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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article seeks to identify a certain idea of landscape at a specific point of the work of João Jacinto, a point where the presence of the landscape is perhaps less obvious. Along the way, we make some considerations about the possibilities of contemporary painting, its relationship with the digital image and its rich tradition.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>    <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Paisagem &eacute; uma paisagem &eacute; uma paisagem &eacute; uma paisagem</b></p>     <p><b>A landscape is a landscape is a landscape is a landscape</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carlos Correia&#42;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&#42;Portugal, artista visual. Licenciatura em Artes Pl&aacute;sticas (ESAD, Caldas da Rainha). Mestrado em Artes Visuais/Interm&eacute;dia (Universidade de &Eacute;vora).</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa. Faculdade de Belas-Artes. Largo da Academia Nacional de Belas-Artes,1249-058 Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b>    <br> </p>     <p>O presente artigo pretende identificar uma certa ideia de paisagem num ponto espec&iacute;fico da obra de Jo&atilde;o Jacinto, ponto esse onde a presen&ccedil;a da paisagem ser&aacute;, porventura, menos evidente. Pelo caminho, tecemos algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre as possibilidades da pintura contempor&acirc;nea, a rela&ccedil;&atilde;o desta com a imagem digital e com a sua rica tradi&ccedil;&atilde;o. </p>     <p><b><b>Palavras-chave:</b></b> Pintura / paisagem / virtual / corpo / tradi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b>    <br> </p>     <p>This article seeks to identify a certain idea of landscape at a specific point of the work of Jo&atilde;o Jacinto, a point where the presence of the landscape is perhaps less obvious. Along the way, we make some considerations about the possibilities of contemporary painting, its relationship with the digital image and its rich tradition. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> Painting, landscape, virtual, body, tradition.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O t&iacute;tulo deste artigo &eacute; tomado de empr&eacute;stimo a Gertrude Stein, sendo que a <i>Rosa</i> foi trocada pela <i>Paisagem</i>. Pretendemos falar da obra de Jo&atilde;o Jacinto, usando a paisagem enquanto pretexto para mostrar que uma pintura fala sempre, antes de qualquer outra coisa, de si mesma. Nascido no ano de 1966 em Mafra e a trabalhar actualmente no Monte Estoril, Jo&atilde;o Jacinto &eacute; tamb&eacute;m Professor na Universidade onde se formou, a FBAUL. Tem realizado exposi&ccedil;&otilde;es com regularidade, em Portugal e no estrangeiro, desde a d&eacute;cada de oitenta do s&eacute;culo passado. O seu trabalho encontra-se representado nas mais prestigiadas colec&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas do nosso pa&iacute;s e faz igualmente parte de algumas colec&ccedil;&otilde;es estrangeiras de enorme prest&iacute;gio. Sobre as suas pinturas e desenhos escreveram alguns dos mais relevantes cr&iacute;ticos de Portugal, bem como alguns outros de pa&iacute;ses como a Alemanha, B&eacute;lgica e Su&iacute;&ccedil;a, lugares esses onde o trabalho deste pintor portugu&ecirc;s tem encontrado uma assinal&aacute;vel receptividade. Para al&eacute;m de textos cr&iacute;ticos produzidos por ocasi&atilde;o das diversas exposi&ccedil;&otilde;es que tem vindo a realizar, o trabalho de Jo&atilde;o Jacinto foi igualmente alvo da publica&ccedil;&atilde;o de diversas monografias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Pinturas sem r&oacute;tulos</b></p>     <p>Se tomarmos a obra de Jo&atilde;o Jacinto como um todo, o tema da paisagem n&atilde;o chega a ser uma das subdivis&otilde;es nas quais o artista arruma habitualmente o seu trabalho. Assim, os r&oacute;tulos que servem esse prop&oacute;sito de organiza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os seguintes: pinturas; flores; auto-retratos; casas (referimo-nos ao s&iacute;tio que alberga o trabalho do artista: www.joaojacinto.eu). Contudo, na sua mais recente exposi&ccedil;&atilde;o individual (<i>Neve Derretida</i>, que teve lugar na Galeria <i>Giefarte</i> em Lisboa, 2013), a paisagem tem uma presen&ccedil;a que se manifesta de um modo mais directo, isto &eacute;, nestas pinturas existe de facto uma refer&ecirc;ncia directa ao que habitualmente se entende por paisagem (<a href="#f1">Figura 1</a>). Como se pode ler no texto que acompanha a exposi&ccedil;&atilde;o: "Modalidades de pintura da Natureza: paisagem, constru&iacute;da e n&atilde;o-constru&iacute;da e natureza-morta" (Pinharanda, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a23f1.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Temos, ent&atilde;o, que a paisagem enquanto tema n&atilde;o &eacute; uma constante na obra de Jo&atilde;o Jacinto, ainda que por vezes se fa&ccedil;a sentir de um modo quase impositivo. Ora, o que nos move para a realiza&ccedil;&atilde;o do presente artigo &eacute; um ponto de vista praticamente oposto; afirmamos que a paisagem (ou, se quisermos, uma <i>certa</i> ideia de paisagem) &eacute; um tema recorrente na pintura do artista e que a presen&ccedil;a desta se faz sentir de forma consistente, mesmo nas obras isentas de refer&ecirc;ncias aos elementos habitualmente associados &agrave; paisagem; mais concretamente, nas pinturas abstractas (lembramos aqui que, no s&iacute;tio atr&aacute;s referido, o artista agrupa esta obras sob a designa&ccedil;&atilde;o de <i>Pinturas</i>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Antes de prosseguirmos, conv&eacute;m esclarecer qual &eacute; o ponto de vista por n&oacute;s adoptado e qual a prespectiva sob a qual as pinturas abstractas de Jo&atilde;o Jacinto ser&atilde;o aqui analisadas. Para tal, voltamos ao in&iacute;cio deste artigo, precisamente &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o segundo a qual "uma pintura fala sempre, antes de qualquer outra coisa, de si mesma". Num primeiro olhar, pode parecer que pretendemos encarcerar a pintura de Jo&atilde;o Jacinto (e, por conseguinte, toda a pintura contempor&acirc;nea) na vetusta perspectiva auto-referencial propagada pelo Modernismo. Ora, ainda que julguemos que boa parte dessas premissas continuam a fazer sentido nos nossos dias, n&atilde;o &eacute; essa a cartilha que subscrevemos. Ao dizermos que a pintura fala sempre de si mesma, n&atilde;o estamos a fechar o leque de possibilidades tem&aacute;ticas, mas antes a abri-lo; contudo, o certo &eacute; que, qualquer que seja o ponto de partida, fonte, modelo, etc. no qual uma pintura se ancora, ela n&atilde;o deixa de ser uma pintura. O assunto, digamos assim, &eacute; sempre ela mesma, bem como as condi&ccedil;&otilde;es da sua exist&ecirc;ncia. Tomemos a t&iacute;tulo de exemplo, uma pintura (contempor&acirc;nea) sobre a guerra: ora, esta fala sobre a possibilidade de a pintura poder continuar a falar sobre a guerra, antes de tecer qualquer outro coment&aacute;rio sobre a guerra em si. O simples (?) facto se ser pintura implica uma reflex&atilde;o (ou, no m&iacute;nimo, uma proposta de reflex&atilde;o) sobre a sua natureza de pintura. Desta forma, nos nossos dias, o tema ou assunto de uma pintura &eacute; sempre, antes de mais, antes de qualquer outra coisa, um pretexto para continuar a testar as suas possibilidades precisamente enquanto pintura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Uma certa ideia de paisagem</b></p>     <p>Voltando a Jo&atilde;o Jacinto, podemos afirmar que o seu corpo de trabalho (considerado como um todo) testa as condi&ccedil;&otilde;es de exist&ecirc;ncia da pintura, antes de o fazer sobre a pintura de paisagem, a pintura de natureza-morta ou a pintura da auto-representa&ccedil;&atilde;o. Evidentemente, um auto-retrato n&atilde;o diz o mesmo que uma paisagem ou que uma natureza-morta; n&atilde;o defendemos a uniformiza&ccedil;&atilde;o do discurso pict&oacute;rico por via da irrelev&acirc;ncia ou da fal&ecirc;ncia que os diferentes g&eacute;neros pict&oacute;ricos apresentam nos nossos dias; o que queremos dizer &eacute; que para al&eacute;m da especificidade com que cada pintura se apresenta, existe uma natureza comum que prevalece sobre as diferen&ccedil;as; essa natureza consiste, pura e simplesmente, no facto de serem pinturas.</p>     <p>Esticando um pouco mais o fio condutor deste artigo, podemos dizer que, se a pintura de Jo&atilde;o Jacinto &eacute;, antes de mais, sobre A Pintura (e n&atilde;o sobre a paisagem, o auto-retrato ou a natureza-morta), ent&atilde;o qualquer uma das suas obras &eacute; pass&iacute;vel de encerrar uma certa ideia de paisagem. E em que consiste ou o que caracteriza essa certa ideia de paisagem? Independentemente da especificidade da pintura, qualquer peda&ccedil;o de tela ou de papel pintado, quando isolado do todo, apresenta-se como um conjunto de manchas. Este exerc&iacute;cio pode ser realizado mesmo sobre a mais ex&iacute;mia pintura foto-realista: se pegarmos numa esp&eacute;cie de moldura (de modestas dimens&otilde;es, obviamente) e a fizermos deambular sobre a superf&iacute;cie de uma pintura, &eacute; altamente prov&aacute;vel que, mais cedo ou mais tarde, comecem a surgir manchas disformes que, dispensando um grande esfor&ccedil;o da imagina&ccedil;&atilde;o, se assemelham a paisagens. J&aacute; Leonardo da Vinci (concordando com Sandro Botticelli) nos alertou para as infinitas possibilidades que uma simples mancha na parede pode encerrar: " (...) simplesmente atirando a uma parede uma esponja embebida numa variedade de cores, formar-se-&aacute; nessa parede uma mancha na qual se pode ver uma bonita paisagem. " Ora, o curioso &eacute; que, provavelmente, essas hipot&eacute;ticas paisagens facilmente se nos apresentam, tamb&eacute;m, como peda&ccedil;os de pintura abstracta. Ora, as pinturas abstractas de Jo&atilde;o Jacinto dispensam todo este exerc&iacute;cio, pois &eacute; precisamente com essa ideia de paisagem que o espectador se v&ecirc; confrontado. Assim, adoptando este ponto de vista, &eacute; nas pinturas abstractas que essa ideia de paisagem encontra uma manifesta&ccedil;&atilde;o mais consistente.</p>     <p>Uma vez esclarecido o nosso ponto de vista e o objecto geral a analisar, vamos um pouco mais longe na especifica&ccedil;&atilde;o, identificando dentro do grande conjunto que s&atilde;o as pinturas abstractas, quais as obras que de forma mais eficaz servem os nossos prop&oacute;sitos, a saber: as pinturas abstractas de maiores dimens&otilde;es (<a href="#f2">Figura 2</a>, <a href="#f3">Figura 3</a>), nas quais facilmente adivinhamos vistas a&eacute;reas que em tudo (ou quase tudo) se assemelham &agrave;s paisagens oferecidas por dispositivos como por exemplo o Google Earth; e as pinturas exageradamente mat&eacute;ricas, de pequenas dimens&otilde;es (<a href="#f4">Figura 4</a>, <a href="#f5">Figura 5</a> e <a href="#f6">Figura 6</a>), que, n&atilde;o deixando de estabelecer pontos de contacto com as j&aacute; referidas vistas a&eacute;reas, as contradizem pela excessiva manifesta&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a f&iacute;sica da mat&eacute;ria que as constitu&iacute;, fazendo como que um violento protesto pela preval&ecirc;ncia do corpo em detrimento do virtual.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a23f2.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a23f3.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a23f4.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a23f5.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a23f6.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Podemos daqui depreender que algumas pinturas abstractas de Jo&atilde;o Jacinto, para al&eacute;m de convocarem uma certa ideia de <i>paisagem</i>, comportam igualmente a possibilidade de evocar, colocando-os em confronto directo, dois universos distintos: a imagem digital e a mat&eacute;ria. Tudo isto, sem deixarem de (poder) ser paisagens e, antes de mais, pinturas. Esta infind&aacute;vel capacidade de evocar e confrontar universos distintos, bem como a infinita capacidade de absorver e transformar a novidade sem contudo esquecer a sua rica tradi&ccedil;&atilde;o ser&aacute;, porventura, uma das caracter&iacute;sticas que fazem com que a pintura continue a apresentar-se como uma pr&aacute;tica plena de pertin&ecirc;ncia e actualidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&atilde;o</b></p>     <p>&Agrave; laia de conclus&atilde;o, podemos dizer que o artigo pretende identificar uma ideia de paisagem num ponto espec&iacute;fico da obra de Jo&atilde;o Jacinto, ponto esse onde a presen&ccedil;a da paisagem ser&aacute;, porventura, menos evidente. Pelo caminho, tecemos considera&ccedil;&otilde;es sobre as possibilidades da pintura contempor&acirc;nea, abordando a auto-referencialidade bem como a sua abertura ao exterior, mas tamb&eacute;m o confronto entre o material e o virtual. Num artigo com estas caracter&iacute;sticas, &eacute; muito mais o que fica por dizer do que o que &eacute; dito. Ainda assim, esperamos ter contribu&iacute;do para outras linhas de investiga&ccedil;&atilde;o sobre a pintura contempor&acirc;nea em geral e sobre a obra de Jo&atilde;o Jacinto em particular.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Da Vinci, Leonardo (edited by Martin Kemp)(2001) <i>Leonardo On Painting</i>. New Haven and London: Yale University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428607&pid=S1647-6158201300020002300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinharanda, Jo&atilde;o (2013) <i>Jo&atilde;o,... de um curso de pintura</i>. Lisboa: Giefarte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428609&pid=S1647-6158201300020002300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinharanda, Jo&atilde;o (2002) <i>Jo&atilde;o Jacinto &#8211; Uma Antologia &#91;1986-2002&#93;</i>. Badajoz/ Cascais: Funda&ccedil;&atilde;o D. Lu&iacute;s I / MEIAC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428611&pid=S1647-6158201300020002300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 9 de setembro e aprovado a 24 de setembro de 2013</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:corrcarlos@gmail.com">corrcarlos@gmail.com</a> (Carlos Correia)</p>      ]]></body><back>
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