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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Expor intimidade/Falar intimidade: Elina Brotherus e Carla Filipe]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It promotes a dialogue between the work of two artists, specifically about pieces that result from life experiences and have different ways of 'saying' intimacy. The presentation is divided into two parts where the understanding of identity is observed through the self-referential discourse of each one-exposing and speaking.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	 	 	    <p align="right"><b>CORPOS</b>    <br> </p> 	 	         <p><b>Expor intimidade/Falar intimidade: Elina Brotherus e Carla Filipe</b>  </p>     <p> <b>Intimacy exposed / intimacy spoken: Elina Brotherus and Carla Filipe</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>S&oacute;nia Patr&iacute;cia In&aacute;cio Neves&#42; </b> </p>     <p> &#42;Portugal, artista visual. Docente na Escola das Artes na Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Porto (UCP). Gradua&ccedil;&atilde;o: Licenciada em Artes Pl&aacute;sticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Doutoranda em estudos art&iacute;sticos na Facultad de Bellas Artes de Pontevedra da Universidad de Vigo e bolseira da FCT. Integra o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias e Tecnologia das Artes (UCP &#8211; E.Artes / CITAR).  </p>    <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b>    <br> Promove-se um di&aacute;logo entre a obra de duas artistas, mais concretamente sobre trabalhos que resultam de experi&ecirc;ncias vivenciais e que apresentam diferentes modos de &#39;dizer&#39; intimidade. A apresenta&ccedil;&atilde;o divide-se em duas partes onde o entendimento de identidade ser&aacute; observado atrav&eacute;s do discurso auto-referencial de cada uma&#8211;expondo e falando.  </p>     <p> <b>Palavras-chave: </b> intimidade, auto-representa&ccedil;&atilde;o, alteridade, percurso, espectador       </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>ABSTRACT</b>    <br>It promotes a dialogue between the work of two artists, specifically about pieces that result from life experiences and have different ways of &#39;saying&#39; intimacy. The presentation is divided into two parts where the understanding of identity is observed through the self-referential discourse of each one&#8211;exposing and speaking. </p>     <p> <b>Keywords: </b> intimacy, self-representation, otherness, course, spectator       </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>      </p>          <p>      Ao longo da hist&oacute;ria foi dado ao artista a possibilidade de um outro olhar sobre a cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, onde o centro &eacute; transferido voltando-se por vezes para a produ&ccedil;&atilde;o exterior. Este exerc&iacute;cio de falar sobre o &#39;outro&#39; legitima um pensamento pr&oacute;prio em que o artista continua a direccionar os seus interesses sobre assuntos que o agitam, o que garante que a arte se reflicta e se repita nos diversos &acirc;mbitos. O tema para esta comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; a intimidade baseada num discurso auto-referencial e define-se em duas ac&ccedil;&otilde;es: <i>expor</i> e <i>falar</i>. Cada parte &eacute; protagonizada por uma artista promovendo-se um encontro geracional e um di&aacute;logo conceptual entre duas autoras com geografias distintas: Elina Brotherus e Carla Filipe.      </p>          <p>      Sobre o percurso art&iacute;stico, e numa breve nota, Elina Brotherus nasceu em Hels&iacute;nquia em 1971, formou-se em Fotografia pela University of Art and Design Helsinki no ano 2000, exp&otilde;e desde 1998 e tem vindo a ser financiada pelo Arts Council of Finland. Em 1999 faz uma resid&ecirc;ncia art&iacute;stica em Fran&ccedil;a e criou um v&iacute;nculo ao pa&iacute;s, vive entre Hels&iacute;nquia e Paris. Carla Filipe nasceu no distrito de Aveiro em 1973, licenciou-se em 2002 pela Faculdade de Belas Artes no Porto, exp&otilde;e desde 2001 e co-organizou dois projectos com mostras em espa&ccedil;os independentes&#8211;Sal&atilde;o Ol&iacute;mpico e Ap&ecirc;ndice. Em 2010 sai de Portugal para Londres numa resid&ecirc;ncia financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, voltou para o Porto onde vive actualmente.       </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>1. Expor Intimidade: O aut&ecirc;ntico</b>      </p>          <p>      Vi pela primeira vez uma fotografia de Elina Brotherus na capa de um livro intitulado <i>The Photograph as Contemporary Art</i> (2004) da autoria de Charlotte Cotton. No interior encontro-a no cap&iacute;tulo &#34;Intimate Life&#34; ao lado de Nan Goldin, Nobuyoshi Araki, Larry Clark e a gera&ccedil;&atilde;o seguinte de Juergen Teller, Corinne Day, Wolfgang Tillmans, entre outros. Embora estes nomes perten&ccedil;am ao legado da <i>snapshot aesthetics</i>, em Elina Brotherus o instant&acirc;neo n&atilde;o &eacute; compreendido como imagem mas como viv&ecirc;ncia que &eacute; convertida em epis&oacute;dio e documentado numa linguagem mais controlada e conduzida da fotografia contempor&acirc;nea, uma <i>constru&ccedil;&atilde;o</i>. As suas fotografias resultam de uma ac&ccedil;&atilde;o intuitiva e imediata de &#39;dias decisivos&#39; (Brotherus, 1999) e da serialidade dessas ac&ccedil;&otilde;es; o m&eacute;dium fotogr&aacute;fico permite-lhe uma condi&ccedil;&atilde;o para a auto-observa&ccedil;&atilde;o, sendo que a experi&ecirc;ncia do instant&acirc;neo &eacute; simultaneamente real e profunda e n&atilde;o uma documenta&ccedil;&atilde;o cred&iacute;vel do quotidiano, num registo que defino como descomprometido. A suspens&atilde;o que existe entre o momento e o resultado &eacute; muito importante no seu processo porque acontece um afastamento&#8211;somente poss&iacute;vel na fotografia anal&oacute;gica&#8211;, e da&iacute; adv&eacute;m uma capacidade para ver o problema de fora, numa atitude, como a pr&oacute;pria diz, voyeurista e cat&aacute;rtica. A sua obra consolida-se na auto-representa&ccedil;&atilde;o, subtilmente comprovado pelo ind&iacute;cio do cabo do disparador da c&acirc;mara fotogr&aacute;fica: um fio condutor que une o retratado ao observador.      </p>          <p>      Brotherus acredita numa profunda semelhan&ccedil;a entre sujeitos, um ser global, onde a ideia do &#39;outro&#39; se dilui pela compreens&atilde;o familiar de certos epis&oacute;dios&#8211;ou instantes&#8211;da sua vida. A artista empresta o seu corpo &agrave; arte, um corpo ve&iacute;culo que se disp&otilde;e a ceder sentimentos, neste sentido a fotografia surge como uma superf&iacute;cie sobre a qual se projectam sensa&ccedil;&otilde;es e desejos&#8211;que tanto acontece na experi&ecirc;ncia do cinema. A s&eacute;rie <i>Das M&auml;dchen sprach von Liebe</i> (1997-1999), que traduzido significa <i>a menina falou de amor</i>, fala-nos sobre &#34;o amor e seus efeitos colaterais&#34; (Brotherus, 1999) que documentam uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa curta e fracassada. <i>Honeymoon, I hate sex, Divorce portrait, This is the first day of the rest of your life, Love bites, False memories, The fundamental loneliness, Landscapes and escapes e Epilogue</i>, d&atilde;o t&iacute;tulo &agrave;s   fotografias e colocam marcos emocionais pelos quais a artista passou. Em <i>Epilogue</i> (1999) a encena&ccedil;&atilde;o aparece, simbolicamente, como o desfecho de uma hist&oacute;ria de amor, as luvas que agarram a cara da artista corporizam o ex-marido (j&aacute; n&atilde;o se tocam). O momento fotogr&aacute;fico &eacute; inquietante, experienciam-se tens&otilde;es antag&oacute;nicas de amor e ressentimento, descontrolo e dom&iacute;nio. Esta figura que reveste o fundo escuro, o &#39;assassino&#39;, submete-a ao confronto do olhar fora-de-si, obrigando-a a reconhecer o fim. <i>The new painting</i> (2001-2004) segue outra direc&ccedil;&atilde;o,  deriva de um projecto em que a paisagem invade o quadro fotogr&aacute;fico e se manifesta numa vis&atilde;o subjectiva de um interior: &#34;Where self-portraits are windows into myself, landscapes are windows opening outward from me.&#34; (Brotherus, 2000) O tema central da s&eacute;rie &eacute; a paisagem natural, onde &eacute; evocado o legado pict&oacute;rico da natureza enquanto entidade imponente e auspiciosa. Brotherus ocupa parte dessas paisagens, quer sejam no exterior ou no interior de uma casa a figura humana &eacute; entendida como um objecto a ser integrado no quadro, um modelo, n&atilde;o um sujeito. A auto-representa&ccedil;&atilde;o interage com o atributo das coisas e subentende-se uma suspens&atilde;o biogr&aacute;fica. Num projecto mais recente, e prosseguindo com a perspectiva da pintura, chega-nos a artista em trabalho, <i>Artists at work</i> (2009): a situa&ccedil;&atilde;o desdobra-se na modelo que &eacute; pintada e na artista que se retrata. Brotherus transp&otilde;e a intimidade para o local de trabalho, um atelier. Uma intimidade que n&atilde;o pertence mais &agrave; &iacute;ndole afectiva e que se traduz num corpo presente (<a href="#f1-3">Figura 1, Figura 2, Figura 3</a>, <a href="#f4-6">Figura 4, Figura 5, Figura 6</a>). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1-3"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a68f1-3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4-6"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a68f4-6.jpg"></a>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>2. Falar intimidade: ecoando o contexto</b>      </p>          <p>      Em 2003 conheci uma artista que co-produzia, com mais quatro amigos, exposi&ccedil;&otilde;es na cave de num caf&eacute; situado na rua das galerias do Porto&#8211;o Sal&atilde;o Ol&iacute;mpico. Quando se acompanha um trabalho percebe-se um percurso e, em Carla Filipe, as partes apontam para uma condi&ccedil;&atilde;o que lhe &eacute; particular e a distingue no elenco portugu&ecirc;s: trata-se de uma artista que se deixa levar pelo contexto. Fam&iacute;lia, amigos, empregos, a rua, a pr&oacute;pria arte, trazem-lhe mat&eacute;ria que se converte em arquivo e que se vai multiplicando no atelier em imagens, textos e objectos; posteriormente organizados e expostos conforme a especificidade espacial e sens&iacute;vel em que se insere. Viajar ou estar fora de Portugal foi determinante para o seu percurso: visita em 2003 a <i>Documenta</i> em Kassel que diz ter sido decisivo para o seu interesse sobre o <i>local</i> em ant&iacute;tese com o <i>global</i>; em 2008 participa numa exposi&ccedil;&atilde;o colectiva em Bristol; e dois anos depois faz uma resid&ecirc;ncia art&iacute;stica em Londres onde, pela primeira vez, se dedica a tempo integral ao atelier. O rumo que foi tomando suscitou-lhe um interesse para isto de <i>ser uma artista portuguesa</i>, em Portugal ou &#39;l&aacute; fora&#39; e n&atilde;o tanto para conte&uacute;dos de uma ordem mais privada aos quais nos familiariz&aacute;mos inicialmente. Em dez anos de trabalho a pr&oacute;pria refere que a obra se adapta a duas condi&ccedil;&otilde;es &#34;a primeira fase onde sou trabalhadora e artista e a segunda fase onde me dedico s&oacute; &agrave; produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica&#34; (Carla Filipe, comunica&ccedil;&atilde;o pessoal, 2011) As obras que se ilustram nesta comunica&ccedil;&atilde;o enquadram-se num per&iacute;odo em que Carla Filipe era trabalhadora e artista.        	</p>          <p>      Para <i>Zona de Estar</i> (2004)&#8211;produzido no espa&ccedil;o que dirigia&#8211;montou pequenas ilhas de plantas de v&aacute;rias esp&eacute;cies. As condi&ccedil;&otilde;es do local n&atilde;o eram as mais prop&iacute;cias e cuidou diariamente das plantas chegando mesmo a cartografar, lado a lado, a evolu&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies e o seu estado de esp&iacute;rito (<a href="#f7">Figura 7</a>, <a href="#f8">Figura 8</a>). Quando planeou a exposi&ccedil;&atilde;o estava desempregada e a pr&oacute;pria reporta-se para o projecto como uma car&ecirc;ncia do compromisso. A artista tamb&eacute;m quis trabalhar a ideia de resist&ecirc;ncia evidenciando uma rela&ccedil;&atilde;o entre a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie e o contexto art&iacute;stico do Porto; interessou-lhe a transforma&ccedil;&atilde;o das plantas no lugar, situa&ccedil;&atilde;o que surgiu depois de ter observado, enquanto vigilante em Serralves, como as obras se alteravam no espa&ccedil;o expositivo; por fim acrescenta, que tamb&eacute;m pretendia um contraste do universo feminino, que a instala&ccedil;&atilde;o claramente imanava, com o espa&ccedil;o manifestamente masculino do caf&eacute;. Em <i>&Aacute;reas Periurbanas II &#8211; Doa&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria com cadeado</i> (2006) Filipe deu continuidade a uma pr&aacute;tica dom&eacute;stica dedicando-se &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma horta improvisada no exterior do edif&iacute;cio. O trabalho &#34;foi o resultado de um arquivo fotogr&aacute;fico a hortas e jardins ligados ao universo dos caminhos de ferro portugueses&#34; e &#34;se tivesse optado por expor o arquivo fotogr&aacute;fico nunca teria tido acesso &agrave;s v&aacute;rias realidades que fui conhecendo ao longo da montagem, foi uma continua&ccedil;&atilde;o do arquivo, um <i>arquivo-vivo</i>&#34; (Carla Filipe, comunica&ccedil;&atilde;o pessoal, 2011) Nos projectos <i>Estudo de campo, Desertar, antes que ganhe um cancro</i> (2007) e <i>Hospitalidade</i> (2009) regressa &agrave; disciplina do desenho (<a href="#f9-11">Figura 9, Figura 10, Figura 11</a>). A quantidade de informa&ccedil;&atilde;o que apresentou nos dois eventos &eacute; de tal ordem excessiva que o espectador fica constrangido. Aqui o desenho e escrita fundem-se obsessivamente, misturando texto e imagem em conte&uacute;dos de natureza auto-referenciais. A artista descreve esta necessidade de querer registar tudo, de &#39;etnografar&#39;, como sendo um combate a um vazio patente, universal, onde tamb&eacute;m veicula a sua intimidade. O m&eacute;todo parece simples: uma interpreta&ccedil;&atilde;o da realidade onde o facto e fic&ccedil;&atilde;o se misturam; o resultado por&eacute;m &eacute; complexo, no enredo de personagens, hist&oacute;rias, lugares, acontecimentos, refer&ecirc;ncias e transcri&ccedil;&otilde;es que somente um olhar muito atento poder&aacute; seguir (a pr&oacute;pria autora comenta que se perde e n&atilde;o se reconhece anos mais tarde). Em <i>A Espera e o Espa&ccedil;o &#8211; varia&ccedil;&otilde;es de densidade</i>, uma das s&eacute;ries produzidas para <i>Hospitalidade</i>, a situa&ccedil;&atilde;o do desenho desdobra-se no local onde foi montada a pe&ccedil;a. Visitantes, doentes e profissionais contemplam um objecto sob condi&ccedil;&atilde;o de quem est&aacute; &#39;&agrave; espera.&#39; Com este projecto Filipe viu uma oportunidade para relatar uma experi&ecirc;ncia comum, enleou a sua vers&atilde;o da hist&oacute;ria com testemunhos de outros, e deu a contemplar a quem circulava ilustra&ccedil;&otilde;es ver&iacute;dicas do universo hospitalar. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a68f7.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f8"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a68f8.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f9-11"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a68f9-11.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Conclus&atilde;o</b>      </p>          <p>      Por meio do discurso auto-referencial de duas mulheres conseguimos entender uma identidade pr&oacute;pria, duas formas de agir: uma que se exp&otilde;e e a outra que fala. Talvez tenha que ver com a geografia que as separa. Elina Brotherus det&eacute;m de um dispositivo que lhe replica, mais do que um corpo, um olhar profundo de si mesma; a c&acirc;mara fotogr&aacute;fica serve-lhe de &#39;bar&oacute;metro&#39; afectivo reproduzindo leituras aut&ecirc;nticas, a obra &eacute; n&iacute;tida. J&aacute; Carla Filipe n&atilde;o disp&otilde;e de um instrumento que lhe valide uma imagem de si pr&oacute;pria, serve-se de uma esfera social, de um arquivo e contextos sens&iacute;veis que lhe prop&otilde;em m&uacute;ltiplos caminhos para se localizar. A obra n&atilde;o se observa somente por imagens, h&aacute; que a ler e percorrer, e para isso precisamos de todo o corpo.        <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias</b> </p>     <!-- ref --><p> Brotherus, Elina. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.elinabrotherus.com/photography/index.php" target="_blank">http://www.elinabrotherus.com/photography/index.php</a>       &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445662&pid=S1647-6158201200010006800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido em 20 de janeiro e aprovado em 8 de fevereiro de 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:email.sonia.neves@gmail.com">email.sonia.neves@gmail.com</a>  (S&oacute;nia Neves).</p>      ]]></body><back>
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