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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lívio Abramo: anotações sobre vida e obra]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Brazilian Lívio Abramo legacy is an immense and rich work, especially in woodcut, and has influenced a generation of Brazilian artists. Self-taught, Lívio had German expressionism as reference, dedicating to the theme of the suburbs of São Paulo and other social issues, and afterwords following his own path, developing and perfecting a personal language.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>DOSSIER EDITORIAL</b>    <br> </p>     <p align="right"><b>EDITORIAL SECTION</b>    <br> </p>  	    <p><b>L&iacute;vio Abramo: anota&ccedil;&otilde;es sobre vida e obra</b> 	</p>    <p><b>L&iacute;vio Abramo: notes of life and work</b> 		</p>    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Maristela Salvatori&#42;</b> 	    <p>&#42;Conselho editorial; Instituto das Artes, Universidade Federal de Rio Grande do Sul, Brasil. 	</p>    <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b>    <br>O brasileiro L&iacute;vio Abramo deixou uma imensa e rica obra, especialmente em xilogravura, e influenciou toda uma gera&ccedil;&atilde;o de artistas brasileiros. Autodidata, teve o expressionismo alem&atilde;o como forte refer&ecirc;ncia, dedicando-se inicialmente &agrave; tem&aacute;tica dos sub&uacute;rbios de S&atilde;o Paulo e temas sociais, posteriormente buscou caminhos pr&oacute;prios, desenvolvendo e aperfei&ccedil;oando uma linguagem pessoal. 	</p>    <p><b>Palavras-chave: </b> gravura, L&iacute;vio Abramo, arte brasileira 		</p>    <p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>ABSTRACT</b>    <br>The Brazilian L&iacute;vio Abramo legacy is an immense and rich work, especially in woodcut, and has influenced a generation of Brazilian artists. Self-taught, L&iacute;vio had German expressionism as reference, dedicating to the theme of the suburbs of S&atilde;o Paulo and other social issues, and afterwords following his own path, developing and perfecting a personal language. 	</p>    <p><b>Keywords: </b> printmaking, L&iacute;vio Abramo, brazilian art 		</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> Artista seminal na arte brasileira, L&iacute;vio Abramo impulsionou o desenvolvimento da gravura de arte no pa&iacute;s. Paulista e autodidata, teve o expressionismo alem&atilde;o como forte refer&ecirc;ncia, dedicando-se inicialmente &agrave; tem&aacute;tica dos sub&uacute;rbios de S&atilde;o Paulo e temas sociais, paulatinamente elaborou novas formas ao manifestar suas diferentes viv&ecirc;ncias. Desempenhando em S&atilde;o Paulo um papel semelhante ao de Goeldi no Rio de Janeiro, L&iacute;vio, al&eacute;m de deixar uma imensa e rica obra, sobretudo em xilogravura, influenciou toda uma importante gera&ccedil;&atilde;o de artistas. &nbsp;</p>    <p> No territ&oacute;rio brasileiro as express&otilde;es gr&aacute;ficas apresentaram um desenvolvimento tardio por conta da proibi&ccedil;&atilde;o da imprensa at&eacute; 1808, ano da chegada da Fam&iacute;lia Real, e instala&ccedil;&atilde;o, no Rio de Janeiro, da Imprensa R&eacute;gia, marcando o in&iacute;cio oficial da tipografia nesta col&ocirc;nia do al&eacute;m-mar. Ap&oacute;s experi&ecirc;ncias pioneiras e isoladas, a gravura de arte propriamente dita come&ccedil;a a ser difundida no Brasil a partir do trabalho de artistas como Carlos Oswald (1882-1969), Oswaldo Goeldi (1895-1961) e L&iacute;vio Abramo (1903-1992), o foco deste estudo. &nbsp;</p>    <p> Nascido em Araraquara, S&atilde;o Paulo em 1903, oriundo de fam&iacute;lia de imigrantes, liberal por parte de pai e anarquista por parte de m&atilde;e, L&iacute;vio Abramo cresceu apreciando cl&aacute;ssicos da literatura, panfletos e jornais clandestinos. Desenvolveu um esp&iacute;rito internacionalista e uma &quot;atitude inconformada ante os fatos sociais que o induziram &agrave; luta sindical e &agrave; atividade pol&iacute;tica&quot; (Abramo, 1976: 34). &nbsp;</p>    <p> Na sua juventude sofreu as consequ&ecirc;ncias da crise econ&ocirc;mica que iniciou no final dos anos 20 e estourou em 30. Sua ambi&ccedil;&atilde;o de ser arquiteto, foi frustrada pelas dificuldades financeiras. Buscando trabalho, deparou um dia, pelos anos 20, com uma exposi&ccedil;&atilde;o de gravuras expressionistas alem&atilde;s. Ficou fortemente impressionado com as imagens de K&auml;the Kollwitz, Lyonel Feininger, Schmidt-Rottluff, Erich Heckel, Emil Nolde, Barlach, Kirchner... at&eacute; ent&atilde;o seus desconhecidos. Segundo L&iacute;vio, esta arte: &quot;cheia de gritos de cor, c&oacute;lera, de paix&atilde;o, expressavam a mesma revolta humana, a mesma &acirc;nsia de renova&ccedil;&atilde;o que eu provava e que ressoou em minha consci&ecirc;ncia e em meus sentidos. Era essa a forma de express&atilde;o art&iacute;stica que eu procurava definir para mim mesmo&quot; (Abramo, 1983: 7). Seu gosto pela gravura j&aacute; havia despontado cedo, na admira&ccedil;&atilde;o de vinhetas xilogr&aacute;ficas que ilustravam os poemas de um cl&aacute;ssico italiano, mas o encontro com estes expressionistas foi uma revela&ccedil;&atilde;o. Nesta &eacute;poca conhece o tropicalismo de Tarsila do Amaral e tamb&eacute;m o trabalho de Osvaldo Goeldi que se popularizava atrav&eacute;s de publica&ccedil;&atilde;o semanal n&#39;O Jornal&#39;. &nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Primeiras Imagens</b> &nbsp;</p>    <p> Realizou suas primeiras gravuras em 1926, aos 23 anos, usando inicialmente gilete e goiva de entalhe, e sem qualquer orienta&ccedil;&atilde;o. Pouco depois conseguiu equipamentos mais adequados. Autodidata por falta de op&ccedil;&atilde;o, L&iacute;vio mais tarde contou com o assessoramento de Goeldi. As influ&ecirc;ncias, ora de Lasar Segall (1891-1957), ora da antropofagia e de formas tropicais, exuberantes e cheias de vida, se fazem sentir nas suas primeiras obras. &nbsp;</p>    <p> Vivia em S&atilde;o Paulo, atuava como pintor de pain&eacute;is comerciais e ilustrador. Em 1931 iniciou sua carreira como jornalista no <i>Di&aacute;rio da Noite</i>, inicialmente como chargista, mas considerado excessivamente cr&iacute;tico foi deslocado para outras fun&ccedil;&otilde;es. A postura cr&iacute;tica marcou toda a sua vida, foi um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas de S&atilde;o Paulo, militou no Partido Comunista at&eacute; 1932 quando foi expulso acusado de trotskismo, participou do movimento socialista e trotskista de 32 &agrave; 35.  &nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Suas primeiras s&eacute;ries de gravuras t&ecirc;m como inspira&ccedil;&atilde;o a luta contra o fascismo, greves, brigadas internacionais. Estes acontecimentos se revestiam de formas e s&iacute;mbolos. Depois aparece a recria&ccedil;&atilde;o da vida e costumes populares, com seus dramas e necessidades, destacando-se <i>Oper&aacute;rio</i> (1933), <i>Vila Oper&aacute;ria</i> (1935), <i>Meninas de F&aacute;brica</i> (1935) e <i>Espanha</i> (1935/8). O Brasil vivia os dif&iacute;ceis anos de 34, 35, do Estado Novo. A significativa conota&ccedil;&atilde;o de protesto social destas imagens n&atilde;o suplantou seu valor art&iacute;stico, conforme Teixeira Leite: &quot;essas gravuras, despidas j&aacute; de sua circunst&acirc;ncia, resistem como obras de arte, merc&ecirc; de uma for&ccedil;a expressiva que os anos s&oacute; parecem ter sublinhado&quot; (Leite, 1974: 27). &nbsp;</p>    <p> Para L&iacute;vio o expressionismo, mais que um estilo, &eacute; um modo de sentir pr&oacute;prio dos momentos de profunda crise. A ang&uacute;stia humana &eacute; revelada em todos os momentos da hist&oacute;ria da arte, e teve sempre &quot;a mesma forma de manifesta&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel: a express&atilde;o forte e dram&aacute;tica dos sentimentos humanos&quot;. Homem e natureza s&atilde;o suas eternas fontes de inspira&ccedil;&atilde;o (Abramo, 1983: 8). &nbsp;</p>    <p> Utilizando fortes contrastes, os trabalhos apresentam forte carga dram&aacute;tica. Gradualmente a tem&aacute;tica diversifica-se, aparecendo paisagens e tem&aacute;ticas folcl&oacute;rica exibindo uma explora&ccedil;&atilde;o maior no ritmo e movimento de linhas paralelas e cruzadas, perdendo um tanto da dramaticidade que o caracterizava.  &nbsp;</p>    <p> Com a derrota da Espanha, Pol&ocirc;nia e Fran&ccedil;a, esfacela-se o sonho de sua gera&ccedil;&atilde;o deixando em seu lugar sensa&ccedil;&atilde;o de vazio. L&iacute;vio relevaria a atividade art&iacute;stica at&eacute; 47, dedicando-se &agrave; atividade pol&iacute;tica (Beccari, 1983: 16-8). &nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maturidade</b> &nbsp;</p>    <p> Ao t&eacute;rmino da Guerra Civil Espanhola o trabalho de L&iacute;vio Abramo modifica-se. Recebeu a proposta de ilustra&ccedil;&atilde;o para o livro Pelo Sert&atilde;o, de Affonso Arinos. Para realiza&ccedil;&atilde;o destas imagens buscou refer&ecirc;ncias iconogr&aacute;ficas da regi&atilde;o e &eacute;poca. Sentiu que o expressionismo n&atilde;o proporcionaria a aura que desejava &agrave;s imagens. Percebeu que o Brasil apresentava outras solu&ccedil;&otilde;es formais. L&iacute;vio come&ccedil;ou a explorar o corte com diferentes instrumentos, na madeira de topo, procurando uma forma mais despojada, de s&iacute;ntese e estiliza&ccedil;&atilde;o. Entre 46 e 47 iniciou a s&eacute;rie Pelo Sert&atilde;o, realizou dezenas de xilogravuras e in&uacute;meras vinhetas, onde procurou mudar sua linguagem (Beccari, 1983: 18). &nbsp;</p>    <p> Para Radha Abramo, sua arte floresce com a utiliza&ccedil;&atilde;o de novos instrumentos, aparecendo a elabora&ccedil;&atilde;o de formas abstratas na constru&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o. Com uma vis&atilde;o intimista L&iacute;vio procura &quot;entender a paisagem brasileira. Troca a agressividade da goiva sobre a madeira pela docilidade do lin&oacute;leo e abandona o expressionismo para gravar horizontes paulistas, com tra&ccedil;os livres. (...) Apropria-se da linha essencial da natureza&quot; (Abramo, 1983: 35). &nbsp;</p>    <p> Em 1948 se muda para o Rio de Janeiro, onde vai trabalhar n&#39;O Jornal&#39;. Atrav&eacute;s de Bruno Giorgi, L&iacute;vio conhece a macumba e torna-se ass&iacute;duo frequentador. Desenha incessantemente buscando captar &quot;o movimento da dan&ccedil;a sincr&eacute;tica brasileira&quot;. Transp&otilde;e o ritmo musical para seus trabalhos. &quot;A dramaticidade dos contrastes do Rio, cidade/favela (...) s&atilde;o o suporte para pesquisa da linha&quot; (Abramo, 1983: 35). Grava as primeiras imagens da s&eacute;rie Rio (51). Sua modifica&ccedil;&atilde;o &eacute; cada vez mais acentuada, no contato com tipos populares e espet&aacute;culos religiosos, o ritmo ganha for&ccedil;a em seu trabalho desdobrando-se em &quot;varia&ccedil;&otilde;es formais, dosadas no impulso vital que as produziu, para o enquadramento das composi&ccedil;&otilde;es, na contens&atilde;o silenciosa da madeira escavada&quot;, depurada &quot;at&eacute; o abstrato, na limpeza extrema em que a forma se contrai a ritmos e linhas&quot; (Ferraz, 1983: 32). &nbsp;</p>    <p> No panorama nacional h&aacute; grande a pol&ecirc;mica pr&oacute; e contra o abstracionismo. O concretismo trazido por Max Bill na primeira Bienal de S&atilde;o Paulo influencia in&uacute;meros artistas. L&iacute;vio Abramo segue sua pesquisa po&eacute;tica, de forma independente. Como observa S&eacute;rgio Milliet, 1951 &eacute; um ano marcante em seu trabalho, L&iacute;vio &quot;chega &agrave; abstra&ccedil;&atilde;o sem preocupar-se, por&eacute;m, em abolir o tema: sua arte agora afirma-se em toda sua plenitude.&quot; (Milliet, Apud Barata et. al.: 19). &nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Com a s&eacute;rie feita para o livro Pelo Sert&atilde;o L&iacute;vio conquistou, no Sal&atilde;o Nacional de Belas Artes de 1951, o pr&ecirc;mio Viagem ao Exterior. Vai &agrave; Europa, fica dois anos viajando e desenhando intensamente, frequenta o Atelier 17, em Paris. As ros&aacute;ceas das catedrais g&oacute;ticas deixam a marca de seu impacto nas obras posteriores. No retorno ao Brasil, em 53, volta a residir em S&atilde;o Paulo e a trabalhar no &#39;Di&aacute;rio da Noite&#39;. Na s&eacute;rie Rio, os movimentos ganham verticalidade, as luzes s&atilde;o enfatizadas. Realiza a s&eacute;rie Festas (54), baseada nos fogos de artif&iacute;cio das festas de S&atilde;o Jo&atilde;o. Leciona gravura no Museu de Arte Moderna. Com forte car&aacute;ter de alegria e de lirismo, a s&eacute;rie Rio lhe proporcionou o pr&ecirc;mio de <i>Melhor Gravador Nacional</i> na II Bienal de S&atilde;o Paulo, em 1953. &nbsp;</p>    <p> Em 56 faz mostra individual no Paraguai, e em 57 abre, em Assun&ccedil;&atilde;o, o &#39;Taller de Grabado Juli&aacute;n la Herrer&iacute;a&#39;. &Eacute; agora motivado pela paisagem social da Am&eacute;rica Indo-Hisp&acirc;nica que ele encontra no Paraguai. A s&eacute;rie Paraguai (57) evoca em sua trama as rendas daquele pa&iacute;s, aparecem estruturas sim&eacute;tricas e elementos sintetizados. Aparecem as chuvas paraguaias em toda sua viol&ecirc;ncia, a calmaria dos povoados missioneiros, suas pra&ccedil;as e casas ganham linhas e ritmos que abstraem a tem&aacute;tica. &nbsp;</p>    <p> Segundo Radha Abramo:     <blockquote><i>O artesanato paraguaio, como o &ntilde;anduti, a natureza e a arte &iacute;ndio-espanhola acrescentam uma nova dimens&atilde;o &agrave; sua linguagem. O tra&ccedil;o livre e essencial da forma j&aacute; se move em espa&ccedil;os amplos e abertos. E traduz a vis&atilde;o do distanciamento do autor, debru&ccedil;ado na janela do mundo, ainda tentando agarrar a realidade com suas m&atilde;os po&eacute;ticas</i> (Abramo, 1983: 36).</blockquote> &nbsp;</p>    <p> L&iacute;vio afirmou n&atilde;o ter pretendido fazer &#39;paisagens&#39;, mas sim interpretar a significa&ccedil;&atilde;o e a problem&aacute;tica da natureza, com a for&ccedil;a dos sentimentos que ela lhe desperta, conforme suas palavras: &quot;quanto mais ela est&aacute; de acordo com minha pr&oacute;pria natureza, mais rapidamente surge a interpreta&ccedil;&atilde;o visual. Pr&aacute; mim... esta realidade adquire um car&aacute;ter verdadeiramente m&aacute;gico, sobrenatural e metaf&iacute;sico&quot; (Abramo Apud Neistein, 1983: 12).  &nbsp;</p>    <p> Em 60 abre, em S&atilde;o Paulo, o Est&uacute;dio Gravura, juntamente com Maria Bonomi (1935), sua ex-aluna. Migra para Assun&ccedil;&atilde;o em 62, e a partir desta data dirige o setor de Artes Pl&aacute;sticas e Visuais da Miss&atilde;o Cultural Brasileira no Paraguai. Atua como jornalista at&eacute; 65, quando se aposenta. Em suas &uacute;ltimas d&eacute;cadas de vida criou muitas imagens em litografia. Morreu em Assun&ccedil;&atilde;o, Paraguai, em 1992. &nbsp;</p>    <p> Apresentando uma postura moderna, L&iacute;vio Abramo buscou caminhos pr&oacute;prios, desenvolvendo e aperfei&ccedil;oando uma linguagem pessoal. Sua contribui&ccedil;&atilde;o, como professor e artista, foi fundamental para o desenvolvimento da gravura de arte no Brasil. &nbsp;</p>    <p>&nbsp;  </p>    <p> <b>Refer&ecirc;ncias</b> </p>    <!-- ref --><p> Abramo, L&iacute;vio (1983) <i>L&iacute;vio Abramo &#8211; Xilogravuras</i>. S. Paulo: Centro Cultural de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426561&pid=S1647-6158201300010003600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Abramo, L&iacute;vio (1976) <i>Retrospectiva</i>, 1976. Funda&ccedil;&atilde;o Bienal de S&atilde;o Paulo. Cat&aacute;logo. S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426563&pid=S1647-6158201300010003600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Abramo, Radha (1976) &quot;L&iacute;vio, a pesquisa e a criatividade.&quot; In <i>L&iacute;vio Abramo: Retrospectiva. </i> Cat&aacute;logo. Funda&ccedil;&atilde;o Bienal de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426565&pid=S1647-6158201300010003600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Acha, Juan (1989) Nuestra Realidad Estetica. S&atilde;o Paulo: Apostila de curso no MAC/USP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426567&pid=S1647-6158201300010003600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Beccari, Vera d&#39;Horta (1983) &quot;A busca de uma nova linguagem para a gravura.&quot; In <i>L&iacute;vio Abramo &#8211; Xilogravuras.</i> S&atilde;o Paulo: Centro Cultural de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426569&pid=S1647-6158201300010003600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Costella, Antonio (1984) <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Gravura e Hist&oacute;ria da Xilogravura.</i> Campos do Jord&atilde;o: Mantiqueira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426571&pid=S1647-6158201300010003600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Dasilva, Orlando (1976) <i>A Arte Maior da Gravura.</i> S&atilde;o Paulo: Espade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426573&pid=S1647-6158201300010003600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Ferraz, Geraldo (1976) &quot;L&iacute;vio Abramo&quot; In: <i>L&iacute;vio Abramo: Retrospectiva, 1976.</i> Funda&ccedil;&atilde;o Bienal de S&atilde;o Paulo. Cat&aacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426575&pid=S1647-6158201300010003600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Ferraz, Geraldo (1983) &quot;L&iacute;vio Abramo: Xilogravuras.&quot; In </i>L&iacute;vio Abramo &#8211; Xilogravuras.</i> S&atilde;o Paulo: Centro Cultural de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426577&pid=S1647-6158201300010003600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Leite, Jos&eacute; R. Teixeira (1974) &quot;De Goeldi ao Abstracionismo.&quot; In <i>Mostra da Gravura Brasileira. </i> S&atilde;o Paulo: Funda&ccedil;&atilde;o Bienal de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426579&pid=S1647-6158201300010003600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Neistein, Jos&eacute; (1983) &quot;Quarenta anos de gravuras e desenhos&quot; In <i>L&iacute;vio Abramo &#8211; Xilogravuras.</i> S&atilde;o Paulo: Centro Cultural de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426581&pid=S1647-6158201300010003600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Ostrower, Fayga (1983) &quot;Homenagem a L&iacute;vio Abramo.&quot; In <i>L&iacute;vio Abramo &#8211; Xilogravuras.</i> S&atilde;o Paulo: Centro Cultural de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426583&pid=S1647-6158201300010003600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  &nbsp;</p>    <!-- ref --><p> Barata, M&aacute;rio et. al. (1974) <i>Mostra da Gravura Brasileira. </i> S&atilde;o Paulo: Funda&ccedil;&atilde;o Bienal de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1426585&pid=S1647-6158201300010003600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>      <p> <b>Agradecimentos</b></p>     <p>Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico &#8211; CNPq (Aux&iacute;lio &agrave; Participa&ccedil;&atilde;o em Eventos Cient&iacute;ficos &#8211; AVG) </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>       <a name = "c0">Correio</a> eletr&oacute;nico: <a href="maris@ufrgs.br"> maris@ufrgs.br</a> (Maristela Salvatori). </p>      ]]></body><back>
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