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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Obra cerâmica de João Carqueijeiro: Expressividade matérica evocadora de uma vitalidade primogénita]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-61582013000100015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-61582013000100015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-61582013000100015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Os materiais geológicos são a matéria-prima da cerâmica e os respectivos processos de transformação piroplástica são análogos aos fenómenos que originam as rochas ígneas. A relação entre geologia e cerâmica é uma relação umbilical e a cerâmica contemporânea tem reflectido esse facto em termos estéticos, como é o caso da obra cerâmica de João Carqueijeiro que este trabalho apresenta.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The geologic materials are the raw material of ceramics and its transformation into ceramic material by heat treatment is analogous to geological phenomena that create igneous rocks. Geology and ceramics has an umbilical relation and contemporary ceramics has reflected this fact in aesthetic terms, as it is the case of the ceramic work of João Carqueijeiro that this work presents.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b>    <br> </p>   	    <p><b>Obra cer&acirc;mica de Jo&atilde;o Carqueijeiro: Expressividade mat&eacute;rica evocadora de uma vitalidade primog&eacute;nita</b></p> 	    <p><b>Jo&atilde;o Carqueijeiro&#39;s ceramic art work: Physical expressivity that evokes a primal vitality</b></p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Teresa Almeida&#42;</b> & <b>Jo&atilde;o Cunha e Costa&#42;&#42;</b> 	    <p>&#42;Teresa Almeida: Portugal, artista visual. Licenciatura em Artes Pl&aacute;sticas Pintura, FBAUP. Master of Arts /Glass, University of Sunderland, UK e Doutoramento em Estudos de Arte, Universidade de Aveiro, Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o e Arte. Investigadora no i2ads, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o em Arte, Design e Sociedade, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e no VICARTE (Vidro e Cer&acirc;mica para as Artes) FCT/UNL. 	</p>    <p>&#42;&#42;Jo&atilde;o Cunha e Costa: Portugal, artista visual. Licenciatura em Design de Interiores pela ESAD e Mestrado em Escultura pela FBAUP. Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o I2ADS, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o em Arte, Design e Sociedade. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. 	</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a> 		</p>    <p>&nbsp; 		    <p>    <p>&nbsp; 		    <p><b>RESUMO</b>    <br>  Os materiais geol&oacute;gicos s&atilde;o a mat&eacute;ria-prima da cer&acirc;mica e os respectivos processos de transforma&ccedil;&atilde;o piropl&aacute;stica s&atilde;o an&aacute;logos aos fen&oacute;menos que originam as rochas &iacute;gneas. A rela&ccedil;&atilde;o entre geologia e cer&acirc;mica &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o umbilical e a cer&acirc;mica contempor&acirc;nea tem reflectido esse facto em termos est&eacute;ticos, como &eacute; o caso da obra cer&acirc;mica de Jo&atilde;o Carqueijeiro que este trabalho apresenta. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b> Jo&atilde;o Carqueijeiro, cer&acirc;mica, mat&eacute;ria e fenomenologia geol&oacute;gicas, car&aacute;cter est&eacute;tico. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  The geologic materials are the raw material of ceramics and its transformation into ceramic material by heat treatment is analogous to geological phenomena that create igneous rocks. Geology and ceramics has an umbilical relation and contemporary ceramics has reflected this fact in aesthetic terms, as it is the case of the ceramic work of Jo&atilde;o Carqueijeiro that this work presents.  </p>     <p><b>Keywords: </b> Jo&atilde;o Carqueijeiro, ceramics, geological materials and phenomena, aesthetic caracter. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b> </p>    <p> Este trabalho apresenta uma selec&ccedil;&atilde;o da obra cer&acirc;mica de Jo&atilde;o Carqueijeiro, que se destaca pela forte expressividade mat&eacute;rica (Vivas, 2011), evocadora da energia tel&uacute;rica contida nos materiais manipulados. A rela&ccedil;&atilde;o entre cer&acirc;mica e mat&eacute;ria geol&oacute;gica &eacute; salientada, promovendo assim, o questionamento dessa rela&ccedil;&atilde;o. &nbsp;</p>    <p> Jo&atilde;o Carqueijeiro nasceu em Angola em 1954 e conclui o Curso Superior de Desenho na Cooperativa &Aacute;rvore no Porto em 1982, sob orienta&ccedil;&atilde;o de S&aacute; Nogueira. O seu curr&iacute;culo &eacute; extenso e prestigioso (Carqueijeiro, 2013), tendo o seu trabalho ganho um lugar de destaque no panorama da escultura cer&acirc;mica portuguesa. &nbsp;</p>    <p> O trabalho cer&acirc;mico deste artista &eacute; marcado pela intens&atilde;o de potenciar, em termos est&eacute;ticos, a vitalidade de que t&atilde;o humilde mat&eacute;ria &eacute; portadora, A mat&eacute;ria cer&acirc;mica n&atilde;o &eacute;, neste caso, exclusivamente um meio de representa&ccedil;&atilde;o, que dever&aacute; recolher-se e quase anular-se debaixo dos significados projectados, pois referencia a sua origem e, sendo assim, referencia-se a si mesma. Material e representa&ccedil;&atilde;o coincidem, colocando o primeiro no centro da cena.  &nbsp;</p>    <p>&nbsp;  </p>    <p> <b>1. Constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade art&iacute;stica</b> &nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> V&aacute;rios factores participaram na constru&ccedil;&atilde;o da identidade do trabalho art&iacute;stico de Carqueijeiro. &nbsp;</p>    <p> Antes de mais a sua biografia com o seu in&iacute;cio de vida em &Aacute;frica, cuja viv&ecirc;ncia proporcionou a experiencia das imensid&otilde;es geogr&aacute;ficas, caracter&iacute;sticas da savana africana, vazias de sinais de presen&ccedil;a humana, mas habitadas e preenchidas pela natureza selvagem, sedutora e desafiante.  &nbsp;</p>    <p> Carqueijeiro iniciou a sua actividade art&iacute;stica no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 80, &eacute;poca em que se destacava o trabalho escult&oacute;rico de Alberto Carneiro (1937- ) no contexto da arte no Porto, que foi uma influ&ecirc;ncia marcante, nomeadamente, ao referenciar a sua experiencia pessoal da natureza e dos materiais como uma fonte essencial do seu trabalho (Melo, 1991). &nbsp;</p>    <p>  Ainda na mesma &eacute;poca, Carqueijeiro conhece e explora as pr&aacute;ticas cer&acirc;micas do Raku. Esta t&eacute;cnica de origem japonesa foi muito transformada pelo norte-americano Paul Soldner (1921-2011), que, no final da d&eacute;cada de 60, alargou as possibilidades expressivas envolvidas (Wall, 2003: 163). O enquadramento conceptual associado valoriza a informalidade, o &quot;acidente&quot; e um tipo de expressividade que tem a natureza como referencia n&atilde;o mim&eacute;tica, mas processual. &nbsp;</p>    <p> Refer&ecirc;ncia essencial &eacute; tamb&eacute;m o trabalho em cer&acirc;mica de Peter Voulkos (1924-2002) caracterizado pela espontaneidade do gesto e pelo informalismo conotado com os pintores da Abstrac&ccedil;&atilde;o Expressionista (Pr&eacute;aud e Gauthier, 1982 : 194). &nbsp;</p>    <p> O percurso do artista s&atilde;o essenciais para a defini&ccedil;&atilde;o da identidade &uacute;nica do seu trabalho e refiro a familiaridade com os materiais e com os respectivos processos de transforma&ccedil;&atilde;o, a sistem&aacute;tica atitude experimentalista, a ousadia que motivou a adop&ccedil;&atilde;o de escalas grandes, assim como, a forma como explorou a rela&ccedil;&atilde;o entre cer&acirc;mica e a geologia e cito o pr&oacute;prio: &nbsp;</p>     <blockquote><i>A mat&eacute;ria geol&oacute;gica, &eacute; de facto, um ponto de partida para pensar o meu trabalho. O pr&oacute;prio material &eacute; por si uma refer&ecirc;ncia predominante do que s&atilde;o os resultados finais e de uma forma mais alargada, referencia o solo e a geografia que se habita. O facto do pr&oacute;prio material ser a refer&ecirc;ncia essencial tr&aacute;s o processo de realiza&ccedil;&atilde;o para o centro do processo criativo</i> (Carqueijeiro, 2011). </blockquote>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. A mat&eacute;ria e a fenomenologia geol&oacute;gicas como refer&ecirc;ncia est&eacute;tica</b> &nbsp;</p>    <p> J&aacute; em 1987, uma das pe&ccedil;as que Carqueijeiro apresenta no &acirc;mbito do Symposium Internacional de Cer&acirc;mica de Alcoba&ccedil;a (<a href="#f1">Figura 1</a>), referencia os processos de estratifica&ccedil;&atilde;o geol&oacute;gica, de forma clara, demonstrando a direc&ccedil;&atilde;o que o seu trabalho tomava. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a15f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Carqueijeiro, que se deixava encantar pelas pedras que recolhia nos seus passeios a p&eacute;, por intui&ccedil;&atilde;o, experimentou submet&ecirc;-las a cozeduras de alta temperatura. Come&ccedil;ou a olhar para os materiais geol&oacute;gicos que o rodeavam enquanto possibilidades cer&acirc;micas e descobre empiricamente o expressivo comportamento piropl&aacute;stico da ard&oacute;sia, ou o mais problem&aacute;tico comportamento do granito. O autor trabalhava no concelho de Gondomar onde estes materiais geol&oacute;gicos s&atilde;o abundantes. Proporcionou-se um frutuoso cruzamento entre a pr&aacute;ctica profissional e o espa&ccedil;o que se habita, transformando significativamente, a pr&aacute;ctica profissional. &nbsp;</p>    <p> No final dos anos 80 e in&iacute;cio dos 90 ensaia a combina&ccedil;&atilde;o destes materiais com as pastas cer&acirc;micas (<a href="#f2">Figura 2</a> e <a href="#f3">Figura 3</a>). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a15f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a15f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Foi o comportamento piropl&aacute;stico da ard&oacute;sia e n&atilde;o o do granito, que o interessou mais, tornando-se naturalmente, numa das marcas mais fortes do trabalho deste artista (Pernes, 1991), pela forma como configurou boas respostas &agrave;s suas intens&otilde;es e ao desenvolvimento do que j&aacute; era a sua caracter&iacute;stica linguagem pl&aacute;stica. Este material apresenta uma expressividade que nos espanta, enquanto afirma&ccedil;&atilde;o de vitalismo (Costa, Almeida & Gomes, 2012).  &nbsp;</p>    <p>  Para al&eacute;m, da sua combina&ccedil;&atilde;o com pastas cer&acirc;micas de diferentes cores, outras possibilidades foram sendo exploradas com bons resultados expressivos como demonstra a <a href="#f4">Figura 4</a>. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a15f4.jpg"></a>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> Nesta pe&ccedil;a, a ard&oacute;sia depois de ser piroexpandida foi serrada no seu topo e trabalhada, ficando exposta a sua massa interior, que &eacute; de caracter&iacute;sticas muito diferentes da sua pele exterior. O interior &eacute; caracterizado pelo cora&ccedil;&atilde;o preto e pela estrutura esponjosa, enquanto a pele &eacute; uma camada resistente de mat&eacute;ria vitrificada de cor ferrosa. O estriado com que foi marcada a superficie que resultou do corte encontra alguma correspondencia na restante textura da ard&oacute;sia piroexpandida, proporcionando-se um contraste de superf&iacute;cies bem articulado com a pr&oacute;pria forma. &nbsp;</p>    <p> Por outro lado, o p&eacute; da pe&ccedil;a &eacute; um bloco de ard&oacute;sia, associando o material original e o material transformado. O bloco de ard&oacute;sia n&atilde;o tem aqui uma fun&ccedil;&atilde;o eminentemente utilit&aacute;ria como suporte para ard&oacute;sia piroexpandida, o que &eacute; confirmado pelas irregularidades e marcas que apresenta. Assim, assume-se como presen&ccedil;a expressiva de caracter simb&oacute;lico, pois &eacute; nesses termos que os dois materiais est&atilde;o aqui associados. &nbsp;</p>    <p> &quot;Deambulat&oacute;rio&quot; (<a href="#f5">Figura 5</a>), que foi apresentada na XIV Bienal de Cerveira em 2007, &eacute; a obra deste artista onde a referencia &agrave; mat&eacute;ria e &agrave; fenomenologia geol&oacute;gica ganha uma maior densidade e plenitude. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a15f5.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Esta obra composta por sete pe&ccedil;as, de configura&ccedil;&atilde;o tot&eacute;mica, referencia claramente os materiais geol&oacute;gicos e v&aacute;rios tipos de fen&oacute;menos deste teor.  &nbsp;</p>    <p> As partes em cer&acirc;mica de pastas de diferentes cores parecem resultar de fen&oacute;menos geol&oacute;gicos de caracter cicl&iacute;co, como s&atilde;o a sedimenta&ccedil;&atilde;o e compacta&ccedil;&atilde;o de diferentes materiais, como se expressassem a varia&ccedil;&atilde;o dos anos e a sua passagem, tal como acontece com a ard&oacute;sia. Mas a sua forma c&oacute;nica e a sua colora&ccedil;&atilde;o por finas camadas irregulares de contrastes fortes, indiciam o movimento de rota&ccedil;&atilde;o em simult&acirc;neo com o movimento de atrac&ccedil;&atilde;o ao centro, como a sua origem.  &nbsp;</p>    <p> A ard&oacute;sia piroexpandida, cuja express&atilde;o aproxima-se da do magma arrefecido, reflectindo as temperaturas elevadas a que foi submetida, refere o vulcanismo (<a href="#f6">Figura 6</a>). Ao ser colocada ao centro entre os dois referidos elementos, parece ser o resultado da press&atilde;o excessiva, exercida pelos referidos elementos de cer&acirc;mica e pela for&ccedil;a que tamb&eacute;m os pressiona. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/est/v4n7/4n7a15f6.jpg"></a>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> No centro da pe&ccedil;a, a mat&eacute;ria extravasa e ganha o caracter da informalidade dispersante e libertadora da energia contida, em contraste com as partes superior e inferior, onde a mat&eacute;ria est&aacute; fortemente aglutinada em torno do eixo vertical e confluindo para o centro. A ard&oacute;sia piroexpandida torna-se o foco visual desta pe&ccedil;a pela sua posi&ccedil;&atilde;o, pelas suas caracter&iacute;sticas, mas tamb&eacute;m pela sua conjuga&ccedil;&atilde;o com os restantes elementos, pois asume-se como o fulcro congregador e desagragador da energia de caracter f&iacute;sico que esta pe&ccedil;a evoca de forma muito efectiva. Poderiamos chamar-lhe v&oacute;rtice.  &nbsp;</p>    <p> A sua escala, claramente superior &agrave; escala humana com o seu topo superior a 2.70 metros de altura, amplia a potencia expressiva, superando-nos em termos simb&oacute;licos. &nbsp;</p>    <p> Sem pretender ser mim&eacute;tica, parece referir-se ao nosso planeta, enquanto geodin&acirc;mica o que &eacute; refor&ccedil;ado pela sua coloca&ccedil;&atilde;o em suspen&ccedil;&atilde;o, que lhe confere uma qualidade de autonomia din&acirc;mica liberta da for&ccedil;a da gravidade. Refere-se ao fen&oacute;meno geol&oacute;gico como algo de actuante, vivo. &nbsp;</p>    <p> A multiplica&ccedil;&atilde;o por sete desta forma e a sua distribui&ccedil;&atilde;o pelo espa&ccedil;o, aumenta exponencialmente a dimens&atilde;o da obra, configurando-se como um teatro onde se representa um sistema de corpos celestes em permanente movimento e interligados entre si.  &nbsp;</p>    <p> Esta obra foi titulada. O t&iacute;tulo, <i>Deambulat&oacute;rio</i>, apresenta-se como um convite para caminharmos &agrave; volta e entre as pe&ccedil;as, concretizando, assim o movimento que estas sugerem. &nbsp;</p>    <p> Carqueijeiro continua a explorar outras possibilidades expressivas da ard&oacute;sia piroexpandida, nomeadamente, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de vidrados e engobes, assim como, de inclus&otilde;es de pastas cer&acirc;micas, Esperamos para breve a apresenta&ccedil;&atilde;o de obras que reflictam estas novas direc&ccedil;&otilde;es. &nbsp;</p>    <p>&nbsp;  </p>    <p> <b>Conclus&otilde;es </b> &nbsp;</p>    <p> Os materiais geol&oacute;gicos s&atilde;o a mat&eacute;ria-prima da cer&acirc;mica e a sua transforma&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria cer&acirc;mica por tratamento t&eacute;rmico &eacute; an&aacute;logo aos fen&oacute;menos geol&oacute;gicos que originam as rochas &iacute;gneas.  &nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A casualidade dos fen&oacute;menos geol&oacute;gicos encontra paralelismo na teleol&oacute;gica interven&ccedil;&atilde;o humana no que diz respeito &agrave; mat&eacute;ria e aos processos. Em vez de rochas de caracter informal temos objectos de caracter utilit&aacute;rio e/ou simb&oacute;lico, com caracter&iacute;sticas formais definidas adequadamente aos seus fins. &nbsp;</p>    <p> Estes dois termos, rocha e objecto, contrap&otilde;em-se e parece que se excluem mutuamente, no &acirc;mbito da dicotomia natureza e cultura. O trabalho de Carqueijeiro baralha os dois termos, questionando a referida dicotomia. N&atilde;o s&atilde;o imagens da natureza, mas s&atilde;o os seus processos. Mais do que parecer, pretendem ser como a natureza. Mais do que o seu dom&iacute;nio, &eacute; a consci&ecirc;ncia desta, o que &eacute; posto em perspectiva. &nbsp;</p>    <p> A utiliza&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria e da fenomenologia geol&oacute;gicas como refer&ecirc;ncia est&eacute;tica no &acirc;mbito da produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica cer&acirc;mica, religa a cer&acirc;mica &agrave; sua origem, afirmando e questionando a sua natureza. &nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias</b> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Carqueijeiro, Jo&atilde;o (2011); Entrevista realizada a Jo&atilde;o Carqueijeiro por Jo&atilde;o C. Costa em 28-9-2011, n&atilde;o publicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424806&pid=S1647-6158201300010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Costa, Jo&atilde;o C.; Almeida, Teresa; Gomes, Celso S. F. (2012) ; <i>Uma rela&ccedil;&atilde;o operacional entre Arte e Ci&ecirc;ncia: As rochas xistosas piroexpandidas</i>; Actas da ARTECH 2012, 6th International Conference on Digital Arts, decorrido em 8 e 9 de Novembro de 2012 em Faro. (Costa, Almeida e Gomes, 2012) &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424808&pid=S1647-6158201300010001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Flickr (2011a) <i>Galeria de Jo&atilde;o Carqueijeiro</i> &#91;Consult. 2012 1 13&#93; Fotografia. Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6039982101/" target="_blank"> http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6039982101/</a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424810&pid=S1647-6158201300010001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Flickr, (2011b) <i>Galeria de Jo&atilde;o Carqueijeiro</i> &#91;Consult. 2012 1 13&#93;, fotografia dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6039981843/" target="_blank"> http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6039981843/</a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424812&pid=S1647-6158201300010001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Flickr, (2011c) <i>Galeria de Jo&atilde;o Carqueijeiro</i> &#91;Consult. 2012 1 13&#93;, fotografia dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6043773997/" target="_blank"> http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6043773997/</a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424814&pid=S1647-6158201300010001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Flickr, (2011d) <i>Galeria de Jo&atilde;o Carqueijeiro</i> &#91;Consult. 2012 1 13&#93;, fotografia dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6044325034/" target="_blank"> http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6044325034/</a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424816&pid=S1647-6158201300010001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Flickr, (2011e) <i>Galeria de Jo&atilde;o Carqueijeiro</i> &#91;Consult. 2012 1 13&#93;, fotografia dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6060134367/" target="_blank"> http://www.flickr.com/photos/joaocarqueijeiro/6060134367/</a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424818&pid=S1647-6158201300010001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> <i>Jo&atilde;o Carqueijeiro; Curriculo</i>;, &#91;Consult. 2013 1 13&#93;, dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.joaocarqueijeiro.com/artista.html" target="_blank"> http://www.joaocarqueijeiro.com/artista.html </a>  &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424820&pid=S1647-6158201300010001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Melo, Alexandre (2003) in cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o na Porta 33 e no Museu de Arte Contempor&acirc;nea do Funchal, <i>Alberto Carneiro</i>, ed. Ass&iacute;rio & Alvim, Lisboa, Maio de 2003; &#91;Consult. 2013 1 13&#93;, dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.porta33.com/old/exposicoes/ac/tcatp.html" target="_blank"> http://www.porta33.com/old/exposicoes/ac/tcatp.html </a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424822&pid=S1647-6158201300010001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Pernes, Fernando (1991) <i>Jo&atilde;o Carqueijeiro &#8211;  Obra Cer&acirc;mica; </i> &#91;Consult. 2013 1 13&#93;, dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.joaocarqueijeiro.com/obra-ceracircmica.html" target="_blank"> http://www.joaocarqueijeiro.com/obra-ceracircmica.html</a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424824&pid=S1647-6158201300010001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Pr&eacute;aud, Tamara; Gauthier, Serge (1982) <i>La ceramique: Art du si&eacute;cle XX</i>, Freibourg, Office du Livre SA. 194 &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424826&pid=S1647-6158201300010001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Vivas, Ant&oacute;nio (2011) &quot;Escultura cer&acirc;mica Hoje &#8211; 5 Autores Portugueses.&quot;; in <i>Revista Cer&acirc;mica, </i> n. 121, Madrid; apud &#91;Consult. 2013-1-13&#93;, dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://sofiabeca.blogspot.pt/2011/07/escultura-ceramica-hoje-5-autores.html" target="_blank"> http://sofiabeca.blogspot.pt/2011/07/escultura-ceramica-hoje-5-autores.html </a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424828&pid=S1647-6158201300010001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p> Wall, Edmund de (2003) <i>20th century ceramics</i>; col. World of art, London, Thames and Hudson, 163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1424830&pid=S1647-6158201300010001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 13 de janeiro e aprovado a 30 de janeiro de 2013.</p> 	    <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="mailto:talmeida@fba.up.pt ">talmeida@fba.up.pt</a> (Teresa Almeida). </p>      ]]></body><back>
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