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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article discusses the installation "Eat the book" (2014) and the object "This body was once mine" (2015) by Márcia Braga. It problematizes the proposed relational structures and reveals, in the exhibition space, the intimacy of the artist 's daily life and memory, the operational processes and concepts that have shaped her practice and her desire of the other's participation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Invas&atilde;o e espreita nos sistemas po&eacute;ticos de M&aacute;rcia Braga</b></p>     <p><b>Invasion and lurking in the poetic systems of M&aacute;rcia Braga</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carlos Augusto Nunes Camargo&#42;</b></p>     <p>&#42;Brasil, artista visual e professor. Doutorado e Mestrado em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Bacharelado em Engenharia El&eacute;trica pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Artes, Departamento de Artes Visuais. R. Sr. dos Passos, 248  &ndash;  Centro, Porto Alegre  &ndash;  RS, 90020-180, Brasil </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b> </p>     <p>Este artigo aborda a instala&ccedil;&atilde;o "Comer o livro" (2014) eo objeto "Este corpo j&aacute; foi meu" (2015) de M&aacute;rcia Braga. Problematiza, no espa&ccedil;o expositivo, as estruturas relacionais propostas e revela, na intimidade do cotidiano e da mem&oacute;ria da artista, os processos e conceitos operacionais quegestaram sua pr&aacute;tica eseu desejo de participa&ccedil;&atilde;o do outro.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Instala&ccedil;&atilde;o / objeto-organismo / cer&acirc;mica / cotidiano / Arte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b> </p>     <p>This article discusses the installation "Eat the book" (2014) and the object "This body was once mine" (2015) by M&aacute;rcia Braga. It problematizes the proposed relational structures and reveals, in the exhibition space, the intimacy of the artist 's daily life and memory, the operational processes and concepts that have shaped her practice and her desire of the other's participation.</p>     <p><b>Keywords:</b> Installation / object-organism / ceramics / everyday / Art.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&aacute;rcia Braga, Bacharel em Artes Visuais e Arquitetura, conhecedora das pr&aacute;ticas da costura e da culin&aacute;ria, vivenciou, na inf&acirc;ncia, os espa&ccedil;os p&uacute;blicos compartilhados quando a rua de sua casa era fechada aos domingos dentro do projeto "Rua do lazer". A partir de 2012, Braga inicia e coordena o "Projeto Vizinhan&ccedil;a" que reaproxima comunidades locais em torno de ocupa&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas realizadas em im&oacute;veis desocupados da cidade. "Fascinada pelos acontecimentos de seu cotidiano art&iacute;stico e dom&eacute;stico, se entrega as provoca&ccedil;&otilde;es que habitam as coisas comuns" (Braga, 2014: 16) e, desde 2009, desenvolve uma produ&ccedil;&atilde;o de objetos h&iacute;bridos, em cer&acirc;mica, tecido e outros materiais, que prop&otilde;e ao espectador uma amplia&ccedil;&atilde;o dos sentidos. Ler, modelar, cozinhar, tecer, compartilhar, oferecer, amassar, vestir, preencher, misturar, entre outros gestos-verbos cotidianos, s&atilde;o conceituados e operacionalizados em sua poi&eacute;tica com objetivo de ampliar as rela&ccedil;&otilde;es entorno dos objetos que produz e ao redor das micro-comunidades tempor&aacute;rias que, seu desejo do outro, aglutina.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. A espera de um gesto-verbo aglutinador</b></p>     <p>Inicialmente, ainda na esfera privada da artista, na seguran&ccedil;a de seus dom&iacute;nios f&iacute;sicos, po&eacute;ticos e familiares, um intenso campo de experimenta&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o promove cruzamentos entre os gestos-verbos e os substantivos correlacionados, a ocorrer, por vezes, muta&ccedil;&otilde;es e hibrida&ccedil;&otilde;es. Modelar a comida, destrinchar o livro, cozinhar a palavra, tecer a cer&acirc;mica, adensar o espa&ccedil;o, corporificar a aus&ecirc;ncia. Opera&ccedil;&otilde;es conceituais geradores de dispositivos po&eacute;tico diversos, letra-bolacha, palavra-som, meia-corpo, objeto-organismo, cer&acirc;mica-massa, espa&ccedil;o-livro, todos em estados de lat&ecirc;ncia e repouso. Microterrit&oacute;rios em espreita, a espera de uma fenda, de uma linha de fuga, de um instante de deslocamento. A poi&eacute;tica de Braga n&atilde;o opera com objetivos pr&eacute;-estabelecidos, mas com um estado de agenciamento de potencialidades e possibilidades a espera de um gesto-verbo aglutinador, disparador de s&eacute;ries art&iacute;sticas, como na exposi&ccedil;&atilde;o "A palavra ingrediente" (2014), quando seu apre&ccedil;o pela leitura e pela pr&aacute;tica culin&aacute;ria, transformou livros em fragmentos de textos comest&iacute;veis, com a inten&ccedil;&atilde;o de perpetuar e coletivizar exist&ecirc;ncias e significados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>    <blockquote><I>Todo mundo tem um livro na mem&oacute;ria, um livro que marcou um momento importante da vida, que fez pensar ou que mudou pontos de vista. Um livro que ao t&ecirc;-lo nas m&atilde;os desejou que nunca dali sa&iacute;sse, que n&atilde;o acabasse, e que o encontro com aquelas palavras fosse eterno. Seguramente, todos n&oacute;s temos um livro assim, que salvar&iacute;amos, como o fazem os personagens do filme Fahrenheit 451, decorando-o a ponto de tornarem-se o pr&oacute;prio livro</i> (Braga, 2014: 38).</blockquote></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. A instala&ccedil;&atilde;o "Comer o livro"</b></p>     <p>Presente na exposi&ccedil;&atilde;o "Palavra ingrediente" (2014), a instala&ccedil;&atilde;o "Comer o livro", <a href="#f1">Figura 1</a> e <a href="#f2">Figura 2</a>, composta de um conjunto de 4 mesas quadradas de madeira escura, disposto uniformemente aos eixos de simetria da galeria, remetia ao ambiente de uma biblioteca. Sobre cada mesa, uma estrutura c&uacute;bica de acr&iacute;lico dotada de 4 aberturas, continha um amontoado de bolachas com formato das mais diversas letras. Em cada mesa, um aparato sonoro reproduzia a voz da artista a ler um texto espec&iacute;fico. Os conjuntos de bolachas reproduziam, letra a letra, 4 textos distintos. O <i>poema</i> "Os Tr&ecirc;s Mal-Amados", de Jo&atilde;o Cabral de Melo Neto, "O poeta ficou cansado", de Ad&eacute;lia Prado, "Rima petrosa-2" de Haroldo de Campos e "A cidade e os livros", de Ant&otilde;nio C&iacute;cero, com pequeno trecho reproduzido a seguir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v8n17/8n17a09f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v8n17/8n17a09f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>     <p><i>...lugares que antes eu nem conhecia abriam-se em esquinas infinitas de ruas doravante prolong&aacute;veis por todas as cidades que existiam. Eu s&oacute; sentira algo semelhante ao perceber que os livros dos adultos tamb&eacute;m me interessavam: que em princ&iacute;pio haviam sido escritos para mim os livros todos. Hoje &eacute; diferente, pois todas as cidades encolheram, s&atilde;o previs&iacute;veis, d&atilde;o claustrofobia e at&eacute; dariam t&eacute;dio, se n&atilde;o fossem os livros infinitos que cont&ecirc;m.</i> (C&iacute;cero, 2002)</p> </blockquote>     <p>A redoma de acr&iacute;lico organizava ortogonalmente os eixos de intera&ccedil;&atilde;o dos espectadores, protegia o alimento contra a a&ccedil;&atilde;o de bichos noturnos e conservava a croc&acirc;ncia dos mesmos. Todos os dias, um monitor era encarregado deabrir eselar as redomas. Al&eacute;m destas fun&ccedil;&otilde;es, imaginadas inicialmente por Braga, o sistema po&eacute;tico proposto produzia uma fenda no ato perceptivo, um estado de suspens&atilde;o. Imersa na leitura sonora, a forma c&uacute;bica transparente da redoma aglutinava as letras-bolachas e corporificava o livro em puro desejo. Em objeto de degusta&ccedil;&atilde;o do tato, da audi&ccedil;&atilde;o, do paladar, da vis&atilde;o e do pensamento, como se este &uacute;ltimo se tornasse tamb&eacute;m um dos sentidos do corpo. Uma primeira idade da percep&ccedil;&atilde;o que colocava o corpo em deslocamento imaginativo. Um estado de lat&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es potencializados por uma pequena abertura, de contornos impercept&iacute;veis, que propunha um convite, uma escolha. O corpo deveria invadir a redoma parar sorver carnalmente o desejo de seus sentidos ou permanecer im&oacute;vel, em eterna espreita e deleite imaginativo. Comer o livro ou se tornar, tamb&eacute;m, ingrediente ? Quais eram as perdas e os ganhos inerentes a sua atua&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. O objeto-organismo "Este corpo j&aacute; foi meu"</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2015, o galp&atilde;o que acolheu a exposi&ccedil;&atilde;o "Este corpo j&aacute; foi Meu" se assemelhava a uma antiga oficina com colunas e paredes r&uacute;sticas dotadas de janelas antigas e de um sistema de ilumina&ccedil;&atilde;o expositiva moderno, <a href="#f3">Figura 3</a>. Nos objetos dessa s&eacute;rie, Braga operacionaliza seu cotidiano em um movimento totalmente oposto. Enquanto que em "Comer o livro", livros de poesias e receitas, utens&iacute;lios dom&eacute;sticos, pr&aacute;ticas de leitura e cozinha, abandonaram arm&aacute;rios, estantes e prateleiras suspensas e se adensaram sobre as mesas de uma hipot&eacute;tica biblioteca presentes na instala&ccedil;&atilde;o, os objetos agora expostos, provocaram um movimento aut&otilde;nomo de expans&atilde;o e derivaram de um encontro fortuito da artista como o ato cotidiano de se despir.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v8n17/8n17a09f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>     <p><I>Um dia, ao tirar a meia-cal&ccedil;a, ela percebeu que a malha havia retido formas do seu corpo. Observando aquela estrutura no espa&ccedil;o, bra&ccedil;os estendidos, quis mant&ecirc;-la. Para tanto, era necess&aacute;rio dar mat&eacute;ria &agrave;quele inv&oacute;lucro, preench&ecirc;-lo uma vez mais. Olhou em volta, pegou um travesseiro, abriu-o e, com a espuma que aninhava seu sono, recheou a meia-cal&ccedil;a, criando um novo corpo, que logo receberia a pele da cer&acirc;mica</i> (Ramos, 2015:1).</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em cada objeto est&aacute; latente um crescimento em expans&atilde;o. Uma reprodu&ccedil;&atilde;o continuada de procedimentos formativos acumulativos aplicados sobre uma superf&iacute;cie interior, anterior. Desejosa de perpetuar a forma de seu corpo, percebida e emoldurada por tecidos el&aacute;sticos presentes em suas vestimentas, Braga sobrep&otilde;e, &agrave; superf&iacute;cie de suas meias, procedimentos de seu cotidiano art&iacute;stico, artesanal, dom&eacute;stico e afetivo. A mem&oacute;ria de inf&acirc;ncia lhe encarrega de modelar na argila pequenas bolinhas e pontas dotadas de furos. Olhos de bonecas, docinhos e massinhas de farinha que lhes eram proibido de comer na inf&acirc;ncia. Ap&oacute;s a queima, elementos cer&acirc;micos, linhas e tecidos de cores e texturas diversas s&atilde;o costurados sobre a meia. A pr&aacute;tica do cozer a mem&oacute;ria confere movimento pr&oacute;prio &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e estabelece um organismo aut&otilde;nomo que seduz e espreita o espectador. Na exposi&ccedil;&atilde;o, foram sacralizados em objeto de design est&eacute;tico ao serem apresentados sobre tradicionais cubos expositivos, <a href="#f3">Figura 3</a>. Envoltos em um tule transparente em simbiose com o tecido de "mosquiteiros", <a href="#f5">Figura 5</a>, que por vezes nos protegeram de outros organismos vivos. E sobrepostos &agrave;s texturas das paredes, como um hospedeiro que se nutre dos vest&iacute;gios da passagem do tempo, <a href="#f4">Figura 4</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v8n17/8n17a09f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v8n17/8n17a09f5.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por mais que o espectador seja o agente motor do sentido do tato, s&atilde;o os organismos que espreitam, observam e invadem o cotidiano perceptivo do outro. Por vezes, aparentemente pass&iacute;veis e im&oacute;veis, sobre a superf&iacute;cie branca, como um animal em ca&ccedil;a, fazem uso de suas atribui&ccedil;&otilde;es de cor, textura e maleabilidade para encurtarem a dist&acirc;ncia de suas presas. A altura dos m&oacute;dulos, por&eacute;m, deixa claro que &agrave;s presas de idade mais tenra, afoitas e singelas, s&oacute; &eacute; permitido o jogo mediado pelas maiores, provedoras. Por de tr&aacute;s do tule, penduradas no madeiramento do telhado, balan&ccedil;ando ao vento e iluminadas pelo crep&uacute;sculo que invade lateralmente as janelas da oficina, internos aos seus casulos, se encontram em hiberna&ccedil;&atilde;o. Em abund&acirc;ncia de branco e texturas, se protegem do predador que circula ao redor. J&aacute; nas paredes e cantos desgastados da oficina encontram seu habitat natural, delicada e lentamente se deslocam pelo espa&ccedil;o, expandem seus cotidianos e atenuam as fronteiras da cadeia perceptiva. Presas, ca&ccedil;adoras e ca&ccedil;adores, em seus percursos espa&ccedil;o temporais pr&oacute;prios, observam e compartilham deslocamentos e transpira&ccedil;&otilde;es, uma das outras, dos outros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Para avaliar os sistemas po&eacute;ticos de M&aacute;rcia Braga e demais artistas que prop&otilde;em um campo de interatividade f&iacute;sica com o espectador, &eacute; importante colocar o corpo perceptivo em estado de suspens&atilde;o, em uma temporal imobilidade frente &agrave;s inten&ccedil;&otilde;es da obra. Trata-se de um exerc&iacute;cio cr&iacute;tico de an&aacute;lise. As dualidades e potencialidades inerentes ao embate relacional e participativo se encontram no intervalo da espreita, impregnados no pensamento imaginativo, no instante anterior a consuma&ccedil;&atilde;o carnal dos sentidos. Um estado de lat&ecirc;ncia relacional que prop&otilde;e uma escolha, um desafio. Em "Comer o livro", a escolha est&aacute; em poder do espectador que invade a redoma, rompe a sacraliza&ccedil;&atilde;o obra-espectador e leva a primeira letra-bolacha &agrave; boca, para, em seguida, devorar o livro ou gerar novas fendas perceptivas, m&uacute;ltiplas ramifica&ccedil;&otilde;es imaginativas. No espa&ccedil;o da antiga oficina, &eacute; a obra-ca&ccedil;adora, "Este corpo j&aacute; foi meu", que espreita o espectador-presa. Por mais que o &uacute;ltimo possa, seduzido pelos atributos est&eacute;ticos do primeiro, reduzir o encontro a viv&ecirc;ncia de seu tato e vis&atilde;o, por meio da perpetua&ccedil;&atilde;o dos <i>perfectos e afectos</i> (Guatarri & Deleuze, 92) estabelecidos na presen&ccedil;a da obra, o confronto ocorrer&aacute;, com certeza, em outro tempo e espa&ccedil;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Braga, M&aacute;rcia (2014) "A palavra ingrediente: receitas para uma arte cotidiana hoje." TCC (Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso) Bacharelado em Artes Visuais &ndash; Instituto de Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.</p>     <!-- ref --><p>C&iacute;cero, Antonio (2002) "A cidade e os Livros". <I>A cidade e os Livros</i>. Rio de Janeiro: Record. &#91;Consult. 2014-10-18&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=14843&poeta_id=387" target="_blank">http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=14843&poeta_id=387</a>. Acesso em: 10 de outubro de 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1451760&pid=S1647-6158201700010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deleuze, Gilles & Guattari (1992) "Perfecto, afecto e conceito." <I>O Que &eacute; filosofia?</i> Rio de Janeiro: Ed. 34. ISBN: 978-85-85490-02-07.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1451762&pid=S1647-6158201700010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ramos, Paula (2015) "M&aacute;rcia Braga: da vida toda." Texto da curadoria da exposi&ccedil;&atilde;o, <I>Este corpo j&aacute; foi meu,</i> realizada na Vila Flores em na cidade de Porto Alegre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1451764&pid=S1647-6158201700010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 18 de janeiro de 2017 e aprovado a 5 de fevereiro 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:carustocamargo@ufrgs.br">carustocamargo@ufrgs.br</a> (Carlos Augusto Nunes Camargo)</p>      ]]></body><back>
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