<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1647-6158</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista :Estúdio]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Estúdio]]></abbrev-journal-title>
<issn>1647-6158</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de LisboaFaculdade de Belas-Artes]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1647-61582012000200037</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O livro de artista como espaço expositivo: quando a exposição continua no catálogo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The artist book as exhibition space: when the exhibition goes on the catalogue]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cadôr]]></surname>
<given-names><![CDATA[Amir Brito]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Belas Artes ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>3</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>247</fpage>
<lpage>252</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-61582012000200037&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-61582012000200037&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-61582012000200037&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O artigo trata do catálogo como espaço expositivo, como obra autônoma e não mera documentação. Em 2008, os artistas Ana Luiza Dias Batista, Laura Huzak e João Loureiro elaboraram uma publicação que atua como catálogo, mas não é um registro das obras expostas, e sim um desdobramento da exposição no espaço impresso.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The paper deals with the catalog as an exhibition space, as an autonomous work and not mere documentation. In 2008, artists Ana Luiza Dias Batista, Laura Huzak and João Loureiro published an artist book that serves as a catalog, not a record of the works exhibited, but as an exhibition in printed format.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[exposição]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[catálogo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[reprodução]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[informação primária]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[exhibition]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[catalog]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[reproduction]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[primary information]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EXPANS&Otilde;ES</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>EXPANSIONS</b>    <br> </p>      <p><b>O livro de artista como espa&ccedil;o expositivo: quando a exposi&ccedil;&atilde;o continua no cat&aacute;logo</b></p>      <p><b>The artist book as exhibition space: when the exhibition goes on the catalogue</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Amir Brito Cad&ocirc;r&#42;</b></p>      <p>&#42;Brasil, artista gr&aacute;fico. Professor de Artes Gr&aacute;ficas, Escola de Belas Artes / Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Bacharel em Artes Pl&aacute;sticas e Mestrado em Artes na Unicamp (Campinas/SP). Doutorando em Artes pela UFMG (Belo Horizonte/MG).</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO:</b>    <br>O artigo trata do cat&aacute;logo como espa&ccedil;o expositivo, como obra aut&ocirc;noma e n&atilde;o mera documenta&ccedil;&atilde;o. Em 2008, os artistas Ana Luiza Dias Batista, Laura Huzak e Jo&atilde;o Loureiro elaboraram uma publica&ccedil;&atilde;o que atua como cat&aacute;logo, mas n&atilde;o &eacute; um registro das obras expostas, e sim  um desdobramento da exposi&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o impresso.</p>       <p><b>Palavras chave:</b>  exposi&ccedil;&atilde;o, cat&aacute;logo, reprodu&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>ABSTRACT:</b>    <br>The paper deals with the catalog as an exhibition space, as an autonomous work and not mere documentation. In 2008, artists Ana Luiza Dias Batista, Laura Huzak and Jo&atilde;o Loureiro published an artist book that serves as a catalog, not a record of the works exhibited, but as an exhibition in printed format.</p>       <p><b>Keywords:</b>  exhibition, catalog, reproduction, primary information</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p>Ao contr&aacute;rio de um cat&aacute;logo de exposi&ccedil;&atilde;o, &quot;o livro de artista  n&atilde;o reflete opini&otilde;es externas, o que permite ao artista evitar o sistema comercial da galeria, como tamb&eacute;m evitar mal-entendidos pelos cr&iacute;ticos e outros intermedi&aacute;rios&quot; (Lippard, 1985: 45). &quot;A publica&ccedil;&atilde;o de artista recusa de fato a distin&ccedil;&atilde;o entre o que faz e o que sabe, entre a realidade da obra e sua interpreta&ccedil;&atilde;o&quot; (Moeglin-Delcroix, 2006: 96).</p>     <p> Com as edi&ccedil;&otilde;es de artistas, &quot;a obra se d&aacute; a ver em um espa&ccedil;o impresso com o qual ela se confunde&quot; (Dupeyrat, 2010: 4). O espa&ccedil;o do livro deixa de ser apenas uma met&aacute;fora, o livro se transforma literalmente em espa&ccedil;o f&iacute;sico, substituindo o espa&ccedil;o da galeria de arte. Um livro ou cat&aacute;logo n&atilde;o &eacute; mais a reprodu&ccedil;&atilde;o de obras de um artista, mas uma obra produzida especificamente para ser reproduzida. &quot;&Eacute; dentro deste esp&iacute;rito de adequa&ccedil;&atilde;o da forma &agrave; id&eacute;ia, da concep&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica como rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre &lsquo;forma&rsquo; e &lsquo;conte&uacute;do&rsquo;, processo deflagrado pelo exemplo de Wesley Duke Lee, que os artistas da Escola Brasil produzem os primeiros cat&aacute;logos conceituais entre n&oacute;s&quot; (Fabris e Costa, 1985: 7).</p>      <p>Uma abordagem diferente tiveram os artistas Ana Luiza Dias Batista, Laura Huzak e Jo&atilde;o Loureiro, ao produzir o cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o &quot;Vistosa&quot;, concebida para uma situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica escolhida: um pequeno galp&atilde;o, originalmente industrial, no bairro da Barra Funda, em S&atilde;o Paulo. Pensando numa extens&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o e suporte para um novo trabalho art&iacute;stico, os tr&ecirc;s artistas elaboraram uma publica&ccedil;&atilde;o intitulada &quot;<i>Revista</i>&quot;. Trata-se de um folheto de 48 p&aacute;ginas em formato A4, editado em papel off-set, e distribu&iacute;do gratuitamente aos visitantes da mostra e a mais de 200 bibliotecas p&uacute;blicas em todo o Brasil. Nele, est&atilde;o trabalhos originais dos tr&ecirc;s artistas, concebidos a partir da experi&ecirc;ncia conjunta na realiza&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o &quot;Vistosa&quot;. Assim como todas as obras foram concebidas para um determinado espa&ccedil;o, considerando os dispositivos de exibi&ccedil;&atilde;o e revelando a estrutura subjacente &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o, algumas proposi&ccedil;&otilde;es foram pensadas para a publica&ccedil;&atilde;o, considerando suas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas.</p>       <blockquote><i>Apenas na condi&ccedil;&atilde;o em que a distin&ccedil;&atilde;o entre a obra e sua documenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o possa ser v&aacute;lida, o cat&aacute;logo como publica&ccedil;&atilde;o pode se transformar em um modo de exposi&ccedil;&atilde;o da obra que &eacute; obra ele mesmo. Resumindo, &eacute; portanto uma abordagem da edi&ccedil;&atilde;o como suporte de apresenta&ccedil;&atilde;o da obra que permite consider&aacute;-la como um modo de exposi&ccedil;&atilde;o</i> (Dupeyrat, 2010: 4).</blockquote>      <p>A fun&ccedil;&atilde;o de exposi&ccedil;&atilde;o do livro de artista &quot;n&atilde;o sup&otilde;e um espa&ccedil;o expositivo temporalmente e espacialmente situado, mas se caracteriza, por outro lado, como um hors-site atualizando um novo espa&ccedil;o-tempo para cada leitor, ou mais exatamente, a cada leitura&quot; (Dupeyrat, 2010: 4).</p>       <p>Cada artista ficou com uma se&ccedil;&atilde;o da revista: a se&ccedil;&atilde;o de Ana Luiza Dias Batista chama a aten&ccedil;&atilde;o pelo uso de uma imagem no lugar do t&iacute;tulo, uma sequ&ecirc;ncia de c&iacute;rculos que supostamente substituem as letras de uma palavra. A primeira p&aacute;gina &eacute; totalmente ocupada por c&iacute;rculos id&ecirc;nticos dispostos em intervalos regulares, com o mesmo espa&ccedil;o de cada lado; na p&aacute;gina seguinte, os c&iacute;rculos est&atilde;o na mesma posi&ccedil;&atilde;o, mas foram removidos alguns c&iacute;rculos de colunas e fileiras pr&oacute;ximas da borda, produzindo uma margem branca e uma mancha gr&aacute;fica; com a remo&ccedil;&atilde;o de algumas fileiras de c&iacute;rculos, a p&aacute;gina ganha a apar&ecirc;ncia de quatro blocos de texto ou quatro par&aacute;grafos e um t&iacute;tulo formado por uma linha de c&iacute;rculos separada do texto por um espa&ccedil;o maior do que o espa&ccedil;o existente entre os &quot;par&aacute;grafos&quot;; a sequ&ecirc;ncia continua com os c&iacute;rculos removidos, at&eacute; que na quarta p&aacute;gina os c&iacute;rculos se acumulam na linha de base, como se tivessem ca&iacute;do da p&aacute;gina, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a materialidade da escrita (<a href="#f1-2">Figura 1</a>). Os c&iacute;rculos fazem refer&ecirc;ncia ao trabalho 1, 2, 3, de Ana Luiza Dias Batista, presente na exposi&ccedil;&atilde;o. A obra, composta por tr&ecirc;s caixas de tamanhos diferentes e cont&iacute;guas, revestidas de chapas de eucatex branco perfurado, prop&otilde;e</p>       <blockquote><i>uma transi&ccedil;&atilde;o sutil entre a apropria&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es e materiais usuais &agrave;s vitrines comerciais e as opera&ccedil;&otilde;es de representa&ccedil;&atilde;o que orientam grande parte dos trabalhos da exposi&ccedil;&atilde;o</i> (Andreato, Batista e Loureiro: 2008).</blockquote>       <p>&nbsp;</p> <a name="f1-2"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a37f1-2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Laura Huzak Andreato, na se&ccedil;&atilde;o &quot;a cores&quot;, apresenta diagramas em preto e branco: a se&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a com uma p&aacute;gina com nove desenhos a tra&ccedil;o de elementos presentes na mostra. Como nos cadernos para colorir, os desenhos t&ecirc;m apenas a linha de contorno. Na p&aacute;gina seguinte, em refer&ecirc;ncia &agrave; vitrine &quot;Preciosa&quot;, de Jo&atilde;o Loureiro, s&atilde;o mostradas nove figuras geom&eacute;tricas id&ecirc;nticas, representando pedras preciosas, com legendas diferentes para cada uma, como indica&ccedil;&atilde;o de cores que devem ser usadas no preenchimento. Como exemplo, a pedra &ocirc;nix est&aacute; pintada de preto. Na p&aacute;gina ao lado, s&atilde;o silhuetas de p&aacute;ssaros que fazem a proposta, e o p&aacute;ssaro preto &eacute; mostrado como exemplo. Na outra p&aacute;gina, uma coluna mostra tr&ecirc;s desenhos para colorir e a outra coluna mostra as nuances de cor correspondentes: a flor &eacute; rosa, o boto &eacute; cor-de-rosa e o flamingo &eacute; rosado. Na p&aacute;gina ao lado, s&atilde;o agrupados tr&ecirc;s animais em preto e branco: a orca, o urso panda e o pinguim. Uma p&aacute;gina dupla mostra o contorno de uma montanha ou de um iceberg (<a href="#f1-2">Figura 2</a>), e convida a pensar nas cores deste elemento natural, reflex&atilde;o provocada pela aus&ecirc;ncia de palavras para orientar nossa percep&ccedil;&atilde;o das cores. Depois dos animais, os meios de transporte: vermelho Ferrari e Amarelo trator; azul celeste (um zepelim), azul marinho (um navio) e azul profundo (um submarino). Utilizando as analogias, a artista mostra as rela&ccedil;&otilde;es entre as formas e cores, entre as cores e os seus nomes. Em associa&ccedil;&atilde;o direta com este &uacute;ltimo grupo, uma p&aacute;gina dupla apresenta o esquema de uma batalha naval (encoura&ccedil;ado, cruzador, destroyer, submarino, hidroavi&atilde;o), mas os quadrados n&atilde;o est&atilde;o numerados, o que torna o jogo imposs&iacute;vel.  Jo&atilde;o Loureiro apresenta &quot;doze dias de chuva&quot;, uma sequ&ecirc;ncia de doze p&aacute;ginas praticamente id&ecirc;nticas (<a href="#f3">Figura 3</a>), preenchidas por segmentos de linha em diagonal, representando a chuva, e um texto no canto inferior direito, informando, de forma abreviada, o dia da semana correspondente. Apesar de muito parecidas, as p&aacute;ginas s&atilde;o diferentes, pois um dia n&atilde;o &eacute; igual ao outro.  N&atilde;o existe hierarquia entre as p&aacute;ginas </p>          <blockquote><i>sem um centro convencional, ou ponto de cl&iacute;max, a obra &eacute; an&aacute;loga a uma sequ&ecirc;ncia f&iacute;lmica estruturalista ou uma partitura de m&uacute;sica serial, em que nenhum elemento pode ser retirado ou ser privilegiado em rela&ccedil;&atilde;o aos outros</i> (Alberro, 2003: 140).</blockquote>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a37f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>A sequ&ecirc;ncia de p&aacute;ginas introduz a dimens&atilde;o temporal, que a p&aacute;gina isolada n&atilde;o tem, e que a simples enumera&ccedil;&atilde;o dos dias da semana n&atilde;o consegue recuperar.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>      <p>Quando o cat&aacute;logo apresenta uma proposi&ccedil;&atilde;o, estamos diante de uma obra nova, que amplia o sentido das obras em exposi&ccedil;&atilde;o, podendo em alguns casos se configurar como uma tradu&ccedil;&atilde;o para o meio impresso das obras tal como foram apresentadas no espa&ccedil;o expositivo.</p>       <blockquote><i>Tal pr&aacute;tica modifica o papel e o lugar do espectador diante da obra, propondo, na melhor das hip&oacute;teses, um esquema de recep&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica horizontal &ndash; o espectador experimenta a obra, v&ecirc; e participa &ndash; e n&atilde;o vertical &ndash; o espectador contempla a obra que exerce sua autoridade sobre ele</i> (Dupeyrat, 2010: 4).</blockquote>      <p>A publica&ccedil;&atilde;o abre uma temporalidade nova, permite que a exposi&ccedil;&atilde;o tenha uma dura&ccedil;&atilde;o maior. Em formato port&aacute;til, ela pode ser visitada mais vezes, em qualquer dia da semana, em qualquer hor&aacute;rio. Assim aproveitamos mais o tempo que temos com as obras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>       <!-- ref --><p>Andreato, Laura Huzak; Batista, Ana Elisa Dias; Loureiro, Jo&atilde;o (2008)  <i>Revista</i>. S&atilde;o Paulo: edi&ccedil;&atilde;o dos autores.  &#91;Consult. 2012 07 15&#93; Cat&aacute;logo. Dispon&iacute;vel em <a href="http://vistosa.wordpress.com" target="_blank"> http://vistosa.wordpress.com</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423167&pid=S1647-6158201200020003700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dupeyrat, Jerome (2010) &quot;Pratiques d&#39;exposition alternatives: pratiques alternatives &agrave; l&#39;exposition&quot;, in 2.0.1: <i>Revue de recherche sur l&#39;art du XIX&deg; au XXI&deg; si&egrave;cle, f&eacute;vrier </i>2010. &#91;Consult. 2011 08 20&#93; Artigo. Dispon&iacute;vel em <a href=" http://www.revue-2-0-1.net/index.php?/revuesdartistes/revues-dartistes"  target="_blank">http://www.revue-2-0-1.net/index.php?/revuesdartistes/revues-dartistes</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423168&pid=S1647-6158201200020003700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fabris, Annateresa; Costa, Cacilda Teixeira da (1985) <i>Tend&ecirc;ncias do Livro de Artista no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Centro Cultural S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423169&pid=S1647-6158201200020003700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Lippard, Lucy (1987) &quot;The artist&#39;s book goes public&quot; in Lyons, Joan (Org.). <i>Artists&rsquo; books: a critical anthology and sourcebook</i>. Rochester: Gibbs M. Smith.</p>       <p>Moeglin-Delcroix, Anne (2006) &quot;Du catalogue comme oeuvre d&rsquo;art et inversement&quot;, in <i>Sur le livre d&rsquo;artiste. Articles et &eacute;crits de circonstance (1981-2005), Marseille</i>: Le mot et le reste, p. 207-212.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 7 de setembro e aprovado a 23 de setembro de 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:amir_brito@yahoo.com.br">amir_brito@yahoo.com.br</a> (Amir Brito).</p>              ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andreato]]></surname>
<given-names><![CDATA[Laura Huzak]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Batista]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Elisa Dias]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[João]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Revista]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dupeyrat]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jerome]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pratiques d'exposition alternatives: pratiques alternatives à l'exposition]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fabris]]></surname>
<given-names><![CDATA[Annateresa]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cacilda Teixeira da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tendências do Livro de Artista no Brasil]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro Cultural São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lippard]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lucy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The artist's book goes public]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1987</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moeglin-Delcroix]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anne]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Du catalogue comme oeuvre d’art et inversement]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>207-212</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
