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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[José Silveira D'Ávila entre céus e infernos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Jose Silveira D'Ávila between heaven and hell]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Estado de Santa Catarina Centro de Artes ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this paper is to present in brief notes a reading of a portion of José Silveira D'Ávila's work, emphasizing his classical formation, his erudition and presence of Catholic religiosity giving life to fantasy worlds, populated by saints and demons, images of heaven and hell, as tangible realities that affect the daily lives of each one.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila entre c&eacute;us e infernos</b></p>     <p><b>Jose Silveira D&#39;&Aacute;vila between heaven and hell</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Sandra Makowiecky&#42;</b></p>     <p>&#42;Brasil. Professora e pesquisadora, programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e cr&iacute;tica de arte. Licenciatura em Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica Habilita&ccedil;&atilde;o Artes Pl&aacute;sticas pela universidade do Estado de Santa Catarina, especializa&ccedil;&atilde;o em Arte &#8211; Educa&ccedil;&atilde;o pela uDESC; Mestrado em Gest&atilde;o do Desenvolvimento e Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional pela universidade Moderna de Lisboa e Doutorado Interdisciplinar em Ci&ecirc;ncias Humanas pela universidade Federal de Santa Catarina.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Centro de Artes ( CEART), Av. Madre Benvenuta, 1907, Itacorubi, Florian&oacute;polis / SC. CEP: 88035-901, Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b>    <br> </p>     <p>O objetivo deste texto &eacute; apresentar em breves notas uma leitura de parcela da obra de Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila, enfatizando sua forma&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica, sua erudi&ccedil;&atilde;o e presen&ccedil;a de religiosidade cat&oacute;lica, dando vida a mundos fant&aacute;sticos, povoados de santos e dem&ocirc;nios, imagens de c&eacute;us e infernos, como realidades palp&aacute;veis que interferem no cotidiano de cada um.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila / C&eacute;us e infernos / Deus.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The purpose of this paper is to present in brief notes a reading of a portion of Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila&#39;s work, emphasizing his classical formation, his erudition and presence of Catholic religiosity giving life to fantasy worlds, populated by saints and demons, images of heaven and hell, as tangible realities that affect the daily lives of each one.</p>      <p><b>Keywords:</b> Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila / Heaven and Hell / God.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o: os cl&aacute;ssicos que n&atilde;o s&atilde;o lidos</b></p>     <p>Hoje, nem sempre os cl&aacute;ssicos <i>s&atilde;o lidos,</i> nos diz Adauto Novaes (2008: s.p). Para o autor, pol&iacute;tica, obras de arte e obras de pensamento, antes admiradas, tornam-se coisas indiferentes e as duas maiores inven&ccedil;&otilde;es da humanidade &#8211; o passado e o futuro, como escreve o poeta &#8211; desaparecem, dando lugar a um presente eterno e sem mem&oacute;ria. Luiz Marques (2008), em "<i>A F&aacute;brica do antigo</i>", desenvolve um racioc&iacute;nio que por analogia, pode ser aplicado a este trabalho: podemos dizer que h&aacute; muita coisa entre passado e presente e entre tradi&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica e a obra de Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila, se entendermos que esses artistas e processos hist&oacute;ricos n&atilde;o seriam intelig&iacute;veis se desligados de suas refer&ecirc;ncias &agrave; Antiguidade, a partir da qual se movem. Tal &eacute; o significado da no&ccedil;&atilde;o de tradi&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica, esse tecido de refer&ecirc;ncias comemoradas que possibilitou &agrave; hist&oacute;ria da arte e das letras se constituir como um tenso di&aacute;logo entre passado e presente. Como diz Giulio Carlo Argan, &eacute; enquanto problema dotado de uma perspectiva hist&oacute;rica que a obra se oferece ao ju&iacute;zo contempor&acirc;neo. Talvez possamos aqui desenvolver uma ideia t&atilde;o cara &agrave; Aby Warburg e Georges Didi-Huberman, descrita por Agamben , em Ninfas:</p>     <blockquote><i>A hist&oacute;ria da humanidade &eacute; sempre a hist&oacute;ria de fantasmas e imagens, porque &eacute; na imagina&ccedil;&atilde;o que tem lugar a fratura entre o individual e o impessoal, o m&uacute;ltiplo e o &uacute;nico, o sens&iacute;vel e o intelig&iacute;vel, e, ao mesmo tempo, a tarefa de sua recomposi&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica. As imagens s&atilde;o o resto, os vest&iacute;gios do que os homens que nos precederam esperaram e desejaram, temeram e removeram</i> (Agamben, 2012: 63).</blockquote></p>     <p>Queremos ent&atilde;o unir dois assuntos: Deus e religi&atilde;o e a obra de Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila, artista nascido em Florian&oacute;polis, Santa Catarina, Brasil, em 1924 e falecido no Rio de Janeiro em 1985. Foi pintor, desenhista e gravador. Frequentou por oito anos a Escola Nacional de Belas Artes com bolsa concedida pelo governo do Estado de Santa Catarina, onde ingressou ainda adolescente, com 19 anos, em 1945. Alcan&ccedil;ou v&aacute;rias premia&ccedil;&otilde;es importantes na Escola Nacional de Belas Artes como Medalha de Ouro em pintura e medalha de bronze em escultura. Em 1951 recebeu o pr&ecirc;mio de viagem ao estrangeiro. Com este pr&ecirc;mio, permaneceu por tr&ecirc;s anos na Europa fazendo cursos de aperfei&ccedil;oamento. No sal&atilde;o Nacional de arte Moderna, no qual participou em diversas vers&otilde;es, recebeu certificado de isen&ccedil;&atilde;o do j&uacute;ri em 1958 com pr&ecirc;mio de viagem ao pa&iacute;s e pr&ecirc;mio de viagem ao estrangeiro em 1965. Em 1979 volta a residir em Florian&oacute;polis onde apresenta no MASC, em 1980, uma retrospectiva de sua obra. Como divulgador das artes, ajudou a criar a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Arte Sacra, Escolinha de Arte do Brasil, Associa&ccedil;&atilde;o de Artistas Pl&aacute;sticos Contempor&acirc;neos &#8211; ARCO. Foi criador e primeiro presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Artes&atilde;os &#8211; ABA, no Rio, criador das oficinas de Arte do Museu de Arte de Santa Catarina e diretor do Museu ,de abril de 1981 a 15 de agosto de 1983. &Eacute; considerado um dos pioneiros da serigrafia no Brasil. Foi um estudioso do vidro de arte, trabalhando com v&aacute;rias f&aacute;bricas cariocas e paulistas, tendo forte liga&ccedil;&atilde;o com o artesanato e preocupa&ccedil;&atilde;o com a arte e ind&uacute;stria. Era sem d&uacute;vida, erudito e culto, conhecedor da hist&oacute;ria da arte e incans&aacute;vel pesquisador de t&eacute;cnicas. Foi um dos pioneiros do Silk-Screen no Brasil e estudou arte e artesanato de 21 pa&iacute;ses. Mas talvez seja essa faceta, entre arte e ind&uacute;stria, entre artista e artes&atilde;o que o condenou a um leve esquecimento, se comparado com outros expoentes de sua &eacute;poca. Aliado a estes fatos, constatou-se que poucos textos mencionam Jos&eacute; Silveira D`&Aacute;vila. Em livros, quase nada. Entretanto, sua produ&ccedil;&atilde;o foi grande e apresenta uma obra que merece ser registrada. Talvez ler sua obra como ler um cl&aacute;ssico e perceber nele que a contemporaneidade tem a ver com a densidade hist&oacute;rica e como diz Agamben ( 2012), a contemporaneidade &eacute; uma "<i>revenant</i>", voc&ecirc; projeta uma luz sobre o passado que faz que ele volte, hoje, diferentemente. A imagem n&atilde;o &eacute; a imita&ccedil;&atilde;o das coisas, mas um intervalo traduzido de forma vis&iacute;vel, a linha de fratura entre as coisas (Didi-Huberman, 2006). O que a leitura do intervalo de fato almeja &eacute; a apreens&atilde;o dos significados pela via de sua tradu&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da pr&oacute;pria obra. Em <i>O vest&iacute;gio da arte</i>, Jean-Luc Nancy (2012) lan&ccedil;a a pergunta: o que &eacute; pr&oacute;prio da arte n&atilde;o corresponde ao que resta e persiste, sendo que ela manifesta melhor sua natureza quando se converte em vest&iacute;gio de si mesma, tornando-se presen&ccedil;a que permanece quando tudo est&aacute; passado? O que persiste em D`&Aacute;vila?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila entre c&eacute;us e infernos</b></p>     <p>Em D`&Aacute;vila, persiste a figura de Deus e da arte religiosa. Entendemos por Deus, um ente infinito e existente por si mesmo; a causa necess&aacute;ria e fim &uacute;ltimo de tudo que existe. Na teologia crist&atilde;, ente tr&iacute;plice e uno, infinitamente perfeito, criador e regulador do universo. Cada uma das pessoas da trindade crist&atilde;: Deus Padre, Deus Filho e Deus Esp&iacute;rito Santo. Tantas vezes representado em obras de arte, a imagem de Deus pouco aparece na contemporaneidade. Na ilha de Santa Catarina, onde est&aacute; edificada a cidade de Florian&oacute;polis, capital do Estado, h&aacute; uma palp&aacute;vel influ&ecirc;ncia a&ccedil;oriana, cuja heran&ccedil;a cultural legada pelos a&ccedil;orianos &eacute; permeada por dois fatores determinantes: a rela&ccedil;&atilde;o com o mar, pela pesca, como instrumento de vida e morte e a religiosidade profunda, um cristianismo fundamentalista cat&oacute;lico, algo pr&oacute;ximo das cren&ccedil;as medievais, dando vida &agrave; uns mundos fant&aacute;sticos, povoados de santos e dem&ocirc;nios, onde a magia e bruxaria s&atilde;o realidades palp&aacute;veis e interferem no cotidiano de cada um, especialmente nas localidades afastadas do centro da cidade, as antigas freguesias. A influ&ecirc;ncia do fant&aacute;stico, esse fant&aacute;stico palp&aacute;vel, quase real, tem sido presente sobre as artes pl&aacute;sticas catarinenses originadas na ilha, com resultados qualitativamente vari&aacute;veis. O universo art&iacute;stico e fant&aacute;stico que permeava as rela&ccedil;&otilde;es sociais do povo a&ccedil;oriano da ilha de santa Catarina, tornando-se um agente passivo e ativo do m&iacute;tico mundo dessas popula&ccedil;&otilde;es da beira-mar com seus mist&eacute;rios an&iacute;micos, povoados de lobisomens, bruxas, dem&ocirc;nios e boitat&aacute;s ainda &eacute; presente. Entretanto, existe outro lado do catolicismo a&ccedil;oriano que &eacute; pouco visto e estudado e muito presente na obra de D`&Aacute;vila. Semelhan&ccedil;as com a linguagem barroca s&atilde;o muito percept&iacute;veis em sua obra. Nelas, parece que o desejo de integra&ccedil;&atilde;o dos processos de arte e vida inclui a dimens&atilde;o hist&oacute;rica e cultural que lhe confere uma certa atemporalidade, ou interpenetra&ccedil;&atilde;o de &eacute;pocas, seja em temas, seja em formas. Parte da experi&ecirc;ncia do informalismo de manchas gestuais lan&ccedil;adas no suporte e depois evolui para figura&ccedil;&otilde;es diminutas onde se contrasta a largueza do gesto inicial com um virtuosismo miniaturista. Sua obra foi ampla e bem ousada na pintura, onde a mistura de tempos &eacute; percept&iacute;vel. Em seus trabalhos, a pincelada, a aguada e as manchas est&atilde;o entre as principais caracter&iacute;sticas. De modo geral, transita entre o borr&atilde;o e a forma definida, surgindo entre elas um mundo imagin&aacute;rio, de seres fant&aacute;sticos, vegetais e animais singulares, e uma intercomunica&ccedil;&atilde;o de percursos medievais ou barrocos, revelados por suas filia&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e culturais. Seus desenhos e pinturas fant&aacute;sticas retratam profunda religiosidade no catolicismo a&ccedil;oriano da Ilha de Santa Catarina, de luzes e sombras, anjos e dem&ocirc;nios, e tamb&eacute;m das viv&ecirc;ncias cultas, do pesquisador e conhecedor de materiais e hist&oacute;ria da arte.</p>     <blockquote><i>Foi embebido desde cedo, no vivido catolicismo herdado de colonos a&ccedil;orianos, colorido forte e medieval. Este fant&aacute;stico mundo de trevas e luz, c&eacute;us e infernos, anjos e dem&ocirc;nios, na eterna luta entre o bem e o mal, entrou-lhe na alma, e na obra, junto com o leite e as hist&oacute;rias maternas</i> (Racz, 1989).</blockquote></p>     <p>As obras de Jos&eacute; Silveira D&#39;&aacute;vila que iremos apresentar neste artigo podem ser relacionadas &agrave; est&eacute;tica barroca, bem como &agrave; religiosidade atrav&eacute;s da presen&ccedil;a de elementos aleg&oacute;ricos, a ess&ecirc;ncia do movimento, o excesso, teatraliza&ccedil;&atilde;o, imagens de anjos e dem&ocirc;nios, espa&ccedil;os infinitos, entidades inominadas e misteriosas (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>, <a href="#f3">Figura 3</a> e <a href="#f4">Figura 4</a>). A aproxima&ccedil;&atilde;o dos detalhes nos leva &agrave; infinidade do movimento barroco onde o ac&uacute;mulo pict&oacute;rico nos faz perder a refer&ecirc;ncia central. S&atilde;o v&aacute;rios acontecimentos ocorrendo ao mesmo tempo, realiza uma pintura polifocal, formando palcos diversos (<a href="#f5">Figura 5</a>, <a href="#f6">Figura 6</a>). Em apenas dois detalhes da obra "Ascens&atilde;o ao senhor" (<a href="#f1">Figura 1</a>), podemos perceber tais palcos diversos. O mesmo se repete nas outras obras (<a href="#f7">Figura 7</a>, Figura8), onde a vis&atilde;o possibilita m&uacute;ltiplos acontecimentos. Na <a href="#f7">Figura 7</a> vemos os tr&ecirc;s reis magos, em detalhe, entregando presentes para menino Jesus. Na <a href="#f8">Figura 8</a> vemos provavelmente a imagem de S&atilde;o Jorge e o drag&atilde;o. Percebemos tamb&eacute;m a &ecirc;nfase sobre a luz e a cor, o desprezo pelo equil&iacute;brio simples, a prefer&ecirc;ncia por composi&ccedil;&otilde;es complicadas, com o intuito de seduzir e convencer o espectador atrav&eacute;s do apelo &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es. Outras caracter&iacute;sticas do barroco podem ser arroladas como uma presen&ccedil;a abstrata de figuras e cenas aleg&oacute;ricas na composi&ccedil;&atilde;o, atribuindo ao mundo fant&aacute;stico, ao movimento e ao esplendor teatral, uma forma de aproxima&ccedil;&atilde;o do espectador com o mundo celestial. Em "Renova&ccedil;&atilde;o" (<a href="#f4">Figura 4</a>), podemos perceber nos detalhes (<a href="#f9">Figura 9</a> e <a href="#f10">Figura 10</a>), a divis&atilde;o da tela em dois planos, o terrestre e o celeste. Existe a vontade de impressionar, apelar para afetividade e imagina&ccedil;&atilde;o, intensidade dram&aacute;tica, a import&acirc;ncia da superposi&ccedil;&atilde;o decorativa e o gosto pelo ins&oacute;lito e pelo singular (Tirapeli, 2005). Nisto, caracteriza-se "por uma cultura barroca que permite percep&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas, uma multiplica&ccedil;&atilde;o dos significados, uma explos&atilde;o das alegorias" (Agnolin, 2005: 175). Os detalhes nas obras citadas de D`&Aacute;vila impressionam. O artista se utiliza da apar&ecirc;ncia na apresenta&ccedil;&atilde;o de cenas que prop&otilde;em dizer algo, que sugerem teatralidade. Nisto, o aspecto teatral nos apresenta como cen&aacute;rio em que somos espectadores, protagonistas e figurantes, ou seja, parte de um todo que s&atilde;o relevantes na constru&ccedil;&atilde;o e encena&ccedil;&atilde;o da imagem. Cria uma ilus&atilde;o, um <i>trompe l&#39;oeil</i>.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f1.jpg"></a>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f2.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f3.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f4.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f5.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f6.jpg"></a>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f7"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f7.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f8"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f8.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f9"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f9.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f10"><img src="/img/revistas/est/v5n10/5n10a20f10.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <blockquote><i>No lar, como nas escolas onde estudei, a minha espiritualidade unida ao ambiente cultural tinham uma harmonia que n&atilde;o era desmentida pela beleza natural da ilha, nos idos de 1924 a 1940. No portal da capela do Sant&iacute;ssimo, na Catedral Metropolitana, onde fui coroinha, estava pintada uma frase que sempre me animou nas adversidades: Laudate Domine Laeticia &#8211; Amai ao senhor na alegria.</i> &#91;...&#93; <i>Alegria, para mim, tem sempre um gostinho de Florian&oacute;polis</i> (D&#39;&Aacute;vila, 1981).</blockquote></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na pintura de Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila o que vai impressionar o espectador &eacute; o jogo de ac&uacute;mulos e de luz, que concerne &agrave; narrativa de palimpsesto de sonhos e de desejo, um apelo aos sentidos. Retoma a apresenta&ccedil;&atilde;o de um cen&aacute;rio, passagem ou estado de acontecimento. E a arte religiosa crist&atilde; utilizou-se de alegorias antes mesmo da arte barroca, que foi empregada com maior intensidade. Com as obras de arte que abordam a tem&aacute;tica de anjos e dem&ocirc;nios, Deus, Cristo, santos, &eacute; poss&iacute;vel estabelecer rela&ccedil;&otilde;es entre as imagens aleg&oacute;ricas encontradas ao longo da hist&oacute;ria da arte, refor&ccedil;ando a universalidade de sua simbologia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Entre anjos e dem&ocirc;nios, entre c&eacute;us e infernos, supomos que a obra do artista nos remete ao limbo ou purgat&oacute;rio e ou &agrave; presen&ccedil;a de ambos em um mesmo cen&aacute;rio. O pintor D&#39;&Aacute;vila reafirma um olhar crist&atilde;o por meio do t&iacute;tulo de suas obras e da presen&ccedil;a de encena&ccedil;&otilde;es, arabescos e ornamentos religiosos, bem como de seres metamorfoseados. Destaca-se em sua obra, a transcend&ecirc;ncia e o clima fant&aacute;stico. As partes se repetem sem sua estrutura e fun&ccedil;&atilde;o, varias cenas aparecem em uma s&oacute;, em que cada parte narra uma hist&oacute;ria, contudo possuem diferencia&ccedil;&atilde;o entre corpos. Na obra de D&#39;&Aacute;vila, vimos este catolicismo revivido e misturado com as hist&oacute;rias dos a&ccedil;orianos, refor&ccedil;ando um lado religioso que relutamos em prestar aten&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referencias</b></p>     <!-- ref --><p>Agamben, Giorgio (2012). <i>Ninfas</i>. S&atilde;o Paulo: Hedra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435081&pid=S1647-6158201400020002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Agnolin, A. (2005) "Pol&iacute;tica barroca: a arte da dissimula&ccedil;&atilde;o." In: Tirapeli, P. <i>Arte sacra: barroco mem&oacute;ria viva</i>. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Editora UNESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435083&pid=S1647-6158201400020002000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>D`&Aacute;vila (1981). "Inquieto e disposto &agrave; luta. Entrevista feita por Carlos Augusto Feldmann." <i>Jornal A Gazeta</i>. Florian&oacute;polis, 18 de setembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435085&pid=S1647-6158201400020002000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Didi-Huberman, Georges (2006). <i>Ante el tiempo</i>. Argentina: Adriana Hidalgo editora S. A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435087&pid=S1647-6158201400020002000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marques, Luiz ( org). (2008). "A F&aacute;brica do Antigo." In: <i>Apresenta&ccedil;&atilde;o</i>. Campinas, Editora da Unicamp. Pp. 11-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435089&pid=S1647-6158201400020002000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nancy, Jean&#8211; Luc (2012). "O vest&iacute;gio da arte." In: Huchet, St&eacute;phane (org). <i>Fragmentos de uma teoria da arte</i>. S&atilde;o Paulo: Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo. Pp. 289-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435091&pid=S1647-6158201400020002000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Novaes, Adauto (2008). "Heran&ccedil;a sem testamento?" In: Novaes, Adauto (org.). <i>Muta&ccedil;&otilde;es. Ensaios sobre as novas configura&ccedil;&otilde;es do mundo</i>. SESC/ SP. Rio de janeiro: Agir, s.p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435093&pid=S1647-6158201400020002000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Racz, Georges. (1989) <i>Homenagem a Jos&eacute; Silveira D&#39;&Aacute;vila.</i> Cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o. Museu de Arte de Santa Catarina. Mar&ccedil;o a abril de 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435095&pid=S1647-6158201400020002000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tirapelli, Percival (2005) <i>Arte Sacra Colonial: Barroco Mem&oacute;ria Viva</i> &#8211; 2&ordf;ed. S&atilde;o Paulo: Editora da UNESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435097&pid=S1647-6158201400020002000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 6 de setembro e aprovado a 23 de setembro de 2014</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name = "c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:sandra.makowiecky@gmail.com">sandra.makowiecky@gmail.com</a></p>     ]]></body>
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