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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article discuss the contemporary figurative in the landscapes of Mario Zavagli. In his work, the artist represents fields and forests of Brazil. Our intention is to understand how the landscapes, consider like a artistic genre, connects with the contemporary art.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>    <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>A paisagem contempor&acirc;nea de Mario Zavagli</b></p>     <p><b>The Contemporary of M&aacute;rio Zavagli's landscape</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carlos Murilo da Silva Valadares&#42;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&#42;Brasil, desenhista e gravador.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Serpro (Ser vi&ccedil;o Federal de Processamento de Dados) &#8211; Uniserpro (Universidade Corporativa Serpro) &#8211; Unise/Unite. Av. Jos&eacute; C&acirc;ndido da Silveira, 1.200 &#8211; Cidade Nova, Belo Horizonte / Minas Gerais, CEP: 31035-536, Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b>    <br> </p>     <p>Este artigo  discutir&aacute; o figurativismo contempor&acirc;neo nas paisagens do aquarelista brasileiro Mario Zavagli, que abordam campos e florestas de diversas localidades no interior do Brasil. Por meio da an&aacute;lise de sua obra buscaremos compreender como a paisagem, como g&ecirc;nero art&iacute;stico, participa do contexto da arte contempor&acirc;nea. </p>     <p><b>Palavras chave:</b> paisagem contempor&acirc;nea, aquarela, paisagens brasileiras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b>    <br> This article discuss the contemporary figurative in the landscapes of Mario Zavagli. In his work, the artist represents  fields and forests of  Brazil. Our intention is to understand how the landscapes, consider like a artistic genre,  connects with the contemporary art.</p>     <p><b>Keywords:</b> contemporary art, landscapes, brazilian landscapes, water colors. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Este artigo pretende discutir o figurativismo contempor&acirc;neo nas paisagens do aquarelista Mario Zavagli, artista brasileiro nascido na cidade de Guaxup&eacute;, no estado de Minas Gerais. Atualmente &eacute; professor de desenho e pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil. As aquarelas de Mario Zavagli se incluem dentro de um processo de retomada da paisagem como g&ecirc;nero expressivo, em dimens&otilde;es bastante pessoais de significado hist&oacute;rico e perceptivo. O artista ocupa-se principalmente do registro paisag&iacute;stico de campos, planta&ccedil;&otilde;es e florestas de diversas localidades do estado de Minas Gerais, como a Serra da Mantiqueira, Serra da Boa Esperan&ccedil;a, os arredores da cidade Diamantina e Guaxup&eacute;.</p>     <p>A an&aacute;lise da obra de Mario Zavagli ser&aacute; conduzida no sentido de compreendermos melhor como a paisagem se insere no contexto da arte contempor&acirc;nea, considerando a mir&iacute;ade de processos, materiais e experimenta&ccedil;&otilde;es que caracterizam um grande n&uacute;mero de obras de arte em nosso tempo presente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. do percurso da paisagem como g&ecirc;nero expressivo</b></p>     <p>A paisagem n&atilde;o constituiu sempre um g&ecirc;nero art&iacute;stico aut&ocirc;nomo, dotado de caracter&iacute;sticas e problemas representacionais pr&oacute;prios. O exerc&iacute;cio de representa&ccedil;&atilde;o da paisagem teve uma hist&oacute;ria conturbada. Anne Cauquelin, em seu livro "A inven&ccedil;&atilde;o da Paisagem" (2007), pensa a g&ecirc;nese das representa&ccedil;&otilde;es de paisagens em termos de uma aspira&ccedil;&atilde;o do artista &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um equivalente da natureza: a paisagem como um objeto constru&iacute;do, uma vontade de presenciar um jardim perfeito, uma cria&ccedil;&atilde;o da natureza intocada por humanos. Na Idade M&eacute;dia, a representa&ccedil;&atilde;o da paisagem era objeto de import&acirc;ncia secund&aacute;ria para os artistas, dado que a produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica deveria atender aos interesses da igreja, de modo a servir como guia espiritual e pedag&oacute;gico aos fieis iletrados (Gombrich, 2008). A busca pela representa&ccedil;&atilde;o da natureza como g&ecirc;nero come&ccedil;a de fato no renascimento. &Eacute; poss&iacute;vel dizer que as ideias pict&oacute;ricas que t&atilde;o bem caracterizaram este per&iacute;odo tiveram inicio com as descobertas de Giotto di Bondone, que viveu entre c. 1267 a 1337 (Gombrich, 2008). Entre suas inven&ccedil;&otilde;es, figuram as t&eacute;cnicas que devam a ilus&atilde;o de volume em suas figuras, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s formas achatadas do per&iacute;odo anterior. A representa&ccedil;&atilde;o da paisagem atingir&aacute; um patamar antes inexistente, quando pintores como Claude Lorrain (1600-1682) realizaram imagens que conduziram o expectador a um n&iacute;vel superior de aprecia&ccedil;&atilde;o da beleza do mundo natural. (Gombrich, 2008). John Constable (1776-1837) estabelece o novo marco t&eacute;cnico e pict&oacute;rico na pintura de paisagem. O pr&oacute;prio artista afirmou que, em seu tempo "&#91;...&#93; Existe lugar de sobra para um pintor natural &#91;&#8230;&#93;", e que o "&#91;...&#93; grande v&iacute;cio da atualidade &eacute; a bravura, uma tentativa de fazer algo al&eacute;m da verdade" (Gombrich, 2008, p. 49), referindo-se ao se desejo de transpor para a tela as cenas captadas por sua vis&atilde;o. Mas a renova&ccedil;&atilde;o vir&aacute; com o movimento Impressionista, que segundo Gombrich, possibilitou aos artistas a liberdade representar tudo o que a natureza oferecia ao artista (2008). A paisagem tornou-se, para artistas como Paul C&aacute;zanne, motivo completo e suficiente, e esse comprometimento com a natureza ser&aacute; comum a muitos artistas daquele per&iacute;odo e nos anos futuros (Chipp, 1996).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. da paisagem nas aquarelas de Mario Zavagli</b></p>     <p>A paisagem como g&ecirc;nero espec&iacute;fico resulta de uma progress&atilde;o hist&oacute;rica, portanto, a analise das refer&ecirc;ncias pict&oacute;ricas de Mario Zavagli s&atilde;o fundamentais para o entendimento de sua obra. Neste aspecto, percebemos que seu trabalho remete aos registros pict&oacute;ricos dos artistas viajantes das miss&otilde;es cient&iacute;ficas que vieram ao Brasil no seculo XIX. Entre eles, destacasse a obra do Thomas Ender, que executou centenas de aquarelas em pouco mais de um ano, resultando em um registro hist&oacute;rico e paisag&iacute;stico do Brasil sem precedentes, trabalho precursor de grande relev&acirc;ncia para o entendimento da obra de Mario Zavagli. Em nosso objeto de an&aacute;lise, a aquarela "Cachoeira Grande", exibida na <a href="#f1">Figura 1</a>, apreciamos uma cena de paisagem do estado de Minas Gerais, t&iacute;pica das regi&otilde;es serranas do estado. Sua aprecia&ccedil;&atilde;o revela diversos aspectos relativos aos expedientes t&eacute;cnicos comumente aplicados pelo artista. Os arvoredos s&atilde;o pintados em uma conforma&ccedil;&atilde;o estruturadora, delimitando claramente as linhas orientadoras da composi&ccedil;&atilde;o, resultando num contraponto para o destaque da cachoeira. O efeito de espelhamento da &aacute;gua denota o absoluto controle que M&aacute;rio Zavagli possui da manipula&ccedil;&atilde;o da aquarela para a obten&ccedil;&atilde;o da aparencia natural&iacute;stica, sem os quais suas imagens n&atilde;o teriam o mesmo efeito. A luminosidade e os efeitos atmosf&eacute;ricos, obtidos pelo artista, conferem a este trabalho a sensa&ccedil;&atilde;o de realismo fotogr&aacute;fico, certamente propositais. No entanto, a composi&ccedil;&atilde;o e o tratamento dados aos diversos elementos naturais denotam um</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a05f1.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>aspecto importante de sua obra: suas paisagens n&atilde;o constituem equivalentes visuais da natureza, mas sim um compila&ccedil;&atilde;o de inven&ccedil;&otilde;es pict&oacute;ricas bastante autorais derivadas de profunda an&aacute;lise e entendimento dos detalhes da paisagem natural.</p>     <p>Existe em seu trabalho uma dualidade entre o linear e o pict&oacute;rico. De um lado, percebe-se que o desenho &eacute;, sem d&uacute;vida, o elemento estruturador de sua obra. &Eacute; bastante evidente a importancia que o artista concede &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o e marca&ccedil;&atilde;o dos contornos dos objetos posicionadores da composi&ccedil;&atilde;o, em busca das formas e arranjos que considera ideal. O desenho &eacute;, para M&aacute;rio Zavagli, o recurso operativo fundamental para pensar a obra, assim como entendia Degas, em cita&ccedil;&atilde;o por Paul Val&eacute;ry: "O desenho n&atilde;o &eacute; a forma: &eacute; a maneira de ver a forma" (2003). Por outro lado, as &aacute;reas internas das formas receberam um tratamento mais pict&oacute;rico, onde os contornos s&atilde;o menos definidos e permitem maior liga&ccedil;&atilde;o entre &aacute;reas de cores e tratamentos diferentes.Esse duplo tratamento confere &agrave; obra sua personalidade diferenciadora.</p>     <p>Em outra vertente da obra, reconhecemos em seu esfor&ccedil;o de representa&ccedil;&atilde;o uma forte componente narrativa. H&aacute; um caminho discursivo visual a ser seguido, que parece nos conduzir em uma experi&ecirc;ncia de aprecia&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica estranhamente direcionada. O artista parece interessado em nos fazer ver determinadas &aacute;reas das forma&ccedil;&otilde;es naturais, como se estivessemos analisando um delicado mapa. Este contexto narrativa/descritivo tamb&eacute;m estava presente nas obras dos artistas viajantes do s&eacute;culo XIX, importante referencia de M&aacute;rio. Deste modo, &eacute; poss&iacute;vel estabelecer uma compara&ccedil;&atilde;o entre as aquarelas de Mario Zavagli e os escritos deixados por artistas e cient&iacute;stas que estiveram no Brasil no inicio do s&eacute;culo XIX. Do trabalho deixado por Martius e Spix (1938), resultado da expedi&ccedil;&atilde;o que os dois naturalistas realizaram no Brasil, entre 1817 e 1820, recolhemos o seguintes excertos:</p>     <blockquote><i></i<&#91;...&#93;<i>Enquanto permanecemos nas proximidades do Rio S&atilde;o Francisco, fomos obrigados a conduzir nossa tropa, atrav&eacute;s das entrela&ccedil;adas cercas vivas de espinheiros do alagadi&ccedil;o. Afastando-nos para leste, entramos em caatingas que tinham aspecto outoni&ccedil;o, onde as &uacute;nicas plantas verdes eram hastes carnosas de cereus, algumas caparid&aacute;ceas e janifos (Cnidoscolus, Pohl), cobertos de espinhos c&aacute;usticos</i> &#91;&#8230;&#93;.</blockquote></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. da contemporaneidade da paisagem de M&aacute;rio Zavagli</b></p>     <p>O que encontramos de contempor&acirc;neo nas paisagens de Mario Zavagli? Entre os elementos que esperamos identificar em nossas an&aacute;lises, certamente estar&aacute; presente seu entendimento da obra de arte como ve&iacute;culo e meio realizador de experi&ecirc;ncias est&eacute;ticas de grande impacto. A vontade do artista certamente n&atilde;o se limita a reproduzir um cen&aacute;rio natural, mas conduzir o observador a um novo dom&iacute;nio de aprecia&ccedil;&atilde;o visual, por meio de est&iacute;mulos insuspeitos para a maioria: a inusitada forma e textura de uma rocha, a luminosidade prateada das nuvens no horizonte. A experi&ecirc;ncia perceptiva oferecida por estes elementos conduz o observador a um estado de d&uacute;vida acerca da obra: ser&aacute; ela uma fotografia? Poder&atilde;o existir na natureza elementos de t&atilde;o exatos desenhos e clareza de formas? Umberto Eco entende este fen&ocirc;meno como "&#91;...&#93; ambiguidade fundamental da mensagem art&iacute;stica &#91;...&#93;" (2005: 25). Didi-Huberman reflete sobre a mesma ideia: "&#91;...&#93; Ent&atilde;o, compreendemos que a mais simples imagem nunca &eacute; simples, nem sossegada como dizemos irrefletidamente das imagens &#91;...&#93;". (Didi-Huberman, 1997). A ambiguidade e o estranhamento certamente fazem parte da obra de M&aacute;rio Zavagli, elementos presentes nas linguagens est&eacute;ticas contempor&acirc;neas.</p>     <p>A arte contempor&acirc;nea, feita em nossos dias, tem como uma de suas caracter&iacute;sticas a aus&ecirc;ncia de limites relativos a materiais, temas ou suportes. Esta multiplicidade de possibilidades j&aacute; posiciona a obra de M&aacute;rio Zavagli em rela&ccedil;&atilde;o a outros artistas em produ&ccedil;&atilde;o. Em grande medida, a paisagem &eacute; um tema estranho e at&eacute; mesmo surpreendente, em rela&ccedil;&atilde;o ao conjunto da produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica em voga, a exemplo das obras de arte de base eletr&ocirc;nica ou tecnol&oacute;gica. Mas &eacute; justamente neste territ&oacute;rio das manifesta&ccedil;&otilde;es digitais que encontramos a conflu&ecirc;ncia entre dois universos t&atilde;o distintos: os jogos digitiais. Diversos jogos incorporam a paisagem como elemento fundamental de seus cen&aacute;rios. Neste sentido, as aquarelas de M&aacute;rio Zavagli apontam para um movimento maior de renova&ccedil;&atilde;o e recondu&ccedil;&atilde;o da figura&ccedil;&atilde;o na arte contempor&acirc;nea, que a exemplo dos jogos, acontece em diversas formas de manifesta&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Buscamos neste artigo compreender como as paisagens de M&aacute;rio Zavagli se inserem na produ&ccedil;&atilde;o visual contemporanea. Entre nossas constata&ccedil;&otilde;es, salientamos &#91;a&#93; a convic&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da figura&ccedil;&atilde;o no contexto da arte contempor&atilde;nea, como afirma De Franceschi (IMS, 2002). Seu posicionamento quanto ao tema a paisagem reflete as raz&otilde;es e anseios de muitos outros artistas contempor&acirc;neos que adotaram a paisagem, na inten&ccedil;&atilde;o de identificar no mundo lugares que precisam, de alguma forma, serem entendidos e eternizados; &#91;b&#93; sua obra como um ponto referencial acerca da recondu&ccedil;&atilde;o da paisagem, como g&ecirc;nero pict&oacute;rico, ao centro da produ&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Cauquelin, Anne (2007). <i>A inven&ccedil;&atilde;o da paisagem</i>. S&atilde;o Paulo: Martin Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427073&pid=S1647-6158201300020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chipp, Herschel Browning (1996). <i>Teorias da arte moderna</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o de Waltensir Dutra et al. 2&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427075&pid=S1647-6158201300020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eco, Humberto (2005). <i>Obra Aberta</i>. 9&ordf; ed. Tradu&ccedil;&atilde;o de Giovanni Cutolo. S&atilde;o Paulo: Ed. Perspectiva (Est&eacute;tica, 4).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427077&pid=S1647-6158201300020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Didi-Huberman, Georges (1997). <i>L&#39;Empreinte</i>. Catalogue Centre George Pompidou, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427079&pid=S1647-6158201300020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gombrich, E. H. (2008) <i>A hist&oacute;ria da arte</i>. Rio de Janeiro: LTC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427081&pid=S1647-6158201300020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martius, Carl Friedrich Philipp Von & Spix, Johann Baptist Von (1938). <i>Atrav&eacute;s da Bahia: excertos da obra Reise in Brasilien</i>. Companhia Editora Nacional, S&atilde;o Paulo, 1938. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.brasiliana.com.br/" target="_blank">http://www.brasiliana.com.br/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427083&pid=S1647-6158201300020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Val&eacute;ry, Paul (2003). <i>Degas Dan&ccedil;a Desenho</i>. S&atilde;o Paulo: Cosac & Naify.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427084&pid=S1647-6158201300020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>IMS &#8211; Instituto Moreira Salles (2002). <i>Mario Zavagli &#8211; Paisagens Mineiras</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1427086&pid=S1647-6158201300020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 9 de setembro e aprovado a 24 de setembro de 2013</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:carlosmurilos@gmail.com">carlosmurilos@gmail.com</a>(Carlos Murilo Valadares&#42;)</p>      ]]></body><back>
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