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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Belas-Artes Centro de Investigação e Estudos de Belas-Artes]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A short review on the topic "artists book," framing two perspectives: one, broader, that considers as an artist book any book with artistic commitment, either new or old. The other perspective, more strict, narrows the view into the examples where the author is aware of his own intention, of exploring the theme. A three dimensional drawing is presented, illustrating three polarities on the artists book.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>DOSSIER EDITORIAL</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>EDITORIAL SECTION</b>    <br> </p>       <p> <b>Um livro nas m&atilde;os</b></p>     <p> <b>A book on the hands</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p> <b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz&#42;</b>     <p>&#42;Editor. Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Belas-Artes, Portugal.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO:</b>    <br>Uma breve revis&atilde;o sobre alguns lugares do "livro de artista", enquadrando dois conceitos, um mais abrangente, que considera como "livro de artista" um livro feito pelo artista, desde os prim&oacute;rdios do livro; outro conceito, mais restrito, limita o livro de artista aos exemplos em que o conceito circula e o autor sabe que faz um livro de artista. A terminar prop&otilde;e-se uma representa&ccedil;&atilde;o tridimensional de tr&ecirc;s polaridades presentes no tema.</p>      <p><b>Palavras chave:</b> Livro de artista, auto-edi&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT:</b>    <br>A short review on the topic "artists book," framing two perspectives: one, broader, that considers as an artist book any book with artistic commitment, either new or old. The other perspective, more strict, narrows the view into the examples where the author is aware of his own intention, of exploring the theme. A three dimensional drawing is presented, illustrating three polarities on the artists book.</p>     <p> <b>Keywords:</b> Artists book, self publishing.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No mundo anglo-sax&oacute;nico, a express&atilde;o <i>artists books</i> ter&aacute; surgido pela m&atilde;o da curadora Diane Vanderlip, que organizou uma exposi&ccedil;&atilde;o no Moore College of Art de Philadelphia, em 1973, com 250 livros produzidos por artistas (1960 a 1973). O cat&aacute;logo remete para o pr&oacute;prio imagin&aacute;rio do livro de artista: a capa reproduz-se a si pr&oacute;pria (<a href="#f2">Figura 2</a>). As cr&iacute;ticas da revista <i>Art in America e Print Collectors Newsletter</i> refor&ccedil;aram a entrada da categoria "livro de artista" no art world de um modo cada vez mais reconhecido (Klima, 1998: 10). O termo n&atilde;o &eacute; exclusivo: tem vindo a cair em sedimenta&ccedil;&atilde;o. Muitos outros termos estavam a ser explorados, como por exemplo <i>non-book, book art, bookwork, painter&#39;s book, transformed book</i> (Chappell, 2003).</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>O mexicano Ulises Carri&oacute;n abre o primeiro espa&ccedil;o dedicado &agrave; venda de livros de artista, <i>Others Books and So</i>, em 1975, em Amesterd&atilde;o. Lucy Lippard, artista e cr&iacute;tica, funda, por seu turno, em 1976 em Nova Yorque, a loja <i>Printed Matter</i> (Miller, 2000: 5). O espa&ccedil;o manteve-se at&eacute; hoje aberto e, enquanto escrevo, verifico que sofreu a perda de 9.000 livros durante o furac&atilde;o Sandy, tendo j&aacute; reaberto ap&oacute;s 3 semanas (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p>       <p>Em 1977 a biblioteca do MoMA, atrav&eacute;s do seu respons&aacute;vel, Clive Phillpot, estabeleceu a Artist Book Collection. Possui hoje livros de 9.000 artistas (Ekdahl, 1999).  </p>       <p> O livro de artista tem uma exist&ecirc;ncia talvez mais longa do que poder&aacute; parecer: desde a sua inven&ccedil;&atilde;o os livros foram feitos por artistas. J&aacute; a sua consci&ecirc;ncia enquanto "categoria" &eacute; de uma &eacute;poca muito recente, &eacute;poca em que as fronteiras da arte foram expandidas em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, &agrave; capilaridade das rela&ccedil;&otilde;es sociais e &agrave;s novas plataformas de dissemina&ccedil;&atilde;o da arte popular, a partir dos anos 60 do s&eacute;c. XX. Entre estas duas refer&ecirc;ncias, uma muito antiga, outra muito recente, oscila-se nas defini&ccedil;&otilde;es. Pode-se recorrer a um entendimento abrangente do livro de artista, em que o autor o produziu sem o tomar como um objetivo em si mesmo, auto referente. Ou pode recorrer-se a um entendimento restrito, que s&oacute; considera como livros de artista os objetos produzidos com a consci&ecirc;ncia autoral de que o s&atilde;o: uma linha de explora&ccedil;&atilde;o que toma a serialidade, a narrativa, a multiplicidade, e o suporte livro, como ponto de partida para uma interroga&ccedil;&atilde;o em que o livro questiona o livro (do lado de dentro). Nancy Tousley, em 1973, na revista especializada <i>Print Collectors Newsletter</i>, ao comentar a exposi&ccedil;&atilde;o de livros de artista comissariada por Diane Perry Vanderlip ("Artists Books Moore College of Art Philadelphia," <a href="#f2">Figura 2</a>), come&ccedil;a por definir o livro de artista explicando que a sua fun&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se centra em objetos mas sim em ideias, colocando o &ecirc;nfase na "comunica&ccedil;&atilde;o &#91;&#8230;&#93; seja atrav&eacute;s de palavras, palavras mais imagens, palavras-imagens como objetos, imagens sequenciais como texto, &#39;arte como ideia&#39; ou livro como objeto" (ap. Klima, 1998: 17). Tem-se assim o livro de artista como uma zona de atividade (Drucker, 1995) onde diversas caracter&iacute;sticas poder&atilde;o intersectar-se, com diferentes graus de envolvimento dos artistas. </p>      <p>Drucker (1995) refere, neste respeito, uma diferen&ccedil;a de significado entre <i>artists book</i> e <i>livre d&#39;artiste</i>. A tradi&ccedil;&atilde;o francesa favorece a edi&ccedil;&atilde;o, desde o s&eacute;culo XIX, de <i>livres d&#39;artiste</i>, que s&atilde;o produzidos e encomendados por editores e galeristas, por paix&atilde;o bibli&oacute;fila. A edi&ccedil;&atilde;o &eacute; limitada, convoca artistas como ilustradores, mas &eacute; produzida pelo editor. J&aacute; a express&atilde;o inglesa <i>artists book</i> compreende a tradi&ccedil;&atilde;o de o artista intervir junto do p&uacute;blico, como autor e primeiro motor, correspondendo ao contexto dos anos 60 do s&eacute;culo XX em diante. </p>          <p> <b>1. Quaterni</b></p>      <p>Os artistas come&ccedil;aram a fazer livros ao mesmo tempo que os livros foram inventados, porque os inventores de livros eram artistas. Ligaram palavras e coisas, cosidas &agrave; linha na encaderna&ccedil;&atilde;o, repetidas nas linhas dos textos, na ondula&ccedil;&atilde;o das caligrafias, nos codices, <i>quaterni, taccuini</i>. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta inven&ccedil;&atilde;o, um livro que se abre, come&ccedil;ou nos dispositivos nos quais os romanos gravavam a sua escrita. Duas folhas de cera, cada uma protegida por uma fina caixa de madeira, formando, o par, um estojo. Quando abertas, podia-se ler, ou escrever, sulcando com um estilete. Fechavam-se atrav&eacute;s de dobradi&ccedil;as em couro (Chartier, 1999). Guardava-se uma ideia.</p>      <p>Consolidado o dispositivo dos <i>quaterni</i>, guardam-se os livros em bibliotecas, e traduzem-se, transcrevem-se, copiam-se. S&atilde;o os c&oacute;dices manuscritos, livros de horas, cantigas de amigo, cadernos de desenhos, apontamentos, tratados. </p>      <p>Os artistas estiveram ao p&eacute; dos livros, junto da sua base t&eacute;cnica: desde os primeiros c&oacute;dices desenhados e iluminados, como o C&oacute;dice Calixtino (em c. 1150), ou os c&oacute;dices das cantigas de Santa Maria, de Afonso X, um rei s&aacute;bio e artista. Ou j&aacute; nas primeiras experi&ecirc;ncias de textos impressos, como o "Sutra do Diamante," de Wang Jie (China, 868 a.D., hoje no British Museum).</p>      <p>O livro surge no seu contexto: surge pela m&atilde;o dos artistas, concebido, escrito e iluminado, e desdobra-se pelas gera&ccedil;&otilde;es sucessivas. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>2. Imprimatur</b></p>      <p>A palavra escrita tamb&eacute;m circula no mercado, atrav&eacute;s do dinheiro. O livro &eacute;, como a moeda, dos primeiros objetos a ser produzido em s&eacute;rie. </p>      <p>Depois da imprensa, a partir de 1445, afirma-se a componente m&uacute;ltiplo, e com ela a nova dimens&atilde;o do mercado. Nas palavras impressas dos livros, o sentido pode chegar mais longe, um sentido difrerente do valor econ&oacute;mico. </p>      <p>Gutemberg era ele pr&oacute;prio um artista numismata, um art&iacute;fice que cunhava moeda (Chartier, 1999). Dedicado a aperfei&ccedil;oar a dignidade do livro, vai ultrapassar a perfei&ccedil;&atilde;o do manuscrito pelo seu rigor de ourives. O livro m&uacute;ltiplo &eacute; uma inst&acirc;ncia do tipo, e da perfei&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica n&atilde;o ating&iacute;vel manualmente. </p>      <p>Quando Albrecht D&uuml;rer nasce, em 1471, o seu padrinho, Anton Koberger, abandona a profiss&atilde;o de ourives para se dedicar &agrave; de tip&oacute;grafo. D&uuml;rer seria o seu aprendiz, aprendendo e praticando a xilogravura. Os livros ilustrados com xilogravuras come&ccedil;am a ser divulgados, como a <i>Cr&oacute;nica de Nuremberga</i>, obra com mais de 1.809 xilogravuras, por Koberger (1493). D&uuml;rer ir&aacute;, j&aacute; por sua conta, produzir conjuntos de gravuras tem&aacute;ticas muito importantes, como as dezasseis gravuras de <i>Apocalipse</i>, impressas no mesmo ano em que Vasco da Gama chega &agrave; &Iacute;ndia, 1498. Outras s&eacute;ries se seguiriam. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O livro impresso surge ao mesmo tempo que o capitalismo europeu  &#8211; que as viagens mar&iacute;timas, os cambistas, os seguros mutualistas, os empr&eacute;stimos a juros, as companhias comerciais. O livro pode acompanhar os homens nas suas viagens, torna o mission&aacute;rio uma figura poss&iacute;vel, e acompanha as ideias e os homens de esp&iacute;rito. E nas viagens escrevem-se livros, desde Marco Polo. </p>      <p>O livro impresso tamb&eacute;m se afirma ao mesmo tempo que o autor se emancipa  &#8211; passando de art&iacute;fice a artista, investido de uma autoridade interior. O artista emancipado da Renascen&ccedil;a &eacute; dotado de capacidade especulativa e criativa. Como Zuccari comenta no seu livro sobre artistas, o artista possui "disegno interno umano," a que se pode chegar atrav&eacute;s do reflexo divino no seu interior, a <i>scintilla della divinit&aacute;</i> (<i>L&#39;idea</i>&#8230;, cap. VII). </p>      <p>A explora&ccedil;&atilde;o pl&aacute;stica da materialidade tipogr&aacute;fica cristaliza-se nos labirintos dos livros barrocos de poesia visual do s&eacute;culo XVII, em Portugal, sendo um exemplo o "Labirinto intrincado, que principiando do meio sempre se ler&aacute;" (<a href="#f3">Figura 3</a>) de <i>Frei Francisco da Cunha: Ora&ccedil;am Acad&eacute;mica e Panegyria, Hist&oacute;ria e Enconi&aacute;stica, Prefano-Sacra. Lisboa: Off. Alvarense</i>, 1747 ou, ainda, o "Labyrintho Difficultoso em que se expende a mat&eacute;ria da Obra" presente no volume <i>Collec&ccedil;a&otilde; dos aplausos</i>,&#8230; (1745). S&atilde;o ins&oacute;litas as composi&ccedil;&otilde;es destes labirintos com letras e anagramas. A materialidade e a &ecirc;nfase no significante que estes livros testemunham n&atilde;o s&atilde;o ind&iacute;cio de inconformismo: tinham inten&ccedil;&atilde;o laudat&oacute;ria, tra&ccedil;avam homenagem, eram dedicat&oacute;rias extendidas, homenagens complicadas, exibi&ccedil;&atilde;o na ret&oacute;rica gr&aacute;fica do tipo. </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>Em Inglaterra o poeta William Blake trabalha o processo do estere&oacute;tipo ou gravura em relevo, obtendo resultados que permitem simular a pintura a aguarela. Faz uma auto-edi&ccedil;&atilde;o de <i>There is no natural religion</i> (1794-5), onde grava, na mesma chapa met&aacute;lica, texto e imagem, e depois pinta cada p&aacute;gina a aguarela (Chappell, 1999: 158 e ss.) (<a href="#f4">Figura 4</a>). </p>       <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>No Jap&atilde;o, Hokusai, publica com persist&ecirc;ncia livros com xilogravuras, como os 15 volumes de <i>Hokusai manga</i>, com 4.000 ilustra&ccedil;&otilde;es (em 1814), bem como as <i>36 vistas do monte Fuji</i> (em 1833) ou, sobretudo, o livro <i>100 vistas do monte Fuji</i> (em 1834).</p>      <p>Lerebours, em Fran&ccedil;a, inicia a publica&ccedil;&atilde;o <i>das excursions daguerriennes</i> (1841 a 1843), em fasc&iacute;culos, onde a gravura se aproxima do daguerre&oacute;tipo, com um rigor hiper-realista. Fox Talbot publica o livro <i>The pencil of nature</i> (1844 a 46), com as primeiras fotografias em papel: a inven&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo negativo / positivo. Os foto-livros inauguram uma linha expressiva para os livros de artista (<a href="#f5">Figura 5</a>).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em contra-movimento, os artistas pr&eacute;-rafaelitas William Morris e o disc&iacute;pulo Edward Burne-Jones ir&atilde;o produzir edi&ccedil;&otilde;es que exibem ostensivamente qualidades artesanais no of&iacute;cio tipogr&aacute;fico, como ser&aacute; exemplo monumental a edi&ccedil;&atilde;o dos cl&aacute;ssicos medievais de Chaucer, <i>The works of Geoffrey Chaucer</i> (Hammersmith: William Morris at Kelmscott Press, 1896). A edi&ccedil;&atilde;o de 556 p&aacute;ginas tem uma tiragem manual de apenas 425 exemplares e mobiliza 11 mestres tip&oacute;grafos durante v&aacute;rios anos. Morris produziu para ela o tipo de letra <i>Chaucer</i>, bem como o papel. As 87 ilustra&ccedil;&otilde;es foram gravadas em madeira por Edward Burne-Jones (Chappell, 1999: 191) (<a href="#f6-7">Figura 6</a>).</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f6-7"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f6-7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>3. Ser moderno, <i>do fundo de um naufr&aacute;gio</i></b></p>       <p>Em 1897 St&eacute;phane Mallarm&eacute; envia &agrave; revista <i>Cosmopolis</i> o poema <i>Un coup de d&eacute;s jamais n&#39;abolira le hasard</i> (<a href="#f6-7">Figura 7</a>). Ser&aacute; o come&ccedil;o da aventura simbolista, futurista, concretista, ou melhor, a aventura modernista, aliando a materialidade pl&aacute;stica da escrita ao sentido. </p>        <p> As vanguardas modernistas ir&atilde;o fornecer uma vaga de edi&ccedil;&otilde;es de livros de artista. Os futuristas, dada&iacute;stas, surrealistas, construtivistas, vorticistas, concretistas ir&atilde;o publicar numerosos exemplares onde a poesia se expande e ocupa espa&ccedil;os do cubismo sint&eacute;tico, assimilando a <i>collage</i> como m&eacute;todo, tanto pl&aacute;stico como po&eacute;tico. Ser&atilde;o publica&ccedil;&otilde;es como <i>Blast</i> (Inglaterra, Windham Lewis, 1914-15), <i>Orpheu</i> (Portugal, por Ferro, Pessoa e S&aacute;-Carneiro, 1915; <a href="#f8">Figura 8</a>), <i>A Tett</i> (Hungria, por Lajos Kass&aacute;k, 1915-6), <i>Bulletin DADA</i> (Sui&ccedil;a, por Tzara, 1916-1924), <i>Ma</i> (Hungria, por Lajos Kass&aacute;k, 1916-25), <i>De Stijl</i> (Holanda, por Van Doesburg, 1917-32), 391 (Barcelona, N. Iorque, por Picabia, 1917-24), <i>Noi</i> (It&aacute;lia, por Enrico Prampolini, 1917-25), <i>The Blind Man</i> (N. Iorque 1917, por Duchamp e Roch&eacute;; <a href="#f9">Figura 9</a>), <i>Die Freie Strasse</i> (Alemanha, por Jung, Hausman, 1915-8; <a href="#f10-12">Figura 10</a>), <i>Broom</i> (It&aacute;lia, por Harold Loeb, 1921-4), <i>Zenit</i> (Jugosl&aacute;via, por Micic, 1921), <i>Klaxon</i> (Brasil, por M&aacute;rio de Andrade, Manuel Bandeira&#8230;, 1922-3; <a href="#f10-12">Figura 11</a>), <i>Veshch/Gegenstand/Objet</i> (Alemanha, por El Lissitzky, 1922), <i>Merz</i> (Alemanha, por Schwitters, 1923-32), <i>Mecano</i> (Holanda, por Van Doesburg, 1922-24), <i>ManomÃ¨tre</i> (Fran&ccedil;a, por Malespine, 1924-28), entre muitas outras.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f9.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f10-12"> <img src="/img/revistas/est/v3n6/3n6a39f10-12.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>Em paralelo, Blaise Cendrars edita o desdobr&aacute;vel de Sonia Delaunay, <i>Terk: La Prose du Transsib&eacute;rian et de la petite Jehanne de France</i> (1913), composto por uma folha com 1m80, dobrada 21 vezes na horizontal e uma vez na vertical. A folha &eacute; impressa a cores vivas com motivos &oacute;rficos (discos) e contrastes simult&acirc;neos, aludindo ao novo comboio trans-siberiano e &agrave; torre Eifell, com o texto ao longo da sua extens&atilde;o, tiragem de 300 exemplares. </p>       <p>Duchamp, depois de criar uma algo ins&oacute;lita capa no <i>The blindman</i>, editado em Nova York em 1917 (<a href="#f9">Figura 9</a>), ir&aacute; trazer &agrave; discuss&atilde;o a variante mala  &#8211; "um livro," sem p&aacute;ginas, onde as capas se abrem para conter itens embalados, em ambiguidade objetual. As caixas verdes (1934) cheias de restos rasgados e anota&ccedil;&otilde;es, cuidadosamente reproduzidas, vir&atilde;o a ser influentes mais tarde, por exemplo, nas <i>time-capsules</i> de Andy Warhol. </p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>4. O infinito &eacute; linear? Algumas polaridades</b></p>     <p>   O segundo princ&iacute;pio primordial do signo, para Saussure (1999: cap. 1, &#167;2), &eacute; a linearidade do significante. Essa linearidade, origin&aacute;ria da fala do discurso oral, reproduz-se, no livro, na sequencialidade das palavras, nas linhas, na numera&ccedil;&atilde;o das p&aacute;ginas, na conven&ccedil;&atilde;o material que une, com linha, a capa &agrave; contra-capa. </p>      <p>A partir do instante da leitura, coincidente com o presente, reproduz-se o instante da fala  &#8211; o livro condensa o processo de estar vivo, <i>in praesentia</i>. Esta conting&ecirc;ncia ultrapassa-se pela combina&ccedil;&atilde;o do que se apresenta, atrav&eacute;s de associa&ccedil;&otilde;es que jogam o campo do poss&iacute;vel, no infinito do paradigma: um livro pode dizer tudo, e o tudo o que os livros podem dizer &eacute; infinito. </p>       <p>O livro toca, com o seu acidente, a sua diferen&ccedil;a. E cada diferen&ccedil;a escolhida e materializada na cadeia significante do livro exclui todas as outras, a infinitude das restantes diferen&ccedil;as, residindo nesta oposi&ccedil;&atilde;o os seus campos de sentido.   </p>     <p>O livro mergulha no infinito, atrav&eacute;s da palavra, da imagem, da materialidade  &#8211; como aponta Paulo Pires do Vale (2012): debru&ccedil;a-se sobre o infinito, atrav&eacute;s das ilustra&ccedil;&otilde;es, atrav&eacute;s das entradas e sa&iacute;das, atrav&eacute;s do futuro, ou do passado.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A arbitrariedade articula a possibilidade de se significar segundo intencionalidades. Este primeiro princ&iacute;pio primordial do signo, estabelece que o c&oacute;digo varia com a cultura: os significantes s&atilde;o inventados arbitrariamente pelos diferentes grupos humanos, diferentes culturas, tal como tamb&eacute;m se misturam os ingredientes alimentares arbitrariamente, no seio da cultura, ente o cr&uacute; e o cozido. </p>      <p>O livro de artista, do tipo mais recente, costuma referir os livros, quase como um jogo, seja diretamente, seja pela cita&ccedil;&atilde;o do dispositivo livro, atrav&eacute;s de n&iacute;veis de significa&ccedil;&atilde;o com meta-linguagens, com enunciados impregnados de p&oacute;s modernidade. Poder-se-&aacute; sintetizar, num gr&aacute;fico tri-dimensional, algumas destas polaridades: a tens&atilde;o entre o livro &uacute;nico e o m&uacute;ltiplo, entre o trabalho manual e o tecnol&oacute;gico, entre o objeto que "parece um livro" e aquilo que somente "se refere a um livro" (<a href="#f10-12">Figura 12</a>). Cada livro poder&aacute; encontrar um ponto neste gr&aacute;fico tridimensional. Muitos livros poder&atilde;o mostrar um aglomerado parecido com nuvem electr&oacute;nica, ou, quem sabe, talvez um "atrator estranho," de Lorenz.</p>       <p>A terminar, uma refer&ecirc;ncia para dois acontecimentos que parecem indiciar uma maior maturidade no contexto da produ&ccedil;&atilde;o e da reflex&atilde;o em torno do tema do livro de artista em Portugal. O ano que agora finda trouxe a p&uacute;blico algumas inst&acirc;ncias significativas, em exposi&ccedil;&otilde;es e publica&ccedil;&otilde;es. Na Funda&ccedil;&atilde;o Gulbenkian apresentou-se uma mostra diversificada e representativa, assente na cole&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o. Foi uma bela exposi&ccedil;&atilde;o comissariada por Paulo Pires do Vale (<i>Tarefas Infinitas</i>). Por seu turno, a revista internacional <i>The Journal of Artists Books</i>, tomou como assunto Portugal na sua &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o, o n&ordm;32, coordenada por Isabel Baraona e Catarina Cardoso. </p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Cardoso, Catarina Figueiredo & Baraona, Isabel (Editores convidados). <i>JAB32: From Portugal: The Journal of Artists Books</i>. ISSN 1085-1461. Fall 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423353&pid=S1647-6158201200020003900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Chappell, Warren (1999) <i>A short history of the printed word</i>. Point Roberts, WA, Vancouver, BC: Hartley & Marks. ISBN: 0-88179-154-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423355&pid=S1647-6158201200020003900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->   Chappell, Duncan (2003) "Typologising the artist&#39;s book." <i>Art Libraries Journal</i> (28), 4, pp. 12-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423356&pid=S1647-6158201200020003900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Chartier, Roger (1999) <i>A aventura do livro: do leitor ao navegador</i>. S&atilde;o Paulo: UNESP / Imprensa Oficial do Estado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423358&pid=S1647-6158201200020003900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p><i>Collec&ccedil;a&otilde; dos applausos, em prosa, e em verso, consagrados ao &#8230; D. Fr. Joseph Maria da Fonseca e Evora &#8230; na chegada &agrave; sua diocese, e entrada que fez na cidade, no dia 5 de Mayo do anno de 1743</i> (1745). Lisboa: Na Regia Officina Sylviana, e da Academia Real, 1745. [20], 371 p ; 2&ordm; (28 cm).</p>      <!-- ref --><p>Drucker, Johana (1995) <i>The Century of Artists&#39; Books</i>. New York: Granary Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423361&pid=S1647-6158201200020003900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Ekdahl, Janis (1999) "Artists&#39; books and beyond: the library of the museum of modern art as a curatorial and research resource." <i>Inspel</i> 33, 4, pp. 241-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423363&pid=S1647-6158201200020003900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Federico Zuccari (1768) <i>L&#39;idea de pittori scultori ed architetti</i>. Roma:Stamperia di Marco Pagliarini. <i>Google books</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423365&pid=S1647-6158201200020003900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Hatherly, Ana (1983) <i>A Experi&ecirc;ncia do Prod&iacute;gio &#8211; Bases Te&oacute;ricas e Antologia de Textos-Visuais Portugueses dos s&eacute;culos XVII e XVIII</i>. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423367&pid=S1647-6158201200020003900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Klima, Stefan (1998) <i>Artists Books: A Critical Survey of the Literature</i>. New York: Granary Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423369&pid=S1647-6158201200020003900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Miller, Gwendollyn Jan (2000) <i>Discovering Artists Books: The art, the artists and the issues. Research paper submitted in partial fulfillment of the requirements for the degree of Masters of Arts in Advertising Design of the Graduate School of Syracuse University.</i> [Consult. 2012-11-13] Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.gwenjpenner.com/publications/index.php" target="_blank">http://www.gwenjpenner.com/publications/index.php</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423371&pid=S1647-6158201200020003900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><i>Printed Matter</i> (2012) [Consult. 2012-11-13] Dispon&iacute;vel em <a href="http://printedmatter.org/" target="_blank">http://printedmatter.org/</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423372&pid=S1647-6158201200020003900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Saussure, Ferdinand de (1999) <i>Curso de Ling&uuml;&iacute;stica Geral</i>. Lisboa: Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423373&pid=S1647-6158201200020003900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Talbot, William Henri Fox (1969) <i>The Pencil of Nature</i>, plate III. Reprint. New York: Da Capo Press .  University of Alberta (2008) <i>Artists&#39; Books from the home museum</i>. [Consult. 2012-11-13] Dispon&iacute;vel em <a href="http://exhibits.library.ualberta.ca/streetprint_museum/" target="_blank">http://exhibits.library.ualberta.ca/streetprint_museum/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423375&pid=S1647-6158201200020003900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vale, Paulo Pires do (2012) <i>Tarefas infinitas: Quando a arte e o livro se ilimitam</i>. Cat&aacute;logo. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1423376&pid=S1647-6158201200020003900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:joao.queiroz@fba.ul.pt"> joao.queiroz@fba.ul.pt </a> (Jo&atilde;o Paulo Queiroz).</p>        ]]></body><back>
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