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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study is about the reflections created from the attendance as the project advisor: "Entre Saudades guerrilha", from the Artist named Piatan Lube held in 2011/2012 in nine months, in the shock of the Artist with the work production.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b>    <br> </p>   	    <p><b>Renascente &#8211; A memoria da agua</b> 	</p>    <p><b>Source: the water memory</b> 		</p>    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Julio Cesar da Silva&#42;</b></p> 	    <p>&#42;Brasil, artista plastico. Estudante de doutorado no programa Lenguages y Po&eacute;ticas en el Arte Contemporaneo na Universidad de Granada, Espanha. Afilia&ccedil;&atilde;o atual: Universidade Federal do Espirito Santo 	</p>    <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b>    <br>O presente texto trata-se das reflex&otilde;es geradas a partir do acompanhamento como orientador do projeto: Entre Saudades guerrilha, do artista Piatan Lube realizado em 2011/2012 num per&iacute;odo de nove meses,  no embate do artista  com a produ&ccedil;&atilde;o da obra.  	</p>    <p><b>Palavras-chave: </b> Memoria, interven&ccedil;&atilde;o, paisagem. 		</p>    <p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>ABSTRACT</b>    <br>The present study is about the reflections created from the attendance as the project advisor: &quot;Entre Saudades guerrilha&quot;, from the Artist named Piatan Lube held in 2011/2012 in nine months, in the shock of the Artist with the work production.  	</p>    <p><b>Keywords: </b> memory, intervention, landscape. 		</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b> </p>    <p> O texto que apresento possui uma particularidade  de ser fruto de uma rela&ccedil;&atilde;o intima com a produ&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o da obra a que se refere, particularidade esta proporcionada pela orienta&ccedil;&atilde;o, o que me coloca como um leitor particular no que diz respeito as reflex&otilde;es que se anteciparam a realiza&ccedil;&atilde;o de cada movimento em dire&ccedil;&atilde;o a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho do artista. Contando hoje com 28 anos Piatan Lube possui gradua&ccedil;&atilde;o em artes pela Universidade Federal do Espirito Santo e foi contemplado em 2010 com  premio nacional Arte e Patrim&ocirc;nio patrocinado pelo IPHAN o artista vem desde ent&atilde;o atuando em propostas que relacionam memoria e espa&ccedil;o em interven&ccedil;&otilde;es externas em &aacute;reas urbanas e rurais.   </p>    <p> A obra a que se refere trata-se de uma interven&ccedil;&atilde;o na paisagem e a ocupa&ccedil;&atilde;o de uma galeria, acolhido pelo programa de Resid&ecirc;ncia Art&iacute;stica: <i>Mas que arte cabe numa cidade?</i> na galeria de arte Casar&atilde;o, <i>Entre Saudades e guerrilha, </i> projeto original apresentado pelo artista para o edital 11- SECULT ocuparia a galeria e uma &aacute;rea de pastagens num sitio conhecido como Morro do El&oacute;i (<a href="#f1">Figura 1</a>) na cidade de Viana. Morro este em que seriam plantadas tr&ecirc;s mil mudas de esp&eacute;cies nativas que no passado ocuparam aquela paisagem. Estas plantas estariam organizadas neste pequeno territ&oacute;rio de forma a redesenhar cada uma das sete letras da palavra saudade escavadas no solo previamente preparado em uma escala que poderiam ser vistas a um quilometro,  dariam  forma&ccedil;&atilde;o uma pequena floresta num futuro imprevis&iacute;vel j&aacute; que dependem da resist&ecirc;ncia de cada uma das mudas ali plantadas sujeitas as intemp&eacute;ries do lugar. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a13f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Paisagem oculta</b> &nbsp;</p>    <p> Como podemos imaginar, haveria como resultado final nesta a&ccedil;&atilde;o uma esp&eacute;cie de monumento recortado na paisagem que a sustentaria  de uma forma convencional como sendo quase um objeto, uma escultura. Outro fator preponderante, que durante o per&iacute;odo da mostra a interven&ccedil;&atilde;o estaria atrelada a Galeria de arte do Casar&atilde;o (<a href="#f2">Figura 2</a>) o que evidenciaria a rela&ccedil;&atilde;o direta com o fazer art&iacute;stico. Na galeria Casar&atilde;o seria escavado em um dos sal&otilde;es a palavra <i>Guerrilha</i> numa a&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga a realizada no campo e em seguida as letras seriam preenchidas com &aacute;gua, alus&atilde;o clara a fonte de vida que representa este elemento. Mantivemos um prolongado debate sobre a participa&ccedil;&atilde;o da galeria no projeto frente a natureza da interven&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea externa , de como ela poderia atuar como um agente ativo, n&atilde;o passivo, somente um espa&ccedil;o expositivo.  </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a13f2.jpg"></a>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> As sugest&otilde;es que surgiram foram a de abrir um po&ccedil;o semi-artesiano no solo abaixo do im&oacute;vel e dali extrair a &aacute;gua que inicialmente alimentaria as mudas na interven&ccedil;&atilde;o no morro do Eloi, isto transformaria a galeria num espa&ccedil;o din&acirc;mico, gerador de vida, ligada &agrave; palavra/monumento por um cord&atilde;o umbilical, (<a href="#f3">Figura 3</a>) ductos, fornecendo a &aacute;gua inicial para a germina&ccedil;&atilde;o e sustento de cada uma das futuras arvores. A &aacute;gua originada do subsolo do im&oacute;vel revelaria assim um pouco do passado do lugar sua voca&ccedil;&atilde;o para nascente, abordamos este elemento universal por uma propriedade singular, de forma simb&oacute;lica nos apropriamos desta imagem da mem&oacute;ria da &aacute;gua, como se nela contivesse todo o hist&oacute;rico de seu percurso, de seu ciclo de um passado remoto ate os dias de hoje, como se contivesse disperso fragmentos de todos os elementos e lugares por onde tenha passado, nela dilu&iacute;dos. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a13f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O elo entre a galeria e o exterior tencionam os dois espa&ccedil;os sem&acirc;nticos da proposta, a galeria espa&ccedil;o ideal de representa&ccedil;&atilde;o e o morro do Eloi, lugar sem outra fun&ccedil;&atilde;o sen&atilde;o servir de pastagens para o gado do propriet&aacute;rio. Ao perfurar o solo dentro do espa&ccedil;o expositivo haveria esta infiltra&ccedil;&atilde;o uma interven&ccedil;&atilde;o no oculto, aquilo que n&atilde;o podemos ver apenas imaginar os extratos que comp&otilde;e a capa superficial desse planeta. Podemos somente supor a exist&ecirc;ncia desse len&ccedil;ol fre&aacute;tico. A galeria antes este cubo dimensionado pela arquitetura familiar ganharia uma outra escala real pois fazendo parte do que a mant&eacute;m no espa&ccedil;o, a dimens&atilde;o planet&aacute;ria e hist&oacute;rica que no passado estava ali a flor da superf&iacute;cie, um olho d&#39;&aacute;gua a jorrar ininterruptamente esta  informa&ccedil;&atilde;o  foi confirmada pela pesquisa feita junto aos arquivos p&uacute;blicos da cidade . &nbsp;</p>    <p> A proposta sucumbiu frente as intemp&eacute;ries imprevistas do poder publico e do privado, na &aacute;rea negada pelo propriet&aacute;rio para a interven&ccedil;&atilde;o externa e na impossibilidade de perfura&ccedil;&atilde;o no solo da Galeria por tratar-se de espa&ccedil;o em vias de tombamento, por&eacute;m j&aacute; n&atilde;o haveria porque realiz&aacute;-lo diante da inexist&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o na paisagem. Diante do exposto devemos considerar a dificuldade do artista para lidar com as dimens&otilde;es da obra proposta, que no inicio, na sua origem est&aacute; na motiva&ccedil;&atilde;o palavra chave, que aparentemente ficou na impossibilidade de mover-se do individual para o coletivo, assim como surgiu na mente do artista, esta dimens&atilde;o intima que deveria chegar ate o outro para se tornar publica. Dependente  da capacidade do artista em convencer por meio de argumentos e atitudes deflagrando o que vamos chamar do desejar estar na a&ccedil;&atilde;o,  na transforma&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o coletivo. Tudo isso faz parte da obra, a motiva&ccedil;&atilde;o transformadora que faz migrar gestos e atividades banalizadas pelo cotidiano funcional para a dimens&atilde;o de um gesto transformador. &nbsp;</p>     <p><b>1.1 Uma hidrografia sentimental</b> &nbsp;</p>    <p> No que resultou ao final da jornada de idas e vindas deste projeto aproxima-se das praticas de reflorestamento empreendidas pelo governo e largamente propagadas por institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais a favor do meio ambiente. Se analisarmos as praticas elas tem como resultado os mesmos aspectos materiais.  A motiva&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi o que moveu o artista em busca de uma sa&iacute;da estrat&eacute;gica, de Entre Saudades e Guerrilha para uma outra configura&ccedil;&atilde;o que denominei Renascente, e todo este caminhar ate a fonte torna-se processo, ent&atilde;o faz parte da obra no jogo de tentativas e acertos,  mas n&atilde;o devemos esquecer que ele n&atilde;o chega ate ali sozinho, e isto j&aacute; torna coletiva esta constru&ccedil;&atilde;o de lugares,  surge da orienta&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o ao elemento gerador da vida neste planeta, a &aacute;gua sugerida no po&ccedil;o semi-artesiano que alimentaria as mudas e que aludia ao passado do lugar e nas conversas di&aacute;rias com sitiantes do seu circulo de  conviv&ecirc;ncia, que possuindo  as nascentes em suas propriedades, tornaram-se agentes ativos dentro da seguinte proposta: as mudas seriam transplantadas para quatro nascentes  em torno de cinq&uuml;enta metros a volta de cada uma delas, ha uma lei de recupera&ccedil;&atilde;o destas nascentes que praticamente obriga os propriet&aacute;rios a realizar este pequeno reflorestamento do em torno isso facilitou a negocia&ccedil;&atilde;o com os propriet&aacute;rios e os incluiu de forma efetiva na proposta.  Do primeiro ciclo da projeto nem tudo fora negado, o artista conseguiu junto a INCAPER as tr&ecirc;s mil e quinhentas mudas que transplantadas tiveram sua estadia na galeria durante todo o processo,  transformando o lugar em um ber&ccedil;&aacute;rio (<a href="#f4">Figura 4</a>).  V&aacute;rios volunt&aacute;rios foram cooptados pelo artista para os mutir&otilde;es que se seguiram durante os tr&ecirc;s meses antes da abertura da mostra. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a13f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; poss&iacute;vel construir mentalmente uma imagem destas quatro nascentes unidas numa mesma rede/art&eacute;rias comunicantes que apesar de distantes umas das outras a &aacute;gua que pela gravidade vai recortando esta cartografia mental busca suas depress&otilde;es, parece unir  num mesmo desenho estas tantas futuras arvores que seguras ao solo pelas ra&iacute;zes, tamb&eacute;m art&eacute;rias, estar&atilde;o logo unidas a todo o sistema.  Estamos aqui falando da imagina&ccedil;&atilde;o intima com a mat&eacute;ria, esta mesma de que fala Bachelard quando afirma em seu livro &quot;A &aacute;gua e os sonhos&quot;: &quot;No fundo da mat&eacute;ria cresce uma vegeta&ccedil;&atilde;o escura; na noite da mat&eacute;ria florescem flores negras. J&aacute; trazem seu terciopelo e a formula de seu perfume.&quot;  &nbsp;</p>    <p> Toda a simbologia por tr&aacute;s deste elemento, principalmente em se tratando de fontes  de &aacute;gua doce, pureza e purifica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o dois significados presentes.  &nbsp;</p>    <p> Renascente retoma a participa&ccedil;&atilde;o coletiva, que  flertava como proposta  em Entre Saudades e Guerrilha, ela torna-se aqui seu eixo principal, a contamina&ccedil;&atilde;o se da pela via verbal, o artista lutou por disseminar sua motiva&ccedil;&atilde;o entre aqueles que ouviram o seu pedido, esta contamina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o esta limitada apenas a angariar for&ccedil;as para a sua execu&ccedil;&atilde;o mas dar a ela a dimens&atilde;o do gesto criativo atrav&eacute;s da interlocu&ccedil;&atilde;o entre seus v&aacute;rios agentes, ai esta ela a motiva&ccedil;&atilde;o reescrevendo seu ciclo, a diferen&ccedil;a entre esta a&ccedil;&atilde;o migrando do gesto transformador dos entes  para um gesto transformador dos seres que outras formas de abordagem poderiam suscitar. Muito mais do que uma interven&ccedil;&atilde;o  na paisagem Renascente (<a href="#f5">Figura 5</a>) trata-se de uma interven&ccedil;&atilde;o no cotidiano das pessoas que lidam com o  em torno diariamente mas de forma a utiliz&aacute;-lo nas suas necessidades materiais, aqui se da a ruptura de como cada movimento que fazemos em dire&ccedil;&atilde;o a objetifica&ccedil;&atilde;o das coisas podem ser transfigurados a partir de um estado de consci&ecirc;ncia da dimens&atilde;o de todo sistema onde somos mais um dos fen&ocirc;menos a somar nestas conex&otilde;es, nas rela&ccedil;&otilde;es que formam a mat&eacute;ria desse planeta, em pensadores de sistema do grande sistema vivo que &eacute; este mundo. Assim podemos perceber como se amplia nossa percep&ccedil;&atilde;o e por conseguinte nossa no&ccedil;&atilde;o de lugar. Cada uma destas futuras arvores como parte de um sistema de trocas sazonais, ligadas a terra e ao c&eacute;u gerando vida compartilhada com aves e insetos  nos religando a esta teia. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a13f5.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A mem&oacute;ria da &aacute;gua, esse talvez seja o tema, a l&oacute;gica de tudo o que estamos vendo &agrave;  nossa volta, as plantas que Piatan Lube prop&ocirc;s como ligadura entre o humano e este elemento vital como determina&ccedil;&atilde;o de um lugar. A partir destes implantes, ao considerarmos quatros fontes, ent&atilde;o quatro lugares, prefiro afirmar que estes se fazem compor num mesmo lugar, a fonte onde floresce a origem dessa ideia. &nbsp;</p>    <p> T&atilde;o fluido quanto &aacute;gua &eacute; o pensamento, que &eacute; capaz de estruturar arquiteturas dentro de uma racionalidade previs&iacute;vel e, ao mesmo tempo, n&atilde;o se manter sempre no mesmo leito, assim como um rio vai encontrando os obst&aacute;culos com os quais redesenha sempre suas margens. &nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Conclus&atilde;o</b> &nbsp;</p>    <p> Vamos recordar a guerrilha que foi o in&iacute;cio desse projeto de resid&ecirc;ncia, que tinha t&atilde;o certo como meta a interfer&ecirc;ncia na paisagem de Viana. Assim como um rio, as &aacute;guas/pensamento foram alterando seu curso, encontrando outras vazantes. Na sala de v&iacute;deos, podemos flagrar estes instantes. Ali o processo da obra torna-se a obra em si, leito alterado, olhar deslocado da paisagem da sua forma convencional de horizonte para uma busca da intimidade de um olhar obl&iacute;quo sobre a superf&iacute;cie da &aacute;gua brotando da terra, num fluxo t&atilde;o singelo, mas potente o suficiente para alterar de forma irrevers&iacute;vel o entorno. Nessa mat&eacute;ria flui nossa experi&ecirc;ncia no inconsciente, recolhemos com cuidado na palma da m&atilde;o uma por&ccedil;&atilde;o dessas mem&oacute;rias quando encontramos com os propriet&aacute;rios destas terras na lida di&aacute;ria com esse elemento; reconfiguramos sua dimens&atilde;o simb&oacute;lica, agora no trato da terra na extens&atilde;o desses veios, na forma de uma art&eacute;ria que sustenta cada sitiante, sua fixa&ccedil;&atilde;o no lugar. Estas rela&ccedil;&otilde;es renascentes buscam dar &agrave; mem&oacute;ria o frescor das fontes. O ciclo prossegue, e as &aacute;guas encontram seus continentes dentro e fora das fam&iacute;lias ali reunidas; ent&atilde;o, &eacute; o afeto que se mostra produzindo sentidos, nomina seu lugar. As plantas ainda imberbes s&atilde;o fixadas ao solo na esperan&ccedil;a de que venham a fazer parte desses guardi&otilde;es num futuro, protetores daquela que os alimenta numa troca favor&aacute;vel que envolve a mem&oacute;ria dentro deste gesto eu te alimento, voc&ecirc; me alimenta, numa troca incessante de fluidos. A obra n&atilde;o trata do replantio destas &aacute;reas, mas do que nesta viv&ecirc;ncia transcende a fun&ccedil;&atilde;o destas futuras &aacute;rvores; o plantio real d&aacute;-se na troca entre os seres envolvidos na tarefa de juntos, mentalmente, constru&iacute;rem esta nova hidrografia sentimental, na rela&ccedil;&atilde;o com o espa&ccedil;o agora constitu&iacute;do em lugar constru&iacute;do no ciclo do habitar.&quot;  &nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;  </p>    <p> <b>Referencias</b> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Bachelard, Gast&oacute;n (2002) <i>El &aacute;gua y los sue&ntilde;os. </i> Madrid: Fondo de Cultura Econ&oacute;mica .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424620&pid=S1647-6158201300010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Duque, Felix (2001) <i>Arte publico y espacio pol&iacute;tico. </i> Madrid: Akal, S. A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424622&pid=S1647-6158201300010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Farah, Ivete (2008) <i>Po&eacute;ticas das arvores urbanas. </i> Rio de Janeiro: Mauad X : FAPERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424624&pid=S1647-6158201300010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Artigo completo recebido a 13 de janeiro e aprovado a 30 de janeiro de 2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:tigrejulio@gmail.com">tigrejulio@gmail.com</a> (Julio Cesar da Silva). </p>      ]]></body><back>
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