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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Arte e as palavras escondidas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Sometimes words can be hidden before they are spoken, and the artist or poet has the ability to reveal them. They are difficult things, because they are difficult to access, only they are franked by poets and artists. Thus these artists, summoned by other artists, announce themselves alive by the look of affinity, by the convergence beyond the visible, by the close complicity. This is how the articles in this issue of Estudio 23 come together.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>A Arte e as palavras escondidas</b></p>     <p><b>Art and hidden words</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Paulo Queiroz*</b></p>     <p>*Portugal. Editor da Revista Est&uacute;dio.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas Artes 14, 1249-058 Lisboa, Portugal.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>&Agrave;s vezes as palavras podem ser escondidas antes de ser ditas, cabendo ao artista, ou ao poeta, a capacidade de as revelar. S&atilde;o coisas dif&iacute;ceis, pois tratam-se de coisas de dif&iacute;cil acesso, apenas franqueadas pelos poetas e artistas. E estes artistas, convocados por outros artistas, se anunciam vivos pelo olhar da afinidade, pela converg&ecirc;ncia para l&aacute; do vis&iacute;vel, pela cumplicidade assinalada. Assim se reunem os artigos deste n&uacute;mero da revista Est&uacute;dio 23.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> Palavras / desenhos / arte / risco.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>Sometimes words can be hidden before they are spoken, and the artist or poet has the ability to reveal them. They are difficult things, because they are difficult to access, only they are franked by poets and artists. Thus these artists, summoned by other artists, announce themselves alive by the look of affinity, by the convergence beyond the visible, by the close complicity. This is how the articles in this issue of Estudio 23 come together.</p>     <p><b>Keywords:</b> Words / drawings / art / risk.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&Agrave;s vezes as palavras podem ser escondidas antes de ser ditas, cabendo ao artista, ou ao poeta, a capacidade m&aacute;gica de as revelar. S&atilde;o coisas dif&iacute;ceis, pois tratam-se de coisas de dif&iacute;cil acesso, franqueadas pelos poetas e artistas. Assim como <i>CATAR FEIJ&Atilde;O</I>, como conta Jo&atilde;o Cabral de Melo Neto, em poema dedicado a Alexandre O'Neill, que o excelente Omar Khouri, sempre s&aacute;bio a relacionar saberes e fazeres, me trouxe de S&atilde;o Paulo por mensagem eletrizante:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>    <p>Catar feij&atilde;o se limita com escrever:</p>     <p>joga-se os gr&atilde;os na &aacute;gua do alguidar</p>      <p>e as palavras na folha de papel;</p>     <p>e depois, joga-se fora o que boiar.</p>      <p>(&#8230;)</p>     <p>Ora, nesse catar feij&atilde;o entra um risco:</p>     <p>o de que entre os gr&atilde;os pesados entre</p>      <p>um gr&atilde;o qualquer, pedra ou indigesto,</p>      <p>um gr&atilde;o imastig&aacute;vel, de quebrar dente.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Certo n&atilde;o, quando ao catar palavras:</p>     <p>a pedra d&aacute; &agrave; frase seu gr&atilde;o mais vivo:</p>     <p>obstrui a leitura fluviante, flutual,</p>      <p>a&ccedil;ula a aten&ccedil;&atilde;o, isca-a como o risco.</p>     <p>&#8212; Jo&atilde;o Cabral de Melo Neto</p></blockquote>     <p>Assim entra o risco, o arriscado tra&ccedil;o, o apagamento dos vazios com que a arte consegue concretizar o indiz&iacute;vel. De muitos riscos ocorrem tra&ccedil;os, rostos, linhas, esgares. Percursos vadios que ensinam as linhas do caminho, e dos caminhos. Os desenhos s&oacute; come&ccedil;am, e n&atilde;o acabam.</p>     <p>Assim estes artistas, convocados por outros artistas, se anunciam vivos pelo olhar da afinidade, pela converg&ecirc;ncia para l&aacute; do vis&iacute;vel, pela cumplicidade assinalada.</p>     <p>No artigo "Natureza e Linguagem, Grafia e Organicidade: um estudo cr&iacute;tico sobre a S&eacute;rie Plantas de Sylvia Furegatti," Marcos Rizolli (S&atilde;o Paulo, SP, Brasil) apresenta a obra de Furegatti, que articula instala&ccedil;&otilde;es de desenho, fotografia e objetos, numa proposta expressiva explorando os materiais org&acirc;nicos e apressenta&ccedil;&otilde;es visuais sobre sobre epidermes, humanas ou vegetais, com uma referencialidade &agrave; vida, &agrave; mem&oacute;ria e &agrave; linguagem.</p>     <p>Cristina Susigan (S&atilde;o Paulo. SP, Brasil), no texto "Jonathas de Andrade: a tens&atilde;o cr&iacute;tica entre a palavra e a imagem" aborda a obra de Jonathas de Andrade (n. 1982, Macei&oacute;, Alagoas, Brasil) que explora as possibilidades colaborativas apoiadas em materiais variados e instala&ccedil;&otilde;es de filmes e de fotografias, prestando aten&ccedil;&atilde;o aos temas sociais e raciais. A referr&ecirc;ncia A Paulo Freire &eacute; reinterpretada, propondo uma "Educa&ccedil;&atilde;o para adultos" em 60 cartazes tomando como protagonistas 5 lavadeiras e uma costureira, da Associa&ccedil;&atilde;o de Lavadeiras e Costureiras de Casa Amarela, no Recife explorando com novas justaposi&ccedil;&otilde;es entre palavra e imagem o m&eacute;todo de palavras chave baseadas no quotidiano e nas intera&ccedil;&otilde;es dos adultos (Freire, 1989; 2014). A proposta dos cartazes com uma rela&ccedil;&atilde;o palavra / imagem &eacute; consciente e oportuna em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s car&ecirc;ncias da sociedade actual (Queiroz, 2015), sendo ao mesmo tempo curiosamente pr&oacute;xima das formula&ccedil;&otilde;es da arte contempor&acirc;nea.</p>     <p>Em "Ana Ria&ntilde;o: Redes sociales y arte Post-Internet," Marta L&oacute;pez L&oacute;pez (Pontevedra, Espanha) apresenta uma inst&acirc;ncia da apropria&ccedil;&atilde;o da pintura das formula&ccedil;&otilde;es palavra / imagem correntemente hegem&oacute;nicas, como s&atilde;o as p&aacute;ginas de <i>facebook, Instagram</i> ou <i>Twitter</i>. A ironia de se propor uma p&aacute;gina de <i>facebook</i> de Ingres, pintada a &oacute;leo sobre tela, e com os seus "amigos" e conex&otilde;es de interesse, "seguidores" e "gostos" &eacute; uma forma de expor os abismos que parecem aumentar entre a tradi&ccedil;&atilde;o museol&oacute;gica e as manifesta&ccedil;&otilde;es urbanas de massas. Haver&aacute; alguma aproxima&ccedil;&atilde;o a uma ironia sobre a "infirmitati", ou a atual "fraqueza anal&oacute;gica" (Queiroz, 2016a ; 2016b) que se observa no quotidiano e influencia as crian&ccedil;as desde muito pequenas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Margarida P. Prieto (Lisboa, Portugal) no artigo "Jo&atilde;o Paulo Queiroz: a imagem de uma imagem" faz uma leitura enquadradora da produ&ccedil;&atilde;o na paisagem e no terreno, em pintura e em fotografia, expondo algumas das motiva&ccedil;&otilde;es deste trabalho continuado, uma longa s&eacute;rie.</p>     <p>No artigo "El espectador solitario: el objeto metaf&iacute;sico de Bego&ntilde;a Garc&iacute;aAl&eacute;n" Julia Huete (Pontevedra, Espanha) apresenta uma leitura sobre as obras de Bego&ntilde;a Garc&iacute;a (n. Pontevedra, 1989), especificamente sobre o seu livro "Nuevas Estructuras", publicado en 2016, que se apropriam da linguagem da banda desenhada e da ilustra&ccedil;&atilde;o para proporem novas significa&ccedil;&otilde;es a partir dos conte&uacute;dos lisos e neutros de um poss&iacute;vel manual de aprendizagem matizado com as justaposi&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas dos signos on&iacute;ricos, fazendo recordar algumas das colagens dos antigos surrealistas: &eacute; preciso construir casas para os p&aacute;ssaros, antes que a tempestade chegue.</p>     <p>B&aacute;rbara Mol (Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil) em "'O espectador fot&oacute;grafo: Z&eacute;non Pi&eacute;ters' e o livro como espa&ccedil;o para as imagens de Patricia FrancaHuchet" debru&ccedil;a-se sobre o heter&oacute;nimo de Patr&iacute;cia Franca-Huchet, Z&eacute;non Pi&eacute;ters, um fot&oacute;grafo ficcionado que produz imagens sobre as pinturas, sobre os seus lilmites e molduras, num gesto l&uacute;dico de autoreferencialidade que recorda as instala&ccedil;&otilde;es pict&oacute;ricas de Rui Macedo (Queiroz, 2018).</p>     <p>Em "Constru&ccedil;&otilde;es imag&eacute;ticas em Odires Ml&aacute;szho: um percurso gr&aacute;fico de formaliza&ccedil;&otilde;es diante da fotografia constru&iacute;da," Jos&eacute; Marcos Carvalho (Marab&aacute;, Par&aacute;, Brasil) introduz o autodidata Odires Ml&aacute;szho (Mandirituba, Curitiba, Paran&aacute;, 1960) que apropriando-se de imagens pr&eacute; existentes prop&otilde;e justaposi&ccedil;&otilde;es entre fotografias austeras de est&aacute;tuas da antiguidade com partes de rostos de an&oacute;nimos do s&eacute;culo XX, resultando num conjunto de express&otilde;es vivas na sua inquietude silenciosa, que j&aacute; despertaram aten&ccedil;&otilde;es em Portugal em anterior ocasi&atilde;o (no Congresso CSO de 2015) e resultado em artigo (Paim, 2015).</p>     <p>Javier Dom&iacute;nguez Mu&ntilde;ino (Sevilla, Espanha) no artigo "Gesto, luz y pedagog&iacute;a ecol&oacute;gica en la obra de Mart&iacute;nez-Tormo" apresenta a obra de Hugo Mart&iacute;nezTormo (n. Valencia, Espanha, 1979), graduado em engenharia agr&iacute;cola e em artes. Propondo instala&ccedil;&otilde;es intermedia, abordando os temas da sustentabilidade em projetos como o CO2, de 2009, ou "El vuelo de los &aacute;rboles" de 2013.</p>     <p>No artigo "Apropria&ccedil;&atilde;o e simulacro como estrat&eacute;gia de legitima&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, um caso de estudo: Sandra Gamarra," Domingos Loureiro (Porto, Portugal) aborda os artistas que tomam as obras de outros artistas como referentes, e que levam as discuss&otilde;es da autoria perto dos limites da &eacute;tica art&iacute;stica, ou da jurisprud&ecirc;ncia. A auto-referencialidade &eacute; um dos campos para o questionameto concepto pop que t&ecirc;m vindo a ser propostos, inst&acirc;ncias de interroga&ccedil;&atilde;o das regras do mundo da arte e uma das bases da arte contempor&acirc;nea, como o <i>ready-made</i> e, antes de mais, a colagem.</p>     <p>Mar&iacute;a del Mar Ram&oacute;n (Pontevedra, Espanha) em "Relaciones entre cuerpo y espacio: construir, habitar, pensar, desde la perspectiva de Estela Miguel" apresenta a obra desta artista graduada em Cuenca, Espanha, com Master em Bilbau e uma est&acirc;ncia em Porto Alegre, Brasil. A artista convoca os materiais cer&acirc;micos para criar formas que aludem &agrave;s artes menores, com alguma problematiza&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o do trabalho em rela&ccedil;&atilde;o ao g&eacute;nero.</p>     <p>No artigo "Del LaGrace Volcano: 'terrorismo de g&eacute;nero em part-time'," Lu&iacute;s Herberto (Lisboa e Covilh&atilde;, Portugal) aborda o fot&oacute;gafo norte-americano Del LaGrace Volcano (n. 1957), expondo auto-retratos com os atributos culturais da esfera queer, interrogando as oposi&ccedil;&otilde;es bin&aacute;rias em benef&iacute;cio de uma maior difus&atilde;o e performatividade do g&eacute;nero. As suas produ&ccedil;&otilde;es fotogr&aacute;ficas participam festivamente do ativismo nesta &aacute;rea que veio a assumir grande relevo em quase todo o mundo.</p>     <p>Jo&atilde;o Castro Silva (Lisboa, Portugal) no artigo "Maria Lino: a escultura como modo de vida" aborda a obra da escultora Maria Lino (n. 1944, em Feital, Trancoso, Portugal) que depois de uma forma&ccedil;&atilde;o nas escolas de Belas Artes portuguesas ir&aacute; frequentar, ainda antes da revolu&ccedil;&atilde;o de 1974, a escola de artes de Hamburgo, na ent&atilde;o Alemanha Federal. Empregando o Talhe directo na madeira, revelando as estruturas org&acirc;nicas, e partindo delas para construir as suas pe&ccedil;as persistentes e prolixas.</p>     <p>No artigo "Encobrimentos e (des)rostifica&ccedil;&otilde;es nos autorretratos de Nino Cais," Karine Vieira (Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil) introduz-se o trabalho de de Nino Cais (S&atilde;o Paulo, Brasil, 1969), autorretratos encobertos por objetos e tecidos dom&eacute;sticos, numa anula&ccedil;&atilde;o da m&aacute;scara atrav&eacute;s de uma camuflagem h&iacute;brida, parecendo problematizar a identidade e as m&aacute;scaras subjetivas. Concepci&oacute;n Elorza &amp; Arturo Cancio (Bilbau, Espanha) no artigo "Arte y plusval&iacute;as: Reflexiones en torno a las ficciones econ&oacute;mica y emocional que genera 'C&oacute;mo doblar tu dinero,' 2008-10 de Daniel Silvo" apresenta a poesia visual, ir&oacute;nica da proposta de Daniel Silvo (C&aacute;diz, 1982) concebida em plena crise financeira, explorando o duplo sentido de "doblar", dobrar e tornar no seu dobro, fornecendo instru&ccedil;&otilde;es como obter pequenos origami com c&eacute;dulas banc&aacute;rias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em "&Eacute;der Oliveira, a Amaz&ocirc;nia n&atilde;o &eacute; para os fracos," Orlando Franco Maneschy (Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil) apresenta o trabalho de &Eacute;der Oliveira (n. 1983, Timboteua, Par&aacute;, na Amaz&oacute;nia, Brasil). &Eacute; um trabalho que cruza as camadas de sentido cultural de modo desconcertante. Os retratos de criminosos, muito deles caboclos, que surgem estampados na imprensa sensacionalista, antes doseu julgamento, s&atilde;o depois apropriados pelo pintor para os elevar &aacute; condi&ccedil;&atilde;o pintura, de grandes dimens&otilde;es, para sair da folha de jornal para a parede da Galeria. O resultado &eacute; uma invers&atilde;o de fase social: o p&uacute;blico &eacute; exigente, o olhar do retratado adquire outra vertente diferente, a realidade passa a ser vista de nova forma.</p>     <p>Daniela Mendes Cidade (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil) em "O inconsciente em Fercho Marqu&eacute;z: reflex&otilde;es sobre o estado nascente da escultura" introduz o trabalho de Fercho Marqu&egrave;z (Guara&ccedil;a&iacute;, S&atilde;o Paulo, Brasil, 1992) que explora os materiais liquefeitos confinados e coagulados, numa est&eacute;tica de arquivo e de domina&ccedil;&atilde;o em vest&iacute;gio.</p>     <p>No artigo "Hist&oacute;rias fora da ordem: agenciamentos entre Livia Flores e Cl&oacute;vis Aparecido dos Santos" os autores Beatriz Pimenta Velloso &amp; Raylton Zaranza (Rio de Janeiro, RJ, Brasil) apresentam a obra de dois artistas contempor&atilde;neos do Brasil: Livia Flores (n. Rio de Janeiro, 1959) pintora, escultora, e artista multimedia, e Cl&oacute;vis Aparecido dos Santos (n. 1960, Avar&eacute;, S&atilde;o Paulo, Brasil). Livia conheceu Cl&oacute;vis na Fazenda Mindelo (acolhimento de popula&ccedil;&atilde;o de rua) no Rio de Janeiro. Cl&oacute;vis, migrante que veio a p&eacute; desde Avar&eacute;. Livia transportou o trabalho de Cl&oacute;vis da Fazenda para a Galeria de Arte, resultando propostas de objetos encontrados (como os tacos do ch&atilde;o da Galeria). Cl&oacute;vis tem como anteceente a produ&ccedil;&atilde;o compulsiva de Bispo do Ros&aacute;rio: evade-se da col&oacute;nia, para depois regressar, caminhando ao longo de rodovias vastas e sem espa&ccedil;o.</p>     <p>Os espa&ccedil;os s&atilde;o atravessados por pessoas ou as terras que as fazem vivas. Sobre ela, os caminhantes, sempre pequenos, mas cientes que ao fim do caminho ser&atilde;o diferentes. Olhando para tr&aacute;s, a surpresa do caminho que l&aacute; vai. Para a frente uma inc&oacute;gnita, n&atilde;o saber quem vem. Pelo meio, a respira&ccedil;&atilde;o dos vivos, dos que amam e gostam de o deixar desenhado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Freire, Paulo (1989) "A import&acirc;ncia do ato de ler" in <i>A import&acirc;ncia do ato de ler em tr&ecirc;s artigos que se completam</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez, 1989. &#91;Consult. 2015-05-08&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/paulofreire/paulo_freire_a_importancia_do_ato_de_ler.pdf" target="_blank">http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/paulofreire/paulo_freire_a_importancia_do_ato_de_ler.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460647&pid=S1647-6158201800030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freire, Paulo. (2014) <i>Pedagogia do oprimido</i>. Rio de Janeiro: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460648&pid=S1647-6158201800030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Khouri, Omar. "The intersemiotic 'facturas' of Paulo Miranda, a post-verse era poet/As facturas intersemioticas de Paulo Miranda, um poeta da era pos-verso." CROMA, no. 4, 2014, p. 125+. Academic OneFile, Accessed 4 Apr. 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460650&pid=S1647-6158201800030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paim, Ivana Soares (2015) "Olhos que fascinam: reminisc&ecirc;ncias da morte nas fotomontagens de Odires Ml&aacute;szho." <i>Revista Gama, Estudos Art&iacute;sticos.</i> ISSN 2182-8539, e-ISSN 2182-8725. Vol. 3 (5): 176-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460652&pid=S1647-6158201800030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Queiroz, Jo&atilde;o Paulo (2015) "Os perigos na Mat&eacute;ria-Prima da educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica." <i>Revista Mat&eacute;ria-Prima</i>. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 3 (1): 14-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460654&pid=S1647-6158201800030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Queiroz, Jo&atilde;o Paulo (2016a) "Educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e a 'infirmitati,' ou a fraqueza anal&oacute;gica." <i>Revista Mat&eacute;ria-Prima.</i> ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 4 (2) maio-agosto: 12-17. URL: <a href="https://drive.google.com/open?id=131F9ZBSZr4VotjfN MIaT4iNeOuEigK2s" target="_blank">https://drive.google.com/open?id=131F9ZBSZr4VotjfN MIaT4iNeOuEigK2s</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460656&pid=S1647-6158201800030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Queiroz. Jo&atilde;o Paulo (2016b) "Educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, casos e realidades: 'infirmitati,' ou a fraqueza anal&oacute;gica". In <i>Novos Lugares para a Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica</i>. Lisboa: Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa &amp; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes. pp. 379-86. ISBN: 978-989-8771-44-5. URL: <a href="https://drive.google.com/file/d/1o6QYwBLi_uNlGMqYO-LZfIVa8NSkmtRx/view?usp=sharing" target="_blank">https://drive.google.com/file/d/1o6QYwBLi_uNlGMqYO-LZfIVa8NSkmtRx/view?usp=sharing</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460657&pid=S1647-6158201800030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Queiroz, Jo&atilde;o Paulo (2018) "Rui Macedo: o pintor, o fingidor, a cole&ccedil;&atilde;o e o ladr&atilde;o dela" In Macedo, Rui; Elderton, Louisa; Sturgis, Daniel; Queiroz, Jo&atilde;o Paulo, (2018), A new perspective on Alexander M. Collection &amp; Against the grain. Loures, pp. 28-40. ISBN: 978-972-9142-54-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1460658&pid=S1647-6158201800030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Enviado a 11 de mar&ccedil;o de 2018 e aprovado a 16 de mar&ccedil;o de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt"> j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt</a> (Jo&atilde;o Paulo Queiroz)</p>      ]]></body><back>
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