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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article will focus specifically on the extraordinary vision of Mary Gabriel landscape, such as the analysis of some of his works, such as exemplo Paisagem fragmentada (1969), O apelo à paisagem (1972), and some fragmented collages of prints with other medium series Ritmos Campestres (2000), and is intended to call attention to impressive work of Mary Gabriel.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>    <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Paisagem fragmentada na gravura de Maria Gabriel</b></p>     <p><b>The fragmented landscape of Maria Gabriel&#39;s prints</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Joanna Latka&#42;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&#42;Pol&oacute;nia, artista pl&aacute;stica, investigadora de gravura. Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o das Artes Pl&aacute;sticas no Instituto das Artes, na Universidade de Pedagogia em Crac&oacute;via, Pol&oacute;nia, (2003), P&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o em Ilustra&ccedil;&atilde;o pelo ISEC (2006).</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa. Faculdade de Letras. Instituto de Hist&oacute;ria da Arte (bolseira FCT). Alameda Universidade 1600-214 Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b>    <br> </p>     <p>Este artigo focar-se-&aacute; especificamente na extraordin&aacute;ria vis&atilde;o paisag&iacute;stica de Maria Gabriel, tal como na an&aacute;lise de algumas das suas obras, como por exemplo Paisagem fragmentada (1969), O apelo &agrave; paisagem (1972); e algumas colagens fragmentadas de gravuras com outros m&eacute;dios da s&eacute;rie Ritmos Campestres (2000), e tem como objectivo chamar a aten&ccedil;&atilde;o para not&aacute;vel trabalho de Maria Gabriel.</p>     <p><b><b>Palavras-chave:</b></b> gravura / xilogravura / Maria Gabriel / paisagem / colagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b>    <br></p>     <p>This article will focus specifically on the extraordinary vision of Mary Gabriel landscape, such as the analysis of some of his works, such as exemplo Paisagem fragmentada (1969), O apelo &agrave; paisagem (1972), and some fragmented collages of prints with other medium series Ritmos Campestres (2000), and is intended to call attention to impressive work of Mary Gabriel. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> printmaking / woodcut / Maria Gabriel / landscape / collage.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Este artigo focar-se-&aacute; especificamente na extraordin&aacute;ria vis&atilde;o paisag&iacute;stica de Maria Gabriel (Lisboa, 1937), tal como na an&aacute;lise de algumas das suas obras, como por exemplo xilogravuras <i>Paisagem fragmentada</i> (1969), <i>O apelo &agrave; paisagem</i> (1972); ou colagens fragmentadas de gravuras com outros m&eacute;dios da s&eacute;rie <i>Ritmos Campestres</i> (1998 &#8211; 1999); onde observamos <i>uma componente l&uacute;dica e intrigante que se tem sempre manifestando ao longo das suas obras em pintura e gravura</i> (Tavares, 1997:s/p). Atrav&eacute;s dos exemplos referidos, descobrimos uma rica apresenta&ccedil;&atilde;o paisag&iacute;stica de m&uacute;ltiplas met&aacute;foras, tanto numa perspetiva t&eacute;cnica como na sua formalidade. Visto que <i>a irracionalidade tem tomado conta deste mundo incerto onde cada vez existe menos lugar para o po&eacute;tico</i> (Gabriel, 2003:3), &eacute; exatamente dentro dessa linguagem bastante po&eacute;tica, que a artista prova que a tem&aacute;tica campestre pode ser incrivelmente interessante e mostrada de forma nada banal. Assim, com os seus not&aacute;veis trabalhos, a artista <i>convida-nos a abandonar por momentos o dif&iacute;cil mundo exterior do quotidiano terrestre onde o peso do corpo existe</i> (Patr&iacute;cio, 1995: s/p).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.</b></p>     <p>Maria Gabriel, &eacute; uma refer&ecirc;ncia interessante na gravura contempor&acirc;nea portuguesa. No seu curr&iacute;culo podemos contar com in&uacute;meras exposi&ccedil;&otilde;es individuais e coletivas de gravura, pintura e desenho, tanto no territ&oacute;rio nacional como no estrangeiro. A artista, foi por diversas vezes premiada em Portugal, e representou o pa&iacute;s nas mais importantes competi&ccedil;&otilde;es internacionais. A obra de artista encontra-se em v&aacute;rias cole&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas em Portugal, Alemanha, Canad&aacute;, Fran&ccedil;a, Inglaterra e nos Estados Unidos da Am&eacute;rica.</p>     <p>Maria Gabriel come&ccedil;ou a sua carreira art&iacute;stica aprendendo pintura na SNBA &#8211; Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, em 1959. Entre 1967 e 1968 frequentou os cursos de gravura art&iacute;stica na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses &#8211; GRAVURA, com orienta&ccedil;&atilde;o de Alice Jorge e Jo&atilde;o Hogan. Em seguida, depois da sugest&atilde;o de Jo&atilde;o Hogan, ficou bolseira da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian para desenvolver a t&eacute;cnica de talhe doce na gravura em madeira. A partir 1972, ainda viajou para Alemanha onde estagia por v&aacute;rios per&iacute;odos na Hochshule f&uuml;r Bildende Kunst (Hamburgo), com os professores Almir Mavignier e Peter Paul, e ainda Rainer Oehms. Nos anos 1988/89 a artista foi tamb&eacute;m bolseira do Fundo de Fomento Cultural.</p>     <blockquote></p>     <p>&#91;...&#93; <i>a obra de Maria Gabriel imp&otilde;e, entre o jogo, o susto e a raiva, uma dramaticidade real e bem presente. Talvez, mais do que possamos imediatamente julgar, venha a tornar-se o retrato poss&iacute;vel em que todos entramos ou de que, esfor&ccedil;adamente e sem gl&oacute;ria, queremos, enfim sair</i> (Azevedo, 1984: s/p).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></blockquote></p>     <p>Al&eacute;m destes fatos, h&aacute; a destacar que a artista, teve uma importante atividade educativa na forma&ccedil;&atilde;o de novos gravadores em cursos organizados pela Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, ou na publica&ccedil;&atilde;o &#8211; em coautoria com Alice Jorge &#8211; do &uacute;nico livro portugu&ecirc;s sobre a aprendizagem das t&eacute;cnicas de gravura art&iacute;stica: <i>T&eacute;cnicas de gravura art&iacute;stica</i> (Livros Horizonte, 1986). Este livro resulta da sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia nos est&aacute;gios em Hamburgo, e do facto de Alice Jorge, ent&atilde;o sua colega no dom&iacute;nio das artes, ter sido respons&aacute;vel pela sua inicia&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da gravura. Lembramos tamb&eacute;m, que a artista foi membro de dire&ccedil;&atilde;o da Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses de 1969 a 1973, e que desde 1977 at&eacute; hoje em dia, faz a parte de Corpos Diretivos de SNBA.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.</b></p>     <p>A representa&ccedil;&atilde;o de campestre surge no trabalho de Maria Gabriel na forma de "<i>Paisagem fragmentada</i>", tanto numa perspetiva t&eacute;cnica como na sua abordagem formal. Por um lado, por exemplo, na xilogravura, a artista constr&oacute;i a matriz de forma fragmentada como um puzzle (recorre a v&aacute;rias madeiras, pinta cada peda&ccedil;o com cor diferente, atrav&eacute;s dos variados modos de aplica&ccedil;&atilde;o de tinta &#8211; talha doce, rolo, etc.; &#8211; juntando todos elementos numa &uacute;nica pe&ccedil;a). Por outro lado, as suas paisagens surgem como composi&ccedil;&otilde;es geom&eacute;tricas e abstratas, acentuando o cariz simb&oacute;lico, resultante da sua pr&oacute;pria interpreta&ccedil;&atilde;o do tema, revelando o seu intimo mundo da imagina&ccedil;&atilde;o campestre das mem&oacute;rias das suas viagens ou das mem&oacute;rias de inf&acirc;ncia. A Maria Gabriel, com este  <i>seu desafio permanente, cria a grande d&uacute;vida que permanece insuport&aacute;vel e insustent&aacute;vel, e cuja constru&ccedil;&atilde;o sofre m&uacute;ltiplas metamorfoses.</i> &#91;...&#93;. <i>A artista, juntamente com a sua dramaticidade que se desenvolve em figuras antropom&oacute;rficas, raiadas pelo absurdo </i>&#91;...&#93; <i>e por uma interpreta&ccedil;&atilde;o cubista </i>(Tavares, 1987:s/p). A gravadora, atrav&eacute;s das suas obras, refere que tudo na vida se dilui metaforicamente com a natureza, visto vivermos tempos em que tudo &eacute; fragmentado, at&eacute; na nossa pr&oacute;pria linguagem, que &eacute; a nossa forma mais vulgar de comunica&ccedil;&atilde;o (Gabriel, 2013). Por isso, a artista cria um dialogo com as suas reflec&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas que:</p>     <blockquote>&#91;...&#93; <i>simulam um di&aacute;logo incessante e tautol&oacute;gico. Ao mesmo tempo &eacute; secreto, mas deixa-se comunicar nas linhas e nas cores. De que di&aacute;logo se trata? Nesse desejo imenso de quebrar a solid&atilde;o a que nos conduziu a sociedade contempor&acirc;nea, restar&aacute; ao ser humano a transmiss&atilde;o da sua subjetividade como &uacute;nico meio para se libertar? </i>(Tavares, 1987, s/p)</blockquote></p>     <p><b>3. Paisagem Fragmentada</b></p>     <p>Experimentando, num modo espont&acirc;neo, Maria Gabriel encontrou no trabalho de xilogravura o que podia fazer na pintura, achando na constru&ccedil;&atilde;o das suas matrizes fragmentadas (<i>puzzle</i>), uma forma de express&atilde;o que ficasse parecida com o seu registo em pintura (Gabriel, 2013). A artista para criar a sua matriz, juntava v&aacute;rios fragmentos de madeira numa &uacute;nica pe&ccedil;a, pintando com variados modos de tintagem (talha doce ou e/com rolos), cada elemento com cor diferente, chegando a obter assim, provas de v&aacute;rias cores opacas, atrav&eacute;s numa &uacute;nica impress&atilde;o. Todavia, a obra de artista tanto na pintura como na xilogravura nunca foi muito "material", tendo sempre mais de concep&ccedil;&atilde;o do que de textura. Ali&aacute;s, a forma pl&aacute;stica que Maria Gabriel pretende mostrar na sua obra, &eacute; a linha do desenho e a sua pr&oacute;pria constru&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica (Gabriel, 2013).</p>     <p>Portanto, olhando para obras efectuados em t&eacute;cnica de madeira (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>), percebemos, que al&eacute;m de linhas de desenho, a obra n&atilde;o tem textura gravada propositadamente, e a &uacute;nica textura que est&aacute; presente na sua obra &eacute; a pintura colorida de superf&iacute;cies de madeira. Percebemos ainda, que atrav&eacute;s dessas gravuras, tal como noutras provas da sua forte atividade art&iacute;stica, na obra de Maria Gabriel a paisagem est&aacute; sempre presente, nunca de forma direta, somente de forma metaf&oacute;rica.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a35f1.jpg"></a>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v4n8/4n8a35f2.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>No entanto, na s&eacute;rie <i>Ritmos Campestres</i>, apresentada em 2000 no Museu de Traje Nacional (Lisboa), a artista recorre ao modo de colagem para realizar as suas vis&otilde;es naturalistas, criando os elementos gr&aacute;ficos das suas pe&ccedil;as. Maria Gabriel simplesmente desenha/pinta (aguarela) e cola os fragmentos dos antigos trabalhos (xilogravuras, provas de estado em papel <i>offset</i>, etc.), ou outras mat&eacute;rias encontradas no ambiente do seu atelier (panos de limpeza dos pinc&eacute;is), que a artista guarda <i>para utilizar mais tarde, fazendo uma reutiliza&ccedil;&atilde;o do que em principio deveria ser considerado desperd&iacute;cio</i> (Gabriel, 2000:6). Recolhendo este modo de express&atilde;o pl&aacute;stica, a artista volta assim, &agrave;s mem&oacute;rias da juventude campestre da sua terra familiar, onde artista passou a sua inf&acirc;ncia dos 5 aos dez anos (conselho de Covilh&atilde;), ou das suas mem&oacute;rias dos passeios pelo parque Monteiro-Mor, que Maria Gabriel nos apresenta em forma de colagens fragmentadas &#8211; os seus lindos contos de tem&aacute;tica campestre, como por exemplo <i>Puzzle Campestre</i> (1999) ou <i>Ritmos Campestres</i> (1999). Por&eacute;m, a criadora pela <i>utiliza&ccedil;&atilde;o destes desperd&iacute;cios tem ainda o significado de introduzir nas suas atuais composi&ccedil;&otilde;es mem&oacute;rias de outros trabalhos, restos do que j&aacute; foi feito como se quisesse fazer florescer de novo o que j&aacute; pereceu e foi dado como finito, acabado morto</i> (Teixeira, 2000:4).</p>     <blockquote><i>Est&aacute; ornamentada com elementos naturais que nos esclarecem sobre a verdade das flores e a sabedoria do belo na grandeza l&iacute;mpida e encantat&oacute;ria de um jardim das del&iacute;cias. Segue-se a apresenta&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;cleo de pe&ccedil;as que primam pela ambi&ecirc;ncia floral, pela simplicidade e pela alegria na exalta&ccedil;&atilde;o da festividade campestre, edificante de valores morais, espirituais e est&eacute;ticos; de eterno no retorno, sempre que se desenham as pequenas e grandes crises individuais e colectivas</i> (Teixeira, 2000: 3)</blockquote></p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Com este conjunto de obras que foram aqui apresentados, esperamos ter chamado &agrave; aten&ccedil;&atilde;o para a not&aacute;vel produ&ccedil;&atilde;o de Maria Gabriel, que sem d&uacute;vida merece uma maior aten&ccedil;&atilde;o para a descoberta das met&aacute;foras que lhe est&atilde;o subjacentes.</p>     <blockquote><i>E este enigma que vincula a obra de Maria Gabriel a uma dimens&atilde;o dram&aacute;tica onde a ang&uacute;stia, o medo, o espectro da morte e as d&uacute;vidas v&aacute;rias se amontoam sem esperarem resposta. A n&atilde;o ser &#8230; o simples b&aacute;lsamo da comunica&ccedil;&atilde;o potencial com o outro que somos todos n&oacute;s. Porventura &eacute; esta dimens&atilde;o dram&aacute;tica e profundamente existencial que torna a obra de Maria Gabriel &iacute;ntima de todos n&oacute;s, e por isso (e) "perigosamente" singular no contexto de arte actual</i> (Tavares, 1987: s/p).</blockquote></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Azevedo, Fernando de (1984) <i>Maria Gabriel</i>, Espa&ccedil;o a Clube Cinquenta, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428915&pid=S1647-6158201300020003500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gabriel, Maria (2003) <i>Personagens e P&aacute;ssaros do Atelier da Artista</i>, Galeria de Arte Ygrego, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428917&pid=S1647-6158201300020003500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Latka, Joanna (2013) <i>entrevista com Maria Gabriel</i>, Linda-a-Velha, (2013-06-27).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428919&pid=S1647-6158201300020003500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patr&iacute;cio, Madalena (1995) <i>Encontros Mar&iacute;timos, Mares e Peixes</i>, Galeria de Arte Ygrego, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428921&pid=S1647-6158201300020003500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tavares, Cristina, Azevedo (1997) <i>Outras Figura&ccedil;&otilde;es</i>, Galeria Municipal de Exposi&ccedil;&otilde;es de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1428923&pid=S1647-6158201300020003500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 8 de setembro e aprovado a 24 de setembro de 2013</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:jolatka@gmail.com">jolatka@gmail.com</a>  (Joanna Latka)</p>      ]]></body><back>
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