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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper investigates a contact zone (hybridized) resulting from the relationship between the film and sculpture (within a specific project) and the possibility of setting up a common, extensive and moving stage.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>O que falta a uma escultura para ser um filme? O que falta a um filme para ser uma escultura? </b> </p>     <p><b>What is missing from a sculpture to be a movie? What is missing in a movie to be a sculpture? </b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Luisa Rito da Silva Rodrigues&#42; </b> </p>     <p>&#42;Artista visual, curadora, investigadora e docente. Licenciatura em Pintura, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes (FBAUL); Mestrado em Pintura (FBAUL). </p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa (UL); Faculdade de Belas-Artes (FBA); Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudo em Belas Artes (CIEBA). Largo da Academia, 1249-058, Lisboa, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>O presente artigo investiga uma zona de contacto (hibridizada) que resulta das rela&ccedil;&otilde;es entre o filme e a escultura (no seio de um projecto espec&iacute;fico) e a possibilidade da constitui&ccedil;&atilde;o de um palco comum, extensivo e movente. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> filme / escultura / instala&ccedil;&atilde;o / espetador. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT: </b></p>     <p>This paper investigates a contact zone (hybridized) resulting from the relationship between the film and sculpture (within a specific project) and the possibility of setting up a common, extensive and moving stage. </p>     <p><b>Keywords:</b> film / sculpture / installation / spectator. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Film as Sculpture</i>, exposi&ccedil;&atilde;o comissariada por Elena Filipovic (Wiels, Bruxelas, 2013), com artistas como Rosa Barba, Zbyn&#283;k Baladr&aacute;n e Ji&#345;&iacute; Kovanda, Ulla von Brandenburg, Jo&atilde;o Maria Gusm&atilde;o &amp; Pedro Paiva, Rachel Harrison, &#381;ilvinas Kempinas, Elad Lassry, Karthik Pandian e Bojan &#352;ar&#269;evi&#263; apresenta uma nova gera&ccedil;&atilde;o de artistas cujas preocupa&ccedil;&otilde;es coincidem com a ideia edificadora do presente ensaio: compreender o filme (e os seus dispositivos) enquanto objecto, mais especificamente enquanto escultura, enquadrando um artista e uma obra espec&iacute;ficos. </p>     <p>As v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es questionam ambas as tradi&ccedil;&otilde;es, a escult&oacute;rica e a cinematogr&aacute;fica, sendo criados &ldquo;blocos de constru&ccedil;&atilde;o&rdquo; que configuram novos significados &mdash; entre o movente e o est&aacute;tico, entre o material e o imaterial &mdash; na constitui&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;zona&rdquo; profundamente hibridizada, decorrente de toda uma pr&aacute;tica que se define nos interst&iacute;cios das formas e das linguagens. O objecto escult&oacute;rico e a imagem projectada parecem querer reconvocar um certo ambiente &ldquo;expandido&rdquo;, no qual as ideias de Krauss (1986) e Youngblood (1970) se moldam, na e para a institui&ccedil;&atilde;o de um novo paradigma: o do <i>filme-escultura</i>, cujas premissas j&aacute; se encontram na sua g&eacute;nese em &ldquo;campo aberto&rdquo;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. PLAYGROUND: Dispositivo de (in)visibilidade </b></p>     <p>Neste contexto expositivo, <i>The Breath-Taker is the Breath-Giver (Film C)</i>, (2010), de Bojan &#352;ar&#269;evi&#263; (Belgrado, 1974) &eacute; um filme sobre uma escultura, acompanhado por uma composi&ccedil;&atilde;o sonora e uma estrutura arquitect&oacute;nica, um pavilh&atilde;o de acr&iacute;lico &ldquo;construtivista&rdquo;: todo o trabalho questiona a experi&ecirc;ncia do filme, criando um di&aacute;logo com as formas minimalistas esculturais e a ideia de espa&ccedil;o e de tempo criada pela m&uacute;sica e pelo objecto. Esta obra pertence a uma s&eacute;rie de filme-instala&ccedil;&otilde;es que compreende quatro pe&ccedil;as distintas, sendo <i>The Breath-Taker is the Breath-Giver (Film B)</i>, de 2009, aquela que melhor define esta &ldquo;zona&rdquo; intermitente e elasticizada entre os v&aacute;rios campos de ac&ccedil;&atilde;o (esta pe&ccedil;a integra, ao momento da redac&ccedil;&atilde;o deste texto, a exposi&ccedil;&atilde;o <i>O Narrador Relutante &mdash; Pr&aacute;ticas Narrativas na Arte Contempor&acirc;nea,</i> com curadoria de Ana Teixeira Pinto, no Museu Colec&ccedil;&atilde;o Berardo &mdash; CCB) (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>). </p>     <p>&nbsp;</p><a name="f1"><img src="img/revistas/est/v6n11/6n11a05f1.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f2"><img src="img/revistas/est/v6n11/6n11a05f2.jpg"></a>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Recorrendo ao vocabul&aacute;rio formal do cinema, &#352;ar&#269;evi&#263; estabelece um encadeamento de planos, enquadramentos e movimentos de c&acirc;mara que, na imaterialidade da luz e do som (composi&ccedil;&atilde;o de Ulas Ozdemir) e na plasticidade do projector (16 mm) &ldquo;em cena&rdquo; e da estrutura &ldquo;pendente&rdquo;, presentifica a imagem enquanto escultura. Observamos uma estranha sequ&ecirc;ncia animada, onde figuras esculpidas de pequena dimens&atilde;o (que se assemelham, de forma um pouco perturbadora, a ossos) aparentam tra&ccedil;os antropom&oacute;rficos. O deslocamento dos objectos e das suas imagens acontece num palco constru&iacute;do por si, onde (num olhar panor&acirc;mico sobre este &ldquo;seu&rdquo; mundo) a textura, o volume, o peso, o tempo e o espa&ccedil;o s&atilde;o experienciados de forma particular, por vezes contrastada, na composi&ccedil;&atilde;o de paisagens ficcionadas (por&eacute;m f&iacute;sicas) e intemporais. Deparamo-nos com uma topografia sem linha do horizonte, sem fronteira demarcada, onde modelos org&acirc;nicos se erguem enquanto atores, sem fala, mudos, comunicando apenas atrav&eacute;s da sua maleabilidade (entre o feixe de luz projectado e a presen&ccedil;a/materialidade do dispositivo instalativo) est&eacute;tica e do som que parece romper do seu interior. As esculturas n&atilde;o s&atilde;o figuras de ac&ccedil;&atilde;o, o movimento resulta das investidas da c&acirc;mara &mdash; pelas novas perspectivas que manifesta, pela utiliza&ccedil;&atilde;o criteriosa de <i>zoom</i> ou <i>travelling</i> &mdash; bem como da banda sonora que acrescenta uma outra dimens&atilde;o esp&aacute;cio-temporal &agrave; experi&ecirc;ncia perceptiva. Do mesmo modo, a possibilidade de circula&ccedil;&atilde;o do espectador por entre os &ldquo;pavilh&otilde;es&rdquo;, ou salas de projec&ccedil;&atilde;o suspensas (porque de contornos e paredes &ldquo;quasi-invis&iacute;veis&rdquo;), e a constata&ccedil;&atilde;o de que todo o ambiente se torna superf&iacute;cie de onde a imagem parece irromper, traduzem uma dramaturgia de corpos e falas, de luzes e sombras que flutuam por entre &ldquo;arquitecturas assombradas&rdquo;. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Identificamos a pr&aacute;tica da instala&ccedil;&atilde;o como um <i>modus operandi</i> (uma estrat&eacute;gia intermedial que compreende uma <i>praxis</i>, um discurso e um sistema que capacita a ativa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o/lugar e dos contextos circundantes e intr&iacute;nsecos, o desdobramento temporal da obra e o accionamento de conceitos como situa&ccedil;&atilde;o e a enfatiza&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o sinest&eacute;sica) e um fen&oacute;meno emp&iacute;rico: a (v&iacute;deo) instala&ccedil;&atilde;o fabrica o &ldquo;real&rdquo; e apresenta o &ldquo;real&rdquo; atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia f&iacute;sica e sensitiva do espetador, que, a partir do seu pr&oacute;prio corpo produz subjetividades, tempos e espa&ccedil;os v&aacute;rios, sendo a obra n&atilde;o um objeto mas um espa&ccedil;o (entre a arquitetura e o teatro), um &ldquo;ambiente&rdquo; &mdash; <i>passagen-werk</i> &mdash; na medida em que esta opera e se constitui entre passagens, conex&otilde;es, palcos transit&oacute;rios ou em transi&ccedil;&atilde;o entre diferentes disciplinas, formas e experi&ecirc;ncias. A aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade do espetador, no desempenhar de a&ccedil;&otilde;es corriqueiras como entrar, sair, abrir, fechar, sentar ou levantar, levam-nos a apontar uma esp&eacute;cie de &ldquo;realismo performativo&rdquo; como conceito edificador desta pr&aacute;tica que assimila o pict&oacute;rico, o c&eacute;nico, o cinematogr&aacute;fico e o ritual&iacute;stico. A experi&ecirc;ncia da v&iacute;deo-instala&ccedil;&atilde;o (entre a imagem e o palco) &eacute; caracterizada por uma forte sensa&ccedil;&atilde;o (multissensorial) de presen&ccedil;a, explorando e produzindo situa&ccedil;&otilde;es de &ldquo;aqui&rdquo; e &ldquo;agora&rdquo; e apostando na plasticidade do pr&oacute;prio espa&ccedil;o, esculpido a cada movimento e a cada tomada de posi&ccedil;&atilde;o dos corpos (reais e virtuais). Como tal, assinalamos quatro modalidades fundadoras: perce&ccedil;&atilde;o, navega&ccedil;&atilde;o, imers&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o, que podem surgir em simult&acirc;neo (confundindo-se) ou intervaladas, estruturando a experi&ecirc;ncia percetiva do espetador. </p>     <p>Em <i>Video Installation Art: The Body, the Image and the space in-between</i>, Margaret Morse (1990) discute os conceitos de <i>liveness, nowness e presentness</i> (ou <i>presentation</i>) no contexto de interven&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas que visam concretamente o encontro (zona) entre a obra e o espetador (particularizando a d&eacute;cada de 1960), numa rela&ccedil;&atilde;o esp&aacute;cio-temporal coincidente. O espetador, testemunha de apari&ccedil;&otilde;es ou vis&otilde;es (representa&ccedil;&otilde;es ou evoca&ccedil;&otilde;es de aus&ecirc;ncias) &eacute; simultaneamente participante da constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o (f&iacute;sico) mediado e contaminado, resultante de um projeto <i>on going</i> (iniciado precisamente com as propostas minimalistas) que resgata o gesto e o corpo. O pr&oacute;prio espa&ccedil;o expositivo (arquitetura desenhada de raiz ou adaptada a um projecto espec&iacute;fico) que privilegia a deambula&ccedil;&atilde;o do visitante e a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes penetr&aacute;veis e articul&aacute;veis, como em <i>Film as Sculpture</i>, constitui uma possibilidade de reflex&atilde;o em torno da rela&ccedil;&atilde;o entre a sala obscurecida do cinema e o white cube museogr&aacute;fico ou galer&iacute;stico. </p>     <p>Neste sentido, Giuliana Bruno (2007) aponta para uma conex&atilde;o concetual entre o cinema e o museu (na medida em que ambos podem ser considerados espa&ccedil;os arquitet&oacute;nicos da mem&oacute;ria), na edifica&ccedil;&atilde;o de narrativas multidimensionais, sendo o cinema transportado (pela v&iacute;deo-instala&ccedil;&atilde;o) para o espa&ccedil;o tridimensional (real), assim como os conte&uacute;dos de uma instala&ccedil;&atilde;o s&atilde;o experienciados segundo uma certa montagem espacial (<i>spatial montage</i>): o cinema, na sua ess&ecirc;ncia, encontra-se fragmentado, mas &ldquo;emoldurado&rdquo;, no seio da v&iacute;deo-instala&ccedil;&atilde;o, que por sua vez, presentifica as imagens cinematogr&aacute;ficas. Em <i>Atlas of emotion: Journeys in art, architecture and film</i>, Bruno (2002) refere-se &agrave; passagem da experi&ecirc;ncia (e ao entendimento) <i>sight-seeing</i> (de cariz &oacute;ptico) a <i>site-seeing</i> (de natureza h&aacute;ptica), relativamente &agrave; abordagem cinematogr&aacute;fica &agrave; cidade e &agrave; arquitetura, que aplicamos aqui ao contexto museogr&aacute;fico, ao filme e &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com as artes pl&aacute;sticas (no &acirc;mbito da v&iacute;deo-instala&ccedil;&atilde;o). Explicitemos: paralelamente ao advento do cinema e da proje&ccedil;&atilde;o das suas imagens moventes, surge uma nova rede de formas arquitet&oacute;nicas que produzem consequentemente uma tamb&eacute;m in&eacute;dita visualidade espacial: locais essencialmente de tr&acirc;nsito, de passagem, que fundam a geografia da modernidade. Transformando a rela&ccedil;&atilde;o entre a perce&ccedil;&atilde;o espacial e a transitoriedade das mat&eacute;rias, a arquitetura (e o cinema) aposta na mobilidade e no aceleramento dos corpos (e das imagens), ep&iacute;tomes da &ldquo;vanguarda&rdquo;. O conceito de <i>fl&acirc;nerie</i> parece evocar aqui a era da consci&ecirc;ncia urbana (onde os espa&ccedil;os s&atilde;o percorridos e vividos, onde a experi&ecirc;ncia dos mesmos substitui a sua contempla&ccedil;&atilde;o) e o(s) ponto(s) de vista cinematogr&aacute;fico(s) a si associado(s) que apresenta(m) a cidade como ecr&atilde;, como <i>mise en ab&icirc;me</i>. </p>     <p>Deste modo, interessa-nos reter a correspond&ecirc;ncia entre a mobilidade do cinema e da arquitetura que deslocamos para o espa&ccedil;o expositivo, museogr&aacute;fico ou galer&iacute;stico (e para a especificidade da v&iacute;deo-instala&ccedil;&atilde;o), na medida em que a constru&ccedil;&atilde;o ou adapta&ccedil;&atilde;o deste condiciona a perce&ccedil;&atilde;o e a rece&ccedil;&atilde;o da imagem em movimento. Diferentes modelos de visualiza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o preconcebidos no desenho do espa&ccedil;o expositivo, possibilitando ao espetador uma rela&ccedil;&atilde;o heter&oacute;gena com as imagens que acompanham as suas deambula&ccedil;&otilde;es. Uma esp&eacute;cie de sistema sinest&eacute;sico de navega&ccedil;&atilde;o (pr&oacute;prio e adquirido <i>in situ</i>) permite ao espetador atravessar territ&oacute;rios abertos, conet&aacute;-los atrav&eacute;s da sua imag&eacute;tica pessoal e participar da montagem espacial que se desenvolve a partir do seu ponto de vista (movente). </p>     <p>A mutabilidade inerente a este processo atesta a leitura <i>on going</i> de obras de natureza h&iacute;brida: de car&aacute;cter instalativo (por vezes <i>site specific</i>) e que integram imagens de proveni&ecirc;ncia diversa (v&iacute;deo-instala&ccedil;&atilde;o mais concretamente). Ou seja, &agrave; medida que o espetador itinerante (&ldquo;viajante&rdquo;, segundo Morse) avan&ccedil;a, permeia o espa&ccedil;o, &ldquo;trespassa&rdquo; a obra, esta tamb&eacute;m se lhe desvela, tamb&eacute;m se lhe implica (o espetador &eacute; conjuntamente sujeito e objeto). Esta passagem atrav&eacute;s de espa&ccedil;os (semi)obscurecidos (ou mesmo totalmente iluminados) encontra eco na ideia de <i>promenade architectural</i> (Le Corbusier, 2010; Eisenstein, 2010), na medida em que estes (assim como a arquitetura e a cidade) s&atilde;o experienciados <i>on the move</i>, entre a marcha e o passo que vai de um lugar a outro. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b> </p>     <p>Assim e em jeito de conclus&atilde;o, aliando a esta din&acirc;mica do corpo e do espa&ccedil;o envolvente o(s) tempo(s) e a intermit&ecirc;ncia das imagens, &eacute; esbo&ccedil;ada uma cartografia (m&oacute;vel) de sensa&ccedil;&otilde;es alicer&ccedil;ada no instante, no momento de encontro de todos os agentes (protagonistas) em cena. A pr&aacute;tica do espa&ccedil;o, o enquadramento e o mapeamento (tang&iacute;vel) deste, segundo vetores e trajet&oacute;rias m&uacute;ltiplas, mobiliza um territ&oacute;rio vivido (<i>veritable plots</i>) centrando o enredo no espetador em tr&acirc;nsito e &agrave; deriva, que partilha o f&ocirc;lego e a respira&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio filme como em <i>The Breath-Taker is the Breath-Giver (Film B)</i>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bruno, Giuliana (2002) <i>Atlas of emotion: Journeys in art, architecture and film.</i> London:Verso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435715&pid=S1647-6158201500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bruno, Giuliana (2007) <i>Public Intimacy: Architecture and the Visual Arts. </i>Cambridge, Mass.: The MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435717&pid=S1647-6158201500010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Eisenstein, Sergei (2010) <i>Eisenstein Towards a Theory of Montage: Sergei Eisenstein Selected Works, Volume 2</i>. London: I.B Tauris &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435719&pid=S1647-6158201500010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Krauss, Rosalind (1986) <i>The Originality of the Avant-Garde and Other Modernist Myths</i>. Cambridge, Mass.: Cambridge MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435720&pid=S1647-6158201500010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Le Corbusier (2010) <i>Le Corbusier and the Architectural Promenade</i>. Basel: Birkh&auml;user.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435722&pid=S1647-6158201500010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Morse, Margaret (1990) <i>Video Installation Art: The Body, the Image, and the Space-inBetween, in Doug Hall and Sally Jo Fifer (eds.), Illuminating Video An Essential Guide to Video Art</i>. New York: Aperture Foundation Inc. [consult. em 2014-12-11] Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://people.ucsc.edu/~ilusztig/176/176downloads.html" target="_blank">http://people.ucsc.edu/~ilusztig/176/176downloads.html</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435724&pid=S1647-6158201500010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Youngblood, Gene (1970) <i>Expanded Cinema</i>. New York: P.Dutton&amp;Co., Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1435725&pid=S1647-6158201500010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 13 Janeiro e aprovado a 24 de janeiro de 2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:anarito.ar@gmail.com">anarito.ar@gmail.com</a></p>      ]]></body><back>
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