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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Interpretive analysis of the series "The Islands, The Stones - The History", by Marcos Rizolli, especially the work entitled "Michelangelo", considering the point of view focused on eroticism, psychoanalysis and the dichotomies contained in the work.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>As Ilhas, As Pedras</b>&#8212; <b>A Hist&oacute;ria: O erotismo de Marcos Rizolli</b></p>     <p><b>The Islands, The Rocks &#8212; The History: Marcos Rizolli's erotism</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carolina Vigna Prado&#42;</b></p>     <p>&#42;Brasil, artista visual.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o e Letras, Publicidade e Propaganda. Rua Piaui, 143, Higien&oacute;polis, S&atilde;o Paulo / SP &#8212; CEP 01241-001, Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO: </b></p>     <p>An&aacute;lise interpretativa da s&eacute;rie "As Ilhas, As Pedras &#8212; A Hist&oacute;ria", de Marcos Rizolli, especialmente da obra intitulada "Michelangelo", sob o vi&eacute;s do erotismo, da psican&aacute;lise e das dicotomias contidas na obra. </p>     <p><b>Palavras chave: </b>Rizolli / hist&oacute;ria da arte / erotismo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT: </b></p>     <p>Interpretive analysis of the series "The Islands, The Stones &#8212; The History", by Marcos Rizolli, especially the work entitled "Michelangelo", considering the point of view focused on eroticism, psychoanalysis and the dichotomies contained in the work.</p>     <p><b>Keywords: </b>Rizolli / art history / erotism.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A s&eacute;rie intitulada "As Ilhas, As Pedras &#8212; A Hist&oacute;ria", de Marcos Rizolli apresenta, em 3 etapas, gravuras digitais coloridas, a saber, em sequ&ecirc;ncia: ilhas, pedras e hist&oacute;ria, sendo a &uacute;ltima etapa o objeto de estudo principal desse artigo. A rela&ccedil;&atilde;o que Rizolli faz com a Hist&oacute;ria da Arte acontece atrav&eacute;s da busca de sua ess&ecirc;ncia e n&atilde;o de sua figura&ccedil;&atilde;o ou significa&ccedil;&atilde;o que podem ser, ambas, redutoras. Essa ess&ecirc;ncia, tanto por sua formalidade quanto pelo uso cauteloso do cromatismo, pode ser lida como er&oacute;tica sob o ponto de vista psicanal&iacute;tico (puls&atilde;o Eros, de Freud, principalmente).</p>     <p>Essa an&aacute;lise interpretativa considera aspectos formais e po&eacute;ticos, com maior foco na obra intitulada "Michelangelo".</p>     <p>Mesmo quando h&aacute; uma clara refer&ecirc;ncia &agrave; Hist&oacute;ria da Arte, Rizolli n&atilde;o produz releituras. O artista busca a ess&ecirc;ncia do sens&iacute;vel contida em seu referencial. E, por ser uma comunica&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel, trata-se de uma apresenta&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o de uma representa&ccedil;&atilde;o. Como diz o pr&oacute;prio artista,</p>     <p>    <blockquote><i>Contudo, o conceito de arte compreende um outro aspecto espec&iacute;fico: independentemente de tempo ou cultura, ela nasce, sempre, como atividade de comunica&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel.</i> (Rizolli, 2005:5)</blockquote></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. As Ilhas</b></p>     <p>As ilhas, em uma primeira impress&atilde;o, s&atilde;o ilhas de cor, ilhas geogr&aacute;ficas que surgem do branco, tal qual as que brotam no mar. Brotam em camadas, apontando didaticamente para as camadas de significa&ccedil;&atilde;o que ali existem, a saber:</p>     <p>a) A ilha no sentido de isolamento: Rizolli fala a partir da solid&atilde;o. N&atilde;o importa se essa solid&atilde;o pertence ao artista ou n&atilde;o. Essa solid&atilde;o pertence &agrave; obra e &eacute; dela que falamos. Ainda dentro da po&eacute;tica do isolamento, h&aacute; um sil&ecirc;ncio de recolhimento, como define Coli:</p>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote><i>O campo da pintura, seja ele o da imobilidade, do recolhimento, seja ele o da agita&ccedil;&atilde;o, &eacute; sempre recoberto de sil&ecirc;ncio, e todos os sil&ecirc;ncios s&atilde;o bons no que concerne &agrave;s obras de arte. S&oacute; existe um sil&ecirc;ncio ruim em rela&ccedil;&atilde;o a elas: o sil&ecirc;ncio que impede as obras de emitirem suas vozes, sil&ecirc;ncio produzido pela morda&ccedil;a, sil&ecirc;ncio da censura. &Eacute; o &uacute;nico sil&ecirc;ncio, no campo das artes, que deve ser combatido.</i> (Coli, 2014:434)</blockquote></p>     <p>b) A ilha no sentido corp&oacute;reo (um corpo de "terra"): Rizolli, ao utilizar formas org&acirc;nicas e topogr&aacute;ficas em sua gravura digital, sintetiza o corpo (de Ad&atilde;o, de Deus, tanto faz). A ilha &eacute;, portanto, a visualidade da pele como interface:</p>     <p>    <blockquote><i>A pele &eacute; um elemento essencial, porque paradoxal, do corpo paradoxal: ao mesmo tempo interior e exterior, interface entre o espa&ccedil;o exterior e o interior, constitui o operador da revers&atilde;o do fundo do corpo na superf&iacute;cie.</i> (Gil, 2002:141)</blockquote></p>     <p>c) A ilha no sentido geogr&aacute;fico: declara-se, em seu contorno f&iacute;sico, o entendimento de que a essencialidade da Hist&oacute;ria da Arte &eacute; uma leitura poss&iacute;vel de mundo, limitada pela pr&eacute;-exist&ecirc;ncia do repert&oacute;rio do fruidor.</P>     <p>d) A ilha no sentido biogr&aacute;fico: Cada ser humano &eacute; sua pr&oacute;pria ilha e os artistas est&atilde;o constantemente relendo suas pr&oacute;prias biografias. Os objetos de observa&ccedil;&atilde;o/pesquisa continuam os mesmos (ilhas, por exemplo, s&atilde;o as mesmas desde antes do homo sapiens), mas cada artista v&ecirc; seu objeto com olhos diferentes. &Eacute; esse olhar que constr&oacute;i a imagem, n&atilde;o a imagem que constr&oacute;i o olhar. Como diz Merleau-Ponty,</P>     <p>    <blockquote><i>O olho v&ecirc; o mundo, e o que falta ao mundo para ser quadro, e o que falta ao quadro para ser ele pr&oacute;prio e, na paleta, a cor que o quadro espera; e v&ecirc;, uma vez feito, o quadro que responde a todas essas faltas, e v&ecirc; os quadros dos outros, as respostas outras a outras faltas.</i> (Merleau-Ponty, 2013:23)</blockquote></p>     <p>e) A ilha no sentido arquitet&ocirc;nico de n&uacute;cleo: "As Ilhas, As Pedras: A Hist&oacute;ria" &eacute; um conjunto coeso e coerente que forma um n&uacute;cleo daquilo que &eacute; essencial da hist&oacute;ria/forma/imagem que rememora.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. As Pedras</b></p>     <p>As pedras, preciosas em inten&ccedil;&atilde;o e gesto, atribuem o valor erudito &agrave; gravura digital. Trata-se de uma pedra po&eacute;tica, compreendida pela colora&ccedil;&atilde;o de um corte transversal, tal qual vemos em museus de ci&ecirc;ncia natural.</p>     <p>Uma das muitas possibilidades de leitura das pedras &eacute; o museol&oacute;gico, o que colocaria a obra dentro da esfera da puls&atilde;o de morte (T&acirc;natos), em clara oposi&ccedil;&atilde;o a Eros, j&aacute; que a museoliza&ccedil;&atilde;o e a petrifica&ccedil;&atilde;o, ambas, congelam a vida. Entretanto, a estabiliza&ccedil;&atilde;o que seria esperada da puls&atilde;o de morte &eacute; quebrada pelo posicionamento da figura na composi&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, por causa do dinamismo compositivo, a obra de Rizolli insere-se no limiar entre as puls&otilde;es T&acirc;natos e Eros, equilibrando-se tamb&eacute;m entre o pensamento racional e a emo&ccedil;&atilde;o. Cabe aqui a ressalva de que n&atilde;o acreditamos que pensamento e emo&ccedil;&atilde;o sejam dicotomias, mas valores complementares.</p>     <p>O cromatismo das pedras, que alude a pedras preciosas, faz-se presente de maneira contundente e sem concess&otilde;es nem mesmo &agrave; sua refer&ecirc;ncia na Hist&oacute;ria da Arte. As cores usadas em "Michelangelo", por exemplo, n&atilde;o s&atilde;o uma cita&ccedil;&atilde;o. As cores s&atilde;o, em si, a express&atilde;o de sua preciosidade em uma escolha nada aleat&oacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A Hist&oacute;ria</b></p>     <p>Em <i>Michelangelo</i> (<a href="#f1">Figura 1</a>), Rizolli faz uma men&ccedil;&atilde;o clara e direta ao momento narrativo mais significativo da Capela Sistina, o afresco A Cria&ccedil;&atilde;o de Ad&atilde;o, quando os dedos de Ad&atilde;o e Deus quase se tocam. Rizolli transita o tempo todo entre limiares tensionais. A tens&atilde;o, aqui, &eacute; a do quase toque, do quase tato. &Eacute; um "quase", n&atilde;o &eacute; a sua consagra&ccedil;&atilde;o, sua resolu&ccedil;&atilde;o. Nessa tens&atilde;o reside tamb&eacute;m um erotismo fetichista da interrup&ccedil;&atilde;o, da suspens&atilde;o (do toque). As ilhas de Rizolli n&atilde;o fazem uma simples releitura dessa tens&atilde;o catalisadora da insinua&ccedil;&atilde;o de movimento contida tanto na obra da Rizolli quanto na de Michelangelo. As Ilhas mostram o que h&aacute; de essencial nessa tens&atilde;o, nessa puls&atilde;o vital.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v10n26/10n26a12f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A Hist&oacute;ria em Rizolli &eacute; tanto a Hist&oacute;ria da Arte quanto a sua mem&oacute;ria. N&atilde;o se trata de uma narrativa por repeti&ccedil;&atilde;o, mas por evoca&ccedil;&atilde;o. Rizolli faz aflorar a rememora&ccedil;&atilde;o da obra refer&ecirc;ncia sem ser pelo vi&eacute;s da releitura ou da representa&ccedil;&atilde;o mas pela via do sentimento evocado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <blockquote><i>Quanto ao par evoca&ccedil;&atilde;o/recorda&ccedil;&atilde;o, a reflexividade est&aacute; em seu auge no esfor&ccedil;o de recorda&ccedil;&atilde;o; ela &eacute; enfatizada pelo sentimento de penosidade ligado ao esfor&ccedil;o; a evoca&ccedil;&atilde;o simples pode, nesse aspecto, ser considerada como neutra ou n&atilde;o marcada, na medida em que se diz que a lembran&ccedil;a sobrev&eacute;m como presen&ccedil;a do ausente; pode-se dizer que ela &eacute; marcada negativamente nos casos de evoca&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea, involunt&aacute;ria, bem conhecida dos leitores da</i> Busca<i>&#8230; proustiana; e, mais ainda, nos casos de irrup&ccedil;&atilde;o obsessiva, que iremos considerar no pr&oacute;ximo estudo; a evoca&ccedil;&atilde;o j&aacute; n&atilde;o &eacute; simplesmente sentida (</i>pathos<i>), mas sofrida. A "repeti&ccedil;&atilde;o", no sentido freudiano, &eacute;, ent&atilde;o, o inverso da rememora&ccedil;&atilde;o, que pode ser comparada, enquanto trabalho de lembran&ccedil;a, ao esfor&ccedil;o de recorda&ccedil;&atilde;o acima descrito.</i> (Ricoeur, 2007:55)</blockquote></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Existem muitas camadas de erotismo na rela&ccedil;&atilde;o com a Hist&oacute;ria da Arte de Rizolli, a come&ccedil;ar com a pr&oacute;pria rela&ccedil;&atilde;o em si, j&aacute; que nosso Self e, portanto, nosso Eros se constitui na rela&ccedil;&atilde;o com o Outro. Rizolli desloca &#8212; o deslocamento &eacute; tamb&eacute;m uma forma de sublima&ccedil;&atilde;o &#8212; esse "outro" para o intelecto e a racionaliza&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria mas, ao optar por uma plasticidade onde as formas em si se "atraem" uma pelas outras (vide <a href="#f1">Figura 1</a>), o artista devolve &agrave; racionaliza&ccedil;&atilde;o a organicidade e, consequentemente, o seu Eros.</p>     <p>Rizolli passeia, portanto, entre diversos valores complementares (alguns, dicotomizados na cultura ocidental), a saber:</p>     <p>a) Vida-morte     <br>b) Racionaliza&ccedil;&atilde;o-erotismo     <br>c) Estabilidade-instabilidade     <br>d) Plasticidade-petrifica&ccedil;&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A complementariedade de valores t&atilde;o at&aacute;vicos e fundamentais &eacute;, <i>per se</i>, tamb&eacute;m uma erotiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Talvez seja essa capacidade de transitar entre o invis&iacute;vel/sens&iacute;vel e o pl&aacute;stico/vis&iacute;vel o maior trunfo dos artistas.</p>     <p>    <blockquote><i>O artista tem que manipular dois sistemas de pensamento distintos, que resultam em duas produ&ccedil;&otilde;es distintas.</i> (Cattani, 2002:41)</blockquote></p>     <p>Rizolli mant&eacute;m uma saud&aacute;vel tens&atilde;o entre as sublima&ccedil;&otilde;es descritas por Freud (art&iacute;stica e intelectual-cient&iacute;fica) e as puls&otilde;es de vida (Eros) e de morte (T&acirc;natos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Cattani, Icleia Borsa. (2002). Arte contempor&acirc;nea: o lugar da pesquisa. In: Brites, Bianca; Tessler, Elida (org.). <i>O meio como ponto zero</i>: metodologia de pesquisa em artes pl&aacute;sticas. Porto Alegre: Ed. Universidade / UFRGS, (Cole&ccedil;&atilde;o Visualidade; 4).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466693&pid=S1647-6158201900020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coli, Jorge. (2014). A intelig&ecirc;ncia do sil&ecirc;ncio. In: Novaes, Adauto (Org.). <i>Muta&ccedil;&otilde;es</i>: o sil&ecirc;ncio e a prosa do mundo. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Sesc S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466695&pid=S1647-6158201900020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gil, Jos&eacute;. (2002). O corpo paradoxal. In: Lins, Daniel; Gadelha, Sylvio (org). Nietzsche e Deleuze</i>: que pode o corpo. Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;: Fortaleza: Secretaria da Cultura e Desporto, (Outros di&aacute;logos; 8).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466697&pid=S1647-6158201900020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Merleau-Ponty, Maurice. (2013).<i>O olho e o esp&iacute;rito</i>. Trad. Paulo Neves e Maria Ermantina Galv&atilde;o Gomes Pereira. S&atilde;o Paulo: Cosac Naify.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466699&pid=S1647-6158201900020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ricoeur, Paul. (2007). <i>A mem&oacute;ria, a hist&oacute;ria, o esquecimento</i>. Trad. Alain Fran&ccedil;ois &#91;et al.&#93;. Campinas, SP: Editora da Unicamp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466701&pid=S1647-6158201900020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rizolli, Marcos. (2005). <i>Artista, cultura, linguagem</i>. Campinas: Akademika.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466703&pid=S1647-6158201900020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 02 de janeiro de 2019 e aprovado a 21 janeiro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:carolina.prado@mackenzie.br">carolina.prado@mackenzie.br</a> (Carolina Vigna Prado)</p>      ]]></body><back>
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