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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The pioneering art books of William Blake are scrutinized, framing this perspective with the a reference to the medieval hand painted book. Afterwards, we will consider the hand made book ‘A Lenda de S. Julião Hospitaleiro’ (‘The legend of St. Julian the Hospitaller’) of Amadeo de Souza-Cardoso, 1912, also sharing medieval influences, although on the modernist context and on the artists’ book perspective.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>M&Atilde;OS</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>UNIQUE</b>    <br> </p>       <p><b>Pioneiro: Amadeo de Souza-Cardoso no contexto internacional dos  pioneiros do livro de artista</b></p>      <p><b>Pioneer: Amadeo de Souza-Cardoso on the international context of the first the artist&rsquo;s books</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Ana Jo&atilde;o Romana&#42;</b></p>      <p>&#42;Portugal, artista visual. Investigadora do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Arte e Comunica&ccedil;&atilde;o (CIAC). Licenciatura em Pintura, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Mestre em Gravura, Royal College of Art. Doutoranda em Artes e Comunica&ccedil;&atilde;o na Universidade do Algarve e no Royal College of Art.</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO:</b>    <br>    <br>Partindo das caracter&iacute;sticas do livro iluminado medieval s&atilde;o analisados os livros de William Blake e William Morris, pioneiros no pensar o livro como obra de arte. No segundo momento &eacute; analisado o livro A Lenda de S. Juli&atilde;o Hospitaleiro de Amadeo de Souza-Cardoso, obra de 1912 tamb&eacute;m com influ&ecirc;ncias do livro medieval, mas no contexto do livre d&rsquo;artiste e das vanguardas do in&iacute;cio do sec. XX.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> livro medieval, livre d&rsquo; artiste, Amadeo de Souza-Cardoso, A Lenda de S. Juli&atilde;o Hospitalieiro, modernismo.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT:</b>    <br>The pioneering art books of William Blake are scrutinized, framing this perspective with the a reference to the medieval hand painted book. Afterwards, we will consider the hand made book &lsquo;A Lenda de S. Juli&atilde;o Hospitaleiro&rsquo; (&lsquo;The legend of St. Julian the Hospitaller&rsquo;) of Amadeo de Souza-Cardoso, 1912, also sharing medieval influences, although on the modernist context and on the artists&rsquo; book perspective.</p>     <p><b>Keywords:</b> medieval book, livre d&rsquo;artiste, Amadeo de Souza-Cardoso, the legend of St Julian Hospitaller, modernism.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p> A Lenda de S&atilde;o Juli&atilde;o Hospitaleiro (1912), por Amadeo de Souza-Cardoso, &eacute; um livro carregado de influ&ecirc;ncias medievais. No contexto internacional, os pioneiros do livro como obra de arte: William Blake e William Morris servem-se tamb&eacute;m da influ&ecirc;ncia do imagin&aacute;rio medieval nos livros que editam. Propomos uma an&aacute;lise destes livros, cada um dentro do contexto da sua &eacute;poca; procurando o que h&aacute; em comum nestes tr&ecirc;s pioneiros que pensam o livro como obra de arte.</p>      <p>Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) no dia em que completa 19 anos vai viver para Paris, onde inicia e desenvolve a sua obra como artista pl&aacute;stico. Com o rebentar da primeira guerra mundial v&ecirc;-se for&ccedil;ado a voltar para Portugal. No ano do seu regresso Amadeo j&aacute; era o artista portugu&ecirc;s com a maior proje&ccedil;&atilde;o internacional, devido &agrave; m&aacute; recep&ccedil;&atilde;o do seu trabalho em Portugal vive isolado mas em constante produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica at&eacute; 1918, ano em que morre prematuramente vitima de gripe pneum&oacute;nica.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Os antecedentes: livro medieval, Blake e Morris</b></p>     <p>Interessa-nos nesta abordagem ao livro medieval os aspectos que os artistas v&atilde;o mais tarde recuperar. Isto &eacute;, o manuscrito iluminado em formato codex, que combina texto com imagem, letra capitular ornamentada, margens com decora&ccedil;&atilde;o floral e geom&eacute;trica abstracta. &Eacute; no final da Idade M&eacute;dia que a ilustra&ccedil;&atilde;o nas margens dos livros de iluminuras conhece a maior variedade, estes s&atilde;o os espa&ccedil;os de maior liberdade para os autores, e s&atilde;o estes os livros que v&atilde;o influenciar os artistas do s&eacute;culos XVIII, XIX e XX. Os livros medievais continham essencialmente temas b&iacute;blicos. O uso do dourado era uma adora&ccedil;&atilde;o a Deus e servia para literalmente iluminar a p&aacute;gina.</p>     <p>William Blake (1757-1827) escritor, pintor e gravador. Foi auto-editor de todos os seus livros, onde texto e imagem estavam contidos numa &uacute;nica matriz de cobre, a impress&atilde;o resulta densamente colorida. O processo gr&aacute;fico de Blake foi batizado pelo pr&oacute;prio como <i>Impress&atilde;o Iluminada</i>, &eacute; uma refer&ecirc;ncia aos manuscritos iluminados medievais.</p>     <p>Publicou v&aacute;rios livros em vida, mas o de maior sucesso resulta da uni&atilde;o das <i>Songs of Innocence</i> (1789) com as <i>Songs of Experience</i> em 1794, impressas a cor e aguareladas. As imagens gravadas por Blake emanam energia, embora de escala reduzida (c.13x8cm), as figuras aparentam uma escala monumental.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um s&eacute;culo depois de Blake publicar os seus livros, William Morris (1834-1896) funda a Kelmscott Press, em Londres. Foi escritor, pol&iacute;tico e designer. Desenhou t&ecirc;xteis, papel de parede, azulejos, vitral, mobili&aacute;rio e livros.</p>      <p>Embora Morris tenha publicado 66 livros referimos apenas o livro <i>The works of Geoffrey Chaucer</i>. <i>Chaucer</i> &eacute; um livro extremamente elaborado que foi realizado entre 1891 e 1896, sobre influ&ecirc;ncia do imagin&aacute;rio medieval. Edward Burne-Jones realiza 87 ilustra&ccedil;&otilde;es gravadas em madeira e William Morris &eacute; autor da tipografia, iniciais decoradas, decora&ccedil;&otilde;es de margens e design da encaderna&ccedil;&atilde;o. Morris recupera um fazer artesanal.    <p>      <p><b><i>A Lenda de S. Juli&atilde;o Hospitaleiro</i> de Amadeo de Souza-Cardoso, no contexto dos pioneiros do livro de artista</b></p>      <p>O primeiro artista portugu&ecirc;s que pensou no livro como suporte para uma obra de arte foi Amadeo de Souza-Cardoso. Em 1912 realiza <i>A Lenda de S&atilde;o Juli&atilde;o Hospitaleiro</i>, exemplar &uacute;nico, a partir do conto original de Gustav Flaubert, escrito em 1877 <i>La L&eacute;gende de Saint Julien l&rsquo;Hospitalier</i>, baseado nos vitrais do s&eacute;c. XIII da catedral de Rouen. </p>     <p>Amadeo vai organizar no formato codex uma s&eacute;rie de desenhos e todo o texto copiado &agrave; m&atilde;o. Fascinado pela hist&oacute;ria, abundante no imagin&aacute;rio sobre a Idade M&eacute;dia, os temas de ca&ccedil;a e os elementos de encantar. &Eacute; poss&iacute;vel termos acesso a este livro gra&ccedil;as &agrave; edi&ccedil;&atilde;o fac-similada publicada pelo Centro de Arte Moderna em 2006.</p>          <p><i>A Lenda</i> &eacute; um livro de capa dura e papel de guardas marmoreado (<a href="#f1-5">Figura 1, Figura 2</a>). Nas primeiras p&aacute;ginas Amadeo desenha o t&iacute;tulo (<a href="#f1-5">Figura 3</a>) a aguada com a cor de sangue, &quot;A mesma cor ser&aacute; dada &agrave;s pesadas gotas de sangue que mancham a folha onde se descreve o parric&iacute;dio&quot;. (Alfaro, 2006). O frontisp&iacute;cio &eacute; como um s&iacute;mbolo her&aacute;ldico, seguem cinco p&aacute;ginas onde Amadeo explora a tipografia a dourado e negro. E dez ilustra&ccedil;&otilde;es iniciais onde apresenta personagens e cenas da hist&oacute;ria, tamb&eacute;m a dourado e negro, pela sequ&ecirc;ncia do conto: rei/pai (<a href="#f1-5">Figura 4</a>), rainha/m&atilde;e, eremita, Juli&atilde;o em jovem, Juli&atilde;o ca&ccedil;ador, rei sogro de Juli&atilde;o, Juli&atilde;o e a esposa, Juli&atilde;o guerreiro, Juli&atilde;o santo e Juli&atilde;o morto em ascens&atilde;o aos c&eacute;us. Seguem-se as p&aacute;ginas do texto caligrafado, cada p&aacute;gina &eacute; diferente, Amadeo explora v&aacute;rios grafismos na rela&ccedil;&atilde;o texto-imagem, pr&oacute;ximo do livro medieval de iluminuras, mas de desenho mais sint&eacute;tico. Ao longo do texto as margens s&atilde;o decoradas com animais (<a href="#f1-5">Figura 5</a>), criaturas fant&aacute;sticas, plantas, armas, bras&otilde;es, pol&iacute;gonos e arabescos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1-5"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a10f1-5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando Amadeo de Souza-Cardoso executa este livro ele est&aacute; de f&eacute;rias na Bretanha, durante os meses de julho e agosto, hospedado no Hotel du Lion d&rsquo;Or, tornado o seu <i>scriptorium</i>. Durante estas f&eacute;rias fotografa as tape&ccedil;arias medievais no Castelo de K&eacute;riolet, que v&atilde;o influenciar o imagin&aacute;rio da <i>Lenda</i>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <i>Lenda</i> circulou entre amigos e fam&iacute;lia. Amadeo escreve a Lucie, sua futura esposa, sobre como este livro maravilhou o seu pai, na visita que fez a Portugal no Natal de 1912 (Alfaro, 2006). Mas existe um documento de autoria n&atilde;o identificada no Esp&oacute;lio Amadeo de Souza-Cardoso &#8211; Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, que refere este livro para publica&ccedil;&atilde;o &quot; o que n&atilde;o foi executado devido &agrave; morte do artista.&quot; </p>     <p>Amadeo saiu de Portugal em 1906 rumo a Paris. Esta cidade &iacute;man atraia in&uacute;meros artistas do mundo inteiro, que se concentravam no bairro de Montparnasse, o contacto entre artistas &eacute; muito pr&oacute;ximo &ndash; partilham ateliers, encontram-se nos caf&eacute;s, onde fazem as suas tert&uacute;lias, e visitam as exposi&ccedil;&otilde;es uns dos outros. O jovem Amadeu, que tamb&eacute;m vive em Montparnasse, vai saber tirar todo o partido deste ambiente cultural. A partir de 1913 come&ccedil;a a frequentar a casa do casal Delaunay, onde aos domingos existe um encontro de artistas.</p>      <p>No final do s&eacute;c. XIX surge em Paris o termo <i>Livre d&rsquo;artiste</i> ou <i>Livre de Peintre</i>, estes livros s&atilde;o realizados em colabora&ccedil;&atilde;o entre um pintor e um escritor, s&atilde;o edi&ccedil;&otilde;es de luxo, normalmente de 100 a 200 exemplares, com ilustra&ccedil;&otilde;es impressas em litografia, xilogravura ou &aacute;gua-forte. O Livre d&rsquo;artiste n&atilde;o &eacute; uma publica&ccedil;&atilde;o inovadora ou experimental sobre a estrutura ou forma do pr&oacute;prio livro, vem da tradi&ccedil;&atilde;o do livro ilustrado.</p>     <p>Sobre a cumplicidade pintor/escritor na edi&ccedil;&atilde;o destes livros citamos o escritor que publicou com Sonia Delaunay &#8211; Blaise Cendrars:</p>     <blockquote><i>In those days, painters and writers were equal. We lived mixed up together with more or less the same preocupations. You could even say that each writer had his painter. I had Delaunay and L&eacute;ger, Picasso had Max Jacob, Reverdy had Braque, and Apollinaire had everybody.</i> (Baron, 1995)</blockquote>     <p>Os primeiros e principais editores de <i>Livre d&rsquo;artiste</i> s&atilde;o Ambroise Vollard (1866-1939) e Daniel-Henry Kahnweiller (1884-1976). Estes escolhiam os autores e os textos, por vezes cl&aacute;ssicos. A est&eacute;tica do livro tamb&eacute;m era definida pelo editor, tendo em conta o tipo de colecionador que adquiria o objeto.</p>     <p>O livro como obra de arte ganha express&atilde;o com as vanguardas do in&iacute;cio do s&eacute;c. XX.Em 1913, no ano seguinte a Amadeo de Souza-Cardoso executar <i>A Lenda de S&atilde;o Juli&atilde;o Hospitaleiro</i>, uma artista amiga de Amadeo &ndash; Sonia Delaunay (1885-1979) vai publicar aquele que &eacute; considerado o primeiro livro de artista do per&iacute;odo das vanguardas do s&eacute;c. XX (Drucker, 1995). Com texto de Blaise Cendrars &#8211; <i>La prose du Transsib&eacute;rien et la petit Jehanne de France, este &eacute; um livro simult&acirc;neo</i>, onde texto e imagem se l&ecirc;em ao mesmo tempo.</p>      <p>Antes, em 1909 Marinetti, artista fundador do Futurismo, v&ecirc;m questionar a abordagem tipogr&aacute;fica &agrave; p&aacute;gina, com a publica&ccedil;&atilde;o dos seus manifestos futuristas no jornal <i>Le Figaro</i>, s&atilde;o as &quot;palavras em liberdade&quot; que Amadeo conheceu.</p>     <p>Os primeiros artistas que quebram com o formato convencional do livro, usando materiais do dia a dia, como papel de parede e tecido, textos manuscritos, impress&otilde;es a lin&oacute;leo, stencils e carimbos de batata, s&atilde;o os artistas da Vanguarda Russa, como Natalia Goncharova. A maioria destes livros, devido &agrave; sua materialidade, tornaram-se ef&eacute;meros. Esta gera&ccedil;&atilde;o de artistas vai parar a sua produ&ccedil;&atilde;o com a revolu&ccedil;&atilde;o russa e a I guerra mundial. Mas conseguem demonstrar que o livro pode ser publicado pelo pr&oacute;prio, sem recorrer a editor, como &eacute; o caso do <i>livre d&rsquo;artiste</i>.</p>     <p>&nbsp;</p  >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Os antecedentes da pr&aacute;tica do livro de artista podem ser encontrados nas obras de William Blake e William Morris. Ambos transformam o livro em express&atilde;o. No s&eacute;culo XVIII William Blake &eacute; o primeiro artista a pensar o livro como uma obra de arte, este &eacute; o objecto que melhor pode materializar o trabalho deste poeta, pintor e gravador. William Blake cria o processo de <i>Impress&atilde;o Iluminada</i>.</p>     <p>Um s&eacute;culo mais tarde, William Morris recupera a tradi&ccedil;&atilde;o do G&oacute;tico, traz do livro medieval a decora&ccedil;&atilde;o das margens, as iniciais iluminadas, a tipografia, as ilustra&ccedil;&otilde;es e o fazer artesanal.</p>     <p>A partir de 1900 surge o termo <i>Livre d&rsquo;artist</i>, s&atilde;o edi&ccedil;&otilde;es de luxo realizadas em colabora&ccedil;&atilde;o entre pintor e escritor. O livro como obra de arte ganha express&atilde;o com as vanguardas do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, onde Amadeo de Souza-Cardoso est&aacute; inserido.</p>     <p>O que vamos encontrar em comum aos tr&ecirc;s pioneiros: Amadeo, Blake e Morris, em compara&ccedil;&atilde;o com o livro medieval, &eacute; o recuperar do imagin&aacute;rio e a estrutura da p&aacute;gina &ndash; a rela&ccedil;&atilde;o entre o bloco de texto, a ilustra&ccedil;&atilde;o e a decora&ccedil;&atilde;o nas margens.</p>  </p>     <p>Todos estes exemplos s&atilde;o reveladores de como o trabalho de Amadeo de Souza-Cardoso estava posicionado &ndash; como pioneiro.</p>     <p>Como olhamos para o livro de artista em Portugal em 2012? Passados 100 anos desde a realiza&ccedil;&atilde;o do primeiro livro por um artista portugu&ecirc;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>          <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Amadeo de Souza-Cardoso, Gustav Flaubert &#8211; <i>A lenda de S&atilde;o Juli&atilde;o Hospitaleiro</i>, 1912, exemplar &uacute;nico. Edi&ccedil;&atilde;o fac-similada, FCG, 2006, com textos de Maria Filomena Molder e Catarina Alfaro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421135&pid=S1647-6158201200020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Baron, Stanley (1995) <i>Sonia Delaunay &ndash; the life of an artist</i>. Londres: Thames & Hudson.     <!-- ref --><p>Drucker, Johanna (1995) <i>The century of artists&rsquo; books</i>. N.Y.: Granary Books.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421138&pid=S1647-6158201200020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>       <p>Artigo completo recebido a 9 de setembro, e aprovado a 23 de setembro, 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:ana.romana@gmail.com">ana.romana@gmail.com</a> (Ana Romana).</p>           ]]></body>
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