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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The speeches are important contributions from the structural studies: the signifiers, become sliding meanings in continuous generation, and time is a contributor to the construction of the subject. The identity arises from a performance, and hence the ideological biases are reported. Revista Estúdio generates new speeches, in which the enunciators are the artists themselves, taking as subject the work of other artists. Freshness enters in the powerful art circuit. Resistance is demanded, to take up space, build speech, and contribute to more informed and qualified content.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>Editorial</b></p>     <p align="right"><b>Editorial</b></p>     <p><b>Projeto: fluxo din&acirc;mico, movimento perp&eacute;tuo</b></p>     <p><b>Project: dynamic fluxus, perpetual movement</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz&#42;</b></p>     <p>&#42;Portugal, par acad&eacute;mico interno e editor da <I>Revista Est&uacute;dio.</i></p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058, Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo:</b></p>     <p>Os discursos s&atilde;o bons contributos dos estudos estruturais: os significantes, deslizantes, tornam-se significados em gera&ccedil;&atilde;o, o tempo chama para si a constru&ccedil;&atilde;o do sujeito. A identidade surge de um desempenho, e os enviesamentos ideol&oacute;gicos s&atilde;o denunciados. A revista Est&uacute;dio gera novos discursos, em que os enunciadores s&atilde;o os pr&oacute;prios artistas, tomando por objeto a obra de outros artistas. Entra ar fresco no circuito poderoso da arte. &Eacute; resist&ecirc;ncia, ocupar espa&ccedil;o, construir discurso, e contribuir com conte&uacute;do informado e qualificado.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> discursos / desempenho / resist&ecirc;ncia / Revista Est&uacute;dio </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract:</b></p>     <p>The speeches are important contributions from the structural studies: the signifiers, become sliding meanings in continuous generation, and time is a contributor to the construction of the subject. The identity arises from a performance, and hence the ideological biases are reported. Revista Est&uacute;dio generates new speeches, in which the enunciators are the artists themselves, taking as subject the work of other artists. Freshness enters in the powerful art circuit. Resistance is demanded, to take up space, build speech, and contribute to more informed and qualified content.</p>     <p><b>Keywords:</b> speeches / performance / resistance / Revista Est&uacute;dio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O fluxo exige um desequil&iacute;brio controlado, que produzir&aacute; uma corrente. A continuidade da corrente depende da persist&ecirc;ncia dos agentes intervenientes, da sua din&acirc;mica mais ou menos perene.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os fluxos presentes nesta revista s&atilde;o consistentes, mas certamente n&atilde;o ser&atilde;o perenes. Dependem das pessoas, das suas rela&ccedil;&otilde;es, e instituem-se como um projeto formativo, de raiz n&atilde;o formal. Trata-se estabelecer, propor e fazer funcionar uma rede conectiva, colaborativa, que abranja os meios art&iacute;sticos e universit&aacute;rios dos pa&iacute;ses de l&iacute;nguas ib&eacute;ricas, um projeto n&atilde;o hierarquizador, um espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria, democr&aacute;tica, eficiente, porque assente nos discursos dos pr&oacute;prios artistas, aqui convidados a comunicar sobre outros artistas.</p>     <p>O desafio tem produzido resultados, cont&aacute;veis em artigos publicados, em revistas j&aacute; esgotadas, em artistas que passaram a tomar como referentes outros artistas, que lhes eram desconhecidos, apesar de t&atilde;o pr&oacute;ximos. O modelo &eacute; formativo, consciente, e ambiciona mais: mais rela&ccedil;&atilde;o, mais conhecimento, mais dissemina&ccedil;&atilde;o, mais p&uacute;blicos, mais discursos sobre arte, mais conhecimento. &Eacute; uma nova est&eacute;tica, mais que relacional (Bourriaud, 2009) &eacute; uma est&eacute;tica cognitiva.</p>     <p>A sec&ccedil;&atilde;o editorial do n&uacute;mero 18 da revista Est&uacute;dio apresenta tr&ecirc;s artigos de pares acad&eacute;micos da Revista. Marcos Rizolli, de S&atilde;o Paulo, Brasil, no artigo "Es&#91;ins&#93;tabilidades: as instala&ccedil;&otilde;es de Jos&eacute; Spaniol" apresenta uma reflex&atilde;o sobre as instala&ccedil;&otilde;es realizadas no Mosteiro de S&atilde;o Bento e na Galeria Bar&oacute;, assim como a participa&ccedil;&atilde;o na 29&ordf; Bienal de S&atilde;o Paulo) ou na Pinacoteca do Estado, por este artista, Jos&eacute; Spaniol. A instala&ccedil;&atilde;o "Arte e espiritualidade," em parceria com o monge Eduardo Uchoa, ou a instala&ccedil;&atilde;o "Ascens&otilde;es" s&atilde;o exemplos do seu potencial inovador e potente.</p>     <p>Eduardo Vieira da Cunha, de Rio Grande do Sul, Brasil, no artigo "O duplo de Laura Cattani: reflex&otilde;es sobre as armadilhas de Narciso em um trabalho pl&aacute;stico" aborda o trabalho da brasileira Laura Cattani (n. 1990), concretamente "Dem&ocirc;nio Pessoal" (2015) estabelecendo e debatendo a prop&oacute;sito o conceito do duplo, na psican&aacute;lise e na arte. Dois mitos em particular, Narciso e Pigmali&atilde;o, s&atilde;o revisitados no que respeita aos limites da puls&atilde;o er&oacute;tica na produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. </p>     <p>Almerinda da Silva Lopes, do Esp&iacute;rito Santo, Brasil, no artigo "O fluxo da mem&oacute;ria no gesto pict&oacute;rico de Carlos Z&iacute;lio" apresenta e discute uma s&eacute;rie produzida entre 2000 e 2010 por Carlos Z&iacute;lio (RJ. 1944) propondo afinidades e refer&ecirc;ncias pl&aacute;sticas que permitem novas leituras.</p>     <p>Na sec&ccedil;&atilde;o de artigos originais a concurso apresenta-se uma sele&ccedil;&atilde;o de 13 artigos.</p>     <p>De Rio Grande do Sul, Brasil, Sandra Maria L&uacute;cia Pereira Gon&ccedil;alves no artigo "Klaus Mitteldorf: mem&oacute;rias do presente" apresenta uma reflex&atilde;o sobre o fotolivro "Introvis&atilde;o" do fot&oacute;grafo, artista e cineasta brasileiro Klaus Mitteldorf (n. S&atilde;o Paulo, 1953). &Eacute; uma destas 59 imagens, "silence" (1998) reunidas nesse livro que resolvemos colocar na capa da Revista Est&uacute;dio 18. Uma s&iacute;ntese do cruzamento entre as palavras e as coisas, o desejo e o corpo, um deslizar vivo onde os vivos sonham a arte e ensaiam mem&oacute;rias.</p>     <p>Norberto Stori & Rossini Castro, de S&atilde;o Paulo, Brasil, "O ambiente amaz&ocirc;nico nas obras de H&eacute;lio Melo," apresentam o artista amazonense H&eacute;lio Holanda Melo (1926-2001), contextualizadas na sua experi&ecirc;ncia como seringueiro e ativista pol&iacute;tico na Floresta Amaz&oacute;nica, numa proposta de interven&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea.</p>     <p>De Lima, Per&uacute;, as autoras Mihaela Radulescu de Barrio & Rosa Gonzales Mendiburu, no artigo "Las narrativas del cuerpo en la obra de Natalia Igui&ntilde;iz" apresentam um contexto de interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e art&iacute;stica bem determinado. Natalia Igui&ntilde;iz, artista, foi uma das organizadoras da marcha "Ni una menos", uma manifesta&ccedil;&atilde;o contra aa viol&ecirc;ncia de g&eacute;nero que se realizou em Lima, agosto de 2016, com cerca de 150 pessoas. A arte assume o esteio pol&iacute;tico atravez de arquitecturas relacionais (Bourriaud, 2009). Na obra "Peque&ntilde;as historias de maternidad 2" um conjunto de pinturas, fotografias, desenhos e uma videoinstala&ccedil;&atilde;o que apresentava em tempo real as rotinas do uso de uma bomba extratora de leite, devolvendo a discursividade performativa dos momentos de constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria (Butler, 2011; Canclini, 2015).</p>     <p>Daniela Cidade, de Rio Grande do Sul, Brasil, no artigo "Cicatrizes na paisagem: a fotografia entre o olhar e o lugar" apresenta a artista brasileira Claudia Zimmer (n. Florian&oacute;polis, Brasil, 1968) que apresenta nas suas fotografias de paisagens uma interposi&ccedil;&atilde;o subjetiva que nos coloca no meio do seu olhar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De Madrid, Espanha, Asier Luzarraga, no artigo "Desv&iacute;os y anomal&iacute;as: la pintura de Damaris Pan" introduz um olhar sobre a pintura pastosa e pl&aacute;stica de Damaris Pan (n. Mallabia, Pa&iacute;s Basco, 1983) que convoca os lugares habitados e as coexist&ecirc;ncias para as tornar mais acesas.</p>     <p>Susana Rocha, de Portugal, no artigo "Felippe Moraes: Tudo o que nos ultrapassa" apresenta uma reflex&atilde;o sobre a obra pl&aacute;stica do artista brasileiro Felippe Moraes (n. 1988, Rio de Janeiro). Num processo aturado, ao longo de 7 meses, o artista recorta todas ocorr&ecirc;ncias da palavra "Deus" presentes numa B&iacute;blia, construindo uma meta-linguagem em aberto onde a indizibilidade ou a sua interdi&ccedil;&atilde;o certamente ocupam algum dos itens de discuss&atilde;o. Os 5101 recortes d&atilde;o origem a outras pe&ccedil;as que relacionam ideias com materiais. As rela&ccedil;&otilde;es entre o conceito e o material parecem ocupar com persist&ecirc;ncia as instala&ccedil;&otilde;es de Moraes.</p>     <p>Carlos Correia, de Portugal, no artigo "Princ&iacute;pio &eacute; o fim &eacute; o princ&iacute;pio &eacute; o fim : Arte e Ci&ecirc;ncia no trabalho de Cecilia Costa" aborda a obra da artista portuguesa Cec&iacute;lia Costa (Caldas da Rainha, 1971) que explora em desenhos e objetos algumas experi&ecirc;ncias pl&aacute;sticas e conceituais onde os discursos humanos parecem mostrar o seu agir &agrave; dist&acirc;ncia.</p>     <p>Iranzu Antona, do Pa&iacute;s Basco, Espanha, no artigo "Un espacio intermedio para la reflexi&oacute;n: UNA COSA por Irantzu Sanzo" apresenta a obra de Sanzo (n. 1985, Pamplona) a partir dos eu projeto de 2013 para o Centro de Arte Contempor&aacute;neo Huarte (UNA COSA). Vidros e analogias parecem buscar identidades que se perdem ao longo das repeti&ccedil;&otilde;es: n&atilde;o h&aacute; transpar&ecirc;ncia na repeti&ccedil;&atilde;o, na identidade, na experi&ecirc;ncia. </p>     <p>Tamb&eacute;m do Pa&iacute;s Basco, Espanha, Damaris Pan, no artigo "Irrumpe como Granada Roja: Hacer Tener que Ver, El concepto de di-versi&oacute;n en la obra de Taxio Ardanaz," apresenta a obra de Ardanaz (n. 1978, Pamplona), de essencialidade multi-instrumental e n&atilde;o digital. O tema da guerra sobrevoa estas pe&ccedil;as que parecem invocar um certo riso dissimulado na loucura da viol&ecirc;ncia, paradigma do absurdo. </p>     <p>Massimo Cova, italiano radicado em Barcelona, Espanha, no artigo "Se&ntilde;ales visuales espont&aacute;neas presentes en la cotidianidad, como referentes de creaci&oacute;n art&iacute;stica en la obra de Ignasi Aball&iacute;" vai abordar a obra deste artista, Aball&iacute; (n. Barcelona, 1958), que assume uma problematiza&ccedil;&atilde;o &eacute;tica: </p>     <blockquote>     <p><i>La obra 'Mis manos despu&eacute;s de tocar cosas sucias' se presenta como met&aacute;fora paradigm&aacute;tica de la sociedad actual, competitiva y podrida en sus valores &eacute;ticos y morales. Consiste en una fotograf&iacute;a en color de peque&ntilde;o formato, donde el sujeto es a escala natural, creando un efecto perceptivo ambiguo y sugerente.</i> (Cova, 2017: XX)</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>S&atilde;o vest&iacute;gios, ind&iacute;cios, presen&ccedil;as an&aacute;logas que reivindicam contacto, evid&ecirc;ncias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Guilherme Tosetto, do Brasil, no artigo "Ru&iacute;do e interfer&ecirc;ncia nas imagens t&eacute;cnicas de Guilherme Maranh&atilde;o" apresenta os trabalhos para-fotogr&aacute;ficos de Guilherme Maranh&atilde;o (n. 1975, Rio de Janeiro, Brasil) recupera equipamentos obsoletos em aparelhos para fotografar, sendo assim n&atilde;o j&aacute; um "funcion&aacute;rio" (Flusser, 2002; 2008) mas sim um artista que transforma a caixa preta, de determina&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, em espa&ccedil;o de cria&ccedil;&atilde;o e de liberdade.</p>     <p>De S&atilde;o Paulo, Brasil, Neide Marcondes & Nara Martins, no artigo "A transnacionalidade de artistas no Museu Afro Brasil: Yonamine e Jos&eacute; Pedro Croft" apresentam uma contraposi&ccedil;&atilde;o entre dois artistas, Yonamine (n. 1975, Angola) e Jos&eacute; Pedro Croft (n. 1957), que participaram na mostra "Portugal Portugueses" no Museu Afro em S&atilde;o Paulo, 2017. Da instala&ccedil;&atilde;o de torradas de p&atilde;o emerge um rosto, Eduardo dos Santos, "o p&atilde;o nosso de cada dia". Croft fractura a percep&ccedil;&atilde;o dos seus desenhos ao intermedi&aacute;-los por uma instala&ccedil;&atilde;o de espelhos que os anaformiza e transforma atrav&eacute;s de diferentes pontos de vista.</p>     <p>A atitude &eacute; de resist&ecirc;ncia. Vencer o capitalismo cognitivo das hegemonias dos discursos art&iacute;sticos exige persist&ecirc;ncia e inova&ccedil;&atilde;o. O desafio &eacute; deixado a todos, artistas, p&uacute;blicos, agentes formativos: h&aacute; um movimento educativo em marcha, uma viragem, que reposiciona no centro as pr&aacute;ticas colaborativas e a cria&ccedil;&atilde;o de p&uacute;blicos (Ardenne, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ardenne, Paul. (2006). <I>Un arte contextual: creaci&oacute;n art&iacute;stica en medio urbano, en situaci&oacute;n, de intervenci&oacute;n, de participaci&oacute;n.</i> Murcia: Cendeac. ISBN: 84-96299-40-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1452757&pid=S1647-6158201700020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bourriaud, Nicolas (2009) <I>Est&eacute;tica Relacional.</i> S&atilde;o Paulo. Martins Fontes. ISBN 978-85-99102-97-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1452759&pid=S1647-6158201700020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Butler, Judith (2011) <I>El g&eacute;nero en disputa: el feminismo y la subversi&oacute;n de la identidad</i>. Barcelona: Paid&oacute;s. ISBN: 9788449320309&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1452760&pid=S1647-6158201700020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cova, Massimo (2017) "Se&ntilde;ales visuales espont&aacute;neas presentes en la cotidianidad, como referentes de creaci&oacute;n art&iacute;stica en la obra de Ignasi Aball&iacute;." <I>Revista Est&uacute;dio</i>, <i>artistas sobre outras obras</i>. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 8, (18) abril-junho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1452761&pid=S1647-6158201700020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Flusser, Vil&eacute;m (2002) <I>Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia</i>. Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1452763&pid=S1647-6158201700020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>Flusser, Vil&eacute;m (2008) <I>O universo das imagens t&eacute;cnicas: elogio da superficialidade</i>. S&atilde;o Paulo: Annablume.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1452765&pid=S1647-6158201700020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garc&iacute;a Canclini, N&eacute;stor (2012) <I>Sociedade sem Relato: antropologia e Est&eacute;tica da Imin&ecirc;ncia</i>. S&atilde;o Paulo: EDUSP, ISBN 13: 978-85-314-1369-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1452767&pid=S1647-6158201700020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 18 de mar&ccedil;o de 2017 e aprovado a 20 de mar&ccedil;o 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt">j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt</a> (Jo&atilde;o Paulo Queiroz)</p>      ]]></body><back>
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