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<publisher-name><![CDATA[Universidade de LisboaFaculdade de Belas-Artes]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Marina Abramovi&#263;, dimensões da culpa: do corpo da vida sacra]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-61582012000100071&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-61582012000100071&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-61582012000100071&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Marina Abramovi&#263;, no ano de 1974, apresenta Rhythm 0, performance em que se encontra sujeita a toda espécie de violência. Este artigo tem por objetivo investigar as dimensões de um corpo presumido culpado e, para tanto, recorre-se ao conceito agambeniano de homo sacer - figura do direito romano arcaico portadora da vida nua, vida sacra -, cuja particularidade deve-se a um duplo cárater: insacrificável e, porém, matável.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Marina Abramovi&#263;, in 1974, presents Rhythm 0, performance in that is subjects all violence types. This article has for objective to investigate the dimensions of a body presumed guilty and, for so much, refers to the concept of homo sacer of Agamben - figure of the right archaic roman bearer of the nude life, sacred life - whose particularity is due to a double character: cannot be sacrificed yet may, nevertheless, be killed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CORPOS</b>    <br> </p>       <p><b>Marina Abramovi&#263;, dimens&otilde;es da culpa: do corpo da vida sacra</b> </p>     <p> <b>Marina Abramovi&#263;, dimensions of guilt: The body of the sacred life</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Ricardo Mari Neto&#42; </b> </p>     <p> &#42;Brasil, artista visual. Bacharelado em Artes Visuais, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Bacharelado em Direito, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). </p>    <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b>    <br> Marina Abramovi&#263;, no ano de 1974, apresenta Rhythm 0, performance em que se encontra sujeita a toda esp&eacute;cie de viol&ecirc;ncia. Este artigo tem por objetivo investigar as dimens&otilde;es de um corpo presumido culpado e, para tanto, recorre-se ao conceito agambeniano de homo sacer &#8211; figura do direito romano arcaico portadora da vida nua, vida sacra -, cuja particularidade deve-se a um duplo c&aacute;rater: insacrific&aacute;vel e, por&eacute;m, mat&aacute;vel. </p>     <p> <b>Palavras chave: </b> corpo, performance, devir, vida nua.      </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>ABSTRACT</b>    <br> Marina Abramovi&#263;, in 1974, presents Rhythm 0, performance in that is subjects all violence types. This article has for objective to investigate the dimensions of a body presumed guilty and, for so much, refers to the concept of homo sacer of Agamben &#8211; figure of the right archaic roman bearer of the nude life, sacred life &#8211; whose particularity is due to a double character: cannot be sacrificed yet may, nevertheless, be killed. </p>     <p> <b>Keywords: </b> body, performance, becoming, bare life.      </p>     <p>&nbsp;</p>           <p>&nbsp;</p>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>       A artista perform&aacute;tica Marina Abramovi&#263; (Belgrado, 30 de novembro de 1946), entre os anos de 1973 e 1974, desenvolveria uma s&eacute;rie de performances entitulada <i>Rhythms</i>, composta por <i>Rhythm 10, Rhythm 5, Rhythm 2, Rhythm 4</i> e <i>Rhythm 0</i>, respectivamente. O trabalho sobre o qual este artigo se concentra &eacute; o &uacute;ltimo da s&eacute;rie, <i>Rhythm 0</i> (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>, <a href="#f3-4">Figura 3 e Figura 4</a>), realizado em N&aacute;poles, em 1974, &uacute;nico dentre os cinco em que a artista permite a interven&ccedil;&atilde;o ativa do p&uacute;blico. Abramovi&#263; o descreveria como uma &#34;investiga&ccedil;&atilde;o sobre o corpo quando consciente e inconsciente&#34; (Abramovi&#263; apud Ward, 2010: 134). A performance busca representar a continuidade entre consci&ecirc;ncia e inconsci&ecirc;ncia atrav&eacute;s de &#34;um extraordin&aacute;rio e paradoxal esfor&ccedil;o da vontade, a grosso modo, a vontade de abandono da vontade&#34; (Ward, 2010: 134).       </p>           <p>&nbsp;</p>       <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a71f1.jpg"></a>           
<p>&nbsp;</p>       <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a71f2.jpg"></a>           
<p>&nbsp;</p>       <a name="f3-4"><img src="/img/revistas/est/v3n5/3n5a71f3-4.jpg"></a>           
<p>&nbsp;</p>           <p>       Os visitantes da galeria deparam-se com a artista im&oacute;vel, impass&iacute;vel, n&atilde;o exibindo qualquer rea&ccedil;&atilde;o; al&eacute;m de uma mesa sobre a qual estaria reunida uma s&eacute;rie de objetos. Na parede havia a seguinte instru&ccedil;&atilde;o: &#34;H&aacute; 72 objetos sobre a mesa que podem ser utilizados sobre mim conforme desejado. Performance: Eu sou o objeto. Durante este per&iacute;odo assumo total responsabilidade&#34; (Ward, 2010: 136). A descri&ccedil;&atilde;o mais detalhada do que teria acontecido na galeria, durante as seis horas de apresenta&ccedil;&atilde;o, &eacute; de McEvilley:      </p>           <blockquote> <i>Algu&eacute;m caminhou em seu entorno. Algu&eacute;m impulsionou o seu bra&ccedil;o no ar. Algu&eacute;m lhe tocou um pouco intimamente. </i>&#91;&#8230;&#93;<i> Na terceira hora todas as suas roupas foram cortadas com l&acirc;minas de barbear. Na quarta hora as mesmas l&acirc;minas come&ccedil;aram a explorar sua pele. Sua garganta foi cortada para que algu&eacute;m pudesse sugar seu sangue. V&aacute;rias menores agress&otilde;es sexuais foram realizadas em seu corpo. Ela estava t&atilde;o comprometida com a pe&ccedil;a que n&atilde;o teria resistido ao estupro ou assassinato. Diante de sua abdica&ccedil;&atilde;o da vontade, com este impl&iacute;cito colapso da psicologia humana, um grupo que buscava proteg&ecirc;-la come&ccedil;ou a se definir na plat&eacute;ia. Quando uma arma carregada foi empurrada para a cabe&ccedil;a de Marina, tendo o seu pr&oacute;prio dedo sido colocado no gatilho, uma briga irrompeu entre as fac&ccedil;&otilde;es do p&uacute;blico</i> (McEvilley, 1982: 52).       </blockquote>           <p>       A pot&ecirc;ncia deste trabalho deve-se n&atilde;o tanto aos 72 objetos dispostos sobre a mesa, dentre os quais muitos poderiam dar fim a uma vida, quanto a assun&ccedil;&atilde;o do risco por parte da artista, que se responsabilizava por tudo o que naquela noite viesse a acontecer. Quem se n&atilde;o o condenado indefens&aacute;vel, j&aacute; subserviente, encontra-se impass&iacute;vel diante daquele que lhe aponta a arma? Qual figura, que n&atilde;o a da autoridade competente, disp&otilde;e de uma arma de fogo se n&atilde;o aquela do bandido?  Quem se n&atilde;o a puta, &#34;Maria, chamada Madalena, da qual tinham sa&iacute;do sete dem&ocirc;nios&#34; (Lucas 8:2), seria se n&atilde;o a culpada por corromper aquele que lhe suga os seios fartos, por oferecer prazeres baratos at&eacute; mesmo ao pedinte mais repugnante? Quem se n&atilde;o a m&atilde;e, culpada pelo crime mais b&aacute;rbaro, poderia inspirar compaix&atilde;o &agrave;queles mesmos que a julgavam fac&iacute;nora, levando-os a arriscarem as pr&oacute;prias vidas em defesa daquela criminosa j&aacute; ao p&eacute; do cadafalso? Quem se n&atilde;o Madona, a virgem que engravidara e dera &agrave; luz &#34;um filho, por obra do Esp&iacute;rito Santo&#34; (Mateus 1:23:25), portaria a culpa e a inoc&ecirc;ncia por acolher em suas entranhas Aquele cujo conhecimento estremeria o mundo dos antigos? A artista mesmo o confessaria: &#34;o p&uacute;blico come&ccedil;ou a se tornar cada vez mais agressivo, e eles projetaram tr&ecirc;s imagens b&aacute;sicas sobre mim: a imagem da Madonna, a imagem da m&atilde;e e a imagem da prostituta&#34; (Abramovi&#263;, 2002: 30).       </p>           <p>       Marina encarnava a figura do bandido, da puta, da m&atilde;e e da Madona &#8211; todos conden&aacute;veis! Criava para si um corpo sem &oacute;rg&atilde;os, corpo em constante devir, &#34;que &eacute; n&atilde;o desejo, mas tamb&eacute;m desejo. N&atilde;o &eacute; uma no&ccedil;&atilde;o, um conceito, mas antes uma pr&aacute;tica, um conjunto de pr&aacute;ticas &#91;&#8230;&#93;, povoado por intensidades&#34; (Deleuze e Guattari, 2008). Corpo de Abramovi&#263;, corpo de Antonin Ataud, que declararia guerra aos &oacute;rg&atilde;os: &#34;porque atem-me se quiserem, mas nada h&aacute; de mais in&uacute;til do que um &oacute;rg&atilde;o&#34; (Artaud apud Deleuze e Guattari, 2008: 10). Interroga-se o autor:      </p>           <blockquote> <i>Quem sou? / De onde venho? / Eu sou o Antonin Artaud / E basta diz&ecirc;-lo, / Como sei diz&ecirc;-lo, / Imediatamente / Vereis o meu corpo atuar / Voar em estilha&ccedil;os / E em dois mil aspectos not&oacute;rios / Refazer / Um novo corpo / Onde nunca mais / Podereis / Esquecer-me</i> (Artaud, 1983: 96).       </blockquote>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>       A artista tornava-se o culpado, e este devir-bandido, somente o pode ser aquele inocente que faz de seu corpo o lugar sem&acirc;ntico por excel&ecirc;ncia(S&aacute;nchez, 2004). Levinas o chamaria de corpo nu, corpo que &eacute; ader&ecirc;ncia ao eu, &#34;mas ader&ecirc;ncia irrevog&aacute;vel da qual n&atilde;o escapamos, uni&atilde;o com o sabor tr&aacute;gico do definitivo, &eacute; dizer, a brutalidade do feito de ser&#34; (Levinas, 2006: 14). A alegoria confundia-se com o real &#8211; antinomia inerente a vida do artista -, e o culpado deve pagar pelos delitos cometidos. Sobre a experi&ecirc;ncia da puni&ccedil;&atilde;o, falaria Abramovi&#263;:      </p>           <blockquote> <i>Percebi ent&atilde;o que o p&uacute;blico pode matar voc&ecirc;. Se voc&ecirc; lhes d&aacute; total liberdade, eles v&atilde;o se tornar fren&eacute;ticos o suficiente para mat&aacute;-lo. </i>&#91;&#8230;&#93;<i> Um homem apertou a arma com for&ccedil;a contra a minha cabe&ccedil;a. Eu podia sentir a sua inten&ccedil;&atilde;o.</i>&#91;&#8230;&#93;<i> Eu n&atilde;o consegui me livrar do sentimento de medo por um longo tempo</i> (O&#39;Hagan: 2010).       </blockquote>           <p>       &Eacute; este corpo opaco, que carrega consigo o ser da performatividade, corpo discursivo doser-recortado-no-mundo (S&aacute;nchez, 2004), que Marina suporta em <i>Rhythm 0</i> enquanto culpado, que somente o &eacute; se culpado. Segundo Benjamin, &#34;aquele que &eacute; proclamado sagrado <i>&eacute; </i> (grifo nosso) precisamente o portador destinado &agrave; culpa: a vida nua&#34; (Benjamin apud Agamben, 2007: 74), ou seja, &eacute; esta vida nua a que &eacute; proclamada sacra. De acordo com Benveniste, para tornar a v&iacute;tima sagrada, &eacute; preciso &#34;separ&aacute;-la do mundo dos viventes, &eacute; preciso que esta atravesse o limiar que separa os dois universos: este &eacute; o objetivo da matan&ccedil;a&#34; (Benveniste apud Agamben, 2007: 75). Abramovi&#263;, em <i>Rhythm 0</i>, artista, comungava com aqueles que dela abusavam, ou com o resto dos seres ditos normais? Fazia parte do mundo dos humanos aquela que estava t&atilde;o comprometida com a performance que nem mesmo se oporia ao estupro ou assassinato? N&atilde;o, ela era o bandido, e Henry Miller explicaria o por qu&ecirc;:      </p>           <blockquote> <i>Lado a lado com a esp&eacute;cie humana corre outra ra&ccedil;a de seres, os inumanos, a ra&ccedil;a de artistas que, incitados por desconhecidos impulsos, tomam a massa sem vida da humanidade e, pela febre e pelo fermento com que a impregnam, transformam a massa &uacute;mida em p&atilde;o, e p&atilde;o em vinho, e o vinho em can&ccedil;&atilde;o. </i>&#91;&#8230;&#93;<i> Vejo esta outra ra&ccedil;a de indiv&iacute;duos esquadrinhando o universo, virando tudo de cabe&ccedil;a pra baixo, e os p&eacute;s sempre se movendo em sangue e l&aacute;grima, as m&atilde;os sempre vazias, sempre se estendendo na tentativa de agarrar o al&eacute;m, o deus inating&iacute;vel: matando tudo ao seu alcance a fim de acalmar o monstro que lhe corr&oacute;i as entranhas. O vejo quando arrancam os cabelos em seu esfor&ccedil;o para compreender, para apreender o que &eacute; eternamente inalcan&ccedil;&aacute;vel </i>&#91;&#8230;&#93;.<i> E tudo quanto fique aqu&eacute;m desse aterrorizador espet&aacute;culo, tudo quanto seja menos sobressaltante, menos terrificante, menos louco, menos delirante, menos contagiante, n&atilde;o &eacute; arte. Esse resto &eacute; falsifica&ccedil;&atilde;o. Esse resto &eacute; humano. Pertence a vida e &agrave; aus&ecirc;ncia de vida</i> (Miller, 2003: 230-231).       </blockquote>           <p>       &Eacute; o <i>homo sacer</i> aquela figura &agrave; qual, pela primeira vez, fora afirmado o car&aacute;ter sacro da vida nua. Sendo assim, o <i>homo sacer</i> &eacute; aquele que o povo julgou por algum delito, e n&atilde;o &eacute; l&iacute;cito sacrific&aacute;-lo, mas se algu&eacute;m o mata, n&atilde;o ser&aacute; condenado por homic&iacute;dio. &#34;A vida insacrific&aacute;vel e, todavia, mat&aacute;vel, &eacute; a vida sacra&#34; (Agamben, 2007: 90). Marina, ao exp&ocirc;r aquele corpo da escritura &agrave; morte, a todo tipo de viol&ecirc;ncia, exp&otilde;e sua vida de <i>homo sacer</i>, uma vez que &eacute; mat&aacute;vel, por&eacute;m insacrific&aacute;vel, e mat&aacute;vel por que culpada, insacrific&aacute;vel por que detentora da vida nua, vida sacra.       </p>           <p>       A performer seduz o p&uacute;blico, o torna soberano, incita-o a deixar aflorar o que nele h&aacute; de mais selvagem, e somente em rela&ccedil;&atilde;o ao soberano &#34;todos os homens s&atilde;o potencialmente <i>homo sacri</i> e <i>homo sacer</i> &eacute; aquele em rela&ccedil;&atilde;o ao qual todos os homens agem como soberano&#34; (Agamben, 2007: 91). Tanto a figura do <i>homo sacer</i> quanto a do <i>homem-lobo</i> hobbesiano fazem refer&ecirc;ncia &agrave;quele que &eacute; considerado bandido perante a comunidade, e a atmosfera instaurada por <i>Rhythm 0</i> &eacute; aquela da express&atilde;o <i>homo homini lupus</i>, em que o homem &eacute; para o homem um <i>homo sacer</i>, cuja vida n&atilde;o &eacute; a simples vida natural, mas a vida exposta a morte, que &eacute; o elemento pol&iacute;tico origin&aacute;rio.&#34;Nem <i>b&iacute;os</i> pol&iacute;tico nem <i>zo&eacute; </i> natural, a vida sacra &eacute; a zona de indistin&ccedil;&atilde;o na qual, implicando-se e exclu&iacute;ndo-se um ao outro, estes se constituem mutuamente&#34; (Agamben, 2007: 98).      </p>             <p>&nbsp;</p>      <p> <b>Refer&ecirc;ncias</b>  </p>     <!-- ref --><p> Abramovi&#263;, Marina (2002) <i>Marina Abramovi&#263; </i>. Mailand: Charta, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445886&pid=S1647-6158201200010007100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Agamben, Giorgio (2007) <i>Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua</i>. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445888&pid=S1647-6158201200010007100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Deleuze, Gilles & GUATTARI, F&eacute;lix.(2008) <i>Mil Plat&ocirc;s: capitalismo e esquizofrenia, </i> v. 3. S&atilde;o Paulo: Editora 34, 2008; p. 9-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445890&pid=S1647-6158201200010007100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Levinas, Emmanuel (2006) <i>Algunas Reflexiones Sobre la Filosofia del Hitlerismo</i>. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econ&oacute;mica, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445892&pid=S1647-6158201200010007100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> McEvilley, Thomas (1983) <i>Marina Abramovi&#263;/Ulay</i>. New York: ARTFORUM, XXII/1 (setembro 1983); p. 52-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445894&pid=S1647-6158201200010007100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Miller, Henry (2003) <i>Tr&oacute;pico de C&acirc;ncer</i>. Rio de Janeiro: O Globo; S&atilde;o Paulo: Folha de S. Paulo, 2003; p. 19-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445896&pid=S1647-6158201200010007100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> O&#39;Hagan, Sean (2010) <i>Interview: Marina Abramovi&#263; </i>. &#91;Consult. 2012-01-20&#93; Texto. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2010/oct/03/interview-marina-abramovic-performance-artist" target="_blank">http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2010/oct/03/interview-marina-abramovic-performance-artist</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445898&pid=S1647-6158201200010007100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> S&aacute;nchez, Pedro A. Cruz (2004) <i>La Vigilia del Cuerpo: Arte y Experiencia Corporal en la Contemporaneidad</i>. Murcia: Tabularium, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445899&pid=S1647-6158201200010007100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Ward, Frazer (2010) <i>The Do-it-yourself&#39; Artwork. Marina Abramovi&#263;: approaching zero</i>.Org. Anna Dezeuze. London: Rethinking Art&#39;s Histories, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445901&pid=S1647-6158201200010007100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Performance <i>Rhythm 0</i>, de Marina Abramovi&#263;, no Studio Morra, N&aacute;poles, 1974 &#91;Consult. 2012-01-20&#93; Fotografia. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lissongallery.com/#/exhibitions/2010-10-13_marina-abramovi/" target="_blank">http://www.lissongallery.com/#/exhibitions/2010-10-13_marina-abramovi/</a> </p>     <!-- ref --><p> Performance <i>Rhythm 0</i>, de Marina Abramovi&#263;, no Studio Morra, N&aacute;poles, 1974 &#91;Consult. 2012-01-20&#93; Fotografia. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.moma.org/images/dynamic_content/exhibition_page/42552.jpg" target="_blank">http://www.moma.org/images/dynamic_content/exhibition_page/42552.jpg</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445904&pid=S1647-6158201200010007100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Performance <i>Rhythm 0</i>, de Marina Abramovi&#263;, no Studio Morra, N&aacute;poles, 1974 &#91;Consult. 2012-01-20&#93; Fotografia. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.thedaysofyore.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/MA4357_Rhythm_Zero_011-22A_Book.jpg" target="_blank">http://www.thedaysofyore.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/MA4357_Rhythm_Zero_011-22A_Book.jpg</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445905&pid=S1647-6158201200010007100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Performance <i>Rhythm 0</i>, de Marina Abramovi&#263;, no Studio Morra, N&aacute;poles, 1974 &#91;Consult. 2012-01-20&#93; Fotografia. Dispon&iacute;vel em <a href="http://museomagazine.com/#938495/MARINA-ABRAMOVI" target="_blank">http://museomagazine.com/#938495/MARINA-ABRAMOVI</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445906&pid=S1647-6158201200010007100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido em 20 de janeiro e aprovado em 8 de fevereiro de 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p><a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:ricardomarisp@gmail.com">ricardomarisp@gmail.com</a>  (Ricardo Mari).</p>      ]]></body><back>
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