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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestos diários e acúmulos na casa: relações entre o livro de artista e o contexto doméstico cotidiano]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Parting from the concept of the artist’s book as a form which has been introduced into the field of art, this paper analyses two artworks by artist Alice Monsell emphasizing the qualities of objects that can be manipulated, touched and used to gather together everyday experiences of life. Such characteristics are discussed in relation to the choice, format and presentation of the book-object.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>&Uacute;NICOS</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>UNIQUE</b>    <br> </p>        <p><b>Gestos di&aacute;rios e ac&uacute;mulos na casa: rela&ccedil;&otilde;es entre o livro de artista e o contexto dom&eacute;stico cotidiano</b></p>      <p><b>Daily Gestures and acumulation at home: relations between the artist&rsquo;s book and the everyday domestic context</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Vivian Herzog&#42;</b></p>      <p>&#42;Brasil, artista visual. Professora, Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas, UFPEL &#8211; RS. Mestrado em Artes Visuais, Porto Alegre, Rio Grande do Sul (UFRGS), especializa&ccedil;&atilde;o em Mem&oacute;ria, Identidade e Cultura Material, Pelotas, UFPEL e gradua&ccedil;&atilde;o em Artes Visuais, Centro de Artes, UFPEL. </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO:</b>    <br>Ao partir do conceito de livro de artista como uma inst&acirc;ncia inserida no campo das artes, s&atilde;o analisados dois trabalhos da artista Alice Monsell em que a evid&ecirc;ncia recai sobre o objeto manuse&aacute;vel, toc&aacute;vel, suscet&iacute;vel a coleta de experi&ecirc;ncias e viv&ecirc;ncias cotidianas. Tais caracter&iacute;sticas s&atilde;o apresentadas a partir da escolha, formato e apresenta&ccedil;&atilde;o do livro-objeto.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> sobras, ac&uacute;mulos, cotidiano, livro-objeto.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT:</b>    <br>Parting from the concept of the artist&rsquo;s book as a form which has been introduced into the field of art, this paper analyses two artworks by artist Alice Monsell emphasizing the qualities of objects that can be manipulated, touched and used to gather together everyday experiences of life. Such characteristics are discussed in relation to the choice, format and presentation of the book-object.</p>     <p><b>Keywords:</b> leftovers, acumulation, everyday, book-object.</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> O presente artigo procura relacionar algumas quest&otilde;es apresentadas por Paulo Silveira (2001) no livro <i>A p&aacute;gina Violada da ternura &agrave; injuria na constru&ccedil;&atilde;o do livro de artista</i> aos trabalhos da artista Alice Monsell (Pelotas, Brasil, RS) especialmente o recorte em <i>A pilha de S&aacute;</i>, 2005, (<a href="#f1-3">Figura 1, 2 e 3</a>) e <i>Falas dom&eacute;sticas</i>, 2007 (<a href="#f4-5">Figura 4 e 5</a>). O livro de artista pode ser pensado, segundo Silveira, professor do Instituto de Artes IA/UFRGS, Porto Alegre, Brasil, como uma inst&acirc;ncia do campo das artes imbricado com as vanguardas do s&eacute;culo XX que, a partir das d&eacute;cadas de 1960 e 1970 com o conceitualismo e a arte postal, eram vistos como uma possibilidade ideol&oacute;gica veiculada atrav&eacute;s de objetos propositivos pensados, por vezes, como tiragens e multiplica&ccedil;&otilde;es. Conforme o autor (2001), nas d&eacute;cadas de 1970, era comum ver circular entre as escolas de arte, especificamente ele se refere ao Instituto de Artes da UFRGS em Porto Alegre, uma quantidade consider&aacute;vel de exemplares de arte postal. Paralelamente, ocorria, em menor escala, a produ&ccedil;&atilde;o de livros de artistas que era quase uma oscila&ccedil;&atilde;o, ou melhor, uma varia&ccedil;&atilde;o da arte postal como uma pr&aacute;tica comum naquele per&iacute;odo. No entanto, o cen&aacute;rio ou o campo, enquanto institui&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o te&oacute;rica do conceito de livro de artista, era incipiente e quase inexistente naquele contexto. Quanto &agrave;s abordagens da nomenclatura, embora hajam algumas diverg&ecirc;ncias nas classifica&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao termo livro de artista, interessa-nos perceb&ecirc;-lo a partir do objeto manuseado que, no caso dos trabalhos de Alice Monsell, vem refor&ccedil;ado pela atitude de os trabalhos existirem a partir da participa&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia partilhada com o outro. Nesse contexto, no que tange a participa&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o com o objeto livro, podemos pensar nos trabalhos de Daniel Spoerri citado pela pr&oacute;pria artista como uma refer&ecirc;ncia no que tange o &quot;&#91;&#8230;&#93; o interesse em apropriar-se diretamente da realidade e de processos e situa&ccedil;&otilde;es cotidianas&quot; (Monsell, 2009: 187). Spoerri tem diversos trabalhos em que o fazer &eacute; colaborativo como o livro <i>An anecdoted topography of chance</i>, feito em parceria com Robert Filliou, Emmet Williams, Roland Topor e Dieter Roth. Este &uacute;ltimo, assim como Spoerri, pode ser considerado um dos expoentes da abordagem do livro de artista enquanto objeto que perpassa por quest&otilde;es reflexivas, como o trabalho em que utiliza uma tripa de animal para preencher com peda&ccedil;os de livros triturados que geram o <i>Literaturwurst</i> de 1961.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1-3"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a16f1-3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>  <a name="f4-5"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a16f4-5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Alice Monsell nasceu em Nova Jersey (EUA) mas mora no Brasil h&aacute; vinte e cinco anos, no estado de Rio Grande do Sul, onde trabalha como professora na Universidade Federal de Pelotas, no Brasil. As propostas da artista parecem como que impregnadas por um sentido de partilha em que s&atilde;o criados dispositivos de apresenta&ccedil;&atilde;o que remetem a atos cotidianos inseridos no contexto da casa. Segundo Agamben (2009), fil&oacute;sofo italiano, a palavra dispositivo prov&eacute;m do termo grego <i>oikos</i> que inicialmente era identificado com a ideia de casa e depois passou a ser traduzida apenas por dispositivo. Para o autor: &quot;Dispositivo passa a ser qualquer coisa que tenha de algum modo a capacidade de capturar, orientador, determinar, interceptar, modelar, controlar e assegurar os gestos, as condutas, as opini&otilde;es e os discursos dos seres viventes&quot; (Agamben, 2009: 12). Guardar, arrumar, acumular, trocar experi&ecirc;ncias, conv&iacute;vios e atitudes circunscritas a casa s&atilde;o algumas das experi&ecirc;ncias que a artista prop&otilde;e ao <i>domesticar</i> espa&ccedil;os tais como a galeria ou uma sala de aula. Pensar sobre os gestos que fazemos em nossas casas para arrum&aacute;-las &eacute; de certa forma um conceito inerente ao que a artista denomina como <i>display</i>, conceito que ela articula de maneira questionadora ao refletir sobre as apresenta&ccedil;&otilde;es das molduras dos quadros que reproduzimos na inst&acirc;ncia da arte quase que automaticamente. Em v&aacute;rios momentos atrav&eacute;s de suas proposi&ccedil;&otilde;es, ela nos pergunta: por que <i>comprar</i> materiais para o fazer art&iacute;stico se nossos espa&ccedil;os di&aacute;rios est&atilde;o repletos de mat&eacute;ria prima? O que fazemos com nossas sobras? O que h&aacute; de semelhante em nossas arruma&ccedil;&otilde;es e gestos cotidianos que liga o lugar/casa ao fazer art&iacute;stico? Como eles podem ser retroalimentados? Trata-se de quest&otilde;es que colocam em crise no sentido que problematizam os limites &eacute;ticos e simb&oacute;licos de nossas atitudes di&aacute;rias que envolvem e abarcam o fazer art&iacute;stico em todas as suas etapas desde o material escolhido at&eacute; a forma de apresent&aacute;-lo.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b> 1. A pilha de S&aacute;</b></p>      <p>Os trabalhos de Monsell aparecem sob o vi&eacute;s dos gestos di&aacute;rios onde <i>A pilha de S&aacute;</i> 2005 (<a href="#f1-3">Figura 1, Figura 2, Figura 3</a>) surge como um <i>flip book</i> em que as fotografias geradas por uma das colaboradoras de sua pesquisa s&atilde;o fixadas sobre uma esp&eacute;cie de prancha feita de sobras de outros materiais como folhas rasgadas de cadernos velhos e uma s&eacute;rie de outros pap&eacute;is guardados na casa da artista. <i>A pilha de S&aacute;</i> &eacute; um trabalho colaborativo que surge da intera&ccedil;&atilde;o de colaboradoras que tiram fotos de suas pr&oacute;prias casas e fornecem a artista. Esses trabalhos trazem consigo uma s&eacute;rie de rela&ccedil;&otilde;es sociais que questionam sobre aquilo que se consome, o que se guarda, porque se guarda e o que se faz com os ac&uacute;mulos. A pilha nada mais &eacute; do que uma esp&eacute;cie de revela&ccedil;&atilde;o da forma com que a dona da casa esconde a sua bagun&ccedil;a di&aacute;ria. O <i>flip book A Pilha de S&aacute;</i>, 2005 &eacute; uma esp&eacute;cie de jun&ccedil;&atilde;o/revela&ccedil;&atilde;o e destino de materiais que fazem parte das inquieta&ccedil;&otilde;es da artista. Por que guardamos? O que os pequenos gestos cotidianos de esconder, arrumar, acumular falam sobre as estruturas sociais e as rela&ccedil;&otilde;es de consumo de nossas casas e sociedade? </p>      <p>O que esse objeto traz da rela&ccedil;&atilde;o com o livro? Por que escolher este formato, forma e apresenta&ccedil;&atilde;o? O livro de artista carrega caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas como a possibilidade de tocar, folhear, de tornar o objeto pr&oacute;ximo ao corpo, t&ecirc;-lo em m&atilde;os e ao mesmo tempo ir propiciando uma esp&eacute;cie de revela&ccedil;&atilde;o do que existe nas p&aacute;ginas seguintes. Tal escolha recai sobre as inten&ccedil;&otilde;es da artista em fazer com que descubramos aos poucos que a imagem primeira do livro, que parece ser de uma cama, esconde na verdade, uma s&eacute;rie de objetos guardados, que a colaboradora do trabalho havia escondido atr&aacute;s de uma porta. O gesto de folhear as p&aacute;ginas &eacute; an&aacute;logo ao da colaboradora de revelar aquilo que guarda, revelar a organiza&ccedil;&atilde;o da bagun&ccedil;a, as sobras. Sobras di&aacute;rias de acontecimentos anteriores.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> 2. Falas dom&eacute;sticas</b></p>      <p>O segundo trabalho <i>falas dom&eacute;sticas</i> 2007, (<a href="#f4-5">Figura 4, Figura 5</a>) vem de um contexto de intera&ccedil;&otilde;es em que a artista <i>domestica</i> espa&ccedil;os expositivos propiciando &agrave;s pessoas dispositivos de participa&ccedil;&atilde;o como cadernos de anota&ccedil;&atilde;o dispostos em cima de mesas, que questionam as pessoas sobre quais as palavras que elas falam no banheiro, na sala, na cozinha. Segundo a artista &quot;as falas est&atilde;o nos peda&ccedil;os de papel redondo, recortado a partir do inv&oacute;lucro velho de sabonete, que achei em minha casa, &#91;e usei&#93; como molde&quot; (Monsell, 2009: 268). O trabalho tem um papel de <i>quebra gelo</i>, onde palavras como <i>sinta-se em casa, m&atilde;e me traz o papel higi&ecirc;nico, que calor e pois n&atilde;o</i>, aparecem como elementos que podem ser pegos na m&atilde;o. Estes foram realizados para serem manuseados, olhados, rir e se divertir, s&atilde;o dispositivos feitos &quot;&#91;&#8230;&#93; para facilitar, derreter o gelo do sil&ecirc;ncio entre duas pessoas sem intimidade e sem assunto&quot; (Monsell, 2009:268).  </p>       <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>      <p>Em s&iacute;ntese, conforme Silveira os livros de artista, como um campo das artes visuais podem ser (2001): livros liter&aacute;rios, quando os elementos pl&aacute;sticos n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o evidentes, livros de artista propriamente ditos, como proposi&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas ou em s&eacute;ries e livros-objetos, cujos valores bibliogr&aacute;ficos n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o evidentes quanto o sentido objetual, manuse&aacute;vel e propositivo. Podemos perceber que as proposi&ccedil;&otilde;es de Alice Monsell, como o trabalho <i>falas dom&eacute;sticas</i> 2007, (<a href="#f4-5">Figuras 4 e 5</a>) aludem a um sentido de intera&ccedil;&atilde;o, revela&ccedil;&atilde;o e manuseio que vem diretamente do objeto dotado de uma esp&eacute;cie de narrativa espa&ccedil;o/temporal. Trata-se de uma temporalidade, como afirma Silveira (2001), que carrega a possibilidade do registro, da confiss&atilde;o, da experimenta&ccedil;&atilde;o de ser um arquivo de mem&oacute;rias ficcional ou real. O livro de artista pode remeter ao objeto no sentido convencional atrav&eacute;s da met&aacute;fora, alus&atilde;o ou nega&ccedil;&atilde;o. V&aacute;rios elementos num livro evidenciam que ele &eacute; um objeto: sua espessura, cheiro, marca, anota&ccedil;&otilde;es, suas manchas de uso. Ele n&atilde;o &eacute; somente a obra liter&aacute;ria. &quot;A obra liter&aacute;ria &eacute; de escritores, pesquisadores, publicadores. O livro &eacute; de artistas, artes&atilde;os, editores. &Eacute; de conformadores&quot; (Silveira, 2001: 13). As p&aacute;ginas do livro de artista quando existem, n&atilde;o podem ser confundidas com uma simples folha de papel, mas ela &quot;&#91;&#8230;&#93; guarda consigo os sinais de ser parte de um todo. A p&aacute;gina, como a estamos apresentando aqui, &eacute; a menor unidade do suporte livro&quot; (Silveira, 2001: 23).</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>      <!-- ref --><p>Agamben, Giorgio (2009) <i>O que &eacute; o contempor&acirc;neo? e outros ensaios</i>. Chapec&oacute;: Unochapec&oacute;, 2009. ISBN:978-85-7897-005-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421556&pid=S1647-6158201200020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silveira, Paulo (2001) <i>A p&aacute;gina violada: da ternura &agrave; inj&uacute;ria na constru&ccedil;&atilde;o do livro de artista.</i> Porto Alegre: Editora Universidade/UFRGS, 2001. ISBN: 85-7025-585-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421557&pid=S1647-6158201200020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Monsell, Alice (2009) <i>A (des)ordem dom&eacute;stica: Disposi&ccedil;&atilde;o, desvios e di&aacute;logos</i>. Tese de Doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421558&pid=S1647-6158201200020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p> Artigo completo recebido a 9 de setembro e aprovado a 23 de setembro de 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:vivianherzog@gmail.com">vivianherzog@gmail.com</a> (Vivian Herzog).</p>        ]]></body><back>
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