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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[After the acceptance of post-colonial criticism, art has positioned itself in the first line of attack. Self-decolonization is urgent and needs an attentive, more independent, inclusive and mobilizing art. Perhaps this is a turn to be made: to constitute an anti-ideological vanguard that is pervasive and efficient, and, who knows, using the weapons of the enemy, the virtual formats. Or a kind of expression in which the authors manage to circulate their works, which, even if they do it, they will almost always have occasions of an unequal combat: the numbers of the virtual social media operators are overwhelming, and require some great reinvention.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Pós colonialismo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>Arte, auto descoloniza&ccedil;&atilde;o e orientalismo</b></p>     <p><b>Art, self decolonization and orientalism</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz*</b></p>     <p>*Portugal. Editor da Revista Est&uacute;dio.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas Artes 14, 1200-005 Lisboa, Portugal.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>Ap&oacute;s a aceita&ccedil;&atilde;o da cr&iacute;tica p&oacute;s colonial a arte tem-se posicionado na primeira linha. A auto descoloniza&ccedil;&atilde;o &eacute; urgente e precisa de uma arte atenta, mais independente, inclusiva e mobilizante. Talvez seja esta uma viragem por fazer: a de constituir uma vanguarda anti-ideol&oacute;gica que seja pervasiva e eficiente, quem sabe se utilizando as armas do inimigo, os formatos virtuais. Ou ent&atilde;o uma express&atilde;o em que os autores consigam circular as suas obras, o que, mesmo que o possam fazer, ser&atilde;o quase sempre ocasi&otilde;es de combate desigual: os n&uacute;meros dos operadores s&atilde;o esmagadores, e exigem alguma grande reinven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> P&oacute;s colonialismo / poder / reprodu&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica / vanguarda.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>After the acceptance of post-colonial criticism, art has positioned itself in the first line of attack. Self-decolonization is urgent and needs an attentive, more independent, inclusive and mobilizing art. Perhaps this is a turn to be made: to constitute an anti-ideological vanguard that is pervasive and efficient, and, who knows, using the weapons of the enemy, the virtual formats. Or a kind of expression in which the authors manage to circulate their works, which, even if they do it, they will almost always have occasions of an unequal combat: the numbers of the virtual social media operators are overwhelming, and require some great reinvention.</p>     <p><b>Keywords:</b> Post colonialism / power / ideological reproduction / vanguard.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Reprodu&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica e auto coloniza&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois da detona&ccedil;&atilde;o da cr&iacute;tica p&oacute;s colonial e da den&uacute;ncia do enviesamento dos estudos orientalistas, a arte tem-se posicionado na primeira linha da meta-epistemologia que atravessa o mundo global. Se &eacute; verdade que as estruturas ideol&oacute;gicas procuram a preserva&ccedil;&atilde;o do poder, &eacute; tamb&eacute;m certo que esse poder exige alguma mudan&ccedil;a ret&oacute;rica para se perpetuar atrav&eacute;s da reprodu&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica.</p>     <p>Um dos esconderijos destes ardis &eacute; auto coloniza&ccedil;&atilde;o, a que pessoas, grupos de pessoas, cidades, e pa&iacute;ses, se empenham com encarni&ccedil;amento tenaz e inconsciente. O p&oacute;s-colonialismo &eacute; urdido de dentro para fora, e manifesta-se no quotidiano tornado em momentos sucessivos de consumo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Novos v&iacute;rus para fazer forward</b></p>     <p>A publicidade ordena, a press&atilde;o das marcas, o <i>branding</i>, as a&ccedil;&otilde;es com repercuss&atilde;o nas redes sociais, tudo isto se vai substituindo &agrave; razoabilidade. Os v&iacute;rus s&atilde;o j&aacute; n&atilde;o apenas inform&aacute;ticos, mas tamb&eacute;m s&atilde;o v&iacute;rus ideol&oacute;gicos: as ideias em "Forward", os pensamentos do dia, as m&aacute;ximas espirituosas que se repetem porque sim vagamente. Um novo fascismo organiza este pensamento instant&acirc;neo e el&eacute;ctrico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Algumas propostas, alguns artigos</b></p>     <p>Juan Carlos Meana (Pontevedra, Espanha), no artigo "La extensi&oacute;n del espacio en la pintura de Alexis Marguerite Teplin, apresenta a obra da artista nascida na Calif&oacute;rnia, em 1976. A fragmenta&ccedil;&atilde;o, a interroga&ccedil;&atilde;o dos suportes, a habita&ccedil;&atilde;o das telas atrav&eacute;s de performances: a fragmenta&ccedil;&atilde;o tem aspetos pol&iacute;ticos. O espa&ccedil;o como material de problematiza&ccedil;&atilde;o, em que os tecidos e as telas transparecem e atuam como fronteiras.</p>     <p>Em "Montagem e efeito filme na narrativa fotogr&aacute;fica 'A Ira de Deus' de Alfredo Nicolaiewsky," Elaine Tedesco (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil) debru&ccedil;a-se sobre as s&eacute;ries de pol&iacute;pticos que Alfredo Nicolaiewsky (n. 1952, Porto Alegre) desenvolveu durante uma est&acirc;ncia de investiga&ccedil;&atilde;o em Portugal em 2015. O Terramoto de 1755, em lisboa, ser&aacute; um pretexto para convocar imagens referentes, recuperadas de <i>stills</i> da cinematografia. Trata-se de uma aproxima&ccedil;&atilde;o erudita fundada num conhecimento aprofundado da cultura portuguesa e da realidade contempor&acirc;nea.</p>     <p>Silvia Garc&iacute;a (La Plata, Buenos Aires, Argentina) no artigo "&iquest;Un trapo roto, una remera sucia o una genialidad? Desaf&iacute;os pol&iacute;ticos en la obra de Agustina Quiles" apresenta o caso de uma obra mat&eacute;rica, Pr&eacute;mio IX Sal&atilde;o de Pintura 2016, na Argentina, que provocou algum efeito de incompreens&atilde;o p&uacute;blica. Sobre este exemplo faz-se uma digress&atilde;o sobre o que &eacute; a arte, atrav&eacute;s dos v&aacute;rios autores que sobre este tema se t&ecirc;m debru&ccedil;ado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo "Corpo, performance e coloniza&ccedil;&atilde;o na fotografia de Jos&eacute; Juliani," de Fernando Stratico &amp; Ronaldo Oliveira (Londrina, Paran&aacute;, Brasil) completa uma aproxima&ccedil;&atilde;o sistematizada que estes autores t&ecirc;m trazido ao revelarem a obra dos fot&oacute;grafos que documentaram a atividade na &aacute;rea de Londrina. Jos&eacute; Juliani &eacute; um destes fot&oacute;grafos do come&ccedil;o da cidade de Londrina, que documentou o abate das grandes Perobas, &aacute;rvores end&oacute;genas, e os locais de interesse para as companhias estrangeiras de explora&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias primas. Aqui enceta-se uma reflex&atilde;o atenta sobre a naturalidade da domina&ccedil;&atilde;o modernista dos anos 30 e 40, um registo de um p&oacute;s colonialismo capitalista. Fernando Stratico, que nos deixou entretanto, j&aacute; depois da submiss&atilde;o deste artigo, completando um conjunto de colabora&ccedil;&otilde;es prof&iacute;cuas com a <i>Revista Est&uacute;dio</i> (Stratico, 2012), deixando-nos uma imensa saudade. Tive o privil&eacute;gio de o visitar em Londrina, Paran&aacute;, Brasil, recordo a sua exig&ecirc;ncia pedag&oacute;gica e a sua tranquilidade sempre fleumaticamente humorada, a par com uma aguda consci&ecirc;ncia social. Ronaldo Oliveira &eacute; tamb&eacute;m um autor a quem a revista deve importantes contributos ao longo do tempo (Oliveira, 2014a; 2014b; Oliveira &amp; Bittencourt, 2015), para al&eacute;m da presen&ccedil;a t&atilde;o eficaz de ambos na concretiza&ccedil;&atilde;o do Congresso Mat&eacute;riaPrima, este dedicado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica.</p>     <p>Almerinda da Silva Lopes (Vit&oacute;ria, Esp&iacute;rito Santo, Brasil), no artigo "A s&eacute;rie Topofilia de James Kudo," apresenta esta s&eacute;rie, do artista brasileiro James Kudo (n. em Pereira Barreto, SP, Brasil, 1967) que tamb&eacute;m pode refletir de algum modo o ex&iacute;lio do desalojado, do desenra&iacute;zado, provocado neste caso por uma grande barragem que engoliu a casa de origem.</p>     <p>O artigo "Zellige y creacion contemporanea: la visi&oacute;nactual de Hicham Lahlou y Younes Duret," de Amine Asselman (Marrocos, e Pontevedra, Espanha), estuda a influ&ecirc;ncia que os motivos alicatados do norte de &Aacute;frica e da pen&iacute;nsula ib&eacute;rica exercem sobre designers contempor&acirc;neos, como Younes Duret (n. Casablanca) e do seu atelier (URL: <a href="http://younesdesign.com/" target="_blank">http://younesdesign.com/</a> ), ou como Hicham Lahlou (n. 1973, Rabat, Marrocos) e seu atelier (URL: <a href="http://www.hichamlahlou.com/" target="_blank">http://www.hichamlahlou.com/</a> ), apontando uma tend&ecirc;ncia de explora&ccedil;&atilde;o formal em produtos de design requintado.</p>     <p>Artur Ramos (Lisboa, Portugal), em "Lu&iacute;s Herberto, uma representa&ccedil;&atilde;o audaciosa," aborda a obra deste pintor (n. 1966, em Angra do Hero&iacute;smo, A&ccedil;ores, Portugal). &Eacute; uma leitura pr&oacute;xima dos materiais e dos procedimentos pl&aacute;sticos evidenciados na densa produ&ccedil;&atilde;o de Lu&iacute;s Herberto, com uma especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; figura humana.</p>     <p>No artigo "'El artista capaz': un proyecto pict&oacute;rico de Bea S&aacute;nchez para alentar a los creadores emergentes en el actual sistema del arte," Mar&iacute;a Dolores Gallego (Granada, Espanha) &eacute; tratada a obra da pintora emergente Bea S&aacute;nchez (n. 1986,</p>     <p>Ja&eacute;n, Espanha) em que a pr&aacute;tica art&iacute;stica se cruza com a auto-referencialidade do <i>art world</i> e dos padr&otilde;es de sucesso para um artista na era dos m&eacute;dia globais.</p>     <p>Teresa Matos Pereira (Lisboa, Portugal), em "A pele bordada, o corpo presente e o tempo tang&iacute;vel na obra de Ana Teresa Barboza" apresenta a obra de Ana Teresa Barboza (n. 1981, Lima, Per&uacute;) em que o textil &eacute; explorado na sua conota&ccedil;&atilde;o de subalternidade enquanto quest&atilde;o pol&iacute;tica sobre o g&eacute;nero. O bordado torna-se perfurante, o corpo surge exposto &agrave; tens&atilde;o entre o lavor e a pele. Marilice Corona (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil), no artigo "A 'S&eacute;rie Tr&aacute;gica' de Fl&aacute;vio de Carvalho: o desenho como urg&ecirc;ncia e elabora&ccedil;&atilde;o," aprofunda a muito particular "S&eacute;rie Tr&aacute;gica Minha M&atilde;e Morrendo" (1947), do arquiteto e artista perform&aacute;tico brasileiro Fl&aacute;vio de Carvalho, (Brasil, 18991973). Conhecido pela sua <i>experi&ecirc;ncia n&ordm; 2</i>, de 1931, em que atravessa em sentido contr&aacute;rio, e de bon&eacute; na cabe&ccedil;a, uma prociss&atilde;o de <i>Corpus Christi</i>, ou pela sua <i>experi&ecirc;ncia n&ordm; 3</i>, de 1956 em que circula em S&atilde;o Paulo com o seu <i>new look</i>, uma saia de brim e <i>nylon</i> (Barachini, 2011).</p>     <p>Em "La presencia del paisaje heterot&oacute;pico en la obra de Julio Sarrami&aacute;n," Alba Cort&eacute;s (Sevilha, Espanha), apresenta Sarrami&aacute;n (n. Logro&ntilde;o, Espanha, 1981), pintor que combina a paisagem com as suas formas de registo e observa&ccedil;&atilde;o para uma explora&ccedil;&atilde;o pl&aacute;stica.</p>     <p>Halisson da Silva (Coimbra, Portugal), em "A limpeza do v&aacute;cuo nos desenhos de Ant&oacute;nio Olaio," aborda a exposi&ccedil;&atilde;o de 2017 "Cleaning up the vacuum", de Ant&oacute;nio Olaio (n. 1963, S&aacute; da Bandeira, Angola), onde se apresentam desenhos e pinturas a &oacute;leo que exploram o paradoxo de um gesto de atrito e dissipa&ccedil;&atilde;o resultar em menor entropia, o desenho, ou v&aacute;cuo eliminado.</p>     <p>No artigo "La mitificaci&oacute;n de la muerte en la pintura de Elda Di Malio," Mihaela de Barrio (Lima, Peru, e Rom&eacute;nia) debru&ccedil;a-se sobre a obra de uma pintora peruana &#8211; a segunda que &eacute; abordada nesta edi&ccedil;&atilde;o da Revista Est&uacute;dio. Elda Di Malio (1946-2017) &eacute; autora de um conjunto de desenhos que exploram a figura humana com lirismo po&eacute;tico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cl&aacute;udia Matos Pereira (Brasil, e Lisboa, Portugal), no artigo "Il&iacute;dio Salteiro: Pensamento, Partilha e Comunica&ccedil;&atilde;o Visual, a pintura contempor&acirc;nea como ato de 'Religare'" apresenta a obra de Il&iacute;dio Salteiro (n. 1953, Alcoba&ccedil;a, Portugal) enquadrando algumas das suas fases e exposi&ccedil;&otilde;es assim como aspectos da sua incessante criatividade, que toma alguns elementos com especial enfase (Queiroz, 2013) como a casa, a ponte, a montanha.</p>     <p>O artigo "Bego Ant&oacute;n: em busca de singularidades" de Susana Rocha (Lisboa, Portugal) debru&ccedil;a-se sobre a obra da fot&oacute;grafa basca Bego Ant&oacute;n (n. Bilbao, Espanha) que conjuga o rigor compositivo e o olhar selectivo sobre pessoas isoladas dentro de cren&ccedil;as idiossincr&aacute;ticas (o treino espetacular de c&atilde;es, a aldeia que acredita ter sido visitada por extraterrestres) enfatizando uma profunda solid&atilde;o contempor&acirc;nea.</p>     <p>Maristela Salvatori (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil), no artigo "Um recorte da produ&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica de Nilza Haertel: 1980 a 1990" apresenta o resgate do esp&oacute;lio da professora e gravadora Nilza Haertel (1942 2014), antiga professora na Universidade Federal de Rio Grande do Sul, no Instituto das Artes, em Porto Alegre, Brasil, feito atrav&eacute;s da conserva&ccedil;&atilde;o e da exposi&ccedil;&atilde;o desta obra importante e expressiva.</p>     <p>Em "A quest&atilde;o racial nas obras de C&acirc;ndido Portinari" os autores Norberto Stori &amp; Romero Maranh&atilde;o (S&atilde;o Paulo, Brasil) estabelecem uma abordagem diferente &agrave; obra de C&acirc;ndido Portinari (1903-1962), detendo-se sobre a quest&atilde;o racial. A obra deste artista seria uma importante influ&ecirc;ncia para toda a gera&ccedil;&atilde;o neo-realista portuguesa de 1940 em diante (Queiroz, 2018).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Arte independente e reinventada</b></p>     <p>A auto descoloniza&ccedil;&atilde;o &eacute; urgente e precisa de uma arte atenta, mais independente, inclusiva e mobilizante. Talvez seja esta uma viragem por fazer: a de constituir uma vanguarda anti ideol&oacute;gica que seja pervasiva e eficiente, quem sabe se utilizando as armas do inimigo, os formatos virtuais. Ou ent&atilde;o uma express&atilde;o em que os autores consigam circular as suas obras, que, mesmo que o possam fazer, ser&aacute; uma ocasi&atilde;o de combate desigual: os n&uacute;meros dos operadores s&atilde;o esmagadores, e exigem alguma grande reinven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Queiroz, Jo&atilde;o Paulo (2018) "Bet&acirc;mio: desafios para uma educa&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica da realidade &agrave; verdade" In Jo&atilde;o Paulo Queiroz &amp; Elisabete Oliveira (2018) <i>Bet&acirc;mio de Almeida (1920-1985): a pintura de um educador pela arte</i>. Cole&ccedil;&atilde;o CIEBA Educa&ccedil;&atilde;o Artistica. Lisboa: Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas Artes, Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa. pp. 33-56. ISBN 978-989-8771-94-0 URL: <a href="https://drive.google.com/file/d/1wx9aaydtLCnfMXY2RwgOAgZ9ei QHMM2c/view?usp=sharing" target="_blank">https://drive.google.com/file/d/1wx9aaydtLCnfMXY2RwgOAgZ9ei QHMM2c/view?usp=sharing</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459002&pid=S1647-6158201800020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Queiroz, Jo&atilde;o Paulo (2013) "Propostas para 'o centro do mundo:' as pinturas de Il&iacute;dio Salteiro" <i>Revista :Est&uacute;dio.</i> ISSN 1647-6158, e-ISSN 1647-7316. Vol. 4 (8) pp. 310-319. URL: <a href="http://www.scielo.mec.pt/ pdf/est/v4n8/v4n8a42.pdf" target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/ pdf/est/v4n8/v4n8a42.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459003&pid=S1647-6158201800020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barachini, Teresinha (2011) "Contraposi&ccedil;&otilde;es do performer Fl&aacute;vio de Carvalho". <i>Revista :Est&uacute;dio</i>. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3):<i></i> 199-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459004&pid=S1647-6158201800020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez Fari&ntilde;a, Almudena (2010) <i>Lo que la pintura no es. La l&oacute;gica de la negaci&oacute;n como afirmaci&oacute;n del campo expandido en la pintura</i>. Col. Arte y Est&eacute;tica. Pontevedra: Diputaci&oacute;n de Pontevedra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459006&pid=S1647-6158201800020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meana, Juan Carlos (2001) <i>El espacio entre las cosas</i>, Arte y Est&eacute;tica, Diputaci&oacute;n de Pontevedra. Pontevedra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459008&pid=S1647-6158201800020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stratico, Fernando A. (2012) "A rela&ccedil;&atilde;o corpo/objeto e o discurso po&eacute;tico das proposi&ccedil;&otilde;es de Lygia Clark." <i>Revista :Est&uacute;dio</i>. ISSN 1647-6158. Vol. 3, (5):<i></i> 142-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459010&pid=S1647-6158201800020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, Ronaldo Alexandre de, &amp; Bittencourt, C&acirc;ndida Alayde de Carvalho. (2015). Elo&iacute;sa Cartonera: aproxima&ccedil;&otilde;es entre arte, cultura e processos de cria&ccedil;&atilde;o colaborativos. <i>Revista :Est&uacute;dio</i>, <i>6</i>(11), 202-213. Recuperado em 04 de abril de 2018, de <a href="http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-61582015000100021&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-61582015000100021&lng=pt&tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459012&pid=S1647-6158201800020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, Ronaldo Alexandre de. (2014a). As xilogravuras de Amilton Damas e seu processo de forma&ccedil;&atilde;o. <i>Revista</i> <i>:Est&uacute;dio</i>, <i>5</i>(9), 222-229. URL: <a href="http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-61582014000100026&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-61582014000100026&lng=pt&tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1459014&pid=S1647-6158201800020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, Ronaldo Alexandre de. (2014b). O Sentido Dial&oacute;gico e Transformador da Obra de M&ocirc;nica Nador. <i>Revista :Est&uacute;dio</i>, <i>5</i>(9), 170-178. 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