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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>Quem me fala? interroga&ccedil;&otilde;es em torno da identidade</b></p>     <p><b>Who is speaking me? Questions on identity</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz&#42; </b></p>     <p>&#42;Portugal, par acad&eacute;mico interno e editor da <i>Revista Est&uacute;dio</i>. </p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058, Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A linguagem humana caracteriza-se pela arbitrariedade entre os significantes e os significados (Saussure, 1978). Tudo o que &eacute; cultural &eacute; arbitr&aacute;rio, j&aacute; h&aacute; muitos anos, desde "o cru e o cozido" (Levi-Strauss, 2004).</p>     <p>A arbitrariedade do signo inclui a substitui&ccedil;&atilde;o escondida na linguagem: se "a linguagem divide o real" (Barthes, 1989: 54) ent&atilde;o o real &eacute; substitu&iacute;do pela granula&ccedil;&atilde;o arbitr&aacute;ria das linguagens.</p>     <p>A linguagem parece tra&ccedil;ar um caminho de emancipa&ccedil;&atilde;o, primeiro em rela&ccedil;&atilde;o ao real que substitui, depois em rela&ccedil;&atilde;o ao homem que a fala. A linguagem &eacute; uma forma de separa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A p&oacute;s modernidade encerra a interroga&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do homem sobre o homem: a linguagem amea&ccedil;a o que &eacute; significante, o que &eacute; corpo. O sujeito &eacute; falado, e assim constitu&iacute;do depois da linguagem (Althusser, 1976). O jovem Arthur Rimbaud sintetiza-o, aos dezassete anos, numa carta datada de 13 de maio 1871 ao seu professor de ret&oacute;rica Georges Izambard,:</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote><i>C&#39;est faux de dire : je pense : on devrait dire on me pense. Pardon du jeu de mots.    <br> Je est un autre. </i> (Rimbaud, 1999: 237) </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; esta tamb&eacute;m a perplexidade que motivou o tema desta revista Est&uacute;dio. Reuniram-se, para esta edi&ccedil;&atilde;o, artigos provenientes de pa&iacute;ses como a Argentina (1 artigo), o Brasil (5 artigos), Espanha (12 artigos) e Portugal (4 artigos). Perfazem assim um conjunto de 22 artigos que se debru&ccedil;am sobre artistas cuja identidade se mostra e merece ser interrogada: s&atilde;o espa&ccedil;os &#39;ex-c&ecirc;ntricos,&#39; para se descobrir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A capa deste n&uacute;mero 12 da Est&uacute;dio tomou como motiva&ccedil;&atilde;o o artigo "Estrategias del vac&iacute;o en la obra de Ana &Aacute;lvarez-Errecalde," de Mar&iacute;a Guillermina Valent (La Plata, Argentina). Os corpos da artista espanhola Ana Errecalde, corpos vest&iacute;veis, s&atilde;o os novos significantes onde a idade e o sexo pode ser reapropriado, adquirido, numa experi&ecirc;ncia l&uacute;dica: o corpo &eacute; agora uma fala. </p>     <p>Olegario Mart&iacute;n (Sevilha, Espanha) no artigo "MP & MP Rosado: tiempo contado a tientas" apresenta o trabalho escult&oacute;rico da dupla espanhola Miguel Pablo Rosado Garc&eacute;s & Manuel Pedro Rosado Garc&eacute;s, irm&atilde;os g&eacute;meos, cuja obra se debru&ccedil;a sobre o corpo duplicado e a sua incerteza identit&aacute;ria: os clones de si mesmos s&atilde;o teus irm&atilde;os, a sua disposi&ccedil;&atilde;o contraria-se mutuamente, e o seu espa&ccedil;o ora &eacute; o dobro, ora &eacute; a sua metade.</p>     <p>Em "El individuo objetivado y el objeto humanizado en la obra de Naia del Castillo," Mar&iacute;a Betr&aacute;n Torner (Huesca, Espanha) interroga as fotografias da espanhola Naia de Castillo atualizando as discuss&otilde;es sobre o a domesticidade e os "problemas de g&eacute;nero" (Butler, 2006).</p>     <p>Mar Garc&iacute;a Ranedo (Sevilha, Espanha), no artigo "Identidad y transg&eacute;nero en la fotograf&iacute;a sudafricana: Zanele Muholi" apresenta a fot&oacute;grafa sul-africana Muholi (n. Durban, 1972), que explora, pelo activismo visual, os temas da identidade de g&eacute;nero e do p&oacute;s colonialismo na vertente ra&ccedil;a.</p>     <p>O artigo "M&aacute;rcia Beatriz e/ou Jaque Jolene" de Claudia Fazzolari (S&atilde;o Paulo, Brasil) introduz a personalidade performatica da brasileira M&aacute;rcia Beatriz e o seu heter&oacute;nimo Jaque Jolene que se prop&otilde;e renegociar a hist&oacute;ria atrav&eacute;s de registos multim&eacute;dia que exploram a ambiguidade factual.</p>     <p>Em "Jo&atilde;o Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira: um manifesto <i>queer</i>?" Lu&iacute;s Herberto (Portugal) apresenta a dupla portuguesa Jo&atilde;o Pedro vale e Nuno Ferreira descodificando uma explora&ccedil;&atilde;o pl&aacute;stica e algo l&uacute;dica de uma expressividade alternativa a hetero normatividade.</p>     <p>Cl&aacute;udia Fran&ccedil;a (Uberl&acirc;ndia, Brasil), no artigo "Desenho, Identidade e Alteridade: quando tudo &eacute; uma quest&atilde;o de suporte" aborda duas s&eacute;ries de desenhos da brasileira Daniela Maura que exibem o vestido como uma cortina: levantando a sua saia pode observar-se um p&eacute;nis erecto, em sil&ecirc;ncio linearizado. O vazio torna-se forma, e entre as pernas pode ver-se uma terceira perna, que denuncia uma figura imposs&iacute;vel no seu resgate da diferen&ccedil;a. </p>     <p>No artigo "Confidencias gr&aacute;ficas: el dibujo homo-er&oacute;tico de Guillermo P&eacute;rez Villalta," Fernando S&aacute;ez (Sevilha, Espanha) visita os desenhos intimistas e autorreflexivos sobre as sombras da sexualidade, homo-erotismo e fetichismo, do espanhol P&eacute;rez Villalta, datados 1983.</p>     <p>Teresa Matos Pereira (Portugal), em "Maimuna Adam: viagem, deslocamento e mem&oacute;ria como met&aacute;foras da identidade" debru&ccedil;a-se sobre a artista mo&ccedil;ambicana Maimuna Adam, que cruza a mesti&ccedil;agem com a identidade, e a procura dos artefactos de viagem, os vest&iacute;gios da chegada e da partida, alargando o problema da localidade e da origem.</p>     <p>O artigo "Salustiano: retratos de identidad despojada," de Carlos Rojas & Fernando Garc&iacute;a (Sevilha, Espanha) debru&ccedil;a-se sobre o pintor sevilhano Salustiano que interroga a tradi&ccedil;&atilde;o e a intemporalidade dentro do g&eacute;nero do retrato: os seus retratados parecem estranhar a pr&oacute;pria representa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Guy Amado (S&atilde;o Paulo, Brasil), em "Um Lugar No Mundo &ndash; Considera&ccedil;&otilde;es sobre a obra de Jo&atilde;o Tabarra" aborda a obra deste performer portugu&ecirc;s que confronta as narrativas com os deslocamentos desconfort&aacute;veis do absurdo urbano, revisitando o fracasso como enredo.</p>     <p>O artigo "Se&ntilde;or Cifri&aacute;n (Esther Se&ntilde;or & Carmen Cifri&aacute;n): recuperaci&oacute;n de la memoria a trav&eacute;s de la identidad colectiva" por Sara Ram&iacute;rez & &Aacute;urea Mu&ntilde;oz (Sevilha, Espanha) apresentam a obra desta dupla de artistas espanholas, Esther Se&ntilde;or & Carmen Cifri&aacute;n, que exploram, atrav&eacute;s de colagens a mem&oacute;ria dos objectos.</p>     <p>Alexandre Rodrigues da Costa (Belo Horizonte, Brasil) no artigo "Fraturas expostas: uma an&aacute;lise das pinturas &#39;Desconstru&ccedil;&otilde;es,&#39; de Alan Fontes" interroga a obra deste autor brasileiro (n. 1980) que apresenta pinturas de ru&iacute;nas urbanas contempor&acirc;neas, casas a meio de serem demolidas, exibindo a intimidade das suas paredes interiores como uma fr&aacute;gil membrana entre o exterior amea&ccedil;ador e o interior protector, mas perdido. Os labirintos de hoje est&atilde;o do lado de fora.</p>     <p>O artigo "Pr&aacute;cticas semi&oacute;ticas de la identidad en la fotograf&iacute;a de Luz Mar&iacute;a Bedoya," de Mihaela Radulescu de Barrio (Peru / Rom&eacute;nia) prop&otilde;e um olhar sobre a fot&oacute;grafa peruana Luz Maria Bedoya, onde o confronto entre os espa&ccedil;os abertos e naturais e as demarca&ccedil;&otilde;es humanas traduzem um desamparo ordenado que confronta o homem simb&oacute;lico com os seus referentes significantes.</p>     <p>O artigo "_No return": migraciones al vacio: la negaci&oacute;n de la identidad" de Gonzalo Jos&eacute; Rey (Pontevedra, Espanha) aborda a fotografia do espanhol Carlos Su&aacute;rez que assume paisagens vazias mas povoadas, exibindo provas do vazio da identidade, da necessidade do nada que nos permeia, e nos convoca &agrave;s migra&ccedil;&otilde;es e ao auto-abandono. </p>     <p>Em "La memoria de las piedras: sobre la pintura de Lo&iuml;c Le Groumellec," Joaqu&iacute;n Escuder (Sarago&ccedil;a, Espanha) apresenta o artista franc&ecirc;s Le Groumellec, que toma a finisterra da bretanha como um local de identidade, com a solidez das pedras e das estruturas rituais, dos artefactos e das grava&ccedil;&otilde;es intemporais.</p>     <p>Joana Tom&eacute; (Portugal) no artigo "Ceci n&#39;est pas un autoportrait: o elidir diagram&aacute;tico da identidade em Helena Almeida" atualiza a pesquisa desta artista portuguesa em torno da perplexidade pela figura, pela linha, e pela mancha, pela sua passagem do material ao pensado.</p>     <p>O artigo "Pintura Habitada" de Helena Almeida: entre um antes e um depois" de Lara Pires (Portugal) toma igualmente como objecto de estudo a obra da portuguesa Helena Almeida, especificamente a s&eacute;rie de 1975, &#39;Pintura habitada,&#39; que prop&otilde;e uma ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da tela, com uma sistematicidade auto-consciente.</p>     <p>Mar&iacute;a del Roc&iacute;o Gonz&aacute;lez (Sevilha, Espanha) no artigo "Felipe Alonso: identificaci&oacute;n con el mito cl&aacute;sico" apresenta a obra do jovem pintor espanhol Felipe Alonso que revisita as texturas figurativas das imagens, evocando os enganos das apar&ecirc;ncias da Antiguidade.</p>     <p>Em "Yo soy ese: se&ntilde;as de identidad en los autorretratos de Agust&iacute;n Alegre," Marta Marco (Sarago&ccedil;a, Espanha) toma a obra do pintor espanhol Agust&iacute;n Alegre, especificamente as suas s&eacute;ries de auto-retratos, que afirmam a pintura como territ&oacute;rio de perten&ccedil;a e de identidade: "Eu sou pintor."</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo "Identidades femininas del travestismo &#39;Oca&ntilde;&iacute;&#39;: iconograf&iacute;a e influencias de la mujer andaluza en la producci&oacute;n art&iacute;stica de Oca&ntilde;a" por Jos&eacute; Naranjo (Sevilha, Espanha), explora a coincid&ecirc;ncia entre o imagin&aacute;rio do malogrado pintor espanhol Oca&ntilde;a e o travestismo, representado ou transformista, em torno da identidade da mulher andaluza.</p>     <p>Jos&eacute; Cirillo & Rosa Ferreira da Costa (Vit&oacute;ria, Brasil) no artigo "Dilma G&oacute;es: arte t&ecirc;xtil capixaba nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990, um olhar atrav&eacute;s de seus arquivos pessoais" aborda a obra em tape&ccedil;aria de Dilma G&oacute;es partindo da metodologia da cr&iacute;tica gen&eacute;tica (ramo da semi&oacute;tica em torno do processo explorado por Cec&iacute;lia Salles) onde a pesquisa se apoia na investiga&ccedil;&atilde;o dos passos e ensaios seguidos pelos criadores no seu trabalho.</p>     <p>A identidade resiste &agrave; linguagem dos homens. A linguagem &eacute; transmitida entre as gera&ccedil;&otilde;es e com ela transporta uma identidade, ou, o que &eacute; dizer o mesmo, a poss&iacute;vel interroga&ccedil;&atilde;o: quem me fala?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Saussure, Ferdinand (1978) <i>Curso de Lingu&iacute;stica Geral</i>. Lisboa: D.Quixote&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1437517&pid=S1647-6158201500020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Rimbaud, Arthur (1999) <i>&OElig;uvres compl&egrave;tes. </i> Coll. La Pochoth&egrave;que. Paris: Le Livre de poche. ISBN 2-253-1325-0</p>     <!-- ref --><p>L&eacute;vi-Strauss, Claude (2004) <i>Mitol&oacute;gicas I: o Cru e o Cozido. </i> S&atilde;o Paulo, CosacNaify.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1437519&pid=S1647-6158201500020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barthes, Roland (1989) <i>Elementos de Semiologia. </i> Lisboa: ed. 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1437521&pid=S1647-6158201500020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Butler, Judith (2006) <i>Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity</i>. New York: Routledge. ISBN: 978-0415389556&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1437523&pid=S1647-6158201500020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Althusser, Louis (1976) <i>Ideologie et Appareils Ideologiques d&#39;&Eacute;tat: Notes pour des Recherches</i>. In "Positions (1964-1975). Paris: les &Eacute;ditions Sociales, pp 67-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1437524&pid=S1647-6158201500020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:joao.queiroz@fba.ul.pt">joao.queiroz@fba.ul.pt</a> (Jo&atilde;o Queiroz)</p>      ]]></body><back>
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