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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A transnacionalidade de artistas no Museu Afro Brasil: Yonamine e José Pedro Croft]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-61582017000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-61582017000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-61582017000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[No mundo atual artistas narram história/obra nos vários modos de expressão. A proposta de interpretação/leitura das poéticas dos artistas contemporâneos, Yonamine e José Pedro Croft, que participaram da mostra Portugal Portugueses no Museu Afro em São Paulo. O foco da pesquisa foi analisar se o universo estético de instalações são produtos da mundialização, verificar se a transnacionalidade está presente no produto artístico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In today's world artists narrate history / work in the various modes of expression. The interpretation / reading proposal of the poetics of contemporary artists, Yonamine and José Pedro Croft, who participated in the Portugal Portugueses exhibition at the Afro Museum in São Paulo. The focus of the research was to analyze if the aesthetic universe of installation arts are products of globalization, to verify if the transnationality is present in the artistic product.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>Artigos originais</b> </p>     <p align="right"><b>Original articles</b></p>     <p><b>A transnacionalidade de artistas no Museu Afro Brasil: Yonamine e Jos&eacute; Pedro Croft</b></p>     <p><b>The transnationality of artists in the Afro-Brazilian Museum:Yonamine and Jos&eacute; Pedro Croft</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Neide Marcondes&#42; & Nara Martins&#42;&#42;</b> </p>     <p>&#42;Brasil, artista visual, professora titular. Desenho e Pl&aacute;stica FAAC-UNESP; Mestrado em Artes-Universidade de S&atilde;o Paulo-USP; Doutora em Artes  &ndash;  Universidade de S&atilde;o Paulo-USP; Livre Doc&ecirc;ncia em Hist&oacute;ria e Teoria da Arte &ndash;UNESP. </p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Estadual Paulista-UNESP, Professora convidada PROLAM &ndash; Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Latina-USP. Pra&ccedil;a da S&eacute;, 108  &ndash;  S&eacute;, S&atilde;o Paulo  &ndash;  SP, 01001-001, Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&#42;&#42;Brasil, artista visual, professora pesquisadora adjunto. Habilita&ccedil;&atilde;o em Artes Pl&aacute;sticas, Licenciatura em Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica (Belas Artes SP); Bacharel em Comunica&ccedil;&atilde;o Social (FAAP-SP), Mestrado em Artes Visuais (IA UNESP-SP), Doutora em Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Presbiteriana Mackenzie; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Curso de Design. Edif&iacute;cio Cristiano Stockler das Neves. Rua Itamb&eacute;, 143 &ndash; Pr&eacute;dio 9. Higien&oacute;polis . S&atilde;o Paulo . SP. CEP: 01302-907. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo:</b></p>     <p>No mundo atual artistas narram hist&oacute;ria/obra nos v&aacute;rios modos de express&atilde;o. A proposta de interpreta&ccedil;&atilde;o/leitura das po&eacute;ticas dos artistas contempor&acirc;neos, Yonamine e Jos&eacute; Pedro Croft, que participaram da mostra Portugal Portugueses no Museu Afro em S&atilde;o Paulo. O foco da pesquisa foi analisar se o universo est&eacute;tico de instala&ccedil;&otilde;es s&atilde;o produtos da mundializa&ccedil;&atilde;o, verificar se a transnacionalidade est&aacute; presente no produto art&iacute;stico.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> arte contempor&acirc;nea / instala&ccedil;&otilde;es / transnacionalidade / Yonamine / Jos&eacute; Pedro Croft.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract:</b> </p>     <p>In today's world artists narrate history / work in the various modes of expression. The interpretation / reading proposal of the poetics of contemporary artists, Yonamine and Jos&eacute; Pedro Croft, who participated in the Portugal Portugueses exhibition at the Afro Museum in S&atilde;o Paulo. The focus of the research was to analyze if the aesthetic universe of installation arts are products of globalization, to verify if the transnationality is present in the artistic product.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> contemporary art / installations / transnationality / Yonamine / Jos&eacute; Pedro Croft </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Neste mundo contempor&acirc;neo enfrentamos situa&ccedil;&otilde;es de pluralidade com diversidade das rela&ccedil;&otilde;es de sentido, cruzamentos, imbrica&ccedil;&otilde;es e rupturas realizam as complexidades. Estamos em meio de giro transdisciplinar, de interm&eacute;dias e globaliza&ccedil;&atilde;o. Estamos ligados pelas incertezas com o desmoronamento da metaf&iacute;sica e das cr&iacute;ticas ao eurocentrismo, longe daquelas preocupa&ccedil;&otilde;es metaf&iacute;sicas do fato econ&ocirc;mico, pol&iacute;tico. O int&eacute;rprete &eacute; o fisi&oacute;logo ou m&eacute;dico, considera os fen&ocirc;menos como sintomas. H&aacute; difus&atilde;o dos aportes te&oacute;ricos e de debates envolvendo os pensamentos p&oacute;s e descolonial (Quijano, 2005). O pensamento descolonial exige esfor&ccedil;o de desconstru&ccedil;&atilde;o, desnaturaliza&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter universal que pressup&otilde;e a hist&oacute;ria da humanidade como linear universal sempre para o programa direcionado; entramos em novos conceitos, sem o desenho imperial global monol&oacute;gico e monot&oacute;pico imposto em nome da civiliza&ccedil;&atilde;o. Passa-se ent&atilde;o de estudos de culturas locais e nacionais a processos de interculturalidade e transnacional, sem esquecer a inventividade glocal (Martins, 2011). H&aacute; uma nova cartografia da percep&ccedil;&atilde;o e sensibilidade na arte na contemporaneidade, desprovida de rela&ccedil;&otilde;es totalizadas que permite o desvelar as incertezas e os lugares da imin&ecirc;ncia, segundo Canclini (2012). No cap&iacute;tulo <I>El mundo entero como lugar extra&ntilde;o</i>, Nestor Canclini (2015, p.26) ressalta que n&atilde;o se indaga <i>"De donde es usted?sino De donde viene y a donde va?".</i> Para o autor (2015) multiplicar os pontos de vista, &eacute; uma vis&atilde;o da arte expandida sem obrig&aacute;-la a representar viol&ecirc;ncias simb&oacute;licas ou denunciar a domina&ccedil;&atilde;o dos leg&iacute;timos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Exposi&ccedil;&atilde;o Portugal Portugueses  &ndash;  Arte Contempor&acirc;nea no Museu Afro</b></p>     <p>Assim presenciamos na exposi&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Paulo, Museu Afro Brasil, a mostra tempor&aacute;ria "Portugal Portugueses  &ndash;  Arte Contempor&acirc;nea" exposta entre 08 de setembro de 2016 a 8 de janeiro de 2017. A preocupa&ccedil;&atilde;o da curadoria de Emanoel Ara&uacute;jo foi reunir artistas contempor&acirc;neos expoentes desta nova gera&ccedil;&atilde;o transnacional. Dois artistas se destacaram: o africano Yonamine e o portugu&ecirc;s Jos&eacute; Pedro Croft.</p>     <p>Yonamine nasceu em Angola, viveu no Brasil e Reino Unido. Atualmente reside e trabalha entre Lisboa, Luanda e Berlim. Sua obra est&aacute; presente nas cole&ccedil;&otilde;es do Banco BIC (Portugal); Centre Georges Pompidou (Fran&ccedil;a); Colec&ccedil;&atilde;o BPA  &ndash;  Banco Privado de Angola (Angola); Colec&ccedil;&atilde;o Norlinda e Jos&eacute; Lima (S&atilde;o Jo&atilde;o da Madeira, Portugal); Funda&ccedil;&atilde;o Ellipse Colec&ccedil;&atilde;o de Arte Contempor&acirc;nea (Luanda, Angola); The Frank  &ndash;  Suss Collection (Londres, Reino Unido); Peter Nobel, (Zurique, Su&iacute;&ccedil;a) e Museu Afro Brasil (S&atilde;o Paulo).</p>     <p>Seu repert&oacute;rio &eacute;, ao mesmo tempo, pol&iacute;tico e autobiogr&aacute;fico, al&eacute;m de ter forte carga pict&oacute;rica, na pintura predomina a descolagem. O artista cria poemas e perspectivas, maneja conceitos e organiza intelectualmente suas representa&ccedil;&otilde;es do real (<a href="#f1">Figura 1</a>). Nos inquieta o estrangeiro, o inabitual, o desconhecido assim como o espa&ccedil;o e a alteridade (Aug&eacute;, 1996).</p>     <p>A instala&ccedil;&atilde;o O P&atilde;o Nosso de Cada Dia (<a href="#f2">Figura 2</a>) foi apresentada anteriormente na Galeria Cristina Guerra, em Lisboa, em mar&ccedil;o de 2016. A obra &eacute; uma instala&ccedil;&atilde;o de parede com cerca de 300 torradas de p&atilde;o alinhadas, horizontal e verticalmente. Em algumas (consequ&ecirc;ncia do uso de m&aacute;scaras na torradeira) vem o rosto de Eduardo dos Santos presidente de Angola, h&aacute; muitos anos no poder. Outras torradas, contem n&uacute;meros, que s&atilde;o sinais de poder e autoridade. O artista trabalha com experi&ecirc;ncias sociais, identidades diferenciadas, nacionais, mas &eacute; um artista viajante, por&eacute;m glocalizado. A desconstru&ccedil;&atilde;o dos estere&oacute;tipos africanos dialoga com a arte em obra inquieta e impactante.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v8n18/8n18a16f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v8n18/8n18a16f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesta instala&ccedil;&atilde;o, o evento (<i>ereignis</i>) assinala temporalidade epocal (Marcondes, 2002), a espacializa&ccedil;&atilde;o inaugura mundos hist&oacute;ricos, incorpora lugares, re&uacute;ne o entorno e permite o habitar o mundo (Marcondes, 2014). O repert&oacute;rio do artista est&aacute; contido no conceito epocal, em sentido hist&oacute;rico n&atilde;o significa mais do que um corte gerador de dist&acirc;ncia, que tem como efeito que acontecimentos posteriores j&aacute; n&atilde;o possam ser vistos como a direta continua&ccedil;&atilde;o dos anteriores (Sloterdijk, 2012). T&eacute;cnicas e motivos s&atilde;o muito vastos: da descolagem ao v&iacute;deo, de log&oacute;tipos de detergentes faz uso de s&iacute;mbolos &eacute;tnicos, desconstruindo-os em transcultura&ccedil;&atilde;o. Menos como blasf&ecirc;mia do que provoca&ccedil;&atilde;o e at&eacute; identifica&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>A forma de trabalhar de Yonamine &eacute; baseada em conceitos: pensa imagens ou objetos, fotografias velhas, ma&ccedil;os de cigarros, texturas curiosas e segue-lhes o rasto para criar e subverter a&ccedil;&otilde;es e dar-lhes novas leituras semi&oacute;ticas; o mundo como um jogo c&oacute;smico de for&ccedil;as e energias contrapostas. Trabalha com a antropot&eacute;cnica, perfei&ccedil;oando as faculdades do homem &agrave;s necessidades da vida (Sloterdijk, 2012). O artista africano demonstra a distopia em suas obras, do culto do aut&ecirc;ntico da remobiliza&ccedil;&atilde;o das mem&oacute;rias identit&aacute;rias. Intui a imin&ecirc;ncia em suas obras que relatam aproxima&ccedil;&atilde;o urgente como amea&ccedil;a do que est&aacute; por acontecer, em relato sutil. Seu mundo &eacute; antropol&oacute;gico.</p>     <p>O artista portugu&ecirc;s, pintor e escultor, Jos&eacute; Pedro Croft, nasceu em 1957 no Porto, tendo efetuado os estudos na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, terminando o curso de pintura em 1981. Suas obras s&atilde;o encontradas em diversos acervos europeus como: o Centro de Arte Moderna de Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, Funda&ccedil;&atilde;o de Serralves, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sof&iacute;a na Espanha. Em Portugal na Funda&ccedil;&atilde;o Berardo e Funda&ccedil;&atilde;o Elipse al&eacute;m de Sammlung Albertina na &Aacute;ustria. Tem exposto no Brasil nos &uacute;ltimos anos no Rio de Janeiro no Museu de Arte Moderna e na Galeria M&uacute;ltiplo, em S&atilde;o Paulo na Capela da Fazenda e na Feira de Arte SP-Arte. </p>     <p>No Museu Afro apresentou obras que estiveram em exposi&ccedil;&otilde;es no Rio de Janeiro e em S&atilde;o Paulo. &Eacute; representado pela Galeria Filomena Soares de Lisboa. Croft transita em diversas linguagens desde desenhos at&eacute; instala&ccedil;&otilde;es. No espa&ccedil;o do Museu Afro o artista portugu&ecirc;s apresenta duas grandes esculturas em a&ccedil;o, vidro e espelhos, que interagem umas com as outras formando uma &uacute;nica pe&ccedil;a junto a mais tr&ecirc;s desenhos. A pintura e escultura se misturam e rompem o quadro para o espa&ccedil;o arquitet&ocirc;nico. A instala&ccedil;&atilde;o (<a href="#f3">Figura 3</a>, <a href="#f4">Figura 4</a>) possibilita a exibi&ccedil;&atilde;o de vis&otilde;es deformadas, que dinamizam forma e espa&ccedil;o, promovem a desordem, lapsos e interrup&ccedil;&otilde;es de imagens. Os planos apresentam a apropria&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o a partir de elementos construtivos. A po&eacute;tica de Jos&eacute; Pedro Croft transmite sensa&ccedil;&otilde;es de movimentos assim&eacute;tricos. O artista discute situa&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria com a superposi&ccedil;&atilde;o de imagens que se expandem e atravessam o espa&ccedil;o da composi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v8n18/8n18a16f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v8n18/8n18a16f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O sentido do espelho n&atilde;o &eacute; a devolu&ccedil;&atilde;o correta da imagem. Apresenta mobilidade barroca como opera&ccedil;&atilde;o infinita. Todo o elemento natural se esfuma na atmosfera criando mundo mutante (Martins, 2015). A incerteza est&aacute; presente no repert&oacute;rio do artista que une arte e arquitetura. </p>     <p>Os desenhos est&atilde;o dispostos frente aos objetos escult&oacute;ricos. Como os espelhos s&atilde;o como aut&ecirc;nticos pal&iacute;ndromos visuais gerando zonas enigm&aacute;ticas e fissuras perceptivas. O imagin&aacute;rio tamb&eacute;m se estabelece a partir da ideia da perspectiva, que dirige o olhar atrav&eacute;s do espelho e o espelho passa a ser o virtual. </p>     <p>Os tr&ecirc;s desenhos que comp&otilde;em a instala&ccedil;&atilde;o, apresentam t&eacute;cnica mista, trabalhados com gravura, guache, colagem e caneta esferogr&aacute;fica estabelecem rela&ccedil;&otilde;es que mantem a pictoriedade entre os planos. As imagens projetam-se e oferecem o desvelamento de matizes, os desenhos apresentam inquietudes de planos sobrepostos sob paletas crom&aacute;ticas diferentes. Ao interpretar segundo a <i>gestalt</i> &eacute; comum visualizar ideias de contra&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o dos limites; utiliza planos no espa&ccedil;o que integram com o espectador muitas vezes o desenho aparece como &uacute;ltima pele; sua imag&eacute;tica proporciona exerc&iacute;cios de equil&iacute;brios perceptivos. As obras revelam cita&ccedil;&otilde;es de artistas vanguardistas russos Malevich e Rodchenko, assim como o pintor norte-americano Donald Judd (Martins, 2003). Os desenhos organizam em ordens e desordens, constr&oacute;i ritmos e contra ritmos, cria desequil&iacute;brios na imagem.</p>     <p>Croft utiliza repert&oacute;rio visual a partir de planos, estruturas e &acirc;ngulos tratados por meio de processos de sobreposi&ccedil;&atilde;o e fragmenta&ccedil;&atilde;o. Quebra os sentidos contemplativos e suspendem o tempo na experi&ecirc;ncia do incerto. As imagens apresentam realidade vibrante da luz. Assim como na escultura, o entorno se converte em reflexos que contrariam a perspectiva, os desenhos tem alcan&ccedil;ado dimens&atilde;o f&iacute;sica que chega a alcan&ccedil;ar o tamanho das esculturas (Lopes; D' E&ccedil;a, 2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p>Na leitura dos materiais/objetos foram, antes de tudo, instrumentos trabalhados na ess&ecirc;ncia da t&eacute;cnica e s&atilde;o estabelecidos no sentido de constru&ccedil;&atilde;o, ere&ccedil;&atilde;o e consagra&ccedil;&atilde;o da ideia e imag&eacute;tica. O artista africano Yonamine desorganiza relatos. Pratica a est&eacute;tica da imin&ecirc;ncia, consciente que a arte n&atilde;o &eacute; aut&ocirc;noma, desfataliza as estruturas convencionais da linguagem, dos h&aacute;bitos dos of&iacute;cios, mas n&atilde;o os suprime magicamente. N&atilde;o faz relato da sociedade, valoriza sim a imin&ecirc;ncia onde o dissenso &eacute; poss&iacute;vel, o relato &eacute; sutil. Suas obras relatam aproxima&ccedil;&atilde;o urgente como amea&ccedil;a do que est&aacute; por acontecer.</p>     <p>As obras conotam a mem&oacute;ria de trajetos e momentos que se destilam como paisagens em descont&iacute;nuo n&ocirc;made. Jos&eacute; Pedro Croft aplica a teoria desconstrutiva, de Jacques Derrida (1980) em sua pr&oacute;pria escritura, espelhos descontroem a vis&atilde;o; as obras ativam-se quando delas se aproximam como distintas fachadas de arquitetura. Trabalha com a mem&oacute;ria, com o passado, mas tamb&eacute;m com o presente em espelhos m&uacute;ltiplos que se ligam ao nebuloso (Martins, 2015). Os planos e espa&ccedil;os dos vazios pr&oacute;prios do repert&oacute;rio minimalista s&atilde;o transformados e deformados. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A transnacionalidade &eacute; a dissocia&ccedil;&atilde;o entre cultura e territ&oacute;rio, na arte possibilita encontros de exibi&ccedil;&atilde;o de procedimentos art&iacute;stico muitas vezes com a presen&ccedil;a de artistas multiculturais. Na imag&eacute;tica dos artistas est&atilde;o sempre elaborados conceitos que sugerem leituras propondo conflito de interpreta&ccedil;&otilde;es situando a ideia atual da est&eacute;tica da imin&ecirc;ncia e algumas vezes dist&oacute;pica. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b> </p>     <!-- ref --><p>Aug&eacute;, Marc (1996). <I>El Sentido de los otros.</i> Barcelona: Paidos,1996. ISBN: 94493-0226-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454162&pid=S1647-6158201700020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Canclini, Nestor (2012) <I>Sociedade sem Relato</i>: Antropologia e Est&eacute;tica da Imin&ecirc;ncia. S&atilde;o Paulo: EDUSP, ISBN 13: 978-85-314-1369-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454163&pid=S1647-6158201700020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Canclini, Nestor (2015) <I>El mundo entero como lugar extra&ntilde;o</i>. Barcelona: Editorial Gedisa. Colecci&oacute;n: Serie Culturas ISNN 978-84-9784-842-8,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454164&pid=S1647-6158201700020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Derrida, Jacques (1980) <I>La carte postale</i>. Paris: Flamarion, ISBN 2082125165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454166&pid=S1647-6158201700020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, Susana Sena Lopes; D' E&ccedil;a, Lu&iacute;s Almeida (2015). <I>Objectos imediatos</i>. Dispon&iacute;vel URL: <a href="http://www.agendalx.pt/artigo/entrevista-jose-pedro-croft#.V03VWfkrJD8" target="_blank">http://www.agendalx.pt/artigo/entrevista-jose-pedro-croft#.V03VWfkrJD8</a> Acesso: 15 Jan. 2017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454168&pid=S1647-6158201700020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marcondes, Neide. (2002) <i>(DES) velar a arte</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Arte e Cultura, ISBN: 8500000937&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454169&pid=S1647-6158201700020001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marcondes, Neide (2014) <I>Arte Contempor&acirc;nea</i>: Utopia e Distopia em Obras de Artistas Latinoamericanos. p103 a115. In <I>Arte e cultura da Am&eacute;rica Latina,</i> vol XXXI-2/2014. S&atilde;o Paulo: Sociedade Cient&iacute;fica de Estudos da Arte ISBN 9815253-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454170&pid=S1647-6158201700020001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, Nara S&iacute;lvia M. (2003) <I>A re-inven&ccedil;&atilde;o do imaginal moderno na era da globaliza&ccedil;&atilde;o</i>. In: MEDEIROS, Maria Beatriz de (Org.). A arte pesquisa. Bras&iacute;lia: Mestrado em Artes-UNB, 2003, v. 2, p. 249-254. ISBN 978-85-61136-02-04&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454171&pid=S1647-6158201700020001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, Nara S&iacute;lvia M. (2011) "Arte e design: projeto po&eacute;tico na contemporaneidade<i>" Revista Est&uacute;dio 3.</i> ISSN: 1647-6158 ISSN: 1647-6158 e ISSN 1647-7318. Vol. 2: p 356-363. Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://issuu.com/fbaul/docs/estudio3/8." target="_blank">http://issuu.com/fbaul/docs/estudio3/8.</a> Acesso: 13 Jan. 2017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454172&pid=S1647-6158201700020001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, Nara S&iacute;lvia. M. (2015) <I>Reflex&otilde;es sobre a produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica de Andr&eacute; Komatsu e Jos&eacute; Pedro Croft</i>. Porto Alegre, RS, 2016. A arte: seus espa&ccedil;os e/em nosso tempo Anais &#91;recurso eletr&ocirc;nico&#93; do 25o Encontro da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Pesquisadores em Artes Pl&aacute;sticas, setembro de 2016, Porto Alegre, RS: ANPAP : UFSM, PPGART : UFRGS, PPGAV, 2016. 1 e-book ISSN 2175-8212. Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://anpap.org.br/anais/2016/comites/chtca/nara_silva_martins.pdf" target="_blank">http://anpap.org.br/anais/2016/comites/chtca/nara_silva_martins.pdf</a> Acesso:16 Jan. 2017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454173&pid=S1647-6158201700020001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Quijano, An&iacute;bal (2005) <I>Colononialidade, poder, eurocentrismo e Am&eacute;rica Latina</i>. Buenos Aires: Clacso, ISBN 987-1183-24-0 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454174&pid=S1647-6158201700020001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sloterdijk, Peter (2012) Ira e Tempo. S&atilde;o Paulo: Esta&ccedil;&atilde;o Liberdade. ISBN: 978-857-449-195-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454175&pid=S1647-6158201700020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 24 de janeiro de 2017 e aprovado a 5 de fevereiro 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:neidea.marcondes@gmail.com">neidea.marcondes@gmail.com</a> (Neide Marcondes)</p>      ]]></body><back>
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