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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sob o céu de Veneza: o português João Louro e o brasileiro André Komatsu]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Today's world seems a complicated web of events; artists narrate in various modes of expression. We propose an interpretation / reading of João Louro and André Komatsu, contemporary artists, who participated in the 56th Venice Biennale, in 2015 being the first Portuguese, the latter Brazilian. Louro stood in the Palazzo Loredan and Komatsu in the Brazil Pavilion. Social and urban disorders are part of the concern of artworks and build the current idea of an aesthetic of immediacy, and sometimes dystopian.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Sob o c&eacute;u de Veneza : o portugu&ecirc;s Jo&atilde;o Louro e o brasileiro Andr&eacute; Komatsu</b> </p>     <p><b>Under the sky of Venice: the Portuguese Jo&atilde;o Louro and Brazilian Andre Komatsu</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Neide Marcondes&#42; & Nara Silvia Marcondes Martins&#42;&#42;</b></p>     <p>&#42;Brasil, artista visual. Membro do Conselho Editorial. Licenciatura e bacharel em Desenho e Pl&aacute;stica. Universidade Estadual Paulista, Instituto de Artes Bauru (IAUNESP), mestrado e doutorado em Artes, Universidade de S&atilde;o Paulo, Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes (ECA, USP).</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Estadual Paulista, UNESP, Instituto de Artes e Universidade de S&atilde;o Paulo (IAUSP), Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Integra&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Latina- PROLAM. Rua Quirino de Andrade, 215 CEP 01049-010, S&atilde;o Paulo, Brasil.</p>     <p>&#42;&#42;Brasil: artista visual. Licenciatura em Artes Pl&aacute;sticas, Escola de Belas Artes de S&atilde;o Paulo (FBASP), bacharel em Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP), mestrado em Artes Visuais, Universidade Estadual Paulista, Instituto de Artes (IAUNESP), doutorado em Arquitetura e Urbanismo, Universidade de S&atilde;o Paulo. </p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Presbiteriana Mackenzie, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-UPM), Rua Itamb&eacute;, 143 Pr&eacute;dio 9 &#8211; Edif&iacute;cio Cristiano Stockler das Neves, Bairro Higien&oacute;polis &#8211; CEP: 01302-907 S&atilde;o Paulo, Brasil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>O mundo atual afigura-se a uma complicada teia de eventos; artistas narram hist&oacute;ria/obra nos v&aacute;rios modos de express&atilde;o. Fazemos proposta de interpreta&ccedil;&atilde;o/leitura das po&eacute;ticas de Jo&atilde;o Louro e Andr&eacute; Komatsu, artistas contempor&acirc;neos, que participaram da 56&ordf; Bienal de Veneza em 2015, o primeiro portugu&ecirc;s, o outro brasileiro. Louro apresentou-se no Palazzo Loredan e Komatsu no Pavilh&atilde;o do Brasil. Desordens sociais e urbanas fazem parte da preocupa&ccedil;&atilde;o das obra de artes comp&otilde;em a ideia atual de uma est&eacute;tica da imin&ecirc;ncia e algumas vezes dist&oacute;pica<b>.</b></p>     <p><b>Palavras chave:</b> arte contempor&acirc;nea, Bienal de Veneza, instala&ccedil;&otilde;es, interpreta&ccedil;&otilde;es </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Today&#39;s world seems a complicated web of events; artists narrate in various modes of expression. We propose an interpretation / reading of Jo&atilde;o Louro and Andr&eacute; Komatsu, contemporary artists, who participated in the 56th Venice Biennale, in 2015 being the first Portuguese, the latter Brazilian. Louro stood in the Palazzo Loredan and Komatsu in the Brazil Pavilion. Social and urban disorders are part of the concern of artworks and build the current idea of an aesthetic of immediacy, and sometimes dystopian.</p>     <p><b>Keywords:</b> contemporary art, Venice Biennale, installations, interpretations</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O mundo atual e a sociedade contempor&acirc;nea afiguram-se a uma complicada teia, a de eventos, nos quais conex&otilde;es de diferentes tipos se alternam, ou se sobrep&otilde;em, ou se combinam, determinando assim a textura do todo. Vivendo em um mundo que nos parece incerto, confuso, ca&oacute;tico, mundo l&iacute;quido (Bauman, 2005) n&atilde;o devemos contribuir para esta, ent&atilde;o, chamada obscuridade, tentando criar verdades absolutas, claridades imposs&iacute;veis. As obras s&atilde;o claramente epocais; o car&aacute;ter &eacute;poca da obra de arte est&aacute; na ideia de ser capaz de sempre fundar uma &eacute;poca/tempo/espa&ccedil;o, em torno dos quais se desenrolam, se organizam os acontecimentos e movimentos hist&oacute;rico-art&iacute;sticos (Marcondes, 2002).</p>     <p>Se o artista narra sua hist&oacute;ria/obra nos v&aacute;rios modos de exibi-la, a proposta de interpreta&ccedil;&atilde;o/leitura &eacute; um trabalho ativo de ver o <i>ser-a&iacute;-obra</i>; abre-se assim uma sequ&ecirc;ncia ilimitada de leituras o que permite uma descontextualiza&ccedil;&atilde;o para uma outra situa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Eleger uma interpreta&ccedil;&atilde;o/cr&iacute;tica esbarra-se em uma individual e subjetiva, a segunda uma objetiva que varia conforme o cr&iacute;tico estudioso e a terceira interpretar o mundo hist&oacute;rico da obra (Llosa, 2015). S&atilde;o perspectivas contempor&acirc;neas, de uma leitura que Gianni Vattimo (1991) tamb&eacute;m prop&otilde;e em <i>&Eacute;tica e Interpreta&ccedil;&atilde;o</i> e Nestor Canclini em <i>Sociedade Sem Relato</i> (2012).</p>     <p>A obra elege seus pr&oacute;prios her&oacute;is, sua pr&oacute;pria inven&ccedil;&atilde;o e inaugura mundos hist&oacute;ricos. As obras e seus artistas est&atilde;o condicionados n&atilde;o pelo todo social, mas por conjunto de rela&ccedil;&otilde;es que se interagem. Foi dado um giro transdisciplinar, intermedial e global. Estamos no mundo contempor&acirc;neo ligados pelas incertezas e a arte ficou desmoldurada (Canclini, 2012).</p>     <p>N&atilde;o faz sentido buscar a ess&ecirc;ncia da arte, da cultura, da sociedade porque arte &eacute; imin&ecirc;ncia, conting&ecirc;ncia, sem efici&ecirc;ncia pragm&aacute;tica e os fatos art&iacute;sticos s&atilde;o como a imin&ecirc;ncia de algo que muitas vezes nem chega a acontecer.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Sob o c&eacute;u de Veneza</b></p>     <p>A arte contempor&acirc;nea, nesta atualidade hipermoderna, manifesta-se nos mais variados estilos, procedimentos, formas, atitudes e possibilita o conflito de interpreta&ccedil;&otilde;es. A 56&ordf; Bienal de Veneza 2015, intitulada por <i>All the World&#39;s Future</i> exibiu espet&aacute;culo art&iacute;stico exibiu nos Pavilh&otilde;es do Giardini, no Pavilh&atilde;o do Arsenale e em v&aacute;rios Palacios uma chamada arte desamoldurada. Os artistas Jo&atilde;o Louro e Andr&eacute; Komatsu, artistas contempor&acirc;neos, o primeiro portugu&ecirc;s e o segundo jovem brasileiro, foram escolhidos, convidados para a Bienal de Veneza 2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Jo&atilde;o Louro cursou arquitetura e pintura na Universidade de Lisboa e apresenta seus trabalhos desde a d&eacute;cada de 1990. Seu repert&oacute;rio &eacute; um conjunto complexo que engloba pintura, escultura, fotografia, instala&ccedil;&otilde;es, infogr&aacute;ficos e v&iacute;deos. Suas obras constituem uma plataforma de leituras cujo sentido est&aacute; al&eacute;m do horizonte cultural, e s&oacute;cio-pol&iacute;tico. Sua vis&atilde;o de artista ultrapassa o minimalismo, a cultura pop, o estruturalismo e p&oacute;s-estruturalismo. Nas suas ideias dos receptores termina sempre a obra que est&aacute; incompleta at&eacute; a chegada dos fruidores/espectadores. No seu percurso individual, Louro trabalha com cita&ccedil;&otilde;es; suas obras s&atilde;o plataformas de leitura, cujo sentido est&aacute; al&eacute;m da mesma. Realiza uma revis&atilde;o da hist&oacute;ria da imagem na cultura contempor&acirc;nea e resolveu que suas refer&ecirc;ncias atuam como sistemas auto referenciais.</p>     <p>Na Bienal de Veneza 2015 a exposi&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Louro ocupa seis salas do pal&aacute;cio renascentista, o Palazzo Loredan, em Campo Santo Stefano. As salas s&atilde;o revestidas por estantes de livros de uma biblioteca oitocentista com candelabros barrocos em vidro de Murano. O conjunto de 14 obras intitulada <i>I Will your Mirror</i> com subt&iacute;tulo <i>Poems and Problems</i> (<a href="#f1">Figura 1</a>), inspirando-se na can&ccedil;&atilde;o dos <i>Velvet Underground</i> da banda americana da d&eacute;cada de 1960. N&atilde;o &eacute; Louro o espelho, mas sim o seu trabalho: uma obra aberta que varia de pessoa para pessoa. O que um v&ecirc; n&atilde;o &eacute; necessariamente o que o outro v&ecirc;. Uma obra que ganha dimens&atilde;o no espectador.Basseou-se em fotos, plantas arquitet&ocirc;nicas, maquetes e cita&ccedil;&otilde;es de escritores fil&oacute;sofos entre eles: Walter Benjamin, Samuel Beckett, Gustave Flaubert e Dylan Thomas. O espectador mergulha no seu repert&oacute;rio de temas diferentes, atravessa pelo constru&iacute;do/desconstru&iacute;do. A imagem conceitual que recepciona os espectadores &eacute; intitulada <i>Waiting for someone,</i> e apresenta a &aacute;rea de chegada do aeroporto de Miami. Grupo de homens e mulheres vestidos formalmente empunham cartazes com nomes de passageiros. Atr&aacute;s deles, Jo&atilde;o Louro segura o cartaz escrito: Mr. Walter Benjamin. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v7n16/7n16a14f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Louro comenta que a sua proposta &eacute; o contr&aacute;rio daquilo que seria suposto. Em vez de fazer tudo para se evidenciar no evento de arte mais importante do mundo, a sua exposi&ccedil;&atilde;o prefere a rasura, o apagamento. Percorrer as salas do Palazzo Loredan &eacute; atravessar as instala&ccedil;&otilde;es <i>Blind Images e Dead Ends. Blind Images</i> (<a href="#f2">Figura 2</a>) uma obra ao negro, essencialmente, &eacute; um ambiente escuro, sombrio e cinzento. S&atilde;o telas negras acompanhadas de legenda descritiva ou evocativa, o artista Louro retira a imagem fotogr&aacute;fica e revela a legenda. Uma a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o destinada a reenviar a imagem para a invisibilidade, mas mostrar a complexidade da sua leitura. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v7n16/7n16a14f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A curadora Mar&iacute;a de Corral coloca que ao mesmo tempo que Louro referencia fil&oacute;sofos e escritores tamb&eacute;m apropria-se de elementos banais, facilmente reconhec&iacute;veis; utiliza elementos como a sinaliza&ccedil;&atilde;o das estradas, as fotografias, imagens de capas de discos e livros (Carvalho, 2015). Os <i>Dead Ends</i> (<a href="#f3">Figura 3</a>), s&atilde;o pain&eacute;is de autoestrada com refer&ecirc;ncias liter&aacute;rias ou eruditas; e as Covers, pinturas de capas de livros refor&ccedil;am a ideia e interpreta&ccedil;&atilde;o diante da complexidade da exposi&ccedil;&atilde;o (Gomes, 2015) (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v7n16/7n16a14f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v7n16/7n16a14f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O espectador mergulha no seu repert&oacute;rio de temas diferentes, atravessa pelo constru&iacute;do/desconstru&iacute;do. A imagem conceitual que recepciona os espectadores. N&atilde;o &eacute; preciso arranjar nenhum discurso muito especial para explicar. </p>     <p>Sob o c&eacute;u de Veneza outro artista, o brasileiro Andr&eacute; Komatsu, natural de S&atilde;o Paulo, participou do Pavilh&atilde;o do Brasil constru&iacute;do em 1964 no espa&ccedil;o mais prestigiado do evento italiano, o Giardini. Nesse espa&ccedil;o em 2015 foi elaborada a instala&ccedil;&atilde;o intitulada &#39;&Eacute; tanto que n&atilde;o cabe aqui&#39; com os artistas Andr&eacute; Komatsu, Berna Reale e Antonio Manuel, convidados pelo curador Luiz Camillo Osorio. O Pavilh&atilde;o do Brasil discute a tem&aacute;tica do aprisionamento, tempos que precisamos estar trancafiados num espa&ccedil;o cirurgicamente limpo e falso. </p>     <p>Andr&eacute; nasceu em 1978, cursou artes pl&aacute;sticas e design, h&aacute; dez anos exp&otilde;e no Brasil e no exterior. Suas obras atuam no universo est&eacute;tico de interfer&ecirc;ncias art&iacute;sticas pertencentes ao cen&aacute;rio da sociedade mutante glocalizada (Martins, 2011) no s&eacute;culo XXI. </p>     <p>O artista trabalha com a representa&ccedil;&atilde;o de processos construtivos e que cont&eacute;m sempre ru&iacute;nas e a ideia de desconstru&ccedil;&atilde;o. Um dos procedimentos usuais do artista &eacute; recolher entulho das ruas, ca&ccedil;ambas e lixos, e atribuir nova fun&ccedil;&atilde;o ao que era dejeto, seja para empreg&aacute;-lo na produ&ccedil;&atilde;o de tridimensionais e instala&ccedil;&otilde;es, seja para tom&aacute;-lo como suporte de desenhos de arquitetura (Ribeiro, 2015) (<a href="#f5">Figura 5</a>). Hoje &eacute; artista exclusivo da Galeria Vermelho em S&atilde;o Paulo (Brasil) com treze anos de exist&ecirc;ncia, a Vermelho estabeleceu-se como uma alternativa &agrave; rigidez dos espa&ccedil;os comerciais dedicados &agrave; arte, ao incentivar novas ideias e discursos desenvolvidos por artistas emergentes e j&aacute; estabelecidos. O artista revela uma jornada pessoal inovadora, articulada em sua composi&ccedil;&atilde;o escultural, arquitet&ocirc;nica e art&iacute;stica. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v7n16/7n16a14f5.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As obras sugerem impacto visual, s&atilde;o trabalhadas a partir do conhecimento do cotidiano, que se cruzam na trajet&oacute;ria da arquitetura. Foi detentor de pr&ecirc;mios internacionais e nacionais como PIPA &#8211; Brasil; participou de resid&ecirc;ncias art&iacute;sticas em Nova Iorque e no Brasil.</p>     <p>Al&eacute;m de instala&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m elabora outras linguagens como fotografia, v&iacute;deos, esculturas, mas sempre em narrativa / conceitual em sutil relato. Trabalha com n&uacute;cleos tem&aacute;ticos que revelam conflitos de um pa&iacute;s e mundo fragmentado. A obra na 56&ordf; Bienal intitulada <i>Status Quo</i> aborda o tema do aprisionamento como cr&iacute;tica a uma falsa liberdade em que transita o indiv&iacute;duo contempor&acirc;neo (<a href="#f6">Figura 6</a>). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v7n16/7n16a14f6.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O artista discute a est&eacute;tica do condom&iacute;nio, teoria do psicanalista brasileiro Christian Dunker (Mart&iacute;, 2015). A po&eacute;tica e imagin&aacute;rio do artista proporciona interpreta&ccedil;&otilde;es da atual conjuntura, as manifesta&ccedil;&otilde;es de insatisfa&ccedil;&atilde;o e &oacute;dio, que vivemos mundialmente. Komatsu criou no espa&ccedil;o do Pavilh&atilde;o Brasil uma grande gaiola met&aacute;lica com arames coberta com pl&aacute;stico branco onde questiona a utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico. Pode ser o aprisionamento de si ou do outro, na pobreza econ&ocirc;mica, na viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, social e cultural, que &eacute; uma maneira de garantir nossa pr&oacute;pria e sobreviv&ecirc;ncia. Na vis&atilde;o do artista a instala&ccedil;&atilde;o <i>O Estado das Coisas 2 (Tr&ecirc;s Poderes)</i> os t&ecirc;nis velhos est&atilde;o pendurados em uma haste como se fosse uma bandeira, s&iacute;mbolo do trabalhador comum, destacando o destemor no uso do corpo e da materialidade, mas que revela os conflitos de um pa&iacute;s e de um mundo fragmentado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Podemos concluir que cada ser/artista participa da caog&ecirc;nese (na inventividade da obra), na efervesc&ecirc;ncia an&aacute;rquica da zona de intersec&ccedil;&atilde;o entre o micron&iacute;vel (indiv&iacute;duo &#8211; grupo) e o macron&iacute;vel (grupo &#8211; sociedade). Conflitos e desordens sociais e urbanos fazem parte da preocupa&ccedil;&atilde;o dos artistas, que est&atilde;o sempre conceitualmente presentes nas imag&eacute;ticas; os repert&oacute;rios se abrem para uma leitura/interpretativa sutil compondo a ideia contempor&acirc;nea atual de uma est&eacute;tica memor&aacute;vel, da imin&ecirc;ncia e algumas vezes dist&oacute;pica. </p>     <p>Cada ser/artista participa da caog&ecirc;nese (a inventividade da obra) na efervesc&ecirc;ncia an&aacute;rquica da zona de intersec&ccedil;&atilde;o entre o micron&iacute;vel (indiv&iacute;duo &#8211; grupo) e o macron&iacute;vel (grupo sociedade). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Bauman, Zygmunt (2005) <i>Vida l&iacute;quida</i>. Rio de Janeiro: Zahar, ISBN 978-85-7110-969-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450653&pid=S1647-6158201600040001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Canclini, Nestor (2012) <i>Sociedade sem Relato: Antropologia e Est&eacute;tica da Imin&ecirc;ncia</i>. S&atilde;o Paulo: EDUSP, ISBN 13: 978-85-314-1369-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450654&pid=S1647-6158201600040001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cauquelin, Anne (2011) <i>No &acirc;ngulo dos mundo poss&iacute;veis</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, ISBN 978-858063-031-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450655&pid=S1647-6158201600040001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carvalho, Cl&aacute;udia Lima (2015) <i>O espelho de Jo&atilde;o Louro na Bienal de Veneza</i>. S&atilde;o Paulo &#91;Consult. 2015-12-18&#93; Dispon&iacute;vel em URL : <a href="http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/joao-louro-1689579" target="_blank">http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/joao-louro-1689579</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450656&pid=S1647-6158201600040001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomes, Kathlen (2015) <i>Sob o sol de Veneza, a obra ao negro de Jo&atilde;o Louro</i>. &#91;Consult. 2015-12-18&#93; Dispon&iacute;vel em URL <a href="http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/sob-o-sol-de-veneza-a-obra-ao-negro-de-joao-louro-1695087" target="_blank">http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/sob-o-sol-de-veneza-a-obra-ao-negro-de-joao-louro-1695087</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450657&pid=S1647-6158201600040001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Llosa, Mario Vargas (2015) <i>A orgia perp&eacute;tua: Flaubert e Madame Bovary</i>. Rio de Janeiro: Objetiva, ISBN 978-85-7962-431-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450658&pid=S1647-6158201600040001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marcondes, Neide (2002) <i>(DES) velar a arte</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Arte e Cultura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450659&pid=S1647-6158201600040001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mart&iacute;, Silas. (2015, 8 de maio) &quot;Obras brasileiras na Bienal de Veneza corroem imagem de Brasil pot&ecirc;ncia.&quot; <i>Folha de S&atilde;o Paulo</i>, S&atilde;o Paulo. &#91;Consult. 2015-12-18&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/05/1626013-obras-brasileiras-na-bienal-de-veneza-corroem-imagem-de-brasil-potencia.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/05/1626013-obras-brasileiras-na-bienal-de-veneza-corroem-imagem-de-brasil-potencia.shtml</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450661&pid=S1647-6158201600040001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, Nara S&iacute;lvia M. (2011) &quot;Arte e design: projeto po&eacute;tico na contemporaneidade<i>&quot; .Revista Est&uacute;dio 3.</i> ISSN: 1647-6158 e ISSN 1647-7318. Vol. 2, N. 3: 356-63. Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://issuu.com/fbaul/docs/estudio3/8" target="_blank">http://issuu.com/fbaul/docs/estudio3/8</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450662&pid=S1647-6158201600040001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ribeiro, Jos&eacute; Augusto (2015) <i>Andr&eacute; Komatsu</i>. Galeria Vermelho. &#91;Consult. 2015-12-18&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.galeriavermelho.com.br/artista/79/andr&#37;C3&#37;A9-komatsu/textos" target="_blank">http://www.galeriavermelho.com.br/artista/79/andr&#37;C3&#37;A9-komatsu/textos</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450663&pid=S1647-6158201600040001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vattimo, Gianni (1991) <i>Etica de la interpretaci&oacute;n</i>. Barcelona: Ediciones Paid&oacute;s, 1991. ISBN 972-708-155-X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1450664&pid=S1647-6158201600040001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo recebido a 30 de dezembro de 2015 e aprovado a 10 de janeiro de 2016</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:narasilvia.martins@mackenzie.br">narasilvia.martins@mackenzie.br</a> (Nara Martins)</p>      ]]></body><back>
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