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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Adopting as arguments the concept of trace, understood as significant that drags an absence, and the neologism biographema proposed by Roland Barthes to describe the biographical features constructors of ‘a life with empty spaces’, we aim to determine how, in the artist’s books of Pedro Saraiva the book is the artist repeatedly edited in a irreducible and fragmentary significant.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EXPANS&Otilde;ES</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>EXPANSIONS</b>    <br> </p>      <p><b>Pedro Saraiva: vidas de papel O artista como significante</b></p>      <p><b>Pedro Saraiva: lifes of paper</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Maria Jo&atilde;o Gamito&#42;</b></p>     <p>&#42; Portugal, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Departamento de Arquitectura e Urbanismo do Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, ISCTE-IUL. Licenciatura em Pintura (Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, ESBAL), agrega&ccedil;&atilde;o em Pintura pela ESBAL, agrega&ccedil;&atilde;o em Teoria da Imagem (FBAUL). </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO:</b>    <br>Adoptando como argumentos o conceito de tra&ccedil;o, entendido como significante que arrasta uma aus&ecirc;ncia, e o neologismo biografema, proposto por Roland Barthes para designar os tra&ccedil;os biogr&aacute;ficos construtores de &lsquo;uma vida com espa&ccedil;os vazios&rsquo;, pretende-se determinar como nos livros de artista de Pedro Saraiva o livro &eacute; o artista repetidamente editado num irredut&iacute;vel e fragment&aacute;rio significante.</p>      <p><b>Palavras chave:</b> artista, biografema, livro de artista, significante, tra&ccedil;o.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT:</b>    <br>Adopting as arguments the concept of trace, understood as significant that drags an absence, and the neologism biographema proposed by Roland Barthes to describe the biographical features constructors of &lsquo;a life with empty spaces&rsquo;, we aim to determine how, in the artist&rsquo;s books of Pedro Saraiva the book is the artist repeatedly edited in a irreducible and fragmentary significant.</p>      <p><b>Keywords:</b> artist, biographema, artist&rsquo;s book, significant, trace. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Livros de artista</b></p>      <blockquote>    <p><i>Desenhar, desenhar tudo a l&aacute;piz, o modelo n&atilde;o vai estar <del>presente</del> na pr&oacute;xima <del>sess&atilde;o</del>. Gostava de saber desenhar como os outros e como o Alves (&eacute; um aldrab&atilde;o).</i></p>      <p>(Saraiva, 2009, n.p.)</p></blockquote></p>      <p> Um arquiteto, um desenhador top&oacute;grafo, um m&eacute;dico e um vigilante de museu. Quatro livros de artista e Pedro Saraiva. </p>      <p>Quatro livros de artista e a not&iacute;cia breve de quatro vidas desenhadas nos tra&ccedil;os que brevemente as grafam como acontecimento. Se o tra&ccedil;o &eacute; a marca deixada num suporte pelo gesto que tra&ccedil;a e se ausentou, tra&ccedil;ar &eacute; tamb&eacute;m esbo&ccedil;ar e compor a passagem de algu&eacute;m e a sua trajet&oacute;ria com a evid&ecirc;ncia do que existe, como vest&iacute;gio evidente do que existiu ou como tra&ccedil;o-s&iacute;ntese das opera&ccedil;&otilde;es que inauguram uma exist&ecirc;ncia. </p>      <p>Pedro Saraiva &eacute; o autor desses tra&ccedil;ados que sob a forma de narrativas tamb&eacute;m para ver, porque a evid&ecirc;ncia nada mais &eacute; do que p&ocirc;r diante dos olhos, fixam os significantes que fazem acontecer os artistas numa sucess&atilde;o de biografemas que, para Barthes, s&atilde;o os tra&ccedil;os biogr&aacute;ficos descont&iacute;nuos, particularizados, dispersos, construtores de &lsquo;uma vida com espa&ccedil;os vazios&rsquo;. &Eacute; neste sentido que, a partir dos conceitos de tra&ccedil;o e de biografema, se determinar&aacute; como nos livros de artista de Pedro Saraiva, o livro e o artista se confundem nas suas m&uacute;ltiplas e intermin&aacute;veis edi&ccedil;&otilde;es porque ele sabe que o significante, como o modelo de que se constitui o referente, ser&aacute; sempre outro na pr&oacute;xima sess&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Vidas de papel</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>    <p><i>Esse l&aacute;pis que n&atilde;o larga o papel.</i></p>      <p>(Saraiva, 2009, n.p.)</p></blockquote></p>      <p>Manuel dos Prazeres Dias Linares (<a href="#f1">Figura 1</a>) nasce em Santa Marta de Penagui&atilde;o no dia 24 de Agosto de 1898. Diplomado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1927 ingressa nos Servi&ccedil;os T&eacute;cnicos da C&acirc;mara Municipal de Lisboa onde cessa fun&ccedil;&otilde;es em 1933 para trabalhar num ateli&ecirc; de arquitetura. Em 1940 colabora nos projetos de arquitetura de interiores para a Exposi&ccedil;&atilde;o do Mundo Portugu&ecirc;s. No ano seguinte lecciona no ensino t&eacute;cnico oficial mas por motivos pol&iacute;ticos e na sequ&ecirc;ncia da sua deten&ccedil;&atilde;o pela PVDE &eacute; exonerado em 1945. Participa nas I e V Exposi&ccedil;&otilde;es Gerais de Artes Pl&aacute;sticas promovidas pela SNBA. Em 1948 viaja para S. Tom&eacute; onde trabalha com o desenhador Ant&oacute;nio Maria Codina. De regresso a Lisboa em 1949, participa com o escultor Max Rog no concurso de maquetas para o monumento ao Cristo-Rei em Almada. Entre 1954 e 1960 trabalha como arquiteto, em Angola, de onde regressa fixando resid&ecirc;ncia na sua terra natal. Casado e pai de cinco filhos, morre em Lisboa, com 70 anos de idade. Do seu esp&oacute;lio constam muitas fotografias, quase sempre acompanhadas de observa&ccedil;&otilde;es e memorandos, centenas de notas em pap&eacute;is dispersos, algumas maquetas de casas coloniais e desenhos de grandes dimens&otilde;es onde vagas estruturas arquitect&oacute;nicas obsessivamente desenhadas e sempre em ru&iacute;nas s&atilde;o tra&ccedil;adas nos pequenos gestos de uma imensa trama de tinta preta sobre papel vegetal.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a35f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Ant&oacute;nio Maria Codina (<a href="#f2">Figura 2</a>) nasce no concelho de Mafra no dia 30 de Julho de 1896. Conclui os estudos na Escola Normal Superior de Lisboa, vindo a trabalhar como desenhador no Jardim Museu Agr&iacute;cola Tropical. Devido a uma grave depress&atilde;o &eacute; internado em 1923 no Hospital de Rilhafoles onde contacta com o poeta &Acirc;ngelo de Lima. Em 1930 desloca-se a Cabo Verde onde acumula a profiss&atilde;o de top&oacute;grafo com a de desenhador de Bot&acirc;nica. Em 1938 viaja para S. Tom&eacute; para desenhar a flora end&eacute;mica da ilha, participando cumulativamente em diversos levantamentos topogr&aacute;ficos. Em 1948 conhece o arquiteto Manuel Linares com quem vem a trabalhar. Morre, v&iacute;tima de paludismo, com 58 anos de idade. Do seu esp&oacute;lio constam fotografias pessoais e de trabalho, muitas p&aacute;ginas compactas de anota&ccedil;&otilde;es em torno dos conceitos de atlas, invent&aacute;rio, gabinete, esp&eacute;cies bot&acirc;nicas, expedi&ccedil;&otilde;es, genealogias (talvez a sua), sistematicamente interrompidas por pequenos apontamentos gr&aacute;ficos &ndash; ret&iacute;culas, colagens e linhas cosidas como diagramas &ndash; e desenhos de grandes dimens&otilde;es, modelados em tramas de tinta preta sobre papel, que se montam como um gigantesco puzzle sempre diferente.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a35f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Manoel Celestino Alves (<a href="#f3">Figura 3</a>), mais conhecido por Dr. Cambedo, o nome da aldeia onde nasceu no dia 20 de Setembro de 1912, licencia-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa, onde vem a leccionar no ano lectivo de 1939/1940. Em 1943 &eacute; cirurgi&atilde;o anatomista no Hospital de S. Jos&eacute; em Lisboa. Em 1945 &eacute; preso pela PIDE e condenado a 18 meses de pris&atilde;o na cadeia do Aljube em Lisboa. Em 1947 parte para S. Tom&eacute; onde, em 1948, abre consult&oacute;rio. Um ano mais tarde conhece o arquiteto Manuel Linares e o desenhador Ant&oacute;nio Maria Codina com quem passa a conviver. Em 1950 fecha o consult&oacute;rio e passa a exercer medicina no Hospital Central de S. Tom&eacute; e na ro&ccedil;a Rio d&rsquo;Ouro. Em 1952 regressa a Lisboa, mantendo correspond&ecirc;ncia com Manuel Linares e Ant&oacute;nio Maria Codina. Em 1955, por sugest&atilde;o de Linares, frequenta o atelier do escultor Max Rog para aperfei&ccedil;oar o desenho de figura humana &uacute;til ao seu desempenho como anatomista. Em 1962 trabalha no Arquivo de Anatomia e Antropologia e em 1965 vai viver com a fam&iacute;lia para Beja onde abre consult&oacute;rio, passando a colaborar regularmente na revista <i>Correio M&eacute;dico</i>. Em 1969 participa, pelo c&iacute;rculo de Beja, na campanha do CDE para as elei&ccedil;&otilde;es legislativas. Em 1976 deixa de exercer medicina, dedicando-se ao Desenho a tempo inteiro. Casado e pai de dois filhos, morre cego em Beja, com 78 anos de idade. Do seu esp&oacute;lio constam fotografias pessoais e de acontecimentos da &eacute;poca, instrumentos e material hospitalar, radiografias, um prec&aacute;rio modelo anat&oacute;mico, relic&aacute;rios que cont&ecirc;m a simula&ccedil;&atilde;o das mat&eacute;rias do corpo, desenhos e pequenos apontamentos de figura humana em poses acad&eacute;micas e muitos volumes embrulhados em imaculadas folhas brancas ainda por abrir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a35f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Alberto Maria de Oliveira B&aacute;rcea (<a href="#f4">Figura 4</a>) nasce em Lisboa no dia 30 de Novembro de 1908. Conclu&iacute;da a instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, em 1920 inicia o of&iacute;cio de aprendiz de tip&oacute;grafo, profiss&atilde;o a que se dedicou at&eacute; 1908, data em que passa a trabalhar como paquete no jornal O S&eacute;culo. Em 1931 conhece Manoel Celestino Alves. Em 1935, &eacute; contratado como vigilante do museu da Funda&ccedil;&atilde;o Tavares Leite, em Lisboa. Em 1940, acumula fun&ccedil;&otilde;es de vigilante na Exposi&ccedil;&atilde;o do Mundo Portugu&ecirc;s. Em 1945 inscreve-se nas aulas de desenho do C&iacute;rculo Art&iacute;stico e Cultural M&aacute;rio Augusto, participando na exposi&ccedil;&atilde;o anual promovida por essa colectividade. Depois de lhe ter sido diagnosticado um grave problema pulmonar, aposenta-se em 1970, decidido a aproveitar o tempo que lhe resta para viajar. Vi&uacute;vo, pai de tr&ecirc;s filhas e av&ocirc; de um neto, morre em viagem de recreio para a Madeira no naufr&aacute;gio do navio Orion, com 70 anos de idade. Do seu esp&oacute;lio constam fotografias pessoais e de acontecimentos da &eacute;poca, recortes de jornais e de revistas, v&aacute;rios n&uacute;meros do <i>S&eacute;culo Ilustrado</i>, alguns exemplares de literatura de cordel, fichas de invent&aacute;rio, cart&otilde;es de visita, muitos l&aacute;pis de grafite toscamente afiados, documentos oficiais e folhas dispersas dos cadernos de um di&aacute;rio profusamente ilustrado. </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a35f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Nomes que identificam os retratos. Caligrafias que laboriosamente tra&ccedil;am os caprichos da mem&oacute;ria que nasce na escrita das palavras. Desenhos eruditamente inscritos no of&iacute;cio e nos artif&iacute;cios do Desenho. Fotografias de pessoas, coisas e lugares que tra&ccedil;am perfis e semelhan&ccedil;as fazendo deslizar os significantes para melhor inventar o mundo em que nos reconhecemos. Tudo isso em discretas alus&otilde;es &agrave; vida do autor, &agrave;s vidas que ficaram para a hist&oacute;ria e &agrave;s vidas que consubstanciam as est&oacute;rias, num incessante viver entre a realidade e a fic&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>O livro de artista delega no seu autor todas as opera&ccedil;&otilde;es da sua constru&ccedil;&atilde;o, desde a recolha, apropria&ccedil;&atilde;o, sele&ccedil;&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o dos materiais, &agrave; composi&ccedil;&atilde;o, pagina&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, edi&ccedil;&atilde;o. Os livros de artista de Pedro Saraiva nele delegam tamb&eacute;m o plano de uma obra em que as m&uacute;ltiplas narrativas de um tempo hist&oacute;rico comum e de encontros ocasionais entre os artistas que os habitam s&atilde;o sustentadas pela presen&ccedil;a de desenhos preciosamente trabalhados nos seus percursos pela paisagem, pela figura humana ou pela natureza-morta. E se s&atilde;o estes desenhos que edificam um sistema de rela&ccedil;&otilde;es solid&aacute;rias entre os artistas, ao qual n&atilde;o &eacute; alheio o conceito de cole&ccedil;&atilde;o e o de penumbrosa intimidade que lhe est&aacute; associado, &eacute; do tra&ccedil;ado das suas vidas com espa&ccedil;os vazios, como diz Barthes, que eles nos chegam como significantes de vidas abertas &agrave; espacialidade dos desenhos e ao espa&ccedil;o tocado pelas palavras e ocupado pelas letras ou pelo vazio que as aguarda. </p>      <p>Simultaneamente sinal de um aparecimento e de uma dissolu&ccedil;&atilde;o, os nomes conservar&atilde;o sempre tra&ccedil;os dos rostos que v&ecirc;m de vidas anteriores e nos seus espa&ccedil;os vazios, como gabinetes prestes a serem ocupados por novas cole&ccedil;&otilde;es ou como molduras prontas a cercar um novo rosto (<a href="#f5">Figura 5</a>), outros toques e outros vest&iacute;gios surgir&atilde;o, t&atilde;o significantes de obras por vir como os artistas que eles arrastar&atilde;o, uns e outros tra&ccedil;os dos quais se tentar&atilde;o deduzir factos. Mas, como escreve Borges, &quot;n&atilde;o falemos de factos. J&aacute; ningu&eacute;m liga aos factos. S&atilde;o meros pontos de partida para a inven&ccedil;&atilde;o e o racioc&iacute;nio.&quot; (Borges, 1994, p. 99). E assim interminavelmente porque sabemos que esses artistas, as pessoas, as coisas e os lugares que com eles convivem, para existir precisam apenas daquele l&aacute;pis que n&atilde;o larga o papel. </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a35f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>O artista como significante</b></p>      <p>    <blockquote><i>Hoje, 30 de Novembro recebi como prenda um desenho do Saraiva e outro do Manoel Alves assim que puder vou ao Bastos do Bairro Alto mand&aacute;-los emoldurar.</i></p>      <p>(Saraiva, 2009, n.p.)</blockquote></p>      <p> &Eacute; Alberto B&aacute;rcea que escreve ter recebido os desenhos. Mesmo sem os ver adivinha-se que o de Manoel Alves representa uma cabe&ccedil;a ou uma figura humana. &Eacute; mais dif&iacute;cil prever qual ter&aacute; sido o do Saraiva, esse apelido tornado nome colectivo desde que decidiu fazer sistema com os livros. Ou talvez n&atilde;o esse mas o do pai, tamb&eacute;m artista, contempor&acirc;neo dos quatro artistas que d&atilde;o o nome a cada um dos livros, em cada um deles sendo um irredut&iacute;vel e fragment&aacute;rio significante de uma completude &agrave; qual faltar&aacute; sempre a derradeira imagem &ndash; a do autor, a do artista, a da cole&ccedil;&atilde;o, a do gabinete ou a do livro. </p>      <p>A imagem que falta &eacute; a imagem neur&oacute;tica, a imagem que continua e que procuramos, dentro ou fora da narrativa, e que continuar&aacute;, editada num novo livro de artista e depois dele.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Barthes, Roland (1981). A C&acirc;mara Clara. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423018&pid=S1647-6158201200020003500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Borges, Jorge Lu&iacute;s (1994). &quot;Utopia de um homem que est&aacute; cansado&quot;, in <i>O Livro de Areia</i>. Lisboa: Editorial Estampa, p. 95-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423020&pid=S1647-6158201200020003500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Saraiva, Pedro (2008a). <i>Gabinete Linares</i>, cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o hom&oacute;nima. Montemor-o-Novo: Galeria Municipal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423022&pid=S1647-6158201200020003500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Saraiva, Pedro (2008b). <i>Gabinete Codina</i>, cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o hom&oacute;nima. Lisboa: M&oacute;dulo. Centro Difusor de Arte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423024&pid=S1647-6158201200020003500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Saraiva, Pedro (2008c). <i>Gabinete Cambedo</i>, cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o hom&oacute;nima. Lisboa: Voyeurprojectview.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423026&pid=S1647-6158201200020003500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saraiva, Pedro (2009). <i>Gabinete B&aacute;rcea</i>, cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o hom&oacute;nima. Almada: Casa da Cerca. Centro de Arte Contempor&acirc;nea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423028&pid=S1647-6158201200020003500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Artigo completo recebido a 8 de setembro e aprovado a 23 de setembro de 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:mjgamito@fba.ul.pt">mjgamito@fba.ul.pt</a> (Maria Jo&atilde;o Gamito).</p>       ]]></body><back>
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