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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article discusses the work of Brazilian artist Kenji Ota, who in his master degree, sought, through historical photographic processes explore and deepen procedural issues related to the materiality of the photographic image. From writings about his photographic works observe the unconventional, the exploitation of chemical reactions, giving unique character to his work.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>PROXIMIDADE</b>    <br> </p>       <p><b>Kenji Ota: um olhar sobre a materialidade em processos fotogr&aacute;ficos hist&oacute;ricos</b> </p>     <p> <b>Kenji Ota: a look into the materiality of historical photographic processes</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Andr&eacute;a Br&auml;cher&#42;</b> </p>     <p> &#42;Brasil, Artista visual. Professora Universit&aacute;ria e Pesquisadora da &aacute;rea de Fotografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Faculdade de Biblioteconomia e Comunica&ccedil;&atilde;o (FABICO), no Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, &Aacute;rea de Fotografia. Doutorado em Po&eacute;ticas Visuais, Instituto de Artes, Universidade Federal de rio Grande do Sul (IA &#8211; UFRGS). Mestrado em Hist&oacute;ria, Teoria e Cr&iacute;tica Artes Visuais (IA &#8211; UFRGS, 2000). Gradua&ccedil;&atilde;o em Publicidade e Propaganda (FABICO / UFRGS). </p>    <p>    <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b>    <br>Este artigo discorre sobre o trabalho do artista brasileiro Kenji Ota, que em seu mestrado, procurou, atrav&eacute;s dos processos fotogr&aacute;ficos hist&oacute;ricos, explorar e aprofundar quest&otilde;es processuais relacionadas &agrave; materialidade da imagem fotogr&aacute;fica. A partir dos escritos sobre a instaura&ccedil;&atilde;o das obras observamos a processualidade fotogr&aacute;fica n&atilde;o convencional, a explora&ccedil;&atilde;o das rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas e resultados originais, dando car&aacute;ter &uacute;nico ao seu trabalho. </p>     <p> <b>Palavras chave: </b> processos fotogr&aacute;ficos hist&oacute;ricos, fotografia expandida, materialidade fotogr&aacute;fica, instabilidade fotogr&aacute;fica.     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </p>     <p> <b>ABSTRACT</b>    <br>This article discusses the work of Brazilian artist Kenji Ota, who in his master degree, sought, through historical photographic processes explore and deepen procedural issues related to the materiality of the photographic image. From writings about his photographic works observe the unconventional, the exploitation of chemical reactions, giving unique character to his work. </p>     <p> <b>Keywords: </b> historical photographic processes, expanded photography, photographic materials, photographic instability.           <p>&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p>     <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>      </p>          <p>      O objetivo deste texto &eacute; apresentarmos o trabalho do artista brasileiro Kenji Ota (S&atilde;o Paulo, Brasil, 1952), que desde os anos 70 exerce atividades art&iacute;sticas ligadas &agrave; fotografia. Suas pesquisas t&eacute;cnicas e est&eacute;ticas versam sobre procedimentos n&atilde;o convencionais, recuperando processos fotogr&aacute;ficos hist&oacute;ricos como a calotipia, o cian&oacute;tipo, marrom vandycke, papel albuminado e papel salgado.      </p>          <p>      Abordar-se-&aacute; uma determinada parte de sua produ&ccedil;&atilde;o nestes processos, quais sejam, os desenvolvidos durante sua disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado na Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes da USP (Universidade de S&atilde;o Paulo), denominada &#34;Deriva&ccedil;&otilde;es: a err&acirc;ncia da imagem fotogr&aacute;fica&#34; (2001). Seus trabalhos desenvolvidos durante o mestrado procuravam, atrav&eacute;s dos processos fotogr&aacute;ficos hist&oacute;ricos, propor &#34;um percurso de explora&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica e ao mesmo tempo t&eacute;cnica que aponta para o aprofundamento de formas processuais que enfatizam a materialidade da imagem fotogr&aacute;fica&#34; (Ota, 2001: 16). Pretendemos com o artigo problematizar a quest&atilde;o da materialidade fotogr&aacute;fica nos processos hist&oacute;ricos fotogr&aacute;ficos neste artista e tamb&eacute;m abrir espa&ccedil;o para a reflex&atilde;o &agrave; outros artistas que produzem de igual modo com estas t&eacute;cnicas. Para tanto usaremos documentos escritos, a disserta&ccedil;&atilde;o de Kenji Ota e uma entrevista realizada por Rubens Fernandes J&uacute;nior em sua tese de doutorado com o mesmo. Nos dois textos h&aacute; depoimentos sobre a instaura&ccedil;&atilde;o das obras e sobre seu processo de trabalho.       </p>          <p>       Como aponta Elizabeth Edwards em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fotografia e sua evoca&ccedil;&atilde;o &agrave; mem&oacute;ria, a fotografia tamb&eacute;m pode ser vista n&atilde;o s&oacute; como contendo uma imagem, foco de contempla&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s de sua formas de apresenta&ccedil;&atilde;o e materiais; estas formas de existir dialogam com a imagem criando significado, ambas s&atilde;o fruto de inten&ccedil;&atilde;o. &#34;Que escolhas que afetam o sentido visual foram feitas pensando de acordo com o processo, pap&eacute;is de impress&atilde;o ou acabamentos?&#34; se pergunta a autora (1999: 222-3). Neste sentido, nos apropriamos do pensamento de Edwards para tamb&eacute;m refletir sobre a materialidade no trabalho do artista. </p>          <p>&nbsp;</p>  </p>     <p> <b>1. Experimenta&ccedil;&otilde;es Laboratoriais</b>      </p>          <p>      Na contram&atilde;o da ind&uacute;stria fotogr&aacute;fica, neste momento de descontinuidade da produ&ccedil;&atilde;o de filmes cl&aacute;ssicos fotogr&aacute;ficos, como o <i>Kodachrome</i>, em detrimento de um mercado &#34;digital&#34;, Kenji Ota, em sua trajet&oacute;ria, optou pela produ&ccedil;&atilde;o artesanal de suas fotografias &#8211; atrav&eacute;s do uso do papel artesanal e do emulsionamento manual dos materiais fotossens&iacute;veis. Segundo o artista, tanto um, quanto outro proporcionam &#34;sobredetermina&ccedil;&atilde;o de irregularidades&#8230;constituindo-se um dispositivo &#8211; em si &#8211; produtor de alteridades gr&aacute;ficas: campo inst&aacute;vel de enforma&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica&#34; (2001: 17).      </p>          <p>      Seus procedimentos art&iacute;sticos alinham-se a que Rubens Fernandes J&uacute;nior chama de &#34;Fotografia Expandida ou fotografia experimental, constru&iacute;da, contaminada, manipulada, criativa, h&iacute;brida, prec&aacute;ria,&#8230;&#34; (2006: 16). Tais interven&ccedil;&otilde;es oferecem &agrave; imagem final um car&aacute;ter perturbador, preocupando-se com os contextos de produ&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&otilde;es da fotografia, antes, durante e/ou ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de uma imagem. No caso de Kenji Ota, sua interven&ccedil;&atilde;o se d&aacute; na etapa ap&oacute;s a captura da imagem, combinando diferentes processos/procedimentos, alterando os processos qu&iacute;micos e utilizando-se de processos primitivos ou hist&oacute;ricos ou tamb&eacute;m conhecidos como alternativos.        </p>          <p>      Como outros artistas que trabalham com emulsionamentos fotogr&aacute;ficos manuais, tal escolha material contrap&otilde;e-se aos pap&eacute;is fotogr&aacute;ficos industrializados ou convencionais, que s&atilde;o produzidos de modo homog&ecirc;neo e regular. Nos pap&eacute;is fotogr&aacute;ficos tradicionais uma das camadas do papel &eacute; isolada de seu suporte. J&aacute; em seu trabalho, as contamina&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas, indesej&aacute;veis do processo dito tradicional, s&atilde;o exploradas de forma a que apare&ccedil;am as ´qualidades de um suporte ativo´, &#34;repercutindo todas as irregularidades de sua formata&ccedil;&atilde;o manual (distribui&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel da polpa) para o processamento da imagem&#34; (Ota, 2001: 17).       </p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>      Katy Barron e Anna Douglas (2006: 8) usam a express&atilde;o &#34;alquimia&#34; para traduzir o desejo de alguns artistas em explorar a &#34;percep&ccedil;&atilde;o&#34;. No&ccedil;&otilde;es de tempo, luz, rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas, o trabalho da mat&eacute;ria e as transforma&ccedil;&otilde;es das subst&acirc;ncias (ao longo do processamento e do tempo), s&atilde;o colocados em oposi&ccedil;&atilde;o aos tempos controlados e etapas padronizadas do fazer preto-e-branco tradicional e sua durabilidade. &Eacute; tamb&eacute;m o caso das obras produzidas durante o mestrado do artista, <a href="#f1">Figura 1</a>. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a09f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>                <p>      O tempo e a luz s&atilde;o os agentes desse trabalho alqu&iacute;mico (idem: 9), j&aacute; que s&atilde;o respons&aacute;veis por uma metamorfose material no suporte fotogr&aacute;fico. O artista n&atilde;o s&oacute; capta fotograficamente o mundo externo, mas interfere e colabora na transmuta&ccedil;&atilde;o de objetos comuns em imagem.       </p>          <p>      A fotografia nesses processos, pode ser entendida de acordo com a defini&ccedil;&atilde;o de Roland Barthes: como um organismo vivo. &#34;Nasce dos pr&oacute;prios gr&atilde;os de prata que germinaram, desabrocha por um instante, depois envelhece. Atacada pela luz, pela umidade, ela empalidece, extenua-se, desaparece&#34; (1984: 139). Os trabalhos s&atilde;o &#34;revelat&oacute;rios&#34;, uma vez que deixam tra&ccedil;os da qualidade viva das metamorfoses qu&iacute;micas.       </p>          <p>      J&aacute; para Barthes, ao pensar na perman&ecirc;ncia, aponta para o car&aacute;ter perec&iacute;vel da fotografia e cujo destino ou &eacute; a gaveta ou pior, o cesto de lixo: sua natureza &eacute; mortal. Para o artista, este apelo mortal transparece em suas experimenta&ccedil;&otilde;es laboratoriais; e quando perguntado sobre a durabilidade do mesmo, pensa que o mais interessante &eacute; a poss&iacute;vel muta&ccedil;&atilde;o da imagem no tempo e n&atilde;o sua &#39;durabilidade&#39; (Fernandes J&uacute;nior, 2002: 221).       </p>          <p>      As imagens realizadas incorporam as ocorr&ecirc;ncias aleat&oacute;rias ou provocadas pela quebra dos procedimentos que pretendem esta dita longevidade: causando manchas, varia&ccedil;&otilde;es tonais, apagamentos da imagem e metaliza&ccedil;&otilde;es. No ponto de vista do artista a instabilidade do processo acentua a sua materialidade.      </p>          <p>      Como aponta Arlindo Machado, quanto mais o artista se distancia das normas, das regras r&iacute;gidas da pr&aacute;tica laboratorial, mais introduz imprecis&atilde;o e descontinuidade (2001: 137-8).      </p>          <p>      Defendo que a materialidade fotogr&aacute;fica presente em obras como as decorrentes dos processos hist&oacute;ricos n&atilde;o pode ser reduzida &agrave; experi&ecirc;ncia somente com a imagem (Edwards & Hart, 2004: 3). Fotografias s&atilde;o dep&oacute;sitos de qu&iacute;micos em papel: ao mesmo tempo imagem e objeto f&iacute;sico; &#34;existem no tempo e no espa&ccedil;o, na experi&ecirc;ncia social e cultural. Elas t&ecirc;m &#39;volume, opacidade, tactilidade e uma presen&ccedil;a f&iacute;sica no mundo&#39;&#34; (Edwards & Hart, 2004: 1). E assim s&atilde;o as imagens de Kenji Ota.        </p>          <p>&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <b>Conclus&atilde;o</b>      </p>          <p>      A partir da an&aacute;lise dos escritos do artista Kenji Ota e do processo de instaura&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos, onde s&atilde;o utilizados processos fotogr&aacute;ficos hist&oacute;ricos, podemos levantar algumas quest&otilde;es ligadas a materialidade no seu processo.       </p>          <p>      Seu trabalho aparece em oposi&ccedil;&atilde;o ao processo fotogr&aacute;fico convencional, seja ele anal&oacute;gico ou digital. O uso de diferentes processos alternativos, valendo-se das contamina&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas, em suas experimenta&ccedil;&otilde;es, questionam a perman&ecirc;ncia e longevidade da imagem, bem como a pureza dos procedimentos mais tradicionais.       </p>          <p>      A muta&ccedil;&atilde;o das imagens: a instabilidade, as contamina&ccedil;&otilde;es, as rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas, a metamorfose material no suporte fotogr&aacute;fico nos leva ao entendimento que a fotografia &eacute; um organismo vivo nestes tipos de processos e processamentos, e que o fot&oacute;grafo &eacute; o alquimista respons&aacute;vel pelas muta&ccedil;&otilde;es dos materiais fotossens&iacute;veis.      </p>          <p>      As ocorr&ecirc;ncias aleat&oacute;rias como: manchas, varia&ccedil;&otilde;es tonais, apagamentos da imagem e metaliza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o caracter&iacute;sticas do processo de trabalho explorado por Kenji Ota, que o torna &uacute;nico.       </p>          <p>      A processualidade, a serendipicidade, a irrepetibilidade, a instabilidade e uma certa incontrolabilidade s&atilde;o palavras-chaves para entender o trabalho de Kenji Ota em &#34;Deriva&ccedil;&otilde;es.&#34;        </p>          <p>&nbsp;</p>          <p>     <b>Refer&ecirc;ncias</b> </p>     <!-- ref --><p> Barthes, Roland (1984) <i>A C&acirc;mara Clara. </i> Rio de Janeiro: Nova Fronteira. ISBN: 84-0549  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441647&pid=S1647-6158201200010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Barron, Katy & Douglas, Anna (2006) <i>Alchemy: twelve contemporary artists exploring the essence of photography. </i> Londres: Purdy Hicks. ISBN: 1-873184-78-6  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441648&pid=S1647-6158201200010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Edwards, Elizabeth (1999) Photographs as objects of Memory. In: Aynsley, Jeremy; Breward, Christopher; Kwint, Marius. <i>Material Memories</i>. Oxford: Berg. ISBN: 1-85973-252-6  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441649&pid=S1647-6158201200010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Edwards, Elizabeth, & Hart, Janice (2004). <i>Photographs Objects Histories: on the materiality of images</i>. Nova Iorque: Routledge. ISBN: 0-415-25442-6 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441650&pid=S1647-6158201200010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Fernandes J&uacute;nior, Rubens (2002) <i>A Fotografia Expandida. </i> S&atilde;o Paulo: Tese em Comunica&ccedil;&atilde;o e Semi&oacute;tica &#8211; PUCSP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441651&pid=S1647-6158201200010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Fernandes J&uacute;nior, Rubens (2006) Processos de Cria&ccedil;&atilde;o na Fotografia: apontamentos para o entendimento dos vetores e das vari&aacute;veis da produ&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica. In: <i>FACOM</i>, S&atilde;o Paulo, FAAP, n. 16, p. 10-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441653&pid=S1647-6158201200010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Machado, Arlindo (2001) A Fotografia como express&atilde;o do Conceito. In: <i>O Quarto Iconoclasmo e outros ensaios hereges</i>. Rio de Janeiro: Marca D´&aacute;gua Livraria e Editora. ISBN:85-87184-17-2 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441655&pid=S1647-6158201200010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Ota, Kenji (2001) <i>Deriva&ccedil;&otilde;es: a err&acirc;ncia da imagem fotogr&aacute;fica</i>. S&atilde;o Paulo: Disserta&ccedil;&atilde;o Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes &#8211; USP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1441656&pid=S1647-6158201200010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido em 20 de janeiro e aprovado em 8 de fevereiro de 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></a></p>     <p><a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:andrea.bracher@terra.com.br">andrea.bracher@terra.com.br</a> (Andrea Br&auml;cher).</p>      ]]></body><back>
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