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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This text is about Nino Cais photographs (São Paulo-BR, 1969), in which he photographs himself covered with everyday household objects, hiding the face. These self-portraits are analyzed based on the concept of (de)facializations: action of to defacialize and re-facialize the images, based on Deleuze & Guatarri (2012). From the attempt to defacialize the self-portrait, Cais achieve other senses in his work, through a union of disparate components, that restless our eyes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Encobrimentos e (des) rostifica&ccedil;&otilde;es nos autorretratos de Nino Cais</b></p>     <p><b>Cover-ups and (de)facializations in Nino Cais self-portraits</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Karine Gomes Perez Vieira*</b></p>     <p>*Brasil, artista visual.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Federal de Santa Maria; Centro de Artes e Letras; Departamento de Artes Visuais. Av. Roraima, n&ordm; 1000. Cidade Universit&aacute;ria, CAL &#8212; Pr&eacute;dio 40, sala 1235., Bairro: Camobi, CEP: 97105-900, Santa Maria &#8212; RS, Brasil.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>Este texto versa sobre fotografias de Nino Cais (S&atilde;o Paulo-BR, 1969), nas quais se autorretrata encoberto de objetos banais do cotidiano dom&eacute;stico, ocultando o rosto. Esses autorretratos s&atilde;o analisados com base no conceito de (des)rostifica&ccedil;&atilde;o: a&ccedil;&atilde;o de desrostificar e voltar a rostificar a imagem, tendo como base Deleuze &amp; Guatarri (2012). A partir da tentativa de desrostificar o autorretrato, Cais alcan&ccedil;a outros sentidos no trabalho, mediante uni&atilde;o de componentes d&iacute;spares, que desassossegam o nosso olhar.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> (des)rostifica&ccedil;&otilde;es / encobrimentos / Nino Cais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>This text is about Nino Cais photographs (S&atilde;o Paulo-BR, 1969), in which he photographs himself covered with everyday household objects, hiding the face. These self-portraits are analyzed based on the concept of (de)facializations: action of to defacialize and re-facialize the images, based on Deleuze &amp; Guatarri (2012). From the attempt to defacialize the self-portrait, Cais achieve other senses in his work, through a union of disparate components, that restless our eyes.</p>     <p><b>Keywords:</b> (de)facializations / cover-ups / Nino Cais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este texto versa sobre a obra fotogr&aacute;fica do artista brasileiro Nino Cais (S&atilde;o Paulo-BR, 1969). Graduado em Artes Pl&aacute;sticas, na Faculdade Santa Marcelina (FASM), o artista foi premiado e exp&ocirc;s em variadas institui&ccedil;&otilde;es, destacando-se a 30&ordm; Bienal de S&atilde;o Paulo (2012): Brasil e a pol&ecirc;mica "Queermuseu: Cartografias da Diferen&ccedil;a" (censurada em 2017), no Santander Cultural, em Porto Alegre: Brasil.</p>     <p>As fotografias de Cais, em quest&atilde;o, s&atilde;o aquelas que ele se autorretrata encoberto de objetos banais do cotidiano dom&eacute;stico, ocultando seu rosto. Esses autorretratos s&atilde;o analisados com base no conceito de (des)rostifica&ccedil;&atilde;o: a&ccedil;&atilde;o de desrostificar e voltar a rostificar a imagem, tendo como base Deleuze &amp; Guatarri (2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. O rosto e as rostifica&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>Em arquivo de v&iacute;deo produzido para o projeto "Interrompendo Artistas", de K&aacute;tia Maciel, Cais (2012), ao falar sobre o seu processo, conta que nas primeiras fotografias feitas n&atilde;o cobria o seu rosto. Mas, &agrave; medida que foi revendo as imagens, percebeu que o semblante "convidava muito para o artista". Como ele n&atilde;o queria que o espectador interpretasse as imagens pelas fei&ccedil;&otilde;es, se &eacute; um rosto alegre ou nost&aacute;lgico, interessou-se por desidentificar seu rosto, passando, ent&atilde;o, a "ved&aacute;-lo" e a "camufl&aacute;-lo", para que a identifica&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es diminu&iacute;sse (<a href="#f1">Figura 1</a>). Segundo o artista, seu interesse &eacute; entender o que chama de "corpo-massa" (um corpo humano que pode ser qualquer corpo), e fazer com que o espectador acesse a imagem pelo todo, sem gerar discuss&otilde;es acerca das fei&ccedil;&otilde;es do rosto.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v9n23/9n23a14f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Conforme Deleuze &amp; Guattari (2012), o rosto &eacute; a parte do corpo privilegiada de comunica&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o, pois emite e recebe signos significantes; &eacute; uma esp&eacute;cie de mapa, com tra&ccedil;os, linhas e rugas, que servem como orienta&ccedil;&atilde;o para atribuirmos significa&ccedil;&atilde;o a algu&eacute;m. Logo, o rosto &eacute; o que cada um tem de mais individualizado, pr&oacute;prio e singular; funciona como espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o, parecendo adquirir vida pr&oacute;pria e existir por si mesmo.</p>     <p>Os autores citados afirmam que o rosto n&atilde;o &eacute; apenas uma superf&iacute;cie, um inv&oacute;lucro exterior respons&aacute;vel por recobrir a cabe&ccedil;a, porque esta &uacute;ltima n&atilde;o &eacute; necessariamente um rosto, j&aacute; que se integra ao estatuto de organismo, comportando um conjunto regulado de &oacute;rg&atilde;os, como o c&eacute;rebro (o principal &oacute;rg&atilde;o do sistema nervoso). Contudo, tanto a cabe&ccedil;a quanto seus elementos podem ser rostificados, assim como o corpo e qualquer uma de suas partes (seios, ventre, pernas). Mesmo os objetos de uso, uma casa ou uma paisagem podem ganhar um rosto. Com essas coloca&ccedil;&otilde;es, Deleuze &amp; Guattari (2012) apontam para o fat o de qualquer elemento ser pass&iacute;vel de rostifica&ccedil;&atilde;o. Assim, rostificar algo &eacute; dot&aacute;-lo de express&atilde;o particular, de signific&acirc;ncia, de interpreta&ccedil;&atilde;o e de subjetiva&ccedil;&atilde;o, produzidas socialmente.</p>     <p>Essa produ&ccedil;&atilde;o social do rosto nem sempre foi comum na humanidade. Os autores referidos citam o exemplo das sociedades "primitivas", pois nelas poucas coisas "passam" pelo rosto. Sua semi&oacute;tica n&atilde;o &eacute; significante e subjetiva, e sim coletiva, plur&iacute;voca e corporal. As m&aacute;scaras, usadas em rituais, n&atilde;o exaltam um rosto; asseguram a perten&ccedil;a da cabe&ccedil;a ao corpo, interligando-se a outros devires, como os "devires-animais". Em muitas dessas sociedades, mediante a vestimenta de m&aacute;scaras e, por vezes, atrav&eacute;s do uso de subst&acirc;ncias alucin&oacute;genas, animais apoderam-se do corpo humano, com a oculta&ccedil;&atilde;o dos rostos. Nessa acep&ccedil;&atilde;o, o rosto n&atilde;o &eacute; uma necessidade universal, mas uma constru&ccedil;&atilde;o humana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. As ambival&ecirc;ncias de um rosto</b></p>     <p>Por ser o rosto uma constru&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel relativizar os clich&ecirc;s de que deciframos a interioridade de algu&eacute;m com base nas suas apar&ecirc;ncias e de que o rosto seja a express&atilde;o do "interior" de uma pessoa. Por serem as identidades do sujeito contempor&acirc;neo flu&iacute;das e provis&oacute;rias (Bauman, 2005), a supervaloriza&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter simb&oacute;lico e subjetivo do rosto passa a ser problematizada. Por isso, quem sabe, Deleuze &amp; Guattari (2012) considerem o rosto um territ&oacute;rio agregador de ambival&ecirc;ncias, j&aacute; que suscita interpreta&ccedil;&otilde;es parcialmente fi&eacute;is, se considerarmos que agencia sentidos prov&aacute;veis e m&uacute;ltiplos, nunca fechados.</p>     <p>Nessa dire&ccedil;&atilde;o, cabe perguntar: por que confiamos no que nos "dizem" formas de olhos, bocas e narizes? Por que eles estariam aptos a expressar o "interior" de algu&eacute;m, se outras partes do corpo e tudo o que est&aacute; ao seu redor &eacute; potencialmente rostificado?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Esfacelando um rosto</b></p>     <p>Deleuze &amp; Guatarri (2012: 40) acreditam que "&#91;&#8230;&#93; se o homem tem um destino, esse ser&aacute; mais o de escapar ao rosto, desfazer o rosto e as rostifica&ccedil;&otilde;es, devir impercept&iacute;vel, devir clandestino". Isso ocorre para conduzir-nos ao a-significante, ao a-subjetivo, sendo necess&aacute;rio atravessarmos o muro do significante, mergulhando nele para suscitar intensidades e a cria&ccedil;&atilde;o de um mundo destitu&iacute;do de l&oacute;gica.</p>     <blockquote>    <p>&#91;&#8230;&#93; <i>quando o rosto desaparece, quando os tra&ccedil;os de rostidade somem, podemos ter certeza de que entramos em um outro regime, em outras zonas infinitamente mais mudas e impercept&iacute;veis onde se operam os devires-animais, devires-moleculares subterr&acirc;neos, desterritorializa&ccedil;&otilde;es noturnas que transp&otilde;em os limites do sistema significante</i> (Deleuze &amp; Guattari, 1995: 66).</p></blockquote>     <p>Assim, &eacute; importante criarmos novos usos para essa rostifica&ccedil;&atilde;o de tudo, transpondo os limites do sistema significante, pois &eacute; "somente no interior do rosto &#91;&#8230;&#93; que os tra&ccedil;os de rostidade poder&atilde;o ser liberados" (Deleuze &amp; Guattari, 2012: 66). Essa libera&ccedil;&atilde;o do c&oacute;digo, ocorrida no interior da pr&oacute;pria linguagem, consiste em fugas criadoras que conduzem a novos devires em fluxo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. As (des)rostifica&ccedil;&otilde;es nos autorretratos de Nino Cais</b></p>     <p>Todas essas considera&ccedil;&otilde;es sobre as rostifica&ccedil;&otilde;es e desrostifica&ccedil;&otilde;es, teorizadas por Deleuze &amp; Guattari, s&atilde;o pass&iacute;veis de rela&ccedil;&atilde;o com as inten&ccedil;&otilde;es de Nino Cais, ao fotografar-se. A princ&iacute;pio, seus autorretratos podem ser considerados uma forma de rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s rostifica&ccedil;&otilde;es, impostas pela nossa cultura, a fim de desvencilhar-se dos tra&ccedil;os de rostidade. Isso &eacute; percept&iacute;vel na busca pela oculta&ccedil;&atilde;o da face, envolvida numa esp&eacute;cie de abstra&ccedil;&atilde;o que abrange tentativas de aniquilar a apar&ecirc;ncia; evidencia-se, ainda, na busca por escapar da organiza&ccedil;&atilde;o humana da figura, mesclando-a com outros elementos. Isso revela, quem sabe, um desejo moment&acirc;neo do artista de desviar-se da mesmidade do "eu" para "reter" as caracter&iacute;sticas de outros objetos, na tentativa de fundir-se a eles e de desaparecer, por meio dos encobrimentos (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v9n23/9n23a14f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Desse modo, o artista entrega-se a outros devires, tal como um devir impercept&iacute;vel, o qual se manifesta na tentativa de desaparecer por interm&eacute;dio das mimetiza&ccedil;&otilde;es e da oculta&ccedil;&atilde;o da figura, envolvida numa esp&eacute;cie de quase abstra&ccedil;&atilde;o, por aniquilar a apar&ecirc;ncia do rosto. Mediante composi&ccedil;&atilde;o de cores e estampas semelhantes, usadas sobre o corpo e ao seu redor, o artista confunde-se aos objetos dom&eacute;sticos, tornando-se quase impercept&iacute;vel em alguns de seus autorretratos. Por meio do procedimento de encobrimento, o artista contraria a no&ccedil;&atilde;o tradicional de autorretrato, centrada na fisionomia. Suas fotografias reconfiguram essa no&ccedil;&atilde;o, impondo-se como autorretratos pela presen&ccedil;a f&iacute;sica do corpo do artista diante da c&acirc;mera fotogr&aacute;fica, exibido numa rela&ccedil;&atilde;o com objetos que o rodeiam e o afetam. S&atilde;o imagens que tensionam um universo de materiais simples, quase insignificantes por sua recorr&ecirc;ncia e trivialidade nas resid&ecirc;ncias humanas, propondo rela&ccedil;&otilde;es inusitadas entre as coisas (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v9n23/9n23a14f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A transposi&ccedil;&atilde;o dos limites do sistema significante, que ressignifica o autorretrato, foi analisada na obra de Nino Cais, por Alves (2013). O autor afirma que, mesmo n&atilde;o havendo o r&aacute;pido reconhecimento de quem est&aacute; embaixo dos objetos retratados, por ser Cais fotografado coberto, a sua identidade n&atilde;o &eacute; completamente perdida. A partir das escolhas do artista, o corpo institui sentidos aos objetos, que n&atilde;o seriam os mesmos se fossem compostos isoladamente, sem esse contato f&iacute;sico.</p>     <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#91;&#8230;&#93; <i>o corpo jamais poderia ser reduzido a uma base que recebe passivamente os sentidos externos a eles. Ao contr&aacute;rio, em vez de mero sustent&aacute;culo, &eacute; o corpo que doa e recebe sentido dos objetos. A sua presen&ccedil;a &eacute; incontorn&aacute;vel e mesmo quando talvez exista uma vontade de anular ou igualar o corpo a um objeto barato, ele reaparece chamando a aten&ccedil;&atilde;o para o aspecto bizarro dessa opera&ccedil;&atilde;o, como se nos lembrasse de sua especificidade em rela&ccedil;&atilde;o aos objetos cotidianos</i> (Alves, 2013:04).</p></blockquote>     <p>O corpo, que poderia sugerir passividade, n&atilde;o se apresenta de modo banal e inerte. O artista volta-se sobre si mesmo para investigar as potencialidades e limita&ccedil;&otilde;es de seu corpo em contato com os objetos que o rodeiam. Desse modo, os objetos agem sobre o corpo e o corpo age sobre eles, e ambos reconfiguram-se nessa conex&atilde;o ativa.</p>     <p>Os objetos, do modo como s&atilde;o colocados em rela&ccedil;&atilde;o com o corpo do artista, perdem sua funcionalidade dom&eacute;stica tradicional, ressignificando-se. Logo, o corpo &eacute; ativo, uma vez que atribui e recebe sentidos, sendo imposs&iacute;vel ocult&aacute;-lo, pois os tra&ccedil;os de rostidade lhe acompanham. Al&eacute;m disso, seus volumes e curvas sobressaltam. Os tecidos, usados para cobrir, terminam por revelar um rosto an&ocirc;nimo e oculto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Mesmo sendo poss&iacute;vel tratar os autorretratos de Cais como forma de rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s rostifica&ccedil;&otilde;es impostas pela nossa cultura e como uma tentativa de desrostifica&ccedil;&atilde;o, a configura&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a, oculta sob os t&ecirc;xteis, &eacute; um dado intrigante no trabalho. Mesmo coberta, a cabe&ccedil;a n&atilde;o perde sua identidade visual; ela "teima" em aparecer e a possibilitar a constru&ccedil;&atilde;o de sentidos, ocorrendo uma nova rostifica&ccedil;&atilde;o da imagem.</p>     <p>Ao retratar o rosto encoberto sob t&ecirc;xteis e o corpo em contato com objetos do cotidiano dom&eacute;stico, Cais desestabiliza uma leitura da imagem pautada pela express&otilde;es fision&ocirc;micas faciais, possibilitando outras interpreta&ccedil;&otilde;es ao autorretrato. Os sentidos de suas imagens podem ser acionados em conjunto com a subjetividade e as mem&oacute;rias do expectador. Isso demonstra a dificuldade de afastarmo-nos da signific&acirc;ncia e da subjetividade, para desrostificarmos os autorretratos. A vontade de desrostifica&ccedil;&atilde;o se torna imposs&iacute;vel; como vimos, a potencialidade de atribui&ccedil;&atilde;o de sentido est&aacute; em qualquer objeto, pois a lat&ecirc;ncia de significa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&aacute; s&oacute; no rosto, mas no corpo inteiro e em tudo ao seu redor. Assim, a partir da tentativa de desrostificar a imagem, Cais alcan&ccedil;a outros sentidos no trabalho; Seus autorretratos revelam tens&otilde;es visuais ocorridas devido &agrave; tentativa de fundir elementos variados, de unir componentes d&iacute;spares, os quais desassossegam o nosso olhar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alves, Cau&ecirc; (2013) "O corpo no trabalho de Nino Cais" <i>Performatus</i>. ISSN 2316-8102. N.7: 01-06 &#91;Consult. 2016-06-25&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://performatus.net/wp-content/uploads/2013/10/O-Corpo-No-Trabalho-de-Nino-Cais-Performatus.pdf" target="_blank">http://performatus.net/wp-content/uploads/2013/10/O-Corpo-No-Trabalho-de-Nino-Cais-Performatus.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461854&pid=S1647-6158201800030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bauman, Zygmunt (2005) <i>Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi</i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. ISBN: 978-85-7110-889-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461855&pid=S1647-6158201800030001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cais, Nino (2012) "Projeto Interrompendo Artistas: Nino Cais na 30&ordm; Bienal de S&atilde;o Paulo." <i>Curso de Katia Maciel</i> (Arquivo de v&iacute;deo), Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o &#8212; P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Lei de Incentivo &agrave; Cultura, Minist&eacute;rio da Cultura, Governo Federal &#91;Consult. 2016-08-22&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KptmETAGEig" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=KptmETAGEig</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461857&pid=S1647-6158201800030001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Deleuze, Gilles &amp; Guattari, F&eacute;lix (1995) <i>Mil plat&ocirc;s: capitalismo e esquizofrenia</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. 34. ISBN: 85-85490-65-9. Vol. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461858&pid=S1647-6158201800030001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deleuze, Gilles &amp; Guattari, F&eacute;lix (2012) <i>Mil Plat&ocirc;s: capitalismo e esquizofrenia</i>. 2.ed. S&atilde;o Paulo: Ed.34. ISBN: 978-85-7326-017-5. Vol. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1461860&pid=S1647-6158201800030001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 04 de janeiro de 2018 e aprovado a 17 de janeiro de 2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:karinegperez@hotmail.com">karinegperez@hotmail.com</a> (Karine Gomes Perez Vieira)</p>      ]]></body><back>
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