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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sebastián Romo: "pós-produção" como estratégia de construção poética]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The paper discusses elements of the process of poetic construction of the mexican artist Sebastián Romo, who uses historicized elements found mostly in the mass media communication, allowing a reflection about his work from the idea of "post-production" proposed by Nicolas Bourriaud (2009).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>AVANT</b>    <br> </p>       <p><b>Sebasti&aacute;n Romo: &#34;p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o&#34; como estrat&eacute;gia de constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica</b> </p>     <p> <b>Sebasti&aacute;n Romo: &#34;post-production&#34; as a strategy of poetic construction</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Paula Cristina Somenzari Almozara&#42;</b> </p>    <p>&#42;Brasil, artista visual, professora na Faculdade de Artes Visuais da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Campinas (S&atilde;o Paulo). Doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o, na &Aacute;rea de Educa&ccedil;&atilde;o, Conhecimento, Linguagem e Arte, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mestrado em Artes, Unicamp. Bacharelado em Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica (Habilita&ccedil;&atilde;o em Artes Pl&aacute;sticas), Unicamp. A autora agradece a FAPESP o apoio concedido (Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil). </p>    <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b>    <br>O artigo aborda elementos do processo de constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica do artista mexicano Sebasti&aacute;n Romo, o qual leva em conta a utiliza&ccedil;&atilde;o de elementos &#34;historicizados&#34; presentes na cultura e nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, permitindo uma reflex&atilde;o sobre sua obra a partir de uma ideia de &#34;p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o&#34; proposta por Nicolas Bourriaud (2009). </p>     <p> <b>Palavras-chave: </b> Sebasti&aacute;n Romo, po&eacute;tica, p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o, audiovisual, fotografia.     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>ABSTRACT</b>    <br> The paper discusses elements of the process of poetic construction of the mexican artist Sebasti&aacute;n Romo, who uses historicized elements found mostly in the mass media communication, allowing a reflection about his work from the idea of &#34;post-production&#34; proposed by Nicolas Bourriaud (2009). </p>     <p> <b>Keywords </b>    <br> Sebasti&aacute;n Romo, poetic, post-production, audiovisual, photography     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>      </p>          <p>      Sebasti&aacute;n Romo, artista mexicano nascido em 1973, utiliza processos de hibridiza&ccedil;&atilde;o de linguagens em um di&aacute;logo muito forte com a fotografia e o audiovisual. O trabalho do artista &eacute; determinado pela autoimposi&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es-problema, por meio das quais inicia a &#34;pesquisa&#34; visual e a instaura&ccedil;&atilde;o da obra, alavancadas por experimenta&ccedil;&otilde;es com base em conceitos espaciais, materiais, temporais e hist&oacute;ricos.      </p>          <p>      Para Romo, o objeto art&iacute;stico deve apresentar infinitas possibilidades de leitura e, nesse sentido, como ele mesmo afirma, agrada-lhe &#34;pensar na obra de arte como uma bomba de tempo ou uma armadilha que o espectador vai ativar subjetivamente&#34; (Romo, 2008).      </p>          <p>      O processo de constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica do artista, leva em conta a utiliza&ccedil;&atilde;o de elementos &#34;historicizados&#34; presentes na cultura e tamb&eacute;m nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, permitindo uma reflex&atilde;o sobre sua obra a partir da ideia de &#34;p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o&#34;, proposta por Nicolas Bourriaud (2009), na qual o artista &eacute; visto metaforicamente como uma esp&eacute;cie de &#34;bricoleur&#34;, operando para que o projeto ou processo estejam evidenciados na instaura&ccedil;&atilde;o da obra.      </p>           <blockquote><i>Assim, a obra de arte contempor&acirc;nea n&atilde;o se coloca como t&eacute;rmino do &#34;processo criativo&#34; (um &#34;produto acabado&#34; pronto para ser contemplado), mas como um local de manobra, um portal, um gerador de atividades. Bricolam-se produtos, navega-se em redes de signos, inserem-se suas formas em linhas existentes </i>(Bourriaud, 2009:16). </blockquote>          <p>      N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel tipificar sua produ&ccedil;&atilde;o em processos estanques ou categorias r&iacute;gidas, pois o sentido primordial est&aacute; no modo org&acirc;nico e relacional estabelecido pelos meios e materiais escolhidos, que mant&ecirc;m sutilmente sua identidade cultural, ao mesmo tempo em que s&atilde;o reinventados e resignificados ao serem inscritos no processo de pesquisa e no trabalho.      </p>          <p>&nbsp;</p>          <p>     <b>1. Cadernos de projetos e desdobramentos poss&iacute;veis</b>      </p>          <p>      Os cadernos de projeto realizados por Sebasti&aacute;n Romo (<a href="#f1">Figura 1</a>) s&atilde;o fundamentais para o entendimento da constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica de sua obra.      </p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a36f1.jpg"></a>          
<p>&nbsp;</p>      <blockquote><i> El proceso de investigaci&oacute;n para m&iacute; siempre ha sido muy importante, mis cuadernos son contenedores, BIG BANGS y obras, constituidas por el proceso y la investigaci&oacute;n, mi taller port&aacute;til y vertedero de futurables inconclusos, de errores irreparables y archivo. He tardado en aceptar que para m&iacute;, el proceso es tan importante como la obra misma, y es por esto que en las &uacute;ltimas exposiciones he intentado incluir el proceso como parte constelar y fundamental de una obra terminada. La cual puede llegar a ser aut&oacute;noma</i> (Romo, 2011). </blockquote>            <p>      A percep&ccedil;&atilde;o dos cadernos como parte do processo de trabalho e tamb&eacute;m como uma produ&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma, foi evidenciada pelo artista na exposi&ccedil;&atilde;o intitulada &#34;La voluntad de las cosas&#34;, realizada no Museu de Arte Carrillo Gil (Cidade do M&eacute;xico) em 2008, que refor&ccedil;ou n&atilde;o apenas essas quest&otilde;es, mas a ideia de que as experi&ecirc;ncias realizadas no atelier devem estar presentes no espa&ccedil;o expositivo, o qual &#34;se tornou um local de produ&ccedil;&atilde;o entre outros&#34; (Borriaud, 2009: 82).       </p>          <p>      Na exposi&ccedil;&atilde;o, os cadernos est&atilde;o inseridos em uma esp&eacute;cie de instala&ccedil;&atilde;o na qual o artista usa uma s&eacute;rie de aparatos expogr&aacute;ficos (<i>vitrines</i>) como representa&ccedil;&atilde;o do modo de arquivar, salvaguardar e comunicar os conte&uacute;dos relativos &agrave; hist&oacute;ria do processo de trabalho. Em outras palavras, o artista se apropria de fundamentos museol&oacute;gicos para trabalhar quest&otilde;es de ordem est&eacute;tica.      </p>          <p>      Nesse contexto, as <i>vitrines</i> de vidro est&atilde;o sustentadas por estruturas delgadas de metal, constru&iacute;das e posicionadas de modo a favorecer sobreposi&ccedil;&otilde;es visuais e circunscrever uma esp&eacute;cie de &#34;desenho&#34; espacial com entrecruzamentos. Algumas vitrines aparecem suspensas, como camadas de imagens sobrepostas (<a href="#f2">Figura 2, B e C</a>) e outras, como torres, apresentam diversas alturas (<a href="#f2">Figura 2, A</a>).      </p>          <p>&nbsp;</p>      <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a36f2.jpg"></a>          
<p>&nbsp;</p>          <p>      Na seq&uuml;&ecirc;ncia instalativa dos cadernos, Romo tamb&eacute;m incorpora um dispositivo que aparece em v&aacute;rias outras produ&ccedil;&otilde;es: os projetores de <i>slides</i> (<a href="#f2">Figura 2, D e E</a>), que mostram de modo ininterrupto as imagens de p&aacute;ginas de cadernos, atestando uma sutil converg&ecirc;ncia entre o desenho e a fotografia como elementos dial&oacute;gicos que est&atilde;o simultaneamente ligados ao processo e a instaura&ccedil;&atilde;o da obra.           <p>&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <b>2. Tropicalia: hist&oacute;ria-tempo-mat&eacute;ria</b>      </p>          <p>      &#34;Tropicalia&#34; de 2001 (<a href="#f3">Figura 3</a>), considerada pelo pr&oacute;prio artista o ponto alto de seu trabalho, demonstra a possibilidade de reprograma&ccedil;&atilde;o de elementos hist&oacute;ricos e culturais (Bourriaud, 2009) em sua aplica&ccedil;&atilde;o no projeto art&iacute;stico.      </p>          <p>&nbsp;</p>      <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a36f3.jpg"></a>          
<p>&nbsp;</p>          <p>      Sebasti&aacute;n Romo inicia essa pesquisa com a seguinte quest&atilde;o: &#34;seria poss&iacute;vel construir uma escultura feita de tempo?&#34; (Romo, 2008). A resolu&ccedil;&atilde;o desse problema determinar&aacute; uma no&ccedil;&atilde;o de tempo expandida e vinculada ao tempo qu&iacute;mico, ao tempo do instant&acirc;neo fotogr&aacute;fico, ao tempo de realiza&ccedil;&atilde;o da foto amadora inserida no contexto de &#34;produto de massa&#34;.              </p>           <p>       Em &#34;Tropicalia&#34;, o artista elimina todo o referencial documental das imagens utilizadas e escolhe como forma final do trabalho o c&iacute;rculo, que ir&aacute; simbolizar o tempo como algo transcendente, cont&iacute;nuo, perp&eacute;tuo, inef&aacute;vel.       </p>           <p>       Nesse processo de apropria&ccedil;&atilde;o de fotografias descartadas e realizadas em <i>minilabs</i>, Romo materializa a ideia impl&iacute;cita em sua quest&atilde;o-problema e se aproxima de uma est&eacute;tica vinculada &agrave; &#34;p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o&#34;, apresentando a obra como um &#34;cont&ecirc;iner&#34; de pr&aacute;ticas, formas e signos imbricados na hist&oacute;ria e na t&eacute;cnica da fotografia, propondo assim, uma conex&atilde;o entre diversos elementos presentes na sociedade e na cultura como fundamento po&eacute;tico do trabalho.          <p>&nbsp;</p>          <p>     <b>3. Fotografia, imagem em movimento: amplifica&ccedil;&atilde;o, resignifica&ccedil;&atilde;o</b>      A fotografia ocupa um lugar central na produ&ccedil;&atilde;o de Sebasti&aacute;n Romo e em seu trabalho h&aacute; uma deliberada vontade de utilizar procedimentos fotogr&aacute;ficos considerados sumamente incorretos, como o fora de foco, negativos arranhados etc. para obter, segundo o artista, um determinado tipo de imagem que pode sugerir ou gerar muitos outros projetos, inclusive relacionados ao audiovisual e a hist&oacute;ria do cinema (Romo, 2008).              </p>          <p>      O conceito de audiovisual presente nos trabalhos faz alus&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria dos processos e das t&eacute;cnicas de imagens em movimento que determina incisivamente os relacionamentos hist&oacute;rico-conceituais expostos em diversas obras do artista, como em &#34;Caminando un cr&aacute;ter&#34;, de 1994 (<a href="#f4">Figura 4</a>), na qual 360 polar&oacute;ides s&atilde;o visualizadas &#34;quadro a quadro&#34; pela ativa&ccedil;&atilde;o de uma manivela. Trata-se de uma esp&eacute;cie de m&aacute;quina/objeto que faz uma cita&ccedil;&atilde;o visual expl&iacute;cita a um cinemat&oacute;grafo (1895, irm&atilde;os Lumi&egrave;re).      </p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>      </p>          <p>&nbsp;</p>      <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a36f4.jpg"></a>          
<p>&nbsp;</p>          <p>      Nesse sentido, Romo explora a rela&ccedil;&atilde;o entre fotografia e cinema ao criar uma obra que transforma as polar&oacute;ides em pequenos &#34;frames&#34; de filme, de acordo com suas possibilidades formais e visuais (tamanho das fotos, peso, caracter&iacute;sticas das imagens).      </p>          <p>&nbsp;</p>          <p>     <b>Conclus&atilde;o</b>      </p>          <p>      O amplo espectro de abordagens poss&iacute;veis sobre a obra do artista demonstra justamente sua po&eacute;tica baseada em camadas de leituras significativas sobre a mat&eacute;ria e o espa&ccedil;o, que se inter-relacionam com elementos presentes e circunscritos na tessitura cultural e hist&oacute;rica.      </p>          <p>      Assim, no contexto de &#34;p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o&#34; na qual as rela&ccedil;&otilde;es de apropria&ccedil;&atilde;o, associa&ccedil;&atilde;o e resignifica&ccedil;&atilde;o se firmam, observa-se que a for&ccedil;a dinamog&ecirc;nica e est&eacute;tica desse artista est&aacute; na maneira como ele &#34;insere um objeto num novo enredo&#34; considerando-o &#34;como um personagem numa narrativa&#34; (Bourriaud, 2009: 22).      </p>          <p>      No que se refere ao seu processo de trabalho, &eacute; poss&iacute;vel pensar que cada exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; como um &#34;mapa tridimensional&#34; (Romo, 2011) que revela todos os procedimentos inclusos na &#34;resolu&ccedil;&atilde;o&#34; dos problemas autoimpostos, de onde se observam as in&uacute;meras conex&otilde;es s&iacute;gnicas deflagradas pela materialidade das pe&ccedil;as:      </p>     <blockquote><i> Todos os meus trabalhos est&atilde;o compostos por muit&iacute;ssimas partes que est&atilde;o unidas de alguma maneira. &Agrave;s vezes penso nas formigas, que, as formigas n&atilde;o s&atilde;o animaizinhos, e sim um s&oacute; animal feito de muitas s&eacute;ries. Mas este Ser individualmente n&atilde;o logra ser. Creio que meu trabalho tem muito dessa coisa, que n&atilde;o s&atilde;o elementos autocontidos, sempre s&atilde;o constru&iacute;dos por uma infinidade de pequenas partes que constroem a pe&ccedil;a </i> (Romo, 2008).      </blockquote>                ]]></body>
<body><![CDATA[<p>      A caracter&iacute;stica processual e projetual de sua obra est&aacute; presente na incorpora&ccedil;&atilde;o de todos os pormenores do percurso e da experi&ecirc;ncia de vida do artista, promovendo uma ruptura dos limites entre o espa&ccedil;o do ateli&ecirc; (ou mais genericamente o espa&ccedil;o de trabalho) e o espa&ccedil;o expositivo.      </p>          <p>      No caso de Romo, a obra realizada para um determinado contexto (lugar, espa&ccedil;o, quest&atilde;o-problema etc.) &eacute; uma evid&ecirc;ncia de seu desejo de trabalhar sob demanda, ou seja, trabalhar com quest&otilde;es espec&iacute;ficas que criar&atilde;o redes de significados como manifesta&ccedil;&atilde;o de que &#34;a qualidade da obra de arte&#34; depende cada vez mais hoje em dia &#34;da trajet&oacute;ria que descreve na paisagem cultural&#34; em um &#34;encadeamento entre formas, signos, imagens&#34; (Bourriaud, 2009: 42).      </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias</b> </p>     <!-- ref --><p> Atelier Romo (2011). Depoimento de Sebasti&aacute;n Romo sobre seu trabalho para &#34;Cadernos de Viagem&#34; na 8a. Bienal do Mercosul. V&iacute;deo. Ano: 2011. &#91;Consult. 2012/01/05&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=943lBGF834U" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=943lBGF834U</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1443417&pid=S1647-6158201200010003600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Bourriaud, Nicolas (2009). <i> P&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o: como a arte reprograma o mundo contempor&acirc;neo</i>. S&atilde;o Paulo: Martins.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1443418&pid=S1647-6158201200010003600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Hangar.Org (s.d.) &#91;Consult. 2011-12-15&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.hangar.org/gallery/v/album27/album440/album453/SR_CAT_Fot_Palabras_Pag02.jpg.html?g2_imageViewsIndex=1" target="_blank">http://www.hangar.org/gallery/v/album27/album440/album453/SR_CAT_Fot_Palabras_Pag02.jpg.html?g2_imageViewsIndex=1</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1443420&pid=S1647-6158201200010003600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> MACG, Museu de Arte Carrillo Gil (2008). &#34;La voluntad de las cosas&#34;, Sebastian Romo &#43; Investiduras Institucionales, Terceruquinto. Produ&ccedil;&atilde;o: MACG. V&iacute;deo. Ano: 2008. Dura&ccedil;&atilde;o: 04min07seg. &#91;Consult. 2011-15-10&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Mb1UYVKYpRw" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=Mb1UYVKYpRw</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1443421&pid=S1647-6158201200010003600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Romo, Sebasti&aacute;n (2008). <i>Materia y Espacio III. </i> S&eacute;rie &#34;Arte en construcci&oacute;n&#34;. Produ&ccedil;&atilde;o: Fundaci&oacute;n/Colecci&oacute;n Jumex, Art.es Casa Productora e Canal 22. V&iacute;deo. Ano: 2008. Dura&ccedil;&atilde;o: 9min18seg. &#91;Consult. 2011-10-09&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BmZToVl8CPg&feature=youtube_gdata_player" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=BmZToVl8CPg&feature=youtube_gdata_player</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1443422&pid=S1647-6158201200010003600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Romo, Sebasti&aacute;n (2011). Cadernos de Viagem, entrevista concedida a Alexia Tala para a 8o Bienal do Mercosul. Produ&ccedil;&atilde;o: Bienal do Mercosul. Site. Ano: 2011. &#91;Consult. 2011-11-09&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://bienalmercosul.art.br/blog/entrevista-sebastian-romo/" target="_blank">http://bienalmercosul.art.br/blog/entrevista-sebastian-romo/</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1443423&pid=S1647-6158201200010003600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido em 20 de janeiro e aprovado em 8 de fevereiro de 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p><a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:almozara@gmail.com">almozara@gmail.com</a>  (Paula Almozara).</p>      ]]></body><back>
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