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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With the overall theme that guides 'Estúdio' journal, that invites artists to write about other artists, this issue n. 15 collects 17 articles. Regularities can be found in the researched themes and in their directions. Metalinguistic intentions can be detected in their creative intentions. It is observed that the matters of interest by the creators are based on questioning self-referentiality: art asks us, and questions its legitimacy circuits, its dissemination conventions. The risk lies in the 'Estúdio,' through its walls, and draws a fundamental purpose, an emergency totally off-center.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>O risco corre no Est&uacute;dio</b></p>     <p><b>The risk lies in the Est&uacute;dio</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz&#42;</b></p>     <p>&#42;Portugal, par acad&eacute;mico interno e editor da <i>Revista Est&uacute;dio</i>. </p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058, Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b> </p>     <p>Com o tema geral que orienta a Revista Est&uacute;dio, artistas a escreverem sobre outros artistas, este n&uacute;mero 15 reuniu 17 artigos. Percebem-se regularidades nos sentidos pesquisados e propostos. Detetam-se inten&ccedil;&otilde;es metalingu&iacute;sticas nas intencionalidades criadoras. Observa-se que o assunto que ocupa os criadores se baseia numa autorreferencialidade questionadora: a arte a interrogar-se, e aos seus dispositivos de legitima&ccedil;&atilde;o, &agrave;s suas conven&ccedil;&otilde;es de dissemina&ccedil;&atilde;o. O risco corre no <i>Est&uacute;dio</i>, atravessa as paredes, e tra&ccedil;a um prop&oacute;sito fundamental, a emerg&ecirc;ncia fora do centro.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Est&uacute;dio, arte, metalinguagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>With the overall theme that guides &#39;Est&uacute;dio&#39; journal, that invites artists to write about other artists, this issue n. 15 collects 17 articles. Regularities can be found in the researched themes and in their directions. Metalinguistic intentions can be detected in their creative intentions. It is observed that the matters of interest by the creators are based on questioning self-referentiality: art asks us, and questions its legitimacy circuits, its dissemination conventions. The risk lies in the &#39;Est&uacute;dio,&#39; through its walls, and draws a fundamental purpose, an emergency totally off-center.</p>     <p><b>Keywords:</b> Est&uacute;dio, Art, metalanguage.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Sempre com o tema geral que orienta esta publica&ccedil;&atilde;o, artistas a escreverem sobre outros artistas, este n&uacute;mero 15 da revista Est&uacute;dio reuniu 17 artigos que, no seu conjunto, permitem alguma reflex&atilde;o. Percebe-se, na textura das obras e dos criadores visitados, regularidades nos sentidos pesquisados e propostos. Deteta-se uma inten&ccedil;&atilde;o metalingu&iacute;stica nas intencionalidades criadoras. Observa-se que o assunto que ocupa os criadores se baseia numa autorreferencialidade questionadora: a arte interroga o seu pr&oacute;prio tecido, os seus dispositivos de legitima&ccedil;&atilde;o, as suas conven&ccedil;&otilde;es de dissemina&ccedil;&atilde;o, os seus c&acirc;nones. Brian O&#39;Doherty (2002) enunciou o questionamento da ideologia nos espa&ccedil;os de apresenta&ccedil;&atilde;o, trazendo para a discuss&atilde;o um suporte e uma perspetiva te&oacute;ricas que, de alguma forma, permitiu compreender o enredo de algumas iniciativas conceptuais e p&oacute;s conceptuais. Por seu lado, Rosalind Krauss (1979) criticou as delimita&ccedil;&otilde;es dos espa&ccedil;os e dos suportes ao caracterizar o &quot;campo expandido.&quot; O alargamento do campo pode tamb&eacute;m incluir o seu sentido. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os artigos agora reunidos transportam algumas dessas inquieta&ccedil;&otilde;es, atualizando-as. Percebe-se que os criadores observam o campo da arte com uma intencionalidade atenta e cr&iacute;tica, acrescentando pontua&ccedil;&otilde;es aos consensos, quebrando-os, n&atilde;o de modo gratuito, mas de modo essencial. Cria-se sentido.</p>     <p> O artigo de Margarida Prieto (Lisboa, Portugal), &quot;Rui Macedo: da sugest&atilde;o e do seu poder imag&eacute;tico&quot; informa o interesse pelo problema do referente e pela verosimilhan&ccedil;a. Atrav&eacute;s de algumas refer&ecirc;ncias impl&iacute;citas a autores como Pl&iacute;nio, o velho (Cayo Plinio Segundo, 1998), ou tamb&eacute;m Jorge Lu&iacute;s Borges (2002), entre outros, em que o espectador &eacute; convidado a confirmar a verosimilhan&ccedil;a recorrendo &agrave;s pr&oacute;prias caracter&iacute;sticas funcionais do que &eacute; representado: para ver cada um dos p&aacute;ssaros representados por Rui Macedo, torna-se necess&aacute;rio cham&aacute;-los, reproduzindo o seu canto &#8230; </p>     <p>Maria do Carmo de Freitas (Minas Gerais, Brasil), no artigo <i>&quot;O encontro do imagin&aacute;rio</i> no di&aacute;logo entre a obra &#39;<i>Unheimlich&#39;</i> de Walmor Corr&ecirc;a e a &#39;<i>Histoire naturelle&#39;</i> de Buffon: uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia&quot; coloca a obra gr&aacute;fica de Walmor Corr&ecirc;a em contraponto com as singularidades descritas por Buffon, na sua Hist&oacute;ria Natural iluminista: podemos agora apreciar a descri&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica e detalhada de uma sereia.</p>     <p>O artigo &quot;Processos de cria&ccedil;&atilde;o na obra de Maya Watanabe,&quot; de Sylvia Furtado (Cear&aacute;, Brasil) debru&ccedil;a-se sobre a obra da autora multim&eacute;dia peruana Watanabe. As suas instala&ccedil;&otilde;es v&iacute;deo apropriam-se de trechos sonoros pr&eacute;-existentes, colocando em confronto identidades e territ&oacute;rios de refer&ecirc;ncias culturais.</p>     <p>Silvina Valesini (La Plata, Argentina) em &quot;Met&aacute;foras del cuerpo ausente en las instalaciones de Doris Salcedo&quot; apresenta uma reflex&atilde;o sobre as instala&ccedil;&otilde;es de Salcedo (Col&ocirc;mbia), que se referem &agrave;quilo que sobra, depois do massacre (o narcotr&aacute;fico, a viol&ecirc;ncia urbana). As &quot;casas vi&uacute;vas&quot; implicam tamb&eacute;m uma reflex&atilde;o sobre um discurso sobre o g&eacute;nero gerado no contexto do crime organizado.</p>     <p>O artigo &quot;Ferran Adri&agrave;, a criatividade como discurso (entre gastronomia, arte e design),&quot; de Suzana Parreira (Lisboa, Portugal), lan&ccedil;a um olhar sobre o m&eacute;todo observado por um grande <i>chef</i>, Adri&agrave;, notabilizado no <i>El Bulli</i>, Barcelona. O reconhecimento de Adri&agrave; (<i>Documenta 12</i>, em Kassel, por exemplo), motiva a procura das hibrida&ccedil;&otilde;es entre &aacute;reas e g&eacute;neros de criatividade que expandem as atua&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas.</p>     <p>Liana Chaves, no artigo &quot;Isa Aderne: uma senhora gravadora,&quot; (Para&iacute;ba, Brasil), apresenta esta disc&iacute;pula de Goeldi, com uma obra em xilogravura que cedo reflete um posicionamento pol&iacute;tico, for&ccedil;ando um ex&iacute;lio fora do Brasil. As obras s&atilde;o pr&oacute;ximas dos pobres, e mostram sempre a vida.</p>     <p>Em &quot;O social media como ve&iacute;culo da obra de arte total de Ana P&eacute;rez-Quiroga,&quot; Felipe Aristimu&ntilde;o (Brasil) aborda o <i>corpus</i> de 16.000 imagens, <i>instagram</i>, utilizadas como m&eacute;dium da a&ccedil;&atilde;o / interven&ccedil;&atilde;o da artista, na obra com o t&iacute;tulo <i>Self-portrait of a female artist as part of society</i> ou ainda o seu projeto <i>Home</i>. As plataformas sociais s&atilde;o suporte para uma reflex&atilde;o permanente e uma auto-ironia concomitante.</p>     <p>Isabel Sabino (Lisboa, Portugal), no artigo &quot;Grupo Acre, aqui nasceu (e assim finou?)&quot; lan&ccedil;a novas perspetivas sobre a interven&ccedil;&atilde;o do grupo Acre (Clara Men&eacute;res e Lima Carvalho) nas Caldas da Rainha, Portugal, em agosto de 1977, nos IV Encontros Internacionais de Arte. Os acontecimentos e manifesta&ccedil;&otilde;es provocaram alguns desacatos e persegui&ccedil;&otilde;es, bastante documentados em jornais da &eacute;poca, ao mesmo tempo que a arte contempor&acirc;nea se desdobrava pela energia potencial do contexto que ent&atilde;o se vivia em Portugal.</p>     <p>O artigo &quot;Uma Colagem sobre Portugal: &#39;o Fado Lusitano&#39;de Abi Feij&oacute;&quot; Eliane Gordeeff (Brasil) analisa o filme de anima&ccedil;&atilde;o de Abi Feij&oacute; (1995) que utiliza a colagem e o recorte para sintetizar a portugalidade, tomando como marco o mito do sebastianismo e do resgate.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Isabel Albuquerque (Lisboa, Portugal), em &quot;A &#39;joia dispositivo&#39; na obra de Ana Cardim,&quot; apresenta algumas obras de joalharia que transgridem os c&acirc;nones habituais: cadeados, ovos com objetos desconhecidos, moedas folheadas a ouro mostrando a sujidade do dinheiro, j&oacute;ias que contrariam a l&oacute;gica da venda.</p>     <p>O artigo <i>&quot;&#39;It Girl&#39;</i>: o problema <i>lolicon</i> no videoclipe de Mr. para Pharrell Williams,&quot; de Matilde Diogo de Sousa (Lisboa, Portugal), explora a pol&eacute;mica da acultura&ccedil;&atilde;o manga, especialmente no que respeita &agrave;s <i>lolicon</i>, e &agrave; sua essencial explora&ccedil;&atilde;o <i>voyeur</i> associada a todo um imagin&aacute;rio onde a ingenuidade e a inoc&ecirc;ncia estereotipada se tornam signos para a compuls&atilde;o sexual dissimulada pela omiss&atilde;o.</p>     <p>A capa do presente n&uacute;mero da revista Est&uacute;dio foi sugerida pela obra de Samuel Castro, abordada por Sara Fuentes (Vigo, Espanha), no artigo &quot;Recursividad, modelos y sistemas en la obra de Samuel Castro.&quot; As rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre objetos e conceitos, numa agilidade que atravessa as escalas, convidam-nos a reconsiderar os centrismos, sejam eles nacionalistas, modernistas, neo-colonialistas, ou ambientais: os homens suportam o seu ambiente, e o ambiente est&aacute; suspenso deste equil&iacute;brio no m&iacute;nimo fr&aacute;gil. Para o manter, muitas atividades, representa&ccedil;&otilde;es, opera&ccedil;&otilde;es, e alguns aparelhos in&uacute;teis. </p>     <p>Em &quot;A escritura-rasura na obra de Edith Derdyk,&quot; de &Acirc;ngela Castelo Branco (S&atilde;o Paulo, Brasil), revisita a obra desta artista brasileira que j&aacute; foi objecto da capa das actas do II Congresso internacional CSO (Queiroz, 2011). Os seus desenhos ocupam milhares de quil&oacute;metros, estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es tensas que interligam superf&iacute;cies modernistas, no interior do cubo branco (O&#39;Doherty, 2002).</p>     <p>Tatiana Martins (Esp&iacute;rito Santo, Brasil), no artigo &quot;A dial&eacute;tica dos materiais na obra de Regina Rodrigues,&quot; debru&ccedil;a-se sobre a obra da ceramista Regina Rodrigues, explorando os vazios e as superf&iacute;cies topol&oacute;gicas quase homeom&oacute;rficas merc&ecirc; de uma combina&ccedil;&atilde;o entre materiais vitro cer&acirc;micos de execu&ccedil;&atilde;o inovadora.</p>     <p>O artigo &quot;Derivas: um olhar sobre a obra de Marcelo Moscheta,&quot; por Joedy Bamonte (S&atilde;o Paulo, Brasil), aborda a itiner&acirc;ncia do artista em dire&ccedil;&atilde;o ao norte, na resid&ecirc;ncia &quot;artistic circle&quot;, onde a bordo de um barco, se explora a viagem em si mesma e se constroem registos de bordo. Da dist&acirc;ncia do navio, da heterotopia possibilitada pela viagem art&iacute;stica, importa-se uma nova mundivid&ecirc;ncia feita de desmesura e aus&ecirc;ncia, numa deriva continuada e tornada m&eacute;todo.</p>     <p>Angela Grando (Esp&iacute;rito Santo, Brasil), em &quot;Cildo Meireles: &#39;como na tradi&ccedil;&atilde;o oral&#39; e al&eacute;m,&quot; aborda a interven&ccedil;&atilde;o de Cildo Meirelles na Documenta 11, em Kassel, onde os picol&eacute;s de gelo exibem uma economia do desaparecimento, que se justifica na transa&ccedil;&atilde;o da emo&ccedil;&atilde;o e no engano do <i>elemento desaparecido</i>.</p>     <p>Em &quot;Hugo Barata: um Compasso no Bolso,&quot; Ana Rito (Lisboa, Portugal), faz uma aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; &quot;paisagem demorada&quot; de Hugo Barata: de <i>A Natureza das Coisas</i> (Titus Lucrecius) a intui&ccedil;&atilde;o da materialidade fina da imagem, da sua consuma&ccedil;&atilde;o. A imagem protege ou exp&otilde;e? Como algo que se projeta, medeia entre dois corpos.</p>     <p>Neste fasc&iacute;culo alargamos as refer&ecirc;ncias descentrando o discurso sobre os artistas, dando a palavra aos artistas. As refer&ecirc;ncias, regularidades observadas indicam-nos um campo em expans&atilde;o, comprometido no questionamento de suportes, conven&ccedil;&otilde;es, deslocamentos, derivas, topografias, plataformas de intera&ccedil;&atilde;o e respetivas transgress&otilde;es. O risco corre no <i>Est&uacute;dio</i>, atravessa as paredes, e tra&ccedil;a um prop&oacute;sito fundamental, a emerg&ecirc;ncia fora do centro.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Borges, Jorge Lu&iacute;s (2002) &quot;Do Rigor da Ci&ecirc;ncia.&quot; In <i>O Fazedor</i>. Lisboa: Difel. ISBN: 9789722905930&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1447766&pid=S1647-6158201600030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cayo Plinio Segundo &#91;Pl&iacute;nio, o Velho&#93; (1998) <i>Historia Natural</i>. Libros III-VI. Madrid. Editorial Gredos. ISBN: 9788424919016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1447767&pid=S1647-6158201600030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Krauss, Rosalind (1979) &quot;Sculpture in the Expanded Field.&quot; <i>October</i>, 8, pp. 31-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1447768&pid=S1647-6158201600030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>O&#39;Doherty, Brian (2002). <i>No interior do cubo branco</i>: <i>a ideologia do Espa&ccedil;o da Arte</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes. ISBN:8533616864 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1447770&pid=S1647-6158201600030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Queiroz, Jo&atilde;o Paulo (Ed.) (2011) <i>Quando os criadores apresentam obras de outros criadores: Actas do II Congresso Internacional Criadores Sobre Outras Obras, CSO&#39;2011.</i> Lisboa: Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa & Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes. 679 pp. ISBN: 978-989-8300-14-0 &#91;Consult. 2016-02-17&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://cso.fba.ul.pt/atas.htm" target="_blank">http://cso.fba.ul.pt/atas.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1447771&pid=S1647-6158201600030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 12 de janeiro de 2016 e aprovado a 13 de janeiro de 2016</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:joao.queiroz@fba.ul.pt">joao.queiroz@fba.ul.pt</a> (Jo&atilde;o Paulo Queiroz)</p>      ]]></body><back>
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