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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A poética da matéria natural que se transmuta em organicidade: o olhar ecológico da artista Semea Kemil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The natural matter's poetics that transmutes in organicity: an ecological look of artist Semea Kemil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Belas-Artes Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents the reflection of Brazilian plastic artist Semea Kemil. Through art, she brings a re-signification of natural matter, blending it with materials that she recycles and re-uses in her experiments and processes. Semea sensitizes herself to the idea of Nature's identity and acts as a symbolic mediator. Her metaphorical gaze shifts to matter discarded by man, which is reconfigured as the possibility of establishing a bond or rethinking Nature.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>A po&eacute;tica da mat&eacute;ria natural que se transmuta em organicidade: o olhar ecol&oacute;gico da artista Semea Kemil</b></p>     <p><b>The natural matter's poetics that transmutes in organicity: an ecological look of artist Semea Kemil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cl&aacute;udia Matos Pereira*</b></p>     <p>*Brasil, artista pl&aacute;stica.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade de Lisboa; Faculdade de Belas-Artes; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos em Belas-Artes da Universidade de Lisboa (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058, Lisboa, Portugal.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>Este artigo apresenta a reflex&atilde;o da artista pl&aacute;stica brasileira Semea Kemil. Atrav&eacute;s da arte, ela traz uma resignifica&ccedil;&atilde;o para a mat&eacute;ria natural, mesclando-a com materiais que ela recicla e reaproveita em suas experimenta&ccedil;&otilde;es e processos. Semea sensibiliza-se com a ideia de identidade da Natureza e atua como uma mediadora simb&oacute;lica. Seu olhar metaf&oacute;rico se desloca para a mat&eacute;ria descartada pelo homem, que &eacute; reconfigurada como uma possibilidade de estabelecer um v&iacute;nculo ou de repensar a Natureza.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> Arte e ecologia / escultura / mat&eacute;ria natural / imagem e cultura / Semea Kemil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>This article presents the reflection of Brazilian plastic artist Semea Kemil. Through art, she brings a re-signification of natural matter, blending it with materials that she recycles and re-uses in her experiments and processes. Semea sensitizes herself to the idea of Nature's identity and acts as a symbolic mediator. Her metaphorical gaze shifts to matter discarded by man, which is reconfigured as the possibility of establishing a bond or rethinking Nature.</p>     <p><b>Keywords:</b> Art and ecology / sculpture / natural material / image and culture / Semea Kemil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o &#8212; o percurso da artista</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A artista pl&aacute;stica Semea Kemil nasceu em Ewbanck da C&acirc;mara, no Estado de Minas Gerais, Brasil. Graduou-se em Artes pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1986. Participou de v&aacute;rias exposi&ccedil;&otilde;es individuais e coletivas. Inicialmente, dedicou sua carreira &agrave; pintura. O abstrato predominava em suas obras, onde as manchas e pinceladas sugeriam, por vezes, formas e algumas geometrias subliminares. As texturas, carregadas de express&atilde;o mat&eacute;rica, j&aacute; acenavam previamente que o seu percurso art&iacute;stico iria deslocar-se do bidimensional para a tridimensionalidade. Naquele per&iacute;odo, a coleta de pigmentos naturais para utiliza&ccedil;&atilde;o conjunta com a tinta acr&iacute;lica, j&aacute; era o pren&uacute;ncio de que ela seria uma pesquisadora das possibilidades pl&aacute;sticas dos materiais.</p>     <p>Influ&ecirc;ncias &#8212; povoam seu imagin&aacute;rio: a caligrafia &aacute;rabe, (decorrente de sua descend&ecirc;ncia. As curvas e espa&ccedil;os vazados de algumas obras relembram esta caligrafia e tamb&eacute;m os <i>Muxarabis</i>, cujo teor ex&oacute;tico faz parte da arquitetura popular &aacute;rabe); a observa&ccedil;&atilde;o cotidiana da artista sobre as atividades de croch&eacute; de sua m&atilde;e (sempre envolvida com linhas, novelos e barbantes); a linha de pensamento, vida e obra do artista Frans Krajcberg que afirmava: "a humanidade pode criar um futuro pr&oacute;spero, justo e seguro, garantindo sua pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia". E ainda: "precisamos reexaminar as grandes quest&otilde;es do meio ambiente e formular solu&ccedil;&otilde;es realistas" (Krajcberg 2011:9). Semea comunga destes ideais para elabora&ccedil;&atilde;o de seu <i>Conceito,</i> mas segue um caminho pr&oacute;prio. O olhar cr&iacute;tico da artista se debru&ccedil;a sobre as quest&otilde;es da ecologia, preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, sustentabilidade e reciclagem de materiais. Ao perceber o territ&oacute;rio ao seu redor, onde estavam terrenos baldios repletos de lixo, papel&otilde;es, sacos de cimento vazios, embalagens despejadas indiscriminadamente, sentia-se indignada com este desrespeito e inconsci&ecirc;ncia. Iniciou a coleta destes materiais para uso posterior.</p>     <p>Ao viver em Campo Belo, Minas Gerais teve contato com a Natureza e com a argila natural espec&iacute;fica da regi&atilde;o, muito macia e com &oacute;timo teor de plasticidade. Um fato marcante desviou-a da pintura para a escultura, no ano de 2005. Ao ver um caminh&atilde;o repleto de cascas de arroz, de um tom dourado, ficou maravilhada com texturas e cores, com a leveza do material e suas possibilidades. Iniciou uma s&eacute;rie de trabalhos que inclu&iacute;am cascas, pinhas, sementes, folhas secas, gravetos, palhas, etc. A mat&eacute;ria org&acirc;nica a encantou.</p>     <p>Aprendeu a trabalhar com o <i>Papel Mach</i>&ecirc;, conheceu as t&eacute;cnicas do <i>Paper Clay</i> (papel com argila) mas concebeu 'uma t&eacute;cnica com f&oacute;rmula e propor&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias' em que, at&eacute; a cola empregada &agrave; base de baga&ccedil;o de cana (carboximetilcelulose), &eacute; tamb&eacute;m completamente natural. Inovou em n&atilde;o utilizar a cola industrial, e em n&atilde;o usar a cola &agrave; base de farinha de trigo, que exigiria o uso de um bactericida. Seu processo art&iacute;stico resulta de investiga&ccedil;&atilde;o de materiais e experimenta&ccedil;&atilde;o, com tentativas de renova&ccedil;&atilde;o em seus procedimentos, pois utiliza esta t&eacute;cnica, h&aacute; mais de 10 anos. Desenvolveu um tipo especial de <i>Paper Clay</i>, em que h&aacute; maior quantidade de papel e menos argila, com secagem natural. Ela &eacute; rigorosa na metodologia de execu&ccedil;&atilde;o, realizando todas as fases, de uma maneira ecologicamente correta e respons&aacute;vel. As obras que cria s&atilde;o dur&aacute;veis e n&atilde;o passam por quaisquer processos de cozimento, evitando assim, o consumo de energia.</p>     <p>As primeiras experi&ecirc;ncias com <i>Paper Clay,</i> juntamente com mat&eacute;rias naturais, resultaram em pe&ccedil;as de tonalidades mais claras e neutras, que se fundiam a telas, a pain&eacute;is em madeira e a arma&ccedil;&otilde;es de ferro, em tonalidades mais fortes com o predom&iacute;nio das cores: ocre, cinza, preto, marrom e vermelho, sendo sempre bidimensionais. A geometria ainda estava muito presente no conjunto de suas obras. A passagem da pintura para a escultura e a transi&ccedil;&atilde;o para as formas org&acirc;nicas, ser&atilde;o apresentadas no item "<i>Esculturas de Parede"</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Processo criativo &#8212; o ide&aacute;rio</b></p>     <p>Semea Kemil tem realizado trabalhos art&iacute;sticos &uacute;nicos, com uma linguagem pr&oacute;pria. Suas esculturas parecem subir nas paredes e se movimentar. Ela as define como "<i>Esculturas de parede</i>". Em entrevista, a artista declara que dialoga com fragmentos da Natureza, materiais naturais e recicl&aacute;veis, retirados do lixo e revela: "procuro transcender o mero registro da realidade, n&atilde;o necessariamente definida ou reconhec&iacute;vel, avaliando a a&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria do homem contra o meio ambiente" (Kemil, comunica&ccedil;&atilde;o pessoal, 2017).</p>     <p>Barbara Denis-Moreal (2010:9) afirma que cada vez que um trabalho art&iacute;stico, por sua simples presen&ccedil;a em um espa&ccedil;o de exposi&ccedil;&atilde;o, se coloca diante de n&oacute;s, nos obriga a pensar de uma forma diferente sobre nossa rela&ccedil;&atilde;o com a Natureza. Para Semea Kemil, a Natureza &eacute; um compromisso com a consci&ecirc;ncia. Segundo Michael Archer (2012:236) "a arte &eacute; um encontro cont&iacute;nuo e reflexivo com o mundo em que a obra de arte, longe de ser o ponto final desse processo, age como iniciador e ponto central da subsequente investiga&ccedil;&atilde;o do significado." Para Anne Cauquelin (2005:11-2) "a arte contempor&acirc;nea exige uma jun&ccedil;&atilde;o, uma elabora&ccedil;&atilde;o: o aqui-agora da certeza sens&iacute;vel n&atilde;o pode ser captado diretamente." Semea percebe a arte contempor&acirc;nea como lugar/espa&ccedil;o de encontro sens&iacute;vel diante deste mundo globalizado repleto de sincronicidades. A arte &eacute; a&ccedil;&atilde;o, partilha. O aqui-agora &eacute; fugaz. A experi&ecirc;ncia sens&iacute;vel fica. A percep&ccedil;&atilde;o desperta. A mem&oacute;ria conscientiza.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. A Escultura como Met&aacute;fora</b></p>     <p>Segundo Rosalind Krauss (2001: 301) os artistas Henry Moore e Jean Arp, usavam a escultura para criar uma met&aacute;fora, visando estabelecer o significado abstrato de seu trabalho; assim eles "estavam afirmando que o processo de cria&ccedil;&atilde;o da forma, &eacute; para o escultor, uma medita&ccedil;&atilde;o visual sobre a l&oacute;gica do pr&oacute;prio desenvolvimento org&acirc;nico."</p>     <p>Ao conhecer o trabalho de Semea Kemil, percebe-se que o seu processo de prepara&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria recicl&aacute;vel, o ato de rasgar/cortar os diversos tipos de pap&eacute;is, mergulhar, espremer, misturar, adicionar elementos e pigmentos, incorporar argila, criar, moldar, conceber, sobrepor, concluir, aguardar a secagem &#8212; toda esta din&acirc;mica &#8212; &eacute; reflex&atilde;o/medita&ccedil;&atilde;o e pensamento cont&iacute;nuos. &Eacute; a <i>met&aacute;fora da transforma&ccedil;&atilde;o</i> da mat&eacute;ria inerte e degradada, em outra "subst&acirc;ncia reconstru&iacute;da" pass&iacute;vel de um di&aacute;logo com o espectador, para conscientiz&aacute;-lo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. "Esculturas de Parede"</b></p>     <p>Embora as obras de Semea Kemil n&atilde;o sejam imita&ccedil;&atilde;o da Natureza, nossa percep&ccedil;&atilde;o, aliada &agrave; mem&oacute;ria estabelece analogias na interpreta&ccedil;&atilde;o visual.</p>     <p>Franz Krajcberg (2014:266) comenta acerca de seu pr&oacute;prio trabalho: "eu queria romper o quadrado, sair da moldura. Tinha mais de uma raz&atilde;o para isso. A Natureza ignora o quadrado: o movimento gira." Esta fala de Krajcberg poderia ser um di&aacute;logo fict&iacute;cio com Semea, ao discutir sobre uma s&eacute;rie de obras dela, em que se destaca aqui, o <i>Jardim da vida</i> (<a href="#f1">Figura 1</a>). Neste caso n&atilde;o h&aacute; um quadrado, mas sim um ret&acirc;ngulo preto que, de certa forma, &eacute; o leito de uma forma org&acirc;nica em <i>Paper Clay.</i> O seu movimento sinuoso parece desejar se levantar e sair de seus inv&oacute;lucros definidos. Esta forma, de tonalidade cinza, apresenta longitudinalmente uma faixa vermelha, similar a uma espinha dorsal ou eixo de sustenta&ccedil;&atilde;o. Esta obra move-se para sair da bidimensionalidade: este &eacute; o momento precursor do salto na obra desta artista.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O t&iacute;tulo <i>Jardim da vida</i>, nos remete ao pensamento de Gotfried Leibniz (2016: 58) sobre a mat&eacute;ria viva, a parte e o Todo, quando o autor declara: "cada por&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria pode ser concebida como um jardim cheio de plantas e como um Tanque cheio de peixes" e revela que cada ramo, cada membro do animal, ou gota de seus humores "&eacute; ainda um tal jardim ou um tal tanque."</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sugere-se aqui a abordagem da Natureza, de Leibniz, como alegoria e horizonte interpretativo das formas criadas pela artista. As obras de Semea iniciam um processo de sa&iacute;da das formas geom&eacute;tricas e de abandono gradual dos suportes em madeira e ferro. Na <i>S&eacute;rie Tr&oacute;picos</i> (<a href="#f2">Figura 2</a>), seis formas org&acirc;nicas parecem sair para um movimento, libertando-se dos quadrados, como se os fragmentos e vest&iacute;gios restantes de mat&eacute;ria preta, fossem ind&iacute;cios de quadrados fechados, que as prendiam.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <i>S&eacute;rie G&ecirc;nese</i> (<a href="#f3">Figura 3</a>) &eacute; composta por quatro formas org&acirc;nicas a insinuar um livre movimento pela parede. S&atilde;o similares a c&eacute;lulas ou pequenos corpos aut&ocirc;nomos. Suas conforma&ccedil;&otilde;es recordam uma esp&eacute;cie de fungos denominada <i>Hyphalgrowth.</i> Esta obra pode dialogar com a teoria da Monadologia, de Leibniz (2016: 39-41): "a <i>Monada</i> de que vamos falar aqui n&atilde;o &eacute; outra coisa sen&atilde;o uma subst&acirc;ncia simples, que entra nos compostos; simples, quer dizer, sem partes." O autor complementa: "todo o ser criado est&aacute; sujeito &agrave; mudan&ccedil;a", mesmo para a <i>Monada</i> criada, a mudan&ccedil;a ser&aacute; cont&iacute;nua em cada uma.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As formas org&acirc;nicas de Semea, na <i>S&eacute;rie Esta&ccedil;&otilde;es</i> (<a href="#f4">Figura 4</a> e <a href="#f5">Figura 5</a>) <i>Ver&atilde;o e Primavera</i>, assim como, as obras <i>Ra&iacute;zes I e II</i> (<a href="#f6">Figura 6</a> e <a href="#f7">Figura 7</a>) refletem uma liberdade de composi&ccedil;&atilde;o, sobreposi&ccedil;&otilde;es de mat&eacute;ria, utiliza&ccedil;&atilde;o de pigmentos em cores mais vibrantes. Parecem ter vida pr&oacute;pria. Sob este prisma, segundo Leibniz (2016:44), cada <i>Monada</i> criada "cont&eacute;m uma certa perfei&ccedil;&atilde;o, h&aacute; uma sufici&ecirc;ncia que as torna fontes de suas a&ccedil;&otilde;es internas e por assim dizer, Aut&oacute;matos incorp&oacute;reos."</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f5.jpg"></a>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f6.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f7.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A obra da <i>S&eacute;rie Horizonte Perdido</i> (<a href="#f8">Figura 8</a>) expressa a ideia de um organismo aut&oacute;mato em movimento, ou remete &agrave; imagem do fragmento org&acirc;nico, cujo eixo central assemelha-se a uma espinha dorsal ou cartilagem. A ideia de a&ccedil;&atilde;o e movimento no espa&ccedil;o tornam-se evidentes na for&ccedil;a da s&eacute;rie completa, exposta na parede.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f8.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <i>S&eacute;rie Trilha do Mar</i> (<a href="#f9">Figura 9</a> e <a href="#f10">Figura 10</a>) &eacute; composta por trinta pe&ccedil;as de quatro tamanhos diversos. Pode-se observar duas obras da s&eacute;rie. A quietude, o sil&ecirc;ncio das texturas e formas se amainam no branco. O processo da artista consistiu inicialmente em trabalhar a <i>Mem&oacute;ria.</i> Ao <i>Paper Clay</i>, foram adicionados metros de barbante branco, num exerc&iacute;cio inconsciente da artista em expressar conex&otilde;es poss&iacute;veis, com relevos. Estes barbantes entravam em sua casa, nas embalagens, desde a sua inf&acirc;ncia. Eram guardados em pequenos rolos, deixados pela m&atilde;e da artista. Foram encontrados, mais de dez anos ap&oacute;s a sua morte. A modelagem inicial foi um ato de homenagem da artista, dedicado &agrave; sua m&atilde;e, por&eacute;m os barbantes foram se tornando fios condutores para uma a concep&ccedil;&atilde;o de pureza, do branco e do ideal que a artista det&eacute;m, de uma &aacute;gua pura e cristalina. Uma met&aacute;fora para o oceano foi concebida de forma imprevis&iacute;vel neste processo. O conjunto, quando exposto, &eacute; um convite para uma imers&atilde;o na dimens&atilde;o simb&oacute;lica do espa&ccedil;o submerso do Planeta &#8212; os oceanos &#8212; e para repensar as agress&otilde;es exercidas pelo homem, neste universo a que n&atilde;o temos um acesso visual frequente. Aqui o branco prevalece como car&aacute;ter simb&oacute;lico. Sobre a cor, Patr&iacute;cia Franca (2006:197) revela: "uma mat&eacute;ria inerte ou branca &eacute; rica ou est&aacute; impregnada de uma express&atilde;o latente que, &agrave; menor agita&ccedil;&atilde;o de sua subst&acirc;ncia, de sua tessitura, cria condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; emerg&ecirc;ncia da cor." Para a autora, "a cor &eacute; pele das coisas" e mediante esta "met&aacute;fora vegetal," a cor pode adquirir "uma aura seminal, um car&aacute;ter de seiva".</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f9.jpg"></a>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a13f10.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesta s&eacute;rie, a ideia de filamentos, veias, organicidade, morfologia e <i>Mem&oacute;ria</i> se fazem presentes. Leibniz (2016:44) evidencia que o termo <i>Monadas</i> j&aacute; basta para designar as subst&acirc;ncias simples "e que se chame Almas unicamente &agrave;quelas cuja percep&ccedil;&atilde;o &eacute; mais distinta e acompanhada de mem&oacute;ria."</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>A obra de Semea Kemil &eacute; um exerc&iacute;cio de: percep&ccedil;&atilde;o da (des)estrutura&ccedil;&atilde;o &#8212; recolha de materiais &#8212; (re)utiliza&ccedil;&atilde;o &#8212; encuba&ccedil;&atilde;o &#8212; (re)formula&ccedil;&atilde;o &#8212; (re) cria&ccedil;&atilde;o &#8212; (re)conex&atilde;o e (re)flex&atilde;o. N&atilde;o se trata de uma simula&ccedil;&atilde;o da Natureza ou de uma pr&aacute;tica <i>biomim&eacute;tica</i>, que busca imitar algo da Natureza ou processo natural. &Eacute; um espa&ccedil;o para interlocu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>F&eacute;lix Guattari (2001:23-5) evidencia: "a Natureza n&atilde;o pode ser separada da cultura e precisamos aprender a pensar 'transversalmente' as intera&ccedil;&otilde;es entre ecossistemas, mecanosfera e Universos de refer&ecirc;ncia sociais e individuais." As obras da <i>Arte Ecol&oacute;gica</i>, para Fernando Herguedas (2015:209) s&atilde;o as que causam o m&iacute;nimo de impacto ecol&oacute;gico, com consumo reduzido de recursos energ&eacute;ticos e materiais, podem desvendar quest&otilde;es ecol&oacute;gicas ou nos impactar para a transforma&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e cren&ccedil;as, provocando a reflex&atilde;o sobre as rela&ccedil;&otilde;es com a Natureza. Semea Kemil partilha destas perspectivas. H&aacute; in&uacute;meros artistas que perpassam as trilhas da <i>Arte Ambiental,</i> ao dialogar com a ci&ecirc;ncia, arte, Natureza e tecnologia (Raquejo &amp; Parre&ntilde;o, 2015). O processo criativo de Semea &eacute; gerado no ide&aacute;rio da dimens&atilde;o ambiental, espelha uma voz profunda que deseja &#8212; ser espa&ccedil;o &#8212; de conex&atilde;o e de provoca&ccedil;&atilde;o para o questionamento. Seu conjunto de obras &eacute; <i>um alerta, um chamado.</i></p>      <p>Em sua po&eacute;tica, <i>a mat&eacute;ria inerte</i> &eacute; narradora do desejo de supera&ccedil;&atilde;o da vida, atrav&eacute;s da desconstru&ccedil;&atilde;o e do desuso, renasce como mem&oacute;ria. Torna-se organismo vivo, textura e movimento, &eacute; um alerta sobre o que podemos preservar e transformar.</p>     <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Assim se imprime na narrativa a marca do narrador, como a m&atilde;o do oleiro na argila do vaso,</i></p>      <p>&#8212; Walter Benjamin (2010).</p></blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Archer, Michael (2012) <i>Arte contempor&acirc;nea: uma hist&oacute;ria concisa</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes. ISBN 978-85-7827-540-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463465&pid=S1647-6158201800040001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benjamin, Walter (2010) <i>Magia e t&eacute;cnica, arte e pol&iacute;tica: ensaios sobre literatura e hist&oacute;ria da cultura</i>. S&atilde;o Paulo: Brasiliense. ISBN: 85-11-12030-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463466&pid=S1647-6158201800040001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cauquelin, Anne (2005) <i>Arte contempor&acirc;nea: uma introdu&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes. ISBN 85-99102-18-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463467&pid=S1647-6158201800040001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Denis-Morel, Barbara (Org.) &Eacute;cosyst&egrave;mes Biodiversit&eacute; et Art contemporain. Catalogue. Exposition du 20 octobre au 15 d&eacute;cembre 2010. Marseille: Universit&eacute; de Provence. ISBN 978-2-85399-771-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463468&pid=S1647-6158201800040001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Franca, Patr&iacute;cia (2006) "O lugar da imagem" In: <i>Concep&ccedil;&otilde;es Contempor&acirc;neas da Arte</i>. Nazario, Luiz; Franca, Patr&iacute;cia (org.). Belo Horizonte: Editora UFMG. ISBN 85-741-581-8. pp.190-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463469&pid=S1647-6158201800040001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Guattari, F&eacute;lix (2001) <i>As tr&ecirc;s ecologias</i>. 11&ordf; Ed. Trad. Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus. ISBN 85-308-0106-7. 1&ordf; Ed. eletr&ocirc;nica. &#91;Consult. 2017-11-03&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4103483/mod_resource/content/1/As%20tr%C3%AAs%20ecologias.pdf" target="_blank">https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4103483/mod_resource/content/1/As%20tr%C3%AAs%20ecologias.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463471&pid=S1647-6158201800040001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Herguedas, Fernando A. (2015) "Arte, Naturaleza Y Ecologia" In: Raquejo, Tonia; Parre&ntilde;o, Jos&eacute; M. (Eds.) (2015) <i>Arte Y Ecologia</i>. Madrid: Librer&iacute;a Universidad Nacional de Educaci&oacute;n a Distancia. ISBN 978-84-362-6956-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463472&pid=S1647-6158201800040001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Krajcberg, Frans (2011) <i>Frans Krajcberg</i> &#91;Cat&aacute;logo de exposi&ccedil;&atilde;o de 90 anos,<i></i> MAC de Niter&oacute;i&#93; Museu de Arte Contempor&acirc;nea de Niter&oacute;i, Rio de Janeiro. De 03 a 23 de outubro. &#91;Consult. 2017-11-01&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://culturaniteroi.com.br/macniteroi/publicacoes/arq/41_Frans%20Krajcberg.pdf" target="_blank">http://culturaniteroi.com.br/macniteroi/publicacoes/arq/41_Frans%20Krajcberg.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463473&pid=S1647-6158201800040001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Krajcberg, Frans (2003) &#91;Entrevista realizada em Curitiba, 2003-10-11&#93; In: Fernandino, Fabr&iacute;cio (2014) "(R)evolu&ccedil;&atilde;o Frans Krajcberg, o poeta dos vest&iacute;gios". <i>Revista da Universidade Federal de Minas Gerais</i>, Belo Horizonte. ISSN 2316-770X. Vol. 21, n.(1)(2): 260-277, jan./dez. &#91;Consult. 2017-11-02&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="https://www.ufmg.br/revistaufmg/downloads/21/13_pag260a277_fabriciofernandino_franskrajcberg.pdf" target="_blank">https://www.ufmg.br/revistaufmg/downloads/21/13_pag260a277_fabriciofernandino_franskrajcberg.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463474&pid=S1647-6158201800040001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Krauss, Rosalind (2012) <i>A escultura no campo ampliado</i>. Reedi&ccedil;&atilde;o. PPGAV, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Artes Visuais da Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro. &#91;Consult. 2017-11-10&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: <a href="http://www.ppgav.eba.ufrj.br/wp-content/uploads/2012/01/ae17_Rosalind_Krauss.pdf" target="_blank">http://www.ppgav.eba.ufrj.br/wp-content/uploads/2012/01/ae17_Rosalind_Krauss.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463475&pid=S1647-6158201800040001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Leibniz, Gotfried W. (2016) <i>Monadologia</i>. 1&ordf; Ed. Trad. Apr. Adelino Cardoso. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri. ISBN 978-989-689-635-5. &#91;Consult. 2017-11-10&#93; Dispon&iacute;vel em URL: <a href="https://research.unl.pt/files/2415323/Monadologia_FINAL.pdf" target="_blank">https://research.unl.pt/files/2415323/Monadologia_FINAL.pdf </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463476&pid=S1647-6158201800040001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Raquejo, Tonia; Parre&ntilde;o, Jos&eacute; Maria (Eds.) (2015) <i>Arte Y Ecologia</i>. Madrid: Librer&iacute;a Universidad Nacional de Educaci&oacute;n a Distancia. 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:claudiamatosp@hotmail.com">claudiamatosp@hotmail.com</a> (Cl&aacute;udia Matos Pereira)</p>      ]]></body><back>
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