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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article aims to identify issues of contemporary art that can also reach contemporary design. For that, the work of the collective of Cuban artists Los Carpinteros is presented, providing material than describe procedures and art interests familiar to design, like teamwork, functionality and everydayness. We highlight the use of objects as the main source for this approach, using as an example the works, "clavos torcidos" and "cama". Expected, it is hoped that the discussion and reflection raised by of the work of Los Carpinteros can contribute to bring closer approximations and questions between contemporary art and contemporary design.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Los Carpinteros: di&aacute;logos entre arte e design contempor&acirc;neos</b></p>     <p><b>Los Carpinteros: dialogues between contemporary art and contemporary design</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Hugo Fernando Duran Moreno*</b></p>     <p>*Colombia, Designer.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Anhembi Morumbi. Rua Jaceru, 247 &#8212; S&atilde;o Paulo &#8212; SP CEP: 04705-000. Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>O artigo tem como objetivo identificar quest&otilde;es da arte contempor&acirc;nea que podem tamb&eacute;m atingir o design contempor&acirc;neo. Para tanto, &eacute; apresentada a obra do coletivo de artistas cubanos Los Carpinteros, proporcionando material para descrever procedimentos e interesses da arte familiares ao design, como o trabalho em equipe, a funcionalidade eocotidiano. Destaca-se ousodos objetos como fonte principal para essa aproxima&ccedil;&atilde;o, usando como exemplo as obras, "clavos torcidos" e "cama". Finalmente, se espera que a discuss&atilde;o e reflex&atilde;o da obra de Los Carpinteros possa contribuir para aproxima&ccedil;&otilde;es e questionamentos entre a arte e o design contempor&acirc;neos.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> Los Carpinteros / arte contempor&acirc;nea latino-americana / design contempor&acirc;neo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>The article aims to identify issues of contemporary art that can also reach contemporary design. For that, the work of the collective of Cuban artists Los Carpinteros is presented, providing material than describe procedures and art interests familiar to design, like teamwork, functionality and everydayness. We highlight the use of objects as the main source for this approach, using as an example the works, "clavos torcidos" and "cama". Expected, it is hoped that the discussion and reflection raised by of the work of Los Carpinteros can contribute to bring closer approximations and questions between contemporary art and contemporary design.</p>     <p><b>Keywords:</b> Los Carpinteros / contemporary Latin American art / contemporary design.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mudan&ccedil;as t&eacute;cnicas e tecnol&oacute;gicas no transcurso da hist&oacute;ria t&ecirc;m influenciado a configura&ccedil;&atilde;o do entorno que habitamos. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas os meios de produ&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o apresentam desenvolvimentos que possibilitam novas pr&aacute;ticas ou o aperfei&ccedil;oamento de outras, &aacute;reas como as artes e o design s&atilde;o constantemente inspiradas por essas mudan&ccedil;as derivando na converg&ecirc;ncia de pontos que outrora pareciam distantes, o trabalho coletivo, a funcionalidade, a serializa&ccedil;&atilde;o, etc. E ilustrando o s&uacute;til limiar presente nestas pr&aacute;ticas.</p>     <p>Pretende-se, por meio deste artigo identificar algumas quest&otilde;es da arte contempor&acirc;nea que tamb&eacute;m podem ser reconhecidas no design contempor&acirc;neo, a partir da problematiza&ccedil;&atilde;o de algumas das suas pr&aacute;ticas. Nesse contexto apresenta-se parcialmente a obra do coletivo de artistas cubano Los Carpinteros. O enfoque se d&aacute; na descri&ccedil;&atilde;o de linguagens, procedimentos e interesses que revelam di&aacute;logos entre arte e design.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Objetos que saem do papel</b></p>     <p>Los Carpinteros &eacute; um coletivo cubano integrado por Dagoberto Rodr&iacute;guez e Marco Castillo que desde o in&iacute;cio da d&eacute;cada dos anos 1990 desenvolve obras que subvertem elementos do cotidiano, trabalhando com diferentes t&eacute;cnicas e materiais para a realiza&ccedil;&atilde;o de projetos que exploram temas pol&iacute;ticos e culturais. Valendo-se de uma rigorosa e aprimorada t&eacute;cnica transitam entre aquarelas, performances ou arquiteturas. Nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m alcan&ccedil;ado reconhecimento internacional, sendo representados por diferentes galerias ao redor do mundo, conquistando diversos espa&ccedil;&otilde;es expositivos e come&ccedil;ando sua inser&ccedil;&atilde;o no contexto da arte latino-americana com reverbera&ccedil;&atilde;o internacional.</p>     <p>O nome Los Carpinteros, (marceneiros, em portugu&ecirc;s), surge do apelido adquirido na &eacute;poca da escola de artes na Havana na que Dagoberto Rodr&iacute;guez, Marco Castillo e Alexandre Arrechea realizavam trabalhos nos quais predominavam o uso da madeira, motivo pelo qual seus colegas de aulas come&ccedil;aram a denomina-los dessa forma. Al&eacute;m disso era "um nome-s&iacute;ntese que expressava as tens&otilde;es entre a ideia do artes&atilde;o-trabalhador (o carpinteiro) em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; figura do artista criador de uma obra &uacute;nica". (Duarte, 2017).</p>     <p>Naquela &eacute;poca a madeira era um dos poucos materiais dispon&iacute;veis para o trabalho art&iacute;stico na ilha de Cuba. Deterioradas pelo passar do tempo e do clima, muitas constru&ccedil;&otilde;es abandonadas forneciam mat&eacute;rias para que os jovens artistas explorassem sua vontade art&iacute;stica. Usar os materiais encontrados nos velhos casar&otilde;es ou nas ruas, determinou inicialmente um dos procedimentos predominantes na cria&ccedil;&atilde;o das obras. Marco Castillo afirma:</p>     <blockquote>    <p><i>Entr&aacute;vamos nessas casas n&atilde;o apenas como ladr&otilde;es, mas sobretudo como arque&oacute;logos sociais. O projeto de conclus&atilde;o da faculdade tinha um sabor quase neocolonial, antropol&oacute;gico. Para resolver nossos problemas do presente e do futuro, o que fizemos foi avan&ccedil;ar para tr&aacute;s</i> (Objeto Vital, 2016:7).</p></blockquote>     <p>Esses materiais carregavam consigo a mem&oacute;ria de seu uso, das suas fun&ccedil;&otilde;es o que de certa forma influenciava aquilo no qual seria transformado, conservando uma estreita rela&ccedil;&atilde;o com as coisas do dia a dia, com as coisas que nos s&atilde;o familiares, caracter&iacute;stica que se conserva vigente na sua obra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro aspecto est&aacute; relacionado com a denomina&ccedil;&atilde;o de coletivo, nesse sentido a identidade de seus membros &eacute; dilu&iacute;da, as obras fazem parte do grupo sendo a autoria dispensada, as obras s&atilde;o o resultado de uma continuo acordo em que cada um desde sua posi&ccedil;&atilde;o participa na constru&ccedil;&atilde;o, em entrevista ao curador Gonzalo Ortega, Marco Castillo afirma que:</p>     <blockquote>    <p><i>O trabalho do coletivo &eacute; um ato de negocia&ccedil;&atilde;o constante e, pelo tanto, a maior parte do tempo transcorre conversando, dialogando e debatendo o que faremos; essa &eacute; a parte mais importante de nosso trabalho</i> (MUAC, 2015:35. Tradu&ccedil;&atilde;o livre do autor).</p></blockquote>     <p>Assumir essa condi&ccedil;&atilde;o reflete o compromisso com uma proposta conceitual que transcende a obra, na que as atribui&ccedil;&otilde;es do trabalho em equipe s&atilde;o reconhecidas como elementares no processo de cria&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A obra de Los Carpinteros aborda entre suas quest&otilde;es principais o cotidiano expressado por m&eacute;dio de linguagens que variam entre trabalhos feitos com madeira, desenho, aquarelas, esculturas, instala&ccedil;&otilde;es, &aacute;udio, v&iacute;deo, <i>site specific</i>, arquitetura e objetos industriais. Com os que se expressa uma cr&iacute;tica pol&iacute;tica e social, apresentada com humor, ironia e uma sutil agressividade que desperta no espectador empatia e surpresa. A experi&ecirc;ncia oferecida pelas obras &eacute; completada por um atento cuidado com os detalhes e acabamentos, demostrando a aten&ccedil;&atilde;o e o dom&iacute;nio dos artistas nas diferentes t&eacute;cnicas usadas na fabrica&ccedil;&atilde;o e na montagem.</p>     <p>Grande parte das suas obras conservam os atributos f&iacute;sicos das coisas as quais se relacionam. As propor&ccedil;&otilde;es, as cores os materiais est&atilde;o inteiramente relacionadoscomoqueest&aacute;sendocolocadocontribuindoparaaproximaroespectador.Afamiliaridade apesar dasua configura&ccedil;&atilde;o muitas vezes irruptiva com rela&ccedil;&atilde;o ao convencional, torna-se evidente deixando espa&ccedil;o para que a po&eacute;tica atue livremente. Alguns dos procedimentos frequentemente usados t&ecirc;m rela&ccedil;&atilde;o com a elabora&ccedil;&atilde;o de projeto; com a repeti&ccedil;&atilde;o, a reprodu&ccedil;&atilde;o, a exagera&ccedil;&atilde;o, a oscila&ccedil;&atilde;o entre constru&ccedil;&atilde;o e destrui&ccedil;&atilde;o, a subvers&atilde;o das escalas, o desvio da fun&ccedil;&atilde;o e subvers&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico. Esses possibilitam indicar rela&ccedil;&otilde;es com pr&aacute;ticas do design contempor&acirc;neo.</p>     <p>Nesse universo material os objetos do cotidiano s&atilde;o frequentemente o suporte para as obras. Dagoberto Rodr&iacute;guez afirma:</p>     <blockquote>    <p><i>Os objetos que mais nos apaixonam, que mais nos fascinam, s&atilde;o os objetos comuns. A n&oacute;s n&atilde;o nos encantam as coisas extraordin&aacute;rias. A verdade &eacute; que a magia do objeto simples &eacute; para n&oacute;s o melhor discurso sempre.</i> (MUAC, 2015:25. Tradu&ccedil;&atilde;o livre do autor).</p></blockquote>     <p>Na obra <i>Clavos torcidos</i> de 2013, v&aacute;rias figuras de pregos de grande tamanho, tortos, oxidados ou deformados s&atilde;o espalhados pelo ch&atilde;o (<a href="#f1">Figura 1</a>), colocando em quest&atilde;o v&aacute;rios aspectos como a funcionalidade. Marco Castillo ao respeito menciona:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v9n21/9n21a07f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <blockquote>    <p><i>Interessa-nos muito a funcionalidade a capacidade do homem de adaptar a visualidade seus objetos em depend&ecirc;ncia das circunstancias. N&atilde;o pretendemos ser designers, por&eacute;m nossa proposta requer una alta dose de conhecimento t&eacute;cnico e observa&ccedil;&atilde;o.</i> (Miller, 2003).</p></blockquote>     <p>A fun&ccedil;&atilde;o do objeto n&atilde;o se d&aacute; por terminada quando aparentemente n&atilde;o satisfaz aquilo para o qual foi programado, ela se transforma na medida que &eacute; adaptada para outras condi&ccedil;&otilde;es de uso, muitas vezes distantes das iniciais. Essa cr&iacute;tica manifesta na obra pode ser dirigida diretamente para o design que tem como caracter&iacute;sticas predominantes a produ&ccedil;&atilde;o constante de novos objetos. Ainda as tentativas de reutilizar, remanufaturar e reciclar, apesar de estarem presentes em muitos discursos contempor&acirc;neos, n&atilde;o alcan&ccedil;am um interesse que se equilibre &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o em grande escala. Ao respeito da fun&ccedil;&atilde;o do objeto Rafael Cardoso (2016) considera que pensar s&oacute; nela restringe as possibilidade e tempo de uso. Ao transformar a pergunta de qual a fun&ccedil;&atilde;o do objeto? Para quais seriam os sentidos poss&iacute;veis do objeto? Amplia-se a abrang&ecirc;ncia das situa&ccedil;&otilde;es nas quais esse objeto pode ser usado e previamente projetado. Acrescentar sentidos diversos aos objetos &eacute; um passo para a extens&atilde;o da vida dos mesmos. "Quanto mais um artefato &eacute; capaz de agregar a simbolizar valores reconhecidos, mais resistente ele se torna ao esvaziamento e ao descarte" (Cardoso, 2016:167). Os pregos torcidos, oxidados e velhos se recusam a deixarem de servir.</p>     <p>Na obra a <i>Cama</i> (2012) &eacute; reproduzida uma cama, que se contorna passando continuamente passa por cima e por baixo dela mesma (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v9n21/9n21a07f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A reflex&atilde;o sobre este objeto pode aproximar-nos ao recorrido hist&oacute;rico que Sevcenko (2001) prop&otilde;e sobre as fases pelas quais passa a humanidade. Ele usa a met&aacute;fora da montanha russa, na qual s&atilde;o diferenciados tr&ecirc;s grandes est&aacute;gios: no primeiro &eacute; citada a subida, a conquista tecnol&oacute;gica que permite ao homem tornar-se dominador de seu entorno, transformando e adaptando a natureza para aproveitar seus recursos com maior facilidade, seguida, nas palavras do autor por uma "revolu&ccedil;&atilde;o cientifico-tecnol&oacute;gica" que expande e aplica o conhecimento para levar o homem a um futuro prospero e promissor. No entanto, as novas inven&ccedil;&otilde;es e recursos derivaram no aumento exponencial das piores caracter&iacute;sticas humanas, ocasionando grandes momentos de destrui&ccedil;&atilde;o, como as grandes guerras e o aumento dos c&iacute;rculos de pobreza e desigualdade, desvendando aspectos desfavor&aacute;veis que colocaram em xeque o denominado "progresso". A terceira fase, j&aacute; no final s&eacute;culo XX &eacute; descrita como o <i>loop</i>:</p>     <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>A s&iacute;ncope final e definitiva, o cl&iacute;max da acelera&ccedil;&atilde;o precipitada, sob cuja intensidade extrema relaxamos nosso impulso de reagir, entregando os corpos entorpecidos, aceitando resignadamente ser conduzidos at&eacute; o fim pelo maquinismo tit&acirc;nico</i> (Sevcenko, 2001: 16).</p></blockquote>     <p>A montanha russa com sua subida prolongada, sua r&aacute;pida descida, com suas curvas fechadas, seu ciclo repetitivo e o esvaziamento do poder de rea&ccedil;&atilde;o, resume adequadamente o processo hist&oacute;rico que nos situa no contempor&acirc;neo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Articula&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>A abundante produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica do coletivo Los Carpinteros, exp&otilde;e com assertividade muitos aspectos pelos quais se descreve a arte contempor&acirc;nea. As preocupa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e sociais, temas fartos e pertinentes na hist&oacute;ria da arte, s&atilde;o revistos e expressados de uma forma fluida, vestida de uma vagagem cultural e idiossincr&aacute;tica que constitui a sua singularidade.</p>     <p>A proximidade com algumas das pr&aacute;ticas do design &eacute; evidente, mas em nenhum momento deve ser esquecido que o design se enquadra sob outras inten&ccedil;&otilde;es, priorizando a comunica&ccedil;&atilde;o e a intencionalidade de forma concreta para os usu&aacute;rios, fatores determinantes como a funcionalidade, praticidade, usabilidade e visualidade formatam as propostas que regem sua atua&ccedil;&atilde;o. Os caminhos percorridos na constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica das obras de Los Carpinteros podem servir como refer&ecirc;ncia do dialogo enriquecedor entre arte e design.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Athayde, Rodolfo de (2016) Los Carpinteros: Objeto Vital. Rio de Janeiro, RJ: Centro, Cultural Banco do Brasil, 2016. 200 p. &#8212; (Cat&aacute;logo)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457932&pid=S1647-6158201800010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cardoso, Rafael (2016) Design para um mundo complexo. UBU Editora LTDA-ME.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457933&pid=S1647-6158201800010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Duarte, Luisa. (2017) Tempo de ativismo po&eacute;tico. Jornal O Globo, segundo caderno.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457935&pid=S1647-6158201800010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Los Carpinteros (2016) Material educativo exposi&ccedil;&atilde;o Los Carpinteros (2016) Objeto vital. Curadoria: Rodolfo de Athayde. Programa CCBB educativo a&ccedil;&otilde;es mediadas. Minist&eacute;rio da Cultura, Banco do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457937&pid=S1647-6158201800010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Los Carpinteros, MUAC (2016) Museo Universitario Arte Contempor&aacute;neo, UNAM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457939&pid=S1647-6158201800010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sevcenko, Nicolau (2001) A Corrida para o S&eacute;culo XXI &#8212; No Loop da Montanha Russa. S&atilde;o Paulo: Cia das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1457941&pid=S1647-6158201800010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 04 de janeiro de 2018 e aprovado a 17 de janeiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:thaugro@gmail.com"> thaugro@gmail.com</a> (Hugo Fernando Duran Moreno)</p>      ]]></body><back>
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