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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Partição da deformação Varisca nos sectores de Peso da Régua e Vila Nova de Foz Côa (Autóctone da Zona Centro Ibérica)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Strain partitioning of Variscan deformation in the Peso da Régua and Vila Nova de Foz Côa region (Centro Iberian Zone autochthon)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The first and main Variscan deformation phase in Marão-Vila Nova de Foz Côa axis (Centro Iberian Autochthon) induced the formation of wide zones gently folded bounded by coeval narrow bands emphasizing stronger deformation. These bands are associated with a WNW-ESE shear zones with a sinistral kinematics. In the Douro Group Cambrian formation of Peso da Régua and Vila Nova de Foz Côa sectors, is possible to see a clear relationship between the narrow bands emphasizing stronger deformation and the regional sinistral shear zones. This geometry shows an extensive area with strong strain partitioning which emphasize the presence of a regional major structure. Such structural pattern characterizes the axial zone of the flower structure, create by the sinistral transpressive regime in northern sectors of the Centro Iberian autochthon during the Variscan orogeny. This structure is here named Douro Flower Structure. The lateral continuity of this regional structure from Marão to Vila Nova de Foz Côa that was possible to put in evidence by this work is interrupted by NNE-SSE Tardi-Variscan sinistral shear-zones, that are reactivated during the Alpine Orogeny.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>Parti&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o Varisca nos sectores    de Peso da R&eacute;gua e Vila Nova de Foz C&ocirc;a (Aut&oacute;ctone da Zona    Centro Ib&eacute;rica) </b></p>     <p >&nbsp;</p>      <p >N. Moreira<sup>1</sup>*; M. B&uacute;rcio**; R. Dias*** &amp; C. Coke**** </p>      <p >* Centro de Ci&ecirc;ncia Viva de Estremoz e LIRIO (Laborat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o de Rochas Industriais e Ornamentais da Escola de Ci&ecirc;ncias e</p>      <p >Tecnologia da Universidade de &Eacute;vora); <a href="mailto:nmoreira@estremoz.cienciaviva.pt">nmoreira@estremoz.cienciaviva.pt</a></p>      <p >** SOLICEL (Sociedade do Centro Industrial de Esteios de Lousa, Lda) e LIRIO    (Laborat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o de Rochas Industriais e Ornamentais    da Escola de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia da Universidade de &Eacute;vora); <a href="mailto:solicel@solicel.pt">solicel@solicel.pt</a></p>      <p >*** Escola de Ci&ecirc;ncias e tecnologia da Universidade de &Eacute;vora    (<i>LIRIO </i>&#8211; Laborat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o de Rochas    Industriais e Ornamentais &#8211; e Departamento de Geologia) e <i>CGE </i>(Centro    de Geof&iacute;sica de &Eacute;vora); <a href="mailto:rdias@uevora.pt">rdias@uevora.pt</a></p>      <p >**** Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Departamento de Geologia    e <i>CGE </i>(Centro de Geof&iacute;sica de &Eacute;vora); <a href="mailto:ccoke@utad.pt">ccoke@utad.pt</a></p>      <p ><sup>1</sup> Autor respons&aacute;vel pela correspond&ecirc;ncia.</p>      <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Resumo</b></p>     <p >A actua&ccedil;&atilde;o da primeira e principal fase de deforma&ccedil;&atilde;o    Varisca no eixo Mar&atilde;o-Vila Nova de Foz C&ocirc;a (Aut&oacute;ctone da    Zona Centro-Ib&eacute;rica) induziu a forma&ccedil;&atilde;o de amplas zonas    pouco deformadas com dobramentos amplos, alternando com zonas contempor&acirc;neas    onde se observa uma deforma&ccedil;&atilde;o bastante mais acentuada; os crit&eacute;rios    cinem&aacute;ticos presentes levam a crer que estas zonas tenham funcionado    como corredores de cisalhamento esquerdo de direc&ccedil;&atilde;o WNW-ESE durante    esta fase de deforma&ccedil;&atilde;o. A geometria e cinem&aacute;tica exibidas    nas forma&ccedil;&otilde;es c&acirc;mbricas do Grupo do Douro dos sectores de    Peso da R&eacute;gua e Vila Nova de Foz C&ocirc;a, permite evidenciar um padr&atilde;o    t&iacute;pico de parti&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o, lateralmente    extenso, com import&acirc;ncia regional. Esta distribui&ccedil;&atilde;o estrutural    permite uma melhor compreens&atilde;o da zona axial de uma estrutura em flor    que est&aacute; presente nos sectores mais setentrionais do Aut&oacute;ctone    da Zona Centro-Ib&eacute;rica e que &eacute; aqui denominada como Estrutura    em Flor do Douro. A continuidade lateral da estrutura regional desde o Mar&atilde;o    a Vila Nova de Foz C&ocirc;a apenas &eacute; interrompida por corredores de    cisalhamento tardi-variscos esquerdos de direc&ccedil;&atilde;o NNE-SSE, reactivados    posteriormente durante o ciclo Alpino.</p>      <p ><b >Palavras-chave</b>: D<sub>1</sub> Varisca, Aut&oacute;ctone Zona Centro-Ib&eacute;rica,    Cisalhamentos Esquerdos WNW-ESE, Estrutura em Flor. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Strain partitioning of Variscan deformation in the Peso da R&eacute;gua    and Vila Nova de Foz C&ocirc;a region (Centro Iberian Zone autochthon)</b></p>      <p ><b >Abstract</b></p>      <p >The first and main Variscan deformation phase in Mar&atilde;o-Vila Nova de    Foz C&ocirc;a axis (Centro Iberian Autochthon) induced the formation of wide    zones gently folded bounded by coeval narrow bands emphasizing stronger deformation.    These bands are associated with a WNW-ESE shear zones with a sinistral kinematics.    In the Douro Group Cambrian formation of Peso da R&eacute;gua and Vila Nova    de Foz C&ocirc;a sectors, is possible to see a clear relationship between the    narrow bands emphasizing stronger deformation and the regional sinistral shear    zones. This geometry shows an extensive area with strong strain partitioning    which emphasize the presence of a regional major structure. Such structural    pattern characterizes the axial zone of the flower structure, create by the    sinistral transpressive regime in northern sectors of the Centro Iberian autochthon    during the Variscan orogeny. This structure is here named Douro Flower Structure.    The lateral continuity of this regional structure from Mar&atilde;o to Vila    Nova de Foz C&ocirc;a that was possible to put in evidence by this work is interrupted    by NNE-SSE Tardi-Variscan sinistral shear-zones, that are reactivated during    the Alpine Orogeny. </p>      <p ><b >Keywords</b>: D<sub>1</sub> Variscan deformation, Centro Iberian Autochthon,    WNW-ESE Sinistral Shears, Flower Structure. </p>      <p >&nbsp;</p>         <p ><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >O Maci&ccedil;o Ib&eacute;rico tem-se revelado de grande import&acirc;ncia    para a compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o geodin&acirc;mica da Cadeia    Varisca (Fig. 1A). </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f1.jpg" target="_blank">Fig. 1</a> &#8211; <b>A </b>&#8211;    Divis&otilde;es do Maci&ccedil;o Ib&eacute;rico (adaptado de RIBEIRO <i>et</i><i>    al</i>., 1979; 1990; SAN JOS&Eacute; <i>et</i><i> al.</i>, 2004): CZ &#8211;    Zona Cant&aacute;brica, WALZ &#8211; Zona Oeste Ast&uacute;rico-Leonesa, GTOMZ    &#8211; Zona de Galiza Tr&aacute;s-os-Montes, CIZ &#8211; Zona Centro-Ib&eacute;rica,    OMZ &#8211; Zona de Ossa-Morena, SPZ &#8211; Zona Sul Portuguesa, MCS &#8211;    Sequ&ecirc;ncias Meso-Cenoz&oacute;icas; <b>B </b>&#8211; Principais unidades    geol&oacute;gicas da zona Centro-Ib&eacute;rica com indica&ccedil;&atilde;o    da verg&ecirc;ncia das estruturas D1 (adaptado de DIAS, 2006 e DIAS <i>et</i><i>    al</i>., 2006); <b>C </b>&#8211; Corte geol&oacute;gico esquem&aacute;tico transversal    &agrave; Zona Centro Ib&eacute;rica (adaptado de RIBEIRO <i>et</i><i> al</i>.,    2007).</p>     
<p >&#8211; A &#8211; Main Iberian Massif units (adapted from Ribeiro et al.,    1979; 1990; San Jos&eacute; et al., 2004): CZ &#8211; Cantabrian Zone; WALZ    &#8211; West Asturian-Leonese Zone; GTOMZ &#8211; Galicia Tr&aacute;s-os-Montes    Zone; CIZ &#8211; Centro Iberian Zone, OMZ &#8211; Ossa-Morena Zone; SPZ &#8211;    South Portuguese Zone; MCS &#8211; Meso-Cenozoic sequences; B &#8211; Main geologic    units of Centro Iberian Zone, with D1 structures facing (adapted from Dias,    2006 e Dias et al., 2006); C &#8211;Centro Iberian Zone geological cross-section    (adapted from Ribeiro et al., 2007).</p>     <p >&nbsp;</p>      <p >Estudos realizados na Serra do Mar&atilde;o (Coke, 2000) evidenciaram a coexist&ecirc;ncia de sectores do Paleoz&oacute;ico inferior onde a deforma&ccedil;&atilde;o Varisca principal (usualmente designada por D<sub>1</sub>) &eacute; incipiente, contrastando com estreitas faixas onde esta deforma&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante acentuada. Os crit&eacute;rios cinem&aacute;ticos existentes nestes dom&iacute;nios mais deformados evidenciam que eles ter&atilde;o funcionado essencialmente como corredores de cisalhamento esquerdo, o que &eacute; compat&iacute;vel com o regime transpressivo esquerdo que tem vindo a ser descrito para a generalidade dos sectores setentrionais do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica (e.g., Ribeiro et al., 1990).</p>      <p >Tendo em vista uma melhor compreens&atilde;o da import&acirc;ncia regional deste padr&atilde;o de deforma&ccedil;&atilde;o heterog&eacute;nea, procedeu-se a estudos detalhados de cartografia estrutural nas forma&ccedil;&otilde;es do Grupo do Douro no sector de Peso da R&eacute;gua e de Vila Nova de Foz C&ocirc;a, os quais s&atilde;o descritos neste trabalho.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>2. ENQUADRAMENTO GEOL&Oacute;GICO</b> </p>     <p ><b>2.1. Enquadramento estrutural</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A Zona Centro-Ib&eacute;rica &eacute; um dom&iacute;nio bastante heterog&eacute;neo    do or&oacute;geno Varisco, compreendendo &aacute;reas com diferentes graus de    metamorfismo, desde baixo a alto grau e abundantes granit&oacute;ides (Ribeiro    et al., 1990). Para al&eacute;m da heterogeneidade metam&oacute;rfica, &eacute;    poss&iacute;vel observar uma acentuada heterogeneidade estrutural, a que n&atilde;o    &eacute; estranha a exist&ecirc;ncia de um complexo de empilhamentos de mantos    al&oacute;ctones e paraut&oacute;ctones sobrepostos &agrave;s forma&ccedil;&otilde;es    aut&oacute;ctones (Fig. 1 B e C). Embora tenha sido poss&iacute;vel evidenciar    a sobreposi&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios eventos variscos d&uacute;cteis    (e.g., Ribeiro et al., 1990; 2007) a generalidade da estrutura do aut&oacute;ctone    &eacute; devida &agrave; actua&ccedil;&atilde;o da primeira fase de deforma&ccedil;&atilde;o    Varisca (D<sub>1</sub>). A verg&ecirc;ncia das estruturas associadas a esta    fase de deforma&ccedil;&atilde;o, existente nos sectores setentrionais do aut&oacute;ctone,    permitiram evidenciar a exist&ecirc;ncia de uma Estrutura em Flor (&#8220;flower    structure&#8221;) positiva &agrave; escala regional (Ribeiro et al., 1979; Dias,    1998; Dias &amp; Ribeiro, 1998; Dias et al., 2006) a qual designamos aqui por    Estrutura em Flor do Douro e que em trabalhos anteriores t&ecirc;m vindo por    vezes a ser referida como Estrutura em Flor Setentrional. Esta estrutura em    flor apresenta um ramo nordeste bem desenvolvido e vergente para NE, que passa    gradualmente &agrave; zona Oeste Ast&uacute;rico-Leonesa e um ramo curto sudoeste    caracterizado pela presen&ccedil;a de dobras com verg&ecirc;ncia para W a SW    (Fig. 1B) evidentes, por exemplo em Valongo, Oliveira de Azem&eacute;is e Caramulo.</p>     <p >As dobras D<sub>1</sub> encontram-se espacialmente associadas a corredores    de cisalhamento esquerdos subparalelos aos planos axiais das mesmas, apresentando    charneiras pouco inclinadas em geral inferiores a 20&ordm; (Dias &amp; Ribeiro,    1998; Dias, 1998, Coke, 2000; Dias et al., 2006). A contemporaneidade entre    dobras e cisalhamentos &eacute; expressa pela rela&ccedil;&atilde;o com a clivagem    principal (S<sub>1</sub>); com efeito, nas dobras esta estrutura &eacute; de    plano axial ou em leque (Fig. 2A), enquanto nos cisalhamentos a cinem&aacute;tica    esquerda &eacute; evidenciada por diversos marcadores, como por exemplo a distor&ccedil;&atilde;o    de porfiroclastos (Fig. 2B) ou a g&eacute;nese de estruturas C-S (Fig. 2C).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f2.jpg" width="270" height="571"></p>     
<p >Fig. 2 &#8211; Estruturas associadas &agrave; deforma&ccedil;&atilde;o D1    Varisca nos sectores setentrionais do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica    desenvolvidas em quartzitos ordov&iacute;cicos. (A) Dobras mesosc&oacute;picas    com clivagem de plano axial na regi&atilde;o de Torre de Moncorvo; (B) Componente    de cisalhamento esquerdo marcada pela distor&ccedil;&atilde;o de clastos de    quartzo em metaconglomerados; (C) Componente de cisalhamento esquerdo marcada    por f&aacute;bricas do tipo C-S.</p>     <p >&#8211; D1 variscan structures developed in Ordovician quartzite of the northern    sectors Centro Iberian Zone. (A) Mesoscopic folds with axial plane cleavage    in Torre de Moncorvo region; (B) Sinistrogiral shear component affecting quartz    clasts in metaconglomerates; (C) Sinistrogiral shear component with C-S fabrics.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >No entanto, o abundante plutonismo varisco associado aos eventos tect&oacute;nicos tardios, relacionados com a 3.&ordf; fase de deforma&ccedil;&atilde;o regional, oblitera grande parte dos sectores centrais da estrutura em flor do Douro at&eacute; porque, nalguns casos, as anisotropias com ela relacionada condicionaram a ascens&atilde;o dos pr&oacute;prios bat&oacute;litos gran&iacute;ticos; isto leva a que o conhecimento que se tem desta macroestrutura seja bastante heterog&eacute;neo, existindo &aacute;reas onde &eacute; poss&iacute;vel acompanhar a estrutura com detalhe, adjacentes a outras caracterizadas por importantes lacunas de informa&ccedil;&atilde;o. Com efeito, embora o seu ramo N esteja relativamente bem conhecido, tendo sido objecto de alguns estudos conducentes a teses de doutoramento (e.g., Coke, 2000; Dias, 1994), nos restantes sectores o conhecimento &eacute; mais parcial.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>2.2. Enquadramento litostratigr&aacute;fico</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >O Aut&oacute;ctone Centro Ib&eacute;rico em Portugal apresenta um conjunto    de unidades com idades compreendidas entre o Pr&eacute;-C&acirc;mbrico e o Carb&oacute;nico    (Fig. 3) sendo poss&iacute;vel reconhecer duas megass&ecirc;quencias (Rom&atilde;o    et al., 2005; Dias et al., 2006):</p>      <p >&#8211; Super-Grupo D&uacute;rico-Beir&atilde;o (anteriormente designado    por Complexo Xisto-Grauv&aacute;quico ante-Ordov&iacute;cico por Carrington    da Costa, 1950 e Teixeira, 1955) tradicionalmente subdividido em Grupo do Douro    e Grupo das Beiras (Oliveira et al., 1992a); </p>      <p >&#8211; Megassequ&ecirc;ncia p&oacute;s-C&acirc;mbrica, com f&aacute;cies    detr&iacute;ticas transitando para pel&iacute;tica (da base para o topo), com    conglomerado de base revelando um regime transgressivo e um regime regressivo    no topo de idade ordov&iacute;cica, marcado por forma&ccedil;&otilde;es glaciog&eacute;nicas.    No Dev&oacute;nico assiste-se uma transi&ccedil;&atilde;o de sedimenta&ccedil;&atilde;o    dum ambiente e plataforma ner&iacute;tica para uma situa&ccedil;&atilde;o de    talude. Por fim o Carb&oacute;nico apresenta f&aacute;cies essencialmente continental    (Ribeiro et al., 1979; Sousa e Wagner, 1983). </p>      <p >A megassequ&ecirc;ncia ante-ordov&iacute;cica &eacute; a &uacute;nica que    tem express&atilde;o nos sectores estudados (Fig. 3), raz&atilde;o pela qual    ser&aacute; descrita com algum detalhe. A continuidade espacial desta megassequ&ecirc;ncia,    que abrange grande parte do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica,    &eacute; interrompida pelos granitos variscos e por manchas de sedimentos paleoz&oacute;icos    p&oacute;s-c&acirc;mbricos. A passagem do Grupo do Douro para o Grupo das Beiras    &eacute; colocada numa linha que passa por S. Jo&atilde;o da Madeira, Viseu    e Serra da Malcata, materializando o desaparecimento dos calci-turbiditos presentes    no Grupo do Douro (Oliveira et al., 1992a). A exist&ecirc;ncia de caracter&iacute;sticas    distintas entre estas duas sequ&ecirc;ncias definidas na regi&atilde;o do Douro    (a Norte) e na regi&atilde;o das Beiras (a Sul) levou a considerar a exist&ecirc;ncia    de duas sub-bacias independentes, separadas por uma anisotropia crustal importante,    associada ao acidente Porto-Viseu-Guarda evidenciada pelos dados gravim&eacute;tricos    e aeromagn&eacute;ticos (Dias, 1998; Coke et al., 2000b; Dias et al., 2006).    As diferen&ccedil;as tendem a esbater-se com a evolu&ccedil;&atilde;o das sub-bacias    para uma &uacute;nica bacia durante o Ordov&iacute;cico-Dev&oacute;nico inferior.  </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f3.jpg" target="_blank">Fig. 3</a> &#8211; Mapa geol&oacute;gico    simplificado e enquadramento geogr&aacute;fico das duas &aacute;reas estudadas    (adaptado de OLIVEIRA et al., 1992b).</p>     
<p >&#8211; Simplified geological map and geographic setting of both studied areas    (adapted from Oliveira et al., 1992b).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >A sequ&ecirc;ncia do Grupo do Douro (onde se inserem as &aacute;reas estudadas)    foi estabelecida por Sousa (1982), que distinguiu seis forma&ccedil;&otilde;es    (da base para o topo): Bateiras, Ervedosa, Rio Pinh&atilde;o, Pinh&atilde;o,    Desejosa e S. Domingos. Trabalhos posteriores (Silva &amp; Ribeiro, 1985; Silva    et al., 1995) mostraram que algumas destas forma&ccedil;&otilde;es estariam    duplicadas tectonicamente devido ao carreamento grav&iacute;tico sin-sedimentar    da S.&ordf; do Viso. A identifica&ccedil;&atilde;o deste acidente sin-sedimentar    ocorrido durante a sedimenta&ccedil;&atilde;o da Forma&ccedil;&atilde;o da Desejosa    (Silva &amp; Ribeiro, 1985; Coke et al., 2000b), permitiu explicar a semelhan&ccedil;a    de f&aacute;cies entre a Forma&ccedil;&atilde;o da Ervedosa e a Forma&ccedil;&atilde;o    do Pinh&atilde;o e entre a Forma&ccedil;&atilde;o Bateiras e a Forma&ccedil;&atilde;o    de Rio Pinh&atilde;o, pelo que actualmente se considera a exist&ecirc;ncia de    apenas quatro forma&ccedil;&otilde;es: Bateiras, Ervedosa, Desejosa e S. Domingos    (Fig. 4). </p>     <p >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f4.jpg" width="371" height="712"></p>     
<p >Fig. 4 &#8211; Coluna estratigr&aacute;fica simplificada do Grupo do Douro    pondo em evid&ecirc;ncia o carreamento sin-sedimentar de Nossa Senhora do Viso    e a repeti&ccedil;&atilde;o de duas das forma&ccedil;&otilde;es descritas por    SOUSA (1982).</p>     <p >&#8211; Simplified lithostratigraphic column of Douro Group showing Nossa    Senhora do Viso sin-sedimentary thrust and the duplication of two Formations    described by Sousa (1982).</p>     <p >&nbsp;</p>      <p >Estas forma&ccedil;&otilde;es apresentam, de um modo geral, caracter&iacute;sticas turbid&iacute;ticas constitu&iacute;das por altern&acirc;ncias de filitos e metagrauvaques, sendo que a sua diferencia&ccedil;&atilde;o se baseia na varia&ccedil;&atilde;o das percentagens relativas de areias e argilas, bem como pela natureza e import&acirc;ncia dos turbid&iacute;tos. Quanto &agrave; idade das forma&ccedil;&otilde;es do Grupo do Douro, est&atilde;o balizadas superiormente pela ocorr&ecirc;ncia de trilobites mal preservadas na Forma&ccedil;&atilde;o da Desejosa e na Forma&ccedil;&atilde;o do Pinh&atilde;o pela exist&ecirc;ncia de icnof&oacute;sseis que apontam uma idade C&acirc;mbrica (possivelmente C&acirc;mbrico inferior; Rebelo &amp; Romano, 1986; Mc Dougall et al., 1987). </p>      <p >A forma&ccedil;&atilde;o da Desejosa representa o topo do Complexo Xisto-Grauv&aacute;quico    na &aacute;rea em estudo. Trata-se de uma altern&acirc;ncia de xistos negros    com espessuras centim&eacute;tricas e leitos de material psam&iacute;tico com    cerca de 1 cm, apresentando desta forma um aspecto listrado t&iacute;pico (Coke,    1992; 2001). Em alguns locais os leitos silt&iacute;ticos surgem convolucionados,    real&ccedil;ando as caracter&iacute;sticas turbid&iacute;ticas desta forma&ccedil;&atilde;o.  </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3. DEFORMA&Ccedil;&Atilde;O VARISCA NOS SECTORES DE PESO DA R&Eacute;GUA    E VILA NOVA DE FOZ C&Ocirc;A </b></p>      <p >Estudos recentes de cartografia estrutural realizados nas forma&ccedil;&otilde;es do Grupo do Douro dos sectores de Peso da R&eacute;gua e de Vila Nova de Foz C&ocirc;a permitiram evidenciar um estilo de deforma&ccedil;&atilde;o que, embora heterog&eacute;nea apresenta algumas caracter&iacute;sticas gerais que se repetem &agrave; escala regional.</p>      <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>3.1. Sector Peso da R&eacute;gua</b> </p>      <p >Na regi&atilde;o de Peso da R&eacute;gua (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f5.jpg" target="_blank">Fig.    5</a>) a deforma&ccedil;&atilde;o evidenciada nos metassedimentos do Grupo do    Douro caracteriza-se essencialmente pela actua&ccedil;&atilde;o da primeira    fase de deforma&ccedil;&atilde;o varisca (D<sub>1</sub>). Esta situa&ccedil;&atilde;o    &eacute; ali&aacute;s comum &agrave; generalidade do Aut&oacute;ctone da Zona    Centro-Ib&eacute;rica, embora nalguns locais as deforma&ccedil;&otilde;es associadas,    quer &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o das unidades al&oacute;ctones / paraut&oacute;ctones,    quer &agrave; intrus&atilde;o dos maci&ccedil;os gran&iacute;ticos, possa ser    muito importante, provocando a profunda distor&ccedil;&atilde;o das estruturas    D<sub>1</sub> (e.g., Ribeiro et al., 1990; Dias et al., 2006). </p>      
<p >Seguidamente, apresentar-se-&aacute; de forma sucinta a an&aacute;lise geom&eacute;trica das principais estruturas associadas &agrave; principal fase de deforma&ccedil;&atilde;o (D<sub>1</sub>) observadas neste sector. </p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f5.jpg" target="_blank">Fig. 5</a> &#8211; Esbo&ccedil;o    geol&oacute;gico e estrutural do sector de Peso da R&eacute;gua (dados estruturais    do Grupo do Douro sobrepostos &agrave; cartografia regional adaptada de TEIXEIRA    et al., 1967; SOUSA et al., 1987; COKE, 2000).</p>      
<p >&#8211; Structural and geological sketch of Peso da R&eacute;gua sector (structural    data of Douro Group are overlapping the regional cartography adapted from Teixeira    et al., 1967; Sousa et al., 1987; Coke, 2000).</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.1.1. Estratifica&ccedil;&atilde;o (S<sub>0</sub>)</b></p>      <p >Neste sector, o dobramento &eacute; caracterizado de um modo geral por dobras    amplas de orienta&ccedil;&atilde;o geral WNW-ESE caracterizadas por flancos    onde as inclina&ccedil;&otilde;es moderadas (&lt; 20&ordm;) para SSW s&atilde;o    claramente predominantes (Fig. 6); muito embora os planos axiais destas    dobras sejam muito verticalizados, existe uma ligeira verg&ecirc;ncia para NNE.    Como o dobramento apresenta normalmente um grande comprimento de onda, a medi&ccedil;&atilde;o    directa dos eixos &eacute; dif&iacute;cil. No entanto, devido ao comportamento    claramente cil&iacute;ndrico dos dobramentos &eacute; f&aacute;cil deduzir eixos    com um comportamento muito regular mergulhando ligeiramente (&lt; 10&ordm;)    para WNW, que correspondem ao p&oacute;lo do c&iacute;rculo m&aacute;ximo definido    pelos p&oacute;los das medi&ccedil;&otilde;es da estratifica&ccedil;&atilde;o    (Fig. 6). Este tipo de geometria &eacute; id&ecirc;ntico ao descrito por Coke    (1992; 2000) nas forma&ccedil;&otilde;es do Ordov&iacute;cico da Serra do Mar&atilde;o,    localizadas imediatamente a W do sector estudado (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f5.jpg" target="_blank">Fig.    5</a>).</p>     
<p >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f6.jpg" width="321" height="256"></p>     
<p ></a><a href="#f6">Fig. 6</a><a name="topf6"></a></a> &#8211; Diagrama de densidades    de pontos referentes a p&oacute;los dos planos de estratifica&ccedil;&atilde;o    (S0), para o sector de Peso da R&eacute;gua (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio    inferior).</p>     <p >&#8211; Stereographic projection of S0 stratification (contoured equal area    lower hemisphere), from Peso da R&eacute;gua Sector. </p>     <p >&nbsp;</p>     <p >Apesar da exist&ecirc;ncia de uma grande homogeneidade na geometria das estruturas    Variscas neste sector, esta homogeneidade n&atilde;o &eacute; real quando se    tem em conta a sua distribui&ccedil;&atilde;o espacial. Com efeito, em faixas,    de dimens&atilde;o vari&aacute;vel (m&eacute;trica a decam&eacute;trica em geral,    mas atingindo por vezes uma largura quilom&eacute;trica), o dobramento amplo    d&aacute; lugar a dobras apertadas tamb&eacute;m com uma direc&ccedil;&atilde;o    geral WNW-ESE, onde a estratifica&ccedil;&atilde;o se apresenta muito verticalizada.    Embora nestes sectores mais deformados os crit&eacute;rios cinem&aacute;ticos    n&atilde;o sejam muito claros devido &agrave; homogeneidade das forma&ccedil;&otilde;es    do Grupo do Douro, &eacute; prov&aacute;vel que eles correspondam &agrave;s    zonas de cisalhamento esquerda D<sub>1</sub> que t&ecirc;m sido identificadas    a n&iacute;vel regional (Ribeiro et al., 1990; Dias &amp; Ribeiro, 1995), tanto    mais que no sector de Ferrarias as faixas mais deformadas se encontram na continuidade    de um dos principais corredores de cisalhamento esquerdos identificados na Serra    do Mar&atilde;o (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f5.jpg" target="_blank">Fig. 5</a>;    Coke, 2000, Dias et al., 2006). </p>      
<p >O comportamento anteriormente referido, onde zonas pouco deformadas com um    dobramento muito amplo alternam com estreitos corredores onde a deforma&ccedil;&atilde;o    &eacute; mais intensa, altera-se nos sectores mais setentrionais da regi&atilde;o    estudada; com efeito, a deforma&ccedil;&atilde;o acentua-se e as dobras apertadas    passam a predominar. Nesta zona mais setentrional, a estratifica&ccedil;&atilde;o    apresenta em geral uma direc&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; dos restantes    sectores no entanto, com pendores mais elevados. &Eacute; de salientar que o    dobramento, apesar de mais forte continua a apresentar caracter&iacute;sticas    muito semelhantes no que diz respeito &agrave; verg&ecirc;ncia das estruturas    e ao car&aacute;cter pouco inclinado dos eixos das dobras. A transi&ccedil;&atilde;o    entre estas duas &aacute;reas, exibindo dois tipos de deforma&ccedil;&atilde;o    distintos, faz-se na regi&atilde;o de Santa Marta de Penagui&atilde;o &#8211;    Ermida; este limite encontra-se rejeitado em esquerdo pelas falhas tardi-variscas    de Peso da R&eacute;gua, que fazem parte do sistema principal Penacova-R&eacute;gua-Verin    (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f5.jpg" target="_blank">Fig. 5</a>).</p>      
<p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.1.2. Clivagem (S<sub>1</sub>) </b></p>      <p >No que se refere &agrave; clivagem (S<sub>1</sub>), no sector em causa esta    apresenta uma atitude m&eacute;dia de N74&ordm;W, 83&ordm;S, compat&iacute;vel    com a ligeira verg&ecirc;ncia para NNE das estruturas (Fig. 7). No entanto,    como seria espect&aacute;vel, existe uma ligeira variabilidade, principalmente    no que se refere &agrave; inclina&ccedil;&atilde;o desta estrutura planar, a    qual pode ser explicada, tanto pela tend&ecirc;ncia para que a clivagem se desenvolva    em leque, como por oscila&ccedil;&otilde;es normais em torno de uma posi&ccedil;&atilde;o    subvertical; a possibilidade da dispers&atilde;o ser causada pela influ&ecirc;ncia    de deforma&ccedil;&otilde;es posteriores n&atilde;o &eacute; de prever, tendo    em considera&ccedil;&atilde;o o fraco desenvolvimento que estas apresentam na    regi&atilde;o estudada. </p>     <p >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f7.jpg" width="320" height="273"></p>     
<p >Fig. 7 &#8211; Diagrama de densidades de pontos referentes a p&oacute;los    de clivagem (S1) para o sector de Peso da R&eacute;gua; atitude m&eacute;dia    da clivagem N74&ordm;W, 83&ordm;S (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio inferior).</p>     <p >&#8211; Stereographic projection of S1 cleavage poles (contoured equal area    lower hemisphere), from Peso da R&eacute;gua Sector (main frequency around N74&ordm;W,    83&ordm;S). </p>     <p >&nbsp;</p>     <p >No que diz respeito &agrave; dispers&atilde;o espacial de S<sub>1</sub> verifica-se    que, tal como seria de esperar, esta &eacute; muito mais penetrativa ao longo    dos corredores mais deformados onde a estratifica&ccedil;&atilde;o adoptava    um maior pendor; em alguns destes corredores, chega a ocorrer a transposi&ccedil;&atilde;o    da estratifica&ccedil;&atilde;o pela clivagem. </p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.1.3. Linea&ccedil;&atilde;o de Intersec&ccedil;&atilde;o (L<sub>1</sub>)</b></p>      <p >No que diz respeito &agrave; linea&ccedil;&atilde;o de intersec&ccedil;&atilde;o    L<sub>1</sub>, importa referir que no sector em causa esta apresenta grande    homogeneidade apresentando um valor m&eacute;dio de 10, N74&ordm;W (Fig. 8).    &Eacute; de salientar que este valor coincide com a atitude deduzida para os    eixos das dobras desenvolvidas nas forma&ccedil;&otilde;es do grupo do Douro    da regi&atilde;o de Peso da R&eacute;gua (<a href="#topf6">Fig. 6</a>), o que    demonstra a inexist&ecirc;ncia de transec&ccedil;&atilde;o neste sector; este    comportamento &eacute; semelhante ao descrito para as forma&ccedil;&otilde;es    ordov&iacute;cicas da Serra do Mar&atilde;o (Coke, 2000; Coke et al., 2003;    Dias et al., 2006). </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f8.jpg" width="332" height="267"></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p >Fig. 8 &#8211; Diagramas de densidades de pontos referentes a linea&ccedil;&otilde;es de intersec&ccedil;&atilde;o estratifica&ccedil;&atilde;o/clivagem (L1) para o sector de Peso da R&eacute;gua (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio inferior).</p>      <p >&#8211; Stereographic projection of L1 intersection lineation (contoured equal    area lower hemisphere), from Peso da R&eacute;gua Sector.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.1.4. Linea&ccedil;&atilde;o de Estiramento (X<sub>1</sub>) </b></p>      <p >Devido &agrave; fraca intensidade da deforma&ccedil;&atilde;o no sector estudado,    o desenvolvimento das linea&ccedil;&otilde;es de estiramento &eacute; incipiente    pelo que elas apenas se desenvolvem localmente. Os poucos valores medidos apresentam    atitudes pr&oacute;ximas de 5&ordm;, N86&ordm;W, ou seja, fazem um &acirc;ngulo    pequeno com os eixos das dobras, evidenciando assim um estiramento subparalelo    ao eixo das dobras, o que est&aacute; de acordo com o padr&atilde;o regional    (Ribeiro et al., 1990; Dias et al., 2006). </p>      <p >&nbsp;</p>       <p ><b>3.2. Sector Vila Nova de Foz C&ocirc;a </b></p>      <p >A regi&atilde;o de Vila Nova de Foz C&ocirc;a (Fig. 9) foi objecto de uma    s&eacute;rie de estudos nos &uacute;ltimos anos, quer de &iacute;ndole litostratigr&aacute;fica    (e.g., Sousa, 1979, 1981), quer estrutural (B&uacute;rcio, 2004; B&uacute;rcio    et al., 2006). Tal como na regi&atilde;o de Peso da R&eacute;gua, o padr&atilde;o    estrutural apresentado resulta essencialmente da actua&ccedil;&atilde;o de uma    &uacute;nica fase de deforma&ccedil;&atilde;o (a D<sub>1</sub>) situa&ccedil;&atilde;o    que, como j&aacute; foi referido, &eacute; comum &agrave; generalidade do Aut&oacute;ctone    da Zona Centro-Ib&eacute;rica (e.g., Ribeiro et al., 1990; Dias et al., 2006).  </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f9.jpg" width="472" height="413"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p >Fig. 9 &#8211; Esbo&ccedil;o estrutural simplificado do Sector de Vila Nova    de Foz C&ocirc;a (adaptado de B&Uacute;RCIO, 2004).</p>     <p >&#8211; Simplified structural sketch from Vila Nova de Foz C&ocirc;a (adapted    from B&uacute;rcio, 2004)</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >Seguidamente, apresentar-se-&aacute; de forma sucinta a an&aacute;lise geom&eacute;trica    das principais estruturas associadas &agrave; principal fase de deforma&ccedil;&atilde;o    (D<sub>1</sub>) observadas neste sector. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.2.1. Estratifica&ccedil;&atilde;o (S<sub>0</sub>)</b></p>      <p >O sector em causa &eacute; caracterizado pela presen&ccedil;a de dobramento    de primeira ordem com planos axiais de direc&ccedil;&atilde;o WNW-ESE (Fig.    9), subverticais e eixos mergulhando predominantemente para ESE. </p>      <p >A an&aacute;lise geom&eacute;trica dos planos de estratifica&ccedil;&atilde;o evidencia o predom&iacute;nio de leitos subhorizontais suavemente ondulados definindo dobramentos com um estilo cil&iacute;ndrico (Fig. 10) o que permite, tal como foi feito para a regi&atilde;o de Peso da R&eacute;gua, estimar a atitude dos eixos que se apresentam agora ligeiramente mergulhantes para ESE (8&ordm;, S56&ordm;E), os quais se encontram separados por anticlinais estreitos e apertados nos quais a inclina&ccedil;&atilde;o dos flancos atinge os 70&ordm;. Os eixos destes dobramentos apresentam-se por vezes ligeiramente ondulantes, originando termina&ccedil;&otilde;es periclinais; este comportamento pode ser tamb&eacute;m evidenciado no sinclinal de Castelo Melhor, o que se torna mais evidente do ponto de vista cartogr&aacute;fico devido ao afloramento das forma&ccedil;&otilde;es ordov&iacute;cicas. A geometria ondulante dos eixos tem sido interpretada por alguns autores (Ribeiro, 1974; Dias, 1994) como sendo resultante do achatamento diferencial perpendicular aos planos axiais. &Eacute; de real&ccedil;ar que a homogeneidade dos eixos contrasta com uma assimetria principal a n&iacute;vel das dobras de 1.&ordf; ordem. Com efeito, enquanto os sinclinais se apresentam muito abertos com charneiras amplas (Fig. 11A) e flancos muito suaves (geralmente inferiores a 10&ordm;) os anticlinais s&atilde;o apertados e com inclina&ccedil;&atilde;o dos flancos que chega a atingir os 70&ordm;; uma outra caracter&iacute;stica dos anticlinais &eacute; o facto de estarem normalmente sublinhados por dobramentos de 2.&ordf; ordem muito apertados (por vezes quase isoclinais; Fig. 11B) o que define faixas estreitas e muito deformadas que contrastam com as zonas pouco deformadas associadas aos sinclinais. </p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f10.jpg" width="296" height="238"></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p >Fig. 10 &#8211; Diagramas de densidades de pontos referentes a p&oacute;los    dos planos de estratifica&ccedil;&atilde;o (S0) para o sector de Vila Nova de    Foz C&ocirc;a (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio inferior).</p>      <p >&#8211; Stereographic projection of S0 stratification (contoured equal area    lower hemisphere), from Vila Nova de Foz C&ocirc;a sector. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f11.jpg" width="536" height="347"></p>      
<p >Fig. 11 &#8211; Estilo de dobramentos D1 no sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a. (A) Zona de charneira muito ampla do sinclinal de 1.&ordf; ordem do Poio; (B) Dobramentos de 2.&ordf; ordem muito apertados associados ao anticlinal de Vale Moinhos.</p>      <p >&#8211; D1 Folding style in Vila Nova de Foz C&ocirc;a Sector. (A) Wide hinge    zone in the Poio first order syncline; (B) Narrow second order folds associated    with Vale de Moinhos anticline. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.2.2. Clivagem (S<sub>1</sub>) </b></p>      <p >Em toda a &aacute;rea existe o desenvolvimento de uma clivagem contempor&acirc;nea    da g&eacute;nse das dobras (S<sub>1</sub>), a qual apresenta uma atitude m&eacute;dia    bastante constante e muito inclinada (N54&ordm;W, 83&ordm; NE; Fig. 12); esta    situa&ccedil;&atilde;o evidencia a inexist&ecirc;ncia de verg&ecirc;ncia acentuada    nos dobramentos variscos do sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a. Nos anticlinais    de 1.&ordf; ordem a clivagem apresenta-se muito mais penetrativa, chegando a    haver transposi&ccedil;&atilde;o de S<sub>0</sub> por S<sub>1</sub>; nestas    zonas mais deformadas &eacute; frequente encontrarem-se indicadores cinem&aacute;ticos    de movimenta&ccedil;&atilde;o esquerda, tais como a exist&ecirc;ncia de estruturas    C-S (B&uacute;rcio, 2004). </p>      <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f12.jpg" width="261" height="210"></p>      
<p >Fig. 12 &#8211;Diagramas de densidades de pontos referentes a p&oacute;los dos planos clivagem (S1) para o sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio inferior).</p>      <p >&#8211; Stereographic projection of S1 cleavage poles (contoured equal area    lower hemisphere), from Vila Nova de Foz C&ocirc;a Sector. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.2.3. Linea&ccedil;&atilde;o de Intersec&ccedil;&atilde;o (L<sub>1</sub>)</b></p>      <p >Na regi&atilde;o de Vila Nova de Foz C&ocirc;a a linea&ccedil;&atilde;o de    intersec&ccedil;&atilde;o L<sub>1</sub> apresenta uma baixa dispers&atilde;o    em torno de 9&ordm;, S52&ordm;E (Fig. 13). O paralelismo entre esta linea&ccedil;&atilde;o    e a atitude geral dos eixos das dobras aqui existentes (8&ordm;, S56&ordm;E;    Fig. 10) mostra a inexist&ecirc;ncia de transec&ccedil;&atilde;o nos dobramentos    variscos na &aacute;rea em causa. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f13.jpg" width="258" height="208"></p>      
<p >Fig. 13 &#8211;Diagramas de densidades de pontos referentes a linea&ccedil;&otilde;es de intersec&ccedil;&atilde;o estratifica&ccedil;&atilde;o/clivagem (L1) para o sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a; esta linea&ccedil;&atilde;o apresenta atitude 9&ordm;, S52&ordm;E no sector em causa (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio inferior).</p>      <p >&#8211; Stereographic projection of L1 intersection lineation (contoured equal    area lower hemisphere), from Vila Nova de Foz C&ocirc;a Sector (main frequency    around 9&ordm;, S52&ordm;E).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.2.4. Linea&ccedil;&atilde;o de Estiramento (X<sub>1</sub>) </b></p>      <p >Nesta &aacute;rea, ao contr&aacute;rio do que acontece no sector de Peso da    R&eacute;gua, constata-se um desenvolvimento mais generalizado das linea&ccedil;&otilde;es    de estiramento associadas &agrave; primeira fase de deforma&ccedil;&atilde;o    Varisca (D<sub>1</sub>); estas apresentam-se pouco inclinadas, com uma atitude    geral a rondar 5&ordm;, S51&ordm;E (Fig. 14), sendo subparalelas &agrave; linea&ccedil;&atilde;o    de intersec&ccedil;&atilde;o L<sub>1</sub>. Este estiramento faz-se por isso    segundo o eixo das dobras da primeira fase D<sub>1</sub> situa&ccedil;&atilde;o,    que como j&aacute; foi referida, &eacute; comum nos sectores mais setentrionais    do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica (Ribeiro et al., 1990; Dias,    1994; Dias &amp; Ribeiro, 1994; Dias et al., 2006).</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f14.jpg" width="283" height="240"></p>      
<p >Fig. 14 &#8211;Diagramas de densidades de pontos referentes &agrave; linea&ccedil;&otilde;es de estiramento (X1) para o sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a; atitude m&eacute;dia para a linea&ccedil;&atilde;o 5&ordm;, S51&ordm;E (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio inferior).</p>      <p >&#8211; Stereographic projection of X1 stretching lineation (contoured equal    area lower hemisphere), from Vila Nova de Foz C&ocirc;a Sector (main frequency    around 5&ordm;, S51&ordm;E).</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>3.3. Cisalhamentos Regionais WNW-ESE </b></p>      <p >Em ambos os sectores estudados destaca-se a presen&ccedil;a de importantes    cisalhamentos esquerdos de direc&ccedil;&atilde;o WNW-ESE ao longo dos quais    a deforma&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais intensa. Estes corredores de    cisalhamento s&atilde;o subparalelos aos planos axiais das dobras dos dom&iacute;nios    menos deformados. A rela&ccedil;&atilde;o de contemporaneidade entre ambos os    dom&iacute;nios estruturais &eacute; clara, principalmente na regi&atilde;o    de Vila Nova de Foz C&ocirc;a onde as zonas mais deformadas coincidem com os    anticlinais de 1.&ordf; ordem.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >No sector de Peso da R&eacute;gua (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f5.jpg" target="_blank">Fig.    5</a>), nas regi&otilde;es mais setentrionais surgem extensas &aacute;reas onde    as dobras se apresentam mais apertadas, aparecendo alguns crit&eacute;rios cinem&aacute;ticos,    n&atilde;o muito claros, que parecem evidenciar o funcionamento de planos de    direc&ccedil;&atilde;o geral WNW-ESE (Fig. 15) como corredores de cisalhamento    esquerdo. Ao caminhar para sectores mais meridionais, estes corredores de cisalhamentos    passam a ter uma ocorr&ecirc;ncia mais pontual. Nos corredores de cisalhamento    a estratifica&ccedil;&atilde;o apresenta-se com pendores mais elevados e a clivagem    S<sub>1</sub><sub> </sub>torna-se muito mais penetrativa, chegando a transpor    S<sub>0</sub> em alguns locais. </p>     
<p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/cg/n97/n97a10f15.jpg" width="287" height="239"></p>     
<p >Fig. 15 &#8211; Diagramas de densidades de pontos referentes aos planos de    falha associados aos corredores de deforma&ccedil;&atilde;o para o sector de    Peso da R&eacute;gua &#8211; atitude m&eacute;dia dos planos de cisalhamento    N56&ordm;W, 88&ordm;N (rede de Schmidt, hemisf&eacute;rio inferior).</p>     <p >&#8211; Stereographic projection (contoured equal area lower hemisphere) from    Peso da R&eacute;gua sector&nbsp; hear zones (main frequency around N56&ordm;W,    88&ordm;N).</p>     <p >&nbsp;</p>      <p >No sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a, o flanco sul do Sinclinal do Poio, apresenta uma deforma&ccedil;&atilde;o mais acentuada, evidenciando uma transposi&ccedil;&atilde;o da estratifica&ccedil;&atilde;o pela clivagem regional (S<sub>1</sub> transp&otilde;e S<sub>0</sub>). Ao longo deste flanco surgem vest&iacute;gios da presen&ccedil;a de um corredor de deforma&ccedil;&atilde;o esquerdo com import&acirc;ncia cartogr&aacute;fica; neste corredor de deforma&ccedil;&atilde;o tal qual como j&aacute; foi referenciado anteriormente, desenvolve-se um dobramento apertado (Anticlinal de Ch&atilde;o de Couce). Semelhante situa&ccedil;&atilde;o surge a norte do Sinclinal do Poio, onde tamb&eacute;m se verifica a transposi&ccedil;&atilde;o de S<sub>0</sub> por S<sub>1</sub> no interior de um antiforma apertado (Anticlinal de Vale Moinhos) associado a um acidente d&uacute;ctil, que embora com crit&eacute;rios cinem&aacute;ticos menos claros, parece apresentar semelhan&ccedil;as estruturais (B&uacute;rcio, 2004). </p>      <p >Esta geometria tinha sido j&aacute; referenciada por Sousa (1982), para a estrutura geral do Grupo do Douro, caracterizada por sinformas amplos separados por antiformas estreitos. </p>      <p >A exist&ecirc;ncia de cisalhamentos esquerdos subparalelos aos planos axiais    das dobras D<sub>1</sub> Variscas, tem sido referenciada nos sectores setentrionais    do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica (e.g., Ribeiro et al., 1990;    Dias, 1994; Coke, 2000; Dias et al., 2003; Dias et al., 2006). Trabalhos anteriores    t&ecirc;m considerado que os corredores de cisalhamento e as dobras s&atilde;o    contempor&acirc;neos tendo resultado de um processo de parti&ccedil;&atilde;o    de deforma&ccedil;&atilde;o em regime transpressivo esquerdo (e.g., Ribeiro    et al., 1990; Dias, 1994; Dias &amp; Ribeiro, 1994). Os trabalhos agora realizados    nos sectores de Peso da R&eacute;gua e Vila Nova de Foz C&ocirc;a, s&atilde;o    compat&iacute;veis com os modelos que t&ecirc;m vindo a ser sugeridos e, principalmente    no &uacute;ltimo sector, mostram mais uma vez a contemporaneidade entre os corredores    mais deformados e os sectores onde predominam dobramentos mais amplos.</p>     <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>4. DEFORMA&Ccedil;&Atilde;O VARISCA NO EIXO MAR&Atilde;O &#8211; FOZ C&Ocirc;A:    DISCUSS&Atilde;O</b></p>      <p >A geometria e cinem&aacute;tica da deforma&ccedil;&atilde;o associada &agrave;    D<sub>1</sub> varisca apresenta um comportamento bastante consistente na generalidade    do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica ao longo do eixo Mar&atilde;o&#8211;Vila    Nova de Foz C&ocirc;a. Com efeito, a deforma&ccedil;&atilde;o varisca induziu    aqui a forma&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de dobramentos que apresentam    planos axiais verticais, a muito inclinados, evidenciando uma ligeira verg&ecirc;ncia    para nor-nordeste. </p>      <p >Estas dobras encontram-se espacialmente associadas a desligamentos esquerdos subparalelos aos planos axiais das dobras com import&acirc;ncia regional. As charneiras das dobras s&atilde;o quase sempre pouco inclinadas, apresentando alguma ondula&ccedil;&atilde;o &agrave; escala regional (eixos para WNW na regi&atilde;o de Peso da R&eacute;gua&#8211;Mar&atilde;o e para ESE em Vila Nova de Foz C&ocirc;a) que tem sido interpretada como consequ&ecirc;ncia de achatamento diferencial subperpendicular aos planos axiais (Ribeiro, 1974; Dias, 1998; Dias et al., 2006). A clivagem &eacute; de plano axial e o estiramento, quando presente, exp&otilde;e um paralelismo acentuado com o eixo das dobras, apresentando-se por isso sub-horizontal a pouco inclinado (Ribeiro et al., 1990; Dias, 1994; Dias &amp; Ribeiro, 1994; Coke, 2000; Dias et al., 2006). </p>      <p >No que respeita &agrave; intensidade desta deforma&ccedil;&atilde;o verifica-se    que a D<sub>1</sub> apresenta uma distribui&ccedil;&atilde;o algo heterog&eacute;nea.    Esta heterogeneidade expressa-se pela justaposi&ccedil;&atilde;o de sectores    onde os dobramentos variscos s&atilde;o amplos a outros que se caracterizam    por apresentarem pequenos comprimentos de onda. Tendo em vista a caracteriza&ccedil;&atilde;o    desta varia&ccedil;&atilde;o &agrave; escala da regi&atilde;o, descrevem-se    seguidamente (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f16.jpg" target="_blank">Fig.    16</a>) as principais caracter&iacute;sticas estruturais dos perfis realizados    em quatro sectores distintos entre os quais os dois anteriormente descritos    em pormenor. </p>     
<p >&nbsp;</p>     <p ><a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f16.jpg" target="_blank">Fig. 16</a> &#8211; Cortes    Geol&oacute;gicos realizados no Eixo Mar&atilde;o &#8211; Vila Nova de Foz C&ocirc;a:    A &#8211; sector de Seixinhos &#8211; Serra do Mar&atilde;o (COKE, 2000); B    &#8211; sector de Peso da R&eacute;gua; C &#8211; sector de Alij&oacute; (SOUSA    et al., 1987); D &#8211; sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a (B&Uacute;RCIO,    2004).</p>     
<p >&#8211; Geological cross-sections in Mar&atilde;o &#8211; Vila Nova de Foz    C&ocirc;a axis: A &#8211; Seixinhos sector &#8211; Serra do Mar&atilde;o (Coke,    2000); B &#8211; Peso da R&eacute;gua sector; Alij&oacute; sector (Sousa et    al., 1987); D &#8211; Vila Nova de Foz C&ocirc;a sector (B&uacute;rcio, 2004).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Serra do Mar&atilde;o</b> (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f16.jpg" target="_blank">Fig.    16</a>A) </p>      
<p >Na serra do Mar&atilde;o a Falha de Ferrarias faz a transi&ccedil;&atilde;o    entre dois sectores profundamente diferentes do ponto de vista estrutural. A    norte predominam dobras apertadas e bem definidas no Quartzito Armoricano espacialmente    associadas a cisalhamentos esquerdos subparalelos aos planos axiais (e.g., falhas    de Ermida e do Mar&atilde;o), estilo que se mant&eacute;m mais a N na regi&atilde;o    de Mondim de Basto (Pereira, 1987). Pelo contr&aacute;rio, a sul da falha de    Ferrarias os dobramentos D<sub>1</sub> s&atilde;o extremamente amplos, com uma    clivagem S<sub>1</sub> de plano axial mal definida intersectada por uma clivagem    S<sub>3</sub> bem vincada. As dobras D<sub>3</sub> presentes neste sector t&ecirc;m    uma geometria id&ecirc;ntica &agrave;s dobras D<sub>1</sub> devido &agrave;    coaxialidade da deforma&ccedil;&atilde;o e assumem maior import&acirc;ncia na    proximidade da falha de Ferrarias, esbatendo-se para SW. Esta falha marca de    forma clara o limite entre aqueles dois sectores caracterizados por intensidades    de deforma&ccedil;&atilde;o diferentes (Coke et al., 2003). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><b>Peso da R&eacute;gua</b> (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f16.jpg" target="_blank">Fig.    16</a>B)</p>      
<p >No sector de Peso da R&eacute;gua &eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel observar    duas regi&otilde;es com estilos de deforma&ccedil;&atilde;o distintos (<a name="f6"></a><a href="#topf6">Fig.    6</a>): a regi&atilde;o mais setentrional com dobras apertadas WNW-ESE com uma    verg&ecirc;ncia, embora t&eacute;nue, para NNE e uma regi&atilde;o mais a Sul    com dobras amplas com uma direc&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; anteriormente    referida, com planos axiais subverticais. A passagem entre estas duas regi&otilde;es    &eacute; cont&iacute;nua mas r&aacute;pida, tendo sido denominada Faixa de Transi&ccedil;&atilde;o    Santa Marta de Penagui&atilde;o &#8211; Ermida (FTPE; Fig. 17). </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f17.jpg" target="_blank">Fig. 17</a> &#8211; Modelo esquem&aacute;tico    para a estrutura em flor do Douro na regi&atilde;o de Peso da R&eacute;gua,    denotando-se na zona axial a presen&ccedil;a de corredores de cisalhamento esquerdo    e a transi&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da ZTPE de um sector onde a deforma&ccedil;&atilde;o    &eacute; mais incipiente, para outro onde a deforma&ccedil;&atilde;o se caracteriza    pela verg&ecirc;ncia para NNE (o trap&eacute;zio assinalado assinala a localiza&ccedil;&atilde;o    do sector de Peso da R&eacute;gua).</p>     
<p >&#8211; Schematic model proposer for the Douro flower structure in Peso da    R&eacute;gua sector. There are a less deformed domain in the axial zone coupled    with discrete sinistral shear zones; the transition to the most deformed zone    with NNE facing is made by the ZTPE &#8211; Santa Marta de Penagui&atilde;o    Ermida transition zone (trapezium represents Peso da Regua sector).</p>     <p >&nbsp;</p>      <p >Nas &aacute;reas onde se observa um dobramento amplo, surgem estreitas faixas de dimens&otilde;es vari&aacute;veis, m&eacute;tricas a decam&eacute;tricas, por vezes quilom&eacute;tricas, caracterizadas por dobras apertadas. A ocorr&ecirc;ncia destas zonas mais deformadas &eacute; mais comum junto &agrave; FTPE, diminuindo com o afastamento &agrave; mesma, sendo menos importantes em propor&ccedil;&atilde;o e dimens&atilde;o nos dom&iacute;nios mais meridionais, junto do Vale do Douro; em direc&ccedil;&atilde;o a Lamego, estas faixas deformadas voltam a adquirir maior import&acirc;ncia. Nas regi&otilde;es mais deformadas, observa-se uma clivagem bastante penetrativa, o que n&atilde;o acontece nas regi&otilde;es onde o dobramento &eacute; mais amplo. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Alij&oacute;</b> (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f16.jpg" target="_blank">Fig.    16</a>C)</p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p >O padr&atilde;o tect&oacute;nico e estrutural do sector de Alij&oacute; &eacute;    semelhante ao descrito para os sectores anteriores. Com efeito, tamb&eacute;m    aqui &eacute; poss&iacute;vel observar-se nas zonas mais centrais, extensas    &aacute;reas com uma deforma&ccedil;&atilde;o muito incipiente, caracterizada    por dobras muito amplas; lateralmente passa-se de forma r&aacute;pida a zonas    com dobras mais apertadas, com verg&ecirc;ncia para SSW nos sectores mais meridionais    e para NNE nos sectores mais setentrionais. </p>      <p >No que diz respeito &agrave; cinem&aacute;tica do falhamento, grande parte dos acidentes assinalados como cavalgamentos com uma direc&ccedil;&atilde;o WNW-ESSE apresentar&atilde;o provavelmente uma componente de desligamento esquerda associada, de acordo com o modelo descrito a n&iacute;vel regional (Dias &amp; Ribeiro, 1998). Estes desligamentos s&atilde;o mais expressivos em determinados locais definindo corredores de cisalhamento onde a deforma&ccedil;&atilde;o &eacute; mais acentuada e que alternam com outras zonas menos deformadas. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Foz C&ocirc;a</b> (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f16.jpg" target="_blank">Fig.    16</a>D) </p>      
<p >A cartografia detalhada realizada nas forma&ccedil;&otilde;es c&acirc;mbricas    do Grupo do Douro no sector de Vila Nova de Foz C&ocirc;a mostra que a principal    fase de deforma&ccedil;&atilde;o varisca origina uma sucess&atilde;o de dobramentos    de primeira ordem, caracterizada pela forma&ccedil;&atilde;o de sinclinais muito    amplos (onde se localizam as Pedreiras do Poio) separados por anticlinais muito    apertados; nestes &uacute;ltimos, caracterizados por uma deforma&ccedil;&atilde;o    mais intensa, pode evidenciar-se a exist&ecirc;ncia de uma importante componente    de cisalhamento esquerdo. Associado a estas faixas de cisalhamento surge um    aumento na intensidade da clivagem S<sub>1</sub>, mostrando a contemporaneidade    entre estas estruturas e o dobramento.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>5. CONCLUS&Otilde;ES </b></p>      <p >A estrutura varisca exibida nos sectores de Peso da R&eacute;gua e de Vila    Nova de Foz C&ocirc;a mostra uma clara altern&acirc;ncia de zonas pouco deformadas    com dobramentos amplos e corredores, de orienta&ccedil;&atilde;o geral WNW-ESE    onde esta deforma&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais intensa, nos quais &eacute;    poss&iacute;vel evidenciar por vezes uma cinem&aacute;tica esquerda predominante.    Evidencia-se tamb&eacute;m que nos dom&iacute;nios setentrionais no sector de    Peso da R&eacute;gua existe um predom&iacute;nio cada vez mais acentuado dos    corredores onde a deforma&ccedil;&atilde;o se faz sentir com maior intensidade,    fazendo a transi&ccedil;&atilde;o para os dom&iacute;nios claramente mais deformados    que caracterizam a generalidade do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica.  </p>      <p >O mesmo pode observar-se, ao analisar o corte esquem&aacute;tico interpretativo    realizado por Sousa et al., (1987) na regi&atilde;o de Alij&oacute; (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f16.jpg" target="_blank">Fig.    16</a>C), onde se pode evidenciar claramente uma zona central pouco deformada    sem verg&ecirc;ncia, cortada por acidentes que os autores colocam com uma cinem&aacute;tica    cavalgante, passando a exibir verg&ecirc;ncias para SSW e para NE nos seus dom&iacute;nios    meridional e setentrional respectivamente. </p>      
<p >Os trabalhos agora realizados mostram que esta altern&acirc;ncia de extensas    zonas pouco deformadas intercaladas com estreitos corredores de deforma&ccedil;&atilde;o    mais intensa &eacute; pass&iacute;vel de ser seguida, em toda a regi&atilde;o    setentrional do Aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica, desde o Sector    de Vila Nova de Foz C&ocirc;a at&eacute; &agrave; Serra do Mar&atilde;o. A continuidade    lateral de toda a estrutura &eacute; apenas afectada pelos rejeitos esquerdos    associados &agrave;s falhas tardi-variscas (e.g., Falha da Vilari&ccedil;a e    Penacova-R&eacute;gua-Verin), posteriormente reactivadas durante o ciclo Alpino,    de orienta&ccedil;&atilde;o geral NNE-SSW, bem marcada no Sector de Peso da    R&eacute;gua (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f5.jpg" target="_blank">Fig.    5</a>), onde as faixas deformadas s&atilde;o claramente rejeitadas pelas estruturas    anteriormente referidas (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f3.jpg" target="_blank">Fig.    3</a>).</p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p >O padr&atilde;o de deforma&ccedil;&atilde;o D<sub>1</sub> varisca agora evidenciado    permite caracterizar a deforma&ccedil;&atilde;o associada &agrave; zona axial    da Estrutura em Flor do Douro, no eixo Mar&atilde;o&#8211;Vila Nova de Foz C&ocirc;a,    onde a deforma&ccedil;&atilde;o &eacute; menos intensa. Esta zona onde existe    um predom&iacute;nio de dobramentos muito amplos com flancos inclinando geralmente    menos de 10&ordm;, passa lateralmente &agrave;s zonas externas que apresentam    uma deforma&ccedil;&atilde;o mais intensa e verg&ecirc;ncias pronunciadas da    estrutura. Uma das caracter&iacute;sticas principais do dom&iacute;nio menos    deformado desta macroestrutura &eacute; a sua heterogeneidade; com efeito, embora    a deforma&ccedil;&atilde;o pouco intensa seja aqui claramente predominante existem    zonas de cisalhamento subparalelas aos planos axiais do dobramento amplos (<a href="/img/revistas/cg/n97/n97a10f17.jpg" target="_blank">Fig.    17</a>). </p>      
<p >O trabalho agora realizado permite ainda evidenciar a continuidade lateral da zona menos deformada que tem vindo a ser associada ao sector axial da estrutura em flor, mostrando que a mesma &eacute; suscept&iacute;vel de ser seguida desde o sector da Serra do Mar&atilde;o at&eacute; &agrave; regi&atilde;o de Vila Nova de Foz C&ocirc;a. </p>      <p >&nbsp;</p>       <p ><b>AGRADECIMENTOS</b></p>      <p >O presente trabalho integra-se no projecto ShistResource (PTDC/CTE-GIN/70704/2006).  </p>      <p >Agradece-se a revis&atilde;o cuidada por Jos&eacute; Feliciano Rodrigues e por um revisor an&oacute;nimo, que com as suas sugest&otilde;es contribu&iacute;ram em muito para o melhoramento deste texto. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>REFER&Ecirc;NCIAS&nbsp;</b></p>      <p >B&uacute;rcio, M. (2004) &#8211; Controle estrutural da localiza&ccedil;&atilde;o    de pedreiras de esteios de xisto para vinhas em Vila Nova de Foz C&ocirc;a.    Tese de Mestrado n&atilde;o publicada, Univ. de &Eacute;vora, &Eacute;vora.  </p>      <p >B&uacute;rcio, M., Dias, R. &amp; Leal Machado, I. (2006) &#8211; Parti&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o de Vila Nova de Foz C&ocirc;a. Livro de Actas do VII Congresso Nacional Geologia, Estremoz. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p >Carrington da Costa, J. (1950) &#8211; Not&iacute;cia sobre uma carta geol&oacute;gica do Bu&ccedil;aco, de Nery Delgado. Public. Espec. Comum. Serv. Geol. Portugal, 27 p. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156174&pid=S1647-581X201000010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >Coke, C. (1992) &#8211; An&aacute;lise estrutural de um sector do aut&oacute;ctone da Serra do Mar&atilde;o. Tese de Mestrado n&atilde;o publicada, Univ. de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, 122 p. </p>      <p >&#8212;&#8212; (2000) &#8211; Evolu&ccedil;&atilde;o Geodin&acirc;mica do Ramo Sul da Serra do Mar&atilde;o; um caso de deforma&ccedil;&atilde;o progressiva em or&oacute;genos transpressivos. Tese de Doutoramento n&atilde;o publicada, Univ. Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real. </p>      <p >Coke, C., Dias, R. &amp; Ribeiro, A. (2000a) &#8211; Malpica-Lamego shear zone: a major crustal discontinuity in the Iberian Variscan Fold Belt. Basement Tectonic&nbsp;15, A Coru&ntilde;a, Spain, Program and Abstracts, 208-210. </p>      <!-- ref --><p >&#8212;&#8212; (2000b) &#8211; Evolu&ccedil;&atilde;o Geodin&acirc;mica da bacia do Douro durante o C&acirc;mbrico e o Ordov&iacute;cico; um exemplo de sedimenta&ccedil;&atilde;o controlada pela tect&oacute;nica. Comum. Inst. Geol. Min., 87, 5-12. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156178&pid=S1647-581X201000010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p >&#8212;&#8212; (2003) &#8211; Parti&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o Varisca induzida por anisotropias no soco Prec&acirc;mbrico: O exemplo da falha de Ferrarias na Serra do Mar&atilde;o. Ci&ecirc;ncias da Terra, Vol. Especial V, 50. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156179&pid=S1647-581X201000010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >Dias, R. (1994) &#8211; Regimes de deforma&ccedil;&atilde;o no aut&oacute;ctone da zona Centro- Ib&eacute;rica: import&acirc;ncia para a compreens&atilde;o da g&eacute;nese do Arco Ibero-Armoricano. Tese de doutoramento n&atilde;o publicada, Univ. Lisboa. </p>      <!-- ref --><p >&#8212;&#8212; (1998) &#8211; Estrutura Varisca do aut&oacute;ctone do Terreno Ib&eacute;rico portugu&ecirc;s: uma heran&ccedil;a prec&acirc;mbrica. Comum. Inst. Geol. e Mineiro, 85, 29-38. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156181&pid=S1647-581X201000010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >&#8212;&#8212; (2006) &#8211; O Varisco do sector Norte de Portugal, In R. Dias, A. Ara&uacute;jo, P. Terrinha &amp; J. C. Kullberg (Eds.) (2006) &#8211; Geologia de Portugal no contexto da Ib&eacute;ria. Univ. &Eacute;vora, p. 31-34.</p>      <p >Dias, R. &amp; Ribeiro, A. (1994) &#8211; Constriction in a transpressive regime: an example in the Iberian branche of the Ibero-Armorican Arc. Journal Structural Geology 16/11, 1545-1554. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&#8212;&#8212; (1995) &#8211; The Ibero-Armorican Arc: a collisional effect against an irregular continent? Tectonophysics, 246, 113-128. </p>      <!-- ref --><p >&#8212;&#8212; (1998) &#8211; Interaction between major sinistral wrench faults and coeval folds in a variscan transpressive regime (NE Portugal), Comun. Inst. Geol. Mineiro, 85, 19-27. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156185&pid=S1647-581X201000010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p >Dias, R., Mateus, A. &amp; Ribeiro, A. (2003) &#8211; Strain partitioning in transpressive shear zones in the southern branch of the Variscan Ibero-Armorican Arc. Geodinamica Acta 16, 119-129. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156186&pid=S1647-581X201000010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >Dias, R., Coke, C. &amp; Ribeiro, A. (2006) &#8211; Da deforma&ccedil;&atilde;o na Serra do Mar&atilde;o ao zonamento do aut&oacute;ctone da Zona Centro-Ib&eacute;rica, In R. Dias, A. Ara&uacute;jo, P. Terrinha &amp; J. C. Kullberg (Eds.) (2006) &#8211; Geologia de Portugal no contexto da Ib&eacute;ria. Univ. &Eacute;vora, p. 35-62. </p>      <p >Mc Dougall, N., Brenchley, P.J., Rebelo, J.A. &amp; Romano, M. (1987) &#8211; Fans and fan deltasprecursors to the Armorican Quartzite (Ordovician) in western Iberia. Geological Magazine, 124 (4), pp. 347-359. </p>      <p >Oliveira, J. T., Pereira, E., Ramalho, M., Antunes, M. T. &amp; Monteiro, J. H. (COORD.) (1992b) &#8211; Carta Geol&oacute;gica de Portugal &agrave; escala 1/500000, 5.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, Servi&ccedil;os Geol&oacute;gicos de Portugal, Lisboa. </p>      <p >Oliveira. J. T., Pereira, E., Pi&ccedil;arra, J., Young, T. &amp; Romano, M. (1992a) &#8211; O Paleoz&oacute;ico Inferior de Portugal: s&iacute;ntese da estratigrafia e da evolu&ccedil;&atilde;o paleogeogr&aacute;fica. In: Guti&eacute;rrez-Marco, J.C., Saavedra, J. &amp; R&aacute;bano, I. (eds.). Paleoz&oacute;ico Inferior de Ibero-Am&eacute;rica, Universidad de Extremadura, Badajoz, 359-375. </p>      <p >Pereira, E. (1987) &#8211; Estudo geol&oacute;gico-estrutural da &aacute;rea de Celorico de Basto e sua interpreta&ccedil;&atilde;o geodin&acirc;mica. Tese de doutoramento n&atilde;o publicada, Univ. de Lisboa, Lisboa. </p>      <!-- ref --><p >Rebelo, J. A. &amp; Romano, M. (1986) &#8211; A contribution to the lithostragraphy and paleontology of the lower Paleozoic rocks of the Moncorvo region, Northeast of Portugal. Com. Serv. Geol. Portugal, T. 72, fasc.1/2, pp. 45-57. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156192&pid=S1647-581X201000010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >Ribeiro, A. (1974) &#8211; Contribution &agrave; l&#8217;&egrave;tude tectonique de Tr&aacute;s-os-Montes oriental, Mem. Serv. Geol. Portugal, N. S. 24, 168. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Ribeiro, A., Antunes, M., Ferreira, M., Rocha, R., Soares, A., Zbyszewski, G., Almeida, F., Carvalho, D. &amp; Monteiro, J. (1979) &#8211; Introduction &agrave; la G&eacute;ologie G&eacute;n&eacute;rale du Portugal. Servi&ccedil;os Geol&oacute;gicos de Portugal, Lisboa, 114 pp.</p>      <p >Ribeiro, A., Pereira, E. &amp; Dias, R. (1990) &#8211; Structure of Centro-Iberian allochthon in northern Portugal. In R. Dallmeyer and E. Martinez Garcia (Eds.), Pre-Mesozoic Geology of Iberia, 220-236, Berlin: Springer-Verlag.</p>      <p >Ribeiro, A., Munh&aacute;, J., Dias, R., Mateus, A., Pereira, E., Ribeiro, M.L., Fonseca, P. E., Ara&uacute;jo, A., Oliveira, J. T., Rom&atilde;o, J., Chamin&eacute;, H., Coke, C. &amp; Pedro, J. C. (2007) &#8211; Geodynamic evolution of SW Europe Variscides, Tectonics, TC6009, doi: 10.1029/2006TC002058. </p>      <!-- ref --><p >Rom&atilde;o, J., Coke, C., Dias, R. &amp; Ribeiro, A. (2005) &#8211; Transient inversion during the opening stage of the wilson cycle &#8220;sardic phase&#8221; in the iberian variscides &#8211; stratigraphic and tectonic record. Geodinamica Acta, 18/2, 115-121. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156197&pid=S1647-581X201000010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >San-Jos&eacute;, M.A., Herranz, P. &amp; Pieren, A. P. (2004) &#8211; A review of the Ossa-Morena Zone and its limits. Implications for the definition of the Lusitan-Marianic Zone. J. Iber. Geol. 30: 7-22.</p>      <!-- ref --><p >Silva, A. F. &amp; Ribeiro, A. (1985) &#8211; Thrust tectonics of Sardic Age in the Alto Douro Region (Northeastern  Portugal). Comun. Serv. Geol. Portugal 71, 151-157. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156199&pid=S1647-581X201000010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >Silva, A. F., Rom&atilde;o, J., Sequeira, A. &amp; Oliveira, J. T. (1995) &#8211; A sucess&atilde;o litoestratigr&aacute;fica Ante-Ordov&iacute;cia na Zona Centro-Ib&eacute;rica (ZCI) em Portugal: ensaio de interpreta&ccedil;&atilde;o com base nos dados actuais. Comunica&ccedil;&otilde;es da XIII Reuni&atilde;o de Geologia do Oeste Peninsular, Salamanca, 71-72. </p>      <p >Sousa, M. B. (1979) &#8211; Complexo Xisto-Grauv&aacute;quico: Os conglomerados de Trev&otilde;es e o seu significado estratigr&aacute;fico. Men. Not. Mus. Lab. Min. Geol. Univ. Coimbra, 89. </p>      <p >&#8212;&#8212; (1982) &#8211; Litoestratigrafia e estrutura do Complexo Xisto-Grauv&aacute;quico Ante-Ordov&iacute;cico &#8211; Grupo do Douro (Nordeste de Portugal). Tese de doutoramento n&atilde;o publicada, Univ. Coimbra, 222 p. </p>      <p >Sousa, M. B., Sequeira, A., Neiva, J. C., Neiva, A. &amp; Azevedo, M (1987) &#8211; Carta Geol&oacute;gica de Portugal, na escala 1:50000, Folha 10-D (Alij&oacute;). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p >Sousa, M. J. L. &amp; Wagner, R. H. (1983) &#8211; General description of the terrestrial Carboniferous basins in Portugal and history of investigations. In: Sousa, M.J., Oliveira, J.S. (Eds), The Carboniferous of Portugal, Mem. Serv. Geol. Portugal, 29: 117-121. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156204&pid=S1647-581X201000010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >Teixeira, C. (1955) &#8211; Notas sobre a Geologia de Portugal: o Complexo Xisto-Grauv&aacute;quico ante-Ordoviciano. Empresa Liter&aacute;ria Fluminense, Lisboa, 50 p. </p>      <p >Teixeira, C. Fernandes, A., Peres, A. &amp; Ribeiro, A. (1967) &#8211; Carta Geol&oacute;gica de Portugal, na escala 1:50000, Folha 10-C (Peso da R&eacute;gua). </p>      <p >&nbsp;</p>         ]]></body><back>
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