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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The text contextualizes and reflects about some productions of the contemporary artist Sônia Gomes(1948), from Minas Gerais (Brazil), making visible the historical thickness that impregnates objects, adding stories to their own, and characterizing the complexity of a social fabric. Through her works, she provokes reflections on human corporeities in their daily processes of construction and deconstruction, proposing new life cycles for individuals and their memories, objects and their transcendence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></p>     <p align="right"><b>ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p><b>As tessituras de S&ocirc;nia Gomes e as repercuss&otilde;es de mem&oacute;rias em n&oacute;s</b></p>     <p><b>The weaves of S&ocirc;nia Gomes and the repercussions of memories in us</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cl&aacute;udia Mariza Mattos Brand&atilde;o&#42;</b></p>     <p>&#42;Brasil, artista visual.</p>     <p>AFILIA&Ccedil;&Atilde;O: Universidade Federal de Pelotas, Centro de Artes, Curso de Artes Visuais &#8212; Licenciatura. R. Alberto Rosa, N&ordm; 62, Bairro Porto 96010-770, Pelotas, RS, Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO: </b></p>     <p>O texto contextualiza e reflete sobre algumas produ&ccedil;&otilde;es da artista contempor&acirc;nea S&ocirc;nia Gomes (1948), natural de Minas Gerais (Brasil), visibilizando a espessura hist&oacute;rica que impregna os objetos, somando hist&oacute;rias a sua pr&oacute;pria, e caracterizando a complexidade de um tecido social. Atrav&eacute;s de suas obras, ela provoca reflex&otilde;es sobre as corporeidades humanas em seus processos cotidianos de constru&ccedil;&atilde;o e desconstru&ccedil;&atilde;o, propondo novos ciclos vitais para os indiv&iacute;duos e suas mem&oacute;rias, os objetos e sua transcend&ecirc;ncia.</p>     <p><b>Palavras chave: </b>S&ocirc;nia Gomes / artes visuais / mem&oacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT: </b></p>     <p>The text contextualizes and reflects about some productions of the contemporary artist S&ocirc;nia Gomes(1948), from Minas Gerais (Brazil), making visible the historical thickness that impregnates objects, adding stories to their own, and characterizing the complexity of a social fabric. Through her works, she provokes reflections on human corporeities in their daily processes of construction and deconstruction, proposing new life cycles for individuals and their memories, objects and their transcendence.</p>     <p><b>Keywords: </b>S&ocirc;nia Gomes / visual arts / memory.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; poss&iacute;vel considerarmos que a experi&ecirc;ncia humana &eacute; algo processual, que se d&aacute; no desenrolar do tempo e preenche a vida de sentido e significado. E isso pode ter um car&aacute;ter pr&aacute;tico, com uma finalidade em si mesma; te&oacute;rico, referida num interesse cognitivo; ou aquela que envolve uma implica&ccedil;&atilde;o individual, pessoal. Nesse sentido, considero que a experi&ecirc;ncia est&eacute;tica define-se atrav&eacute;s dos modos de encontros humanos com o mundo, natural, dos fen&ocirc;menos, ou o dos objetos criados, suscitando diferentes emo&ccedil;&otilde;es, mobilizando o corpo como um todo, e provocando um conhecimento diferenciado, que envolve raz&atilde;o e sensibilidade. A experi&ecirc;ncia est&eacute;tica faz refer&ecirc;ncia ao que n&oacute;s, humanos, sentimos diante de uma obra de arte, cuja interpreta&ccedil;&atilde;o surge da interpela&ccedil;&atilde;o de formas criativas acionando a nossa aten&ccedil;&atilde;o, e provocando uma abertura mental, emp&aacute;tica, para a contempla&ccedil;&atilde;o desinteressada e o gozo est&eacute;tico (Chau&iacute;, 2011).</p>     <p>E &eacute; no contexto de experi&ecirc;ncias est&eacute;ticas e suas afec&ccedil;&otilde;es que trago esta breve an&aacute;lise de algumas obras da artista brasileira S&ocirc;nia Gomes (Caetan&oacute;polis, Minas Gerais, 1948). A artista &eacute; formada em Direito, professora e artista pl&aacute;stica, criadora de objetos, esculturas e instala&ccedil;&otilde;es, estruturados com tecidos, moldados por n&oacute;s, tramas e costuras, agregados &agrave; sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria e &agrave; teia social brasileira.</p>     <p>O texto contextualiza e reflete sobre algumas produ&ccedil;&otilde;es da artista, as obras <i>Mem&oacute;ria</i> (2004) <i>e Maria do Anjos</i> (2017-2018), dando visibilidade a quest&otilde;es caras a Walter Benjamin, assim como mem&oacute;ria e narrativa; e &agrave;s ideias de Zygmunt Bauman acerca da sociedade de consumo e o descarte de objetos. Mais que tudo, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; inter-relacionar Arte e Vida, Arte e Sociedade, refletindo acerca da pot&ecirc;ncia reflexiva provocada por objetos que nos tiram do campo da passividade e reatividade e nos colocam no da a&ccedil;&atilde;o e da atividade, configurando arecep&ccedil;&atilde;o da obra como uma experi&ecirc;ncia est&eacute;tica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. No tempo da mem&oacute;ria e da cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica</b></p>     <p>Benjamin (1994) compara o tempo aos movimentos das ondas no mar: elas avan&ccedil;am para o futuro, recuam ao passado, e retornam &agrave; linha da margem, o presente, argumentando que nesse vai-e-vem do tempo, as mem&oacute;rias s&atilde;o revisitadas e atualizadas permanentemente, nos colocando no foco da hist&oacute;ria e de seus compassos e descompassos. E a elabora&ccedil;&atilde;o manual dessa cad&ecirc;ncia a qual o autor se refere, ganha visibilidade na uni&atilde;o de diferentes tecidos retorcidos, amarrados e costurados que d&atilde;o sustenta&ccedil;&atilde;o aos objetos criados por S&ocirc;nia Gomes.</p>     <p>As roupas velhas reutilizadas pela artista na elabora&ccedil;&atilde;o da obra <i>Mem&oacute;ria</i> (2004) (<a href="#f1">Figura 1</a>) evocam a aus&ecirc;ncia dos corpos que um dia lhes deram formas, acionando a mem&oacute;ria e acenando para a passagem do tempo. Em <i>Mem&oacute;ria</i> vemos tecidos rearranjados quase que formando um estandarte, assim como simboliza&ccedil;&otilde;es culturais aleg&oacute;ricas <i>&Agrave;s vidas que outrora</i> preeencheram as roupas transfiguradas em obra de arte.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"><img src="/img/revistas/est/v10n26/10n26a14f1.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Entendo, assim como L&oacute;pez Quint&aacute;s (1992), que os modos de nomear o real e a n&oacute;s mesmos est&atilde;o condicionados aos modos de percep&ccedil;&atilde;o de cada um. E isso faz com que percebamos a exist&ecirc;ncia de campos de interc&acirc;mbio entre as pessoas, constitu&iacute;dos por est&iacute;mulos e respostas oriundos da capta&ccedil;&atilde;o das diferentes e complexas realidades. Identifico em <i>Mem&oacute;ria</i> a a&ccedil;&atilde;o criadora dando "vida" a esses campos que fundam a vida cultural. Observar a materialidade aleg&oacute;rica e pensar no invis&iacute;vel que ainda a habita faz com que a nossa mem&oacute;ria seja acionada, estimulada pelas cores e formas. Assim, somos lan&ccedil;ados ao espa&ccedil;o do jogo da experi&ecirc;ncia est&eacute;tica, estabelecido atrav&eacute;s da capacidade que temos de distanciamento perspectivo em rela&ccedil;&atilde;o ao meio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As obras da artista evocam uma gama ampla de refer&ecirc;ncias, desde a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria e cultura regional, assim como quest&otilde;es mais profundas referenciadas na pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia humana. Com suas abstra&ccedil;&otilde;es, muitas vezes figuradas pelo olhar, podemos tamb&eacute;m identificar S&ocirc;nia Gomes posicionada tal e qual uma narradora. Ou seja, algu&eacute;m que narra "desde dentro", implicada com seus objetos e afetos, reescrevendo est&eacute;ticamente o estranhamente familiar que nela provoca choques perceptivos, e que "ecoam" at&eacute; n&oacute;s, espectadores:</p>     <p><i>    <blockquote>A reminisc&ecirc;ncia funda a cadeia da tradi&ccedil;&atilde;o, que transmite os acontecimentos de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o.</i> (&#8230;) <i>Ela inclui todas as variedades da forma &eacute;pica. Entre elas, encontra-se em primeiro lugar a encarnada pelo narrador. Ele tece a rede que em &uacute;ltima inst&acirc;ncia todas as hist&oacute;rias constituem entre si. Uma se articula na outra, como demonstraram todos os outros narradores, principalmente os orientais. Em cada um deles vive uma Scherazade, que imagina uma nova hist&oacute;ria em cada passagem da hist&oacute;ria que est&aacute; contando</i> (Benjamin, 1994:211).</blockquote></p>     <p>Temos, portanto, uma tecel&atilde; / narradora cujos fios/obras nos colocam num emaranhado de texturas e cores que moldam as mem&oacute;rias afetivas da artista apelando para o imagin&aacute;rio social que a impregna. E isso est&aacute; diretamente relacionado a uma inf&acirc;ncia solit&aacute;ria e carente de afeto, ao meio industrial das tecelagens e suas sobras, e &agrave;s suas origens africanas. Desde pequena gostava de brincar com os restos de tecidos, e assim foi se ensaiando a dar nova vida &agrave;s emo&ccedil;&otilde     <p>    <blockquote><i>Segue-se ent&atilde;o que outro atributo do "objeto de consumo" deve ser uma cl&aacute;usula em seu registro de nascimento &#8212; "destino final: lata do lixo" &#8212; escrita em letras menores, mas numa grafia certamente leg&iacute;vel. O lixo &eacute; o produto final de toda a&ccedil;&atilde;o de consumo. A percep&ccedil;&atilde;o da ordem das coisas na atual sociedade de consumo &eacute; diametralmente oposta &agrave; que era caracter&iacute;stica da agora j&aacute; ultrapassada sociedade de produtores</i> (Bauman, 2007:117).</blockquote></p>     <p>S&ocirc;nia, oriunda de uma regi&atilde;o t&ecirc;xtil de Minas Gerais, busca exatamente o caminho inverso da sociedade de consumo problematizada por Bauman, e o que para muitos &eacute; "lixo", assim como velhas roupas e restos de uma atividade fabril, s&atilde;o ressignificados em objetos l&uacute;dicos. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o podemos esquecer que no nosso Brasil, o "lixo" tamb&eacute;m &eacute; o destino de muitas vidas e hist&oacute;rias, principalmente, de pessoas negras. Como uma mulher negra, a sua produ&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se manifesta como uma est&eacute;tica da sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia social, e de algu&eacute;m que sempre quis viver e sobreviver do seu trabalho artesanal: "Por que eu acho que o trabalho tem que ser a sua vida. Trabalhar com o que a gente acredita, o que a gente gosta de fazer. Tem que ser verdadeiro (&#8230;) Eu sempre gostei da est&eacute;tica africana e est&aacute; no meu sangue tamb&eacute;m", como declara em v&iacute;deo gravado no atelier da artista, dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=JoHMrbEWnZ4" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=JoHMrbEWnZ4</a></p>     <p>Durante a 11&ordf; Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada em Porto Alegre (RS, Brasil), entre abril e junho de 2018, S&ocirc;nia apresentou a instala&ccedil;&atilde;o "Maria dos Anjos" (2017-2018) (<a href="#f2">Figura 2</a>). A obra foi elaborada tendo como base um vestido de noiva doado &agrave; artista, que foi i&ccedil;ado por rondanas, ocupando uma das salas do Memorial do Rio Grande do Sul (Pinto, 2017). Sobre as doa&ccedil;&otilde;es de materiais, no v&iacute;deo anteriormente citado a artista declara: "Acho que as pessoas come&ccedil;aram a mandar isso para mim, porque sabiam que eu daria um ressignificado maior para aquilo que elas n&atilde;o tinham coragem de colocar no lixo". Isso, pois das tramas intuitivas emergem mem&oacute;rias biogr&aacute;ficas pessoais que assumem um car&aacute;ter coletivo, est&eacute;tico e org&acirc;nico, como materialidade ressignificada atrav&eacute;s das experimenta&ccedil;&otilde;es com aquilo que repousava esquecido no fundo de alguma gaveta.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"><img src="/img/revistas/est/v10n26/10n26a14f2.jpg"></a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A obra da artista contempor&acirc;nea brasileira S&ocirc;nia Gomes alcan&ccedil;ou destaque no panorama nacional e internacional, n&atilde;o pela nobreza de seus materiais, mas pelas formas l&uacute;dias e coloridas, e a profundidade das reflex&otilde;es que provoca nos espectadores. Dificilmente algu&eacute;m passar&aacute; ao largo de suas produ&ccedil;&otilde;es, pois as tramas de diferentes cores e textura, seus n&oacute;s e amarra&ccedil;&otilde;es, atraem o nosso olhar, e logo vamos identificando pequenos ind&iacute;cios das origens daqueles materiais. E isso nos conecta &agrave;s nossas pequenas brasilidades e &agrave; complexidade do espa&ccedil;o social de um pa&iacute;s com dimens&otilde;es continentais, configurando narrativas sobre o tempo presente que emergem das inquieta&ccedil;&otilde;es de uma mulher, negra e brasileira, e todas as consequ&ecirc;ncias de tal realidade. Trata-se de uma narradora estranhada e entranhada, cujos procedimentos art&iacute;sticos e fazeres t&eacute;cnicos, costuras, n&oacute;s e amarra&ccedil;&otilde;es, tanto nos remetem a pr&aacute;ticas religiosas africanas, como o Candombl&eacute;, assim como &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o mineira dos bordados, ou &agrave; religiosidade dos trajes comuns nas comemora&ccedil;&otilde;es dos dias de santos da religi&atilde;o cat&oacute;lica, marca da cultura regional da regi&atilde;o mineira brasileira, conectando arte, sociedade e vida pessoal.</p>     <p>Como busquei demonstrar neste pequeno texto, a artista n&atilde;o se conforma em repetir o passado atrav&eacute;s de ideias recicladas, ela recicla materiais e com isso desafia ao mesmo tempo o passado e o presente, nos convidando a participar de uma experi&ecirc;ncia est&eacute;tica &iacute;mpar. Sonia visibiliza a espessura hist&oacute;rica dos objetos, somando hist&oacute;rias a sua pr&oacute;pria: uma crian&ccedil;a &oacute;rf&atilde; que foi criada pela fam&iacute;lia do pai, branco. E assim, costurando com afeto suas afec&ccedil;&otilde;es, ela vai elaborando e caracterizando a complexidade de um tecido social, instigando reflex&otilde;es sobre as corporeidades humanas em seus infind&aacute;veis processos de constru&ccedil;&atilde;o e desconstru&ccedil;&atilde;o, e propondo novos ciclos vitais para os indiv&iacute;duos e suas mem&oacute;rias, para os objetos e sua transcend&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Bauman, Zigmunt (2007) <i>Vida L&iacute;quida</i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. ISBN: 978-85-7110-969-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466856&pid=S1647-6158201900020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benjamin, Walter (1994) <i>Magia e t&eacute;cnica, arte e pol&iacute;tica: ensaios sobre literatura e hist&oacute;ria da cultura</i> (Obras escolhidas; v.1). 7&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Brasiliense. ISBN: 978-85-11-15628-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466857&pid=S1647-6158201900020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chau&iacute;, Marilena (2011) <i>Desejo, Paix&atilde;o e A&ccedil;&atilde;o na &Eacute;tica de Espinosa</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras. ISBN: 978-85-3591-830-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466858&pid=S1647-6158201900020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>L&oacute;pez Quint&aacute;s, Alfonso (1992). <i>Est&eacute;tica</i>. Petr&oacute;polis, RJ: Vozes. ISBN: 978-84-3213-212-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466859&pid=S1647-6158201900020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinto, Ana Estela de Sousa. (2017) <i>A artista &eacute; mulher e negra, mas arte &eacute; arte</i>. Folha Ilustrada. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/12/1944244-a-artista-e-mulher-e-negra-mas-arte-e-arte-diz-sonia-gomes.shtml" target="_blank">https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/12/1944244-a-artista-e-mulher-e-negra-mas-arte-e-arte-diz-sonia-gomes.shtml</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1466860&pid=S1647-6158201900020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo completo submetido a 03 de janeiro de 2019 e aprovado a 21 janeiro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a>Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:attos@vetorial.net">attos@vetorial.net</a> (Cl&aacute;udia Brand&atilde;o)</p>      ]]></body><back>
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