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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This text is based on the theme of identity, and it puts into question the dysphoric duplicity between the identical and the different, in several areas of knowledge. To have a difference one needs an identical as a reference. That is an opposite to what is different, recalling the established opposition between Darwin's "generic characters" and "specific characters." Taking discourses as a parallel to species, the text discusses similarities. The topics for discussion are pointed out in each of the articles published in "Estúdio 13." This ends up with the suspicion that the sense of oneself is to be found in what oneself is not: in the other.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>Uma segunda identidade</b></p>     <p><b>A second identity</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz&#42;</b></p>     <p>&#42;Portugal, par acad&eacute;mico interno e editor da <i>Revista Est&uacute;dio</i>. </p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058, Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b> </p>     <p>Partindo do tema da identidade interroga-se a duplicidade disf&oacute;rica entre o id&ecirc;ntico e o diferente, recorrendo a outras &aacute;reas do conhecimento. Para haver diferen&ccedil;a &eacute; necess&aacute;rio um id&ecirc;ntico referencial. Um oposto ao que &eacute; diferenciado, relembrando a oposi&ccedil;&atilde;o estabelecida por Darwin entre &quot;caracteres gen&eacute;ricos&quot; e &quot;caracteres espec&iacute;ficos&quot;. Tomando os discursos como um paralelo para as esp&eacute;cies, discutem-se semelhan&ccedil;as. Apontam-se os temas em debate em cada um dos artigos publicados na &quot;Est&uacute;dio 13.&quot; Termina-se com a suspeita que o sentido de um se encontra naquilo que se n&atilde;o &eacute;, nos outros.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> identidade, caracteres gen&eacute;ricos, caracteres espec&iacute;ficos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>This text is based on the theme of identity, and it puts into question the dysphoric duplicity between the identical and the different, in several areas of knowledge. To have a difference one needs an identical as a reference. That is an opposite to what is different, recalling the established opposition between Darwin&#39;s &quot;generic characters&quot; and &quot;specific characters.&quot; Taking discourses as a parallel to species, the text discusses similarities. The topics for discussion are pointed out in each of the articles published in &quot;Est&uacute;dio 13.&quot; This ends up with the suspicion that the sense of oneself is to be found in what oneself is not: in the other.</p>     <p><b>Keywords:</b> identity, generic characters, special characters.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A revista <i>Est&uacute;dio</i> inaugura neste come&ccedil;o do seu s&eacute;timo ano de exist&ecirc;ncia uma periodicidade mais exigente: publica-se agora com um ritmo trimestral. Subjacente a esta altera&ccedil;&atilde;o est&aacute; o fluxo constante de artigos cuja qualidade nos parece merecedora de publica&ccedil;&atilde;o neta plataforma, mantendo-se o desafio inicial: cada artigo &eacute; escrito por um artista que se debru&ccedil;a sobre a obra de outro artista.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No n&uacute;mero 12 da <i>Est&uacute;dio</i> tinha-se lan&ccedil;ado o tema &quot;Identidade&quot;. A muito boa resposta que o tema suscitou levou-nos a desdobrar a publica&ccedil;&atilde;o dos artigos selecionados em dois n&uacute;meros consecutivos da revista. Assim tem-se no presente uma <i>segunda identidade</i>.</p>     <p>Se h&aacute; uma suspeita da proximidade entre o tema geral da <i>Est&uacute;dio</i> &#8211; com o seu &acirc;mbito geogr&aacute;fico &#8211; e a quest&atilde;o da identidade, pois ap&oacute;s a cole&ccedil;&atilde;o destes artigos fica-se com uma certeza: a identidade est&aacute; no est&uacute;dio, nos Est&uacute;dios, espalhados nos seus locais. Cada local traz a sua diferen&ccedil;a que reclama a sua identidade funda, a sua riqueza insubstitu&iacute;vel.</p>     <p>Fala-se de variabilidade e de identidade, sendo uma condi&ccedil;&atilde;o da outra. Neste ponto &eacute; pertinente recorrer a Darwin, que lan&ccedil;a este olhar dividido, no cap&iacute;tulo 5 de <i>a origem das esp&eacute;cies</i>:</p>     <blockquote><i>Ponhamos a quest&atilde;o noutros termos: chamam-se caracteres gen&eacute;ricos os pontos pelos quais todas as esp&eacute;cies de um g&ecirc;nero se assemelham e diferem dos g&ecirc;neros vizinhos; podem atribuir-se estes caracteres a um antepassado comum que os transmitiu por hereditariedade aos descendentes, porque deve ter sucedido muito raramente que a sele&ccedil;&atilde;o natural tenha modificado, exatamente da mesma maneira, muitas esp&eacute;cies distintas adaptadas a h&aacute;bitos mais ou menos diferentes; ora, como estes pretendidos caracteres gen&eacute;ricos foram transmitidos por hereditariedade antes da &eacute;poca em que as diferentes esp&eacute;cies se tinham separado do antepassado comum e que posteriormente estes caracteres n&atilde;o tenham variado, ou que, se diferem, o fa&ccedil;am apenas em grau extremamente diminuto, n&atilde;o &eacute; prov&aacute;vel que variam atualmente</i> (Darwin, 2003: 171). </blockquote>     <p>Este cap&iacute;tulo intitula-se precisamente &quot;Leis da varia&ccedil;&atilde;o.&quot; Darwin interroga-se sobre a duplicidade disf&oacute;rica entre um antepassado comum &#8211; sinal do id&ecirc;ntico &#8211; e os dois tipos de diferencia&ccedil;&atilde;o: as diferen&ccedil;as antigas e tornadas mais ou menos permanentes, que ocorreram antes de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas ou ambientais, e as diferen&ccedil;as que florescem nas partes mais recentes dos corpos &#8211; os caracteres espec&iacute;ficos: </p>     <blockquote><i>Por outro lado, chamam-se caracteres espec&iacute;ficos os pontos pelos quais as esp&eacute;cies diferem das outras esp&eacute;cies do mesmo g&ecirc;nero; ora, como estes caracteres espec&iacute;ficos t&ecirc;m variado e se diferenciaram desde a &eacute;poca em que as esp&eacute;cies se afastaram do ancestral comum, &eacute; prov&aacute;vel que sejam ainda vari&aacute;veis num certo grau; pelo menos, s&atilde;o mais vari&aacute;veis que as partes do organismo que ficaram constantes desde um longo per&iacute;odo</i> (Darwin, 2003: 171).</blockquote>     <p>Na <i>Est&uacute;dio</i> n&atilde;o estudamos propriamente seres vivos, mas sim discursos. Como as esp&eacute;cies, h&aacute; tro&ccedil;os do discurso que antecedem as mudan&ccedil;as ambientais (por exemplo, idiomas, algumas regras gerais comportamento) e outros, espec&iacute;ficos, que sucedem &agrave;s mudan&ccedil;as ambientais e contextuais. Por exemplo, as mudan&ccedil;as que abrangem a passagem da modernidade &agrave; p&oacute;s-modernidade ser&atilde;o deste &uacute;ltimo tipo.</p>     <p>Assim os artigos aqui reunidos d&atilde;o testemunho de uma referencialidade comum, profunda, antiga, e ao mesmo tempo de uma diversidade discursiva, que corresponde &agrave;s suas diferen&ccedil;as contextuais.</p>     <p>Orlando Maneschy (Par&aacute;, Brasil), no artigo &quot;Artista Viajante: alguns casos na Amaz&ocirc;nia&quot; introduz o tema do artista viajante no contexto da Amaz&oacute;nia, desde os exemplos iluministas, expedicion&aacute;rios, aos artistas contempor&acirc;neos que se apropriam de uma nova viagem, esta auto-referente e identit&aacute;ria: Luciana Magno e Keyla Tikka Sobral. Os corpos transitam e registam, procurando-se em mapas a tra&ccedil;ar de novo. </p>     <p>J&aacute; de Keyla Tikka Sobral (Par&aacute;, Brasil), desta vez autora do artigo &quot;A constru&ccedil;&atilde;o de uma cartografia po&eacute;tica de determinada produ&ccedil;&atilde;o de artistas visuais na Amaz&ocirc;nia&quot; toma como ponto de partida uma itiner&acirc;ncia entre as cidades da Amaz&oacute;nia Legal, como Porto Velho, Bel&eacute;m, Boa Vista, S&atilde;o Lu&iacute;s, Palmas, Cuiab&aacute;, Manaus, Macap&aacute; e Rio Branco. S&atilde;o visitados e estabelecidas articula&ccedil;&otilde;es entre artistas contempor&acirc;neos, como Danielle Fonseca (Par&aacute;), Orlando Maneschy (Par&aacute;), S&aacute;vio Stoco (Amazonas), JJ Nunes (Amap&aacute;), Joeser Alvarez (Rond&oacute;nia), Thiago Martins de Melo (Maranh&atilde;o), e tamb&eacute;m Marina Boaventura (Tocantins).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marcos Rizolli (S&atilde;o Paulo, Brasil) em &quot;Lucia Castanho e o mito do cora&ccedil;&atilde;o como lugar dos sentimentos&quot; apresenta esta artista de Sorocaba (SP) debru&ccedil;ando-se em particular sobre a serie de objetos e pinturas &quot;Cora&ccedil;&atilde;o de Of&eacute;lia&quot; de 2014-5, onde a personagem de Shakespeare (<i>Hamlet</i>) &eacute; visitada na materialidade do cora&ccedil;&atilde;o, dos espinhos, do sofrimento e da morte, atualizando a discuss&atilde;o e trazendo-a para o &acirc;mago da identidade discutida nas polaridades feministas.</p>     <p>A discuss&atilde;o sobre o feminismo pode ser atualizada por um olhar sobre a sua express&atilde;o corporal, presente no artigo &quot;A Identidade da M&atilde;o e as Anatomias do Nu no Desenho e no Desenhar de Jo&atilde;o Cutileiro&quot; de Shakil Rahim & Ana Leonor Madeira Rodrigues (Lisboa, Portugal) onde o &quot;desenho desbastado&quot; de corpos de mulheres, executados por um escultor, &eacute; analisado. </p>     <p>Mar Garrido (Granada, Espanha), no texto &quot;Flexibilidad de las formas,&quot; aborda os chap&eacute;us, ou melhor, as &quot;esculturas de usar na cabe&ccedil;a&quot; de Javier Arteta, artista e designer. </p>     <p>O artigo &quot;Frans Krajcberg: a identidade brasileira revelada atrav&eacute;s do olhar para a natureza&quot; por M&aacute;rcia Piva (S&atilde;o Paulo, Brasil) apresenta a obra do escultor, que, depois de ter lutado pelo ex&eacute;rcito sovi&eacute;tico na segunda guerra mundial e visto toda a fam&iacute;lia desaparecer no holocausto nazi, e a seguir viver expatriado no Brasil, encarna na madeira a estrutura funda que se interroga at&eacute; ao m&iacute;nimo espa&ccedil;o vazio, estabelecendo sempre novas liga&ccedil;&otilde;es entre os corpos, suportando-as.</p>     <p>Sofia R&eacute; Palmela (Lisboa, Portugal) introduz o tema do estilismo de moda, em &quot;Nuno Gama e a identidade que se veste&quot;, discutindo as influ&ecirc;ncias sociopol&iacute;ticas na obra deste autor: os seus corpos querem ser felizes, mas exibem m&aacute;scaras que tapam a apenas a boca e for&ccedil;am a tristeza desenhada.</p>     <p>Em &quot;Deconstruyendo la identidad masculina: Manuel Antonio Dom&iacute;nguez y el hombre sin cabeza&quot; de Jos&eacute; Manuel Garc&iacute;a (Sevilha, Espanha) apresenta, atrav&eacute;s das aguarelas e colagens de Dom&iacute;nguez, o debate da masculinidade, renovando os temas dos grupos de rapazes e do poder dos homens, atualizando a discuss&atilde;o sobre o g&eacute;nero e a sua codifica&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o ao poder mais abstrato, sem cabe&ccedil;a.</p>     <p>Tatiana Lee & Rafael Schultz Myczkowski (Santa Catarina, Brasil), no artigo &quot;Identidade tecida: Rosana Paulino costurando os sentidos da mulher negra&quot; apresentam atrav&eacute;s da obra desta autora o seu confronto com o passado esclavagista e a contradi&ccedil;&atilde;o entre a intimidade dos corpos (a ama de leite) e a condi&ccedil;&atilde;o feminina escrava, reafectando as discuss&otilde;es sobre o g&eacute;nero atrav&eacute;s das funcionalidades org&acirc;nicas e culturais.</p>     <p>O texto &quot;Identidades de naufr&aacute;gio: derivas entre lo local y lo global en las instalaciones de Alexis Leiva Machado (Kcho)&quot; Mar&iacute;a Silvina Valesini (La Plata, Argentina) reflete sobre a obra do artista cubano Kcho, que incorpora nas suas instala&ccedil;&otilde;es, com os seus barcos, ora aut&ecirc;nticos, ora de brincar, uma condi&ccedil;&atilde;o humana que ultrapassa a insularidade, e ao mesmo tempo visita a condi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da exist&ecirc;ncia entre os homens que se movimentam pelos seus meios: os barcos parecem encarnar a condi&ccedil;&atilde;o de &quot;heterotopia&quot; (Foucault, 1984) que, agora em 2015, os trouxe aos olhares como novas linhas de fronteira, desta vez mais mort&iacute;feras que os muros de Berlim. </p>     <p>Omar Khouri (S&atilde;o Paulo, Brasil), no texto &quot;As incurs&otilde;es gr&aacute;ficas e pict&oacute;ricas de Tadeu Jungle (ou, o elogio do ru&iacute;do)&quot; introduz a poesia visual brasileira, na obra deste autor &quot;inter-semi&oacute;tico&quot; que interroga o seu local, a sua identidade, atrav&eacute;s de constantes ironias gr&aacute;ficas autorreferenciais: voc&ecirc; est&aacute; aqui.</p>     <p>O artigo &quot;Um desvio para o imaterial: Sandro Novaes&quot; Jo&atilde;o Wesley de Souza (Vit&oacute;ria, Esp&iacute;rito Santo, Brasil) introduz as pesquisas sobre a materialidade do desenho, e a sua rela&ccedil;&atilde;o com a emancipa&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Eugenia Romero (Vigo, Espanha) em &quot;La Ribot: Corpo Cero na Escena Expandida&quot; apresenta a dan&ccedil;a contempor&acirc;nea expandida atrav&eacute;s do corpo da espanhola La Ribot, visitando-se aqui a identidade de g&eacute;nero e o corpo articulado, ou confrontado, pelo <i>male gaze</i> (Mulvey, 1975).</p>     <p>No artigo &quot;Figura Antropomorfa e Identidad Cuestionada en la obra de Juan Mu&ntilde;oz,&quot; Iratxe Hern&aacute;ndez (Pa&iacute;s Basco, Espanha) mostra a explora&ccedil;&atilde;o das m&aacute;scaras e feita pelo escultor Juan Mu&ntilde;oz, visitando algumas das suas pe&ccedil;as que nos interrogam por nos mostrar quem somos.</p>     <p>Mauricius Farina (S&atilde;o Paulo, Brasil), em &quot;O lugar como acontecimento nas imagens de Luiz Braga,&quot; apresenta este fot&oacute;grafo brasileiro que desde os anos 80 resgata personagens com os seus contextos, construindo novas totalidades: os ambientes incorporam os seres de modo visual e quase org&acirc;nica.</p>     <p>A capa deste n&uacute;mero da Revista Est&uacute;dio foi-nos sugerida pelo artigo &quot;Obsesi&oacute;n y oscuridad en la obra de Jos&eacute; Carlos Naranjo,&quot; de David Serrano (Sevilha, Espanha). A obra do pintor Jos&eacute; Carlos Naranjo tem vindo a suscitar crescente interesse entre outros artistas, como este artigo testemunha. O seu &quot;realismo sujo&quot; confronta pessoas que fogem da sombra, corpos consumidos pela carnalidade, que parecem ignorar que se encontram em fuga permanente.</p>     <p>Cristiane Terraza (Bras&iacute;lia, Brasil) no artigo &quot;A composi&ccedil;&atilde;o urbana em Corpos Inform&aacute;ticos&quot; apresenta a atividade do grupo de artistas de Bras&iacute;lia &quot;Corpos Inform&aacute;ticos&quot; que, ao contr&aacute;rio da sua denomina&ccedil;&atilde;o, se dedicam a interven&ccedil;&otilde;es de &quot;fuleragem&quot;, com realce para o parque &quot;kombeiro&quot; entre outros dispositivos de intera&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.</p>     <p>O artigo &quot;Historias de vida: la memoria biogr&aacute;fica-narrativa en la obra de Miguel Romero&quot; de Yolanda Sp&iacute;nola & Emilia Obrad&oacute; (Sevilha, Brasil) apresenta a obra fotogr&aacute;fica de Miguel Romero, mais precisamente a s&eacute;rie &quot;mostra-me os teus negativos.&quot; Nestas imagens (em negativo), adivinha-se a irrealidade de corpos que nos mostram os seus negativos &#8211; agora vistos como as &uacute;nicas realidades positivas. A fotografia como uma forma de olhar atrav&eacute;s do invis&iacute;vel negativo do quotidiano.</p>     <p>Eduardo Vieira da Cunha (Rio Grande do Sul, Brasil) no artigo &quot;Ruby e a autorrepresenta&ccedil;&atilde;o: encena&ccedil;&otilde;es de quest&otilde;es de identifica&ccedil;&atilde;o e de identidade em imagens codificadas&quot; aborda um filme de m&eacute;dia-metragem (HD, 17&#39;) de Luciano Sherer, que, num alter ego Ruby, expande os limites da fic&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; materialidade das refer&ecirc;ncias, tocando a superfic&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A identidade engana os incautos: o que ela mostra &eacute; o que ela esconde. Escondido atr&aacute;s de ti, est&atilde;o os que te chamam, os que te interpelam, os que te preenchem o sentido. Este, pleno, parece formar-se no outro. Afinal, os indiv&iacute;duos podem ser como as palavras: o seu significado depende de todas as outras palavras ausentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Darwin, Charles (2003) <i>A Origem das Esp&eacute;cies, no meio da sele&ccedil;&atilde;o natural ou a luta pela exist&ecirc;ncia na natureza</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o do doutor Mesquita Paul. Porto: Lello & Irm&atilde;o. &#91;Consult. 2016-02-09&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://ecologia.ib.usp.br/ffa/arquivos/abril/darwin1.pdf" target="_blank">http://ecologia.ib.usp.br/ffa/arquivos/abril/darwin1.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445981&pid=S1647-6158201600010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Foucault, Michel (1984) &quot;Of Other Spaces, Heterotopias.&quot; <i>Architecture, Mouvement, Continuit&eacute;</i> 5 (1984): 46-49. &#91;Consult. 2016-02-09&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="https://aufklarungsofia.files.wordpress.com/2011/06/outros_espacos.pdf" target="_blank">https://aufklarungsofia.files.wordpress.com/2011/06/outros_espacos.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445982&pid=S1647-6158201600010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mulvey, Laura (1975) &quot;Visual Pleasure and Narrative Cinema.&quot; <i>Screen</i>, 16 (3): 6-18. doi: 10.1093/screen/16.3.6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1445983&pid=S1647-6158201600010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 10 de janeiro de 2016 e aprovado a 11 de janeiro de 2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:joao.queiroz@fba.ul.pt">joao.queiroz@fba.ul.pt</a> (Jo&atilde;o Paulo Queiroz)</p>      ]]></body><back>
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