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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The relationships that artists establish on common objects set an adherent paradigm of appropriation. Interventions by artists, documented in many of the articles of the issue 19 number Revista Estúdio Journal, challenge through an alternative symbolic economy, alternative to the circuit of the objects. Reframing operates in the white Chamber, the modernist device. The "cube" digests slowly its critical dissolution through diverse installations. This processing is taking its time.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>Editorial</b> </p>     <p align="right"><b>Editorial</b></p>     <p><b>Arte e rela&ccedil;&otilde;es habituais: aprender a agir</b></p>     <p><b>Art and usual acquaintances: learning to act</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz&#42;</b></p>     <p>&#42;Portugal, par acad&eacute;mico interno e editor da <I>Revista Est&uacute;dio.</i></p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058, Lisboa, Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo:</b> </p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es que os artistas estabelecem sobre os objetos comuns instalam um paradigma aderente de apropria&ccedil;&atilde;o, de ressignifica&ccedil;&atilde;o, de deslocamento. Interven&ccedil;&otilde;es de artistas, documentadas em muitos dos artigos do n&uacute;mero 19 da Revista Est&uacute;dio, interpelam atrav&eacute;s de uma economia simb&oacute;lica, alternativa ao circuito dos objetos. A descontextualiza&ccedil;&atilde;o e recontextualiza&ccedil;&atilde;o opera-se na c&acirc;mara branca, no dispositivo modernista. O "Cubo" digere lentamente a sua dissolu&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica atrav&eacute;s de instala&ccedil;&otilde;es multiformes. A processamento &eacute; lento. </p>     <p><b>Palavras chave:</b> arte / ret&oacute;rica / rela&ccedil;&atilde;o / Revista Est&uacute;dio 19. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract:</b> </p>     <p>The relationships that artists establish on common objects set an adherent paradigm of appropriation. Interventions by artists, documented in many of the articles of the issue 19 number Revista Est&uacute;dio Journal, challenge through an alternative symbolic economy, alternative to the circuit of the objects. Reframing operates in the white Chamber, the modernist device. The "cube" digests slowly its critical dissolution through diverse installations. This processing is taking its time.</p>     <p><b>Keywords:</b> art / rhetorics / relationships / Revista Est&uacute;dio 19. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A a&ccedil;&atilde;o &eacute; simples: intervir atrav&eacute;s de objetos que normalmente n&atilde;o prestamos aten&ccedil;&atilde;o. As rela&ccedil;&otilde;es que os artistas sobre eles estabelecem podem parecer algo medi&uacute;nicas ao mesmo tempo que se instala um paradigma de apropria&ccedil;&atilde;o, de resinifica&ccedil;&atilde;o, de deslocamento. Interven&ccedil;&otilde;es de artistas, documentadas em muitos dos artigos deste n&uacute;mero da Revista Est&uacute;dio, interpelam atrav&eacute;s de uma economia simb&oacute;lica, alternativa ao circuito dos objetos, que adv&eacute;m da invers&atilde;o dos valores das coisas de consumo. A descontextualiza&ccedil;&atilde;o e recontextualiza&ccedil;&atilde;o opera-se na c&acirc;mara branca, no dispositivo modernista. O "Cubo" digere lentamente a sua dissolu&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica (O'Doherty, 2002) atrav&eacute;s de instala&ccedil;&otilde;es multiformes. A processamento &eacute; verdade que &eacute; lento, majestoso: n&atilde;o se digere a grande arte de modo r&aacute;pido. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; esta a apropria&ccedil;&atilde;o de vest&iacute;gios, entulhos, restos industriais e comerciais, <i>ready-mades</i>, mat&eacute;rias-primas, extens&otilde;es materiais e conceptuais de redes conectivas. Demorada: recorda-se a interven&ccedil;&atilde;o pioneira das colagens cubistas, das assemblages e instala&ccedil;&otilde;es de Duchamp, das justaposi&ccedil;&otilde;es Fluxus, das apropria&ccedil;&otilde;es POP, das conex&otilde;es sistem&aacute;ticas da Arte Povera, da Arte conceptual e de um contempor&acirc;neo mais p&oacute;s-conceptual, das derivas net art, <i>glitch</i> art, v&iacute;deo arte, todas esta a encerrarem uma atitude de deslocamento &ndash; agindo no eixo paradigm&aacute;tico, associativo, metaf&oacute;rico, para usar a terminologia estruturalista.</p>     <p>Falamos dos posicionamentos ret&oacute;ricos que relacionam as mat&eacute;rias e os sentidos. A coisa aqui parece ser mais simples: joga-se nos objetos contaminados por investimento cultural. A infraestrutura marxista assentar&aacute;, na arte, na superestrutura para uma nova rela&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o que parece ser onde a arte gosta de se jogar (Martins & Almeida, 2013). Os significados dos objetos s&atilde;o os significantes da arte, n&atilde;o para uma deriva ret&oacute;rica, mas para um "ataque ret&oacute;rico" que se encarni&ccedil;a nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e que parece estar cada vez mais adoptado como estrat&eacute;gia de constru&ccedil;&atilde;o de sentido. </p>     <p>Estas mat&eacute;rias s&atilde;o reflectidas nos artigos aqui reunidos. A sec&ccedil;&atilde;o editorial deste n&uacute;mero 19 da revista Est&uacute;dio apresenta um artigo de Paula Almozara (S&atilde;o Paulo, Brasil), par acad&eacute;mico da revista. O seu texto "'Arquivos da Destrui&ccedil;&atilde;o': experi&ecirc;ncias e inven&ccedil;&otilde;es sobre a paisagem a partir da obra de Glayson Arcanjo" introduz as exposi&ccedil;&otilde;es de Arcanjo nos Museus de Arte da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia e da Universidade Estadual de Minas Gerais. As paredes de edif&iacute;cios em fim de vida, em tr&acirc;nsito de demoli&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o tanto suporte para uma esp&eacute;cie de <i>grafitti</i> ora destinado a desaparecer, ora destinado a ser representado ele mesmo, em 'mise en abyme' nas paredes do museu, agora representando-se 'vistas' das casas em risco. O tr&acirc;nsito dos significantes circula em n&iacute;veis de significa&ccedil;&atilde;o sucessivos.</p>     <p>Na sec&ccedil;&atilde;o de artigos a concurso re&uacute;nem-se 13 artigos originais. </p>     <p>David Serrano (Sevilha, Espanha) no artigo "La condici&oacute;n humana-animal en la obra de Idaira del Castillo" discute os aspetos da obra de Idaira del Castillo (n. 1985) expostas na exposi&ccedil;&atilde;o 'Miradas' na galeria Manuel Ojeda (Gran Canaria), onde as miniaturas convivem com grandes desenhos parietais onde animais povoam sonhos de humanos: os mastins, as piranhas, os ant&iacute;lopes, numa atualiza&ccedil;&atilde;o do que seria uma nova e oportuna arca de no&eacute;. &Aacute;frica &eacute; salva das &aacute;guas continuamente no mediterr&acirc;neo, entre crian&ccedil;as e sonhos.</p>     <p>  O artigo "Nicola Constantino em di&aacute;logo com os Grandes Mestres" de Cristina Susigan (S&atilde;o Paulo, Brasil) aborda a obra da argentina Nicola Constantino (n. 1964) que atrav&eacute;s de moldagens detalhadas em escala real reproduz, nos seus "artefacta", a si mesma, em situa&ccedil;&otilde;es de transi&ccedil;&atilde;o corporal (a maternidade). Toma-se o corpo feminino como ve&iacute;culo de autorrepresenta&ccedil;&atilde;o numa associa&ccedil;&atilde;o plena de alus&otilde;es a interiores do s&eacute;culo XVII da arte ocidental. </p>     <p>O artigo de Lu&iacute;s Herberto (Portugal) "Barahona Possollo: a contradi&ccedil;&atilde;o do soft-porn" apresenta a serie "all we can eat" em pintura a &oacute;leo sobre tela, de t&eacute;cnica pict&oacute;rica irrepreens&iacute;vel, de realismo intenso, veros&iacute;mil (mais veros&iacute;mil que a fotografia) tornando o espectador c&uacute;mplice da fantasia sexual detalhada em pormenor: o nosso olhar constr&oacute;i um erotismo em alta defini&ccedil;&atilde;o, como que suspenso das l&oacute;gicas imobilistas do "grand go&ucirc;t" acad&eacute;mico a par com a sua impossibilidade de o integrar, atualizando as discuss&otilde;es sobre a tem&aacute;tica sexual, queer, ou de g&eacute;nero identit&aacute;rio. </p>     <p>Zalinda Cartaxo (Rio de Janeiro, Brasil) no artigo "Entre-lugares: as Pinturas Secas de Luiz Monken" apresenta os desenhos queimados de Monken ("pinturas secas") onde a aus&ecirc;ncia de tintas convida o espectador a partilhar os novos lugares da materialidade dram&aacute;tica.</p>     <p>O artigo de M. Montserrat L&oacute;pez (Barcelona, Espanha) "Construcciones y performances: las prendas de Alicia Framis" aborda a obra de Framis (n. 1967) onde uma perspetiva colaborativa da arte (Ardenne, 1999; Bourriaud, 2001) &eacute; explorada atrav&eacute;s de performances com vestu&aacute;rios pol&iacute;ticos (as roupas "Anti-dog") fazendo-nos recordar algumas propostas dos anos 60 de Lygia Clark (Brasil).</p>     <p>Jordi Morell (Barcelona, Espanha) no artigo "Pedres (s&iacute;lex), blau de Pr&uacute;ssia i pintura de marcatge: revisant l'obra recent d'&Ograve;scar Padilla" toma a obra deste autor (n. 1977) em que a pintura dialoga com toda uma conceptualidade que a transcende, concentrada numa essencialidade expandida (Fernandez Fari&ntilde;a, 2010) onde a pintura parece constantemente querer deixar de o ser.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo de Yassine Chouati (Marrocos) & &Aacute;urea Mu&ntilde;oz (Sevilha, Espanha) "Partir para contar: Mona Hatoum arte y denuncia sociopol&iacute;tica" apresenta a obra da artista libanesa Mona Hatoum (n. Beirute, 1952) que introduz o tema da identidade complexa dos expatriados, onde os terrenos de ex&iacute;lio adquirem novos sentidos, dificuldades e pesos.</p>     <p>  Ventura Alejandro P&eacute;rez (Pontevedra, Espanha) no artigo "La invenci&oacute;n del mundo en la obra de Victoria Iranzo" apresenta uma obra de Iranzu (n. 1989) que mistura a pequena miniatura com a representa&ccedil;&atilde;o mim&eacute;tica. A inven&ccedil;&atilde;o do mundo, cena de uma cozinha onde um prato se partiu, que em perspetiva um pouco mais alargada se denuncia como uma maquete representada em pintura: um meta-mapa, como um conceito urbano pleno de mundivid&ecirc;ncias.</p>     <p>O artigo de Elena Mendizabal (Pa&iacute;s Basco, Espanha) "Elena Aitzkoa. Paisaje de amor" introduz as esculturas da Elena Aitzkoa Reinoso (n, 1984) artista multidisciplinar. As acumula&ccedil;&otilde;es de objetos quase identific&aacute;veis, familiares e estranhos em simult&acirc;neo, todos eles transport&aacute;veis ao n&iacute;vel dos bra&ccedil;os, portanto objetos humanos.</p>     <p>Yolanda R&iacute;os (Vigo, Espanha) apresenta o artigo "Habitar la imagen: El concepto de utop&iacute;a y realidad en la obra de Sof&iacute;a Jack". Desta artista (n. 1969) s&atilde;o estudados os trabalhos "Casa B-300" (2006) y "Todo lo s&oacute;lido se desvanece en el aire" (2011). Partindo de fotografias da arquitectura modernista s&atilde;o produzidas anima&ccedil;&otilde;es, v&iacute;deos e desenhos que interrogam a utopia da funcionalidade.</p>     <p>O artigo de Sim&oacute;n Arrebola (Sevilha, Espanha), "La presencia de la memoria en la obra gr&aacute;fica de Jos&eacute; Manuel Mart&iacute;nez Bellido", apresenta a obra meta-fotogr&aacute;fica deste autor, baseado em imagens intervencionadas onde se adivinha a omiss&atilde;o, o registo e o seu apagamento. Os desenhos-marcas s&atilde;o comentados na forma de poss&iacute;veis perguntas sobre os indiv&iacute;duos, "inquisi&ccedil;&otilde;es".</p>     <p>O artigo de Miguel Rodrigues, de Portugal, sugeriu-nos a escolha da capa deste n&uacute;mero da revista Est&uacute;dio. Em "Jos&eacute; Lu&iacute;s Neto: a dura&ccedil;&atilde;o na Fotografia" aborda-se a revisita&ccedil;&atilde;o do fot&oacute;grafo Jos&eacute; Lu&iacute;s Neto(n. 1966) &agrave;s imagens que Joshua Benoliel capta na penitenci&aacute;ria de lisboa, no come&ccedil;o do s&eacute;culo XX (1913, uma sess&atilde;o oficial na penitenci&aacute;ria, com os presos, sobre a aboli&ccedil;&atilde;o do capuz, antes introduzido em 1884). A amplia&ccedil;&atilde;o de cada um destes rostos ainda tapados chama de longe a utopia de uma sociedade funcionalista e pan&oacute;ptica, devolvendo-nos um registo de atualidade profunda inquietante.</p>     <p>O artigo de Roseli Nery (Rio Grande, Brasil) "Arquiteturas &iacute;ntimas de G&ecirc; Orthof" debru&ccedil;a-se sobre a obra de G&ecirc; Orthof (n. Petropolis, Brasil, 1959) que convoca as miniaturas quotidianas (alfinetes, baldes, dispositivos coloridos), para os reorganizar no espa&ccedil;o criando novas rela&ccedil;&otilde;es, in&uacute;teis e interpeladoras.</p>     <p>Em "Planos em di&aacute;logo: sobre um livro de artista de Fernando Augusto," Cl&aacute;udia Fran&ccedil;a (Esp&iacute;rito Santo, Brasil) aborda um livro de artista de 2008 produzido pelo autor brasileiro Fernando Augusto. O livro &eacute; um conjunto de interfer&ecirc;ncias realizadas sobre um outro livro de 2000, sobre trabalhos art&iacute;sticos de Amilcar de Castro. Uma esp&eacute;cie de concretiza&ccedil;&atilde;o da cita&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do seu apagamento, oblitera&ccedil;&atilde;o, interfer&ecirc;ncia, que produz um discurso alternativo de essencialidade metalingu&iacute;stica e dial&oacute;gica.</p>     <p>  No panorama geral, as coisas s&atilde;o chamadas ao centro (Meana, 2001). Colocadas como novos centros por descentramentos sistem&aacute;ticos os discursos s&atilde;o evidenciados e instituem-se como planos de express&atilde;o: as leituras ser&atilde;o metalingu&iacute;sticas e exigem cada vez mais participa&ccedil;&atilde;o do espectador (Pilar, 1999).</p>     <p>O resultado pode ser ambivalente: mais significado, mais resist&ecirc;ncia, mais ader&ecirc;ncia a um pensamento cr&iacute;tico, ou o seu oposto, mais significado, mais ader&ecirc;ncia a uma incorpora&ccedil;&atilde;o dominante e acr&iacute;tica. Neste ponto parece arriscado vaticinar se a deriva &eacute; totalmente orientada pelo refor&ccedil;o de um sistema de valida&ccedil;&atilde;o, ou se &eacute; geradora de verdadeiras novas perspetivas sobre o mais dif&iacute;cil, o humano. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ardenne, Paul (2006) Un arte contextual: creaci&oacute;n art&iacute;stica en medio urbano, en situaci&oacute;n, de intervenci&oacute;n, de participaci&oacute;n. Murcia: Cendeac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454241&pid=S1647-6158201700030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bourriaud, Nicolas (2001) <I>Esth&eacute;tique relationnelle</i>. Paris: Les presses de r&eacute;el, 2001 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454243&pid=S1647-6158201700030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez, Almudena (2010) <I>Lo que la pintura no es: la l&oacute;gica de la negaci&oacute;n como afirmaci&oacute;n del campo expandido en la pintura</i>. Pontevedra: Diputaci&oacute;n de Pontevedra. ISBN: 978-84-8457-356-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454244&pid=S1647-6158201700030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, C. S., & Almeida, C. (2013). Que sentido para a investiga&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica sen&atilde;o como pr&aacute;tica pol&iacute;tica?. <I>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade & Culturas</i>, (40).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454246&pid=S1647-6158201700030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Meana, J. C. (2001). <I>El espacio entre las cosas, Arte y Est&eacute;tica</i>. Diputacion de Pontevedra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454248&pid=S1647-6158201700030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>O'Doherty, Bryan (2002) <I>No interior do cubo branco: a ideologia do espa&ccedil;o da arte</i>. Trad. Carlos Rosa. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes. ISBN 85-336-1686-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454250&pid=S1647-6158201700030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pillar, Analice Dutra (1999). "Leitura e releitura." <I>A educa&ccedil;&atilde;o do olhar no ensino das artes</i>, <i>3</i>, 9-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1454251&pid=S1647-6158201700030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 15 de mar&ccedil;o de 2017 e aprovado a 17 de mar&ccedil;o 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt">j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt</a> (Jo&atilde;o Paulo Queiroz)</p>     ]]></body>
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