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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The text deals with the recent paintings by the artist Adriane Hernandez that present compositions formed by the image of plants, leaves and birds crossed by reticulated patterns in chess that usually appear in tablecloths. He speculates on possible meanings and motivations for the pictorial events described in him, proposing that his presence comes from a speculation and a trajectory that departed from the painting, visited the physical objects and the photography to return to the painting.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Porque a toalha de mesa apareceu na pintura de Adriane Hernandez?</b></p>      <p><b>Why did the tablecloth appear in Adriane Hernandez's painting?</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Carlos Machado*</b></p>     <p>*Brasil, Artista visual e performer.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Federal do rio Grande do Sul, Instituto de Artes, Departamento de Arte Dram&aacute;tica. Rua General Vitorino, 255. , Bairro Centro &#8212; Porto Alegre/RS, CEP: 90020-171 Brasil.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>O texto versa sobre as pinturas recentes da artista Adriane Hernandez que apresentam composi&ccedil;&otilde;es formadas pela imagem de plantas, folhas e p&aacute;ssaros atravessados por padr&otilde;es reticulados em xadrez que costumam figurar em toalhas de mesa. Indaga-se sobre poss&iacute;veis motiva&ccedil;&otilde;es para os acontecimentos pict&oacute;ricos descritos nele, propondo que a sua presen&ccedil;a &eacute; proveniente de uma especula&ccedil;&atilde;o e de uma trajet&oacute;ria que partiu da pintura, visitou os objetos f&iacute;sicos e a fotografia para depois retornar &agrave; pintura.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> Pintura / procedimentos criativos / conceitos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>The text deals with the recent paintings by the artist Adriane Hernandez that present compositions formed by the image of plants, leaves and birds crossed by reticulated patterns in chess that usually appear in tablecloths. He speculates on possible meanings and motivations for the pictorial events described in him, proposing that his presence comes from a speculation and a trajectory that departed from the painting, visited the physical objects and the photography to return to the painting.</p>     <p><b>Keywords:</b> Painting / creative procedures / concepts.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As pinturas recentes da artista Adriane Hernandez apresentam composi&ccedil;&otilde;es formadas pela imagem de plantas, folhas e p&aacute;ssaros atravessados por padr&otilde;es reticulados em xadrez que costumam figurar em toalhas de mesa.</p>     <p>Com muito cuidado, percebemos que os efeitos color&iacute;sticos belos e sofisticados e a composi&ccedil;&atilde;o visual por vezes complexa que se colocam diante dos nossos olhos podem nos distrair do pensamento do fazer pict&oacute;rico que engendra estas montagens pintadas.</p>     <p>Na verdade, apesar do efeito enganar nosso olhar, n&atilde;o temos a&iacute; peda&ccedil;os de toalha de tecido comumente utilizados para cobrir mesas nos lares e restaurantes, mas uma pintura que imita estes padr&otilde;es.</p>     <p>Este texto n&atilde;o se prop&otilde;e a responder &agrave; pergunta colocada em seu t&iacute;tulo, mas indagar sobre poss&iacute;veis sentidos e motiva&ccedil;&otilde;es para os acontecimentos pict&oacute;ricos descritos acima.</p>     <p>Aqui apenas conjecturamos que a presen&ccedil;a destes elementos &eacute; proveniente de uma especula&ccedil;&atilde;o pict&oacute;rica que por sua vez &eacute; fruto de uma trajet&oacute;ria que partiu da pintura, visitou os objetos f&iacute;sicos e a fotografia para, depois de uma longa elabora&ccedil;&atilde;o retornar &agrave; pintura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Diante da tela</b></p>     <p>Tomo a liberdade de me imaginar no lugar desta artista, em meio &agrave;s tintas, potes, god&ecirc;s improvisados, cavaletes, fita adesiva e uma s&eacute;rie de outros materiais necess&aacute;rios para fazer a pintura que est&aacute; &agrave; minha frente. No atelier, tudo que preciso para pintar est&aacute; ao alcance do meu corpo, na parede, no cavalete e na mesa. N&atilde;o preciso me movimentar muito para alcan&ccedil;ar cada coisa. A minha aten&ccedil;&atilde;o, essa sim, ter&aacute; que se movimentar entre cada parte e o todo da pintura. Ela me exigir&aacute; uma m&atilde;o firme com pinc&eacute;is delicados, com a psicomotricidade necess&aacute;ria para afixar as imagens de p&aacute;ssaros e plantas a partir dos modelos fotogr&aacute;ficos e impressos que est&atilde;o dispostos ao alcance da minha vista. Requisitar&aacute; minhas capacidades compositivas, pensamentos e escolhas sobre planos, espa&ccedil;os e a distribui&ccedil;&atilde;o dos elementos, assim como minha sensibilidade com rela&ccedil;&atilde;o ao uso da cor entre a representa&ccedil;&atilde;o (imita&ccedil;&atilde;o) e decora&ccedil;&atilde;o (no melhor sentido do termo), para atingir um efeito sensorial visual que me pare&ccedil;a interessante e satisfat&oacute;rio. Ser&atilde;o exigidos tamb&eacute;m alguns procedimentos "mec&acirc;nicos", na defini&ccedil;&atilde;o e isolamento das &aacute;reas a serem preenchidas com as formas regulares da padronagem da toalha de mesa, coisa que ocorrer&aacute; em diversas etapas. Para produzir a pintura de fragmento de toalha de mesa s&atilde;o utilizados moldes feitos com fita adesiva, e a utiliza&ccedil;&atilde;o de moldes, matrizes e gabaritos &eacute; uma l&oacute;gica produtiva do m&uacute;ltiplo (entendido aqui como formas de arte que se valem da reprodutibilidade t&eacute;cnica seriada). Al&eacute;m disso, com um olhar tamb&eacute;m no efeito total do trabalho, estar&aacute; em jogo minha capacidade de lidar com a complexidade da quantidade e da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es entre estes elementos todos, que sempre se apresentam de maneira simult&acirc;nea sobre a superf&iacute;cie da tela, no jogo din&acirc;mico, recursivo e retroalimentativo estabelecido por eles. E as surpresas desse jogo requerer&atilde;o um estado de presen&ccedil;a e a capacidade de lidar com os acontecimentos que surgir&atilde;o ao acaso (controlado?), pois quando sobreponho as &aacute;reas destinadas aos fragmentos de toalha de mesa sobre a composi&ccedil;&atilde;o que j&aacute; estava em andamento, n&atilde;o tenho como antecipar o que vai acontecer no choque entre estas superf&iacute;cies e as demais. E talvez seja essa uma das raz&otilde;es para os fragmentos de toalha de mesa terem emergido na pintura (<a href="#f1">Figura 1</a>). O desafio, o calculado e o inesperado atuando juntos, provocando a pintora.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a07f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas considerar que tais procedimentos s&atilde;o suficientes para engendrar estas pinturas seria simplificar demasiado o longo processo de experi&ecirc;ncias e escolhas que levaram a ele. Porque trabalhar com jogo de planos pict&oacute;ricos? Quais os motivos que levaram a escolher as imagens que aparecem nestas pinturas? O que significa a presen&ccedil;a dos fragmentos de toalha de mesa? Penso que, paradoxalmente, estas s&atilde;o perguntas para as quais os artistas n&atilde;o precisam ter respostas exatas, pois muitas emergem de sensa&ccedil;&atilde;o ou da intui&ccedil;&atilde;o de sua pot&ecirc;ncia sem&acirc;ntica, embora ao mesmo tempo elas devam participar de uma (longa) cadeia de cogita&ccedil;&otilde;es e desejos surgidas ao longo de uma trajet&oacute;ria, de um processo de pensamento. Pensamento pict&oacute;rico, no caso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Uma dimens&atilde;o reflexiva</b></p>     <p>Acompanhando o trabalho da artista ao longo do tempo, vemos como algumas tem&aacute;ticas do cotidiano s&atilde;o, ao mesmo tempo, pretextos para a pr&aacute;tica pict&oacute;rica e um modo de observar e valorizar elementos que nos aproximam das coisas triviais do mundo em que estamos imersos. Se considerarmos uma abordagem (talvez filos&oacute;fica) da fun&ccedil;&atilde;o da pintura e da arte no nosso mundo, como um disparador da aten&ccedil;&atilde;o fina que nos faz questionar os fen&ocirc;menos que nos rodeiam, podemos considerar que a apresenta&ccedil;&atilde;o destes elementos para os nossos olhos s&atilde;o ferramentas de uma abordagem inquisitiva do mundo no qual estamos imersos. A arte tem a pot&ecirc;ncia de nos fazer pensar sobre as coisas de um modo que o olhar pragm&aacute;tico do cotidiano n&atilde;o costuma contemplar. Pensar a pintura, e atrav&eacute;s dela pensar o mundo, pois assim, "a pintura nos reconduzia &agrave; vis&atilde;o das pr&oacute;prias coisas" (Merleau-Ponty, 2004:56).</p>      <p>E eis que, munidos desta dimens&atilde;o reflexiva, a tem&aacute;tica figurativa e a tem&aacute;tica do proceder pict&oacute;rico se atravessam e se retroalimentam. Mais al&eacute;m do prazer est&eacute;tico que as atuais pinturas de Adriane Hernandez nos provocam, seria necess&aacute;rio conhecer uma boa parte de sua produ&ccedil;&atilde;o anterior para verificar os nexos sofisticados que gosto de acreditar que est&atilde;o presentes nesta produ&ccedil;&atilde;o. No trabalho desta artista, ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o de imagens de detalhes de objetos e elementos decorativos de banheiros em pinturas mais antigas (<a href="#f2">Figura 2</a>), seguiram-se imagens de cozinha, de p&atilde;es, e de suas migalhas sobre as toalhas de mesa (<a href="#f3">Figura 3</a>). Penso que a pintura que remete &agrave;s padronagens presentes em azulejos cer&acirc;micos e tecidos estampados exigiu a multiplica&ccedil;&atilde;o destes elementos m&iacute;nimos seriados, para os quais a impress&atilde;o gr&aacute;fica de imagens capturadas por fotografia foi uma solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e est&eacute;tica que dava conta desta necessidade de repeti&ccedil;&atilde;o da forma e da figura.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a07f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a07f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A possibilidade reprodutiva da fotografia, pr&oacute;pria da l&oacute;gica dos m&uacute;ltiplos, expandida atrav&eacute;s de adesivos e outras solu&ccedil;&otilde;es afins, permitiu expandir a pintura sobre os objetos mais variados e sobre o espa&ccedil;o al&eacute;m da tela.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na condi&ccedil;&atilde;o de colega artista e de apreciador da arte e do seu fazer me interessa observar como se d&atilde;o os atravessamentos e interpenetra&ccedil;&otilde;es entre procedimentos e conceitos operacionais de linguagens distintas, que neste caso ocorrem entre a fotografia, o m&uacute;ltiplo e a pintura. Assim, parece-me que o olhar de observa&ccedil;&atilde;o das coisas com o intuito de captur&aacute;-las na pintura se expandiu para a fotografia, e as propriedades de reprodu&ccedil;&atilde;o e repeti&ccedil;&atilde;o da fotografia e da arte impressa se fizeram presentes na pr&aacute;tica pict&oacute;rica, gerando uma retroalimenta&ccedil;&atilde;o de procedimentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Algumas familiaridades</b></p>     <p>A repeti&ccedil;&atilde;o de elementos, desde pequenas por&ccedil;&otilde;es de miolo de p&atilde;o at&eacute; pontos coloridos, cuidadosamente aplicados sobre diversas superf&iacute;cies que avan&ccedil;am para al&eacute;m do suporte tradicional da pintura remetem, no meu entendimento, &agrave; necessidade apontada por outros artistas de sair do espa&ccedil;o da parede e da tela para que a pintura avance sobre o mundo, como pretendia H&eacute;lio Oiticica: "J&aacute; n&atilde;o quero o <i>suporte do quadro</i>, um campo <i>a priori</i> onde se desenvolva o "ato de pintar", mas que a pr&oacute;pria estrutura deste ato se d&ecirc; no espa&ccedil;o e no tempo" (Oiticica, 2006:84).</p>     <p>E assim, a pintura se torna penetr&aacute;vel ou, por vezes, vest&iacute;vel (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a07f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>E &eacute; este elemento que saiu da pintura e ganhou o mundo que retorna nos fragmentos pintados de toalha de mesa na sua produ&ccedil;&atilde;o atual. A&iacute;, passam a conviver com outros elementos, representativos imitativos como os p&aacute;ssaros e plantas, e decorativos como linhas e pequenas superf&iacute;cies repetidas que estabelecem um jogo complexo de formas e camadas (planos) sobre a pintura. Se os elementos vulgarmente chamados de abstratos (s&atilde;o concretos!) pertencem a uma categoria diferente dos concernentes &agrave; classe da imita&ccedil;&atilde;o do real, os fragmentos de toalha de mesa ocupam um lugar intermedi&aacute;rio entre a representa&ccedil;&atilde;o (a imagem de uma padronagem de toalha de mesa) e a pura apresenta&ccedil;&atilde;o visual, guardando algo da classe dos sinais convencionados, mais ou menos como explorado por Jasper Johns nos seus trabalhos com alvos e algarismos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos &agrave; mesa, a pintura est&aacute; servida.</p>     <p>Neste texto busquei apresentar diversos ingredientes concernentes ao pensamento criativo e pict&oacute;rico da artista Adriane Hernandez, procurando demonstrar a complexidade e a interpenetra&ccedil;&atilde;o de conceitos e opera&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e criativas nas suas pinturas recentes.</p>     <p>Friso aqui essa rela&ccedil;&atilde;o estreita entre conceitos e opera&ccedil;&otilde;es pois, incrivelmente, sei que h&aacute; aqueles que consideram ainda hoje que a "pintura morreu", ou que a arte contempor&acirc;nea n&atilde;o tem lugar para ela. Me causa estranheza quando escuto, em pleno s&eacute;culo XXI, pessoas do campo das artes visuais afirmarem que para haver uma camada conceitual potente em um trabalho a estesia e a sensorialidade devem ser expurgadas ou diminu&iacute;das, aos moldes da arte conceitual da d&eacute;cada de mil novecentos e sessenta. Da mesma forma, me causa assombro ouvir que a conceitualidade seja contr&aacute;ria &agrave; visualidade e &agrave; habilidade t&eacute;cnica e manual, e tamb&eacute;m a incapacidade ou nega&ccedil;&atilde;o de perceber os sentidos produzidos pelo modo como as obras s&atilde;o engendradas, como queria Sartre ao afirmar que "um retrato, uma paisagem, uma forma, s&oacute; podem ser reconhecidos na pintura na medida em que deixemos de ver a pintura como ela &eacute;" (Sartre, 194:204). Os tempos contempor&acirc;neos da arte exigem uma capacidade de lidar de maneira adequada com a singularidade e a multiplicidade de seus modos de ser, a arte contempor&acirc;nea (ou melhor, da contemporaneidade) ao inv&eacute;s de ser um estilo, que se possa caracterizar atrav&eacute;s de recorr&ecirc;ncias formais ou de procedimentos, &eacute; justamente aquela que encontra solu&ccedil;&otilde;es adequadas aos universos especulativos dos artistas, das mais variadas maneiras.</p>     <p>Considero que a estranheza causada pela jun&ccedil;&atilde;o dos elementos de natureza distinta nas pinturas atuais da artista, ao mesmo tempo que nos provoca, seja um tipo de reflexo dos atravessamentos e do enredamento das coisas que nos rodeiam. Pois acredito que uma consci&ecirc;ncia propriamente contempor&acirc;nea sobre o mundo e sobre a arte seria aquela que admite e busca a complexidade, evitando as vis&otilde;es simplificadas que por vezes se acomodam em percep&ccedil;&otilde;es f&aacute;ceis e rasteiras.</p>     <p>E &eacute; neste universo de cogita&ccedil;&otilde;es e questionamentos que as pinturas de Adriane Hernandez, com seus fragmentos de toalha de mesa, se colocam para a artista e para n&oacute;s, que temos o prazer de degust&aacute;-las com os olhos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Merleau-Ponty, Maurice. (2004). "Conversas: 1948". Organiza&ccedil;&atilde;o e notas de Stephanie Menase. Tradu&ccedil;&atilde;o Fabio Landa e Eva Landa. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1462881&pid=S1647-6158201800040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oiticica, H&eacute;lio. (2006) "A transi&ccedil;&atilde;o da cor do quadro para o espa&ccedil;o e o sentido de construtividade". In: Ferreira, Gl&oacute;ria; Cotrim, Cec&iacute;lia. (2006) <i>Escritos de artistas</i>: anos 60/70. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Pp 82-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1462883&pid=S1647-6158201800040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sartre, Jean-Paul. (1940). <i>L'imaginaire</i>. Paris: Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1462885&pid=S1647-6158201800040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 02 de janeiro de 2018 e aprovado a 17 de janeiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:iadad@ufrgs.br">iadad@ufrgs.br</a> (Jo&atilde;o Carlos Machado)</p>     ]]></body>
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