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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vozes Dissonantes: a abstração geométrica de Rose Lutzenberger]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Artes Departamento de Artes Visuais]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Rose Lutzenberger (Porto Alegre, RS, 1929) is the author of a reference sculpture from the Barão de Santo Ângelo Pinacoteca collection (PBSA / UFRGS). In this essay we will briefly analyze her performance as a important artist in the introduction of geometric abstraction in the visual production of Rio Grande do Sul. We will analyze her artistic process as a sculptor and engraver, whose results can be synthesized by the sculpture in question: awork that is resulting from exceptional operations with industrial materials which, by eliminating any trace of craftsmanship, usually associated with the plastic arts, places it fully integrated in the language of national and international geometric abstraction.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>Vozes Dissonantes: a abstra&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica de Rose Lutzenberger</b></p>     <p><b>Dissonant voices: the geometric abstraction of Rose Lutzenberger</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paulo C&eacute;sar Ribeiro Gomes*</b></p>     <p>*Brasil , artista visual.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Artes, Departamento de Artes Visuais. Rua Senhor dos Passos, 248, Porto Alegre &#8212; CEP 90020-180, Rio Grande do Sul, Brasil.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO:</b></p>     <p>Rose Lutzenberger (Porto Alegre, RS, 1929) &eacute; autora de uma escultura de refer&ecirc;ncia do acervo da Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo (PBSA/UFRGS). Nesse ensaio faremos uma breve an&aacute;lise da sua atua&ccedil;&atilde;o como artista importante na introdu&ccedil;&atilde;o daabstra&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica na produ&ccedil;&atilde;o visual do Rio Grande do Sul. Analisaremos seu processo art&iacute;stico enquanto escultora e gravadora, cujos resultados podem ser sintetizados pela escultura em quest&atilde;o: um trabalho que &eacute; resultante de excepcionais opera&ccedil;&otilde;es com materiais industriais que, ao eliminar todo e qualquer vest&iacute;gio de manualidade, normalmente associada &agrave;s artes pl&aacute;sticas, coloca-a plenamente integrada &agrave; linguagem da abstra&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica nacional e internacional.</p>      <p><b>Palavras chave:</b> Rose Lutzenberger / escultura / abstra&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica / Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>Rose Lutzenberger (Porto Alegre, RS, 1929) is the author of a reference sculpture from the Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo Pinacoteca collection (PBSA / UFRGS). In this essay we will briefly analyze her performance as a important artist in the introduction of geometric abstraction in the visual production of Rio Grande do Sul. We will analyze her artistic process as a sculptor and engraver, whose results can be synthesized by the sculpture in question: awork that is resulting from exceptional operations with industrial materials which, by eliminating any trace of craftsmanship, usually associated with the plastic arts, places it fully integrated in the language of national and international geometric abstraction.</p>     <p><b>Keywords:</b> Rose Lutzenberger / sculpture / geometric abstraction / Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escultura de Rose Lutzenberger (1929), sem t&iacute;tulo (<i>circa</i> 1970), composta de tr&ecirc;s m&oacute;dulos de base em madeira, revestidas de placas de alum&iacute;nio e com interven&ccedil;&atilde;o de pintura, &eacute; uma das pe&ccedil;as de refer&ecirc;ncia do acervo de esculturas da Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo (UFRGS) (<a href="#f1">Figura 1</a>). Trata-se de uma obra que permite "diferentes formas de agrupamento, possibilitando, assim, composi&ccedil;&otilde;es abstratas de dimens&otilde;es vari&aacute;veis" (Barbian, 2014). No conjunto da cole&ccedil;&atilde;o ela se destaca pela excel&ecirc;ncia da sua fatura e por pretender um discurso que foge ao padr&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o escult&oacute;rica local no per&iacute;odo de sua execu&ccedil;&atilde;o, fazendo parte do reduzido conjunto de pe&ccedil;as do mesmo g&ecirc;nero produzidas pela artista no per&iacute;odo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a16f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Rose Lutzenberger, juntamente com Ilsa Monteiro (1935) e Joyce Schleiniger (1947) forma a tr&iacute;ade de artistas que, nos anos 1960 e 1970, rompe com a tradi&ccedil;&atilde;o figurativa da escultura no Rio Grande do Sul. Se em outras &aacute;reas, mormente na gravura e na pintura (Berclaz, 2015), a corrente abstracionista tem expressivo desenvolvimento nas obras bidimensionais de Carlos Petrucci (1919-2013), Carlos Scliar (1920-2001), Dan&uacute;bio Gon&ccedil;alves (1925), Luiz Barth (1941-2017), Nelson Ellwanger (1946-2004), Nelson Wiegert (1940), Rubens Costa Cabral (1928-1989), Vera Chaves Barcellos (1938), Waldeny Elias (1931-2010), Yeddo Titze (1935-2016) e Zoravia Bettiol (1935), a escultura manteve-se, entretanto, solidamente ancorada na figura&ccedil;&atilde;o, uma realidade que s&oacute; se alterar&aacute; em per&iacute;odos posteriores.</p>     <p>Sua forma&ccedil;&atilde;o se deu inicialmente no Instituto de Belas Artes (1948). Entre 1958 e 1959 recebeu uma bolsa de estudos do Departamento de Estado &#8212; Estados Unidos, frequentando o <i>State Departament Grant</i>, na Universidade de Yale, em Harvard, o <i>Sculpture Center</i> e o <i>Art Student League</i>, ambas em Nova Iorque. Entre 1967 e 1968 estagiou, como docente convidada, na <i>Folkwangschule f&uuml;r Gestaltung</i> (Essen) e na Escola Estadual Superior de Artes Pl&aacute;sticas (Hamburgo), ambas na Alemanha. Sua carreira como artista inicia-se ainda nos anos 1950 e se desenvolver&aacute; de maneira crescente ao longo das duas d&eacute;cadas seguintes, participando de mostras coletivas, individuais e sal&otilde;es. Como docente universit&aacute;ria inicia sua carreira nos anos 1950 conquistando, em 1964, o t&iacute;tulo de Professora Catedr&aacute;tica de Arte Decorativa do Curso de Artes Pl&aacute;sticas do Instituto de Artes; em 1966 lhe &eacute; concedido o t&iacute;tulo de Doutora em Artes Pl&aacute;sticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se aposenta em 1986.</p>     <p>Rose Lutzenberger, reconhecida como gravadora, escultora e como designer, principalmente de joias, tem na escultura grande relev&acirc;ncia para o desenvolvimento da t&eacute;cnica, principalmente no sul do Brasil. A obra de Rose Lutzenberger mesmo tendo recebido not&aacute;vel destaque para al&eacute;m das fronteiras regionais, seja em sal&otilde;es de nomeada no panorama nacional, seja em galerias, ficou obscurecida devido a pouca visibilidade dada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o local. A inscri&ccedil;&atilde;o de seu nome no seleto grupo de escultoras nacionais que se dedicaram a abstra&ccedil;&atilde;o, assim como o de suas outras duas companheiras acima referidas, merece figurar, no mesmo recorte formal, ao lado de Am&eacute;lia Toledo (1926-2017), Lygia Clark (1920-1988), Lygia Pape (1927-2004), Mary Vieira (1927-2001), Tomie Othake (1913-2015), artistas mulheres que investiram na abstra&ccedil;&atilde;o, principalmente a geom&eacute;trica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As gravuras do &aacute;lbum: ensaios para as esculturas?</b></p>     <p>O &aacute;lbum <i>Vis&atilde;o multidirecional</i> (1971) &eacute; composto por vinte serigrafias sobre papel: seis de Luiz Fernando Barth (1941-2017), sete de Rubens Costa Cabral (1928-1989) e sete de Rose Lutzenberger. O &aacute;lbum &eacute; o resultado da pesquisa intitulada Express&atilde;o em Superf&iacute;cie e Movimento, desenvolvida no ano de 1971, pelos professores acima citados. Propunha a "elei&ccedil;&atilde;o de uma forma geom&eacute;trica plana (hex&aacute;gono) que atrav&eacute;s de cortes possibilitasse a cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o amb&iacute;guo e o remanejamento de suas partes com o objetivo de obter a cria&ccedil;&atilde;o de formas est&eacute;ticas" (Relat&oacute;rio para o 1&ordm; Semestre de 1971 /AHIA). Como que indicando a natureza permutacional da proposta, "A p&aacute;gina que abre o &aacute;lbum apresenta seis variantes da mesma frase, escritas em caixa alta, na cor azul royal, distribu&iacute;das em arco. S&atilde;o elas: vis&atilde;o muldimensional; vis&atilde;o dimensional multi; dimensional multivis&atilde;o; dimensional vis&atilde;o multi; multi dimensional vis&atilde;o e multivis&atilde;o dimensional" (Borba, 2015).</p>     <p>A observa&ccedil;&atilde;o das esculturas de Rose Lutzenberger nos leva naturalmente a indagar sobre seu processo de constru&ccedil;&atilde;o, visto que o rigor e a precis&atilde;o s&atilde;o fatores preponderantes no resultado final. Se nas gravuras acima referenciadas (<a href="#f2">Figura 2</a>, <a href="#f3">Figura 3</a> e <a href="#f4">Figura 4</a>) a aplica&ccedil;&atilde;o da teoria da Gestalt &eacute; quase did&aacute;tica, no que tem de expl&iacute;cita e auto-explicativa, nas esculturas o processo &eacute; mais requintado, pois, ao examin&aacute;-las atentamente, observamos que ela logrou esses efeitos justapondo volumes e superf&iacute;cies polidas em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s superf&iacute;cies coloridas e opacas, resultado da aplica&ccedil;&atilde;o de pintura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a16f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a16f3.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a16f4.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Temos a impress&atilde;o de que no &aacute;lbum de gravuras &#8212; com a aplica&ccedil;&atilde;o de rigorosos princ&iacute;pios perceptuais de grande vigor e not&aacute;vel resultado &#8212; a artista ensaiou suas esculturas. Um refor&ccedil;o para essa afirmativa est&aacute; no fato de que na abertura do &aacute;lbum os autores agregaram uma cita&ccedil;&atilde;o de Umberto Eco, que transcrevemos:</p>     <blockquote>    <p>&#91;&#8230;&#93; <i>enquanto que aculturam&eacute;diae popular (ambas j&aacute; produzidas em n&iacute;veis mais ou menos industrializados, e sempre mais altos) n&atilde;o vendem mais a obra de arte, e sim o seu efeito, eis que os artistas se sentem impelidos, por rea&ccedil;&atilde;o, a insistirem no polo oposto: n&atilde;o mais sugerindo efeitos, nem se interessando pela obra, mas sim pelo processo que leva &agrave; obra.</i></p> </blockquote>     <p>Essa &uacute;ltima assertiva, que enfatiza a quest&atilde;o do processo em detrimento da obra, nos leva a afirmar que nesse trabalho Rose Lutzenberger definitivamente experimentou no plano bidimensional suas esculturas, antes de efetivamente constru&iacute;-las. A an&aacute;lise dos resultados obtidos demonstra de maneira cabal que as quest&otilde;es perceptuais ensaiadas aqui foram de maneira vitoriosa transpostas para o plano tridimensional: os efeitos &oacute;pticos de sobreposi&ccedil;&atilde;o de planos, a elimina&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre figura e fundo, a aplica&ccedil;&atilde;o de cores para conduzir o olhar pelas formas, etc. Imediatamente anteriores &agrave;s esculturas, essas gravuras aplicam aqueles estudos desenvolvidos pela artista, na sua atividade docente na disciplina de T&eacute;cnica da composi&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, ministrada no Instituto de Artes. Esses estudos da percep&ccedil;&atilde;o s&atilde;o associados ao estudo dos "recursos interpretativos e t&eacute;cnicos dos elementos formais e seus relacionamentos em duas dimens&otilde;es; Natureza da Luz; &#91;e&#93; For&ccedil;as Visuais." (Relat&oacute;rio para o 1&ordm; Semestre de 1971/AHIA), conte&uacute;dos estes que vinham sendo desenvolvidos, desde os anos 1950, na disciplina de Composi&ccedil;&atilde;o Decorativa &#8212; T&eacute;cnica da Composi&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica. Mais do que experimentos formais as gravuras, assim como as esculturas, levam em considera&ccedil;&atilde;o um olhar objetivo proposto ao espectador, esvaziando-o de aproxima&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas ou sensoriais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Sobre a escultura</b></p>     <p>Sobre sua escultura escreveu Armindo Trevisan (1983) que "revelou s&aacute;bia assimila&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios construtivistas, que envolve de um halo hier&aacute;tico, seja pelo tratamento das superf&iacute;cies, seja atrav&eacute;s de uma morfologia, n&atilde;o destitu&iacute;da de eleg&acirc;ncia." Tomemos como guias, para desenvolvimento desse ensaio, os tr&ecirc;s aspectos assinalados por Trevisan: o halo hier&aacute;tico, o tratamento de superf&iacute;cies e a morfologia e eleg&acirc;ncia. O hieratismo deve-se principalmente ao tratamento das formas, que elevam o olhar e prop&otilde;em uma assimila&ccedil;&atilde;o quase religiosa as suas esculturas, uma retomada das colunas infinitas de Brancusi na sua forma monol&iacute;tica (Zanini, 1980). Escultura n&atilde;o decorativa, feita para ser apreendida pelo intelecto, n&atilde;o pela sensibilidade. Quanto ao tratamento das superf&iacute;cies, estas s&atilde;o cuidadosamente elaboradas, seja no polimento do alum&iacute;nio, seja nas faixas de cores agregadas, tudo com um cuidado extremo com os detalhes no uso dos materiais industriais. O afastamento dos materiais tradicionais da escultura praticada entre n&oacute;s (ferro, madeira, bronze, m&aacute;rmore e argila), elimina, de uma s&oacute; tacada, qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter simb&oacute;lico tradicionalmente associado &agrave;queles materiais. Quanto &agrave; morfologia &#8212; as formas adotadas -, esta se d&aacute; por m&oacute;dulos sobrepostos, que partem das reconfigura&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis de um m&oacute;dulo &#8212; o hex&aacute;gono &#8212; submetido &agrave;s mais rigorosas modifica&ccedil;&otilde;es. A explora&ccedil;&atilde;o da formas geom&eacute;tricas simples, sem propor qualquer associa&ccedil;&atilde;o com o mundo material, explora ao interesse da artista pela tecnologia e pelas pesquisas perceptuais, eliminando a possibilidade de um contato t&aacute;til, devido &agrave;s superf&iacute;cies frias, ass&eacute;pticas e de arestas agudas. Observa-se a preocupa&ccedil;&atilde;o com a elimina&ccedil;&atilde;o, melhor dizendo, com a ren&uacute;ncia da massa como elemento escultural, como est&aacute; previsto no <i>Manifesto Construtivista</i> de Naum Gabo (1920). A pesquisa perceptual gestaltiana enfatiza o ritmo e a din&acirc;mica, aproximando a artista da civiliza&ccedil;&atilde;o industrial, substituindo, conforme Noholy-Nagy e Kemeny (Berlim, 1922) o "&#91;&#8230;&#93; princ&iacute;pio est&aacute;tico da arte cl&aacute;ssica pelo princ&iacute;pio din&acirc;mico da vida universal" (apud Zanini, 1980). O resultado &eacute; a eleg&acirc;ncia apontada pela cr&iacute;tica, resultados do olhar lan&ccedil;ado para o alto, do tratamento primoroso e da cuidadosa elei&ccedil;&atilde;o das formas, que obrigam o espectador &agrave; circula&ccedil;&atilde;o em torno de objetos sem princ&iacute;pio e sem fim, deslocando a rela&ccedil;&atilde;o entre figura e fundo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Uma voz dissonante</b></p>     <p>&Eacute; sintom&aacute;tico que a recep&ccedil;&atilde;o de sua obra escult&oacute;rica, independente do imediato reconhecimento e das premia&ccedil;&otilde;es recebidas, tenha causado estranheza e mesmo estupor, desarmando a cr&iacute;tica de seu tempo. Brites (2015) escreveu que "No II Sal&atilde;o de Artes Visuais da UFRGS, de 1973, acompanhando a movimenta&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica do momento, o j&uacute;ri concedeu o Grande Pr&ecirc;mio do Sal&atilde;o para a categoria 'proposi&ccedil;&atilde;o', na qual estava inscrito o trabalho tridimensional de Rose Lutzenberger <i>Espa&ccedil;o perceptual</i> (in&iacute;cio dos anos 1970)." (<a href="#f5">Figura 5</a>)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a16f5.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Aqui j&aacute; esta indicada n&atilde;o somente uma abertura da cr&iacute;tica local para novas formas de express&atilde;o, mas tamb&eacute;m uma dificuldade de enquadrar as manifesta&ccedil;&otilde;es que fugiam dos modelos tradicionais. Fernando Corona, atento observador do sistema de artes local, apesar de n&atilde;o entrar em considera&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas (sobretudo pelo car&aacute;ter de cr&ocirc;nica de suas notas cr&iacute;ticas) n&atilde;o se furtou, entretanto, a dedicar elogios &agrave;s propostas da artista, como, por exemplo, ao registrar que "O Grande Pr&ecirc;mio &#91;no II Sal&atilde;o de Artes Visuais da UFRGS em 1973&#93; (<a href="#f6">Figura 6</a>) para <i>Espa&ccedil;o Perceptual</i>, &#91;&#8230;&#93; prova o bom gosto e profundos conhecimentos da geometria espacial &#91;&#8230;&#93;. S&atilde;o realmente uma beleza pl&aacute;stica no espa&ccedil;o" (Corona, 1977). Dois anos depois, comentando sobre o III Sal&atilde;o de Artes Visuais da UFRGS, escrevendo sobre a pe&ccedil;a intitulada <i>Tramas</i>, afirma que &eacute; uma "&#91;&#8230;&#93; bel&iacute;ssima forma est&eacute;tica e vertical em alum&iacute;nio &#91;&#8230;&#93;" (Corona, 1977).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"><img src="/img/revistas/est/v9n24/9n24a16f6.jpg"></a>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Uma mirada no ambiente local nos esclarece que os artistas brasileiros, dos anos 1950 e 1960, estavam trabalhando em um pa&iacute;s que, ap&oacute;s sair do modelo agropastoril depois da segunda guerra mundial procuravam se inserir rapidamente no mundo industrial. Era, portanto, natural que as expectativas fossem no sentido de encaminhar a produ&ccedil;&atilde;o pl&aacute;stica para uma correspond&ecirc;ncia com o modelo vigente de progresso. Juntamente com Ilsa Monteiro e Joyce Schleiniger (que receber&atilde;o aten&ccedil;&atilde;o noutro momento), Rose Lutzenberger forma a trindade da vanguarda escult&oacute;rica do Rio Grande do Sul. Seu trabalho, magnificamente representado pela escultura da Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo com a qual abrimos esse ensaio, &eacute; o resultado de excepcionais opera&ccedil;&otilde;es com materiais industriais que, ao eliminar todo e qualquer vest&iacute;gio de manualidade, normalmente associada &agrave;s artes pl&aacute;sticas, coloca-a plenamente integrada na linguagem da abstra&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica nacional e internacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Barbian, D&eacute;bora da Silva Margoni (2015) &#91;Sem t&iacute;tulo&#93;. In: Gomes, Paulo (Org.) <i>Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo</i> &Acirc;ngelo: Cat&aacute;logo Geral <i>&#8212; 1910-2014</i> . Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2&ordm; v.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463761&pid=S1647-6158201800040001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borba, Andressa. (2015) &#91;Sem t&iacute;tulo&#93; In: Gomes, Paulo (Org.) <i>Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo: Cat&aacute;logo Geral &#8212; 1910-2014</i>. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2&ordm; v.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463763&pid=S1647-6158201800040001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brites, Blanca Luz (2015) "Pinacoteca Bar&atilde;o De Santo &Acirc;ngelo em sintonia com seu tempo. In: Gomes, Paulo (Org.) <i>Pinacoteca Bar&atilde;o de Santo &Acirc;ngelo: Cat&aacute;logo Geral &#8212; 1910-2014</i>. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2&ordm; v.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463765&pid=S1647-6158201800040001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Corona, Fernando (1977) <i>Caminhada nas Artes (1940-76)</i>. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul /Instituto Estadual do Livro, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463767&pid=S1647-6158201800040001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lutzenberger, Rosa Maria Kroeff (1971). <i>Relat&oacute;rio para o 1&ordm; Semestre de 1971</i>. Instituto de Artes &#8212; Departamento de Artes Visuais. AHIA &#8212; Arquivo Hist&oacute;rico do Instituto de Artes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463769&pid=S1647-6158201800040001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rosa, Renato &amp; Presser, D&eacute;cio (2001) <i>Dicion&aacute;rio de Artes Pl&aacute;sticas no Rio Grande do Sul</i>. Porto Alegre: Editora da Universidade (2&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o &#8212; Revista e Ampliada).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463771&pid=S1647-6158201800040001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Trevisan, Armindo (1983) <i>Escultores Contempor&acirc;neos do Rio Grande do Sul</i>. Porto Alegre: Editora da Universidade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463773&pid=S1647-6158201800040001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zanini, Walter (1980) <i>Tend&ecirc;ncias da Escultura Moderna</i>. SP: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1463775&pid=S1647-6158201800040001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Enviado a 03 de janeiro de 2018 e aprovado a 17 de janeiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:oluapgomes@gmail.com">oluapgomes@gmail.com</a> (Paulo C&eacute;sar Ribeiro Gomes)</p>      ]]></body><back>
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