadamente, uma caracteriza&ccedil;&atilde;o dos Planos de Inclus&otilde;es Fluidas (PIF) presentes nos quartzos das rochas gran&iacute;ticas. Assim, foram estudadas amostras orientadas recolhidas nas proximidades do contacto entre as zonas com enrubescimento e a rocha gran&iacute;tica encaixante. Em todas as amostras estudadas, o quartzo com origem magm&aacute;tica mant&eacute;m-se preservado, apesar da colora&ccedil;&atilde;o ligeiramente avermelhada evidente na rocha gran&iacute;tica. </p>      <p >Inicialmente foi efectuado um estudo petrogr&aacute;fico do(s) tipo(s) de quartzo com interesse neste estudo, tendo-se utilizado um microsc&oacute;pio &oacute;ptico polarizante de luz transmitida (Olympus). As l&acirc;minas espessas usadas neste estudo, foram realizadas a partir de amostras orientadas. </p>      <p >Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o petrogr&aacute;fica das IF presentes nos quartzos, foram utilizados diversos crit&eacute;rios descritivos, baseados em metodologias propostas por Roedder (1984), Shepherd et al. (1985) e Van den Kerkhof &amp; Hein (2001). </p>      <p >Foi efectuada uma identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos PIF ao microsc&oacute;pio em amostras de ambas as &aacute;reas de estudo, tendo-se registado entre outros, a sua orienta&ccedil;&atilde;o relativa nas l&acirc;minas orientadas utilizando para tal o programa Planif (Nogueira &amp; Noronha, 1995). Posteriormente, os resultados obtidos foram tratados atrav&eacute;s de um &#8220;software&#8221; apropriado (StereoNet &#8211; vers&atilde;o 3.03), o qual permitiu construir diagramas do tipo roseta. Deste modo, foi poss&iacute;vel obter dados estat&iacute;sticos, nomeadamente, relativos &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o dos PIF e sua rela&ccedil;&atilde;o com o tipo de fluidos. </p>      <p >A an&aacute;lise das IF envolveu a utiliza&ccedil;&atilde;o de duas t&eacute;cnicas n&atilde;o-destrutivas, nomeadamente, a Microtermometria e a Espectroscopia micro-Raman, as quais foram realizadas nos respectivos laborat&oacute;rios do Centro de Geologia da Universidade do Porto (CGUP). </p>      <p >As an&aacute;lises microtermom&eacute;tricas envolveram a realiza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de medi&ccedil;&otilde;es de criometria e de termometria em IF. No primeiro caso, foi utilizada uma platina Chaixmeca (Poty et al., 1976), em que o arrefecimento das IF foi produzido atrav&eacute;s de uma fonte externa de azoto l&iacute;quido. Este equipamento permite o arrefecimento at&eacute; cerca de &#8211; 180 &ordm;C. Na calibra&ccedil;&atilde;o desta platina, foram utilizadas IF padr&atilde;o de cristais sint&eacute;ticos e naturais de quartzo. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Para o aquecimento das IF, foi utilizada uma platina Linkam (modelo PR 600), que permite o aquecimento at&eacute; cerca de 600 &ordm;C. Neste caso, para a calibra&ccedil;&atilde;o desta platina foram utilizados produtos qu&iacute;micos com pontos de fus&atilde;o conhecidos, tendo-se obtido uma curva de calibra&ccedil;&atilde;o, para a correc&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos. </p>      <p >Nas an&aacute;lises de Microtermometria, obtiveram-se resultados referentes a diversos par&acirc;metros. Assim, durante o processo de criometria foram registadas as seguintes temperaturas: Te &#8211; temperatura de fus&atilde;o do primeiro cristal de gelo e TfG &#8211; temperatura de fus&atilde;o do gelo. No aquecimento, apenas foi registada a temperatura TH &#8211; temperatura de homogeneiza&ccedil;&atilde;o global, que pode ocorrer em fase l&iacute;quida (L), vapor (V) ou cr&iacute;tica (C). </p>      <p >Os resultados microtermom&eacute;tricos obtidos, permitiram a obten&ccedil;&atilde;o de algumas das propriedades mais importantes relativamente aos fluidos estudados. Assim, foi poss&iacute;vel obter dados referentes &agrave; composi&ccedil;&atilde;o global, salinidade, volume molar e densidade desses fluidos. </p>      <p >Uma forma expedita para a determina&ccedil;&atilde;o das principais propriedades dos fluidos, consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o do programa Fluids (Bakker, 2003) aos resultados microtermom&eacute;tricos obtidos neste estudo. Assim, para o c&aacute;lculo dos dados composicionais dos fluidos utilizou-se o programa Bulk (vers&atilde;o 01/03), enquanto que a determina&ccedil;&atilde;o das respectivas is&oacute;coras, foi obtida atrav&eacute;s de um outro programa, Isoc (vers&atilde;o 01/03), neste caso, com alguns dos dados calculados a partir do anterior. No primeiro caso, para a determina&ccedil;&atilde;o do volume molar e da densidade, optou-se pela equa&ccedil;&atilde;o de estado de Zhang &amp; Frantz (1987). Quanto ao c&aacute;lculo da salinidade, contou-se com o recurso &agrave; equa&ccedil;&atilde;o de Potter et al. (1978). Para o c&aacute;lculo das is&oacute;coras, foi seleccionada a equa&ccedil;&atilde;o de estado de Bodnar &amp; Vityk (1994). </p>      <p >Para a realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises de Espectroscopia micro-Raman, foi utilizada uma microssonda Labram Dilor &#8211; Jobin Yvin-Spex, com uma pot&ecirc;ncia de laser He-Ne de 20 mW, cujo equipamento apresenta uma vasta gama espectral, combinada com uma resolu&ccedil;&atilde;o em profundidade superior a 2,5 mm, com a objectiva de 100x. O aparelho apresenta um sistema electr&oacute;nico, o qual se encontra directamente ligado a um computador, para controlo de aquisi&ccedil;&atilde;o e tratamento de dados. Neste caso, as medi&ccedil;&otilde;es foram efectuadas com o recurso a um laser de 633 nm (vermelho). </p>      <p >Os resultados anal&iacute;ticos adquiridos, permitiram a obten&ccedil;&atilde;o de um espectro Raman individual, relativo a cada IF analisada. Neste caso, analisou-se a fase vapor para verificar a poss&iacute;vel presen&ccedil;a de determinados compostos vol&aacute;teis, tais como, CO<sub>2</sub>, CH<sub>4</sub> e N<sub>2</sub>.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>5 &#8211; RESULTADOS </b></p>          <p >Na &Aacute;rea 1 foram recolhidas tr&ecirc;s amostras (GE-P1, GE-P2 e GE-P3),    em afloramentos onde ocorre este tipo de litologias e que aparentam diferentes    orienta&ccedil;&otilde;es espaciais. Quanto &agrave; &Aacute;rea 2, apenas foi    reconhecida uma orienta&ccedil;&atilde;o predominante para as estruturas que    manifestam enrubescimento, tendo sido efectuado o estudo de tr&ecirc;s amostras    (GA-P1, GA-P2 e GA-24).</p>        <p >&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>5.1 &#8211; Descri&ccedil;&atilde;o petrogr&aacute;fica do quartzo</b></p>          <p >Os cristais de quartzo de origem magm&aacute;tica (Qz I) presentes nas rochas    gran&iacute;ticas de ambas as &aacute;reas, mant&ecirc;m as mesmas caracter&iacute;sticas    petrogr&aacute;ficas dentro das zonas levemente alteradas, pr&oacute;ximas de    estruturas alteradas com enrubescimento. Nestas &uacute;ltimas, os cristais    de Qz I evidenciam, geralmente, a presen&ccedil;a mais intensa de microfracturas    intergranulares.</p>        <p >De uma maneira geral, &eacute; poss&iacute;vel verificar que na generalidade das amostras estudadas, os cristais de Qz I apresentam formas an&eacute;dricas, sendo ainda frequente o reconhecimento de alguns sinais reveladores de deforma&ccedil;&atilde;o, traduzindo-se atrav&eacute;s de extin&ccedil;&atilde;o ondulante e de microtexturas de subgranula&ccedil;&atilde;o e recristaliza&ccedil;&atilde;o. </p>      <p >Quando as microfracturas se apresentam preenchidas, formam PIF intergranulares com orienta&ccedil;&otilde;es distintas, sendo de assinalar a presen&ccedil;a de diferentes &#8220;fam&iacute;lias&#8221; (Fig. 3). Neste estudo, apenas foram caracterizados os PIF com orienta&ccedil;&otilde;es concordantes com as estruturas regionais alteradas com enrubescimento, sendo de admitir que estes constitu&iacute;ram as zonas preferenciais para a circula&ccedil;&atilde;o de fluidos, que resultaram directamente no fen&oacute;meno de epissienitiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas, propriamente dito.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06f3.jpg" width="546" height="392"></p>        
<p  >Fig. 3 &#8211; Alinhamentos de IF secund&aacute;rias resultantes da microfissura&ccedil;&atilde;o que afectou um cristal de Qz I, presente na rocha gran&iacute;tica alterada do Ger&ecirc;s. Os PIF apresentam uma orienta&ccedil;&atilde;o concordante com as estruturas alteradas com enrubescimento que &eacute;, neste caso, pr&oacute;xima do alinhamento N-S.</p>        <p  >&#8211; Trails of secondary FI, which resulted from microfissuration of Qz    I, present in the altered granitic rock from Ger&ecirc;s. The FIP have an orientation    consistent with the reddish altered structures direction, in this case close    to N-S trend. </p>        <p >&nbsp;</p>      <p ><b>5.2 &#8211; Tipos de IF </b></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p >O Qz I evidencia frequentemente a presen&ccedil;a de microfracturas que, muitas    vezes, se apresentam preenchidas com IF alinhadas, de origem secund&aacute;ria    (PIF). Um dos principais objectivos deste estudo, prendeu-se com o facto de    se poderem determinar as direc&ccedil;&otilde;es principais dos PIF presentes.    A exist&ecirc;ncia de diferentes orienta&ccedil;&otilde;es dos PIF, &eacute;    reveladora de uma sobreposi&ccedil;&atilde;o mais ou menos complexa, de diversos    eventos de circula&ccedil;&atilde;o de fluidos, os quais ficaram melhor registados    nos cristais de quartzo. </p>        <p >No caso da &Aacute;rea 1, foram estudadas tr&ecirc;s amostras orientadas representativas    de estruturas alteradas com diferentes orienta&ccedil;&otilde;es regionais,    nomeadamente, N-S (GE-P1) NE-SO (GE-P2) e NO-SE (GE-P3). Assim, foram reconhecidos    PIF com direc&ccedil;&atilde;o N-S, NE-SO, NO-SE e, menos frequentemente, E-O    (Fig. 4-A). Quanto &agrave;s IF secund&aacute;rias que se encontram representadas    nos PIF que cortam os cristais de Qz I, s&atilde;o de pequena dimens&atilde;o,    raramente ultrapassando 10 mm. Apresentam formas bastante regulares, por vezes,    em &#8220;cristal negativo&#8221;, sendo tamb&eacute;m observadas IF ovais e    alongadas (Fig. 5-A). Correspondem a IF bif&aacute;sicas, em que a fase gasosa    pode ocupar entre 5 e 30% do volume total da IF, sendo mais frequente um valor    aproximado de 10% (grau de preenchimento, Flw = 0,90). Neste &uacute;ltimo caso,    n&atilde;o foi poss&iacute;vel efectuar a an&aacute;lise de muitas IF dado que,    na sua maioria possuem uma fase gasosa metaest&aacute;vel com movimentos &#8220;brownianos&#8221;,    o que dificulta a realiza&ccedil;&atilde;o de medi&ccedil;&otilde;es microtermom&eacute;tricas.  </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06f4.jpg" width="609" height="265"></p>     
<p >Fig. 4 &#8211; Orienta&ccedil;&otilde;es preferenciais dos PIF que foram medidos    em diferentes amostras orientadas de ambas as &aacute;reas em estudo. Representam-se    os diagramas de rosetas e de contornos de p&oacute;los, respectivamente, para    as amostras do Ger&ecirc;s (A) e Guarda (B). As direc&ccedil;&otilde;es das    estruturas com enrubescimento encontram-se preenchidas a vermelho. A) GE-P1:    n=74, N 0-10&ordm;; GE-P2: n=70; N 40-70&ordm;; GE-P3: n=69; N 120-160&ordm;;    B) GA-P1: n=67, N 0-20&ordm;; GA-P2: n=69; N 10-40&ordm;. </p>     <p  >&#8211; Preferential orientations of FIP, which were measured from different    oriented samples collected in both studied areas.&nbsp; Rose and contour pole    diagrams are represented, for samples from Ger&ecirc;s (A) and Guarda (B), respectively.    The main directions of altered structures are highlighted in red. A) GE-P1:    n = 74, N 0-10&ordm;; GE-P2, n = 70, N 40-70&ordm;, SG-P3, n = 69, N 120-160&ordm;,    B) GA-P1: n = 67, N 0-20&ordm;; GA-P2, n = 69, N 10-40&ordm;.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06f5.jpg" width="615" height="524"></p>     
<p  >Fig. 5 &#8211; Aspecto das IF secund&aacute;rias associadas aos PIF com direc&ccedil;&atilde;o    NE-SO, presentes em cristais de Qz I do granito alterado do Ger&ecirc;s (A)    e da Guarda (B). Em ambos os casos, correspondem a IF aquosas bif&aacute;sicas    com forma muito regular. </p>     <p  >&#8211; Aspect of secondary FI associated with NE-SW FIP, present in Qz I    crystals from altered granites of Ger&ecirc;s (A) and Guarda (B). In both cases,    they correspond to two-phase aqueous FI, very regular in form.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >&nbsp;</p>        <p >Tamb&eacute;m, s&atilde;o frequentes IF secund&aacute;rias, monof&aacute;sicas, apenas com fase l&iacute;quida. A sua origem parece, contudo, ser muito semelhante &agrave; das anteriores. Em ambos os tipos de IF, n&atilde;o foi detectada a presen&ccedil;a de fases s&oacute;lidas.</p>      <p >Para a &Aacute;rea 2, foram estudadas tr&ecirc;s amostras, GA-24, GA-P1 e GA-P2. Foi efectuado um estudo microestrutural sobre as duas &uacute;ltimas amostras, com o objectivo de se determinarem as orienta&ccedil;&otilde;es principais que caracterizam os PIF presentes no Qz I. Este estudo permitiu a confirma&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s orienta&ccedil;&otilde;es distintas para os PIF, nomeadamente, NE-SO, NO-SE e E-O, conforme &eacute; poss&iacute;vel verificar atrav&eacute;s dos respectivos diagramas de rosetas (Fig. 4-B). Na globalidade, correspondem a PIF que podem apresentar continuidade vari&aacute;vel ao longo do cristal. Contudo, tal como para a &Aacute;rea 1, nas medi&ccedil;&otilde;es efectuadas predominam os PIF intergranulares e, em menor grau, os intragranulares. </p>      <p >Tamb&eacute;m aqui se procedeu &agrave; selec&ccedil;&atilde;o de alguns PIF com uma direc&ccedil;&atilde;o id&ecirc;ntica &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o regional dominante das estruturas com enrubescimento, segundo NE-SO, a qual se encontra mais bem representada na amostra GA-P2 (Fig. 4-B). O facto de na amostra GA-P1 esta orienta&ccedil;&atilde;o se encontrar mais aproximada da direc&ccedil;&atilde;o NNE-SSO, poder&aacute; ser explicado atrav&eacute;s de varia&ccedil;&otilde;es locais do pr&oacute;prio campo de tens&otilde;es regional ou, mesmo, da pr&oacute;pria dist&acirc;ncia &agrave; zona alterada mais central.</p>      <p >Nas amostras da Guarda, as IF presentes s&atilde;o bastante regulares, sendo frequentemente arredondadas, podendo ocorrer na forma de &#8220;cristal negativo&#8221; (Fig. 5-B). Tamb&eacute;m, podem apresentar formas tubulares. S&atilde;o bif&aacute;sicas, de pequeno tamanho e raramente excedem 10 mm. O volume da fase gasosa da IF pode variar entre 5 e 30% sendo, o valor mais frequente de cerca de 10% (Flw = 0,90). Tal como no caso do Ger&ecirc;s, n&atilde;o foi detectada a presen&ccedil;a de fases s&oacute;lidas no interior destas IF.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>5.3 &#8211; Resultados de Microtermometria </b></p>         <p >Na Tab. 1 apresentam-se de uma forma sint&eacute;tica, as principais caracter&iacute;sticas    dos fluidos analisados em ambas as &aacute;reas. Os resultados microtermom&eacute;tricos    obtidos, encontram-se representados nos histogramas referentes a TfG e a TH    (Fig. 6-A e 6-B).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b ><a name="topt1"></a><a href="#t1">TABELA 1</a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >Principais caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, microtermom&eacute;tricas    e composicionais dos fluidos associados aos PIF presentes em Qz I, estudados    nas duas &aacute;reas em estudo. <sup>1</sup>PIF N-S; <sup>2</sup>PIF NE-SO;    <sup>3</sup>PIF NO-SE.</p>     <p  >Main physical, compositional and microtermometric characteristics, for fluids    associated with FIP present in Qz I from both studied areas. <sup>1</sup>PIF    N-S; <sup>2</sup>PIF NE-SO; <sup>3</sup>PIF NO-SE.</p>     <p  ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06t1.jpg" width="498" height="360"></p>     
<p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06f6.jpg" width="568" height="468"></p>     
<p  >Fig. 6 &#8211; Histogramas representativos dos resultados globais referentes    &agrave;s temperaturas de fus&atilde;o do gelo (TfG) e de homogeneiza&ccedil;&atilde;o    global (TH) obtidos em IF secund&aacute;rias associadas aos PIF presentes em    quartzos magm&aacute;ticos (Qz I) para as &aacute;reas de Ger&ecirc;s (A) e    Guarda (B), respectivamente.</p>     <p  >&#8211; Histograms representing the whole results concerning the ice melting    temperature (TfG) and global homogenization (TH), obtained in secondary FI associated    with FIP present in magmatic quartz (Qz I) from Ger&ecirc;s (A) and Guarda (    B) areas, respectively.</p>     <p  >&nbsp;</p>        <p >Para o caso da &Aacute;rea 1 foram estudadas 152 IF de origem secund&aacute;ria. Na amostra GE-P1, procedeu-se preferencialmente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o das IF presentes em alinhamentos N-S. De acordo com os diagramas representados na Fig. 6-A, a TfG varia entre &#8211; 5,0 e 0,0 &ordm;C (m&eacute;dia de &#8211;2,2 &ordm;C), com dois m&aacute;ximos aos &#8211;3,0 e &#8211;1,0 &ordm;C, respectivamente. Para a amostra GE-P2, onde foram estudadas PIF com orienta&ccedil;&atilde;o NE-SO, os valores de TfG s&atilde;o ligeiramente mais baixos, variando entre &#8211; 6,1 e 0,0 &ordm;C (m&eacute;dia de &#8211;3,1 &ordm;C), cujo m&aacute;ximo se situa pr&oacute;ximo de &#8211; 4,0 &ordm;C. Em GE-P3, os valores registados para TfG s&atilde;o mais elevados, variando de &#8211; 2,7 a 0,0 &ordm;C (m&eacute;dia de &#8211;1,1 &ordm;C).</p>      <p >De uma forma geral, verificou-se que o valor de TfG &eacute; pouco vari&aacute;vel ao longo do mesmo PIF, o que poder&aacute; indiciar que este n&atilde;o tenha sofrido modifica&ccedil;&otilde;es mais tardias. As medi&ccedil;&otilde;es de criometria efectuadas nestas IF, n&atilde;o indicaram a presen&ccedil;a de subst&acirc;ncias vol&aacute;teis nos fluidos, nomeadamente, de CO<sub>2</sub>, CH<sub>4</sub> e N<sub>2</sub>, entre outras, tendo o mesmo sido confirmado atrav&eacute;s de Microssonda Raman. N&atilde;o foi detectada a presen&ccedil;a de clatratos em qualquer situa&ccedil;&atilde;o analisada. No entanto, foi poss&iacute;vel a obten&ccedil;&atilde;o de resultados relativos ao in&iacute;cio da fus&atilde;o do gelo, tendo-se obtido valores de Te situados entre &#8211;50 e &#8211;30 &ordm;C. De acordo com Davis et al. (1990), estes valores indicam a presen&ccedil;a, al&eacute;m de Na<sup>+</sup>, de outros cati&otilde;es na fase fluida aquosa, nomeadamente, de Mg<sup>2+</sup> ou, mesmo, de Ca<sup>2+</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Para a homogeneiza&ccedil;&atilde;o global, registaram-se intervalos de temperatura bastante mais alargados, em que TH &eacute; vari&aacute;vel consoante a amostra (direc&ccedil;&atilde;o) considerada, tendo a mesma ocorrido sempre em l&iacute;quido (Fig. 6-A). Assim, para a amostra GE-P1, determinou-se um intervalo situado entre 148 e 293&ordm;C (m&eacute;dia de 196 &ordm;C), sendo ligeiramente mais baixo para GE-P2, de 143 a 207 &ordm;C (m&eacute;dia de 178&ordm;C). No caso de GE-P3, os valores registados s&atilde;o bastante inferiores aos restantes, situando-se entre 122 e 162 &ordm;C (m&eacute;dia de 128 &ordm;C). </p>      <p >Quanto aos resultados globais de TfG e TH obtidos para o Ger&ecirc;s, &eacute; poss&iacute;vel verificar atrav&eacute;s dos histogramas da Fig. 6-A, a exist&ecirc;ncia de dois picos de TfG situados aos &#8211;4,0 e &#8211;1,0 &ordm;C e, apenas um pico para TH entre 180 e 200 &ordm;C. </p>      <p >Relativamente &agrave; &Aacute;rea 2, foram analisadas 146 IF de origem secund&aacute;ria em tr&ecirc;s amostras. No c&ocirc;mputo geral, as IF associadas com os PIF orientados segundo NE-SO (pr&oacute;xima de N40&ordm;), apontam para a presen&ccedil;a do mesmo tipo de fluidos. Assim, relativamente &agrave;s TfG obtidas, indicam uma varia&ccedil;&atilde;o no intervalo de &#8211;6,6 a &#8211;0,1 &ordm;C (m&eacute;dia de &#8211;3,3 &ordm;C). Os dados relativos ao in&iacute;cio da fus&atilde;o do gelo, indicam que as temperaturas do eut&eacute;tico (Te) s&atilde;o muito semelhantes, tendo-se cifrado entre &#8211;52 e &#8211;30 &ordm;C, o que aponta para a presen&ccedil;a al&eacute;m de Na<sup>+</sup>, de outros cati&otilde;es nos fluidos, nomeadamente, de Mg<sup>2+</sup> ou Ca<sup>2+</sup>. </p>      <p >Tal como para o caso anterior, verificou-se que a temperatura registada foi muito semelhante para as IF presentes no mesmo PIF. Por outro lado, n&atilde;o foi confirmada atrav&eacute;s das medi&ccedil;&otilde;es efectuadas a presen&ccedil;a de vol&aacute;teis, mesmo em quantidade suficiente para formarem clatratos, quer atrav&eacute;s de criometria, quer com a Microssonda Raman. </p>      <p >Quanto a TH, esta varia entre 171 e 305 &ordm;C (m&eacute;dia de 249 &ordm;C), tendo a mesma ocorrido sempre em l&iacute;quido. </p>      <p >Na generalidade, os resultados globais obtidos para a Guarda s&atilde;o ligeiramente    diferentes dos do Ger&ecirc;s. Assim, atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos diagramas    representados na Fig. 6-B, verifica-se que TfG &eacute; geralmente mais baixa,    com dois picos aos &#8211;5,0 e &#8211;3,0 &ordm;C. Quanto a TH, os valores    globais obtidos indicam temperaturas superiores, com um pico situado entre 240    e 260 &ordm;C.</p>        <p  >&nbsp;</p>      <p ><b>5.4 &#8211; Composi&ccedil;&atilde;o dos fluidos</b></p>        <p >De acordo com os resultados microtermom&eacute;tricos obtidos atrav&eacute;s    do estudo dos PIF, foi poss&iacute;vel concluir que estes correspondem na generalidade,    a fluidos aquosos (L<sub>w</sub>) de baixa salinidade, do sistema H<sub>2</sub>O    &#8211; NaCl &#8211; (Ca, Mg, Cl<sub>2</sub>). Para a &Aacute;rea 1, o c&aacute;lculo    da composi&ccedil;&atilde;o dos fluidos indicou a exist&ecirc;ncia de pequenas    diferen&ccedil;as, relativamente a cada uma das orienta&ccedil;&otilde;es dos    PIF analisadas (<a name="t1"></a><a href="#topt1">Tab. 1</a>). Os fluidos N-S    apresentam uma densidade (D) mais baixa, situada entre 0,83 e 0,96 (m&eacute;dia    de 0,91). Para as restantes direc&ccedil;&otilde;es, o valor m&eacute;dio &eacute;    ligeiramente mais elevado, sendo de 0,93 (NE-SO) e 0,95 (NO-SE). A situa&ccedil;&atilde;o    inversa &eacute; verificada para o volume molar (Vm) dos fluidos. </p>        <p >A salinidade m&eacute;dia &eacute;, tamb&eacute;m, vari&aacute;vel em fun&ccedil;&atilde;o da direc&ccedil;&atilde;o de circula&ccedil;&atilde;o dos fluidos. Os valores mais elevados registaram-se nos PIF com orienta&ccedil;&atilde;o NE-SO, variando entre 0,00 e 9,34 % eq. peso NaCl (m&eacute;dia de 5,11 % eq. peso NaCl). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Para os PIF com direc&ccedil;&atilde;o N-S a salinidade m&eacute;dia situa-se em 3,71 % eq. peso NaCl e, para a direc&ccedil;&atilde;o NO-SE em 1,91 % eq. peso NaCl. No diagrama TH vs. Salinidade, representado na Fig. 7, &eacute; poss&iacute;vel verificar a varia&ccedil;&atilde;o da salinidade dos fluidos com a TH obtida para cada direc&ccedil;&atilde;o. Assim, para o caso do Ger&ecirc;s, assiste-se a uma diminui&ccedil;&atilde;o gradual dos valores de salinidade com TH, que &eacute; mais evidente para os PIF com orienta&ccedil;&atilde;o N-S (amostra GE-P1). </p>      <p >Para a &Aacute;rea 2, os fluidos associados com os PIF NE-SO, indicam resultados muito semelhantes (Tab. 1). O valor relativo &agrave; densidade global (D) destes fluidos &eacute; pouco vari&aacute;vel, situando-se entre 0,74 e 0,93 (m&eacute;dia de 0,86 g/cc). Do mesmo modo, o volume molar (Vm) &eacute;, tamb&eacute;m, bastante constante. </p>      <p >Relativamente &agrave; salinidade obtida, a mesma varia na globalidade entre 0,18 e 9,98 % eq. peso NaCl sendo que, a m&eacute;dia mais elevada de 6,25 % eq. peso NaCl foi registada na amostra GA-P2. Conforme se pode observar atrav&eacute;s da an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o TH vs. Salinidade, representada no diagrama da Fig. 7, verifica-se tal como para o Ger&ecirc;s, que os valores de salinidade mais elevados correspondem a valores de TH, tamb&eacute;m, mais elevados.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06f7.jpg" width="511" height="359"></p>        
<p  >Fig. 7 &#8211; Diagrama representativo da rela&ccedil;&atilde;o TH vs. Salinidade (% eq. peso NaCl), para os fluidos presentes nos PIF associados com as estruturas alteradas das &aacute;reas em estudo. A evolu&ccedil;&atilde;o dos fluidos &eacute; semelhante, verificando-se uma diminui&ccedil;&atilde;o gradual da salinidade com a temperatura de homogeneiza&ccedil;&atilde;o.</p>        <p  >&#8211; Diagram representing TH vs. Salinity (weight % eq. NaCl) relation    for the fluids present in FIP associated with altered structures from both studied    areas. The fluid evolution is similar, showing a gradual decrease in salinity    with the homogenization temperature.</p>        <p >&nbsp;</p>      <p ><b>5.5 &#8211; Condi&ccedil;&otilde;es P-T de aprisionamento </b></p>        <p >Na determina&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es P-T de aprisionamento    dos fluidos associados aos PIF, recorreu-se aos resultados microtermom&eacute;tricos    para o c&aacute;lculo das is&oacute;coras respectivas, bem como, a outros geoterm&oacute;metros,    nomeadamente, da clorite e da moscovite (Jaques, 2008). Para o caso da clorite    foi utilizado o geoterm&oacute;metro de Cathelineau &amp; Nieva (1985), o qual    assume uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a temperatura de cristaliza&ccedil;&atilde;o    e o teor em Al<sub>IV</sub> na estrutura deste filossilicato. Os valores m&eacute;dios    de temperatura obtidos s&atilde;o vari&aacute;veis, relativamente ao processo    de cloritiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas. Assim, para as f&aacute;cies    de altera&ccedil;&atilde;o epissien&iacute;tica de ambas as &aacute;reas em    estudo, registaram-se valores m&eacute;dios mais elevados de 309 &ordm;C para    o caso do Ger&ecirc;s, e de 295 &ordm;C para as amostras da Guarda (Tab. 2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><b>TABELA 2</b></p>     <p  >Resultados m&eacute;dios relativos &agrave; temperatura de cristaliza&ccedil;&atilde;o    das clorites e das micas brancas presentes nas rochas epissien&iacute;ticas    das duas &aacute;reas em estudo. Os valores obtidos foram calculados atrav&eacute;s    do recurso a geoterm&oacute;metros.</p>     <p  >Cl I &#8211; clorite resultante da altera&ccedil;&atilde;o da biotite; Ms    II &#8211; agregado de micas brancas a preencher cavidades; Ms II* &#8211; micas    resultantes da altera&ccedil;&atilde;o da biotite; Ms II** &#8211; micas resultantes    da altera&ccedil;&atilde;o do feldspato; Gr-a &#8211; rocha gran&iacute;tica    alterada sem dissolu&ccedil;&atilde;o do quartzo magm&aacute;tico; Epi &#8211;    zona de altera&ccedil;&atilde;o epissien&iacute;tica.</p>     <p  >Average results of crystallization temperature of chlorites and white micas,    present in episyenitic rocks from the two studied areas. These values were calculated    by using geothermometers.</p>     <p  >Cl I - chlorite resulted from biotite alteration; Ms II - white micas aggregate    infilling cavities; Ms II* - mica resulted from biotite alteration; Ms II**    - micas resulted from feldspar alteration; Gr-a - altered granitic rock, without    dissolution of magmatic quartz; Epi - episyenitic zone.</p>     <p  ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06t2.jpg" width="489" height="282"></p>     
<p  >&nbsp;</p>     <p >Para o c&aacute;lculo das temperaturas de forma&ccedil;&atilde;o relativas &agrave;s diferentes gera&ccedil;&otilde;es de moscovite, as quais ocorrem associadas &agrave;s zonas alteradas com enrubescimento da regi&atilde;o da Guarda, recorreu-se ao diagrama definido por Lambert (1959), o qual relaciona o teor em paragonite das micas brancas com a sua temperatura de cristaliza&ccedil;&atilde;o. Os resultados obtidos indicam valores m&eacute;dios de temperatura mais elevados de 336 &ordm;C, nomeadamente, para os agregados de micas brancas presentes em cavidades, de 365 &ordm;C para as micas resultantes da altera&ccedil;&atilde;o da biotite e de 324 &ordm;C para a forma&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria de moscovite ap&oacute;s a altera&ccedil;&atilde;o dos feldspatos (Tab. 2). Valores m&eacute;dios inferiores, foram obtidos em amostras provenientes da parte mais central das estruturas alteradas. </p>      <p >De acordo com o diagrama P-T representado na Fig. 8, &eacute; poss&iacute;vel    verificar algumas diferen&ccedil;as relativamente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o    dos fluidos L<sub>w</sub>, respons&aacute;veis pelo processo de epissienitiza&ccedil;&atilde;o    das rochas gran&iacute;ticas, nas duas &aacute;reas em estudo. Assim, para o    caso da &Aacute;rea 1, os fluidos aquosos circularam a temperaturas que n&atilde;o    excederam em muito os 300 &ordm;C, a uma press&atilde;o que n&atilde;o ultrapassou    os 115 MPa. Assumindo que as press&otilde;es s&atilde;o litost&aacute;ticas,    verifica-se que este processo ter&aacute; evolu&iacute;do numa profundidade    m&aacute;xima, da ordem dos 4 km. Noronha (1983) refere a ocorr&ecirc;ncia de    press&otilde;es situadas entre 65 e 100 MPa, para a g&eacute;nese do jazigo    de tungst&eacute;nio da Borralha, que considera como espacialmente associado    aos granitos p&oacute;s-tect&oacute;nicos desta regi&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a06f8.jpg" width="512" height="348"></p>     
<p  >Fig. 8 &#8211; Diagrama que evidencia as condi&ccedil;&otilde;es P-T atribu&iacute;das    aos fluidos Lw associados aos PIF nas zonas alteradas das &aacute;reas em estudo.    Estes fluidos ter&atilde;o sido respons&aacute;veis pelos processos de albitiza&ccedil;&atilde;o    e dissolu&ccedil;&atilde;o do quartzo magm&aacute;tico, relacionados com o fen&oacute;meno    de epissienitiza&ccedil;&atilde;o que afectou as rochas gran&iacute;ticas.</p>     <p  >&#8211; P-T diagram for Lw fluids associated with FIP, present in the altered    zones from studied areas. These fluids have been responsible for albitization    and quartz dissolution processes, related to the episyenitization event, which    affected the granitic rocks.</p>     <p >&nbsp;</p>         <p >Para a &Aacute;rea 2, os resultados obtidos s&atilde;o um pouco distintos, tendo-se registado temperaturas mais elevadas e press&otilde;es mais baixas. As condi&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o dos fluidos L<sub>w</sub> relacionados com a epissienitiza&ccedil;&atilde;o de rochas gran&iacute;ticas da regi&atilde;o da Guarda indicam uma temperatura m&aacute;xima da ordem dos 360 &ordm;C, a que corresponde uma press&atilde;o pr&oacute;xima de 67 MPa (Fig. 8). Neste caso, a profundidade m&aacute;xima relativa &agrave; forma&ccedil;&atilde;o destas litologias de altera&ccedil;&atilde;o situa-se em 2,5 km, admitindo tratar-se de press&otilde;es litost&aacute;ticas. Neiva et al. (1987) definiram neste mesmo contexto, um intervalo de press&otilde;es situado entre 100 e 150 MPa, relativamente &agrave; altera&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas do maci&ccedil;o gran&iacute;tico da Serra da Estrela.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>6 &#8211; DISCUSS&Atilde;O E CONCLUS&Otilde;ES</b> </p>          <p >Lespinasse &amp; P&ecirc;cher (1986) e Lespinasse &amp; Cathelineau (1990)    consideram que os PIF marcam a exist&ecirc;ncia de &#8220;zonas fossilizadas    de circula&ccedil;&atilde;o&#8221;, em que as IF representar&atilde;o os vest&iacute;gios    dos fluidos aprisionados, que ter&atilde;o sido respons&aacute;veis pela epissienitiza&ccedil;&atilde;o    das rochas gran&iacute;ticas. </p>        <p >Assim, assume-se que durante o processo de epissienitiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas estudadas, parte dos fluidos que percolaram ao longo das zonas de altera&ccedil;&atilde;o ficaram aprisionados em microfracturas, as quais se encontram representadas atrav&eacute;s de alinhamentos secund&aacute;rios de IF nos cristais de quartzo de origem magm&aacute;tica (Qz I). Foi poss&iacute;vel verificar que as orienta&ccedil;&otilde;es dos PIF, permitiram evidenciar a exist&ecirc;ncia de uma boa correla&ccedil;&atilde;o com as principais estruturas &agrave; escala regional, e nas quais se inserem as zonas alteradas com enrubescimento. Assim, para a &Aacute;rea 1 foram identificadas diferentes orienta&ccedil;&otilde;es, nomeadamente, N-S, NE-SO e, menos frequentemente NO-SE, enquanto que para a regi&atilde;o da Guarda predomina a direc&ccedil;&atilde;o NE-SO. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Mateus (2001) e Mateus &amp; Noronha (2001) referem-se &agrave; ocorr&ecirc;ncia de fluidos aquosos que circularam no soco rochoso da ZCI durante um per&iacute;odo designado de tardi-Herc&iacute;nico, e que estariam associados com a reactiva&ccedil;&atilde;o de segmentos de falha, contempor&acirc;neos do &#8220;arrefecimento progressivo do sistema&#8221;. Considera-se que estar&atilde;o nesta situa&ccedil;&atilde;o, os fluidos contempor&acirc;neos do fen&oacute;meno de epissienitiza&ccedil;&atilde;o que afectou as rochas gran&iacute;ticas de ambas as &aacute;reas. De facto, as data&ccedil;&otilde;es obtidas no feldspato pot&aacute;ssico atrav&eacute;s de K-Ar indicam uma idade de 273,6 &plusmn; 11,7 Ma, para a epissienitiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas do Ger&ecirc;s (Jaques et al., 2010). Para a mesma &aacute;rea, as moscovites associadas com a ocorr&ecirc;ncia de mineraliza&ccedil;&otilde;es de Mo nas minas da Borralha, revelaram uma idade K-Ar de 280,0 &plusmn; 5,0 Ma (Noronha et al., 2006). No caso da regi&atilde;o da Guarda, foram calculadas idades K-Ar mais recentes para as rochas epissien&iacute;ticas, de 245,0 &plusmn; 4,8 Ma (Bobos et al., 2005). </p>      <p >Por outro lado, os fluidos que s&atilde;o caracterizados neste estudo apresentam muitas semelhan&ccedil;as com fluidos associados a outras ocorr&ecirc;ncias de rochas epissien&iacute;ticas situadas em contexto Herc&iacute;nico, nomeadamente, no Sistema Central Espanhol (Gonz&aacute;lez-Casado et al., 1996; Caballero et al., 1996) e no Maci&ccedil;o Central Franc&ecirc;s (Leroy, 1978; Cathelineau, 1987; Lespinasse &amp; Cathelineau, 1990). </p>      <p >Quanto &agrave; origem dos fluidos hidrotermais, e para o caso da &Aacute;rea 1, Turpin (1984) apresenta resultados isot&oacute;picos relativos a um epissienito associado com um fil&atilde;o de quartzo mineralizado com volframite, proveniente da regi&atilde;o de Lovios-Ger&ecirc;s. Neste caso, foram obtidos valores de d<sup>18</sup>O no quartzo (+10,8&#8240;) e no feldspato (+10,9 e +11,5&#8240;), bem como, de dD (&#8211;29&#8240;). De acordo com os resultados, aquele autor considera que estes poder&atilde;o apontar para uma contribui&ccedil;&atilde;o de fluidos hidrotermais com origem mete&oacute;rica, tanto para a zona mineralizada como para a g&eacute;nese das pr&oacute;prias rochas epissien&iacute;ticas. </p>      <p >Relativamente &agrave; &Aacute;rea 2, n&atilde;o existem at&eacute; ao momento quaisquer dados isot&oacute;picos, que indiquem uma origem para os fluidos envolvidos. Contudo, Neiva et al. (1987) atribuem uma origem essencialmente mete&oacute;rica, para os fluidos que participaram directamente nos processos de altera&ccedil;&atilde;o dos granitos da Serra da Estrela, admitindo ainda alguma contribui&ccedil;&atilde;o de fluidos resultantes do arrefecimento das rochas gran&iacute;ticas. No entanto, tendo em conta a grande semelhan&ccedil;a existente entre estes fluidos com as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas dos fluidos associados com a &Aacute;rea 1, n&atilde;o ser&aacute; despropositado de admitir, tamb&eacute;m, uma origem mete&oacute;rica relativamente aos fluidos directamente respons&aacute;veis pelo processo de epissienitiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas da regi&atilde;o da Guarda. </p>      <p >As caracter&iacute;sticas microtermom&eacute;tricas relativas aos fluidos estudados permitiram identificar a exist&ecirc;ncia de um tipo dominante de fluidos, relacionados com os PIF que cortam os cristais de quartzo de origem magm&aacute;tica (Qz I). Trata-se de fluidos aquosos (L<sub>w</sub>) do sistema H<sub>2</sub>O-NaCl, com salinidade baixa a moderada na &Aacute;rea 1, e moderada para o caso da &Aacute;rea 2. Neste &uacute;ltimo caso, as temperaturas m&iacute;nimas de aprisionamento s&atilde;o, tamb&eacute;m, mais elevadas. </p>      <p >A rela&ccedil;&atilde;o entre os valores de temperatura relativos a TfG e a TH para ambas as &aacute;reas em estudo, indica a exist&ecirc;ncia de uma &#8220;evolu&ccedil;&atilde;o&#8221;&nbsp;que se traduz atrav&eacute;s de uma diminui&ccedil;&atilde;o da salinidade do fluido, &agrave; medida que diminui a temperatura do sistema hidrotermal. </p>      <p >O processo de circula&ccedil;&atilde;o de fluidos que implicou a progressiva dissolu&ccedil;&atilde;o do quartzo, foi acompanhada por uma albitiza&ccedil;&atilde;o mais ou menos intensa dos feldspatos, a qual corresponde a uma das fases de altera&ccedil;&atilde;o deut&eacute;rica, &#8220;subsolidus&#8221;, que afectou as rochas gran&iacute;ticas. O in&iacute;cio da altera&ccedil;&atilde;o hidrotermal que deu origem aos epissienitos, teve lugar posteriormente ao processo de instala&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas e quando estas j&aacute; se encontravam num n&iacute;vel crustal mais alto que o correspondente ao da sua intrus&atilde;o (Jaques, 2008). </p>      <p >A circula&ccedil;&atilde;o dos fluidos esteve na depend&ecirc;ncia directa da intensidade da fractura&ccedil;&atilde;o que afectou localmente as rochas gran&iacute;ticas e, consequentemente, da permeabilidade em grande que caracteriza estas estruturas. Assim, a circula&ccedil;&atilde;o do tipo &#8220;fissural&#8221; ter&aacute; permitido a entrada no sistema de fluidos hidrotermais que implicaram, principalmente, a dissolu&ccedil;&atilde;o do quartzo de origem magm&aacute;tica, juntamente com a altera&ccedil;&atilde;o das restantes fases minerais &#8220;gran&iacute;ticas&#8221; ao longo dessas zonas. O aumento da porosidade, bem como, da permeabilidade da rocha gran&iacute;tica que se registou durante a actua&ccedil;&atilde;o deste processo de altera&ccedil;&atilde;o ter&aacute;, de certo modo, induzido a circula&ccedil;&atilde;o mais intensa desses fluidos com capacidade para reagir com as restantes fases minerais. </p>      <p >Relativamente ao fen&oacute;meno principal de altera&ccedil;&atilde;o hidrotermal que afectou as rochas gran&iacute;ticas presentes em ambas as &aacute;reas de estudo, os fluidos directamente relacionados com a albitiza&ccedil;&atilde;o dos feldspatos e a dissolu&ccedil;&atilde;o do quartzo de origem magm&aacute;tica (epissienitiza&ccedil;&atilde;o) ter&atilde;o circulado, a uma escala microsc&oacute;pica, ao longo de planos de IF (PIF) espec&iacute;ficos, neste caso, controlados pelo desenvolvimento de estruturas fr&aacute;geis principais, que determinaram a g&eacute;nese das zonas alteradas com enrubescimento. </p>      <p >De uma maneira geral, de acordo com os resultados obtidos atrav&eacute;s deste estudo, poder-se-&aacute; concluir que o desenvolvimento do processo de epissienitiza&ccedil;&atilde;o das rochas gran&iacute;ticas presentes nas duas &aacute;reas, decorreu sob temperaturas inferiores a 400 &ordm;C, e que a press&atilde;o associada n&atilde;o ter&aacute; ultrapassado os 120 MPa, para o caso de se considerarem condi&ccedil;&otilde;es litost&aacute;ticas de circula&ccedil;&atilde;o de fluidos. Assim, a exist&ecirc;ncia localizada de anisotropias estruturais mais tardias, ter&aacute; permitido o influxo e a circula&ccedil;&atilde;o de fluidos hidrotermais, com uma origem essencialmente mete&oacute;rica, at&eacute; profundidades n&atilde;o superiores a 5 km, os quais interagiram localmente com as rochas gran&iacute;ticas, resultando na sua altera&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>      <p ><b>AGRADECIMENTOS</b> </p>          <p >O presente estudo contou com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia    e a Tecnologia (FCT) atrav&eacute;s de uma Bolsa de Doutoramento (SFRH/BD/4646/2001).  </p>        <p >Os autores agradecem a dois revisores an&oacute;nimos, pelos seus coment&aacute;rios e observa&ccedil;&otilde;es pertinentes, os quais contribu&iacute;ram para o enriquecimento deste trabalho. </p>        <p >&nbsp;</p>          <p ><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b>&nbsp;</p>        <p >&Aacute;vila-Martins, J. (1972) &#8211; Les roches granitiques rouges de la    Serra do Ger&ecirc;s (R&eacute;gion Nord du Portugal). Publica&ccedil;&otilde;es    do Museu e Laborat&oacute;rio Mineral&oacute;gico e Geol&oacute;gico da Faculdade    de Ci&ecirc;ncias do Porto, 83, 26 pp. </p>      <p >&Aacute;vila-Martins, J. &amp; Saavedra, J. (1976) &#8211; Estudo do processo de Enrubescimento do granito da Serra do Ger&ecirc;s (Norte de Portugal). Mem&oacute;rias e Not&iacute;cias, Publica&ccedil;&otilde;es do Museu e Laborat&oacute;rio Geol&oacute;gico e Mineral&oacute;gico da Universidade de Coimbra, 82, 79-93. </p>      <p >Bakker, R. J. (2003) &#8211; Package FLUIDS 1. Computer programs for analysis of fluid inclusion data and for modelling bulk fluid properties. Chemical Geology, 194, 3-23. </p>      <p >Bobos, I., Jaques, L., Noronha, F., Clauer, N. &amp; Liewig, N. (2005) &#8211; Geochemistry, geothermometry, and K-Ar dating of Episyenitic Rocks associated with the Guarda Uraniferous Granites, Portugal. 8<sup>th</sup> Biennial SGA Meeting, Beijing-China, 225-228. </p>      ]]></body>
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<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Davis]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. W.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Lowenstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. K.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Spencer]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Melting behaviour of fluid inclusions in laboratory-grown halite crystals in the systems NaCl-H2O, NaCl-KCl-H2O, NaCl-MgCl-H2O, and NaCl-CaCl2-H2O]]></article-title>
<source><![CDATA[Geochimica & Cosmochimica Acta]]></source>
<year>1990</year>
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<surname><![CDATA[Torre de Assunção]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Petrografia do Continente Português]]></article-title>
<source><![CDATA[TÉCNICA, Revista de Engenharia dos Alunos do I. S. T.]]></source>
<year>1956</year>
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