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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[More numerous, the images are less valuable today. What is the value of an image on the screen? How does it compare with the value of an image from the time of the cathedrals, orfrom the time of prehistoric rituals? It is this inflation of the images, which grows day by day, and which comes to influence all contemporary artistic manifestations. Art occupies new spaces because the former are now saturated by widespread inflation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>Habitats, casas e seus objetos: para uma reatualiza&ccedil;&atilde;o da Natureza-Morta</b></p>     <p><b>Habitats, homes and their objects: updating the still-life</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz*</b></p>     <p>*Portugal. Editor da Revista Est&uacute;dio.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas Artes 14, 1200-005 Lisboa, Portugal.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>Mais numerosas, as imagens s&atilde;o hoje menos valiosas. Qual o valor de uma imagem no ecr&atilde;? Qual a sua compara&ccedil;&atilde;o com o valor de uma imagem no tempo das catedrais, ou na &eacute;poca dos rituais pr&eacute;-hist&oacute;ricos? &Eacute; desta infla&ccedil;&atilde;o das imagens, que se agudiza dia ap&oacute;s dia, e que, por defeito vem influenciar as manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas contempor&acirc;neas. A arte ocupa novos espa&ccedil;os porque os anteriores est&atilde;o agora saturados por uma infla&ccedil;&atilde;o difusa e generalizada.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> Arte / infla&ccedil;&atilde;o / imagem / consumo / Revista Est&uacute;dio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>More numerous, the images are less valuable today. What is the value of an image on the screen? How does it compare with the value of an image from the time of the cathedrals, orfrom the time of prehistoric rituals? It is this inflation of the images, which grows day by day, and which comes to influence all contemporary artistic manifestations. Art occupies new spaces because the former are now saturated by widespread inflation.</p>     <p><b>Keywords:</b> Art / inflation / image / consumption / Estudio Journal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Interfaces urbanos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O espa&ccedil;o urbano evolui e adensa-se em complexidade. A liga&ccedil;&atilde;o entre os objetos e as pessoas torna-se cada vez mais dependente de dispositivos tecnol&oacute;gicos. O tecido urbano mostra-se ut&oacute;pico e multicultural, com camadas de popula&ccedil;&atilde;o migrante em constante movimento. Todos se deslocam, quer ao longo do dia, quer ao longo do ano, ou da vida. A arte tamb&eacute;m se movimenta, adota novos suportes, adere aos corpos e &agrave;s paredes, torna-se vest&iacute;vel, ef&eacute;mera, m&uacute;ltipla, enquanto perde o seu valor ritual original. A multiplica&ccedil;&atilde;o dos suportes e das inst&acirc;ncias coincide com a infla&ccedil;&atilde;o das imagens da ind&uacute;stria cultural.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Infla&ccedil;&atilde;o das imagens</b></p>     <p>A infla&ccedil;&atilde;o das imagens &eacute; contextual e corresponde ao aumento de objetos, mercadorias, e respectiva difus&atilde;o publicit&aacute;ria. Os suportes passam a barreira material, o papel &eacute; cada vez mais substitu&iacute;do por ecr&atilde;s cada vez mais port&aacute;teis e disseminados.</p>     <p>Neste contexto o espa&ccedil;o da arte tamb&eacute;m &eacute; acossado pelas imagens migrantes e vagas da ind&uacute;stria. Sempre aderentes, sempre funcionais, sempre efetivas. S&atilde;o imagens que n&atilde;o requerem aten&ccedil;&atilde;o, pelo contr&aacute;rio: exigem distra&ccedil;&atilde;o, no contexto do entretenimento, do divertimento, do passatempo e do consumo. O campo de interven&ccedil;&atilde;o da arte foi ocupado pela efic&aacute;cia do mercado e das suas imagens apelativas.</p>     <p>Mais numerosas, as imagens s&atilde;o hoje menos valiosas. Qual o valor de uma imagem no ecr&atilde;? Qual a sua compara&ccedil;&atilde;o com o valor de uma imagem de outros tempos, do tempo das catedrais, ou da &eacute;poca dos rituais pr&eacute;-hist&oacute;ricos? Trata-se da infla&ccedil;&atilde;o das imagens, que se agudiza quotidianamente, que, por defeito, vem influenciar as manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas contempor&acirc;neas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A pintura e a vontade da ideia: propostas</b></p>     <p>Para se libertarem da grande infla&ccedil;&atilde;o, os intervenientes art&iacute;sticos utilizam outros meios expressivos, novos suportes, procurando alternativas ao sentido perdido de uma grande tempestade ic&oacute;nica. E quem sabe: abandonam as imagens, ou misturam a sua subst&acirc;ncia com componentes relacionais, educacionais, interventivos, conceptuais. Talvez seja esta uma ocasi&atilde;o de se refletir sobre a origem da arte, a "vontade da ideia" ou outras formas de pensar a pintura e a arte (Ferreira, 2017:53). Este &eacute; um campo onde os artistas podem ser outros, repensando a arte, como sucede no conjunto de artigos selecionados neste volume.</p>     <p>O artigo de Isabel de Albuquerque (Lisboa, Portugal), "Escultura para o corpo: Maria Jos&eacute; Oliveira" debru&ccedil;a-se sobre a ourivesaria t&ecirc;xtil desta artista pnderando os conceitos de "(n&atilde;o) joias," ou de "anti joalharia" no contexto da p&oacute;s-modernidade e da hibrida&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;neros. As pe&ccedil;as apresentadas carecem de um corpo, como os t&iacute;tulos "escultura habitada" permitem interrogar. &Eacute; uma obra complexa com diversos n&iacute;veis de intensidade onde as quest&otilde;es pol&iacute;ticas n&atilde;o est&atilde;o ausentes, atrav&eacute;s da problematiza&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em "Interfaces tecnol&oacute;gicos corporales en la pr&aacute;ctica art&iacute;stica de Mar&iacute;a Castellanos" Mar&iacute;a Jes&uacute;s Cueto (Bilbau, Espanha) debate a obra de hibrida&ccedil;&atilde;o corporal e tecnol&oacute;gica daquela artista. S&atilde;o As membranas tecnol&oacute;gicas exploradas em interfaces corporais atrav&eacute;s da experimenta&ccedil;&atilde;o com materiais que integram a computa&ccedil;&atilde;o, os sensores h&aacute;pticos, impress&atilde;o tridimensional de grandes dimens&otilde;es. Os vestu&aacute;rios tecno sensoriais interrogam a p&oacute;s humanidade atrav&eacute;s de dispositivos vest&iacute;veis e correspondem a uma linhagem de propostas bi&oacute;nicas (Haraway, 1995).</p>     <p>Alfredo Nicolaiewsky (Porto Alegre, RS, Brasil), em "Carlos Pasquetti: os desenhos entre 1977 e 1981", apresenta ao debate os desenhos de final dos anos 70 deste artista de Rio Grande do Sul, ainda em atividade. O per&iacute;odo coincide com a sua forma&ccedil;&atilde;o no Art Institut of Chicago (MFA) e neles podemos observar a investiga&ccedil;&atilde;o na interliga&ccedil;&atilde;o entre significantes materiais e convoca&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas.</p>     <p>Por seu lado, Iratxe Hern&aacute;ndez (Bilbau, Espanha) em "El Espacio Po&eacute;tico en las Epifan&iacute;as Urbanas de Garaicoa" estuda as pe&ccedil;as do artista cubano Carlos Garaicoa presentes na exposi&ccedil;&atilde;o "Epifan&iacute;as urbanas," de 2017, integrando as tecnologias digitais com a recupera&ccedil;&atilde;o de imagens da paisagem urbana de Havana dos anos 50 e 60.</p>     <p>O artigo "Antonio Garc&iacute;a L&oacute;pez: Colagem e Politica como processo de Pintura" de Il&iacute;dio Salteiro (Lisboa, Portugal) debru&ccedil;a-se sobre a obra do artista Antonio Garc&iacute;a, natural de Val&ecirc;ncia e radicado em M&uacute;rcia, Espanha. Estse autor integra processos de colagem recorrendo ao pensamento computacional e interativo para produzir um imagin&aacute;rio de recortes justapostos e de intencionalidade cr&iacute;tica sobre o poder e os estilos de vida.</p>     <p>Hugo Moreno (Col&ocirc;mbia, e S&atilde;o Paulo, Brasil), no artigo "Los Carpinteros: di&aacute;logos entre arte e design contempor&acirc;neos", apresenta o coletivo los carpinteros, composto por tr&ecirc;s artistas de origem cubana, Dagoberto Rodr&iacute;guez, Marco Castillo e Alexandre Arrechea, Que sintetizam o anti materialismo for&ccedil;ado pela car&ecirc;ncia de objetos de consumo atrav&eacute;s de instala&ccedil;&otilde;es em que os sentidos e funcionalidades dos objetos s&atilde;o subvertidos pela repeti&ccedil;&atilde;o, exagero, absurdo, destrui&ccedil;&atilde;o, modifica&ccedil;&atilde;o das escalas, e pela altera&ccedil;&atilde;o funcional. S&atilde;o instala&ccedil;&otilde;es desconcertantes que mobilizam um olhar cr&iacute;tico sobre a sociedade t&atilde;o preenchida de objetos e ao mesmo tempo desprovida de intensidade pessoal.</p>     <p>Em "A experi&ecirc;ncia da Cor em Paulo Pasta," de Ariane Cole (S&atilde;o Paulo, SP, Brasil) apresenta a obra do brasileiro Paulo Pasta que, desde os anos 80, vem explorando as capacidades pl&aacute;sticas da tinta de &oacute;leo misturada com cera de abelha, com uma atividade experimental constante em busca das tonalidades mais subtis da cor. A aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; paisagem &eacute; uma caracter&iacute;stica de fundo que se concretiza, nos seus &uacute;ltimos trabalhos, de um modo mais denotado.</p>     <p>Julen Agirre (Bilbau, Espanha) no artigo "Un encuentro donde se generan tensiones y se abren posibilidades de trabajo: 'Dar Encuentro' de Iranzu Antona" debate-se a m&uacute;ltipla convoca&ccedil;&atilde;o presente na exposi&ccedil;&atilde;o de 2014 na Sala Rekalde e na Alh&oacute;ndiga de Bilbau, do artista Iranzu Antona (n. em Pamplona, Espanha, 1979): convocam-se mat&eacute;rias, formas e conceitos em proposta complexa de remiss&otilde;es intertextuais constantes.</p>     <p>Em "O Mundo Invertido na obra de Gabriel e Gilberto Cola&ccedil;o," de Diana Costa (Lisboa, Portugal), aborda-se a exposi&ccedil;&atilde;o "territorial," na Galeria Mute (Lisboa), deste coletivo composto por irm&atilde;os g&eacute;meos (n. Alcoba&ccedil;a, Portugal 1975). As suas propostas discutem o espa&ccedil;o, o territ&oacute;rio, a decad&ecirc;ncia, a fronteira, o imagin&aacute;rio, a tens&atilde;o entre o homem e a natureza.</p>     <p>Teresa Matos Pereira (Lisboa, Portugal) em "Cultura material, mem&oacute;ria e identidade na obra de Josefina Guilisasti" introduz a obra desta artista chilena, que se caracteriza por cruzar meios expressivos em torno dos lugares da arte, e das suas conven&ccedil;&otilde;es: a natureza morta, o museu, a cole&ccedil;&atilde;o, a salvaguarda.</p>     <p>O artigo "El erotismo en el universo simb&oacute;lico de Tilsa Tsuchiya" de Mihaela Barrio de Mendoza (Lima, Peru, e Rom&eacute;nia) apresenta a obra da artista peruana Tilsa Tsuchiya (1936-1984), com atividade na gravura, aguarela e desenho propondo associa&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas entre o feminino e o imagin&aacute;rio fant&aacute;stico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por seu turno Margarida P. Prieto (Lisboa, Portugal) no artigo "Teresa Palma Rodrigues: 'A espera de um Vazio'" toma a obra dos &uacute;ltimos 5 anos de Teresa Palma Rodrigues que tomou como ponto de partida um terreno esquecido entre vias r&aacute;pidas e lotes habitacionais da periferia de Lisboa, que batizou de "zona V". &Eacute; quase um pretexto para um olhar arqueol&oacute;gico, antrop&oacute;logico, geol&oacute;gico mas sobre tudo inquiridor quanto as sucessivas apropria&ccedil;&otilde;es passadas e presentes que um terreno esquecido pode incluir.</p>     <p>Em "Campo e contracampo em 'A Casa': ru&iacute;nas e fragmentos de uma experi&ecirc;ncia visual na estrat&eacute;gia da aus&ecirc;ncia" de Eduardo Vieira da Cunha (Porto Alegre, RS, Brasil) aborda-se o trabalho de Camila Mello (n. 1985, Brasil) e especialmente a sua instala&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica de 2016 intitulada " a casa." As sombras, aus&ecirc;ncias, vazios tornam-se polos de tens&atilde;o para os filmes e composi&ccedil;&otilde;es fotogr&aacute;ficas da artista.</p>     <p>&Ograve;scar Padilla (Barcelona, Espanha), no artigo &laquo;Objectes banals de Quim Cantalozella: una arqueologia al&middot;leg&ograve;rica de la mem&ograve;ria involunt&agrave;ria,&raquo; apresenta as s&eacute;ries pict&oacute;ricas de Quim Cantalozella (n. 1972, Girona, Espanha) onde as sombras, brilhos, reflexos e formas amplificam um imagin&aacute;rio de viv&ecirc;ncias que fazem do espectador um prisioneiro dos objetos banais.</p>     <p>No artigo "Lara Almarcegui: las posibilidades que habitan lo intersticial" de Zuhar Iruretagoiena &amp; Concepci&oacute;n Elorza (Bilbau, Espanha) interrogam-se as obras apresentado na Bienal de Veneza de 2013, por Lara Almarcegui, que problematizam a desloca&ccedil;&atilde;o provocada pelo impulso enciclop&eacute;dico, quer junto dos fragmentos sempre infinitos, quer junto de territ&oacute;rios sempre por identificar.</p>     <p>Ricardo Guix&agrave; (Barcelona, Espanha), no artigo "La po&eacute;tica del vuelo: "Ornitographies" de Xavi Bou" apresenta a s&eacute;rie fotogr&aacute;fica deste fot&oacute;grafo, Xavi Bou, "Ornitographies", de 2016, estabelecendo liga&ccedil;&otilde;es pl&aacute;sticas com as pesquisas crono fotogr&aacute;ficas de Etienne-Jules Marey.</p>     <p>Em "Procedimientos fotomec&aacute;nicos aplicados al grabado en la obra de Ram&oacute;n J. Freire," de Javier Ariza (Cuenca, Espanha), s&atilde;o abordadas as pesquisas criativas de Ram&oacute;n J. Freire Santa Cruz (n. 1980, &Eacute;cija, Sevilha, Espanha), especialmente os projetos <i>Suomenlinna 11</i> e <i>Arquitectura urbana.</i> A sua pesquisa explora m&uacute;ltiplos meios de registo, nomeadamente a gravura em fotopol&iacute;meros, tomando como referentes fortalezas, linhas defensivas, tanto existentes (Finl&acirc;ndia) como imagin&aacute;rias ("cidades invis&iacute;veis" de Italo Calvino).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Ideias: antes ou depois da proposta art&iacute;stica</b></p>     <p>Propuseram-se diferentes inst&acirc;ncias art&iacute;sticas assentes no problema dos interfaces, rela&ccedil;&atilde;o com os corpos, da justaposi&ccedil;&atilde;o de formas e de materiais, da explora&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rios existentes ou ficcionados, observando-se uma ancoragem persistente na matriz da imagem. Esta ancoragem descentra-se da rela&ccedil;&atilde;o tradicional entre a express&atilde;o e o referente. A rela&ccedil;&atilde;o, hoje, &eacute; amplificada integrando n&iacute;veis de questionamento auto-referencial sobre o que constitui o humano em contexto de hiper codifica&ccedil;&atilde;o e ub&iacute;qua superficialidade.</p>     <p>Combate-se a distra&ccedil;&atilde;o generalizada, ou a emo&ccedil;&atilde;o superficial conectada (Queiroz, 2015). Do lado de c&aacute;, do lado do est&uacute;dio, os artistas. &Eacute; talvez este, o est&uacute;dio, um ponto de observa&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel sobre uma movimenta&ccedil;&atilde;o generalizada, difusa e informe.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, Ant&oacute;nio Quadros (2017) A Pintura Antes da Pintura". In Laranjo, Francisco, Loureiro, Domingos, Torres, Sofia, Almeida, Teresa (2017) <i>Painting and research: Reflexions beyond Thinking and Practice</i>. Porto: Research Institute in Art, Design, and Society - i2ADS University of Oporto, Faculty of Fine Ats. p. 53-76. ISBN 978-989-746-144-6 URL: <a href="https://drive.google.com/open?id=1yWE_Bvyhw1-jPcRyFrobFDK_DnhnvPFf" target="_blank">https://drive. google.com/open?id=1yWE_Bvyhw1-jPcRyFrobFDK_DnhnvPFf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457406&pid=S1647-6158201800010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Haraway, Dona J. (1995) <i>Ciencia, cyborgs y mujeres: la reinvenci&oacute;n de la naturaleza.</i> Madrid: C&aacute;tedra. ISBN: 84-376-1392-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457407&pid=S1647-6158201800010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Queiroz, Jo&atilde;o Paulo (2016) "Educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e a 'infirmitati,' ou a fraqueza anal&oacute;gica." <i>Revista Mat&eacute;ria-Prima.</i> ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 4 (2) maio-agosto: 12-17. URL: <a href="https://drive.google.com/open?id=131F9ZBSZr4VotjfNMIaT4iNeOuEigK2s" target="_blank">https://drive.google.com/open?id=131F9ZBSZr4VotjfNMIaT4iNeOuEigK2s</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457408&pid=S1647-6158201800010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Queiroz. Jo&atilde;o Paulo (2016) "Educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, casos e realidades: 'infirmitati,' ou a fraqueza anal&oacute;gica". In <i>Novos Lugares para a Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica</i>. Lisboa: Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa &amp; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes. pp. 379-86. ISBN: 978-989-8771-44-5. URL: <a href="https://drive.google.com/file/d/1o6QYwBLi_uNlGMqYO-LZfIVa8NSkmtRx/view?usp=sharing" target="_blank">https://drive.google.com/file/d/1o6QYwBLi_uNlGMqYO-LZfIVa8NSkmtRx/view?usp=sharing</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457409&pid=S1647-6158201800010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 11 de mar&ccedil;o de 2017 e aprovado a 16 de mar&ccedil;o de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt"> j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt</a> (Jo&atilde;o Paulo Queiroz)</p>      ]]></body><back>
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