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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[As an object of study here, we have "Teresa" a work of art created by Tunga. readable and visible elements derive from a baroque aesthetic where excess tear the artistic boundaries: from sculpture to installation, design to performance , video to text, scenic manifestations to sound plastic- experiences, is work comes to meet a poetic where the agglomeration is imposed as a provocative spark. Art work of formal and conceptual complexity, as part of an aesthetic constellation that sets up a space of an expanded concept of art.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Narrativas Ficcionais de Tunga</b></p>     <p><b>Ficcional Narratives of Tunga</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Marta Martins&#42;</b></p>     <p>&#42;Brasil, artista Visual. Licenciatura em Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica. Centro de Artes da Universidade do Estado de santa Catarina (UDESC). Mestrado em Po&eacute;ticas Visuais. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutorado em Teoria Liter&aacute;ria.Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Artes, Departamento de Artes Visuais. Avenida Madre Benvenuta, 2007 &#8211; Itacorubi, Florian&oacute;polis &#8211; SC, CEP-88035-001 Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>Temos aqui por objeto de estudo a obra &quot;Teresa&quot; de Tunga. Nela as combinat&oacute;rias do leg&iacute;vel e do vis&iacute;vel derivam de uma est&eacute;tica barroca onde o excesso rasga os limites artisticos: da escultura &agrave; instala&ccedil;&atilde;o, do desenho &agrave; performance, do v&iacute;deo &agrave; textos, de manifesta&ccedil;&otilde;es c&ecirc;nicas at&eacute; experi&ecirc;ncias pl&aacute;stico- sonoras. Sua obra trata de ir ao encontro de uma po&eacute;tica onde a aglomera&ccedil;&atilde;o se imp&otilde;e como uma fa&iacute;sca provocadora visando a manifesta&ccedil;&atilde;o de uma complexidade formal e conceitual, fazendo parte de uma constela&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica que configura um espa&ccedil;o onde &eacute; poss&iacute;vel pensar um conceito ampliado de arte.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Arte brasileira, arte contempor&acirc;nea, barroco, experi&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b> </p>     <p>As an object of study here, we have &quot;Teresa&quot; a work of art created by Tunga. readable and visible elements derive from a baroque aesthetic where excess tear the artistic boundaries: from sculpture to installation, design to performance , video to text, scenic manifestations to sound plastic- experiences, is work comes to meet a poetic where the agglomeration is imposed as a provocative spark. Art work of formal and conceptual complexity, as part of an aesthetic constellation that sets up a space of an expanded concept of art.</p>     <p><b>Keywords:</b> Brazilian art, contemporary art, baroque, experience.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o:</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A obra do artista visual Tunga se caracteriza por um sentido de movimento e de circularidade. Obra que n&atilde;o se encerra, mas que &eacute; aberta &agrave; cria&ccedil;&atilde;o auto-remissiva e ao retrospecto, e que &eacute; capaz de gerar um mecanismo onde os elementos f&iacute;sicos e tem&aacute;ticos retornam ao longo do tempo, como num movimento em espiral. A espiral&eacute;uma forma sem come&ccedil;o nem fim, formada de uma linha em movimento que, dependendo do ponto de vista, marca um subir ou descer, que sugere um retorno ou um avan&ccedil;o. A cada vez que uma mem&oacute;ria, um pensamento, um gesto ou conceito voltam, eles trazem em si um descolamento que antes agregava um signo e um significante. Com isso, rompe-se um sentido &uacute;nico ou uma verdade inequ&iacute;voca. Por isso, na obra do artista, os elementos que retornam, inviabilizam uma leitura fechada e produzem constantemente, novos sentidos e interpreta&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Narrativas ficcionais de Tunga</b></p>     <p>As (re) interpreta&ccedil;&otilde;es dentro e fora da obra do artista Tunga s&atilde;o poss&iacute;veis num contexto de arte no qual a verdade das imagens n&atilde;o se encontra mais aderida a uma pedagogia do mundo. O colapso do paradigma que unia sujeito/objeto como sistema b&aacute;sico da produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento manifesta-se mais visivelmente, no saber europeu, ao final do s&eacute;culo XX e lan&ccedil;ou novas premissas nos conhecimentos filos&oacute;fico, art&iacute;stico e psicanal&iacute;tico que se tornaram as bases conceituais com as quais a est&eacute;tica da modernidade operaria. Nesse sentido, a experi&ecirc;ncia moderna se efetiva na medida em que se encontra com um sujeito esva&iacute;do da seguran&ccedil;a e da previsibilidade do mundo ao enfrentar-se com um esvaziamento da experi&ecirc;ncia por meio do &quot;monstruoso desenvolvimento da t&eacute;cnica sobrepondo-se ao homem&quot; (Benjamin:1985. 15).</p>     <p><i>Teresa</i> que &eacute; uma obra em formato de <i>instaura&ccedil;&atilde;o</i>, realizada sucessivamente no Rio de Janeiro, em Los Angeles, Buenos Aires, e S&atilde;o Paulo, quando integrou a instala&ccedil;&atilde;o <i>Resgate</i>, elaborada para a inaugura&ccedil;&atilde;o do Centro Cultural Banco do Brasil, em S&atilde;o Paulo, em abril de 2001.</p>     <p>O lado perform&aacute;tico da instaura&ccedil;&atilde;o <i>Teresa</i> teve a dura&ccedil;&atilde;o de um dia, e contou com 110 participantes. Tunga prefere usar o termo instaura&ccedil;&atilde;o para denominar algo que, na pr&aacute;tica, excede tanto a no&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&atilde;o quanto a de performance. Talvez uma de suas ambi&ccedil;&otilde;es seja encontrar um conceito mais efetivo ou de precis&atilde;o, capaz de aglomerar, de uma s&oacute; vez, a fugacidade do acontecimento proposto pela sua obra, bem como a perman&ecirc;ncia do que sobra desta situa&ccedil;&atilde;o passageira. Al&eacute;m disso, todo o evento de <i>Teresa</i> persegue a id&eacute;ia da poss&iacute;vel aquisi&ccedil;&atilde;o da liberdade. Na g&iacute;ria dos marginais, uma &quot;Teresa&quot; &eacute; uma corda confeccionada com tecidos rasgados, sobras de len&ccedil;&oacute;is, blusas e cobertores, que v&atilde;o sendo atados por n&oacute;s, para serem usados nas fugas dos detentos. Em um belo texto, que consta de um cat&aacute;logo de Tunga para esta mesma instaura&ccedil;&atilde;o, encontramos uma interlocu&ccedil;&atilde;o do artista com seu pai, o escritor Gerardo Mello Mour&atilde;o. Realizando uma opera&ccedil;&atilde;o retrospectiva ao per&iacute;odo dos m&iacute;sticos espanh&oacute;is, esse pequeno texto do poeta, nos elucida a raz&atilde;o do uso na g&iacute;ria carcer&aacute;ria, do nome <i>Teresa</i> para designar as cordas que s&atilde;o feitas pelos presos com os len&ccedil;&oacute;is ou trapos dispon&iacute;veis nas celas, com o prop&oacute;sito de auxili&aacute;-los no escape: </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>TERESA </i></p>     <blockquote><i>Na g&iacute;ria de nossas grandes cidades da Am&eacute;rica Latina chama-se &quot;Teresa&quot; a uma corda formada por len&ccedil;&oacute;is torcidos, amarrados para o necess&aacute;rio comprimento, pendurada da janela presidi&aacute;ria, por onde os prisioneiros descem para a perigosa liberdade. A &quot;Teresa&quot;, da g&iacute;ria do Rio e do &quot;lunfardo&quot;de Buenos Aires, tem uma tradi&ccedil;&atilde;o de 500 anos e a mais nobre das origens na historia da literatura e da m&iacute;stica religiosas do s&eacute;culo XVI. Naquele tempo a grande Santa Teresa e S. Jo&atilde;o da Cruz eram perseguidos pelos poderosos mosteiros dos carmelitas que n&atilde;o queriam as reformas asc&eacute;ticas adotadas por aqueles dois santos. Jo&atilde;o da Cruz foi encarcerado pelos frades numa cela de cerca de dez p&eacute;s de comprimento por seis de largura-cerca de 3m x1,80 - da qual era retirado todas as noites para sess&otilde;es de tortura f&iacute;sica. Depois de meses, teve uma vis&atilde;o, em que uma imagem luminosa lhe transmitia instru&ccedil;&otilde;es de santa Teresa: rasgasse os dois velhos cobertores que lhe serviam de cama, enrolasse as tiras como uma corda e saltasse pelas grades do c&aacute;rcere. Pendurado na corda, o santo prisioneiro escorregou at&eacute; o p&eacute; do muro da pris&atilde;o. Tombou sobre montes de resto de cozinha, de onde um cachorro saiu correndo na noite escura. O frade o acompanhou. O cachorro pulou o muro. Ele tamb&eacute;m. Caiu num p&aacute;tio, onde ouviu vozes de mulher. Era o p&aacute;tio do convento de Santa Teresa, que o chamava para escond&ecirc;-lo. Desde ent&atilde;o correu a not&iacute;cia pela cidade: Jo&atilde;o da Cruz escapara com a ajuda de uma Teresa, e os presos de toda a Espanha, quando faziam uma corda de len&ccedil;&oacute;is para escapar ao c&aacute;rcere, invocavam o nome de Santa Teresa e chamavam carinhosa e respeitosamente a corda de &quot;Teresa&quot;. O nome passou da Espanha para a Am&eacute;rica Latina, nunca uma g&iacute;ria teve origem mais nobre. Teresa, doutora da Igreja e reformadora das Carmelitas &eacute; a mais importante escritora de l&iacute;ngua espanhola.E Jo&atilde;o da Cruz &eacute; o poeta dos mais apaixonados c&acirc;nticos er&oacute;ticos da l&iacute;rica espanhola e da literatura universal de todos os tempos. Seus poemas reunidos com o t&iacute;tulo de &quot;La Noche Oscura&quot; foram feitos no c&aacute;rcere. Compunha e decorava uma quadra cada noite, pois n&atilde;o tinha como escrever. Numa das mais belas quadras &#8211; ele fala sempre no feminino, porque &eacute; sua alma quem fala &#8211; est&aacute; a evoca&ccedil;&atilde;o da noite da fuga pendurado em sua &quot;Teresa&quot;- sal&iacute; sin ser notada. Outros santos tamb&eacute;m fugiram com a ajuda de uma &quot;Teresa&quot;, como S&atilde;o Geraldo Majella, em sua cidade dos Apeninos, que escapou para refugiar-se num mosteiro. &quot;Butt&oacute;si per la finestra&quot; &#8211; mandou-se pela janela &#8211; diz uma parenta sua em depoimento de cart&oacute;rio</i>. (Mour&atilde;o: 2001) </blockquote>     <p>Gerardo Mour&atilde;o capta o quanto esta instaura&ccedil;&atilde;o reflete a energia ca&oacute;tica das grandes metr&oacute;poles da Am&eacute;rica Latina. Em uma vers&atilde;o que antecedeu em dois anos as apresenta&ccedil;&otilde;es feitas em S&atilde;o Paulo e em Bras&iacute;lia, <i>Teresa</i> fez parte de uma exposi&ccedil;&atilde;o no Centro Cultural La Recoleta de Buenos Aires, em 1999. A esperan&ccedil;a de liberdade que <i>Teresa</i> aborda, foi lida pela curadora da exibi&ccedil;&atilde;o do trabalho de Tunga em La Recoleta, Mercedes Casaniegra, como uma inser&ccedil;&atilde;o imagin&aacute;ria em circuitos ideol&oacute;gicos e sociais j&aacute; existentes na realidade de nossos pa&iacute;ses: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote><i>Tunga proviene de Brasil, un pa&iacute;s donde el porcentaje de exclusi&oacute;n social es muy alto y donde &eacute;sta es una realidad que no se soslaya. La Argentina, actual anfitri&oacute;n de esta performance, es un pa&iacute;s donde la justicia est&aacute; puesta en cuesti&oacute;n. Y por &uacute;ltimo el sistema econ&oacute;mico que ha triunfado y que da forma a la vida contempor&aacute;nea en el mundo globalizado tiene como contracara la marginalidad. La obra es porosa de esta realidad: sale de ella para volver a ella. &Eacute;tica y est&eacute;tica se aproximan. La &eacute;tica puede llegar a experimentarse como est&eacute;tica.</i> (Casaniegra:1999) </blockquote>     <p>A &ecirc;nfase na inflex&atilde;o material com a qual o artista opera aproxima&ccedil;&otilde;es de coisas de natureza aparentemente d&iacute;spares entre si, leva a curadora a uma leitura onde a energia do barroco &eacute; colocada em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es fixas.</p>     <p> Nessa obra Tunga opera numa conflu&ecirc;ncia de tradi&ccedil;&atilde;o discursiva, que &eacute;, ao mesmo tempo, herm&eacute;tica e crist&atilde;, e tal ambival&ecirc;ncia, acaba por gerar uma esp&eacute;cie de leitura difusa de sua obra. Por esse motivo, os aparentes elementos de natureza &quot;herm&eacute;tica&quot; ou ainda, &quot;os outros simbolismos&quot;, com os quais a cr&iacute;tica identifica uma marca de extens&atilde;o temporal na polival&ecirc;ncia destas obras, possuem tamb&eacute;m, uma inscri&ccedil;&atilde;o ligada a temas da cristandade, nem sempre facilmente identific&aacute;vel no contexto, em grande parte, laico da arte contempor&acirc;nea. </p>     <p>Santa Teresa desenvolveu uma m&iacute;stica er&oacute;tica emanada a partir de seu corpo, como experi&ecirc;ncia subjetiva na qual subjaz, no calor da met&aacute;fora, a linguagem como propiciadora do arrebatamento dos sentidos. E isto coloca em discuss&atilde;o, um veemente problema sobre a quest&atilde;o do corpo como instrumento mediador das pot&ecirc;ncias da alma, e capaz de determinar, a uma s&oacute; vez, o desejo e o abandono. </p>     <p>Esta experi&ecirc;ncia est&aacute; associada na obra, a um dionis&iacute;aco estado febril que ela provoca, diante do sentimento de uma poss&iacute;vel fuga libertadora que se aproxima. Sentimento, que opera tanto individualmente, quanto na ordem coletiva das pessoas que v&atilde;o se encontrando ao acaso, durante as longas horas do evento. Esta situa&ccedil;&atilde;o acaba por formar uma esp&eacute;cie de compl&ocirc; de uma ut&oacute;pica e variada apreens&atilde;o do conceito de liberdade, ou uma aleat&oacute;ria ordena&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, ef&ecirc;mera, impermanente, onde a heterogeneidade de todos, por breves instantes, tran&ccedil;a e evoca, a partir de variados destinos, um sentido comum. </p>     <p>H&aacute; tamb&eacute;m uma remiss&atilde;o concreta &agrave; tran&ccedil;as, outro elemento emblem&aacute;tico da po&eacute;tica de Tunga, e pela qual o artista forja certos grupamentos tempor&aacute;rios ou ef&ecirc;meros, que se baseiam em tr&ecirc;s elementos. Vale relembrar, tamb&eacute;m, que os tr&ecirc;s elementos tran&ccedil;ados s&atilde;o cobertas de pres&iacute;dio, o que, por extens&atilde;o remete a uma fr&aacute;gil esperan&ccedil;a de fuga. No entanto, esta esperan&ccedil;a coloca em comunh&atilde;o tanto os <i>performers</i> quanto o p&uacute;blico, gerando um envolvimento c&ecirc;nico que &eacute; comum a todos, j&aacute; que a a&ccedil;&atilde;o se desenrola no espa&ccedil;o inteiro da mostra, sem limites que determinem o campo pr&oacute;prio da representa&ccedil;&atilde;o e o espa&ccedil;o de aprecia&ccedil;&atilde;o. Por esse motivo, <i>Teresa</i> provoca uma s&eacute;rie de fortes rea&ccedil;&otilde;es em cadeia, em cada lugar na qual &eacute; configurada, e, no caso da experi&ecirc;ncia de Tunga em Buenos Aires, o fato de que uma grande parte dos participantes fossem meninos de rua, ou pessoas oriundas de favelas, gerou uma tens&atilde;o, e at&eacute; mesmo um clima de provoca&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua entre as comunidades diferentes que formavam, ent&atilde;o, uma esp&eacute;cie de tran&ccedil;a social, que &eacute; interessante para o artista na medida em que conforme declara: </p>     <blockquote><i>Isso me permite observar como as pessoas se manifestam diferentemente participando do mesmo evento. Se fa&ccedil;o a proposi&ccedil;&atilde;o na Argentina, na Alemanha ou no Brasil, a rea&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; do p&uacute;blico, mas das pessoas que participam, &eacute; extremamente diversa; e voc&ecirc; quase pode medir uma s&eacute;rie de outros elementos que est&atilde;o embutidos nessa obra e come&ccedil;am a aparecer, vindos &agrave; luz, a partir da&iacute;. Isso &eacute; s&oacute; um dado mais curioso, uma esp&eacute;cie de term&ocirc;metro para a libera&ccedil;&atilde;o de grupos culturais.</i> (Tunga, 2001) </blockquote>     <p>A obra de Tunga formula, por sua vez, uma identifica&ccedil;&atilde;o revisitada, com a conflu&ecirc;ncia entre a teoria e a pr&aacute;tica da <i>inven&ccedil;&atilde;o do barroco</i>, como pr&oacute;prio de parte da tradi&ccedil;&atilde;o vanguardista. Tunga retoma este aspecto da vanguarda, que j&aacute; devidamente incorporado &agrave; sua gram&aacute;tica como um elemento a mais da tradi&ccedil;&atilde;o da arte a ser discutido, para novamente obter pot&ecirc;ncia e gerar sentido &agrave; constru&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica. A constitui&ccedil;&atilde;o de <i>Resgate</i> trata de operar uma provoca&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea dos sentidos, onde a heterogeneidade pautada por excesso e radicalidade, deflagra uma irrup&ccedil;&atilde;o sensorial (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>). Esta irrup&ccedil;&atilde;o estaria implicada na descoberta dos elementos, e da velocidade das a&ccedil;&otilde;es, que, articuladas entre si, prop&otilde;em surpresas e acasos a cada momento.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v7n14/7n14a04f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v7n14/7n14a04f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Em &uacute;ltima an&aacute;lise, a obra de Tunga trata, voluntariamente, de ir ao encontro de uma po&eacute;tica onde a aglomera&ccedil;&atilde;o se imp&otilde;e como uma fa&iacute;sca provocadora, e onde a est&eacute;tica barroca &eacute; posta em articula&ccedil;&atilde;o, visando o manifestar da complexidade formal e conceitual de sua arte. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias:</b></p>     <!-- ref --><p>Benjamin, Walter(1985) <i>Magia e t&eacute;cnica, arte e pol&iacute;tica. Ensaios sobre literatura e hist&oacute;ria da cultura.</i> Obras escolhidas. Vol. I. SP: Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1439808&pid=S1647-6158201600020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Casaniegra, Mercedes (1999) &quot;Tunga em Buenos Aires.&quot; Buenos Aires: Centro Cultural la Recoleta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1439810&pid=S1647-6158201600020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, Marta (2013) Narrativas ficcionais de Tunga. RJ: Apicuri.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1439812&pid=S1647-6158201600020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mour&atilde;o, Gerardo Mello(2001) &quot;Teresa&quot;. In: Assalto. Cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: Centro Cultural do Banco do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1439814&pid=S1647-6158201600020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tunga (2001) <i>Metro: a metr&oacute;pole em voc&ecirc;.</i> SP: CCBB. Entrevista a Luis Camillo Os&oacute;rio. In: Assalto. Bras&iacute;lia: Centro Cultural Banco do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1439816&pid=S1647-6158201600020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 21 de dezembro de 2015 e aprovado a 10 de janeiro de 2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:martamartins07@outlook.com">martamartins07@outlook.com</a> (Marta Martins)</p>      ]]></body><back>
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