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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Construções imagéticas em Odires Mlászho: um percurso gráfico de formalizações diante da fotografia construída]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Odires Mlászho (José Odires Micoski), Brazilian artist has built his poetic course on a series of procedures related to photographic images and collages, developing an interesting expressive course. His poetic journey uses appropriations of photographic images of books, periodicals and albums using them in his repertoire. He produces substantial work in the visual field being an artist recognized and awarded in Brazil.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Constru&ccedil;&otilde;es imag&eacute;ticas em Odires Ml&aacute;szho: um percurso gr&aacute;fico de formaliza&ccedil;&otilde;es diante da fotografia constru&iacute;da</b></p>     <p><b>Image constructions in Odires Ml&aacute;szho: a graphical route of formalizations in front of the constructed photograph</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jos&eacute; Marcos Cavalcanti de Carvalho*</b></p>     <p>*Brasil, fot&oacute;grafo, designer gr&aacute;fico, artista visual.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Federal do Sul e Sudeste do Par&aacute;, Faculdade de Artes Visuais, Curso de Licenciatura em Artes Visuais. Avenida dos Ip&ecirc;s, s/n, Cidade Universit&aacute;ria, Loteamento Cidade Jardim, Marab&aacute; /PA CEP 68500-000, Brasil.<b></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>Odires Ml&aacute;szho (Jos&eacute; Odires Micoski), artista pl&aacute;stico brasileiro tem constru&iacute;do seu percurso po&eacute;tico sobre uma s&eacute;rie de procedimentos relacionados com imagens fotogr&aacute;ficas e colagens, desenvolvendo um interessante percurso expressivo. Seu percurso po&eacute;tico utiliza apropria&ccedil;&otilde;es de imagens fotogr&aacute;ficas de livros, peri&oacute;dicos e &aacute;lbuns utilizando-as no seu repert&oacute;rio. Produz um trabalho substancial no &acirc;mbito visual, sendo um artista reconhecido e premiado no Brasil.</p>      <p><b>Palavras chave:</b> Apropria&ccedil;&atilde;o / fotografia / colagens / arte gr&aacute;fica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>Odires Ml&aacute;szho (Jos&eacute; Odires Micoski), Brazilian artist has built his poetic course on a series of procedures related to photographic images and collages, developing an interesting expressive course. His poetic journey uses appropriations of photographic images of books, periodicals and albums using them in his repertoire. He produces substantial work in the visual field being an artist recognized and awarded in Brazil.</p>     <p><b>Keywords:</b> Ownership / photography / collages / graphic art.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Odires Ml&aacute;szho, brasileiro, artista pl&aacute;stico. &Eacute; um artista que utiliza a fotografia como escopo para sua po&eacute;tica. Seus procedimentos est&eacute;ticos est&atilde;o relacionados &agrave; ressignifica&ccedil;&atilde;o de imagens que j&aacute; estiveram dentro do circuito da comunica&ccedil;&atilde;o, imagens reproduzidas graficamente em livros. Na sua pesquisa procedimental utiliza uma s&eacute;rie de t&eacute;cnicas como a colagem, a frottagem, o ajuntamento, e a utiliza&ccedil;&atilde;o por apropria&ccedil;&atilde;o de imagens inserindo-as novamente em circula&ccedil;&atilde;o a partir do campo de frui&ccedil;&atilde;o da arte. Ele trabalha com fotografias antigas dando novo significado visual e conceitual a essas, por interm&eacute;dio do repert&oacute;rio de imagens angariadas que ele contrap&otilde;e formalmente nas suas obras. Partindo de uma pesquisa minuciosa em livros antigos para conseguir o material necess&aacute;rio &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de suas obras, buscando-os em sebos (loja de livros antigos e/ou de segunda m&atilde;o) na cidade de S&atilde;o Paulo, onde reside.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos procedimentos do artista &eacute; desenvolver uma percep&ccedil;&atilde;o estrutural em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s fotografias, encontrando nelas dimens&otilde;es visuais que ir&atilde;o propiciar uma justaposi&ccedil;&atilde;o dos elementos constitutivos de cada uma das imagens utilizadas nas suas colagens. A percep&ccedil;&atilde;o agu&ccedil;ada do artista consegue estabelecer estas rela&ccedil;&otilde;es por proximidade formal utilizando-as para a realiza&ccedil;&atilde;o das suas imagens. Apropria-se das imagens ressignificando-as, alterando suas caracter&iacute;sticas visuais e compositivas em interessantes arranjos para torn&aacute;-las novamente um produto dispon&iacute;vel para consumo.</p>     <p>Sua produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; alicer&ccedil;ada nos processos e t&eacute;cnicas de reprodu&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica industrial, principalmente na utiliza&ccedil;&atilde;o dos materiais produzidos por essas t&eacute;cnicas como os livros, as letras transfer&iacute;veis por decalque conhecidas por Letraset, acetatos, e principalmente a utiliza&ccedil;&atilde;o defotografias que j&aacute; foram impressas epostas em circula&ccedil;&atilde;o por interm&eacute;dio dos livros obtidos nas suas incurs&otilde;es aos sebos. O trabalho do artista traz nas suas obras elementos gr&aacute;ficos formais, em virtude da utiliza&ccedil;&atilde;o de diversos procedimentos advindos de outras linguagens art&iacute;sticas de como: a gr&aacute;fica e a pict&oacute;rica. Fazendo uso de colagens, escarifica&ccedil;&atilde;o, esfolia&ccedil;&atilde;o, camouflage, etc. Utiliza na composi&ccedil;&atilde;o das imagens camadas de significados, e em virtude da ordena&ccedil;&atilde;o de diversas outras materialidades na produ&ccedil;&atilde;o de seus originais (constru&iacute;dos) amplificando as rela&ccedil;&otilde;es significantes das suas obras, procedimentos que s&atilde;o relacionados com a fotografia em expans&atilde;o contempor&acirc;nea, segundo Fernandes Junior (2002: 246):</p>     <blockquote>    <p><i>Para Odires, que trabalha por apropria&ccedil;&atilde;o, sua busca &eacute; de um universo de imagens j&aacute; circuladas que, ap&oacute;s seu trabalho criativo, s&atilde;o reinseridas no circuito comunicacional. Para produzir e concretizar suas s&eacute;ries, ele tornou-se um ass&iacute;duo e compulsivo frequentador de sebos do centro velho da cidade de S&atilde;o Paulo. Antes disso o livro j&aacute; fazia parte do seu universo, mas como objeto de devo&ccedil;&atilde;o</i> &#91;&#8230;&#93;<i> O livro para um leitor contumaz com Odires, era considerado um objeto raro, mas deveria se transformar.</i></p> </blockquote>     <p>Uma das necessidades dos fot&oacute;grafos &eacute; o dom&iacute;nio da luz, sendo o entendimento da articula&ccedil;&atilde;o desta o elemento fundamental da sua pr&aacute;tica. O fot&oacute;grafo articula conceitualmente a luz de duas maneiras distintas, uma mental e outra instrumental. A primeira &eacute; evidenciada na elabora&ccedil;&atilde;o esquem&aacute;tica da ilumina&ccedil;&atilde;o que &eacute; realizada conceitualmente antes do processo da execu&ccedil;&atilde;o da foto e da distribui&ccedil;&atilde;o da ilumina&ccedil;&atilde;o. A outra diz respeito &agrave; efetiva&ccedil;&atilde;o da vontade e das possibilidades do fot&oacute;grafo, levando-se em conta o seu repert&oacute;rio e os aparatos t&eacute;cnicos dispon&iacute;veis para o registro da cena. A rela&ccedil;&atilde;o de formaliza&ccedil;&atilde;o da fotografia, al&eacute;m do registro propriamente dito, se enreda em toda uma disposi&ccedil;&atilde;o que transcende o objeto do seu registro visando estruturas gr&aacute;ficas a partir das disposi&ccedil;&otilde;es da ilumina&ccedil;&atilde;o entre as altas luzes (luzes especulares) e baixas luzes (sombras profundas) que ir&atilde;o definir a composi&ccedil;&atilde;o formal e o contraste do registro fotogr&aacute;fico. As rela&ccedil;&otilde;es das altas e baixas luzes determinam graficamente o resultado formal da estrutura da imagem, influindo na imagem e na composi&ccedil;&atilde;o. O trabalho de Ml&aacute;szho consegue de maneira &iacute;mpar estabelecer rela&ccedil;&otilde;es formais com as estruturas das imagens que ele apropria, conseguindo desta maneira construir rela&ccedil;&otilde;es de proximidade visual afinadas.</p>     <p>As colagens feitas pelo artista (<a href="#f1">Figura 1</a>, <a href="#f2">Figura 2</a>, <a href="#f3">Figura 3</a>) demonstram o quanto &agrave; fotografia pode desenvolver um papel potencializado junto a outras camadas de significa&ccedil;&atilde;o. O artista magistralmente utiliza-se da materialidade fotogr&aacute;fica, pela apropria&ccedil;&atilde;o e pela adi&ccedil;&atilde;o das colagens no seu processo de cria&ccedil;&atilde;o inserindo sua produ&ccedil;&atilde;o nos fazeres art&iacute;sticos contempor&acirc;neos, utilizando-se destes materiais para propiciar novos e originais prop&oacute;sitos &agrave;s imagens que estavam fora de circula&ccedil;&atilde;o, inserindo-as novamente no circuito comunicacional.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v9n23/9n23a08f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v9n23/9n23a08f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v9n23/9n23a08f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A imagem estabelece num determinado momento, uma rela&ccedil;&atilde;o labir&iacute;ntica (Flusser: 2002), pode-se de imediato observ&aacute;-la e acharmos que a entendemos, mas apenas vislumbramos um entendimento superficial e aparente. At&eacute; podemos entender algo do que est&aacute; inscrito nela, mas o ardil &eacute; que a nossa aten&ccedil;&atilde;o permanece enla&ccedil;ada em certos pontos de interesse que o artista emprega estrategicamente na rela&ccedil;&atilde;o de frui&ccedil;&atilde;o da imagem, podendo inclusive estabelecer um enlace que o fruidor n&atilde;o consegue livrar-se com facilidade, pois, retorna sempre aos pontos de converg&ecirc;ncias e de ader&ecirc;ncias visuais propostos pelo artista e que nem sempre conseguimos decofidicar com facilidade. A partir destas coloca&ccedil;&otilde;es fazemos uma correla&ccedil;&atilde;o com o trabalho de Marshall Mcluhan, em virtude da alta satura&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o propiciada pela fotografia.</p>     <blockquote>    <p>&#91;&#8230;&#93;<i> podemos separar os meios de comunica&ccedil;&atilde;o pela capacidade que eles t&ecirc;m de envolvimento dos sentidos corporais. O que distingue um meio frio de um meio quente &eacute; que, enquanto o meio frio satura o sujeito de informa&ccedil;&otilde;es e intensifica o objeto representado (alta defini&ccedil;&atilde;o), o meio quente &eacute; mais fragment&aacute;rio, convidando o sujeito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e &agrave; complementa&ccedil;&atilde;o dos seus sentidos corporais. O meio quente e o meio frio provocam efeitos diferentes sobre o indiv&iacute;duo. O quente permite menos participa&ccedil;&atilde;o do que o frio. Em s&iacute;ntese, um meio exclui (quente) e o outro inclui ( frio). Na vis&atilde;o do autor, o meio quente preenche o leitor (espectador), ao passo que o meio frio &eacute; por ele preenchido. Neste sentido, a fotografia &eacute; um meio quente no qual o espectador &eacute; o respons&aacute;vel pela constru&ccedil;&atilde;o dos elos de sentido.</i> (Fontanari, 2011:36).</p></blockquote>     <p>No livro, <i>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o como extens&otilde;es dohomem</i> Marshall McLuhan (1975), j&aacute; manifestava preocupa&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas a respeito da alta e baixa satura&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es relacionadas com os meios quentes e frios; os quentes com alta satura&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e os frios com baixa satura&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o. A fotografia tradicional &eacute; constitu&iacute;da por uma carga de informa&ccedil;&atilde;o muito saturada, e essa alta satura&ccedil;&atilde;o, como discorre o autor, &eacute; rica em termos de informa&ccedil;&atilde;o e, por causa disto, deve passar por um esfriamento antes de ser entendida.</p>     <p>As manipula&ccedil;&otilde;es feitas pelo artista demonstram o quanto &agrave; fotografia pode desenvolver um papel potencializado, e por isso mesmo, potencializado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas frui&ccedil;&otilde;es. A materialidade proposta pelo uso da fotografia pode ser altamente potencial nestes casos.</p>     <blockquote>    <p><i>Os objetos carregam certamente informa&ccedil;&otilde;es, e &eacute; o que lhes confere valores. O sapato e o m&oacute;vel s&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es armazenadas. Mas nestes objetos, a informa&ccedil;&atilde;o est&aacute; impregnada, n&atilde;o se pode descolar, apenas pode ser gasta. Na fotografia, a informa&ccedil;&atilde;o est&aacute; na superf&iacute;cie e pode ser reproduzida noutras superf&iacute;cies</i> (Flusser, 1999:68).</p></blockquote>     <p>Assim sendo, a fotografia prop&iacute;cia o discurso da irregularidade, do ru&iacute;do, do acaso na constru&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o, pr&oacute;prio da contemporaneidade. Para Flusser (1993:63):</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>    <p>&#91;&#8230;&#93; <i>fotografias s&atilde;o imagens t&eacute;cnicas que transcodificam conceitos em superf&iacute;cies. Decifr&aacute;-las &eacute; descobrir o que os conceitos significam. Isto &eacute; complicado porque na fotografia amalgamam-se duas inten&ccedil;&otilde;es codificadoras: a dos fot&oacute;grafos e a do aparelho. O fot&oacute;grafo visa eternizar-se nos outros por interm&eacute;dio da fotografia. O aparelho visa programar a sociedade por interm&eacute;dio das fotografias para um comportamento que lhe permitaaperfei&ccedil;oar-se. A fotografia &eacute;, pois, uma mensagem que articula ambas as inten&ccedil;&otilde;es codificadoras.</i></p> </blockquote>     <p>Ml&aacute;szho usa a fotografia como um plano composicional, uma base que servir&aacute; de articula&ccedil;&atilde;o para outros estados da imagem, n&atilde;o mais apenas como um mero registro, mas como um caminho a ser seguido; percorrido na procura de uma idealiza&ccedil;&atilde;o e concretude imag&eacute;tica, uma busca por uma visualidade constru&iacute;da. Estas posturas j&aacute; percorridas pelos artistas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fotografia trouxeram uma rela&ccedil;&atilde;o diferenciada, que foram reafirmadas pelo Dada&iacute;smo e o Surrealismo, e posteriormente por outras vanguardas que enfatizavam essas rela&ccedil;&otilde;es de constru&ccedil;&atilde;o expressiva, algumas dessas rela&ccedil;&otilde;es j&aacute; inerentes &agrave; fotografia desde o seu nascimento (Gonz&aacute;lez Florez, 2011).</p>     <p>Essas articula&ccedil;&otilde;es pl&aacute;sticas-formais ir&atilde;o criar uma s&eacute;rie de visualidades que formataram as maneiras "de se ver fotograficamente" (Fernandes Junior, 2002). A sociedade passa a perceber uma maneira diferente, perpassada por valores est&eacute;ticos de formaliza&ccedil;&atilde;o a partir do expediente expressivo da fotografia. Expediente relacionado diretamente com as quest&otilde;es da contemporaneidade. E por interm&eacute;dio da fotografia teremos todo um desenrolar de visualidades ordenadas a partir da fotografia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Fernandes Junior, Rubens. (2002). <i>A fotografia expandida.</i> Tese de Doutorado. S&atilde;o Paulo: Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461292&pid=S1647-6158201800030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Flusser, Vil&eacute;m. (1999. <i>Ensaio sobre a fotografia.</i> Lisboa: Rel&oacute;gio D'&aacute;gua,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461294&pid=S1647-6158201800030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Flusser, Vil&eacute;m. (2002). <i>Filosofia da caixa preta. Ensaios para uma futura filosofia da fotografia.</i> Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461296&pid=S1647-6158201800030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>Fontanari, Rodrigo. (2011). <i>Marshall Mcluhan e Roland Barthes diante da fotografia e do haicai. In</i> Entretextos, Londrina, v. 11, n. 2: 28-45, jul./dez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461298&pid=S1647-6158201800030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->,</p>     <!-- ref --><p>Gonz&aacute;lez Florez, Laura. (2011). <i>Fotografia e pintura: dois meios diferentes?</i> S&atilde;o Paulo: Editora WMF Martins Fontes,. (Cole&ccedil;&atilde;o Arte e Fotografia).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461300&pid=S1647-6158201800030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mcluhan, Marshall. (1996). <i>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o como extens&otilde;es do homem</i>. 8&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461302&pid=S1647-6158201800030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rouill&eacute;, Andr&eacute;. (2009). <i>A fotografia: entre o documento e a arte contempor&acirc;nea.</i> S&atilde;o Paulo: Editora Senac S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461304&pid=S1647-6158201800030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 04 de janeiro de 2018 e aprovado a 17 de janeiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:zemarqs@yahoo.com.br">zemarqs@yahoo.com.br</a> (Jos&eacute; Marcos Cavalcanti de Carvalho)</p>      ]]></body><back>
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