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<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2014.5.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuição dos sistemas de informação geográfica para o estabelecimento de uma rede de mobilidade sustentável na rede de Aldeias Vinhateiras do Douro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on a market survey by the CIGA, and trying to meet the objectives of the project "Rede de Aldeias Vinhateiras", which aims to consolidate and give dynamic to the wine villages network, and also promote heritage, landscape, human and cultural aspects of the region, as an important factor of its tourist offer and generator of a contribution to the development of tourism in the Douro region. The main objective of this project is to create a network of sustainable mobility between the Douro Wine Villages, and using as main indicator the CO2 emissions of the several transport alternatives, through the georeferencing, characterization, in a structured manner, of all aspects of interest, edition and analysis in a GIS platform, to create tours suiting the interests of tourists, boosting lower economic and environmental costs, and thus promote the development and sustainable tourism in the region.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica para o estabelecimento de uma rede de mobilidade sustent&aacute;vel na rede de Aldeias Vinhateiras do Douro</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bessa, Isabel<sup>1</sup>; Santos, Carla<sup>1</sup>; Gouveia,Hern&acirc;ni<sup>2</sup>; Louren&ccedil;o, Jos&eacute;<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Sustentabilinea Lda. &ndash; Grupo Treegood; <a href="mailto:i_bessa@hotmail.com">i_bessa@hotmail.com</a>; <a href="mailto:carla.santos@treegood.pt">carla.santos@treegood.pt</a></p>     <p><sup>2</sup>Treegood IGM &ndash; Grupo Treegood; <a href="mailto:hernani.gouveia@treegood.pt">hernani.gouveia@treegood.pt</a></p>     <p><sup>3</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro; <a href="mailto:martinho@utad.pt">martinho@utad.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Com base numa pesquisa de mercado realizada pelo Centro de Inova&ccedil;&atilde;o em Gest&atilde;o e Ambiente (CIGA) e na tentativa de dar resposta aos pressupostos do projeto &ldquo;Rede das Aldeias Vinhateiras&rdquo; (RAV), que visa a consolida&ccedil;&atilde;o e a dinamiza&ccedil;&atilde;o da RAV promovendo e reconhecendo o patrim&oacute;nio paisag&iacute;stico, humano e cultural, como um importante fator da sua oferta tur&iacute;stica, suscet&iacute;vel de gerar contributos para o desenvolvimento tur&iacute;stico da regi&atilde;o, o presente trabalho tem como principal objetivo criar uma rede de mobilidade sustent&aacute;vel entre as Aldeias Vinhateiras do Douro, tendo como principal indicador as emiss&otilde;es de CO2 das v&aacute;rias alternativas de transporte, e atrav&eacute;s da georreferencia&ccedil;&atilde;o, caracteriza&ccedil;&atilde;o, edi&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise em plataforma SIG, de todos os aspetos de interesse existentes na regi&atilde;o, criar roteiros tur&iacute;sticos que potenciem o desenvolvimento, o turismo e mobilidade sustent&aacute;veis na RAV e &aacute;reas envolventes (em implementa&ccedil;&atilde;o).</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG); Mobilidade Sustent&aacute;vel; Turismo; Desenvolvimento Rural; Douro; Aldeias Vinhateiras, emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub>.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Based on a market survey by the CIGA, and trying to meet the objectives of the project "Rede de Aldeias Vinhateiras", which aims to consolidate and give dynamic to the wine villages network, and also promote heritage, landscape, human and cultural aspects of the region, as an important factor of its tourist offer and generator of a contribution to the development of tourism in the Douro region. The main objective of this project is to create a network of sustainable mobility between the Douro Wine Villages, and using as main indicator the CO2 emissions of the several transport alternatives, through the georeferencing, characterization, in a structured manner, of all aspects of interest, edition and analysis in a GIS platform, to create tours suiting the interests of tourists, boosting lower economic and environmental costs, and thus promote the development and sustainable tourism in the region.</p>     <p><b>Keywords:</b> Geographic Information Systems (GIS); sustainable mobility; Tourism; Rural Development; Douro; wine villages, CO2 emissions.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O turismo &eacute; uma atividade que tem cada vez mais import&acirc;ncia para o desenvolvimento econ&oacute;mico dos pa&iacute;ses e &eacute; considerado como o primeiro e o maior sector econ&oacute;mico a n&iacute;vel global (Richter, 1989). O turismo &eacute; uma das atividades econ&oacute;micas com maior dinamismo no mundo atual e oferece &agrave;s zonas rurais, sobretudo atrav&eacute;s da diversifica&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, da procura de novos produtos e nichos de mercado, e da valoriza&ccedil;&atilde;o de recursos end&oacute;genos, oportunidades de desenvolvimento. Promove a fixa&ccedil;&atilde;o de pessoas e a cria&ccedil;&atilde;o de emprego, a reten&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, o apoio &agrave; agricultura e floresta, a conserva&ccedil;&atilde;o da paisagem e natureza, a defesa do artesanato e a dinamiza&ccedil;&atilde;o da oferta cultural.</p>     <p>A regi&atilde;o do Douro, contemplada por um enorme potencial, pode proporcionar uma cadeia diversificada de atividades e servi&ccedil;os de forma a satisfazer novas procuras (Jacinto e Ribeiro, 2001), nomeadamente associando a produtos como o patrim&oacute;nio cultural, hist&oacute;rico, natural, gastron&oacute;mico e etnogr&aacute;fico, o desenvolvimento de produtos orientados para os recursos n&atilde;o materiais presentes nos territ&oacute;rios, tais como paisagem, bens ambientais e de usufruto da natureza, seguran&ccedil;a, tranquilidade e tradi&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&Eacute; fundamental conseguir a articula&ccedil;&atilde;o entre a valoriza&ccedil;&atilde;o dos recursos materiais e imateriais, a melhoria dos servi&ccedil;os b&aacute;sicos e das condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade, associados &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da mobilidade sustent&aacute;vel, de forma a haver um aumento da equidade entre popula&ccedil;&atilde;o urbana e rural.</p>     <p>Este trabalho surge pela necessidade de dar resposta &agrave;s lacunas existentes, na regi&atilde;o das Aldeias Vinhateiras do Douro (AVD), ao n&iacute;vel dos servi&ccedil;os existentes e dispon&iacute;veis para o turista que visita a regi&atilde;o, de forma a promover a dinamiza&ccedil;&atilde;o, o turismo e a mobilidade sustent&aacute;veis na Rede de Aldeias Vinhateiras (RAV).</p>     <p>Face ao volume de informa&ccedil;&atilde;o em an&aacute;lise e ao seu car&aacute;cter marcadamente geogr&aacute;fico, os SIG surgem aqui como uma ferramenta extremamente &uacute;til e eficaz, que possibilita a gest&atilde;o e an&aacute;lise de um grande conjunto de dados pertinente no planeamento de atividades locais e regionais, resultando num importante contributo nas tomadas de decis&atilde;o do planeamento tur&iacute;stico.</p>     <p>Com este trabalho pretende-se criar uma rede de mobilidade sustent&aacute;vel entre as AVD e &aacute;reas envolventes, com base nas emiss&otilde;es de CO2 das v&aacute;rias alternativas de transporte, n&atilde;o descurando a intera&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica, de forma a revitalizar e a dinamizar o sector do turismo, tendo em conta a sustentabilidade e o equil&iacute;brio da regi&atilde;o.</p>     <p>Na atual fase de trabalhos efetuou-se uma an&aacute;lise pr&eacute;via de roteiros, incluindo um roteiro tipo, pretendendo-se, numa fase pr&oacute;xima, o desenvolvimento de ferramentas SIG que permitam a cria&ccedil;&atilde;o de roteiros por solicita&ccedil;&atilde;o direta do turista, mediante a disponibiliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o via WebSIG, A informa&ccedil;&atilde;o a gerar dever&aacute; incluir n&atilde;o s&oacute; o roteiro, em si mesmo, mas toda a informa&ccedil;&atilde;o de cariz tur&iacute;stico dos locais envolventes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.1. Turismo e Mobilidade Sustent&aacute;veis</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo a OMT, a ind&uacute;stria do turismo &eacute; uma das principais e mais din&acirc;micas atividades econ&oacute;micas a n&iacute;vel mundial. Por sua vez, a Confedera&ccedil;&atilde;o de Turismo de Portugal considera que o turismo &eacute; um dos sectores chave para a economia portuguesa e aquele que mais pode contribuir para ultrapassar a atual crise econ&oacute;mica.</p>     <p>O desenvolvimento tur&iacute;stico, nos &uacute;ltimos anos, tem vindo a alicer&ccedil;ar-se nos princ&iacute;pios de qualidade, diferencia&ccedil;&atilde;o, diversifica&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade. Com efeito, a qualidade passou a ser mais valorizada do que o pre&ccedil;o. A cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades surge com a diferencia&ccedil;&atilde;o e diversifica&ccedil;&atilde;o dos produtos, e estes devem ir de encontro &agrave;s distintas motiva&ccedil;&otilde;es da procura tur&iacute;stica (Turismo de Portugal, 2007). A sustentabilidade deve assentar na valoriza&ccedil;&atilde;o ambiental, preservando os recursos naturais e culturais, e no seu equil&iacute;brio com as atividades econ&oacute;micas e a sociedade, bem como no desenvolvimento harmonioso do territ&oacute;rio. Neste contexto, os produtos de nicho como Turismo de Natureza, Ecoturismo, Turismo Desportivo ou Turismo Cultural, surgem como excelentes oportunidades de desenvolvimento local e regional. O desenvolvimento local sustent&aacute;vel implica uma articula&ccedil;&atilde;o entre a valoriza&ccedil;&atilde;o dos recursos materiais e imateriais, a melhoria dos servi&ccedil;os b&aacute;sicos e das condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade e a promo&ccedil;&atilde;o da mobilidade sustent&aacute;vel, de forma a haver um aumento da equidade entre popula&ccedil;&atilde;o urbana e rural.</p>     <p>O turismo sustent&aacute;vel n&atilde;o &eacute; uma nova forma de turismo, ou um sin&oacute;nimo para as novas formas de turismo, como o ecoturismo ou turismo alternativo. Turismo sustent&aacute;vel &eacute; uma nova forma de desenvolvimento do turismo, que pode potencialmente ser aplicado a todas as formas de turismo, num esfor&ccedil;o para alcan&ccedil;ar o desenvolvimento sustent&aacute;vel.</p>     <p>Para a OMT as orienta&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas de gest&atilde;o para o turismo sustent&aacute;vel s&atilde;o: a otimiza&ccedil;&atilde;o do uso dos recursos ambientais que constituem o elemento chave no desenvolvimento do turismo, mantendo os processos ecol&oacute;gicos essenciais e ajudando a conservar o patrim&oacute;nio natural e a biodiversidade; o respeito pela autenticidade das comunidades anfitri&atilde;s, conservando a sua heran&ccedil;a cultural e valores tradicionais, contribuindo para o entendimento e toler&acirc;ncia intercultural; assegurar opera&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas vi&aacute;veis a longo prazo, providenciando benef&iacute;cios socioecon&oacute;micos para todas as partes interessadas, distribu&iacute;dos de forma equitativa, incluindo emprego est&aacute;vel e oportunidades de rendimento e servi&ccedil;os sociais para as comunidades anfitri&atilde;s, de forma a contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza.</p>     <p>Em resposta &agrave; massifica&ccedil;&atilde;o do turismo, tem-se verificado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas o aparecimento e crescimento do turismo alternativo, observando-se uma maior adequa&ccedil;&atilde;o da oferta aos interesses espec&iacute;ficos dos consumidores, num turismo direcionado para grupos mais reduzidos, para a forte segmenta&ccedil;&atilde;o do mercado e a prolifera&ccedil;&atilde;o de novos produtos (Lima e Partid&aacute;rio, 2002).</p>     <p>Este tipo de turismo alternativo &eacute; geralmente considerado um turismo mais respons&aacute;vel, que visa a sustentabilidade a longo prazo, contribuindo para a economia da regi&atilde;o visitada ao incorporar preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais e a minimiza&ccedil;&atilde;o dos impactos sobre as sociedades e culturas locais.</p>     <p>Os <i>inputs</i> do turismo, como o transporte e o ambiente, t&ecirc;m que ser combinados de uma forma sustent&aacute;vel para garantir a sua sobreviv&ecirc;ncia a longo prazo.</p>     <p>A mobilidade sustent&aacute;vel relaciona-se com formas de transporte mais sustent&aacute;veis e menos agressivas para o ambiente, concretamente o modo pedonal, a bicicleta, os transportes p&uacute;blicos coletivos e ve&iacute;culos autom&oacute;veis h&iacute;bridos ou a hidrog&eacute;nio.</p>     <p>O impacto do transporte rodovi&aacute;rio relacionado com o turismo &eacute; bastante negligenciado pela investiga&ccedil;&atilde;o que se realiza na &aacute;rea do turismo. No geral, os transportes contribuem para 94% da energia relacionada com o turismo, comparado com o alojamento, com 4%, e outras atividades, com 2% (G&ouml;ssling, 2002 in G&ouml;ssling et al., 2005).</p>     <p>Nesse sentido, o planeamento de transporte no destino tur&iacute;stico deve focalizar-se para reduzir a utiliza&ccedil;&atilde;o de autom&oacute;veis particulares para fins de lazer.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A mobilidade sustent&aacute;vel implica n&atilde;o s&oacute; a mudan&ccedil;a para meios de transporte mais eficientes, mas tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es de comportamento, promovendo mais educa&ccedil;&atilde;o sobre mobilidade ao n&iacute;vel das escolas, informa&ccedil;&atilde;o sobre as alternativas existentes e a aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de transporte restritivas. (Mart&iacute;n-Cejas e Ram&iacute;rez S&aacute;nchez, 2010).</p>     <p>Na Declara&ccedil;&atilde;o de Davos ficou estabelecido que as principais medidas a ser tomadas para promover o turismo verdadeiramente sustent&aacute;vel ao n&iacute;vel ambiental, social, econ&oacute;mico e clim&aacute;tico consistem em: mitigar as emiss&otilde;es de GEE, derivadas principalmente de atividades de transporte e alojamento; adaptar as empresas e os destinos para mudan&ccedil;as de condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas e clim&aacute;ticas; aplicar novas t&eacute;cnicas, e as j&aacute; existentes, para aumentar a efici&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o de energia; e garantir recursos financeiros para ajudar as regi&otilde;es e pa&iacute;ses pobres. Passa ainda por promover e investir em programas de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica no turismo, e no uso de recursos energ&eacute;ticos renov&aacute;veis, a fim de reduzir a pegada de carbono do setor do turismo. Adotar medidas de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, ecossistemas e paisagens naturais de forma a refor&ccedil;ar a resist&ecirc;ncia &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e garantir uma utiliza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel, a longo prazo, da base de recursos ambientais do turismo. Procurar conseguir ambientes cada vez mais livres de carbono, reduzindo a polui&ccedil;&atilde;o, desde a conce&ccedil;&atilde;o at&eacute; a execu&ccedil;&atilde;o de atividade e com mecanismos ajust&aacute;veis em fun&ccedil;&atilde;o das rea&ccedil;&otilde;es do mercado. (OMT, 2007)</p>     <p>No que respeita ao sector do turismo, a regi&atilde;o do Douro &eacute; contemplada por um grande potencial, nomeadamente ao n&iacute;vel do patrim&oacute;nio cultural, hist&oacute;rico, natural, gastron&oacute;mico, etnogr&aacute;fico e com particular destaque para o vinho (Porto). &Eacute; fundamental atrair investimentos tur&iacute;sticos e dinamizar a organiza&ccedil;&atilde;o de novos servi&ccedil;os e produtos, desenvolver a articula&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es, promover a coopera&ccedil;&atilde;o com outras regi&otilde;es e dar coer&ecirc;ncia e for&ccedil;a &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o da imagem do Douro como destino tur&iacute;stico (Estrutura de Miss&atilde;o do Douro, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.2. SIG aplicados ao desenvolvimento e planeamento do turismo e mobilidade sustent&aacute;veis</b></p>     <p>Os SIG correspondem a um conjunto de t&eacute;cnicas, m&eacute;todos, <i>hardware</i>, software e dados geogr&aacute;ficos, que permitem a estrutura&ccedil;&atilde;o, o arquivo, o manuseamento e a gest&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica georreferenciada. Considerando as caracter&iacute;sticas dos SIG, estes revelam-se fundamentais nos processos de decis&atilde;o de planeamento e gest&atilde;o.</p>     <p>Os SIG diferenciam-se dos demais sistemas de informa&ccedil;&atilde;o pelas suas capacidades de an&aacute;lise espacial, que permite acrescentar valor &agrave; informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, identificar padr&otilde;es e suportar decis&otilde;es, transformando dados brutos em conhecimento &uacute;til, que pode auxiliar na tomada de resolu&ccedil;&otilde;es (Goodchild et al., 2005).</p>     <p>Uma das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas mais not&aacute;veis no planeamento tur&iacute;stico e tomada de decis&atilde;o s&atilde;o os SIG (Avdimiotis e Christou, 2004). O potencial para aplica&ccedil;&otilde;es de SIG no turismo &eacute; significativo, pois estes constituem uma ferramenta valiosa para gerir, analisar e apresentar um grande conjunto de dados pertinentes ao planeamento de v&aacute;rias atividades locais e regionais.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o dos SIG no planeamento ambiental est&aacute; a aumentar rapidamente e sendo o turismo uma atividade altamente dependente dos recursos ambientais (Avdimiotis e Christou, 2004), a tomada de decis&atilde;o no turismo sustent&aacute;vel tem muito a beneficiar com o uso de tais tecnologias.</p>     <p>A tomada de decis&atilde;o e planeamento no desenvolvimento do turismo s&atilde;o cada vez mais complexos, pois &eacute; necess&aacute;rio responder &agrave;s exig&ecirc;ncias econ&oacute;micas, sociais e ambientais do desenvolvimento sustent&aacute;vel. Assim, os SIG ajudam planeadores e gestores do setor a identificar locais adequados para turistas ou turismo; permitem avaliar as op&ccedil;&otilde;es de uso do solo e identificar as zonas de conflito ou de complementaridade, como pontos de acesso, &aacute;gua, habitat dos animais selvagens, entre outros, e permitem monitorizar os recursos tur&iacute;sticos em risco devido &agrave; gest&atilde;o, planeamento de decis&otilde;es e de outros setores (Bahaire e Elliott-White, 1999). Al&eacute;m disso, ao permitir identificar impactos prov&aacute;veis, os SIG, promovem tamb&eacute;m uma melhor utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos (humanos, t&eacute;cnicos, naturais, patrimoniais e outros), podendo contribuir para uma melhor e mais eficiente distribui&ccedil;&atilde;o dos custos e benef&iacute;cios da atividade tur&iacute;stica (Farsari e Prastacos, 2003), que leva a uma maior justi&ccedil;a social.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p><b>2.1. Apresenta&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o do local de estudo</b></p>     <p>O Douro Vinhateiro &eacute; uma regi&atilde;o rural essencialmente ligada &agrave; hist&oacute;ria da vinha e do vinho, caracterizada por uma extrema riqueza hist&oacute;rica, patrimonial e religiosa e por uma paisagem &uacute;nica e singular, com as vinhas em socalcos, o rio e o vinho como principais cart&otilde;es-de-visita da Regi&atilde;o.</p>     <p>Com vista &agrave; revitaliza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de um futuro sustent&aacute;vel, houve a necessidade de cria&ccedil;&atilde;o de um projeto envolvendo as AVD. Este projeto denominado &ldquo;Rede das Aldeias Vinhateiras &ndash; Consolida&ccedil;&atilde;o, dinamiza&ccedil;&atilde;o e anima&ccedil;&atilde;o da Rede&rdquo; tem como objetivos a consolida&ccedil;&atilde;o e a dinamiza&ccedil;&atilde;o da RAV. Passa por promover o patrim&oacute;nio paisag&iacute;stico, humano e cultural, no contexto do Alto Douro Vinhateiro, por reconhec&ecirc;-lo como um importante fator da sua oferta tur&iacute;stica, suscet&iacute;vel de gerar um contributo para o desenvolvimento tur&iacute;stico da Regi&atilde;o do Douro, em particular pela reabilita&ccedil;&atilde;o, requalifica&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o de um conjunto de localidades: Provesende (concelho de Sabrosa), Favaios (concelho de Alij&oacute;), Trev&otilde;es (concelho de S&atilde;o Jo&atilde;o da Pesqueira), Barcos (concelho de Tabua&ccedil;o), Ucanha e Salzedas (concelho de Tarouca).</p>     <p>A &aacute;rea de estudo foi estruturada em quatro dom&iacute;nios, adiante designados por zonas 1 a 4 (<a href="#f1">figura 1</a> e <a href="#t1">tabela 1</a>&nbsp;- <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>A zona 1 corresponde &agrave;s seis Aldeias Vinhateiras do Douro, foco principal deste trabalho. A zona 2 corresponde &agrave;s respetivas sedes de concelho, que funcionam como primeira linha de a&ccedil;&atilde;o para o apoio &agrave;s aldeias, uma vez que s&atilde;o locais onde existem mais servi&ccedil;os dispon&iacute;veis para os turistas e s&atilde;o pontos de refer&ecirc;ncia para quem visita as aldeias. A zona 3 corresponde a localidades de dimens&atilde;o m&eacute;dia, com servi&ccedil;os &uacute;teis para o turista. Estas funcionam como pontos estrat&eacute;gicos na promo&ccedil;&atilde;o da rede, pela sua popularidade/ import&acirc;ncia na regi&atilde;o em termos tur&iacute;sticos ou pela sua localiza&ccedil;&atilde;o, funcionando como pontos de liga&ccedil;&atilde;o para quem visita as aleias. A zona 4 corresponde a cidades de maior dimens&atilde;o, que funcionam como principais pontos de entrada para quem visita a regi&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Aquisi&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o em SIG</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os temas eleitos para a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho foram altimetria, hidrografia, rede vi&aacute;ria, rede ferrovi&aacute;ria, rede de caminhos adequados ao pedestrianismo e patrim&oacute;nio constru&iacute;do, no qual se incluem os servi&ccedil;os &uacute;teis aos turistas (<a href="#t2">tabela 2</a> - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>). A informa&ccedil;&atilde;o relativa a estes temas foi armazenada em bases de dados geogr&aacute;ficas com estruturas adequadas &agrave;s suas caracter&iacute;sticas e posteriormente analisadas de forma integrada recorrendo a ferramentas SIG.</p>     <p>Foi efetuado o levantamento, georreferencia&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o das principais atividades, principais pontos de interesse e servi&ccedil;os &uacute;teis (<a href="#t3">tabela 3</a> - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>), em cada uma das aldeias da RAV e nas respetivas &aacute;reas envolventes.</p>     <p>Posteriormente procedeu-se &agrave; edi&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos dados em plataforma de SIG. Os dados recolhidos e georreferenciados foram divididos por categorias: Atividades e lazer; Mobilidade e transportes; Alojamentos; Restaura&ccedil;&atilde;o e com&eacute;rcio; Outros servi&ccedil;os; e cada uma destas categorias foi subdividida em diferentes tipos. A cada tipo corresponde uma base de dados geogr&aacute;fica a que se associa a respetiva tabela de atributos, onde constam caracter&iacute;sticas como designa&ccedil;&atilde;o, localiza&ccedil;&atilde;o descritiva, posi&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica expressa atrav&eacute;s das respetivas coordenadas retangulares (x,y) ou geogr&aacute;ficas (latitude/longitude em graus decimais), bem como descri&ccedil;&otilde;es do local/ monumento/ atividade de interesse ou do servi&ccedil;o. Estes dados permitir&atilde;o fazer a an&aacute;lise da mobilidade na RAV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3. An&aacute;lise da Mobilidade na Rede de Aldeias Vinhateiras</b></p>     <p>A an&aacute;lise da mobilidade na RAV ser&aacute; realizada em dois tempos. Numa primeira fase procedeu-se a uma an&aacute;lise pr&eacute;via, a fim de verificar a sua consist&ecirc;ncia metodol&oacute;gica e adequabilidade aos prop&oacute;sitos estabelecidos no projeto. Os resultados desta an&aacute;lise pr&eacute;via s&atilde;o apresentados adiante.</p>     <p>Numa fase posterior, em implementa&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s resolu&ccedil;&atilde;o de aspetos log&iacute;sticos e t&eacute;cnicos relacionados com a aquisi&ccedil;&atilde;o de um servidor (<i>hardware</i>), o licenciamento de um servidor de dados WebSIG propriet&aacute;rio ou adequa&ccedil;&atilde;o de um servidor <i>Open Source </i>e licenciamento de informa&ccedil;&atilde;o cartogr&aacute;fica de base para enquadramento da informa&ccedil;&atilde;o recolhida no &acirc;mbito do projeto, desenvolver-se-&atilde;o ferramentas que permitam a elabora&ccedil;&atilde;o de roteiros por solicita&ccedil;&atilde;o direta dos utilizadores. Esses roteiros ser&atilde;o caracterizados quanto &agrave; sua sustentabilidade com base nas respetivas emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> e ser&atilde;o complementados com a informa&ccedil;&atilde;o descritivas dos locais e pontos de interesse da &aacute;rea envolvente.</p>     <p>No conceito de mobilidade sustent&aacute;vel &eacute; favorecida a utiliza&ccedil;&atilde;o de transportes coletivos. Por esse facto, o principal foco desta an&aacute;lise pr&eacute;via foi a disponibilidade de transportes p&uacute;blicos e a sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica na &aacute;rea de estudo. Foi ainda feita a an&aacute;lise dos principais pontos de entrada na regi&atilde;o, e da rede de transportes estruturante, nomeadamente a rede de estradas principais e a rede de caminho-de-ferro (<a href="#f2">figura 2</a>). Foi tamb&eacute;m analisada a presen&ccedil;a de empresas (de suporte) associadas ao transporte &ndash; empresas de aluguer de autom&oacute;veis (rent-a-car) ou outros meios de transporte e empresas de venda de combust&iacute;veis.</p>     <p>Realizou-se ainda a an&aacute;lise comparativa que consistiu em fazer a avalia&ccedil;&atilde;o das dist&acirc;ncias, de forma a equacionar roteiros que permitam a visita &agrave; totalidade das aldeias da RAV, sem contudo desprezar a mobilidade sustent&aacute;vel, nem os pontos estrat&eacute;gicos da regi&atilde;o que servem como suporte ao turismo, por englobarem a maior percentagem de servi&ccedil;os de apoio ao turista. Al&eacute;m desta an&aacute;lise, e porque a sustentabilidade no setor do turismo n&atilde;o diz respeito apenas &agrave; mobilidade sustent&aacute;vel, foi realizada uma an&aacute;lise qualitativa (n&atilde;o financeira) da contribui&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de mobilidade na economia da regi&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.4. Aplica&ccedil;&atilde;o do indicador de sustentabilidade: c&aacute;lculo de CO2</b></p>     <p>De acordo com o <i>Intergovernmental Panel on Climate Change </i>(IPCC) (Waldron <i>et al</i>., 2006) as emiss&otilde;es podem ser estimadas pelos consumos de combust&iacute;vel ou pelas dist&acirc;ncias percorridas pelos ve&iacute;culos. Em geral, a primeira hip&oacute;tese &eacute; mais apropriada para a estimativa de CO2.</p>     <p>Metodologia para o transporte rodovi&aacute;rio: As emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> s&atilde;o calculadas tendo por base a quantidade e o tipo de combust&iacute;vel usado e a quantidade de carbono que o combust&iacute;vel cont&eacute;m, de acordo com as equa&ccedil;&otilde;es seguintes:</p>     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f10.gif"></p>     
<blockquote>     <p>Onde:</p>     <p>Consumo estimado = Total de combust&iacute;vel estimado para uma determinada dist&acirc;ncia</p>     <p>Ve&iacute;culos (i,j) = n&uacute;mero de ve&iacute;culos do tipo i e que usam o combust&iacute;vel j</p>     <p>Dist&acirc;ncia (i,j) = n&uacute;mero de quil&oacute;metros por visita por ve&iacute;culo do tipo i e que usam o combust&iacute;vel j</p>     <p>Consumo (i,j) = m&eacute;dia de consumo de combust&iacute;vel (l/km) por ve&iacute;culos do tipo i e que usam do combust&iacute;vel j</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>i = tipo de ve&iacute;culo</p>     <p>j = tipo de combust&iacute;vel</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f11.gif"></p>     
<blockquote>     <p>Onde:</p>     <p>Emiss&otilde;es = Emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> em kg</p>     <p>Consumo&nbsp;(a,b) = consumo de combust&iacute;vel (Gj) para uma determinada atividade de transporte</p>     <p>Fator de emiss&atilde;o (a,b) = fator de emiss&atilde;o (kg&frasl;Gj)</p>     <p>a = tipo de combust&iacute;vel</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>b = tipo de ve&iacute;culo</p> </blockquote>     <p>Os c&aacute;lculos efetuados por aplica&ccedil;&atilde;o destas equa&ccedil;&otilde;es consideram os fatores de emiss&atilde;o publicados para Portugal, pela Ag&ecirc;ncia Portuguesa do Ambiente (APA), a 4 de agosto de 2008 e as densidades m&eacute;dias do combust&iacute;vel em Portugal - dados GALP (SOPOR, 2009).</p>     <p>Metodologia para o transporte Ferrovi&aacute;rio: As metodologias fundamentais para estimativa dos gases de efeito de estufa das locomotivas n&atilde;o mudaram desde a publica&ccedil;&atilde;o dos documentos &ldquo;1996 IPCC <i>Guidelines</i>&rdquo; e &ldquo;GPG2000&rdquo;, pelo que se utilizam as f&oacute;rmulas preconizadas pelo IPCC.</p>     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f12.gif"></p>     
<blockquote>     <p>Onde:</p>     <p>Emiss&otilde;es = Emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> em kg</p>     <p>Combust&iacute;vel j = tipo de combust&iacute;vel j (Gj) consumido</p>     <p>Fator de emiss&atilde;o (a,b) = fator de emiss&atilde;o (kg&frasl;Gj) por tipo de combust&iacute;vel</p>     <p>j = tipo de combust&iacute;vel</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Neste caso os c&aacute;lculos foram efetuados, tendo igualmente por base as f&oacute;rmulas sugeridas no IPCC e tendo por base os mesmos fatores de emiss&atilde;o publicados para Portugal, pela APA, a 4 de agosto de 2008 (APA, 2008) e as densidades m&eacute;dias do combust&iacute;vel em Portugal (dados GALP). O dados referentes &agrave;s m&eacute;dias de consumo por locomotiva s&atilde;o as descritas no IPCC.</p>     <p>Metodologia para o transporte Fluvial: Na estimativa das emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub>, CH<sub>4</sub> e N<sub>2</sub>O resultantes da navega&ccedil;&atilde;o, a metodologia &eacute; simples e podem ser usados tanto valores padr&atilde;o, como informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do pa&iacute;s.</p>     <p>O c&aacute;lculo de emiss&otilde;es &eacute; baseado na quantidade de combust&iacute;vel consumido e nos fatores de emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub>.</p>     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f13.gif"></p>     
<blockquote>     <p>Onde:</p>     <p>Emiss&otilde;es = Emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> em kg</p>     <p>Combust&iacute;vel j= tipo de combust&iacute;vel j (Gj) consumido&nbsp;</p>     <p>Fator de emiss&atilde;o (a,b) = fator de emiss&atilde;o (kg&frasl;Gj)por tipo de combust&iacute;vel</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>j = tipo de combust&iacute;vel</p> </blockquote>     <p>Para esta estimativa, foram consultadas algumas empresas do setor do transporte fluvial local, usando os dados relativos &agrave;s embarca&ccedil;&otilde;es mais usuais, bem como os seus consumos m&eacute;dios. O fator de emiss&atilde;o usado &eacute; o fornecido para o pa&iacute;s pela Galp.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados</b></p>     <p><b>3.1. A sustentabilidade da mobilidade nas aldeias vinhateiras</b></p>     <p>No sentido de visitar as aldeias da RAV e de conhecer o que elas t&ecirc;m para oferecer, a an&aacute;lise pr&eacute;via considerou as possibilidades de visita &agrave; totalidade das aldeias da RAV que melhor correspondessem ao conceito de mobilidade sustent&aacute;vel.</p>     <p>Numa primeira an&aacute;lise referente aos principais pontos de entrada na regi&atilde;o, &agrave; rede de transportes estruturante e &agrave; respetiva distribui&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio, verificou-se que existe um d&eacute;fice quanto ao servi&ccedil;o de transportes p&uacute;blicos coletivos na regi&atilde;o. De acordo com os levantamentos de campo e com as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas, as liga&ccedil;&otilde;es existentes s&atilde;o muito reduzidas, por vezes inexistentes, concretamente no que se refere &agrave;s liga&ccedil;&otilde;es &agrave;s Aldeias Vinhateiras (ponto central do estudo). Um turista que visite a RAV n&atilde;o consegue visitar as seis aldeias recorrendo exclusivamente a transportes p&uacute;blicos e, pela dimens&atilde;o da &aacute;rea, a visita via bicicleta ou a p&eacute; (apesar de ser sempre a mais sustent&aacute;vel) n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel.</p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise da <a href="#t4">tabela 4</a>&nbsp;(<a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>), que indica a presen&ccedil;a de infraestruturas e servi&ccedil;os associados &agrave; mobilidade e transporte &eacute; poss&iacute;vel comprovar as lacunas que existem no sector, e que condicionam a mobilidade na regi&atilde;o. Estes resultados comprovam a necessidade de ado&ccedil;&atilde;o de medidas que promovam a sustentabilidade do sector na regi&atilde;o.</p>     <p>Da an&aacute;lise dos dados referentes &agrave; presen&ccedil;a de servi&ccedil;os associados &agrave; mobilidade e transportes, verificou-se que as falhas existem essencialmente ao n&iacute;vel dos transportes rodovi&aacute;rios pois contrariamente aos transportes a&eacute;reos, fluviais ou ferrovi&aacute;rios, que apresentam limita&ccedil;&otilde;es expet&aacute;veis devido &agrave; pr&oacute;pria natureza do servi&ccedil;o (recursos e infraestruturas apropriadas), o transporte rodovi&aacute;rio tem &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o uma rede que poderia ser melhor utilizada de forma a colmatar as fraquezas do sector.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi ainda poss&iacute;vel verificar que as aldeias de Ucanha e Barcos s&atilde;o as que apresentam maiores limita&ccedil;&otilde;es no setor dos transportes, n&atilde;o existindo quaisquer recursos, ao n&iacute;vel da mobilidade, dispon&iacute;veis ao visitante. A cidade do Peso da R&eacute;gua, tanto pela sua localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica privilegiada, como pela sua centralidade e proximidade ao rio, &eacute; a que apresenta uma maior diversidade e disponibilidade de servi&ccedil;os promotores da mobilidade na regi&atilde;o.</p>     <p>Al&eacute;m das limita&ccedil;&otilde;es no sector dos transportes, tamb&eacute;m no que refere &agrave; sinaliza&ccedil;&atilde;o se verificaram falhas, sendo insuficiente ou, em alguns casos, inexistente, o que compromete ainda mais a mobilidade e dificulta a visita da regi&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. Roteiros de visita &agrave;s aldeias vinhateiras</b></p>     <p>No sentido de avaliar os aspetos metodol&oacute;gicos a considerar no desenvolvimento das ferramentas a implementar na segunda fase da an&aacute;lise, com vista &agrave; cria&ccedil;&atilde;o semiautom&aacute;tica de roteiros e respetiva avalia&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; sua sustentabilidade, em termos de emiss&otilde;es de CO2, mediante solicita&ccedil;&atilde;o do turista, foram previamente analisados alguns roteiros de visita &agrave;s aldeia vinhateiras, com base na dist&acirc;ncia percorrida e considerando diversos pontos de entrada na RAV, bem como um roteiro tipo que permite o recurso a transportes p&uacute;blicos, para uma das aldeias da RAV, por forma a permitir a compara&ccedil;&atilde;o entre a mobilidade feita via autom&oacute;vel ou via transportes p&uacute;blicos.</p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o destes roteiros teve em considera&ccedil;&atilde;o as limita&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; disponibilidade de transportes p&uacute;blicos coletivos e nesse sentido, porque o objetivo do trabalho &eacute; promover a mobilidade na totalidade da rede, foram criadas possibilidades de roteiro que permitissem a passagem por cada uma das seis aldeias. A visita &agrave; totalidade da RAV s&oacute; pode realizar-se atrav&eacute;s de transportes rodovi&aacute;rios, concretamente o autom&oacute;vel. Contudo, uma vez que se pretende que a visita &agrave;s aldeias seja o mais sustent&aacute;vel poss&iacute;vel, foram escolhidos os tr&ecirc;s roteiros de visita mais curtos e por isso considerados mais sustent&aacute;veis. Os roteiros avaliados t&ecirc;m como pontos de entrada as cidades de Vila Real ou Lamego, porque de uma forma gen&eacute;rica estes s&atilde;o os principais pontos de entrada dos turistas na regi&atilde;o.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> dos tr&ecirc;s roteiros, os valores obtidos relacionam o consumo de combust&iacute;vel necess&aacute;rio para percorrer determinada dist&acirc;ncia com os valores do fator de emiss&atilde;o desse combust&iacute;vel.</p>     <p>Os tr&ecirc;s roteiros escolhidos foram:</p> <ol>     <li><b>A) Lamego &ndash; Aldeias da RAV &ndash; Lamego: </b>Roteiro com in&iacute;cio na cidade de Lamego, visita todas as aldeias da Rede, percorrendo um total aproximado de 162 km (<a href="#f3">figura 3</a> - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m da cidade de Lamego, tamb&eacute;m as cidades de Peso da R&eacute;gua, Armamar, Tabua&ccedil;o e ainda a vila de Pinh&atilde;o s&atilde;o pontos estrat&eacute;gicos deste roteiro no que respeita &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os como: alojamento, restaura&ccedil;&atilde;o e outros servi&ccedil;os &uacute;teis ao turista.</p> <ol>     <li><b>B) Vila Real &ndash; Aldeias da RAV &ndash; Vila Real: </b>O roteiro B tem in&iacute;cio na cidade de Vila Real, visita todas as aldeias da Rede, at&eacute; terminar novamente na cidade de Vila Real (<a href="#f4">figura 4</a> - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>). Percorre um total aproximado de 197 km. Neste caso, as localidades que funcionam como pontos estrat&eacute;gicos do roteiro, por possibilitarem o recurso a servi&ccedil;os de alojamento, restaura&ccedil;&atilde;o e outros, s&atilde;o: Vila Real, Sabrosa, Peso da R&eacute;gua, Armamar, Tabua&ccedil;o e Pinh&atilde;o.</li>     <li><b>C) Vila Real &ndash; Aldeias da RAV &ndash; Lamego: </b>O roteiro C tem uma extens&atilde;o aproximada de 160 km, sendo o mais curto dos tr&ecirc;s roteiros avaliados. Inicia-se na cidade de Vila Real, e faz a liga&ccedil;&atilde;o da rede, terminando na cidade de Lamego (<a href="#f5">figura 5</a> - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>). As localidades que funcionam como pontos estrat&eacute;gicos na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de alojamento, restaura&ccedil;&atilde;o e outros, s&atilde;o Vila Real, Sabrosa, Alij&oacute;, Armamar, Tabua&ccedil;o, Lamego e Pinh&atilde;o.</li>     </ol>     <p>Pela an&aacute;lise dos resultados obtidos pela aplica&ccedil;&atilde;o das metodologias de c&aacute;lculo de CO<sub>2 </sub>como indicador de sustentabilidade (sintetizados nas tabelas <a href="#t5">5</a>, <a href="#t6">6</a>&nbsp;e <a href="#t7">7</a>&nbsp;para os roteiros A, B e C, respetivamente - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>) &eacute; clara a vantagem da utiliza&ccedil;&atilde;o dos transportes coletivos de passageiros para a mobilidade sustent&aacute;vel, pois apresentam valores de emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> (kg CO<sub>2</sub>/ passageiro) significativamente inferiores. No entanto, as limita&ccedil;&otilde;es existentes no setor, j&aacute; verificadas, levam-nos a inferir que para a realidade da regi&atilde;o, a melhor op&ccedil;&atilde;o para visitar a RAV &eacute; o uso de autom&oacute;veis ligeiros, que utilizem como combust&iacute;vel o gas&oacute;leo, pois apesar de n&atilde;o ser o meio de transporte mais sustent&aacute;vel, quando comparado com um movido a gasolina, consegue ainda assim ter menores valores de emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub>/ passageiro.</p>     <p>Dentro dos roteiros avaliados, o roteiro C, por ser o mais curto, &eacute; aquele que melhor corresponde ao conceito de mobilidade sustent&aacute;vel, e para este roteiro as diferen&ccedil;as de valores de emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub>/ passageiro entre um ligeiro movido a gas&oacute;leo (570 kg CO<sub>2</sub>/passageiro) e um ligeiro movido a gasolina (841 kg CO<sub>2</sub>/passageiro) ainda t&ecirc;m alguma express&atilde;o.</p>     <p>O roteiro B (Vila Real &ndash; Aldeias da RAV &ndash; Vila Real) al&eacute;m de ser o que menos promove a mobilidade sustent&aacute;vel, pois tem uma maior extens&atilde;o e corresponde a uma maior emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub>/passageiro, com valores de 1035 kg CO<sub>2</sub>/passageiro, no uso de autom&oacute;vel ligeiro de passageiros movidos a gasolina, tem ainda a desvantagem de n&atilde;o ser sustent&aacute;vel para o utilizador em termos econ&oacute;micos, porque implica maiores gastos de combust&iacute;vel, a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma estrada com portagens (A24) e, eventualmente, uma menor intera&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica com as popula&ccedil;&otilde;es visitadas e localizadas ao longo do trajeto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3. Roteiro tipo: visita &agrave; aldeia de Provesende</b></p>     <p>O roteiro de visita &agrave; aldeia de Provesende foi escolhido como exemplo por permitir o recurso a transportes p&uacute;blicos como meio de visita &agrave; aldeia da RAV. Este roteiro tem como ponto de partida e chegada a cidade de Vila Real. Nesse sentido, permite a compara&ccedil;&atilde;o entre a mobilidade feita via autom&oacute;vel ou via transportes coletivos, os quais, de forma gen&eacute;rica, s&atilde;o representativos de uma mobilidade mais sustent&aacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa primeira an&aacute;lise (<a href="#f6">figura 6</a> - (<a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>)), onde foi avaliada a efic&aacute;cia da mobilidade feita via autom&oacute;vel foram avaliados tr&ecirc;s percursos (a, b e c), que correspondem aos mais utilizados na liga&ccedil;&atilde;o Vila Real &ndash; Provesende: percurso a, com extens&atilde;o de 29,3 km, percurso b, com extens&atilde;o de 32,9 km e percurso c, com extens&atilde;o de 34,6 km.</p>     <p>Foi feita a aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia do IPCC para avaliar as emiss&otilde;es de CO2 de cada um dos percursos. Analisando os resultados (tabelas <a href="#t8">8</a>, <a href="#t9">9</a>&nbsp;e <a href="#t10">10</a>&nbsp;- <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>), e porque a metodologia relaciona de forma direta a dist&acirc;ncia com as emiss&otilde;es de CO2, verifica-se que o percurso a, por ser o mais curto, &eacute; aquele que se revela mais sustent&aacute;vel, atingindo valores de emiss&atilde;o na ordem dos 104 kg CO2/ passageiro quando utilizado o autom&oacute;vel ligeiro a gas&oacute;leo. Este, ao contr&aacute;rio dos outros dois, &eacute; um percurso feito exclusivamente em estrada nacional/ municipal (EN322 e EN323) e n&atilde;o percorre em nenhum momento vias r&aacute;pidas (IP4) ou autoestradas (A24).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de CO2 para o autom&oacute;vel pesado de passageiros foi realizada para compara&ccedil;&atilde;o, pois apesar de n&atilde;o existirem liga&ccedil;&otilde;es diretas via autocarro entre Vila Real e a aldeia de Provesende, os resultados obtidos constituem um bom argumento para a promo&ccedil;&atilde;o deste tipo de viagens na regi&atilde;o.</p>     <p>Na visita &agrave; aldeia de Provesende &eacute; poss&iacute;vel realizar a viagem sem que seja necess&aacute;rio o recurso ao autom&oacute;vel (considerando como ponto de partida a cidade de Vila Real). No entanto, em partes do percurso essa alternativa foi considerada, para servir de termo de compara&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o foi feita em v&aacute;rias etapas, correspondentes ao tipo de transporte utilizado e &agrave;s paragens associadas a cada tipo de transporte (<a href="#f7">figura 7</a> - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>Na etapa Vila Real &ndash; Peso da R&eacute;gua foram considerados dois percursos: o percurso a (que corresponde ao percurso efetuado pelas empresas de pesados de passageiros) e o percurso b (que corresponde &agrave; liga&ccedil;&atilde;o alternativa de menor extens&atilde;o, para o caso da utiliza&ccedil;&atilde;o do ligeiro de passageiros).</p>     <p>Relativamente ao percurso realizado pelas empresas de transportes este tem um custo m&eacute;dio de &euro;6,5 e uma dura&ccedil;&atilde;o de viagem que ronda os 25 a 30 minutos. A disponibilidade &eacute; acess&iacute;vel, uma vez que permite fazer viagens entre as 9h e as 23h, dependendo da empresa.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a esta etapa, correspondente aos transportes rodovi&aacute;rios, e tal como verificado anteriormente, a rela&ccedil;&atilde;o direta que a metodologia aplicada estabelece entre a dist&acirc;ncia e o total de emiss&otilde;es de CO2/ passageiro, fazia prever o resultado obtido (tabelas <a href="#t11">11</a>&nbsp;e <a href="#t12">12</a>&nbsp;- <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>Perante a metodologia, o percurso a, sendo mais curto, &eacute; obrigatoriamente o mais sustent&aacute;vel (autom&oacute;vel ligeiro a gas&oacute;leo &ndash; 83 kg CO2 /passageiro; e autom&oacute;vel pesado de passageiros &ndash; 57 kg CO2 /passageiro). Contudo, a op&ccedil;&atilde;o b foi considerada porque, para o caso de o percurso n&atilde;o ser feito com recurso aos transportes p&uacute;blicos coletivos, &eacute; importante que exista uma alternativa (autom&oacute;vel ligeiro a gas&oacute;leo &ndash; 88 kg CO2 /passageiro), uma vez que o percurso a, apesar de mais curto, implica a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma estrada com portagens (A24) e na perspetiva do utilizador pode n&atilde;o ser vi&aacute;vel a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Em termos quilom&eacute;tricos (englobando os gastos com combust&iacute;vel), as diferen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o assim t&atilde;o significativas, e acaba por n&atilde;o compensar efetuar os gastos associados ao pagamento das portagens.</p>     <p>Na etapa Peso da R&eacute;gua &ndash; Pinh&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel utilizar transporte ferrovi&aacute;rio ou transporte fluvial. Na perspetiva do turista que visita a regi&atilde;o, ambas s&atilde;o extremamente atrativas, pois permitem apreciar a beleza da paisagem e gozar de uma viagem diferente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O percurso ferrovi&aacute;rio entre a esta&ccedil;&atilde;o de Peso da R&eacute;gua e a esta&ccedil;&atilde;o de Pinh&atilde;o tem um custo de &euro;2,75, e uma dura&ccedil;&atilde;o de 26 minutos. Existem 5 hor&aacute;rios di&aacute;rios, sendo o primeiro por volta das 9h e o &uacute;ltimo por volta das 19h30/20h. Relativamente ao percurso fluvial, os pre&ccedil;os m&eacute;dios rondam os &euro;10/ &euro;20, e t&ecirc;m uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 1h de viagem. No entanto, existem muito poucas empresas a fazer o servi&ccedil;o de barco-t&aacute;xi, ou seja, que fa&ccedil;am o transporte de passageiros. Este tipo de servi&ccedil;o funciona em situa&ccedil;&otilde;es pontuais. A maioria das empresas a funcionar no Douro aposta na viagem de recreio, concretamente cruzeiros com ponto de partida e chegada no mesmo local, e cujo contributo para a regi&atilde;o &eacute; moderadamente significativo.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de CO2 para o percurso ferrovi&aacute;rio, a metodologia apenas relaciona o n&uacute;mero de locomotivas com o consumo m&eacute;dio di&aacute;rio por locomotiva, pelo que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio entrar com os valores de dist&acirc;ncia, no entanto esta &eacute; de cerca de 24,5 km. A metodologia aplicada para o transporte fluvial no que respeita &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de CO2, apenas relaciona o consumo m&eacute;dio hor&aacute;rio com o fator de emiss&atilde;o do combust&iacute;vel.</p>     <p>Fazendo a compara&ccedil;&atilde;o entre o transporte ferrovi&aacute;rio e fluvial (tabelas <a href="#t13">13</a>&nbsp;e <a href="#t14">14</a>&nbsp;- <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>), verifica-se que o transporte fluvial apresenta uma menor taxa de emiss&otilde;es de CO2/ passageiro (2 kg CO2/passageiro comparado com 7 kg de CO2/passageiro para o transporte ferrovi&aacute;rio), no entanto os pre&ccedil;os e o tempo m&eacute;dios por viagem s&atilde;o mais elevados.</p>     <p>Na etapa Pinh&atilde;o &ndash; Provesende as possibilidades de mobilidade s&atilde;o o transporte rodovi&aacute;rio ou o pedestrianismo. Em ambos os casos existem limita&ccedil;&otilde;es &agrave; sua execu&ccedil;&atilde;o. Um turista que chegue &agrave; vila de Pinh&atilde;o via transportes p&uacute;blicos, depara-se com a limita&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o existirem empresas <i>rent-a-car </i>ou de transporte de passageiros que lhe possibilitem prosseguir a viagem at&eacute; a aldeia de Provesende. No caso de n&atilde;o ter condi&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica de pedestrianismo ou uso de bicicleta, a alternativa &eacute; o recurso ao t&aacute;xi, o que &eacute; uma desvantagem tanto em termos ambientais como econ&oacute;micos. Contudo, e porque a existirem possibilidades de mobilidade, estas s&atilde;o ligadas ao transporte rodovi&aacute;rio, foi feita a avalia&ccedil;&atilde;o de CO2 para esse tipo de meios de transporte (tabela <a href="#t15">15</a>&nbsp;- <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>Relativamente &agrave;s emiss&otilde;es de CO2 associadas ao pedestrianismo ou uso de bicicleta, estas n&atilde;o existem, e constituem a op&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;vel. Todavia, &eacute; importante ter em conta o grau de dificuldade dos percursos, pois dependendo da dificuldade deste, mesmo pessoas que &agrave; primeira vista n&atilde;o tenham limita&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica do pedestrianismo, podem n&atilde;o estar aptas fisicamente para a realiza&ccedil;&atilde;o do mesmo.</p>     <p>No caso do percurso pedestre Pinh&atilde;o-Provesende, este &eacute; um percurso de pequena rota, classificado como percurso de intensidade m&eacute;dia/ moderada. &Eacute; de &acirc;mbito desportivo, cultural, ambiental, panor&acirc;mico e paisag&iacute;stico e pode ser realizado durante todo o ano. Tem uma dist&acirc;ncia a percorrer de 5000m, desn&iacute;vel de 510m, e uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 1h30m.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4. Mobilidade e Turismo Sustent&aacute;vel nas Aldeias</b></p>     <p>&nbsp;A sustentabilidade no setor do turismo n&atilde;o se resume apenas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de carbono. Al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de polui&ccedil;&atilde;o dos percursos (rela&ccedil;&atilde;o entre o tipo de transporte usado e o n&iacute;vel de CO2 emitido), a sustentabilidade no setor do turismo avalia-se tamb&eacute;m pelo n&iacute;vel de atra&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica (o que existe para visitar na Aldeia Vinhateira &ndash; no caso: Provesende), a efic&aacute;cia dos trajetos (rela&ccedil;&atilde;o custo/tempo) e a influ&ecirc;ncia nos sistemas socioecon&oacute;micos (quantos agentes socioecon&oacute;micos est&atilde;o envolvidos dependendo do tipo de viagem realizada).</p>     <p>Relativamente ao n&iacute;vel de atra&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica nas aldeias, todas elas t&ecirc;m um importante e relevante patrim&oacute;nio hist&oacute;rico-cultural, que funciona como impulsionador da regi&atilde;o e principal atrativo para o visitante. No entanto, da an&aacute;lise dos dados referentes aos servi&ccedil;os tur&iacute;sticos existentes nas aldeias, foi poss&iacute;vel verificar que existem muitas &aacute;reas onde &eacute; necess&aacute;rio intervir. A d&eacute;bil rede de transportes, em particular nas aldeias, e o reduzido n&uacute;mero de servi&ccedil;os ligados &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o, com&eacute;rcio e alojamento, fazem com que um turista tenha de se deslocar para polos maiores para poder usufruir desses servi&ccedil;os, e assim acabe por contribuir de forma muito reduzida para a economia local.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O recurso aos SIG, permitiu fazer uma outra an&aacute;lise que vai de encontro ao que se procura num turismo sustent&aacute;vel. Ao utilizar diferentes meios de transporte, existe uma maior influ&ecirc;ncia nos sistemas socioecon&oacute;micos, pois h&aacute; escalas e paragens a fazer, tempos de espera entre viagens, e ao contr&aacute;rio do que acontece numa viagem em que o turista vai diretamente ter ao destino, aqui existe uma maior intera&ccedil;&atilde;o com diferentes agentes socioecon&oacute;micos locais.</p>     <p>No roteiro tipo de visita a Provesende, para os pontos de interliga&ccedil;&atilde;o entre viagens, Peso da R&eacute;gua e Pinh&atilde;o, foi feita uma avalia&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia nos agentes socioecon&oacute;micos locais.</p>     <p>Para o caso de Peso da R&eacute;gua, a utiliza&ccedil;&atilde;o de transportes p&uacute;blicos rodovi&aacute;rios obriga &agrave; passagem pela cidade e, caso se proceda a escalas entre transportes, obriga &agrave; paragem na zona da esta&ccedil;&atilde;o de autocarros. Para este ponto, considerando uma &aacute;rea de influ&ecirc;ncia de 150m de raio, &eacute; poss&iacute;vel verificar que 16 agentes socioecon&oacute;micos nas suas proximidades podem ser beneficiados (<a href="#f8">figura 8</a> - <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>). Cumulativamente, se o turista usar o barco como meio de liga&ccedil;&atilde;o a Pinh&atilde;o, o facto de o cais de embarque respetivo se localizar noutra zona da cidade, pode fazer com que outros agentes socioecon&oacute;micos sejam tamb&eacute;m beneficiados.</p>     <p>No caso de Pinh&atilde;o, considerando uma mesma &aacute;rea de influ&ecirc;ncia de 150m de raio, com centro na esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria, foi poss&iacute;vel verificar que o n&uacute;mero de agentes socioecon&oacute;micos influenciados &eacute; menor, mas esse facto deve-se tamb&eacute;m &agrave;s dimens&otilde;es da localidade (<a href="#f9">figura 9</a>&nbsp;- <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>). Cerca de 10 agentes poder&atilde;o ser potencialmente beneficiados. Contudo esta realidade pode mudar no caso de o turista optar pelo percurso pedestre, pois ao longo do percurso h&aacute; a possibilidade de agentes socioecon&oacute;micos fora da &aacute;rea de influ&ecirc;ncia direta calculada pelo <i>buffer</i>, serem positivamente afetados.</p>     <p>Numa an&aacute;lise de efic&aacute;cia do percurso Vila Real &ndash; Provesende no que respeita &agrave; rela&ccedil;&atilde;o pre&ccedil;o/tempo, onde foram consideradas apenas as op&ccedil;&otilde;es menos poluentes, obtiveram-se os resultados sintetizados na <a href="#t16">tabela 16</a>&nbsp;(<a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>Tendo em conta os resultados, ambas as op&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m vantagens e desvantagens associadas. No entanto, e tendo em conta os fundamentos da mobilidade e do turismo sustent&aacute;veis &eacute; poss&iacute;vel concluir que para o caso da visita &agrave; aldeia de Provesende, a op&ccedil;&atilde;o pela utiliza&ccedil;&atilde;o da rede de transportes p&uacute;blicos &eacute; a mais sustent&aacute;vel. Apesar de mais dispendiosa em termos monet&aacute;rios, no que respeita ao n&iacute;vel de polui&ccedil;&atilde;o este &eacute; cerca de um ter&ccedil;o menor. &Agrave; sustentabilidade ambiental aliam-se ainda a sustentabilidade econ&oacute;mica e social dos locais visitados e localizados ao longo do trajeto, pois ao contribuir para os agentes socioecon&oacute;micos e popula&ccedil;&otilde;es locais permite-se uma maior equidade entre os diferentes setores. Al&eacute;m disso a viagem por si s&oacute; &eacute; mais proveitosa, pois ao contr&aacute;rio do que acontece com o recurso ao autom&oacute;vel particular, em que apenas se visita a aldeia, ao usar os transportes p&uacute;blicos o turista pode apreciar a paisagem e viver experi&ecirc;ncias que enriquecem a visita e que funcionam como um atrativo para a realiza&ccedil;&atilde;o da viagem por si s&oacute;.</p>     <p>Fazendo a proje&ccedil;&atilde;o para a visita &agrave;s restantes aldeias, &eacute; fundamental promover a estrutura&ccedil;&atilde;o de uma rede de transportes que fa&ccedil;a a liga&ccedil;&atilde;o entre as aldeias e que contribua a promo&ccedil;&atilde;o das mesmas e do turismo sustent&aacute;vel na regi&atilde;o.&nbsp;</p>     <p>Como se pode verificar a aposta na mobilidade sustent&aacute;vel &eacute; fundamental para promover/aumentar a sustentabilidade da regi&atilde;o, isto porque a regi&atilde;o apresenta j&aacute; produtos de turismo sustent&aacute;vel no que respeita &agrave; maioria das tipologias de alojamento dispon&iacute;veis ao turista (e.g. turismo rural e turismo de habita&ccedil;&atilde;o), e &agrave;s atividades a realizar na regi&atilde;o (percursos pedestres, roteiros ecotur&iacute;sticos). Assim sendo, falta apostar numa rede de mobilidade que promova &ldquo;a passagem&rdquo; pelos pontos de interesse da regi&atilde;o e pelos &ldquo;produtos&rdquo; nela existentes, de forma a proporcionar ao turista uma visita estruturada e orientada e de promover a equidade entre os diferentes sectores e uma maior contribui&ccedil;&atilde;o com os agentes socioecon&oacute;micos locais, sendo por isso sustent&aacute;vel tanto em termos ambientais, como econ&oacute;micos e sociais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4. Discuss&atilde;o e Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Tendo em conta a situa&ccedil;&atilde;o atual em termos econ&oacute;mico-financeiros, &eacute; fundamental para a regi&atilde;o adotar e manter uma estrat&eacute;gia diferenciadora do turismo de massas baseado em grandes unidades hoteleiras. A aposta deve centrar-se em investimentos menores, virados para o conceito de turismo sustent&aacute;vel em termos ecol&oacute;gicos (potenciando as &ldquo;benesses&rdquo; com que a natureza brindou esta regi&atilde;o), econ&oacute;micos (potenciando a economia ao n&iacute;vel regional) e sociais (potenciando emprego e estabilidade &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es locais).</p>     <p>No caso particular das Aldeias Vinhateiras &eacute; fundamental refor&ccedil;ar as articula&ccedil;&otilde;es com toda a &aacute;rea envolvente, explorando as potencialidades da Regi&atilde;o do Douro e de outras regi&otilde;es. Pensar na constru&ccedil;&atilde;o progressiva de um conjunto de infraestruturas e servi&ccedil;os de qualidade que incluam casas de turismo rural, hot&eacute;is, restaurantes, quintas e adegas, n&uacute;cleos museol&oacute;gicos, eventos, e outros locais de recreio, lazer e de atra&ccedil;&atilde;o de forma a conseguir uma maior aflu&ecirc;ncia e/ou perman&ecirc;ncia de visitantes nacionais e internacionais nas Aldeias.</p>     <p>No sector de Hotelaria, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das aldeias de Trev&otilde;es e de Provesende, n&atilde;o existe qualquer infraestrutura hoteleira nas restantes aldeias (Bessa, 2013; vd. dados publicados em anexo), o que leva a que os turistas apenas fa&ccedil;am a visita &agrave; aldeia e voltem para os centros das cidades mais pr&oacute;ximas, provocando assim a &ldquo;perda&rdquo; de potenciais turistas/ potenciais benef&iacute;cios, para o desenvolvimento local de cada Aldeia.</p>     <p>O desenvolvimento futuro dever&aacute; incidir na elabora&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de produtos compostos, de forma a poder atingir outros segmentos de mercado que atualmente ainda se encontram afastados do Douro. O futuro das Aldeias Vinhateiras depende da manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade competitiva e da valoriza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e social de outros recursos locais, assente em estrat&eacute;gias integradas que fomentem a inova&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de emprego.</p>     <p>O Douro &eacute; preponderante para o desenvolvimento da &ldquo;Rede de Aldeias Vinhateiras&rdquo;. Cada aldeia, por si s&oacute;, n&atilde;o tem capacidade de atrair turistas, &eacute; necess&aacute;rio que haja uma boa gest&atilde;o da Rede, que promova a intera&ccedil;&atilde;o entre as aldeias e privilegie o estabelecimento de parcerias.</p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise pr&eacute;via em termos das emiss&otilde;es de CO2, mostram que &eacute; muito importante assumir o sector dos transportes p&uacute;blicos como meio de transporte preferencial. No entanto, face &agrave; sazonalidade caracter&iacute;stica da procura tur&iacute;stica na regi&atilde;o, importar&aacute; elaborar uma an&aacute;lise financeira para a defini&ccedil;&atilde;o dos meios materiais a alocar e dos eventuais per&iacute;odos do ano em que se tornem economicamente sustent&aacute;veis.</p>     <p>Por outro lado, para receber bem &eacute; preciso que haja qualidade, m&atilde;o-de-obra qualificada e infraestruturas capazes de lidar com o crescente aumento de turistas, ao contr&aacute;rio do que a realidade evidencia (Bessa, 2013; vd. dados publicados em <a href="#a1">anexo</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5. Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ag&ecirc;ncia Portuguesa do Ambiente (2008). COM&Eacute;RCIO EUROPEU DE LICEN&Ccedil;AS DE EMISS&Atilde;O - Tabela de valores de Poder Calor&iacute;fico Inferior, de Factor de Emiss&atilde;o e Factor de Oxida&ccedil;&atilde;o de CO2 utilizados no Invent&aacute;rio Nacional de Gases com Efeito de Estufa publicado em 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S2182-1267201400010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Avdimiotis, S. e Christou, E. (2004). G.I.S Applications In Tourism Planning - A Tool For Sustainable Development Involving Local Communities. [em linha]. p. 3-7. [Consult. 29 Jul. 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ifitt.org/admin/public/uploads/Avdimiotisfinal.pdf"target="_blank">http://ifitt.org/admin/public/uploads/Avdimiotisfinal.pdf</a> </p>     <p>Bahaire, T. e Elliott-White, M. (1999). The application of Geographical Information Systems (GIS) in sustainable tourism planning: A review. International Journal of Sustainable Tourism, 7 (2), 159-174.</p>     <!-- ref --><p>Bessa, Isabel M. D. 2013. Mobilidade Sustent&aacute;vel - Rede de Aldeias Vinhateiras do Douro. Disserta&ccedil;&atilde;o apresentada &agrave; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro para obten&ccedil;&atilde;o do grau de mestre em Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica, 136 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S2182-1267201400010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cristov&atilde;o, A., Medeiros, V., Melides, R. (2010). Aldeias Vinhateiras: Requalifica&ccedil;&atilde;o Urbana, Turismo e Desenvolvimento Local no Douro. Pasos &ndash; Revista de Turismo y Patrimonio Cultural. Vol. 8. N&ordm;4. p. 519-528.</p>     <p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Energia e Geologia. Pre&ccedil;o dos Combust&iacute;veis Online &ndash; Informa&ccedil;&atilde;o ao Consumidor [em linha]. [Consult. 14 Jan. 2013]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.precoscombustiveis.dgeg.pt/"target="_blank">http://www.precoscombustiveis.dgeg.pt/</a></p>     <!-- ref --><p>Estrutura de Miss&atilde;o do Douro (2008). Plano de Desenvolvimento Tur&iacute;stico do Vale do Douro - PDTVD 2007-2013. p.15-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S2182-1267201400010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ERTPNP. 2013. S&iacute;tios Patrim&oacute;nio Mundial no Norte de Portugal. Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S2182-1267201400010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Farsari, Y. and Prastacos P. (2003). Gis Contribution for the Evaluation and Planning of Tourism: A Sustainable Tourism Perspective. [em linha]. [Consult. 4 Jul. 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gipsynoise.gr/HellasGI/KoinonikesPraktikes/papers/Farsaki.pdf"target="_blank">http://www.gipsynoise.gr/HellasGI/KoinonikesPraktikes/papers/Farsaki.pdf</a>&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S2182-1267201400010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Goodchild, M. F.; Longley, P. A.; Maguire, D. J.; Rhind, D. W. (2005). Geographic Information Systems and Science. 2nd ed., Wiley &amp; Sons, West Sussex, UK, XVII. p. 517</p>     <p>G&ouml;ssling, S., Peeters, P., Ceron, J.-P., Dubois, G., Patterson T. &amp; Richardson, R.B. (2005). The Eco-efficiency of Tourism, Ecological Economics 54. p. 417- 434</p>     <!-- ref --><p>Gouveia, H., Santos, C., Silva, B., Almeida, J.; (2011) Estudo de Mercado e Estrat&eacute;gia de Marketing para a Rede de Aldeias Vinhateiras. CIGA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S2182-1267201400010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> TOMO I; TOMO II; TOMO III; TOMO IV; TOMO V.</p>     <p>Jacinto, P. e M. Ribeiro (2001). O Turismo Activo como Oportunidade para o Desenvolvimento de Iniciativas Empresariais em Zonas Rurais: uma An&aacute;lise Explorat&oacute;ria a partir da regi&atilde;o do Douro. 1&ordm; Congresso de Estudos Rurais. Ambiente e Usos do Territ&oacute;rio. [em linha]. [Consult. 13 Out. 2012]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://home.utad.pt/~des/cer/CER/DOWNLOAD/2018.PDF"target="_blank">http://home.utad.pt/~des/cer/CER/DOWNLOAD/2018.PDF</a>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lima, S. e Partid&aacute;rio, M. R. (2002). Novos Turistas e a Procura da Sustentabilidade - Um Novo Segmento de Mercado Tur&iacute;stico. Lisboa: GEPE - Gabinete de Estudos e Perspetiva Econ&oacute;mica do Minist&eacute;rio da Economia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S2182-1267201400010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mart&iacute;n-Cejas, R. R. and Ram&iacute;rez S&aacute;nchez P. P. (2010). Ecological footprint analysis of road transport related to tourism activity: The case for Lanzarote Island. Tourism Management 31(1). p. 98-103.</p>     <!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial Turismo (2007). De Davos a Bali: la contribuci&oacute;n del turismo al reto del cambio clim&aacute;tico. p. 3-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S2182-1267201400010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Richter, L. K. (1989). The Politics of Tourism in Asia, Editora Onolulu. University of Hawaii Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S2182-1267201400010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOPOR (2009). Produtos. [em linha]. [Consult. 11 Jan. 2013]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sopor.pt/produtos.html"target="_blank">http://www.sopor.pt/produtos.html</a>&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S2182-1267201400010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TPNP. 2013. Monumentos a Norte. Turismo do Porto e Norte de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S2182-1267201400010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Turismo de Portugal (2007). Plano Estrat&eacute;gico Nacional do Turismo - Para o Desenvolvimento do Turismo em Portugal. p.53; 63-67; 71-79; 83-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S2182-1267201400010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Waldron, C., Harnisch, J., Lucon, O., Mckibbon, S., Saile, S., Wagner, F., Walsh, M., Maurice, L., Hockstad, L., H&ouml;hne, N., Hupe, J., Lee, D., Rypdal, K.; (2006). Intergovernmental Panel on Climate Change. 2006 IPCC Guide Lines for National Greenhouse Gas Inventories. Volume 2: Energy, Chapter 3: Mobile Combustion. p. 3.10-3.29; 3.39-3.45; 3.47-3.54.</p>     <p>&nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#t4">[1]</a>O aluguer de Bicicletas na aldeia de Favaios est&aacute; inserido nas atividades promovidas pela Quinta da Avessada.</p>     <p><a href="#t4">[2]</a>Nas aldeias de Barcos e Trev&otilde;es, existem paragens de autocarros, contudo, o transporte de passageiros &eacute; apenas servi&ccedil;o escolar.</p>     <p><a href="#t4">[3]</a>Em Armamar refere-se &agrave; exist&ecirc;ncia de um Heliporto, sem servi&ccedil;o de transporte. Em Alij&oacute; refere-se ao aer&oacute;dromo, recebe voos particulares.</p>     <p><a href="#t4">[4]</a>No concelho de Lamego existe um cais fluvial destinado a atividade comercial (Porto Comercial R&eacute;gua-Lamego), localizado na margem esquerda do rio Douro, frente a Peso da R&eacute;gua.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#t16">[5]</a>As despesas de viagem associadas ao autom&oacute;vel particular foram calculadas tendo por base o consumo m&eacute;dio de combust&iacute;vel e os respetivos pre&ccedil;os m&eacute;dios atuais (DGEG). As despesas m&eacute;dias, para os restantes transportes, foram calculadas com base na m&eacute;dia dos pre&ccedil;os tabelados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</b></p>     <p><b><a href="#topa1">Anexos</a><a name="a1"></a>     <p><b>TABELAS</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t6">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t8">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t9">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t9.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t10">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t10.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t11">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t11.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t12">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t12.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t13">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t13.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t14">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t14.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t15">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t15.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t16">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02t16.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FIGURAS</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p>&nbsp;<img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p>&nbsp;<img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a02f9.gif"></p>     
 ]]></body><back>
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<collab>Agência Portuguesa do Ambiente</collab>
<source><![CDATA[COMÉRCIO EUROPEU DE LICENÇAS DE EMISSÃO: Tabela de valores de Poder Calorífico Inferior, de Factor de Emissão e Factor de Oxidação de CO2 utilizados no Inventário Nacional de Gases com Efeito de Estufa]]></source>
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<collab>Direção Geral de Energia e Geologia</collab>
<source><![CDATA[Preço dos Combustíveis Online: Informação ao Consumidor]]></source>
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