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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents the paintings of artist Ema M, pseudonym of Margarida Prieto. Her still lifes have brushes as theme. We will treat these works full of references to the art of painting, honored here through the brush, one of its key components: the painting itself, the still-life genre, the virtuosic effects simulation and mimesis, the economy as a strateg y densification.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>    <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Os 15 Pinc&eacute;is de Ema M</b></p>     <p><b>The 15 Brushes of Ema M</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paulo C&eacute;sar Ribeiro Gomes&#42;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&#42;Brasil, artista visual. Bacharel em Artes Pl&aacute;sticas &#8211; Habilita&ccedil;&atilde;o Desenho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Artes Visuais &#8211; Po&eacute;ticas Visuais pela UFRGS. Doutor em Artes Visuais &#8211; Po&eacute;ticas Visuais pela UFRGS.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Artes (IA), Departamento de Artes Visuais (DAV) Rua Senhor dos Passos, 248 CEP 90020-180 &#8211; Centro &#8211; Porto Alegre, RS, Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b>    <br> </p>     <p>Este artigo apresenta as pinturas da artista Ema M, pseud&ocirc;nimo de Margarida Prieto. S&atilde;o naturezas-mortas que tem por tema os pinc&eacute;is. Trataremos destas obras plenas de refer&ecirc;ncias e remiss&otilde;es &agrave; arte da pintura, homenageada aqui atrav&eacute;s do pincel, um de seus componentes fundamentais: a pintura per si, o g&ecirc;nero natureza-morta, os efeitos virtuos&iacute;sticos da simula&ccedil;&atilde;o e da mimese, a economia como estrat&eacute;gia de densifica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> Ema M / Margarida Prieto / natureza-morta / S&eacute;rie Pinc&eacute;is.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b>    <br> </p>     <p>This paper presents the paintings of artist Ema M, pseudonym of Margarida Prieto. Her still lifes have brushes as theme. We will treat these works full of references to the art of painting, honored here through the brush, one of its key components: the painting itself, the still-life genre, the virtuosic effects simulation and mimesis, the economy as a strateg y densification.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b></b> Ema M / Margarida Prieto / Still life / Brushes Series.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quem &eacute; Ema M? O que faz Ema M? Por que Ema M faz o que faz? Muitas s&atilde;o as perguntas que surgem quando nos deparamos com um artista e sua obra, principalmente se essa obra se reveste de um car&aacute;ter distintivo daquilo que normalmente vemos em exposi&ccedil;&otilde;es de pinturas: trabalhos marcados pela excel&ecirc;ncia, pelo virtuosismo de sua concep&ccedil;&atilde;o e, ainda, pela erudi&ccedil;&atilde;o que deles emanam, provocando admira&ccedil;&atilde;o e deleite nos especialistas, mas tamb&eacute;m causando estranhamento em seus espectadores.</p>     <p>Ema M &eacute; o pseud&ocirc;nimo da jovem artista portuguesa Margarida Penetra Prieto (Torres Vedras, Portugal, 1976). Doutora em Pintura (2013), Mestre em Pintura (2008) e Licenciada em Pintura (todos os t&iacute;tulos pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) ela &eacute; pesquisadora no Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes (CIEBA-FBA/UL) e membro colaborador do Centro de Estudos em Comunica&ccedil;&atilde;o e Linguagens (CECL-FCSH/UNL) e tamb&eacute;m do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT-ECATI/ULHT). Desde 2013 pertence &agrave; Comiss&atilde;o Cient&iacute;fica e Revis&atilde;o Internacional por Pares da </i>Revista EST&Uacute;DIO, Artistas Sobre Outras Obras</i>. Suas exposi&ccedil;&otilde;es individuais, iniciadas em 2001, t&ecirc;m mostras em Lisboa, Rio de Janeiro e Porto Alegre em espa&ccedil;os privados e institucionais. Participou, desde o ano de 2000, de diversas mostras coletivas em Portugal, Fran&ccedil;a e Espanha e, a par do seu trabalho como pintora, desenvolve extensa carreira como ilustradora. Esta representada em cole&ccedil;&otilde;es particulares e p&uacute;blicas, mormente em Portugal e tem uma extensa fortuna cr&iacute;tica de textos produzidos para suas mostras individuais e cr&iacute;ticas em peri&oacute;dicos e cat&aacute;logos. Sua obra publicada inclui textos cr&iacute;ticos e anal&iacute;ticos em peri&oacute;dicos acad&ecirc;micos e cat&aacute;logos. Vive e trabalha em Lisboa.</p>     <p>As obras sobre as quais nos debru&ccedil;aremos integraram a exposi&ccedil;&atilde;o intitulada <i>Lapsus Memoriae</i>, apresentada no Museu do Trabalho, em Porto Alegre (Brasil), no per&iacute;odo de 04 de dezembro de 2013 a 26 de janeiro de 2014. Sob a chancela de Ema M, a exposi&ccedil;&atilde;o, dividida em dois momentos, <i>15 Pinc&eacute;is</i> e <i>As Paisagens</i> que tratavam de aspectos recorrentes na po&eacute;tica da artista, a saber: a erudi&ccedil;&atilde;o da pintura, seus atores, t&eacute;cnicas e instrumentos (tanto materiais quanto intelectuais) e as quest&otilde;es das imagens e da percep&ccedil;&atilde;o. Foi uma mostra que atraia pela objetividade e imediatez de sua comunica&ccedil;&atilde;o, imergindo os espectadores no universo da pintura. O segmento sob o qual nos deteremos &eacute; aquele intitulado <i>15 Pinc&eacute;is</i>, no qual a artista apresentou esses instrumentos da pintura &#8211; os pinc&eacute;is &#8211; personagens ub&iacute;quos e indispens&aacute;veis e, no entanto, praticamente invis&iacute;veis, verdadeiros personagens secund&aacute;rios da arte da pintura e tamb&eacute;m da hist&oacute;ria da arte.</p>     <p>As pinturas da s&eacute;rie <i>15 Pinc&eacute;is</i> est&atilde;o plenamente enquadradas dentro do g&ecirc;nero intitulado natureza-morta, isto &eacute;, representa&ccedil;&otilde;es de objetos inanimados, no qual os artistas se esmeram nos efeitos virtuosisticos da simula&ccedil;&atilde;o e da mimese. Os objetos das naturezas mortas de Ema M s&atilde;o, evidentemente, os pinc&eacute;is: nessa s&eacute;rie, de quinze pinturas, eles est&atilde;o em destaque, individualizados e personalizados, apresentados em naturezas-mortas econ&ocirc;micas, sint&eacute;ticas e rigorosas (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>, <a href="#f3">Figura 3</a>, <a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f1.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f2.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f3.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f4.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>S&atilde;o pinturas que, por sua estrutura e composi&ccedil;&atilde;o, nos remetem irresistivelmente &agrave;s naturezas-mortas "encaixotadas" do mestre do Barroco espanhol Juan Sanchez Cot&aacute;n (Orgaz, 1560 &#8211; Granada, 1627). Cot&aacute;n pintou, dentre outros g&ecirc;neros, os chamados <i>bodeg&oacute;ns</i> ou naturezas-mortas, obras cujo car&aacute;ter distintivo est&aacute; no realismo, na economia e no destaque dado aos objetos, em detrimento do fundo ou cen&aacute;rio nos quais eles se colocam.</p>     <p>Esses <i>bodeg&oacute;ns</i> nos apresentam alimentos &#8211; legumes, frutas, aves, suspensos sobre um fundo geom&eacute;trico. Suspensos n&atilde;o por acaso, mas tamb&eacute;m como remiss&atilde;o a estrat&eacute;gia daqueles tempos para evitar a sua degrada&ccedil;&atilde;o, evitando o contato de qualquer uma de suas partes com as superf&iacute;cies.</p>     <p>O fundo geom&eacute;trico &#8211; platibandas de janelas ou arm&aacute;rios, n&atilde;o sabemos &#8211; op&otilde;e-se a organicidade dos alimentos, criando um fundo neutro que p&otilde;e em destaque o objeto representando, evitando toda dispers&atilde;o (<a href="#f5">Figura 5</a>). As formas suspensas destacam-se do fundo como se estivessem fora de contato, permitindo que a luz interna, oriunda de um &uacute;nico ponto, incida diretamente sobre os objetos, destacando-os contra o fundo escuro e valorizando-os em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; neutralidade do cen&aacute;rio. O realismo exacerbado da representa&ccedil;&atilde;o dos objetos d&aacute;-lhes um car&aacute;ter m&iacute;stico, destacando-os com uma qualidade quase escult&oacute;rica. O isolamento leva-nos a observ&aacute;-los sob outro &acirc;ngulo, ressaltando-os n&atilde;o como alimentos ou objetos, mas como entidades que surgem de forma imprevis&iacute;vel e in&eacute;dita: Cot&aacute;n suprime os personagens tradicionais das Vanitas, principalmente aqueles que remetem mais intensamente a efemeridade da vida, ou seja, a caveira e a vela, colocando-nos em comunh&atilde;o direta com essas entidades org&acirc;nicas fragilmente suspensas. Inevit&aacute;vel nosinquietarmoseidentificarmoscomalevezaeafragilidadedasformassuspensas.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f5.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Ema M, ao fazer a transposi&ccedil;&atilde;o dos alimentos para os pinc&eacute;is opera com as mesmas premissas de Cot&aacute;n: a economia de meios como estrat&eacute;gia para a densifica&ccedil;&atilde;o da pintura. Ao substituir os alimentos do corpo pelo instrumento utilizado pelos pintores Ema M cria pinturas plenas de refer&ecirc;ncias e remiss&otilde;es &agrave; arte da pintura. Essa homenagem &agrave; pr&oacute;pria arte da pintura, atrav&eacute;s de um de seus componentes fundamentais, os pinc&eacute;is, coloca em destaque esses objetos t&atilde;o pouco observados e quase nada valorizados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E os pinc&eacute;is, o que s&atilde;o? O pincel, (do latim <i>peniculus</i>, pequena cauda) &eacute; um instrumento de pintura, de desenho ou de escritura, composto de um cabo ou haste (de madeira ou pl&aacute;stico) munido na sua extremidade de um tufo de pelos naturais ou fibras sint&eacute;ticas, mantidos gra&ccedil;as a uma presilha de metal ou amarrados com fios. Existe ainda outra terminologia para designar o tufo: a raiz, ou a parte mais pr&oacute;xima da presilha, o ventre, que caracteriza a parte central ou mais espessa do pincel e, por fim, a flor dos pelos, ou a ponta. Os pinceis tem diferentes tamanhos e formas: eles podem ser redondos, chatos longos, chatos curtos ou quadrados, em leque, chanfrados, finos etc., a serem usados de acordo com o material empregado, seja tinta a &oacute;leo, acr&iacute;lica, nanquim, aquarela etc. Se antigamente os artistas fabricavam eles mesmo seus pinc&eacute;is, seria preciso esperar o final s&eacute;culo XVIII para que surgisse a etapa importante das primeiras oficinas de fabrica&ccedil;&atilde;o especializadas. H&aacute; todo um universo ainda por conhecer sobre os pinc&eacute;is: os tipos de pelos, suas finalidades espec&iacute;ficas, seus modos de usar...</p>     <p>Os pinc&eacute;is compartilham da dupla cidadania de ferramentas e instrumentos: a primeira pelo seu car&aacute;ter de apetrecho necess&aacute;rio a uma arte e of&iacute;cio; na segunda pelo fato de ser um objeto que ajuda a levar a efeito uma a&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. S&atilde;o objetos comuns, sem aura, ao contr&aacute;rio das paletas, das telas, dos cavaletes, dos tubos de tinta, estes todos carregados de poesia e significados. Exemplos? Os pinc&eacute;is praticamente inexistem na arte enquanto representa&ccedil;&otilde;es. Que pinturas mostram pinc&eacute;is? Jean-Baptiste-Sim&eacute;on Chardin (Paris, 1699 &#8211; Paris, 1779), mestre franc&ecirc;s do s&eacute;culo XVIII, nos apresenta, em algumas de suas naturezas-mortas esses personagens. De um modo bastante discreto na primeira (<a href="#f6">Figura 6</a>) e, de modo mais evidente, na segunda (<a href="#f7">Figura 7</a>). Mas aqui eles n&atilde;o assumem o protagonismo das personagens dessas obras, eles s&atilde;o meros figurantes.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f6.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f7"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f7.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Se os holandeses se dedicaram a retratar uma parafern&aacute;lia de objetos em suas naturezas mortas como, por exemplo, nas mil flores de Balthasar van der Ast (Middelburg, 1594 &#8211; Delft, 1657) ou nas mesas postas de Wilem Claesz Heda (Harlen, 1594 &#8211; 1680) nestas, os pinc&eacute;is e os equipamentos da pintura est&atilde;o, curiosamente ausentes. Aus&ecirc;ncia not&aacute;vel quando olhamos para o maravilhoso auto-retrato de David Bailly (Leyden, 1584 &#8211; 1657) (<a href="#f8">Figura 8</a>), no qual temos esculturas, desenhos, pinturas e mesmo uma paleta presa &agrave; parede e, coisa not&aacute;vel, nenhum pincel!</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f8"><img src="/img/revistas/est/v5n9/5n9a15f8.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Mas voltemos aos pinc&eacute;is de Ema M. Seus pinc&eacute;is s&atilde;o sujeitos da sua pintura: est&atilde;o s&oacute;s, individualizados, emoldurados/encaixotados, mas em recipientes abertos, dando-se a ver em toda a sua pot&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos. Jean-Paul Sartre escreveu que "para sonhar a dissocia&ccedil;&atilde;o de um indiv&iacute;duo &#91;do todo&#93; &eacute; preciso primeiro saber individualiz&aacute;-los" (Sartre, 2014: p.17). Ao individualizar o pincel, Ema M d&aacute; a ele sua unicidade que nos permite perceb&ecirc;-los como a totalidade at&eacute; o momento invis&iacute;vel: eu vejo pinc&eacute;is, nunca vejo "o pincel". &Eacute; no centro da sua pintura, feita exclusivamente com um pincel, que percebemos sua import&acirc;ncia e seu car&aacute;ter vital: n&atilde;o se pinta sem pincel (mesmo quando uso um simulacro ou um s&iacute;mile, estou usando um pincel). O pincel adquire sua ess&ecirc;ncia de ser, de indiv&iacute;duo na arte da pintura. Conquista seu lugar de direito como a pr&oacute;tese mais pr&oacute;xima que os humanos encontraram para o c&eacute;rebro que pinta (assim como o l&aacute;pis ou o carv&atilde;o para o desenhista); &eacute; a ferramenta do obreiro pintor, &eacute; a extens&atilde;o, enfim, do pr&oacute;prio artista.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esses <i>15 Pinc&eacute;is</i>, no dizer da pr&oacute;pria artista, s&atilde;o descri&ccedil;&otilde;es que retratam as variedades deste objeto. Mas s&atilde;o bem mais do que isso: os pinceis n&atilde;o s&atilde;o, e nunca foram, simples objetos. Lembremo-nos que lavar os pinc&eacute;is era a primeira atividade, no rol das infind&aacute;veis tarefas dos aprendizes nas oficinas, a ser aprendida. Sua import&acirc;ncia estava decretada por este simples gesto: deixar &iacute;ntegra e inc&oacute;lume a ferramenta/instrumento. Essas pinturas trazem na sua pr&oacute;pria economia n&atilde;o somente a descri&ccedil;&atilde;o desse objeto pincel, mas a pr&oacute;pria id&eacute;ia da pintura enquanto tema e com suas correla&ccedil;&otilde;es com a erudi&ccedil;&atilde;o, com o tema da pintura sobre a pintura, com o tema do artista em atividade, da linguagem da pintura. Trata-se de uma s&eacute;rie de obras que articula um tema excepcional por sua raridade a uma estrat&eacute;gia compositiva culta: um exerc&iacute;cio de virtuosismo que permite que a economia do resultado esconda, com grande habilidade, a densidade de seu tema e de seu objeto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Balthasar van der Ast. &#91;Consult. 2014-01-25&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.wga.hu/index1.html" target="_blank">http://www.wga.hu/index1.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432130&pid=S1647-6158201400010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>David Bailly. &#91;Consult. 2014-01-25&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.wga.hu/index1.html" target="_blank">http://www.wga.hu/index1.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432131&pid=S1647-6158201400010001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jean-Baptist-Sim&eacute;on Chardin. &#91;Consult. 2014-01-25&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.wga.hu/index1.html" target="_blank">http://www.wga.hu/index1.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432132&pid=S1647-6158201400010001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Juan Sanchez C&oacute;tan. &#91;Consult. 2014-01-25&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.wga.hu/index1.html" target="_blank">http://www.wga.hu/index1.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432133&pid=S1647-6158201400010001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sartre, Jean-Paul (2013). <i>O Idiota da Fam&iacute;lia, Gustave Flaubert de 1821 &agrave; 1857, v.1.</i> Porto Alegre, RS: L&PM. ISBN 978.85.254.2993-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432134&pid=S1647-6158201400010001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schleiper Brochures &#91;Consult. 2013-12-28&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.schleiper.net/fr" target="_blank">http://www.schleiper.net/fr</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432136&pid=S1647-6158201400010001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Souriau, Etienne (2004). <i>Vocabulaire d&#39;&Eacute;sthetique.</i> Paris : PUF. ISBN 2130544010&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432137&pid=S1647-6158201400010001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wilem Claesz Heda. &#91;Consult. 2014-01-25&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.wga.hu/index1.html" target="_blank">http://www.wga.hu/index1.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1432138&pid=S1647-6158201400010001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 26 de janeiro e aprovado a 31 de janeiro de 2014.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:oluapgomes@ibest.com.br">oluapgomes@ibest.com.br</a>  (Paulo Gomes)</p>      ]]></body><back>
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