<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1647-6158</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista :Estúdio]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Estúdio]]></abbrev-journal-title>
<issn>1647-6158</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de LisboaFaculdade de Belas-Artes]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1647-61582012000200021</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Livro de Artista enquanto ferramenta pedagógica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The artist’s book as a pedagogic resource]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Inês Leonor Costa]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>3</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>143</fpage>
<lpage>148</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-61582012000200021&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-61582012000200021&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-61582012000200021&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente artigo propõe a problematização e aplicação do Livro de Artista enquanto ferramenta pedagógica, promotora de competências de criatividade e de reflexão, a partir da definição proposta por Duchamp, de acordo com a qual "é um Livro de Artista se o artista o fez ou se o artista diz que é", refletindo acerca da natureza maleável das definições de (e relação entre) artista e arte no contexto da sala de aula, propondo o "aluno" como criador-sujeito.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article proposes the questioning and the application of the Artist’s Book as a pedagogic tool, which promotes the skills of creativity and reflection, using Duchamp’s definition as a starting point "it’s an Artist’s Book if the artist made it or if the artist says that it is", reflecting on the malleable nature of the definitions of (and relation between) artist and art in the classroom context, proposing the "student" as a creator-subject.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Livro de Artista]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação Artística]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Criatividade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ferramenta pedagógica]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Arts Education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Artist’s Books]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Creativity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[pedagogical tool]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>&Uacute;NICOS</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>UNIQUE</b>    <br> </p>       <p><b>O Livro de Artista enquanto ferramenta pedag&oacute;gica</b>     <p><b>The artist&rsquo;s book as a pedagogic resource</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>In&ecirc;s Leonor Costa Almeida&#42;</b></p>       <p>&#42;Portugal, artista visual. Professora e formadora de oficinas e workshops. Licenciatura em Escultura, Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa (FBAUL). P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica, FBAUL. Mestrado em Ensino das Artes Visuais, Universidade de Lisboa. </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO:</b>    <br>O presente artigo prop&otilde;e a problematiza&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o do Livro de Artista enquanto ferramenta pedag&oacute;gica, promotora de compet&ecirc;ncias de criatividade e de reflex&atilde;o, a partir da defini&ccedil;&atilde;o proposta por Duchamp, de acordo com a qual &quot;&eacute; um Livro de Artista se o artista o fez ou se o artista diz que &eacute;&quot;, refletindo acerca da natureza male&aacute;vel das defini&ccedil;&otilde;es de (e rela&ccedil;&atilde;o entre) artista e arte no contexto da sala de aula, propondo o &quot;aluno&quot; como criador-sujeito.</p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Livro de Artista, Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica, Criatividade, Ferramenta pedag&oacute;gica</p>     <p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT:</b>    <br>This article proposes the questioning and the application of the Artist&rsquo;s Book as a pedagogic tool, which promotes the skills of creativity and reflection, using Duchamp&rsquo;s definition as a starting point &quot;it&rsquo;s an Artist&rsquo;s Book if the artist made it or if the artist says that it is&quot;, reflecting on the malleable nature of the definitions of (and relation between) artist and art in the classroom context, proposing the &quot;student&quot; as a creator-subject.</p>      <p><b>Keywords:</b> Arts Education, Artist&rsquo;s Books, Creativity, pedagogical tool</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> O Livro de Artista &eacute; um tema alvo de v&aacute;rias discuss&otilde;es e diversas defini&ccedil;&otilde;es, podendo mesmo afirmar-se que n&atilde;o existe uma denomina&ccedil;&atilde;o consensual. Pode integrar qualquer forma e ser criado a partir de qualquer material, pode incorporar antigas e novas tecnologias e pode expressar uma imensid&atilde;o de ideias, sendo assim t&atilde;o &uacute;nico como o seu autor e t&atilde;o fugaz, em termos da sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o e concretiza&ccedil;&atilde;o, quanto a pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o de arte.</p>      <p>Sendo uma tem&aacute;tica em crescente desenvolvimento, rica no que concerne &agrave; criatividade e &agrave; autorreflex&atilde;o pl&aacute;stica (exemplo marcante, ali&aacute;s, da dial&eacute;tica entre ambos), o Livro de Artista &eacute; hoje alvo de programas curriculares em v&aacute;rias escolas de artes em todo o mundo. A sua natureza evolucion&aacute;ria, transversal a toda cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, fomenta a diversidade (e afirma&ccedil;&atilde;o ampla) do conceito e constitui n&atilde;o s&oacute; uma introdu&ccedil;&atilde;o pertinaz &agrave;s problem&aacute;ticas dicot&oacute;micas que relacionam o autor e a sua obra, mas tamb&eacute;m permite, e encoraja, um largo espectro de aplica&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas que se estabelece entre o mais arcaico dos moldes anal&oacute;gicos &agrave; mais imprevis&iacute;vel das possibilidades tecnol&oacute;gicas digitais.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>1. O que significa fazer um livro?</b></p>     <p> De acordo com Niffenergger (Wasserman, 2007), fazer um livro &eacute; criar uma forma f&iacute;sica para ideias. O mesmo autor sublinha ainda que o livro tem sido o corpo dos pensamentos humanos desde sempre, logo, quando um artista faz um livro pouco comum encontra-se a brincar com este corpo ideol&oacute;gico. Pode-se considerar que um Livro de Artista &eacute; um livro criado como uma obra de arte original que casa os meios formais da sua realiza&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o com os conte&uacute;dos tem&aacute;ticos e est&eacute;ticos neles inerentes. </p>      <p>Alguns livros n&atilde;o possuem imagens, sendo estes categorizados pelo seu esoterismo e inescap&aacute;vel componente visual, que tamb&eacute;m os separa da poesia concreta. Casos como estes remetem para as palavras de Duchamp: &quot;&eacute; um Livro de Artista se o artista o fez ou se o artista diz que &eacute;&quot; (Lyons, 1995:53).  </p>      <p>A defini&ccedil;&atilde;o duchampiana, bastante abrangente, determina a armadilha inacess&iacute;vel em que o Livro de Artista caiu. Os referidos livros podem parecer mais uma inst&acirc;ncia de escapismo art&iacute;stico, elitismo e at&eacute; de auto indulg&ecirc;ncia, mas s&atilde;o tamb&eacute;m indicadores da crescente necessidade para a troca direta e comunic&aacute;vel entre audi&ecirc;ncias que t&ecirc;m, porventura, mais para ensinar aos artistas do que o j&aacute; existente p&uacute;blico tradicional. &quot;Talvez o Livro de Artista seja um estado de esp&iacute;rito. Apesar da falta de efic&aacute;cia aparente, eles fazem parte de uma corrente primordial e significativa no mundo da arte&quot; (Lyons, 1995:56).</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>2. Programas Curriculares</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>V&aacute;rias s&atilde;o as organiza&ccedil;&otilde;es que envolvem o Livro de Artista em programas curriculares, como por exemplo a <i>Brooklyn Artists Alliance.</i> Este organismo compilou um manual acess&iacute;vel a qualquer professor, atrav&eacute;s da internet, cujo nome &eacute; <i>&quot;Reading a book educates, making a book is an education&quot;</i>. No in&iacute;cio desta publica&ccedil;&atilde;o &eacute; referido que os livros de artista desenvolvem capacidades lingu&iacute;sticas e visuais quando contamos hist&oacute;rias, aptid&otilde;es de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, pensamento original e a coordena&ccedil;&atilde;o motora, particularmente com a pr&aacute;tica de fazer livros, que promove a literacia, a criatividade, a autoexpress&atilde;o e a autoestima.</p>     <p>  O Livro de Artista tem um suporte e uma mensagem, o fazer livros encoraja o desenvolvimento da voz, da habilidade para articul&aacute;-la e para ser ouvida. O programa pedag&oacute;gico de Brooklyn visa, essencialmente, proporcionar <i>skills</i> e t&eacute;cnicas para os alunos, de todas as idades, expressarem as suas ideias atrav&eacute;s dos seus pr&oacute;prios meios enquanto se cria um espa&ccedil;o para a troca de informa&ccedil;&atilde;o e de experi&ecirc;ncias.</p>     <p>  Tamb&eacute;m situado em Nova Iorque, o <i>National Museum of Women in the Arts</i> lan&ccedil;a um manual destinado a professores que tenham interesse em explorar o Livro de Artista como meio pedag&oacute;gico. Este programa, chamado <i>ABC, arts, books and creativity</i>, assenta num curr&iacute;culo que ajuda os estudantes a realizarem conex&otilde;es entre a arte visuais e a escrita. O curr&iacute;culo promove uma aprendizagem significativa e experienciada do mundo art&iacute;stico, integrando as artes visuais e as artes lingu&iacute;sticas. O princ&iacute;pio do ABC encontra-se na t&oacute;nica do desenvolvimento de conceitos e vocabul&aacute;rios, promovendo a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e criando respostas atrav&eacute;s das artes para aumentar as habilidades de express&atilde;o escrita e do pensamento cr&iacute;tico.</p>     <p>  Enquanto o Livro de Artista se relaciona com as artes visuais, ele tem uma aplica&ccedil;&atilde;o direta noutras &aacute;reas do curr&iacute;culo escolar, facilitando a sua integra&ccedil;&atilde;o. Atividades de elabora&ccedil;&atilde;o de livros contribuem para a aprendizagem e alfabetiza&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas curriculares t&atilde;o diversas como as matem&aacute;ticas, as ci&ecirc;ncias, e os estudos sociais. As compet&ecirc;ncias obtidas podem utilizar-se na jun&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o sobre a aprendizagem do estudante neste cruzamento curricular. A alfabetiza&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica inclui a leitura e a cria&ccedil;&atilde;o de textos, a constru&ccedil;&atilde;o de vocabul&aacute;rio, estrutura&ccedil;&atilde;o de ideias e a comunica&ccedil;&atilde;o significativa. A matem&aacute;tica inclui a aplica&ccedil;&atilde;o de conceitos espaciais, sendo portanto poss&iacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o do Livro de Artista para o ensino da geometria. No &acirc;mbito das ci&ecirc;ncias, o Livro de Artista pode ser usado para o desenho de observa&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m para o mapeamento. No que se refere a compet&ecirc;ncias para a vida, est&atilde;o incorporadas a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de autogest&atilde;o e de coopera&ccedil;&atilde;o com outros.</p>     <p> O curr&iacute;culo <i>ABC</i> integra tr&ecirc;s fases essenciais. A primeira diz respeito &agrave; observa&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, proporcionar aos alunos a oportunidade para observar cuidadosamente, considerar, descrever e desenhar, discutindo, facilitando a curiosidade, o questionamento e a descoberta. Ainda neste primeiro momento, o curr&iacute;culo prop&otilde;e uma s&eacute;rie de perguntas essenciais, sendo estas as seguintes: Qual &eacute; a forma do livro? Qual a sua cor? Quais os materiais usados na sua conce&ccedil;&atilde;o? Existem palavras? Podemos manuse&aacute;-lo? Como podemos l&ecirc;-lo? Parece-se com um livro que encontramos numa livraria? Quais as diferen&ccedil;as e as semelhan&ccedil;as entre este e um livro regular? Como descreveria este livro de artista a algu&eacute;m que n&atilde;o consegue ver?</p>     <p>  Na segunda fase, encontra-se a cria&ccedil;&atilde;o. Aqui, os alunos deparam-se com problemas resol&uacute;veis num n&uacute;mero infinito de possibilidades, permitindo-lhes aplicar conhecimentos e fazer novas descobertas. A explora&ccedil;&atilde;o das potencialidades de cada mat&eacute;ria tem formas ilimitadas, promovendo assim a experimenta&ccedil;&atilde;o convencional e n&atilde;o convencional de materiais. </p>      <p>Nesta fase de cria&ccedil;&atilde;o do livro de artista, o programa apresenta um planeamento estrat&eacute;gico que conduz os alunos &agrave; escolha de diferentes categorias: ideia, forma, texto, imagens e materiais. Na escolha da forma do livro est&aacute; inerente a reflex&atilde;o sobre qual a que melhor expressa as suas ideias. Na escolha de materiais a utilizar, os alunos realizam uma lista sobre quais os mais aconselh&aacute;veis no seu trabalho.  </p>      <p>A etapa final do curr&iacute;culo <i>ABC</i> integra a reflex&atilde;o, que se afirma como uma parte essencial do processo, especialmente no que toca &agrave; aprendizagem e &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de novas compet&ecirc;ncias. Na reflex&atilde;o importa salientar quest&otilde;es como: quando recordamos o nosso trabalho, o que nos leva a compreender ou a pensar? O que mais nos surpreende? Que quest&otilde;es levanta o trabalho realizado? (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>, <a href="#f3-4">Figura 3</a>, <a href="#f3-4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a21f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a21f2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3-4"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a21f3-4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>3. Principais val&ecirc;ncias no ensino</b></p> Podemos confirmar um vasto leque de possibilidades que abarcam o Livro de Artista, tanto ao n&iacute;vel dos conte&uacute;dos como na t&oacute;nica formal. Um livro de artista &eacute; um contentor de ideias que permite desenvolver compet&ecirc;ncias de criatividade, de imagina&ccedil;&atilde;o e de reflex&atilde;o, enquanto potencia a autorreflex&atilde;o, real&ccedil;ando neste seguimento tem&aacute;ticas autobiogr&aacute;ficas. </p>      <p>Por outro lado a explora&ccedil;&atilde;o do Livro de Artista na sala de aula fomenta a interpreta&ccedil;&atilde;o de obras de arte j&aacute; existentes, desenvolvendo o pensamento cr&iacute;tico e modos pr&oacute;prios de express&atilde;o, conquanto permite explorar materiais e t&eacute;cnicas diferenciadas. Esta ferramenta aproxima os alunos do universo livresco, cada vez mais importante num mundo contempor&acirc;neo em que o papel do livro sofre uma muta&ccedil;&atilde;o imprevis&iacute;vel. </p>      <p>As imagens que seguem s&atilde;o uma amostra de trabalhos finais realizados por uma turma do 12&ordm; ano num projeto pedag&oacute;gico desenvolvido com recurso &agrave; ferramenta pedag&oacute;gica: Livro de Artista. A pluralidade dos objetos confirma a aquisi&ccedil;&atilde;o das referidas val&ecirc;ncias enquanto atesta &agrave; perspectiva duchampiana, j&aacute; que foram realizados por criadores-sujeito que por sua vez afirmaram que os objetos eram livros de artista.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p> Enquanto professores de artes, acreditamos que o Livro de Artista pode ser um elo de liga&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rias disciplinas, proporcionando a interdisciplinaridade, fomentando &quot;inspira&ccedil;&atilde;o&quot; aos professores de outras &aacute;reas curriculares e contribuindo para o cruzamento de interesses nos alunos.  </p>      <p>Demonstradas as potencialidades desta tem&aacute;tica, enumer&aacute;mos as possibilidades desta ferramenta pedag&oacute;gica, fundamentando a emerg&ecirc;ncia destes conte&uacute;dos e a sua import&acirc;ncia para estudantes de hoje. Acreditamos que o ensino da arte deve introduzir ideias e imagens que ajudem os estudantes a descobrir, a selecionar, a combinar e a sintetizar, levando-os a pensar criticamente sobre o mundo que os rodeia e fazendo ecoar as quest&otilde;es: <i>Como? Porqu&ecirc;? Para qu&ecirc;?</i></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p> Bodman, Sarah (2005). <i>Printmaking handbook, Creating Artists&rsquo; Books</i>, London: A& C Black</p>     <!-- ref --><p> Bodman, Sarah & Sowden, Tom (2010). <i>A Manifesto for the Book</i>, Bristol: Impact Press, the University of the West of England&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421926&pid=S1647-6158201200020002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Drucker, Johanna (2004). <i>The Century of Artists&rsquo; Books</i>, New York: Granary Books</p>     <!-- ref --><p> Garc&igrave;a, Hortensia, (2010). <i>Aproximaciones al libro-arte como medio de expresi&oacute;n</i>, Palermo: Facultad de Dise&ntilde;o y Comunicaci&oacute;n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421928&pid=S1647-6158201200020002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Lyons, Joan (1985). <i>Artists&rsquo; books: A Critical Anthology and Sourcebook</i>, New York: Peregrine Smith Books</p>     <!-- ref --><p> Wallace, Eilenn (2011). <i>Masters: book arts: major works by leading artists</i>, New York: Lark Crafts&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1421930&pid=S1647-6158201200020002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Wasserman, Krystyna (2007). <i>The Book as Art, Artists&rsquo; Books from the National Museum of Women in the Arts</i>, New York: Princeton Architectural Press</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>Artigo completo recebido a 31 de agosto e aprovado a 23 de setembro de 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:ineslcostalmeida@gmail.com">ineslcostalmeida@gmail.com</a> (In&ecirc;s Almeida). </p>        ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bodman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sarah]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Printmaking handbook, Creating Artists’ Books]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[A& C Black]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bodman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sarah]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sowden]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tom]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Manifesto for the Book]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bristol ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Impact Press, the University of the West of England]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Drucker]]></surname>
<given-names><![CDATA[Johanna]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Century of Artists’ Books]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Granary Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcìa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hortensia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aproximaciones al libro-arte como medio de expresión]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Palermo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Facultad de Diseño y Comunicación]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lyons]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Artists’ books: A Critical Anthology and Sourcebook]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Peregrine Smith Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wallace]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eilenn]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Masters: book arts: major works by leading artists]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lark Crafts]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wasserman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Krystyna]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Book as Art, Artists’ Books from the National Museum of Women in the Arts]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Princeton Architectural Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
