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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>Arte: do ritual ao virtual, sempre &agrave; procura</b></p>     <p><b>Art: from ritual to virtual, always looking further</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz&#42;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&#42;Portugal, editor da Revista :Est&uacute;dio.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Portugal, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Belas-Artes. Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058 Lisboa, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a arte e a transcend&ecirc;ncia &eacute; imemorial. Uma sociedade interroga-se sobre a vida e a morte, desenvolve rituais e estabelece media&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da oferta de objetos, de sacrif&iacute;cios, de representa&ccedil;&otilde;es, de pr&aacute;ticas funer&aacute;rias, de comportamentos que n&atilde;o surgem da necessidade biol&oacute;gica, surgem da necessidade pensada, ou melhor, surgem do esp&iacute;rito.</p>     <p>A quest&atilde;o estabelece-se entre o pensamento e as coisas. As coisas, o seu destino, o seu processo, o seu devir, t&ecirc;m regularidades, e irregularidades. Sobre as regularidades, como a quantidade, a perman&ecirc;ncia, a repeti&ccedil;&atilde;o, podemos estabelecer representa&ccedil;&otilde;es, ou rela&ccedil;&otilde;es de conhecimento. Sobre as irregularidades, percebidas como arbitr&aacute;rias, que provocam incerteza, vida e morte, destinos indeterminados, podemos pensar uma determina&ccedil;&atilde;o exterior, que nos transcende na dura&ccedil;&atilde;o e no conhecimento.</p>     <p>Podemos pensar Deus? Podemos influenciar os Seus des&iacute;gnios? Podemos represent&aacute;-Lo? Podemos dedicar-Lhe corpo, esp&iacute;rito, pensamento, ora&ccedil;&atilde;o? Podemos am&aacute;-Lo? Podemos neg&aacute;-Lo? Podemos representar o mundo da Sua cria&ccedil;&atilde;o? Podemos v&ecirc;-Lo?</p>     <p>Ao lan&ccedil;ar "Deus" como tema deste n&uacute;mero da revista Est&uacute;dio teve-se a perce&ccedil;&atilde;o inteira da sua profundidade. A condi&ccedil;&atilde;o humana faz-se da representa&ccedil;&atilde;o da sua finitude, na mesma medida da grandeza do que a transcende.</p>     <p>As coisas s&atilde;o muitas vezes apropriadas em duas dimens&otilde;es, utilit&aacute;rias, profanas, onde o signo se limita ao seu uso (fun&ccedil;&atilde;o signo) (Barthes, 1989), ou ent&atilde;o surgem como representa&ccedil;&otilde;es de media&ccedil;&atilde;o com o ausente, entrando-se no campo da representa&ccedil;&atilde;o e do sagrado (Eliade, 1992).</p>     <p>Assim foi, neste n&uacute;mero, o tema do desafio lan&ccedil;ado pela Est&uacute;dio. Adicionou-se este tema ao escopo que a revista Est&uacute;dio sempre tem apresentado, e que a distingue, ao solicitar aos artistas e criadores que apresentem as suas perspetivas sobre as obras de seus companheiros de profiss&atilde;o, colocando um &ecirc;nfase no estudo de artistas que s&atilde;o menos conhecidos, e dando prioridade aos origin&aacute;rios dos pa&iacute;ses abrangidos pelos idiomas da revista, portugu&ecirc;s e espanhol.</p>     <p>Nos &uacute;ltimos n&uacute;meros da Est&uacute;dio tem-se podido analisar muitos contributos de grande qualidade, que colocaram em estreito contacto a liga&ccedil;&atilde;o entre os diversos pa&iacute;ses, fazendo da Est&uacute;dio um espa&ccedil;o de conhecimento e de revela&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este n&uacute;mero 10 da Est&uacute;dio &eacute; constitu&iacute;do por 18 artigos, selecionados a partir de 46 submiss&otilde;es, a que se adicionou um dossier editorial, perfazendo assim um total de 21 artigos e uma entrevista.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo "<i>O Sagrado e o Profano</i> na obra de Paulo Kapela," de Teresa Matos Pereira (Portugal) reflete sobre a media&ccedil;&atilde;o que esse artista angolano, Paulo Kapela, convoca. Nas suas instala&ccedil;&otilde;es a media&ccedil;&atilde;o com ausentes mais ou menos sagrados traduz uma apropria&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos da cultura popular que nos faz refletir, de modo atualizado, e por exemplo, nas Mitologias, de Roland Barthes (2012).</p>     <p>Visitaci&oacute;n Ortega (Espanha), no texto "Una mirada desdoblada: la Semana Santa en la obra de Pilar Albarrac&iacute;n" acompanha o trabalho v&iacute;deo desta &uacute;ltima artista que se debru&ccedil;a sobre a Semana Santa andaluza e sobre as coreografias dos penitentes ocultos que transportam os andores, propondo uma sua revisita&ccedil;&atilde;o sobre um prisma que medita o ritual e o estere&oacute;tipo.</p>     <p>O artigo "Entre el cielo y la tierra: resignificaciones simb&oacute;lico / religiosas en las instalaciones de Cildo Meireles," de Mar&iacute;a Silvina Valesini (Argentina), acompanha as instala&ccedil;&otilde;es do artista brasileiro que, na instala&ccedil;&atilde;o "<i>miss&atilde;o/miss&otilde;es (como construir catedrais)</i>" apresenta uma invoca&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre as coisas e o esp&iacute;rito, separa&ccedil;&atilde;o paralela entre o ouro e aquilo a que &eacute; dedicado, numa rela&ccedil;&atilde;o de magnitudes.</p>     <p>Paula Almozara (Brasil), no artigo "Paisagem e espa&ccedil;o: elucubra&ccedil;&otilde;es sobre o sagrado e o sublime" apresenta uma perspetiva sobre a obra de Marcelo Moscheta, particularmente sobre a sua instala&ccedil;&atilde;o <i>Contra.C&eacute;u</i> (2010) apresentada Capela do Morumbi em S&atilde;o Paulo: a apresenta&ccedil;&atilde;o de uma paisagem sem fim devolve ao espectador a sua transitoriedade, numa atualiza&ccedil;&atilde;o do infinito que uma capela cont&eacute;m.</p>     <p>O artigo "Geometria, perspectiva linear e escala teol&oacute;gica, pintura e contemporaneidade. Que futuro?" de Ant&oacute;nio Oriol Trindade (Portugal) estabelece uma dial&eacute;ctica entre a idea pura que se representa pela geometria, e o seu reverso, os engenhoso artif&iacute;cios ilusionistas.</p>     <p>Pablo L&oacute;pez (Espa&ntilde;a), no artigo "El di&aacute;logo del artista contempor&aacute;neo y la iglesia cat&oacute;lica" apresenta uma reflex&atilde;o sobre a atualidade das interven&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas na espiritualidade por diversos criadores contempor&acirc;neos, contextualizando algumas interpela&ccedil;&otilde;es da Igreja aos artistas, &agrave;s suas possibilidades de proporem novas media&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A pianista Ana Cl&aacute;udia de Assis (Brasil), traz a discuss&atilde;o deste tema para a m&uacute;sica contempor&acirc;nea, no artigo "<i>Abyssus Ascendens ad Aeternum Splendorem</i>." Apresenta uma reflex&atilde;o sobre a gestualidade na obra de Jo&atilde;o Pedro Oliveira (para piano, orquestra e eletr&ocirc;nica) enquanto espiritualidade grafada na pr&oacute;pria nota&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a.</p>     <p>O artigo "Hein Semke: <i>F&eacute;, Certeza, Erro ou Necessidade?</i>" de Joanna Latka (Pol&oacute;nia / Portugal) apresenta a obra gravada desse autor alem&atilde;o radicado em Portugal, particularmente as respetivas representa&ccedil;&otilde;es de Cristo talhados na madeira da xilogravura, que transmitem na sua cor e na textura da sua matriz a profunda materialidade da paix&atilde;o: a goiva do xilogravador repete o calv&aacute;rio.</p>     <p>Guillermo Mart&iacute;nez (Espanha) no artigo "Adaptaci&oacute;n est&eacute;tica y conceptual de la imaginer&iacute;a del siglo XXI en la obra escult&oacute;rica de Juan Manuel Mi&ntilde;arro" apresenta as pesquisas e resultados do escultor espa&ntilde;ol em busca de um referencial de objectividade, quando investiga o Santo Sud&aacute;rio de Turim, integrando a equipa de investiga&ccedil;&atilde;o do Centro Espa&ntilde;ol de Sindonologurim&iacute;a (CES).</p>     <p>O artigo "Sinval Garcia e os fluxos incessantes em Samsara," de Cinthya Marques do Nascimento e Orlando Maneschy (Brasil) apresenta a obra de Sinval Garcia, desaparecido prematuramente (1966-2011), particularmente a s&eacute;rie <i>Samsara</i> (1997) onde este autor se auto representa como um corpo exposto, morto, em transi&ccedil;&atilde;o, em paix&atilde;o, ou em exibi&ccedil;&atilde;o, observando-se uma inquieta&ccedil;&atilde;o sobre a identidade e a exist&ecirc;ncia, adivinhando-se uma outra procura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Zalinda Cartaxo (Brasil), no texto "Como um gr&atilde;o de areia: Sobre uma obra de Regina de Paula" apresenta uma obra que refere as escrituras sagradas, agora apresentadas como um livro de areia, ou seja, livro infinito, atualizando o conto de Borges (<i>O livro de areia</i>, 2012).</p>     <p>O artigo "En b&uacute;squeda de la redenci&oacute;n: El infierno seg&uacute;n los Chapman," de Fernando S&aacute;ez (Espanha), debru&ccedil;a-se sobre o trabalho de dois artistas da gera&ccedil;&atilde;o YBA (<i>Young British Artists</i>), os Chapman, que tomam o sofrimento humano como assunto de representa&ccedil;&atilde;o escult&oacute;rica: no inferno, somos n&oacute;s.</p>     <p>Mihaela Radulescu de Barrio (Peru), no texto "Dios en la Naturaleza: el recorrido inici&aacute;tico de Harry Ch&aacute;vez" apresenta a obra h&iacute;brida deste autor peruano, que recupera os mitos ancestrais da Amaz&oacute;nia, a serpente, as plantas, o ser humano, as suas interliga&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>No campo da joalharia, Ana Paula de Campos (Brasil), apresenta no seu texto a obra do joalheiro holand&ecirc;s "Ruudt Peters: a materialidade do corpo e a espiritualidade da mat&eacute;ria." A joalharia &eacute; desde h&aacute; muito uma pr&aacute;tica que procura a media&ccedil;&atilde;o entre o material e o espiritual, revisitando-se vasos e estruturas que remetem para liga&ccedil;&otilde;es ao imaterial atrav&eacute;s da sua escrupulosa materialidade.</p>     <p>O texto "Religiosidad &#39;contracultural&#39; en la obra de Oca&ntilde;a" de Jos&eacute; Naranjo (Espanha), reflete sobre a dimens&atilde;o religiosa de um autor travesti, atormentado pelo contraste entre a sua identidade e a sua f&eacute;.</p>     <p>O arquiteto modernista brasileiro Fl&aacute;vio de Carvalho assumiu nos anos 30 do S&eacute;c. XX uma das suas obsess&otilde;es mais pessoais, de modo provocat&oacute;rio, sobre o tema da religi&atilde;o, fazendo interven&ccedil;&otilde;es / performances. O tema &eacute; revisto por Ricardo Maur&iacute;cio Gonzaga (Brasil), que assim apresenta, no seu artigo, algumas das a&ccedil;&otilde;es de Fl&aacute;vio, no texto "Na contram&atilde;o da religi&atilde;o: Fl&aacute;vio de Carvalho e o bailado da morte de Deus."</p>     <p>Cl&aacute;udia Fran&ccedil;a (Brasil), no texto "Escuta e voz: sobre o ato de confiss&atilde;o no trabalho &#39;Escuto Hist&oacute;rias de Amor&#39; de Ana Teixeira" apresenta as performances em que esta artista se prop&otilde;e ouvir, numa esp&eacute;cie de confession&aacute;rio de rua, as hist&oacute;rias de amor dos circunstantes.</p>     <p>O artigo "Dios como experiencia de luz en la obra de Mapi Rivera" de Mar&iacute;a Betr&aacute;n Torner (Brasil) revisita o projeto anuntius, de Mapi Rivera, onde a fotografia reinterpreta o tema da anuncia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Sandra Makowiecky (Brasil) no artigo "Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila: entre c&eacute;us e infernos" revisita a obra deste autor, fundador da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Arte Sacra e associado aos projetos das "Escolinhas de Arte" do Brasil, apresentando rela&ccedil;&otilde;es entre a religiosidade a&ccedil;oriana e as marcas deixadas no Estado de Santa Catarina, Brasil.</p>     <p>O Dossier Editorial re&uacute;ne alguns artigos feitos por convite, iniciando-se pelo texto "Do C&eacute;u aos C&eacute;us: Rui Macedo" de Margarida P. Prieto, onde a potencialidade metalingu&iacute;stica de Rui Macedo e os seus di&aacute;logos com os acervos e os edif&iacute;cios permitem estabelecer liga&ccedil;&otilde;es entre o esp&iacute;rito e a as suas representa&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo "La imagen sincr&eacute;tica: los emblemas visuales de la pintura de Ferran Garc&iacute;a Sevilla, " de Joaqu&iacute;n Escuder apresenta este pintor (Espanha) que se interroga, na s&eacute;rie <i>Deuses</i>, sobre o resgate da imagem, da pureza da sua representa&ccedil;&atilde;o, revisitando-se o signo e a sua pertin&ecirc;ncia mediadora original.</p>     <p>Rui Serra (Portugal) apresenta uma entrevista ao escultor Rui Chafes, no texto "Esferas Suspensas, entrevista a Rui Chafes," onde se compreende a dimens&atilde;o espiritual consistente e articulada na contradi&ccedil;&atilde;o da materialidade expressiva das esculturas em ferro.</p>     <p>Este n&uacute;mero 10 da revista Est&uacute;dio re&uacute;ne com abrang&ecirc;ncia diversos meios expressivos, como a pintura, a escultura, a gravura, a joalharia, a performance, a m&uacute;sica, o v&iacute;deo, entre outras. A sua geografia &eacute; expressiva: os autores trazem novidade, qualidade, novas perspetivas. Sobre o tema proposto, Deus, constata-se que a preocupa&ccedil;&atilde;o dominante nas perspetivas aqui reunidas, &eacute; precisamente a da media&ccedil;&atilde;o. Os artistas medeiam desde sempre, e assim se constata a sua naturalidade na rela&ccedil;&atilde;o com o sagrado, ou na acesa cr&iacute;tica do profano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Eliade, Mircea (1992) <i>Tratado de Hist&oacute;ria das Religi&otilde;es</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Asa. ISBN 9724111040&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433423&pid=S1647-6158201400020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barthes, Roland (2012) <i>Mitologias</i>. Lisboa: Ed. 70. ISBN 9789724412924&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433424&pid=S1647-6158201400020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barthes, Roland (1989) <i>Elementos de semiologia</i>. Lisboa: Ed. 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433425&pid=S1647-6158201400020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borges, Jorge Lu&iacute;s (2012) <i>O livro de Areia</i>. Lisboa: Quetzal. ISBN 9789725649930&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433427&pid=S1647-6158201400020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name = "c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:joao.queiroz@fba.ul.pt">joao.queiroz@fba.ul.pt</a></p>      ]]></body><back>
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