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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>AVANT</b>    <br></p>      <p><b>Enquadramento: Avant</b></p>     <p><b>Context: Avant</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Neide Marcondes&#42;</b> </p>     <p> &#42;Conselho editorial; Universidade Federal de S&atilde;o Paulo, Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes, Brasil. </p>    <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>                  <p>       Os textos sobre artistas e suas obras, que est&atilde;o arrolados nesta parte desta publica&ccedil;&atilde;o, me levam a certa exulta&ccedil;&atilde;o nesta escritura / abertura, pois me permite fazer a conex&atilde;o dos mundos da excita&ccedil;&atilde;o dionis&iacute;aca com a do g&ecirc;nio transfigurador apol&iacute;neo. A medita&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica de Nietzsche p&otilde;e em tentativa a explica&ccedil;&atilde;o de rever o ato de cria&ccedil;&atilde;o / inven&ccedil;&atilde;o como instintos ou for&ccedil;as art&iacute;sticas que permeiam as formas apol&iacute;neas e dionis&iacute;acas. O artista caminha do estado de transfigura&ccedil;&atilde;o mais racional, apol&iacute;neo, para o estado de embriagu&ecirc;s de Dion&iacute;sio. Completam-se e integram-se.       </p>           <p>       As obras do artista Salvador Juanpere, neste texto de &Agrave;ngels Viladomiu, muito bem demonstram a medita&ccedil;&atilde;o / reflex&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica na trajet&oacute;ria do artista. O repert&oacute;rio art&iacute;stico de Salvador demonstra o efetivo meio de estudos, procedimentos, an&aacute;lises e suas conex&otilde;es metalingu&iacute;sticas com a antropologia, filosofia e com as teorias do soci&oacute;logo Richard Sennee. N&atilde;o s&atilde;o meros procedimentos de express&atilde;o, e suas Instala&ccedil;&otilde;es, at&eacute; a poss&iacute;vel Arte Postal, demonstram todo o complexo percurso em sua cria&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica. Est&aacute; evidenciada em <i>Constellation</i>, por exemplo, a atua&ccedil;&atilde;o e procedimento do artista, escultor / professor em sua concep&ccedil;&atilde;o estelar do universo.       </p>           <p>       Em <i>O Desenho imposs&iacute;vel</i> &#8230;de Jorge Pinheiro, artista nascido em Coimbra, analisado por Raquel Pelayo, ficou demonstrado o percurso do artista em resultados que se podem denominar conotativos e denotativos. H&aacute; um (des) continuar salutar no repert&oacute;rio de Pinheiro; h&aacute; o que se pode chamar o desenho (in) comunicante, uma nega&ccedil;&atilde;o do artista de uma poss&iacute;vel comunica&ccedil;&atilde;o. Em uma de suas (in) flex&otilde;es, o artista Jorge Pinheiro, na s&eacute;rie <i>Mapas</i>, relaciona espa&ccedil;os, geometrias e, na t&eacute;cnica em tinta-da- china e aguada sobre papel, transfere para o resultado infinitas interpreta&ccedil;&otilde;es significativas .        </p>           <p>       Sobre o artista Antoni Muntadas, de Barcelona, algumas de suas obras s&atilde;o contextuadas por Silvia Garc&iacute;a Gonz&aacute;lez. O artista e suas obras s&atilde;o reconhecidos na Europa e Estados Unidos. <i>Atenci&oacute;n! La percepci&oacute;n require participaci&oacute;n; </i>esta coloca&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica foi elaborada na fachada do pavilh&atilde;o da Espanha,  na bienal de Veneza. O artista Muntadas, em seus <i>Projetos</i>, demonstra sempre a conex&atilde;o com equipes multidisciplinares. Os resultados das obras / projetos, com diversidade de informa&ccedil;&atilde;o, levam o interpretante &agrave; diversidade contextualizada de reflex&atilde;o e an&aacute;lise. </p>           <p>       Em <i>A Grande Narrativa</i> – obra do artista portugu&ecirc;s Antonio Olaio, nascido em Angola – o estudo dos autores Francisco Cardoso Lima e Jo&atilde;o Mota demonstra as chamadas vari&aacute;veis e constantes, o passado e o presente na meta narrativa coletiva que resultou em forte <i>Manifesto</i>. Este <i>Manifesto</i>, resultado / instrumental reflexivo e operativo de reflex&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o, um <i>apr&eacute;s</i> reflexivo de v&aacute;rios artistas, resulta em vinte e oito itens onde fica ressaltado o principal: <i>Sempre existiram artistas. Existe o artista. </i>       </p>           <p>       Paula Cristina Almozara aborda o artista mexicano Sebasti&aacute;n Romo e parte de suas obras. O artista expressa-se nas chamadas <i>p&oacute;s produ&ccedil;&atilde;o</i> como estrat&eacute;gia po&eacute;tica. O processo de constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica do artista, que em express&atilde;o demonstra o pensar a obra como uma <i>bomba de tempo ou armadilha</i>&#8230;, desperta para uma infinita possibilidade de leituras .       </p>           <p>       Sebasti&aacute;n Romo aplica a concep&ccedil;&atilde;o de Nicolas Bourriaud, sobre a arte contempor&acirc;nea, que n&atilde;o cr&ecirc; no t&eacute;rmino do processo criativo. Os <i>Cadernos de Romo</i>, inseridos em vitrines, algumas suspensas, outras em torres, representam significativa instala&ccedil;&atilde;o. Outra obra <i>Tropic&aacute;lia 2011</i> trabalha o papel fotogr&aacute;fico sem figura&ccedil;&atilde;o ou imagem documental. &Eacute; oferecido um espectro de abordagens sobre a s&eacute;rie Mapas; a s&eacute;rie demonstra as conex&otilde;es de v&aacute;rias mat&eacute;rias e procedimentos, e tamb&eacute;m a situa&ccedil;&atilde;o de formas, signos e imagens.        </p>           <p>       Vamos penetrar no estudo descritivo e interpretativo dos autores, que nestas p&aacute;ginas se debru&ccedil;am e se dedicam &agrave; geografia est&eacute;tica e po&eacute;tica de artistas que, em manifesto resultante do procedimento apol&iacute;neo e dionis&iacute;aco permitem que se afirme: <i>Sempre existiram artistas. Existe o Artista. </i>        </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p><a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:ne.be@uol.com.br">ne.be@uol.com.br</a> (Neide Marcondes).</p>      ]]></body>
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