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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estilhaços: Uma empatia animada]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Belas-Artes Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this article is to analyze the use of hybridization of the animated and filmed image in the creation of a narrative that propitiates the empathy of the public. The work in question is the short film Fragments (2016), by the Portuguese animator José Miguel Ribeiro. The questions of variation of visual information and how the spectator receives these images are developed for the analyzes - through the works of George Sifanos (2012), of André Gaudreault and François Jost (1995) and of Marie-José Mondzaim (2015).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hibridização da imagem]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Spectator]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Estilha&ccedil;os: Uma empatia animada</b></p>     <p><b>Fragments: An animated empathy</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Eliane Muniz Gordeeff*</b></p>     <p>*Brasil, pesquisadora, animadora, designer, professora. Bacharelado, Desenho Industrial, habilita&ccedil;&atilde;o Programa&ccedil;&atilde;o Visual, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestrado em Artes Visuais, UFRJ.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa; Faculdade de Belas-Artes (FBAUL); Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas Artes, 1249-058 Lisboa, Portugal.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>O objetivo deste artigo &eacute; analisar o uso da hibridiza&ccedil;&atilde;o da imagem animada e filmada na cria&ccedil;&atilde;o de uma narrativa que propicia a empatia do p&uacute;blico. A obra em quest&atilde;o &eacute; o curta-metragem Estilha&ccedil;os (2016), do animador portugu&ecirc;s Jos&eacute; Miguel Ribeiro. Para as an&aacute;lises s&atilde;o desenvolvidas as quest&otilde;es da varia&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o visual e de como o espetador recebe essas imagens &#8212; atrav&eacute;s dos trabalhos de George Sifanos (2012), de Andr&eacute; Gaudreault e Fran&ccedil;ois Jost (1995) e de Marie-Jos&eacute; Mondzaim (2015).</p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Hibridiza&ccedil;&atilde;o da imagem / Imagem animada / Espetador.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>The purpose of this article is to analyze the use of hybridization of the animated and filmed image in the creation of a narrative that propitiates the empathy of the public. The work in question is the short film Fragments (2016), by the Portuguese animator Jos&eacute; Miguel Ribeiro. The questions of variation of visual information and how the spectator receives these images are developed for the analyzes &#8212; through the works of George Sifanos (2012), of Andr&eacute; Gaudreault and Fran&ccedil;ois Jost (1995) and of Marie-Jos&eacute; Mondzaim (2015).</p>     <p><b>Keywords:</b> Hybridization of the image / Animated image / Spectator.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo deste artigo &eacute; analisar o uso da hibridiza&ccedil;&atilde;o da imagem cinematogr&aacute;fica &#8212; animada e filmada &#8212; na cria&ccedil;&atilde;o de uma narrativa que propicia a empatia do p&uacute;blico. A obra em quest&atilde;o &eacute; o curta-metragem <i>Estilha&ccedil;os</i> (2016a), do animador portugu&ecirc;s Jos&eacute; Miguel Ribeiro, que aborda um tema pouco explorado pela anima&ccedil;&atilde;o: as consequ&ecirc;ncias da guerra na vida familiar.</p>     <p>Nascido em 1966, na Amadora, Ribeiro licenciou-se em Artes Pl&aacute;sticas na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Estudou cinema de anima&ccedil;&atilde;o na <i>Lazennec-Bretagne</i> (Rennes/Fran&ccedil;a) e na <i>Film&oacute;grafo</i> (Porto/Portugal), em 1993/94 (curtas. pt, 2017). Ribeiro realizou v&aacute;rias curtas-metragens, sendo <i>A Suspeita</i> (1999), a de maior destaque com diversas premia&ccedil;&otilde;es, inclusive o <i>Cartoon d'Or</i> 2000.</p>     <p>Apesar de utilizar o <i>stop motion</i> (anima&ccedil;&atilde;o de volumes) na maioria de suas produ&ccedil;&otilde;es &#8212; como em <i>Ovos</i> (1995) e <i>A Suspeita</i> (1999) &#8212; Ribeiro tamb&eacute;m utilizou a mistura de t&eacute;cnicas, como em <i>Abra&ccedil;o do Vento</i> (2004), em desenho e pintura sobre papel com anima&ccedil;&atilde;o de volumes; e em <i>Viagem a Cabo Verde</i> (2010), em desenho e pintura animada. Mas <i>Estilha&ccedil;os</i> &eacute; o seu trabalho visualmente mais sofisticado.</p>     <p>A hist&oacute;ria &eacute; apresentada atrav&eacute;s do desenho animado e do <i>stop motion</i>, aliados &agrave; imagem filmada, criando n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o diferenciados. Para analisar esse conjunto h&iacute;brido, dois pontos s&atilde;o desenvolvidos nesse artigo: aquest&atilde;o davaria&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o fornecida atrav&eacute;s das imagens e como o espetador as recebe.</p>     <p>Para tanto s&atilde;o utilizados principalmente os trabalhos de George Sifanos (2012) &#8212; sobre a est&eacute;tica animada &#8211;; de Andr&eacute; Gaudreault e Fran&ccedil;ois Jost (1995) &#8212; sobre a narrativa cinematogr&aacute;fica. Enquanto o estudo de Marie-Jos&eacute; Mondzain (2015) &#8212; sobre o espetador &#8212; &eacute; a base para as an&aacute;lises da rela&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico com a imagem.</p>     <p>O drama familiar (<a href="#f1">Figura 1</a>) &eacute; originado pela participa&ccedil;&atilde;o do pai na guerra da Guin&eacute;-Bissau. Mesclando lembran&ccedil;as e a imagina&ccedil;&atilde;o do filho, j&aacute; adulto, e as mem&oacute;rias do pai, a hist&oacute;ria vai sendo constru&iacute;da pelo p&uacute;blico. E ao mesmo tempo em que este vai sendo absorvido, &eacute; remetido para fora da narrativa &#8212; como o <i>punctum</i> de Barthes (1984), pois a curta-metragem o faz pensar sobre a sociedade portuguesa e o momento em que vivemos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v8n20/8n20a12f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O curta-metragem j&aacute; obteve reconhecimentos importantes: no <i>Festival Monstra</i> recebeu o pr&eacute;mio de <i>Melhor Curta-Metragem Portugu&ecirc;s</i>; no <i>Cinanima</i>, o <i>Pr&eacute;mio Ant&oacute;nio Gaio</i> e <i>Pr&eacute;mio Especial do J&uacute;ri</i>; e tamb&eacute;m recebeu o <i>Pr&eacute;mio Nacional da Anima&ccedil;&atilde;o</i> 2016, em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. Estilha&ccedil;os, uma hist&oacute;ria aos peda&ccedil;os</b></p>     <p>Como o pr&oacute;prio Ribeiro (filho de ex-militar), declara, a hist&oacute;ria foi baseada em uma experi&ecirc;ncia pessoal: "eu quis encontrar uma forma de falar desta intrus&atilde;o que &eacute;, um passado traum&aacute;tico que se contagia para al&eacute;m da pessoa que o viveu" (Ribeiro 2016). Investigando sobre as consequ&ecirc;ncias das Guerras Coloniais, ele encontrou um estudo de Mestrado em Psicologia da Universidade de Coimbra, <i>Traumas da Guerra: Traumatiza&ccedil;&atilde;o Secund&aacute;ria das Fam&iacute;lias dos Ex-Combatentes da Guerra Colonial com PTSD</i> (2008), de Susana Martinho de Oliveira (Estilha&ccedil;os, 2016b). Este trabalho comprovou que o estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico de guerra, passa dos pais para os filhos, atrav&eacute;s das m&atilde;es. O que de forma cient&iacute;fica explicava e comprovava coisas que sentia, dando-lhe impulso para desenvolver o projeto, iniciado em 2011 (Ribeiro, 2016).</p>     <p>A anima&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a em um momento de como&ccedil;&atilde;o popular: um dia de jogo da equipa portuguesa no <i>Campeonato Europeu de Futebol</i>, de 2004, em uma cidade lusitana, com um pequeno incidente de tr&acirc;nsito, que desperta a ira de um dos motoristas envolvidos (<a href="#f2">Figura 2</a>). O jovem, consternado com seu ataque de f&uacute;ria, vai &agrave; casa do pai.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v8n20/8n20a12f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao chegar, percebe-se que a rela&ccedil;&atilde;o dos dois n&atilde;o &eacute; pr&oacute;xima. O filho pede ao pai que lhe explique de onde vem toda a raiva, e lembra da inf&acirc;ncia, quando o pai tamb&eacute;m teve uma briga no tr&acirc;nsito. O filho sente que h&aacute; algo no passado que n&atilde;o se resolveu. E que apesar de sua tentativa de se distanciar da rela&ccedil;&atilde;o paterna, a viol&ecirc;ncia reprimida o influenciou.</p>     <p>Assim surgem imagens de soldadinhos de brinquedo, como os soldados em uma miss&atilde;o &#8212; s&atilde;o as lembran&ccedil;as do filho sobre uma hist&oacute;ria do pai (<a href="#f3">Figura 3</a>) &#8212; que conta um facto de uma granada armadilhada pelo pelot&atilde;o. O filho cobra uma explica&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o foi s&oacute; isso que aconteceu.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v8n20/8n20a12f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ent&atilde;o surge uma sequ&ecirc;ncia h&iacute;brida, de imagem filmada e desenho animado (<a href="#f4">Figura 4</a> e <a href="#f5">Figura 5</a>) &#8212; "h&aacute; uma certa cola, mas, por outro lado, um certo contraste. &Eacute; uma hist&oacute;ria de coisas que ficaram mal resolvidas, que n&atilde;o est&atilde;o encaixadas" (Ribeiro, 2016). No dia seguinte &agrave; granada armadilhada, ao verificarem o local, parte do pelot&atilde;o foi morto em uma emboscada, e um dos soldados se mata, por n&atilde;o ter assumido o seu lugar &agrave; frente do pelot&atilde;o, o que acarretou na morte de um companheiro.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v8n20/8n20a12f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v8n20/8n20a12f5.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Numa passagem de desenho para a imagem filmada surge o filho, que "a partir desse momento &#91;&#8230;&#93; recupera uma dimens&atilde;o que n&atilde;o tinha antes" (Ribeiro, 2016). Mas o pai continua em desenho e &agrave; sombra &#8212; ele continua no passado. Para finalizar, o animador cria uma grande sa&iacute;da da cena (<i>zoom out</i>), atrav&eacute;s de 3D, abrindo o plano para a vis&atilde;o de v&aacute;rios pr&eacute;dios e pessoas, torcendo com um golo da sele&ccedil;&atilde;o portuguesa. H&aacute; uma ironia nessa imagem, como o pr&oacute;prio Ribeiro (2016) explica: "sair daquela hist&oacute;ria das duas pessoas, e saber que naquela cidade existiram muitas mais hist&oacute;rias, que naquele momento ningu&eacute;m est&aacute; querendo saber".</p>     <p><b>2. Os estilha&ccedil;os narrativos</b></p>     <p>A hist&oacute;ria de <i>Estilha&ccedil;os</i> &eacute; apresentada ao p&uacute;blico como se fosse pe&ccedil;as de um quebra-cabe&ccedil;as. O p&uacute;blico n&atilde;o &eacute; ignorado, mas instigado a construir a hist&oacute;ria aos poucos, atrav&eacute;s dos dois narradores: pai e filho.</p>     <p>Como "&eacute; uma hist&oacute;ria sobre a passado, a influ&ecirc;ncia que o passado tem no presente" (Ribeiro, 2016), a presen&ccedil;a de analepses e elipses de tempo &#8212; de cenas fora de ordem cronol&oacute;gica e de lapsos de tempo &#8212; &eacute; uma constante. Essa varia&ccedil;&atilde;o temporal cria para o espetador uma certa dificuldade de entendimento. Andr&eacute; Gaudreault e Fran&ccedil;ois Jost (1995) apontam que o Cinema criou uma s&eacute;rie de c&oacute;digos visuais (sobreposi&ccedil;&atilde;o e imagens com fundo negro, por exemplo) para indicar ao p&uacute;blico o que &eacute; a&ccedil;&atilde;o dieg&eacute;tica e o que &eacute; imagem mental, em um filme. Mas que desde <i>Hiroshima mon Amour</i> (Alain Resnais, 1959) a imagem mental passou a ser uma <i>oculariza&ccedil;&atilde;o</i> (Gaudreault &amp; Jost, 1995: 140) interna &#8212; uma vis&atilde;o interna do personagem &#8211;, mas com a mesma visualidade da a&ccedil;&atilde;o dieg&eacute;tica. Por&eacute;m, observam que tal situa&ccedil;&atilde;o pode suscitar incertezas quanto ao seu estatuto (Gaudreault &amp; Jost, 1995: 147) &#8212; real (da diegese), presente ou passado.</p>     <p>No caso de <i>Estilha&ccedil;os</i>, estas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o indicadas pela est&eacute;tica adotada para a a&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria e das lembran&ccedil;as &#8212; tanto do pai quanto do filho. Estas s&atilde;o determinadas pela varia&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica animada empregada: <i>stop motion</i> para as lembran&ccedil;as de filho; desenho animado e imagem filmada para as do pai. Todavia, com a predomin&acirc;ncia do desenho animado na produ&ccedil;&atilde;o, h&aacute; momentos em que as lembran&ccedil;as do filho (da inf&acirc;ncia) tamb&eacute;m feitas em desenho animado, se confundem com o momento presente, na hist&oacute;ria (<a href="#f2">Figura 2</a> e <a href="#f6">Figura 6</a>). Mas tal facto n&atilde;o impede o entendimento, ao contr&aacute;rio, oferece outro n&iacute;vel de compreens&atilde;o: uma empatia, pois coloca o p&uacute;blico no lugar do rapaz, que vive e lembra a mesma cena (uma briga de tr&acirc;nsito), numa confus&atilde;o entre passado e presente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v8n20/8n20a12f6.jpg"></a>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A imagem multifacetada e o espetador</b></p>     <p>Logo nos primeiros momentos a hist&oacute;ria &eacute; confusa e picotada. A sequ&ecirc;ncia, feita em desenho animado, &eacute; a do tr&acirc;nsito engarrafado, adeptos nas ruas e a briga. S&atilde;o preciso alguns minutos para o espetador entender o que realmente se passa. J&aacute; &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico com a confus&atilde;o mental dos personagens principais (pai e filho).</p>     <p>Quando o filho chega &agrave; casa paterna, se acentuam os contrastes entre claro e escuro. As lembran&ccedil;as de cada personagem s&atilde;o diferenciadas: enquanto as do filho, s&atilde;o representadas por bonecos de ex&eacute;rcito &#8212; uma alus&atilde;o direta &agrave;s brincadeiras dos meninos (Ribeiro, 2016) &#8211;, as do pai s&atilde;o em imagem filmada e desenho animado. O pr&oacute;prio animador explica essa escolha:</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>    <p><i>A imagem real para mim, funciona como um valor simb&oacute;lico do real,</i> &#91;&#8230;&#93;.<i> O desenho &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o, uma simplifica&ccedil;&atilde;o da realidade.</i> &#91;&#8230;&#93; <i>&eacute; uma realidade j&aacute; transformada</i>. &#91;&#8230;&#93;<i> O</i> stop motion <i>&eacute; um bocadinho, comparando o desenho animado com a imagem real,</i> &#91;&#8230;&#93; <i>est&aacute; no meio</i> (Ribeiro, 2016).</p></blockquote>     <p>George Sifanos tamb&eacute;m distingue a imagem real da desenhada. Enquanto a primeira &eacute; mais detalhada com dire&ccedil;&atilde;o &agrave; completude da imagem (como a conhecemos), a segunda &eacute;, &agrave; principio, mais reduzida, simplificada, mais semelhante &agrave; imagem mental &#8212; mais abstrata (Sifanos, 2012: 56). "A imagem fotogr&aacute;fica tende a ser considerada como uma realidade objetiva, enquanto a imagem pintada &eacute; considerada como subjetiva, n&atilde;o real, cria&ccedil;&atilde;o da imagina&ccedil;&atilde;o" (Sifanos, 2012: 70).</p>     <p>J&aacute; o caso da sequ&ecirc;ncia das lembran&ccedil;as do pai, com o hibridismo da imagem animada e filmada, &eacute; um <i>assemblage</i>, segundo Sifanos &#8212; ou <i>conjunto/jun&ccedil;&atilde;o</i>:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>    <p><i>uma justaposi</i>&ccedil;&atilde;o de elementos inteiros e aut&oacute;<i>nomos que n&atilde;o se combinam entre si. Simplesmente eles coabitam. Uma tal liga&ccedil;&atilde;o fraca, pode provocar uma sensa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o-comunica&ccedil;&atilde;o, de isolamento ou ainda de tumulto, de aliena&ccedil;&atilde;o ou de artificialidade</i> (Sifanos, 2012: 157).</p></blockquote>     <p>A imagem filmada aparece aut&oacute;noma "dentro" de partes do desenho animado. Ela cria uma discrep&acirc;ncia de formas e movimentos que se chocam com os do desenho. &Eacute; a representa&ccedil;&atilde;o da confus&atilde;o interna do ex-soldado: realidade e fantasia.</p>     <p>Neste contexto, o espetador, ao receber todos esses est&iacute;mulos (narrativos-visuais),</p>     <blockquote>    <p><i>&eacute; o criador do espa&ccedil;o dispon&iacute;vel e oferecido &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um outro. Partilha com todos os outros o julgamento que faz sobre aquilo que v&ecirc;, &eacute; o sujeito da imagina&ccedil;&atilde;o definida como faculdade de tornar presente uma aus&ecirc;ncia</i>. &#91;&#8230;&#93;<i>. Assiste-se ent&atilde;o a uma circularidade indefinida entre criador e o espectador ou viada comunicabilidade de uma verdade ou de um sentido da hist&oacute;ria</i> (Mondzain, 2015: 289).</p></blockquote>     <p>E quando disserta sobre a autoridade do artista, Mondzain afirma que "Dar a ver ou, mais geralmente, a sentir continua a ser dar e, como em qualquer economia da doa&ccedil;&atilde;o, aquele que recebe ir&aacute; tomar consci&ecirc;ncia do reconhecimento" (2015: 327). Onde "o gesto da arte &eacute; aquele que funda a autoridade do pr&oacute;prio espectador enquanto sujeito da sua ac&ccedil;&atilde;o, enquanto sujeito mais insigne que possa haver, e que &eacute;, precisamente, o artista" (Mondzain 2015: 328). Em outras palavras, "a autoridade &eacute; uma domina&ccedil;&atilde;o" (Mondzain, 2015: 329), mas em n&iacute;vel de igualdade e assentimento entre o criador e seu p&uacute;blico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A hibridiza&ccedil;&atilde;o (desenho animado e imagem filmada) apresentada por Ribeiro fornece ao p&uacute;blico uma imagem pouco comum e mais complexa, que a de uma produ&ccedil;&atilde;o que apresente somente um tipo de informa&ccedil;&atilde;o visual. Essa varia&ccedil;&atilde;o e diversidade gera no espetador um estado de constante aten&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; descanso para o olhar. N&atilde;o h&aacute; tempo de se acostumar com um tipo de imagem, pois &eacute; estimulado por outro tipo de informa&ccedil;&atilde;o a todo momento (Gleitman, Fridlund, Reisberg, 2014). Tal efeito cria uma liga&ccedil;&atilde;o praticamente instintiva &#8212; para Rudolf Arnheim (1986: 385), "o movimento &eacute; a atra&ccedil;&atilde;o visual mais intensa da aten&ccedil;&atilde;o". Tal aten&ccedil;&atilde;o gera uma expetativa &#8212; a todo momento h&aacute; algo novo e diferente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pr&oacute;pria narrativa tamb&eacute;m cria uma expetativa pois a hist&oacute;ria n&atilde;o se apresenta de forma cronol&oacute;gica, ficando o p&uacute;blico respons&aacute;vel por encaixar suas partes (o que justifica o t&iacute;tulo) &#8212; que &eacute; a mesma expetativa do personagem do filho: entender o seu passado.</p>     <p>Uma outra confus&atilde;o (no caso, narrativa-visual) &eacute; a localiza&ccedil;&atilde;o deste drama em um momento hist&oacute;rico portugu&ecirc;s, a disputa da <i>Eurocopa</i> &#8212; assim como as Guerras Coloniais. Por&eacute;m este contexto &eacute;representado em imagem animada, que"n&atilde;o tem haver" com a realidade, segundo Sifanos. Ou seja, Ribeiro chama a realidade atrav&eacute;s da subjetividade das imagens e toda a carga emotiva que ela carrega.</p>     <p>Como aponta Marie-Jos&eacute; Mondzain, "o homem faz surgir o olhar do homem sobre si" (2015: 56). Assim o realizador cria uma identifica&ccedil;&atilde;o: de pa&iacute;s, de povo, de hist&oacute;ria. A historiadora tamb&eacute;m avan&ccedil;a o conceito de Roland Barthes (1984) para al&eacute;m da fotografia (Mondzain 2015: 260) e afirma: "o <i>punctum</i> seria ent&atilde;o um patamar, o s&iacute;tio de uma vacila&ccedil;&atilde;o temporal que carrega o olhar no enigma intermin&aacute;vel do significante" (2015: 261).</p>     <p>H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o de empatia e de microcosmo (drama pessoal/anima&ccedil;&atilde;o) para o macrocosmo (a sociedade portuguesa/o que acontece no mundo): <i>Estilha&ccedil;os</i> se baseia em um conflito portugu&ecirc;s, mas leva a pensar sobre o cotidiano de milhares de pessoas ao redor do globo, que direta ou indiretamente s&atilde;o atingidas por outras guerras. Portanto &eacute; uma hist&oacute;ria local que ultrapassa os limites do individual para um coletivo sem fronteiras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Arnheim, Rudolf (1986) <i>Arte e percep&ccedil;&atilde;o visual:</i> uma psicologia da vis&atilde;o criadora. Tradu&ccedil;&atilde;o: Ivonne Terezinha de Faria. S&atilde;o Paulo: Livraria Pioneira Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456796&pid=S1647-6158201700040001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barthes, Roland (1984) <i>A c&acirc;mera clara</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o: J&uacute;lio Casta&ntilde;on Guimar&atilde;es. 9&ordf;. Impress&atilde;o. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. ISBN: 85-209-0480-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456798&pid=S1647-6158201700040001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Curtas.pt (2017). <i>Agencia / Jos&eacute; Miguel Ribeiro</i> &#91;Em linha&#93;. Site do Curtas Vila do Conde. &#91;Consult. 2017-01-15&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.curtas.pt/agencia/realizadores/230/" target="_blank">http://www.curtas.pt/agencia/realizadores/230/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456800&pid=S1647-6158201700040001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Estilha&ccedil;os</i> (2016a) &#91;Registro filme&#93;. Portugal: diretor e produtor Jos&eacute; Miguel Ribeiro. 18 min, cor, 35mm.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456802&pid=S1647-6158201700040001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Estilha&ccedil;os Making of (2016b) <i>Pesquisa</i> &#91;Em linha&#93;. Blog da anima&ccedil;&atilde;o Estilha&ccedil;os. 2016-01-25. &#91;Consult. 2017-01-10&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href=" https://estilhacos-makingof.blogspot.fr/" target="_blank">https://estilhacos-makingof.blogspot.fr/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456804&pid=S1647-6158201700040001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaudreault, Andr&eacute;; Jost, Fran&ccedil;ois (1995). <i>El Relato Cinematogr&aacute;fico</i>: cine y narratolog&iacute;a. Tradu&ccedil;&atilde;o: N&uacute;ria Pujol. Barcelona/Buenos Aires: Ediciones P&aacute;idos Ib&eacute;rica. ISBN: 84-493-0092-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456806&pid=S1647-6158201700040001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gleitman, Henry; Fridlund, Alan J.; Reisberg, Daniel (2014). <i>Psicologia</i>. 10&ordf;. Ed. Tradu&ccedil;&atilde;o: Danilo R. Silva. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. ISBN: 978-972-31-1370-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456808&pid=S1647-6158201700040001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mondzain, Marie-Jos&eacute; (2015). <i>Homo Spectator</i>: ver &gt; fazer ver. Tradu&ccedil;&atilde;o: Lu&iacute;s Lima. Lisboa: Orfeu Negro. ISBN: 978-989-8327-43-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456810&pid=S1647-6158201700040001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Origem Da Palavra (2017). <i>Empatia</i> &#91;Em linha&#93;. Site de Etimologia. 2010-12-22. &#91;Consult. 2017-01-15&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/empatia/" target="_blank">http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/empatia/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456812&pid=S1647-6158201700040001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, Jos&eacute; Miguel (2016). <i>Sobre Estilha&ccedil;os</i>. Portugal: Entrevista gentilmente concedida &agrave; autora em 04 de maio de 2016, no est&uacute;dio de anima&ccedil;&atilde;o do artista em Montemor-o-Novo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456814&pid=S1647-6158201700040001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sifanos, Georges (2012). <i>Esth&eacute;tique du Cin&eacute;ma d'Animation</i>. Cond&eacute;-sur-Noireau/ Paris : Editions Cerf-Corlet. ISBN: 978-2-204-09838-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456816&pid=S1647-6158201700040001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stanford Encyclopedia of Philosophy (2016). <i>Empathy</i> &#91;Em linha&#93;. Site da Universidade de Stanford. 2008-03-31/ 2013-02-14. &#91;Consult. 2017-01-15&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="https://plato.stanford.redu/entries/empathy/" target="_blank">https://plato.stanford.redu/entries/empathy/</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1456818&pid=S1647-6158201700040001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 22 de janeiro de 2017 e aprovado a 15 de fevereiro de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:gordeeff@quadrovermelho.com.br"> gordeeff@quadrovermelho.com.br</a> (Eliane Muniz Gordeeff)</p>      ]]></body><back>
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