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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Artes ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>DOSSIER EDITORIAL</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>EDITORIAL SECTION</b>    <br> </p>        <p><b>O livro de artista como assunto acad&ecirc;mico</b></p>      <p><b>The artist&rsquo;s book as an academic subject</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Paulo Silveira&#42;</b> <b>(autor convidado)</b></p>      <p>&#42;Paulo Silveira (Paulo Antonio de Menezes Pereira da Silveira) &eacute; mestre e doutor em Hist&oacute;ria, Teoria e Cr&iacute;tica da Arte, professor do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil. &Eacute; autor de <i>A p&aacute;gina violada: da ternura &agrave; inj&uacute;ria na constru&ccedil;&atilde;o do livro de artista</i>, Editora da UFRGS, 2001 (segunda edi&ccedil;&atilde;o: 2008). Participa dos grupos de pesquisa Ve&iacute;culos da Arte (UFRGS) e Grupo de Estudos em Arte Conceitual e Conceitualismos no Museu (USP).</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO:</b>    <br>No s&eacute;culo XXI, a presen&ccedil;a do livro de artista na universidade tem sido cada vez mais intensa e qualificada, o que exige de artistas e te&oacute;ricos o refinamento da capacita&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, cr&iacute;tica e educacional.</p>      <p><b>Palavras-chave:</b> livro de artista, ensino da arte, ensino universit&aacute;rio, arte contempor&acirc;nea. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT:</b>    <br>In the XXI century, the presence of the artist&rsquo;s book in the university has been increasingly intense and qualified, which requires artists and theorists the refinement of artistic, critical and educational skills.</p>      <p><b>Keywords:</b> artist&rsquo;s book, art education, university education, contemporary art.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Penso que seja correto considerar que os anos 60 e 70 foram o per&iacute;odo de inf&acirc;ncia e afirma&ccedil;&atilde;o do livro de artista, publica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o peri&oacute;dicas que s&atilde;o um dos ve&iacute;culos estruturantes da arte contempor&acirc;nea. Tamb&eacute;m podemos aceitar que os 80 testemunharam a superprodu&ccedil;&atilde;o, os excessos, a ingenuidade e as reivindica&ccedil;&otilde;es, reacion&aacute;rias at&eacute;, de artistas exigindo o direito de livros refrat&aacute;rios &agrave; edi&ccedil;&atilde;o terem a sua cota de aten&ccedil;&atilde;o. Aos anos 90 caberia o serenar de &acirc;nimos, a partilha de espa&ccedil;os e a redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a busca do conhecimento do projeto editorial, pelo lado mais profissional, e da encaderna&ccedil;&atilde;o criativa, pelo lado artesanal. E, ao mesmo tempo, a lenta e progressiva avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica das d&eacute;cadas passadas, que resultaria em uma das mais marcantes caracter&iacute;sticas dos anos 2000: o gradativo aumento da inser&ccedil;&atilde;o do livro de artista em assuntos e interesses da vida universit&aacute;ria, como objeto ou como agente de artistas com vida acad&ecirc;mica regular, ou como tema de investiga&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. Vejamos ent&atilde;o, a partir da universidade, um laborat&oacute;rio de reflex&atilde;o, alguns sabores e dissabores do conv&iacute;vio entre circunst&acirc;ncias limitantes e possibilidades estimulantes. A come&ccedil;ar pela perman&ecirc;ncia do fantasma das belas-artes.</p>      <p>A recorr&ecirc;ncia do <i>versus</i>: artisticidade <i>v</i>. artesanalidade, ou <i>v</i>. comunicabilidade, ou v. funcionalidade etc. N&atilde;o deveriam acontecer conflitos entre esses conceitos. O aprendizado em artes tem espa&ccedil;o intelectual para todos. Por&eacute;m, no caso espec&iacute;fico do livro o contraponto pode se constituir em problema, &agrave;s vezes pequeno, &agrave;s vezes intenso. Para alguns criadores certos conflitos s&atilde;o dilacerantes. A mais clara manifesta&ccedil;&atilde;o disso vem de fora das universidades, e &eacute; renitente: o ressentimento de muitos artistas (e poucos te&oacute;ricos) pela identifica&ccedil;&atilde;o de &quot;livro de artista&quot; como uma designa&ccedil;&atilde;o mais interessada na autoria (o artista) do que da forma (a eloquencia material do volume). Portanto com a difus&atilde;o de ideias (atrav&eacute;s da palavra ou do pensamento visual), o que definitivamente o liga, o livro, com a desmaterializa&ccedil;&atilde;o da obra, a instaura&ccedil;&atilde;o da arte, o artista como intelectual etc. Presume-se que um aluno de artes, que muito estudou para alcan&ccedil;ar o estatuto de universit&aacute;rio, n&atilde;o tenha ou n&atilde;o queira ter uma sensibilidade epid&eacute;rmica, desvinculada da linha de for&ccedil;a que vai da consci&ecirc;ncia hist&oacute;rica e do pensamento abstrato at&eacute; a articula&ccedil;&atilde;o do conjunto de experi&ecirc;ncias e saberes adquiridos durante o seu curso. A concep&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica de si mesmo, um artista especial que se reconhece como culto, ser&aacute; determinante para a constitui&ccedil;&atilde;o de sua identidade e para a sua inser&ccedil;&atilde;o no sistema das artes.</p>      <p>O que unir&aacute; a artisticidade a seus contrapontos, apaziguando-os, ser&aacute; a criatividade, uma for&ccedil;a maior e universal, determinante de um sem-n&uacute;mero de processos e atividades, de a&ccedil;&otilde;es mais simples at&eacute; capacita&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. Poder&iacute;amos buscar li&ccedil;&otilde;es pertencentes &agrave; vida universit&aacute;ria, trabalhos executados nas diversas disciplinas curriculares. Mas tomo um exemplo de fora, tirado das classes escolares, o caso do servi&ccedil;o educativo do Museu de Serralves, na cidade do Porto, e sua atividade e exposi&ccedil;&atilde;o <i>Retratos</i>, de maio a outubro de 2006, reunindo trabalhos executados no ano letivo de 2005-2006 por quase uma centena de escolas (do pr&eacute;-escolar ao secund&aacute;rio do sistema portugu&ecirc;s). Os trabalhos dividiam-se em dois grupos maiores: pinturas (retratos simples) e livros &uacute;nicos. Estes, muito coloridos, eram cheios de vida.  N&atilde;o resta d&uacute;vida que uma crian&ccedil;a ou adolescente tem maior facilidade em realizar uma constru&ccedil;&atilde;o continuada se esta permitir um tom confessional, n&atilde;o corrompido. As mesas em exibi&ccedil;&atilde;o eram cobertas de emo&ccedil;&atilde;o. Em algumas ocasi&otilde;es mostrei fotos dos trabalhos para meus alunos, sempre surpreendendo. Empatia imediata.</p>      <p>No dia-a-dia pragm&aacute;tico das salas de aula e das oficinas, &eacute; imposs&iacute;vel, indesej&aacute;vel e inadequado sob todos os aspectos o afastamento dos exerc&iacute;cios mec&acirc;nicos, das pr&aacute;ticas acidentais, das experi&ecirc;ncias com o acaso (sobretudo nos primeiros anos). A surpresa n&atilde;o tem substituta. Esse espectro que re&uacute;ne emo&ccedil;&otilde;es e habilidades espec&iacute;ficas poder&aacute; ser amplificado no jovem artista atrav&eacute;s do seu envolvimento com a cria&ccedil;&atilde;o de livros &uacute;nicos, obras que podem tomar formas gr&aacute;ficas e planas, como nos di&aacute;rios, ou espaciais, como nos livros-objetos e trabalhos escult&oacute;ricos derivados, al&eacute;m das solu&ccedil;&otilde;es digitais. O problema ser&aacute; relativizar a forte emo&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o que muitas vezes toma conta do aluno ao se deparar com sua pr&oacute;pria obra. Ser&aacute; preciso fazer entender que livros &uacute;nicos podem ser extravagantes e isso n&atilde;o significa que um primeiro resultado tenha o valor imaginado. Ser&aacute; preciso fazer um segundo trabalho, um terceiro, e assim por diante. Ser&aacute; preciso refletir sobre o que j&aacute; foi feito e ensaiar o que ser&aacute; realizado. E compreender que assim como fazemos muitos desenhos ou muitas pinturas, precisaremos fazer muitos livros &uacute;nicos, at&eacute; alcan&ccedil;armos a qualidade inflex&iacute;vel de obra. Talvez a partir desse ponto, salvo se frequentou aulas espec&iacute;ficas, o artista poder&aacute; desfrutar melhor a energia pujante da edi&ccedil;&atilde;o. A publica&ccedil;&atilde;o, alternativa ou n&atilde;o, &eacute; marca fundadora da arte do nosso tempo. O livro de artista, como entendido originalmente (excluindo seus correlatos, mas reconhecendo que juntos s&atilde;o formadores de uma categoria), &eacute; primordialmente uma publica&ccedil;&atilde;o. E por tudo que a condi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ser peri&oacute;dico implica, &eacute; ponto de culmin&acirc;ncia: a edi&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica teve o poder efetivo de propor uma forma in&eacute;dita de erudi&ccedil;&atilde;o verbo-visual &agrave; cultura, espa&ccedil;o simb&oacute;lico maior que a arte. A publica&ccedil;&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel com o compromisso afetivo, como comprovam com estrat&eacute;gias distintas Juli&atilde;o Sarmento, Jo&atilde;o Penalva ou Isabel Baraona.</p>      <p>Quanto &agrave; log&iacute;stica, ela &eacute; o tormento de muitos. A edi&ccedil;&atilde;o &ndash; e n&atilde;o apenas prot&oacute;tipos e exerc&iacute;cios &ndash; exige um parque tecnol&oacute;gico m&iacute;nimo, preparado para produ&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; preciso contar com oficinas que atendam a ordena&ccedil;&atilde;o de tarefas, da editora&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica (ou leiaute e arte-final manuais) at&eacute; a impress&atilde;o e acabamento. Os equipamentos, e os conhecimentos que os acompanham, existem em praticamente todas as universidades, em suas editoras (agentes publicadores, divulgadores da produ&ccedil;&atilde;o intelectual, com conselho) e gr&aacute;ficas (prestadoras de servi&ccedil;os de impress&atilde;o, com ou sem n&uacute;cleos de editora&ccedil;&atilde;o), ou nas imprensas universit&aacute;rias (assim chamadas quando re&uacute;nem os servi&ccedil;os editoriais e gr&aacute;ficos). O apoio &agrave; fase da cria&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode ser oferecido pelos laborat&oacute;rios de inform&aacute;tica dos cursos de artes, ou mesmo pelos muitos n&uacute;cleos de projeto e express&atilde;o gr&aacute;fica, comunica&ccedil;&atilde;o visual, publicidade etc. Mesmo quando rudimentares, os n&uacute;cleos teriam a lucrar na troca de experi&ecirc;ncias com o pensamento art&iacute;stico. Isso resolvido, o problema final poder&aacute; ser o professor. Muitas vezes acanhado dentro de exig&ecirc;ncias conservadoras, nem sempre estar&aacute; apto para o ensino dos procedimentos necess&aacute;rios. Se a sua biografia incluir experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias com a reprodutibilidade, os estudantes poder&atilde;o enfim exercitar procedimentos expressivos que foram determinantes para o momento art&iacute;stico dos 60 e 70.</p>      <p>Outro ponto a considerar diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es do livro de artista com a metodologia de pesquisa, na gradua&ccedil;&atilde;o e, muito mais intensamente, na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Esse tema merece f&oacute;rum &agrave; parte, mas alguns aspectos devem ser antecipados. O mais importante a lembrar &eacute; que para o olhar de um artista pesquisador o livro &eacute; geralmente obra, e em raros momentos, documento. Para o pesquisador em hist&oacute;ria da arte, essa rela&ccedil;&atilde;o pode acontecer em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es: o livro &eacute; obra, &eacute; documento, ou pode ser simultaneamente obra e documento. Na m&atilde;o do artista, a aproxima&ccedil;&atilde;o mais imediata est&aacute; nos di&aacute;rios. Ali projetos s&atilde;o riscados, informa&ccedil;&otilde;es anotadas, fracassos documentados, insatisfa&ccedil;&otilde;es confessadas. E ao fim do seu uso prim&aacute;rio, a agenda ou di&aacute;rio poder&aacute; ser publicamente apresentada como complemento ou chave para os afetos do artista. O grau de sinceridade ou de fic&ccedil;&atilde;o num procedimento &quot;&iacute;ntimo e pessoal&quot;, que pode premeditar desde o in&iacute;cio a exposi&ccedil;&atilde;o em galeria, permitiria uma alentada reflex&atilde;o. Hoje isso tem pouco import&acirc;ncia. Importa, sim, que o artista em conclus&atilde;o de curso saiba que tem nas m&atilde;os uma ferramenta importante de organiza&ccedil;&atilde;o, com poder latente de adquirir novos valores operativos.</p>      <p>Para a teoria, as publica&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m tamb&eacute;m um papel generoso. S&atilde;o fontes sem par. A oscila&ccedil;&atilde;o entre serem documentos prim&aacute;rios e ao mesmo tempo obras &eacute; fascinante. O conceito de leitura da obra de arte, caro ao nosso universo, precisar&aacute; ser relativizado. Os fundamentos est&eacute;ticos, lingu&iacute;sticos, funcionais e estrat&eacute;gicos que configuraram o livro de artista <i>stricto sensu</i> (uma publica&ccedil;&atilde;o) s&atilde;o os mesmos dos principais eixos estruturantes da arte contempor&acirc;nea. O am&aacute;lgama verbo-visual exige para a obra tamb&eacute;m a leitura pura que a letra obriga (a apreens&atilde;o do conte&uacute;do de um texto escrito), agora no c&iacute;rculo pertinente &agrave; visualidade. Trata-se de um progresso quase exclusivo da metade final do s&eacute;culo XX. Vivemos uma etapa, que exige forma&ccedil;&atilde;o, estudo. E os melhores artistas publicaram. Existe, claro, a solu&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de lermos seus escritos em antologias. &Eacute; uma atitude conveniente &agrave; pressa da sala de aula. Mas se poss&iacute;vel, ser&aacute; melhor buscar os livros, peri&oacute;dicos e outras edi&ccedil;&otilde;es originais, para a leitura dos tipos, da composi&ccedil;&atilde;o, dos brancos, das decis&otilde;es. Cabe &agrave; universidade mostrar ao estudante de hist&oacute;ria da arte a qualidade desse caminho. A metodologia instrumentalizar&aacute; as decis&otilde;es, que poder&atilde;o estar afogadas no excesso de informa&ccedil;&atilde;o virtual.</p>      <p>Lembro de uma experi&ecirc;ncia da segunda metade dos anos 90. Iniciei ali um estudo sobre os livros de Edward Ruscha, quase sem ajuda de textos em portugu&ecirc;s, raros e geralmente gen&eacute;ricos. At&eacute; mesmo o importante artigo &quot;O livro como forma de arte&quot;, 1982, de Julio Plaza, esqueceu Ruscha. Conclu&iacute;do o mestrado, a pesquisa n&atilde;o cessou, embora parte significativa tenha sido inclu&iacute;da no exame de qualifica&ccedil;&atilde;o ao doutorado na UFRGS (2005, com acompanhamento de Helio Fervenza, orientador sobretudo em po&eacute;ticas visuais, numa proveitosa interface com a hist&oacute;ria da arte). Ideias, imagens e caminhos sobre o tema t&ecirc;m sido difundidos em rede, por&eacute;m muitas vezes sem o seu contexto de origem e sem men&ccedil;&atilde;o &agrave; institui&ccedil;&atilde;o. Se o uso livre pode ser lisonjeiro para o autor, para a universidade o entendimento &eacute; outro. &Eacute; atrav&eacute;s dela que pesquisas s&atilde;o feitas, n&atilde;o apenas recuperando e reavaliando informa&ccedil;&otilde;es do passado, mas tamb&eacute;m colaborando com o avan&ccedil;ar das linguagens. Na internet s&atilde;o danosos os recortes mal feitos ou as verdades sem fundamento. Um estudante apressado poder&aacute; reproduzir incorre&ccedil;&otilde;es de um <i>blog</i> qualquer. Reitera-se aqui o incentivo &agrave; busca de fontes prim&aacute;rias e &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o dos dados. Plaza, na abertura do artigo mencionado, usou algumas frases de Ulisses Carri&oacute;n, publicadas sete anos antes, sem citar origem. Alguns mant&ecirc;m a omiss&atilde;o, alimentando uma cadeia que j&aacute; chegou &agrave; imprensa est&aacute;vel.</p>      <p>Nada substitui o contato com originais. Cole&ccedil;&otilde;es mantidas nas universidades t&ecirc;m a garantia de acesso. O acesso &agrave;s obras &eacute; fundamental para a forma&ccedil;&atilde;o do estudante de artes. A tarefa para curadores e bibliotec&aacute;rios ser&aacute; estabelecer o que ser&aacute; guardado, como e onde. Uma experi&ecirc;ncia recente no Instituto de Artes da UFRGS demonstra a dificuldade em sobrepujar certos impedimentos. Apesar de hospedar pesquisas na &aacute;rea, ele ainda &eacute; lento e pesado. A Biblioteca, pequena para o que possui, &eacute; pouco ativa e n&atilde;o promove exibi&ccedil;&otilde;es. Sequer h&aacute; espa&ccedil;o para vitrina. Tem alguns livros de artista, quase todos gr&aacute;ficos. A Pinacoteca tamb&eacute;m guarda alguns livros, exemplares de constru&ccedil;&atilde;o mais pl&aacute;stica. Entre ambas, um problema de gest&atilde;o. O Acervo da Pinacoteca ainda n&atilde;o reconhece a funcionalidade do acesso aos seus exemplares em base de dados, tratados como especiais e sem indexa&ccedil;&atilde;o para busca bibliogr&aacute;fica. Por exemplo, os dois livros de Juan Carlos Romero, importante nome da arte postal na Argentina, n&atilde;o s&atilde;o localiz&aacute;veis na busca do sistema de bibliotecas da UFRGS. E s&atilde;o livros. Como a&ccedil;&atilde;o da pesquisa <i>Livro de artista e ambiente acad&ecirc;mico: rela&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas e est&eacute;ticas na universidade</i>, em maio de 2012 foi sugerida a identifica&ccedil;&atilde;o de uma cole&ccedil;&atilde;o especial sediada no Acervo, com consulta agendada, catalogada no sistema. A proposta prev&ecirc; uma comunica&ccedil;&atilde;o eficaz entre Pinacoteca e Biblioteca para assuntos relativos a livros de artista (em todas as conforma&ccedil;&otilde;es). As expectativas s&atilde;o incertas, e as coordena&ccedil;&otilde;es distintas. Os argumentos seguem sendo oferecidos, at&eacute; que os frutos surjam. Neste diminuto caso local, como em situa&ccedil;&otilde;es internacionais mais complexas, a palavra est&aacute; com a universidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:paulo.silveira@ufrgs.br">paulo.silveira@ufrgs.br</a> (Paulo Silveira).</p>        ]]></body>
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