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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Geometria, perspectiva linear e escala teológica, pintura e contemporaneidade: Que futuro?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Belas-Artes ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article concerns the impact of the traditional geometric linear perspective, as a strong conceptual tool in certain tracks in the world of visual arts, establishing connections and theoretical and practical bridges, between its use as a theological operational scale during the XV, XVI, XVII and XV centuries, with certain manifestation ways in the contemporary art, in a more profane level, in the form of easel painting but also on a more monumental scale. In the various historical periods, comprising contemporaneity, we can verify, despite the different techniques, the use of some common principles, especially in theoretical bridges launched in the XV century, with some proposals of the twentieth century.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Geometria]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Geometria, perspectiva linear e escala teol&oacute;gica, pintura e contemporaneidade. Que futuro?</b></p>     <p><b>Geometry, linear perspective and theological scale, painting and contemporaneity. What future?</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ant&oacute;nio Oriol Trindade&#42;</b></p>     <p>&#42;Portugal, pintor e professor. Licenciatura em Pintura, Faculdade de Belas-Artes da universidade de Lisboa (FBAUL) Mestrado em Arte, Patrim&oacute;nio e Restauro (variante de Hist&oacute;ria da Arte), pela Faculdade de Letras da universidade de Lisboa (FLUL) Doutoramento Belas-Artes especialidade de Geometria Descritiva (FBAUL).</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes. Largo da Academia Nacional de Belas-Artes. 1249-058 Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b>    <br> </p>     <p>O presente artigo refere o impacto da tradicional perspectiva linear geom&eacute;trica, como um forte instrumento conceptual em determinados trilhos do mundo das artes visuais, estabelecendo conex&otilde;es e pontes te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas, entre a sua utiliza&ccedil;&atilde;o como escala teol&oacute;gica, operativa durante os s&eacute;culos XV, XVI, XVII e XV, com determinadas manifesta&ccedil;&otilde;es na arte contempor&acirc;nea, numa escala mais profana, na modalidade de pintura de cavalete mas tamb&eacute;m numa escala mais monumental. Nos v&aacute;rios tempos hist&oacute;ricos, que compreendem a contemporaneidade, verificamos, apesar das diferentes t&eacute;cnicas, a utiliza&ccedil;&atilde;o de alguns princ&iacute;pios comuns, sobretudo nas pontes te&oacute;ricas lan&ccedil;adas no s&eacute;culo XV, com algumas propostas do s&eacute;culo XX.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Geometria / Perspectiva / Anamorfose / Trompe l&#39;oeil.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article concerns the impact of the traditional geometric linear perspective, as a strong conceptual tool in certain tracks in the world of visual arts, establishing connections and theoretical and practical bridges, between its use as a theological operational scale during the XV, XVI, XVII  and XV centuries, with certain manifestation  ways in the contemporary art, in a more profane  level, in the form of easel painting but also on a  more monumental scale. In the various historical periods, comprising contemporaneity, we can verify, despite the different techniques, the use of some common principles, especially in theoretical bridges launched in the XV century, with some proposals of the twentieth century. </p>     <p><b>Keywords:</b> Geometry / Perspective / Anamorphosis / Trompe l&#39;oeil.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o da perspectiva linear ainda se verifica em determinados caminhos trilhados na contemporaneidade, surgindo como um m&eacute;dium ou um ve&iacute;culo do conhecimento eficaz na concep&ccedil;&atilde;o de determinadas mensagens significantes e produtoras de significados. O legado hist&oacute;rico, mostra que a perspectiva linear operando de forma conceptual na pintura, do Renascimento at&eacute; aos dias de hoje, soluciona ainda hoje determinadas ideias art&iacute;sticas, onde &eacute; verific&aacute;vel no estado actual da arte o aproveitamento dos respectivos conte&uacute;dos te&oacute;ricos operativos desta ci&ecirc;ncia. Sobrevivendo em novas propostas est&eacute;ticas, persiste a mem&oacute;ria e a forte heran&ccedil;a da <i>costruzione legittima</i> atribu&iacute;da a Brunelleschi/ Alberti. Nesta heran&ccedil;a cultural, estabelecem-se pontes entre a perspectiva linear enunciada numa escala teol&oacute;gica operativa anterior com alguns percursos da contemporaneidade, que compreendem, por exemplo, a tem&aacute;tica da pintura metaf&iacute;sica e transcendental figurativa de Jorge Pinheiro, mas sobretudo a quest&atilde;o do <i>trompe l&#39;oeil</i> e da anamorfose, dois ramos da perspectiva, como s&atilde;o os casos da obra do franc&ecirc;s Georges Rousse e do su&iacute;&ccedil;o Felice Varini, onde em rela&ccedil;&atilde;o a este &uacute;ltimo faremos refer&ecirc;ncia em particular.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Geometria, perspectiva linear e a pintura de cavalete</b></p>     <p>O caso de Jorge Pinheiro</p>     <p>A verificabilidade da perspectiva linear plana tradicional, antes tamb&eacute;m j&aacute; servira de instrumento da propaganda da f&eacute; na pr&oacute;pria pintura de cavalete, modelando e agrupando figuras e temas religiosos nas composi&ccedil;&otilde;es. No entanto, os ecos dessa escala persp&eacute;ctica, anteriormente teol&oacute;gica, detectam-se ainda hoje curiosamente na pintura de cavalete. S&atilde;o exemplos paradigm&aacute;ticos alguns desenhos e pinturas de Jorge Pinheiro (Pinharanda, 1996: 113-153). Este autor, num determinado per&iacute;odo recorre a uma matriz neocl&aacute;ssica, apoiando-se numa forte estrutura&ccedil;&atilde;o composicional do espa&ccedil;o da representa&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ada pela for&ccedil;a e robustez das linhas geom&eacute;tricas, operando com a geometria plana, com a geometria descritiva e com o m&eacute;todo da perspectiva linear. Estas pinturas de forte carga m&iacute;stica e transcendental trazem a mem&oacute;ria da pintura religiosa de s&eacute;culos anteriores, sobretudo do Renascimento, do Barroco, do Classicismo e do Neoclassicismo. Tal &eacute; o caso da composi&ccedil;&atilde;o "<i>Porqu&ecirc;</i>", de 1991, onde o autor solidifica e equilibra a composi&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da geometria impl&iacute;cita do rect&acirc;ngulo de suporte, considerando as medianas, as diagonais e o tri&acirc;ngulo equil&aacute;tero como elementos de coes&atilde;o geom&eacute;trica que condicionam e seguram a robustez das figuras representadas (<a href="#f1">Figura 1</a> e <a href="#f2">Figura 2</a>). Por outro lado, a perspectiva linear modela na perfei&ccedil;&atilde;o as formas geom&eacute;tricas do pavimento onde se situa o volume arquitect&oacute;nico onde assentam as duas figuras, cujo ponto de fuga principal coincide com o centro do rect&acirc;ngulo. A geometria e particularmente a perspectiva geom&eacute;trica sustentam assim fortemente a obra figurativa &#8211; e tamb&eacute;m a abstracta &#8211; metaf&iacute;sica e citacionista de Jorge Pinheiro, de uma carga simb&oacute;lica e sem&acirc;ntica que envolve uma escala transcendental evidente e de grande impacto visual.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f1.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f2.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Geometria, perspectiva linear, escala teol&oacute;gica e contemporaneidade</b></p>     <p>Noutros caminhos, na abordagem da perspectiva, quer na geom&eacute;trica, quer na org&acirc;nica, mediante os seus ingredientes geom&eacute;trico8s e gr&aacute;ficos, como as linhas, a cor, a textura e a sobreposi&ccedil;&atilde;o, j&aacute; referidos por Manuel Couceiro (Couceiro, 2003: 22), a perspectiva pode e tem uma fun&ccedil;&atilde;o important&iacute;ssima, pois para al&eacute;m de intervir isoladamente na pintura de cavalete, ela torna-se um poderoso instrumento de concep&ccedil;&atilde;o e de liga&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas art&iacute;sticas aparentemente separadas. Neste sentido, assistimos a uma ponte, na quest&atilde;o da grande escala monumental, entre o legado hist&oacute;rico da perspectiva linear teol&oacute;gica, que estruturava esses grandes tectos e ab&oacute;badas dos espa&ccedil;os tridentinos, com a geometria e a perspectiva que tamb&eacute;m interv&ecirc;m na contemporaneidade em espa&ccedil;os e ambientes diversos de grande monumentalidade, aplicando quer no interior, quer no exterior, o mesmo conceito de anamorfose.</p>     <p>No Renascimento, mas sobretudo no per&iacute;odo Barroco depois da Contra-Reforma, com as representa&ccedil;&otilde;es ilus&oacute;rias em tectos e ab&oacute;badas, a perspectiva adquiriu uma escala teol&oacute;gica surpreendente. Foi o tempo das grandes representa&ccedil;&otilde;es em tectos e ab&oacute;badas das grandes igrejas, a que Portugal n&atilde;o &eacute; excep&ccedil;&atilde;o. A ci&ecirc;ncia geom&eacute;trica da perspectiva linear difunde-se agora numa escala verdadeiramente teol&oacute;gica, sobretudo no s&eacute;culo XV, que &eacute; alargada em in&uacute;meros tratados de pintura e arquitectura, curiosamente quase todos eles realizados e compilados por monges, a maior parte deles jesu&iacute;tas. Mas esta perspectiva e geometria difundida nos tratados e colocada na pr&aacute;tica por artistas que muitos deles conheciam, servia agora de instrumento de propaganda da f&eacute; crist&atilde; e dos valores tridentinos. O ponto de fuga &uacute;nico ou principal, anteriormente vis&iacute;vel nas pinturas de cavalete, da renascen&ccedil;a italiana e transalpina, serve ou coincide agora com o ponto de fuga da eternidade. Era e foi essa a aspira&ccedil;&atilde;o e o objectivo do pintor e tratadista jesu&iacute;ta Andrea Pozzo, que na sua obra <i>Perspectiva Pictorum</i> (Pozzo,1693) e nas suas realiza&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas, como &eacute; o caso paradigm&aacute;tico da pintura ilusionista da ab&oacute;bada da igreja de Santo In&aacute;cio em Roma, nos lega uma obra de forte impacto visual, seduzindo ou tentando seduzir novos fi&eacute;is ao convite da f&eacute; cat&oacute;lica com o aux&iacute;lio da ci&ecirc;ncia da perspectiva (<a href="#f3">Figura 3</a> e <a href="#f4">Figura 4</a>). A converg&ecirc;ncia das linhas compositivas da perspectiva linear simbolizava o caminho eterno e materializava-se no ponto de fuga &uacute;nico pozziano que simbolizava esse encontro com a figura eterna de Deus. A ci&ecirc;ncia geom&eacute;trica servia assim a propaganda dos ideais da f&eacute; e da igreja. A escala persp&eacute;ctica tradicional encontra a escala teol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f3.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f4.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A perspectiva linear na pintura integrada e algumas quest&otilde;es t&eacute;cnicas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No campo da representa&ccedil;&atilde;o e de cria&ccedil;&atilde;o de novos <i>trompe l&#39;oeils</i> e anamorfoses geom&eacute;tricas, os modernos projectores de luz tamb&eacute;m s&atilde;o de uma grande utilidade para a cria&ccedil;&atilde;o dos efeitos destas imagens, pois substituem alguns m&eacute;todos antigos como &eacute; o caso, entre outros, das antigas lanternas m&aacute;gicas, para al&eacute;m de permitirem economizar tempo relativamente aos c&aacute;lculos geom&eacute;tricos dos desenhos preparat&oacute;rios e com a vantagem de a luz que erradia da fonte do projector n&atilde;o ser tremula. Esses projectores funcionam como cones ou pir&acirc;mides visuais autom&aacute;ticos, que, uma vez accionados com uma imagem-referente que se pretende projectar, mediante a ac&ccedil;&atilde;o da respectiva fonte luminosa, permitem projectar com grandes dist&acirc;ncias de projec&ccedil;&atilde;o, imagens em qualquer tipo de superf&iacute;cies. Deste modo, com a utiliza&ccedil;&atilde;o destes instrumentos, as imagens ou referentes s&atilde;o projectados frontalmente ou obliquamente em superf&iacute;cies planas, curvas, tridimensionais, mistas, ou compostas, obtendo as anamorfoses. Para efeitos de restitui&ccedil;&atilde;o da imagem, o lugar da fonte de luz do projector que cria a imagem ilus&oacute;ria projectada dever&aacute; situar-se no lugar do ponto sublime, ou ponto de vista ideal, a que os operadores pl&aacute;sticos do Barroco designaram de "olho pr&iacute;ncipe". Com este mesmo princ&iacute;pio, poderemos de forma simples tamb&eacute;m criar anamorfoses nas variad&iacute;ssimas superf&iacute;cies poss&iacute;veis. Tal &eacute; o caso dos artistas George Rousse e Felice Varini. Assim, as quadr&iacute;culas de linhas ortogonais utilizadas pelos antigos, a utiliza&ccedil;&atilde;o de fios de prumo e a respectiva transforma&ccedil;&atilde;o em linhas e grelhas trapezoidais e curvil&iacute;neas (Danti, 1583: 89; Pozzo, 1693.a: 214-215; Bibiena,1732: 58), como as que certamente foram utilizadas por v&aacute;rios autores (<a href="#f5">Figura 5</a> e <a href="#f6">Figura 6</a>) e certamente por Andrea Pozzo, por exemplo, na cria&ccedil;&atilde;o das anamorfoses planas realizadas cerca de 1680 e que hoje verificamos nas superf&iacute;cies das paredes do corredor da Casa Professa de Gez&ugrave; (<a href="#f7">Figura 7</a> e <a href="#f8">Figura 8</a>) (Luca, 2000: 51-58; Fazolo, 2004: 149-154; Migliari, 2000: 71-81), podem agora ser readaptadas, na cria&ccedil;&atilde;o de novos projectos. Substituindo esses antigos m&eacute;todos pelos modernos projectores de luz de grande alcance, onde o lugar do posicionamento da fonte de luz corresponder&aacute; sempre ao lugar do ponto de observa&ccedil;&atilde;o correcto, tal como Pozzo pensava, estamos em condi&ccedil;&otilde;es de criar anamorfoses de uma grande escala para espa&ccedil;os p&uacute;blicos de grandes &aacute;reas e dimens&otilde;es. Basta, para tal, projectar o referente, que uma vez introduzido no projector, permite que a respectiva imagem de dimens&otilde;es reduzidas se projecte agora em qualquer tipo de superf&iacute;cie, plana, curva, poli&eacute;drica ou mista, numa escala de grandes dimens&otilde;es, dependendo tamb&eacute;m da abertura ou da amplitude do cone de luz-sombra que irradia do projector. A intersec&ccedil;&atilde;o das rectas luminosas que transportam a imagem do referente do slide com as superf&iacute;cies que se encontram no seu caminho determinam a perspectiva linear procurada. Para registar o desenho final nas superf&iacute;cies, basta riscar, com um meio gr&aacute;fico qualquer, as linhas das formas projectadas nas superf&iacute;cies pelo projector de luz.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f5.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f6.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f7"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f7.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f8"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f8.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4. Perspectiva linear, monumentalidade e contemporaneidade</b></p>     <p>Na contemporaneidade, as obras de escala monumental de Georges Rousse, mas sobretudo de Felice Varini, s&atilde;o paradigm&aacute;ticas na continua&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o da perspectiva linear, mais especificamente de dois ramos daquela ci&ecirc;ncia, ou seja, nas variantes das anamorfoses e dos <i>trompe l&#39;oeils</i>. Varini cria anamorfoses e <i>trompe l&#39;oeils</i> geom&eacute;tricos numa escala monumental e com os princ&iacute;pios j&aacute; atr&aacute;s referidos, ilustrados nas obras e na tratad&iacute;stica antiga, embora agora com outros recursos mais actuais. Segundo Roberta Mazolla (Varini, 2007; Mazolla, s.d.), Varini valoriza a constru&ccedil;&atilde;o das anamorfoses de forma semelhante aos antigos mas utilizando novas tecnologias, valorizando de igual modo o ponto de vista, a respectiva coloca&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo e o enquadramento da pe&ccedil;a que o autor pretende projectar, onde o artista aborda, na complexidade da sua obra, as rela&ccedil;&otilde;es entre a realidade est&eacute;tica, influenciado pela arte minimalista, e a realidade geom&eacute;trica, perceptiva. Como refere a autora:</p>     <blockquote><i>Varini utilise l&#39;image lumineuse d&#39;un dessin projet&eacute;e dans l&#39;espace, calqu&eacute;e "de mani&egrave;re picturale", comme une copie, l&#39;impression d&#39;une diapositive, entraÃ®nant le renversement de la projection illusoire et attribuant &agrave; l&#39;espace le r&ocirc;le d&#39;&eacute;cran, de lieu d&#39;une visibilit&eacute;</i> (Varini, 2007; Mazolla, s.d.).</blockquote> </p>     <p>A obra de Varini, entre muitas outras, constitui um caminho poss&iacute;vel da aplicabilidade da ci&ecirc;ncia da perspectiva linear, neste caso, na cria&ccedil;&atilde;o de modernas anamorfoses em espa&ccedil;os p&uacute;blicos e arquitect&oacute;nicos pr&eacute;-existentes, sendo ao mesmo tempo bem representativa da heran&ccedil;a cultural, da respectiva evolu&ccedil;&atilde;o e, mais especificamente, da apropria&ccedil;&atilde;o, da import&acirc;ncia e da aplica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia geom&eacute;trica no estado actual da arte (<a href="#f9">Figura 9</a> e <a href="#f1">Figura 10</a>).</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f9"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f9.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f10"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a06f10.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No cen&aacute;rio actual, conclu&iacute;mos que a perspectiva passou de um anterior instrumento t&eacute;cnico e simb&oacute;lico, oscilando entre uma escala teol&oacute;gica e profana, a um poderoso instrumento t&eacute;cnico e est&eacute;tico, adquirindo na contemporaneidade, tal como no Barroco tridentino, embora com outros objectivos, uma escala p&uacute;blica e l&uacute;dica ainda mais monumental, igualmente com resultados surpreendentes. Tal &eacute; o caso da obra do artista Felice Varini, que embora servindo-se de novas tecnologias, n&atilde;o deixa, no entanto, de reciclar e de reaplicar os mesmos princ&iacute;pios b&aacute;sicos divulgados por, entre outros autores, Egnatio Danti, Andrea Pozzo e Ferdinando Galli Bibiena nos seus tratados e obras seiscentistas e oitocentistas, valorizando e recorrendo ainda ao conceito de "olho-pr&iacute;ncipe". Noutros caminhos da contemporaneidade, Jorge Pinheiro recorre ao simbolismo da perspectiva, mas numa escala de menor monumentalidade, onde a ci&ecirc;ncia da geometria e da perspectiva linear constituem igualmente fortes instrumentos conceptuais estruturantes que enunciam uma transcendentalidade e um misticismo que s&atilde;o latentes no seu trabalho correspondente &agrave; &uacute;ltima fase figurativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Couceiro, Manuel (2003), "Perspectiva Topol&oacute;gica &#8211; O Conceito", in <i>Boletim da Aproged</i>, N&ordm;21, Porto: 21-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433114&pid=S1647-6158201400020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Couceiro, Manuel (1992), <i>Perspectiva e Arquitectura. Uma Express&atilde;o de Intelig&ecirc;ncia no Trabalho de Concep&ccedil;&atilde;o</i>, Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento, Lisboa, Faculdade de Arquitectura da Universidade T&eacute;cnica de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433116&pid=S1647-6158201400020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Danti, Egnatio (1583), <i>Les Deux R&egrave;gles de la Perspective Pratique de Vignole 1583,</i> com tradu&ccedil;&atilde;o e edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica de Pascal Dubourg GLATIGNY, inclui a edi&ccedil;&atilde;o facsimilada romana de 1583, Paris, CNRS Editions, 2003. ISBN 2-271-06105-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433118&pid=S1647-6158201400020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fasolo, Marco (2004), "La Galleria di Sant&#39;Ignazio alla Casa Professa del Ges&ugrave;. Problema Teorico circa la Prospettiva della parede di Fondo", in <i>L&#39;Architettura dell&#39;Inganno. Quadraturismo e Grande Decorazione nella Pittura di et&agrave; Barocca</i>", cat&aacute;logo relativo &agrave;s actas do Congresso Internacional de Estudos, realizado em Rimini, Palazzina Roma, Parque Federico Fellini, Novembro de 2002, a cura di Fauzia FARNETI, Deanna LENZI, Firenze, Alinea Editrice: 149-154. ISBN 88-8125-695-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433120&pid=S1647-6158201400020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Felice Varini (2007), <i>Felice Varin</i>i.  Dispon&iacute;vel: <a href="http://www.varini.org" target="_blank">http://www.varini.org</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433122&pid=S1647-6158201400020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Galli Bibiena, Ferdinando,(1732),  <i>Direzioni della Prospettiva Teorica. Corrispondente a quelle dell&#39; Architettura. Istruzione A&#39; Giovanni Studenti di Pittura e Architettura, 2 Vols.</i>, Bologna, Lelio dalla Volpe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433123&pid=S1647-6158201400020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Georges Rosse (1981-2008), <i>Georges Rosse</i>. dispon&iacute;vel : <a href="http://www.georgesrousse.com" target="_blank">http://www.georgesrousse.com</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433125&pid=S1647-6158201400020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luca, Maurizio de (2000), "Tecniche di trasposizione del disegno nei dipinti murali", in <i>La Costruzione dell&#39;Architettura Illusoria., a cura di Riccardo Migliari, Contributi di Mario Docci, Riccardo Migliori, Maurizio De Luca, Paolo Violini, Marco Fasolo, Andrea Casale, Laura De Carlo, Laura A. Carlevaris, Daniele Di Marzio, Graziano Mario Valenti e Alida Mazzoni. </i>Roma, Gangemi Editore, Vol.II: 51-58. ISBN 88-7448-987-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433126&pid=S1647-6158201400020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mazzola, Roberta (s.d.), "Castelgrande", in <a href="http://www.varini.org/04tex/texa10.html" target="_blank">http://www.varini.org/04tex/texa10.html</a>     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433128&pid=S1647-6158201400020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Migliari, Riccardo (2000), "Geometria e mistero nelle prospettive di fratel Pozzo alla casa professa del Ges&ugrave;", in <i>La Costruzione dell&#39;Architettura Illusoria, a cura di Riccardo Migliari, Contributi di Mario Docci, Riccardo Migliori, Maurizio De Luca, Paolo Violini, Marco Fasolo, Andrea Casale, Laura De Carlo, Laura A. Carlevaris, Daniele Di Marzio, Graziano Mario Valenti e Alida Mazzoni. </i>Roma, Gangemi Editore, Vol.II: 71-81. ISBN 88-7448-987-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433129&pid=S1647-6158201400020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pinharanda, Jo&atilde;o Lima (1996), <i>Jorge Pinheiro</i>. Lisboa, Asa. ISBN &#8211; 972-41-2814-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433131&pid=S1647-6158201400020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pozzo, Andrea (1693.a), <i>Perspective in Architecture and Painting</i>. reed. facsimilida do 1&ordm;Volume da edi&ccedil;&atilde;o latina e inglesa de 1707, do tratado Perspectiva Pictorum et Architectorum, Roma, London/ New York, Dover, 1989. ISBN 0-486-25855-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433133&pid=S1647-6158201400020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pozzo, Andrea (1693.b), <i>Prospettiva de&#39; Pittori e Architetti, </i>2 Vols., Roma, Stamperia di G.G.Komarek.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1433135&pid=S1647-6158201400020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido a 8 de agosto e aprovado a 23 de setembro de 2014</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name = "c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:orioltrindade@fba.ul.pt">orioltrindade@fba.ul.pt</a></p>      ]]></body><back>
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