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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Espacialização de cenários do balanço da água: uma metodologia de apoio à decisão para a gestão dos recursos hídricos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents a methodology for gaining response scenarios in the framework of decision to the surface water resources management in the Guadiana River Basin. The results are based on the spatial distribution of relevant variables and their constraints on geographical distribution. To this purpose, mapping the balance between supply and demand of this natural resource, it identifies the main pressures and points to hypothetical appearance of conflicts among alternative uses. Through its results is summarized reality and evaluates the environmental soundness of the spatial distribution of decisions. One of their main results is the cartography of prospective about the balance between supply and demand of water resources. Finally, three scenarios are created according to the baseline situation, the year of 2011.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gestão de Recursos Hídricos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Espacializa&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios do balan&ccedil;o da &aacute;gua: uma metodologia de apoio &agrave; decis&atilde;o para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rodrigues, Luis<sup>1</sup>; Juli&atilde;o, Rui<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Atl&acirc;ntica; <a href="mailto:lmcrod@gmail.com">lmcrod@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup>Universidade Nova de Lisboa; <a href="mailto:rpj@fcsh.unl.pt">rpj@fcsh.unl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo apresenta-se uma metodologia para a obten&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios de resposta em contexto de decis&atilde;o tendo em vista a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos superficiais na Bacia Hidrogr&aacute;fica do Rio Guadiana. Os resultados baseiam-se na espacializa&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis mais relevantes e das respectivas condicionantes &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. Para tal, cartografa-se o balan&ccedil;o entre a procura e a oferta deste recurso natural, identificam-se as maiores press&otilde;es e assinala-se a hipot&eacute;tica apari&ccedil;&atilde;o de conflitos entre os usos alternativos. Atrav&eacute;s dos seus resultados sintetiza-se a realidade e avalia-se a coer&ecirc;ncia ambiental da distribui&ccedil;&atilde;o espacial das decis&otilde;es. Um dos seus principais resultados consiste na cartografia prospectiva acerca do balan&ccedil;o entre a procura e a oferta dos recursos h&iacute;dricos. Por fim, s&atilde;o criados tr&ecirc;s cen&aacute;rios relativos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de partida, o ano de 2011.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Gest&atilde;o de Recursos H&iacute;dricos; Prospectiva e Planeamento; An&aacute;lise Espacial; Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper presents a methodology for gaining response scenarios in the framework of decision to the surface water resources management in the Guadiana River Basin. The results are based on the spatial distribution of relevant variables and their constraints on geographical distribution. To this purpose, mapping the balance between supply and demand of this natural resource, it identifies the main pressures and points to hypothetical appearance of conflicts among alternative uses. Through its results is summarized reality and evaluates the environmental soundness of the spatial distribution of decisions. One of their main results is the cartography of prospective about the balance between supply and demand of water resources. Finally, three scenarios are created according to the baseline situation, the year of 2011.</p>     <p><b>Keywords:</b> Water Resources Management; Prospective and Planning; Spatial Analysis; Geographic Information Systems.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Stewart e Scott (1995), o processo de decis&atilde;o a n&iacute;vel regional baseia-se na constru&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios da aplica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas com influ&ecirc;ncia no uso do solo. Por cen&aacute;rios de aplica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas deve entender-se a descri&ccedil;&atilde;o de um conjunto de potenciais op&ccedil;&otilde;es de actua&ccedil;&atilde;o numa determinada regi&atilde;o. Os cen&aacute;rios surgem assim enquanto fase final do processo de decis&atilde;o. Trata se do momento de s&iacute;ntese de uma metodologia.</p>     <p>Neste trabalho prop&otilde;em-se m&eacute;todos de espacializa&ccedil;&atilde;o dos impactos da disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, atrav&eacute;s de uma cartografia das alternativas pol&iacute;ticas &agrave;s tend&ecirc;ncias identificadas. Para tal, s&atilde;o criados tr&ecirc;s cen&aacute;rios e aventadas as possibilidades de hierarquiza&ccedil;&atilde;o das alternativas de decis&atilde;o. Estes cen&aacute;rios s&atilde;o elaborados a partir de indicadores constru&iacute;dos tendo por base um conjunto de vari&aacute;veis provenientes das mais variadas &aacute;reas do conhecimento.</p>     <p>O uso destas alternativas espacializadas permite verificar e comparar as possibilidades de actua&ccedil;&atilde;o e quais os seus efeitos pr&aacute;ticos no territ&oacute;rio. Com estes cen&aacute;rios pretende se providenciar os decisores com uma s&eacute;rie de hip&oacute;teses de actua&ccedil;&atilde;o dependentes da forma como se colocam os problemas.</p>     <p>Os resultados finais da metodologia s&atilde;o apresentados enquanto mapas de aptid&atilde;o, nos quais se conjugam as opera&ccedil;&otilde;es realizadas. Os principais resultados consubstanciam se assim em mapas de s&iacute;ntese (balan&ccedil;o entre a procura/oferta da &aacute;gua), atrav&eacute;s dos quais de representam os cen&aacute;rios propostos e as alternativas de espacializa&ccedil;&atilde;o. Trata-se de materializar diferentes pontos de vista sobre os problemas de decis&atilde;o.</p>     <p>Em cada mapa cartografam-se em Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG)&nbsp; as propostas de evolu&ccedil;&atilde;o das disponibilidades h&iacute;dricas num estudo de caso<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, atrav&eacute;s da materializa&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de evolu&ccedil;&atilde;o das diferentes vari&aacute;veis constru&iacute;dos em ambiente de Sistemas de Apoio &agrave; Decis&atilde;o (SAD).&nbsp; Em SAD s&atilde;o materializados os &iacute;ndices de evolu&ccedil;&atilde;o das diferentes vari&aacute;veis e &eacute; avaliado, comparativamente, o grau de efic&aacute;cia das op&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o. Por vezes, uma op&ccedil;&atilde;o menos eficaz revela-se mais acertada, devido &agrave; sua capacidade para atingir de forma mais abrangente um determinado territ&oacute;rio alvo. Assim, as disparidades regionais refor&ccedil;am a necessidade de integra&ccedil;&atilde;o de uma dimens&atilde;o espacial nos cen&aacute;rios para o apoio &agrave; decis&atilde;o. Para alcan&ccedil;ar a melhor resposta, devem combinar-se sempre mapas e &iacute;ndices (Janssen et al., 1998).</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o do limiar das press&otilde;es permite melhorar a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas de gest&atilde;o da &aacute;gua. Assim, a efic&aacute;cia das respostas constr&oacute;i-se a partir de combina&ccedil;&otilde;es &oacute;ptimas da intensidade, do padr&atilde;o espacial e da melhor conjuga&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis. Deve ainda considerar-se a forma como as vari&aacute;veis e os limiares da press&atilde;o se comportam ao longo do tempo. Por exemplo, tal como afirma Mariano Feio, referindo-se ao s&eacute;culo XIX,&nbsp; a densidade de popula&ccedil;&atilde;o dos concelhos do &laquo;Baixo Alentejo &eacute; muito elevada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; p&eacute;ssima qualidade dos solos&raquo; (Feio, 1996, p. 68) o que viria a provocar impactos extremamente negativos, sobretudo at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 1960. A partir dessa d&eacute;cada, os impactos negativos deixam de ser exercidos pelo elevado volume de popula&ccedil;&atilde;o e os limiares de press&atilde;o passam a ser lidos em sentido contr&aacute;rio. Agora, s&atilde;o as &aacute;reas despovoadas, e a aus&ecirc;ncia de capacidade de atrac&ccedil;&atilde;o de investimento, a determinar patamares m&iacute;nimos de press&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e oportunidades de emprego (Roxo, 1994).</p>     <p>Face &agrave;s considera&ccedil;&otilde;es apresentadas anteriormente, o presente estudo visa estabelecer uma metodologia de apoio &agrave; decis&atilde;o, criando condi&ccedil;&otilde;es para a racionaliza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o espacial de recursos h&iacute;dricos. O SAD que aqui se apresenta parte de um conjunto de indicadores de press&atilde;o para a cria&ccedil;&atilde;o de modelos de potencial escassez dos recursos h&iacute;dricos.</p>     <p>Com este estudo pretende-se dar ainda resposta a dois objectivos espec&iacute;ficos de investiga&ccedil;&atilde;o: a cria&ccedil;&atilde;o (desenho) de uma metodologia centrada nas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica para o apoio &agrave; decis&atilde;o na gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos; a elabora&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios integrados espacialmente referenciados para a distribui&ccedil;&atilde;o do balan&ccedil;o entre a procura e a oferta da &aacute;gua.</p>     <p>Pretende-se com este ensaio de cariz metodol&oacute;gico restringir o conjunto das alternativas de decis&atilde;o. Isto &eacute;, estabelecem-se hierarquias de actua&ccedil;&atilde;o concretas e verificam se os impactos dessas op&ccedil;&otilde;es. Neste caso concreto, na perspectiva da gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, partindo da hierarquia das op&ccedil;&otilde;es, deve resultar a valoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de oferta da &aacute;gua e a promo&ccedil;&atilde;o da sua procura.</p>     <p>No fundo, com esta metodologia, procuram-se resolver as necessidades de vincular as fases essenciais do processo de tomada de decis&atilde;o aos problemas efectivos e &agrave; forma como os stakeholders os resolveriam. Com estes cen&aacute;rios espaciais da disponibilidade da &aacute;gua, estabelecidos fundamentalmente a partir da opini&atilde;o dos stakeholders, adapta se o processo de apoio &agrave; decis&atilde;o para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos &agrave;s necessidades de implementa&ccedil;&atilde;o da Directiva Quadro da &Aacute;gua (DQA ).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p>Partindo dos conceitos fundamentais de SIG e SAD foi desenvolvida mais recentemente a mais prof&iacute;cua produ&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica acerca da espacializa&ccedil;&atilde;o do apoio &agrave; decis&atilde;o nas &aacute;reas da gest&atilde;o ambiental e do territ&oacute;rio. De acordo com Malczewski (2006), nos &uacute;ltimos anos ampliou-se significativamente o espectro de aplica&ccedil;&atilde;o dos Sistemas Espaciais de Apoio &agrave; Decis&atilde;o (SEAD). Pode afirmar-se que os SEAD nasceram centrados em estudos de caso na &aacute;rea do ambiente, todavia perdeu-se essa hegemonia.</p>     <p>Os SEAD para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos constituem uma das aplica&ccedil;&otilde;es mais relevantes da actualidade. Tal como &eacute; referido em Gurnell e Montgomery &laquo;o incremento da complexidade da parametriza&ccedil;&atilde;o espacial n&atilde;o conduz necessariamente a uma melhoria da capacidade de previs&atilde;o e resposta. Todavia, as tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, enquanto novas ferramentas, permitem aos hidr&oacute;logos criar uma grande variedade de novos problemas&raquo; (Gurnell e Montgomery, 2000, p. 2). Deste modo, contribui-se para a manuten&ccedil;&atilde;o de uma forte componente de incerteza associada aos SEAD para a gest&atilde;o de recursos h&iacute;dricos. A componente heur&iacute;stica &eacute;, segundo Beven (2008), um dos t&oacute;picos fundamentais para o futuro da investiga&ccedil;&atilde;o em hidrologia. Para este autor, importa sobretudo concentrar os estudos na determina&ccedil;&atilde;o da incerteza associada a cada modelo criado, assim como criar mecanismos para apresentar e usar a incerteza nas tomadas de decis&atilde;o.</p>     <p>Apresentam-se agora detalhadamente alguns m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos das medidas tomadas pelos decisores. Para tal, utiliza-se um <i>software</i> de SAD<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><i><sup><b><sup>[2]</sup></b></sup></i></a> com o objectivo de se ordenar as op&ccedil;&otilde;es da decis&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o dos cen&aacute;rios escolhidos, de acordo com o contributo de cada indicador. Adoptando uma escala linear de an&aacute;lise, entre o melhor e o pior, estabelecem-se quais as op&ccedil;&otilde;es dominantes e quais as op&ccedil;&otilde;es descart&aacute;veis.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o espacializada das consequ&ecirc;ncias de cada cen&aacute;rio envolve a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma grande multiplicidade de modelos espaciais (uns de car&aacute;cter biof&iacute;sico e outros de car&aacute;cter socioecon&oacute;mico).</p>     <p>Partindo de um diagn&oacute;stico exaustivo da bacia hidrogr&aacute;fica do Rio Guadiana em Portugal (BHRGP) projecta-se a evolu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade da &aacute;gua, considerando os factores biof&iacute;sicos e socioecon&oacute;micos, aos quais se associam as diferentes alternativas de interven&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica. Os principais factores de transforma&ccedil;&atilde;o da realidade, considerados como tal e integrados enquanto indicadores na an&aacute;lise no SAD, s&atilde;o a for&ccedil;a motriz da evolu&ccedil;&atilde;o de cada cen&aacute;rio. Para tal, desenvolve-se uma metodologia para determinar a coer&ecirc;ncia ambiental das propostas, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o da sua aptid&atilde;o ou vulnerabilidade ambiental <i>(IVM, 2010)</i>. Pretende-se dessa forma orientar o sentido das decis&otilde;es com impacto no balan&ccedil;o da disponibilidade hidrol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. M&eacute;todos de an&aacute;lise espacial para a cria&ccedil;&atilde;o de indicadores de DPS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A procura da &aacute;gua &eacute; um factor essencial para a compreens&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;oNeste ponto, procura-se definir os primeiros tr&ecirc;s n&iacute;veis do sistema DPSIR<a href="#_ftn3" name="_ftnref3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a> de indicadores espaciais para a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos &ndash; <i>Driving forces</i> (D, for&ccedil;as motrizes), <i>Pressures</i> (P, press&otilde;es), <i>State</i> (S, estado). Com este sistema de indicadores, investigam-se as rela&ccedil;&otilde;es entre a procura e a oferta da &aacute;gua, os equil&iacute;brios entre a disponibilidade deste recurso e a distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em ambiente SAD determina-se um conjunto de op&ccedil;&otilde;esM, de acordo com a pr&eacute;via contextualiza&ccedil;&atilde;o do problema. O decisor hierarquiza as prioridades de actua&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o das suas convic&ccedil;&otilde;es e da obten&ccedil;&atilde;o dos melhores resultados. Cada op&ccedil;&atilde;o &eacute; constitu&iacute;da pela conjuga&ccedil;&atilde;o ponderada de um conjunto de indicadores de For&ccedil;a Motriz, Press&atilde;o e Estado. Com base em indicadores pr&eacute;-estabelecidos enquanto crit&eacute;rios decisionais, constroem-se as matrizes de an&aacute;lise. A matriz de an&aacute;lise divide-se em tr&ecirc;s n&iacute;veis de actua&ccedil;&atilde;o (Louren&ccedil;o&nbsp;<i>et&nbsp;al.</i>,&nbsp;2002): Defini&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es; Determina&ccedil;&atilde;o dos indicadores; Preenchimento da <i>matriz de an&aacute;lise</i> com a avalia&ccedil;&atilde;o dos indicadores para cada op&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As <i>matrizes de decis&atilde;o</i> permitem ordenar as op&ccedil;&otilde;es da decis&atilde;o e estabelecer o n&iacute;vel de coer&ecirc;ncia ambiental das propostas. Como a pr&oacute;pria designa&ccedil;&atilde;o sugere, a <i>matriz de an&aacute;lise</i> parte de uma representa&ccedil;&atilde;o em tabela de vari&aacute;veis, medidas em unidades e pr&eacute;-compatibilizadas atrav&eacute;s de uma uniformiza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via (<i>value funtion</i>).</p>     <p>Para definir o problema, s&atilde;o calculadas as pondera&ccedil;&otilde;es dos indicadores correspondentes a cada op&ccedil;&atilde;o. Ao decidir de acordo com um crit&eacute;rio de actua&ccedil;&atilde;o, a resposta a um determinado problema vincula-se a uma determinada estrat&eacute;gia. Neste caso concreto, para definir o problema foram constitu&iacute;dos dois grupos de oito crit&eacute;rios e seis op&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o. Ao estabelecer dois grupos de oito crit&eacute;rios decisionais pretende-se obter, em oposi&ccedil;&atilde;o, a press&atilde;o da procura da &aacute;gua e a press&atilde;o da oferta da &aacute;gua (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As seis op&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o estabelecidas neste exemplo resultam do esfor&ccedil;o para aproximar o processo de decis&atilde;o &agrave; realidade. Isto &eacute;, para chegar a estas seis op&ccedil;&otilde;es, e &agrave; correspondente classifica&ccedil;&atilde;o dos indicadores, definiram-se as redes regionais da &aacute;gua<a href="#_ftn4" name="_ftnref4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a>. Assim, as op&ccedil;&otilde;es s&atilde;o listadas nas colunas da Matriz de Decis&atilde;o, enquanto os indicadores seleccionados s&atilde;o inscritos nas suas linhas. As op&ccedil;&otilde;es consideradas correspondem a apostas concretas no desenvolvimento de sectores de actividade espec&iacute;ficos, tais como<a href="#_ftn5" name="_ftnref5"><sup><sup>[5]</sup></sup></a> (Rodrigues,&nbsp;2013):</p> <ul>     <li>Agricultura &ndash; A agricultura &eacute; o maior consumidor de &aacute;gua desta regi&atilde;o e, segundo uma parte substancial dos <i>stakeholders</i> da &aacute;gua, a vitalidade do sector depende da capacidade para irrigar mais &aacute;reas agr&iacute;colas;</li>     <li>Turismo &ndash; O turismo depende muito da disponibiliza&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o de &aacute;gua pot&aacute;vel de qualidade. Existe uma grande sazonalidade na utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua, coincidindo a &eacute;poca de maior procura com a menor disponibilidade de &aacute;gua nas principais fontes abastecedoras;</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Ind&uacute;stria &ndash; A ind&uacute;stria perdeu import&acirc;ncia no contexto das actividades econ&oacute;micas da BHRGP. Apostar no sector industrial significa inverter uma forte tend&ecirc;ncia para a sua extin&ccedil;&atilde;o. Poucos s&atilde;o os <i>stakeholders</i> da &aacute;gua representando os interesses industriais, no entanto, nota-se, em termos gerais, uma certa tentativa de dissocia&ccedil;&atilde;o entre a ind&uacute;stria e a deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade da &aacute;gua;</li>     <li>Com&eacute;rcio e servi&ccedil;os I&amp;D &ndash; O com&eacute;rcio e os servi&ccedil;os de I&amp;D s&atilde;o uma das apostas mais frequentemente referidas como estando na base das solu&ccedil;&otilde;es para o problema da &aacute;gua na BHRGP. As actividades comerciais t&ecirc;m vindo a assumir cada vez maiores consumos relativos de &aacute;gua;</li>     <li>Infra-estruturas da &aacute;gua &ndash; A cria&ccedil;&atilde;o de novas infra-estruturas para a reten&ccedil;&atilde;o/capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua &eacute; uma das decis&otilde;es enunciadas com frequ&ecirc;ncia pelos <i>stakeholders</i> da &aacute;gua. Na BHRGP, s&atilde;o v&aacute;rios os exemplos de novas infra-estruturas programadas ou previstas para os pr&oacute;ximos anos;</li>     <li>Recursos naturais &ndash; A aposta nos recursos naturais surge como solu&ccedil;&atilde;o preconizada pelos <i>stakeholders</i> da &aacute;gua mais ambientalistas. Os mais ac&eacute;rrimos defensores desta via s&atilde;o sobretudo as ONG e as institui&ccedil;&otilde;es ligadas ao Minist&eacute;rio do Ambiente.</li>     </ul>     <p>Partindo desta abordagem, apresenta-se um esquema anal&iacute;tico alternativo &agrave; cl&aacute;ssica defini&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de conflito baseadas essencialmente na escassez dos recursos h&iacute;dricos. Contrapondo esta perspectiva, os conflitos pelo uso da &aacute;gua resultam de um conjunto mais abrangente de factores. Para al&eacute;m das condicionantes f&iacute;sicas, destacam-se nesta metodologia as jur&iacute;dico-pol&iacute;ticas, as sociodemogr&aacute;ficos e at&eacute; as de car&aacute;cter cultural, definidas sobretudo pelos diferentes modos de apropria&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua.</p>     <p>Enquanto momento de reflex&atilde;o, com esta metodologia, centrada na oposi&ccedil;&atilde;o entre a procura e a oferta da &aacute;gua, traz-se para a discuss&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es de poder subjacentes &agrave; gest&atilde;o da &aacute;gua, assim como, as mais recentes disputas territoriais pela localiza&ccedil;&atilde;o de novas actividade agr&iacute;cola.</p>     <p>Para o c&aacute;lculo dos indicadores de <i>for&ccedil;a motriz, press&atilde;o, </i>e <i>estado</i> s&atilde;o utilizados dezasseis temas. Cada indicador de base &eacute; desenvolvido separadamente com o objectivo de se adaptar as caracter&iacute;sticas dos dados de entrada ao contexto da BHRGP. Os valores de refer&ecirc;ncia levantados ou estimados para os diferentes par&acirc;metros obt&ecirc;m-se de modos diferentes e dependem das caracter&iacute;sticas e disponibilidade dos dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1.1. Indicadores de base</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo dos problemas de escassez, irregularidade e falta de qualidade da &aacute;gua estabelecem-se os crit&eacute;rios de oferta da &aacute;gua considerados nesta metodologia. Para a constru&ccedil;&atilde;o dos indicadores de base, recorre-se ao ambiente SIG (<i>modelbuider</i> do ArcGIS), tal como se pode observar na <a href="#f1">figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Inicialmente todos os indicadores s&atilde;o constru&iacute;dos utilizando predominantemente a ferramentas de an&aacute;lise espacial em SIG. Atrav&eacute;s do uso de uma fun&ccedil;&atilde;o de uniformiza&ccedil;&atilde;o, os indicadores s&atilde;o tornados igualmente relevantes e, nessa medida, compar&aacute;veis em&nbsp; igualdade de circunst&acirc;ncias numa <i>matriz de an&aacute;lise</i>. Essa uniformiza&ccedil;&atilde;o consiste em reduzir os modelos espaciais quantitativos a uma escala comum, como resultado de uma avalia&ccedil;&atilde;o da sua import&acirc;ncia relativa. Para tal, recorre-se &agrave; reclassifica&ccedil;&atilde;o dos indicadores, da qual resulta uma escala com valores entre zero e nove. O valor de 1 identifica as &aacute;reas da BHRGP sem express&atilde;o do indicador; o valor 9 correspondente &agrave;s &agrave;reas da BHRGP com intensidade m&aacute;xima do mesmo.</p>     <p>Como For&ccedil;as Motrizes identificam-se sobretudo causas de cariz socioecon&oacute;mico subjacentes aos problemas ambientais. A estes indicadores associam-se ainda as mudan&ccedil;as a n&iacute;vel social, econ&oacute;mico e demogr&aacute;fico de uma determinada regi&atilde;o. Estas mudan&ccedil;as induzem efeitos directos sobre o consumo de &aacute;gua e a emiss&atilde;o de poluentes. Como indicadores de For&ccedil;a Motriz destacam-se: o &iacute;ndice populacional (densidade populacional); o &iacute;ndice de regadio; o &iacute;ndice tur&iacute;stico; o &iacute;ndice de ocupa&ccedil;&atilde;o do solo; o &iacute;ndice de potencial de regadio Empreendimento de Fins M&uacute;ltiplos do Alqueva (EFMA); o &iacute;ndice de disponibilidade de &aacute;gua do EFMA.</p>     <p>Para caracterizar as disponibilidades h&iacute;dricas, &eacute; necess&aacute;rio definir as <i>press&otilde;es</i> &agrave;s quais a BHRGP est&aacute; sujeita. Com os indicadores de base de <i>press&atilde;o</i> pretende-se abranger os temas mais directamente relacionados com a emiss&atilde;o de poluentes, as fontes poluidoras e os riscos de acidentes de polui&ccedil;&atilde;o. Os indicadores de <i>press&atilde;o</i> selecionados s&atilde;o: &iacute;ndice de qualidade da &aacute;gua; &iacute;ndice da abrang&ecirc;ncia das Esta&ccedil;&otilde;es de Tratamento de &Aacute;gua (ETA); &iacute;ndice de emiss&atilde;o de poluentes org&acirc;nicos; &iacute;ndice de cobertura por grandes barra gens<a href="#_ftn6" name="_ftnref6"><sup><sup>[6]</sup></sup></a>.</p>     <p>A determina&ccedil;&atilde;o de indicadores de <i>estado</i> baseia-se num conjunto de par&acirc;metros para caracteriza&ccedil;&atilde;o da disponibilidade h&iacute;drica na BHRGP, no momento de partida dos cen&aacute;rios demogr&aacute;ficos. Os indicadores de <i>estado</i> selecionados s&atilde;o: &iacute;ndice de protec&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais; &iacute;ndice de linhas de &aacute;gua; &iacute;ndice de disponibilidade de &aacute;gua EFMA; &iacute;ndice de disponibilidade de recursos h&iacute;dricos subterr&acirc;neos; &iacute;ndice de nascentes de &aacute;gua; &iacute;ndice de ocupa&ccedil;&atilde;o de barragens e a&ccedil;udes; &iacute;ndice de disponibilidade h&iacute;drica subterr&acirc;neas.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Indicadores derivados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a constru&ccedil;&atilde;o dos indicadores derivados dos indicadores de base, para o c&aacute;lculo dos &iacute;ndices de procura e da oferta da &aacute;gua, recorre-se simultaneamente &agrave;s ferramentas de an&aacute;lise de SIG e de SAD. Em ambiente SAD os indicadores relevantes s&atilde;o comparados em oposi&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do m&eacute;todo da <i>matriz de an&aacute;lise de par em par </i>(Saaty e Vargas 1991). Valores num&eacute;ricos compreendidos entre 1 e 9 s&atilde;o utilizados para expressar a import&acirc;ncia relativa dos indicadores. O valor de 1 expressa a inexist&ecirc;ncia de preval&ecirc;ncia de um dos indicadores e o valor 9 corresponde &agrave; extrema import&acirc;ncia de um elemento sobre o outro (anulando-o quase por completo).</p>     <p>Nesta metodologia o preenchimento da matriz atrav&eacute;s da <i>compara&ccedil;&atilde;o par&nbsp;a&nbsp;par </i>baseia-se na opini&atilde;o dos <i>stakeholders</i> retiradas da identifica&ccedil;&atilde;o das redes regionais da &aacute;gua (Rodrigues, 2013). As aprecia&ccedil;&otilde;es inscritas para cada par de indicadores demonstram o seu desempenho relativo de acordo com uma determinada op&ccedil;&atilde;o. A relativiza&ccedil;&atilde;o da performance das diferentes conjuga&ccedil;&otilde;es balan&ccedil;a entre as seis op&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o consideradas (agricultura, ind&uacute;stria, com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, ci&ecirc;ncia e tecnologia, novas infra estruturas e ambiente), permitindo dessa forma a identifica&ccedil;&atilde;o de limiares &oacute;ptimos resultantes da interven&ccedil;&atilde;o dos decisores (Giupponi, Sgobbi, 2008).</p>     <p>O principal resultado &eacute; uma medida (<i>weights</i>) para expressar o peso relativo de cada indicador na constru&ccedil;&atilde;o dos modelos espaciais de press&atilde;o da procura e da oferta (<a href="#t2">Tabela&nbsp;2</a>), de acordo com uma determinada situa&ccedil;&atilde;o (de partida ou um cen&aacute;rio considerado).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Partindo das propostas de modela&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o em SIG apresentadas nas figuras <a href="#f2">2</a>&nbsp;e <a href="#f3">3</a>&nbsp;obt&ecirc;m-se dois resultados essenciais para a elabora&ccedil;&atilde;o do SEAD: a press&atilde;o da procura da &aacute;gua; a press&atilde;o da oferta da &aacute;gua. Numa primeira fase do modelo s&atilde;o relacionados os indicadores de entrada atrav&eacute;s de uma opera&ccedil;&atilde;o de &aacute;lgebra de mapas tendo como base uma adi&ccedil;&atilde;o dos indicadores ponderados de acordo com uma proposta resultante da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma compara&ccedil;&atilde;o de &ldquo;par em par&rdquo;. De seguida &eacute; aplicado um filtro de m&eacute;dia em redor de cada pixel (<i>mean focal statistics</i>) para criar o efeito de continuidade dos resultados, eliminando assim o resultado da discretiza&ccedil;&atilde;o, t&atilde;o abstracto quanto necess&aacute;rio para o processo de recolha de dados. Por fim, &eacute; efectuada uma uniformiza&ccedil;&atilde;o dos resultados atrav&eacute;s de uma reclassifica&ccedil;&atilde;o, criando-se uma escala de valores compreendida entre 1 e 9, comum a todos os indicadores espaciais integrados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1.2. Indicador de s&iacute;ntese - Balan&ccedil;o procura/oferta da &aacute;gua</b></p>     <p>Nesta sec&ccedil;&atilde;o apresenta-se um indicador de s&iacute;ntese do <i>estado</i> da &aacute;gua<a href="#_ftn7" name="_ftnref7"><sup><sup>[7]</sup></sup></a>, sendo privilegiada a incorpora&ccedil;&atilde;o dos efeitos de mecanismos antr&oacute;picos de actua&ccedil;&atilde;o sobre o meio. Para este exerc&iacute;cio metodol&oacute;gico, parte-se de uma equa&ccedil;&atilde;o fundamental, segundo a qual a disponibilidade dos recursos h&iacute;dricos resulta de uma rela&ccedil;&atilde;o entre a oferta e a procura da &aacute;gua. A determina&ccedil;&atilde;o de indicadores de <i>estado</i> para caracterizar a disponibilidade da &aacute;gua na BHRGP efectua-se partindo dos indicadores tem&aacute;ticos previamente calculados. Para assegurar a comparabilidade dos sistemas de monitoriza&ccedil;&atilde;o, de acordo com as exig&ecirc;ncias da DQA, &eacute; necess&aacute;rio exprimir os resultados atrav&eacute;s de r&aacute;cios desenvolvidos atrav&eacute;s do <i>software</i> de SAD. Assim, estes r&aacute;cios de s&iacute;ntese representam a rela&ccedil;&atilde;o entre os &iacute;ndices derivados (tornados compar&aacute;veis) para a procura e a oferta da &aacute;gua. As condi&ccedil;&otilde;es de refer&ecirc;ncia s&atilde;o representadas por um estado de equil&iacute;brio, isto &eacute;, quanto mais harmoniosa for a rela&ccedil;&atilde;o entre a procura e a oferta, mais sustent&aacute;vel &eacute; a interven&ccedil;&atilde;o antropog&eacute;nica. (Matthies, 2007)</p>     <p>Ap&oacute;s definir um conjunto de indicadores de base e derivados de <i>for&ccedil;a motriz, press&atilde;o e estado,</i> calcula-se agora um indicador de s&iacute;ntese sobre a disponibilidade da &aacute;gua na BHRGP recorrendo essencialmente a operadores de an&aacute;lise em SIG (<a href="#f4">Figura 4</a>). No entanto, para determinar a rela&ccedil;&atilde;o entre a procura e a oferta da &aacute;gua recorre-se novamente ao <i>software</i> de SAD. Neste primeiro exerc&iacute;cio (relativo ao ano de partida dos cen&aacute;rios, 2011), no balan&ccedil;o</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>proposto a procura tem o mesmo peso da oferta, sendo as diferen&ccedil;as espaciais marcadas apenas pela express&atilde;o geogr&aacute;fica dos dois &iacute;ndices de entrada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todavia, quando se projectam os cen&aacute;rios, e quando se simulam variantes &agrave;s op&ccedil;&otilde;es primordiais dos decisores, obt&eacute;m-se em SAD o peso relativo de cada indicador. Somando esses dois conjuntos de oito parcelas (dezasseis indicadores de base) obt&eacute;m-se a percentagem relativa ao &iacute;ndice de procura e ao &iacute;ndice de oferta, partindo da qual se chega ao balan&ccedil;o final &ndash; disponibilidade h&iacute;drica.</p>     <p>Para completar este indicador de s&iacute;ntese &eacute; proposta uma forma alternativa de representa&ccedil;&atilde;o dos resultados recorrendo a anamorfismos. Sendo a equa&ccedil;&atilde;o do balan&ccedil;o da procura e da oferta da &aacute;gua realizada atrav&eacute;s de um operador de an&aacute;lise matricial, processa-se &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o dos seus resultados para uma estrutura de dados vectorial (<a href="#f5">Figura&nbsp;5</a>). Neste processo associa-se (intercepta-se) o balan&ccedil;o da &aacute;gua, numa escala discreta de 0 a 9, &agrave;s freguesias da BHRGP.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo o balan&ccedil;o da &aacute;gua numa estrutura de dados vectorial &eacute; aplicada a ferramenta de cria&ccedil;&atilde;o de cartogramas<a href="#_ftn8" name="_ftnref8"><sup><sup>[8]</sup></sup></a>. No mesmo processo emprega-se a mesma deforma&ccedil;&atilde;o espacial aos limites dos concelhos, &agrave; posi&ccedil;&atilde;o das sedes dos munic&iacute;pios e a uma rede de meridianos e paralelos de 10km&sup2;. O resultado final &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o anam&oacute;rfica das disponibilidades h&iacute;dricas, constitu&iacute;da por quatro cartogramas distintos: balan&ccedil;o procura/oferta; concelhos; sedes dos concelhos; malha de coordenadas.</p>     <p><b>2.2. M&eacute;todos de an&aacute;lise para a espacializa&ccedil;&atilde;o de indicadores de resposta</b></p>     <p>Neste cap&iacute;tulo, procura-se definir os dois n&iacute;veis finais de um sistema de indicadores espaciais para a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos &ndash; <i>Impact</i> (I, impacto), <i>Response</i> (R, resposta). Tendo em considera&ccedil;&atilde;o as cadeias de DPS (fase inicial do DPSIR), definem-se os seus impactos e procuram-se as respostas que permitam mitigar os problemas. Com as respostas, embelecem-se novas cadeias de DPSIR, pois podem originar altera&ccedil;&otilde;es em todos os outros elementos: for&ccedil;as motrizes, press&otilde;es, estado e impacto. No modelo DPSIR, estabelecem-se rela&ccedil;&otilde;es entre um elemento desestabilizador (for&ccedil;a motriz), a sua press&atilde;o antropog&eacute;nicas sobre o ambiente, a condi&ccedil;&atilde;o do ambiente numa determinada data (estado), o seu impacto e a resposta da sociedade para mitigar o problema identificado. Nas duas fases finais deste modelo de an&aacute;lise (DPSIR), &eacute; dado um enfoque particular &agrave; actua&ccedil;&atilde;o dos decisores em ambiente SAD e SEAD.</p>     <p>Na leitura proposta para o DPSIR, o modelo &eacute; utilizado para a descri&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre as origens e as consequ&ecirc;ncias dos desequil&iacute;brios espaciais na disponibiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. Contudo, para entender as principais din&acirc;micas subjacentes, &eacute; necess&aacute;rio estabelecer os v&iacute;nculos entre os seus elementos, para a cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios da procura e da oferta da &aacute;gua. Isto &eacute;, a rela&ccedil;&atilde;o entre as fases DPSIR &eacute; muito condicionada pelo contexto geral, sendo nesta metodologia abordado particularmente o n&iacute;vel de interven&ccedil;&atilde;o sobre as actividades econ&oacute;micas. A introdu&ccedil;&atilde;o de uma nova infra-estrutura, o aumento das compet&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas ao servi&ccedil;o da gest&atilde;o ou a implementa&ccedil;&atilde;o de novas pol&iacute;ticas pode contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o das press&otilde;es exercidas por uma determinada for&ccedil;a motriz, melhorando-se o estado da disponibilidade h&iacute;drica na BHRGP.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.2.1. Impacto e op&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>Este ponto tem por objectivo abordar as especificidades metodol&oacute;gicas da fase dos impactos. Trata-se de criar ferramentas para avaliar a disponibilidade de recursos h&iacute;dricos, em termos de quantidade e de qualidade, permitindo testar diferentes paradigmas de actua&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, perante um eventual aumento da irregularidade da precipita&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o afectados predominantementeos meios h&iacute;dricos. Partindo da avalia&ccedil;&atilde;o do impacto efectivo desta situa&ccedil;&atilde;o, torna-se poss&iacute;vel tomar decis&otilde;es para o seu controlo aos mais diversos n&iacute;veis: das pol&iacute;ticas; das tecnologias; do investimento em infra-estruturas; etc.</p>     <p>Com cada cadeia DPS pretende-se descrever as causas e os efeitos indutores de impactos<i>. </i>Assim, o indicador de impacto resulta da an&aacute;lise de sensibilidade das op&ccedil;&otilde;es. O resultado exprime-se atrav&eacute;s do estabelecimento de uma hierarquia das op&ccedil;&otilde;es, de acordo com uma determinada situa&ccedil;&atilde;o. Inicialmente o problema &eacute; analisado &agrave; data de partida das projec&ccedil;&otilde;es. Contudo, considerando os impactos mais significativos, evidencia-se a necessidade de tomar decis&otilde;es (respostas).</p>     <p>Partindo de um cen&aacute;rio base considerado (um determinado conjunto de indicadores de DPS), alteram-se as suas caracter&iacute;sticas em fun&ccedil;&atilde;o de cada proposta (resposta), reflectindo-se nos indicadores de s&iacute;ntese da oferta e da procura da &aacute;gua. Por exemplo, na base do Cen&aacute;rio (<i>Business As Usual</i>) BAU, a press&atilde;o da oferta corresponde a 0,45 e a press&atilde;o da procura, a 0,55. Este cen&aacute;rio de base tem impactos principalmente sobre a actividade agr&iacute;cola, 0,7, seguindo-se o com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, etc. (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por exemplo, perante uma altera&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas &eacute; poss&iacute;vel simular o impacto de outra ordena&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es. Como se pode observar na <a href="#t3">Tabela 3</a>, apostar no turismo em detrimento da agricultura reflecte-se n&atilde;o s&oacute; na altera&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia destes dois sectores de actividade, como tamb&eacute;m afecta indirectamente todas as restantes op&ccedil;&otilde;es consideradas.</p>     <p>Em termos de SAD, com a defini&ccedil;&atilde;o de um cen&aacute;rio novo, duplica-se a <i>matriz de an&aacute;lise</i> original, adaptando-se &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o proposta. Para a cria&ccedil;&atilde;o de outro cen&aacute;rio, deve partir-se do contexto decisional da situa&ccedil;&atilde;o actual, ou do cen&aacute;rio mais aproximado. Os tr&ecirc;s cen&aacute;rios de base e os cen&aacute;rios alternativos s&atilde;o desenvolvidos em ambiente SAD para permitir ao decisor testar o desempenho das op&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o alternativas atrav&eacute;s da inclus&atilde;o de op&ccedil;&otilde;es menos &oacute;bvias, embora por vezes &laquo;para al&eacute;m&raquo; das suas capacidades de decis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.2.2. Alternativas espaciais</b><b>: Cen&aacute;rios do balan&ccedil;o procura/oferta da &aacute;gua</b></p>     <p>A ideia central do SEAD &eacute; possibilitar a compara&ccedil;&atilde;o de alternativas espaciais com o objectivo de obter respostas georreferenciadas. Geralmente, nos SAD, as alternativas incluem v&aacute;rias dimens&otilde;es da realidade de acordo com o seu tipo e a sua intensidade. Em ambiente de SEAD, acrescentam-se ainda instrumentos para a avalia&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es espaciais das alternativas. Como j&aacute; foi previamente referido, as alternativas assumem a forma de mapas representativos do desempenho de uma ou mais vari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com os mapas do balan&ccedil;o da procura/oferta dos recursos h&iacute;dricos apresentam-se os resultados de diferentes pol&iacute;ticas (Figuras <a href="#f7">7</a>&nbsp;e <a href="#f8">8</a>). Atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados esperados para cada cen&aacute;rio, determina-se se os objectivos est&atilde;o mais pr&oacute;ximos, ou mais afastados. Os mapas obtidos representam o resultado de um modelo espacial desenvolvido com base numa s&eacute;rie de pressupostos e simplifica&ccedil;&otilde;es da realidade, eleitos em fun&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de cada cen&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11f8.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Cada mapa da procura/oferta da &aacute;gua sintetiza a influ&ecirc;ncia das condicionantes de acordo com o potencial de cada cen&aacute;rio. Cada alternativa &eacute; classificada usando a mesma escala de -5 (m&aacute;ximo desequil&iacute;brio pendendo para a procura) a 5 (m&aacute;ximo desequil&iacute;brio pendendo para a oferta), sendo o 0 a situa&ccedil;&atilde;o perfeita de equil&iacute;brio entre a procura e oferta da &aacute;gua. Depois de generalizada, a classifica&ccedil;&atilde;o resultante permite obter imagens claras do resultado das op&ccedil;&otilde;es associadas a cada cen&aacute;rio. (Kraak <i>et al.</i>, 1996)</p>     <p>Procura-se com estes mapas determinar, para cada alternativa, qual a melhor localiza&ccedil;&atilde;o de cada vari&aacute;vel relativamente &agrave; procura e &agrave; oferta da &aacute;gua. Sendo uma tarefa particularmente intelig&iacute;vel quando analisadas separadamente as vari&aacute;veis, os mapas de s&iacute;ntese tornam-se substancialmente mais complexos e dif&iacute;ceis de decifrar. No entanto, os n&iacute;veis de generaliza&ccedil;&atilde;o propostos permitem a obten&ccedil;&atilde;o de mapas com padr&otilde;es espaciais compar&aacute;veis, sendo dessa forma poss&iacute;vel determinar para cada unidade espacial a alternativa preferencial.</p>     <p>Neste ponto, integram-se os cen&aacute;rios da popula&ccedil;&atilde;o (projec&ccedil;&otilde;es demografias)<a href="#_ftn9" name="_ftnref9"><sup><sup>[9]</sup></sup></a> num conjunto mais alargado de indicadores para a cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios de distribui&ccedil;&atilde;o espacial da procura/oferta da &aacute;gua na BHRGP. Os cen&aacute;rios correspondem a uma base de indicadores interrelacionados em fun&ccedil;&atilde;o de uma determinada coer&ecirc;ncia formal. Consequentemente, s&atilde;o testados resultados extremos, teoricamente poss&iacute;veis, embora, nalguns casos, se possam considerar pouco concretiz&aacute;veis. Procuram-se agora responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es: Quais os limites de cada alternativa no contexto das inter-rela&ccedil;&otilde;es propostas (sobretudo as mais extremadas)? Ao limiar das alternativas correspondem boas decis&otilde;es?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Hierarquia das op&ccedil;&otilde;es (prioriza&ccedil;&atilde;o)</b></p>     <p>O processo de tomada de decis&atilde;o implica estabelecer uma s&eacute;rie de possibilidades de actua&ccedil;&atilde;o, sobre as quais se constroem as respostas aos problemas de gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos. Para tal, &eacute; necess&aacute;rio partir das op&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-estabelecidas e conjug&aacute;-las de acordo com uma estrat&eacute;gia. Pretende-se com esta opera&ccedil;&atilde;o avaliar o grau de mudan&ccedil;a associado &agrave; <i>performance</i> espacial do balan&ccedil;o procura/oferta da &aacute;gua quando se altera a relev&acirc;ncia dos indicadores no processo de decis&atilde;o.</p>     <p>Partindo de uma base da procura e da oferta (<a href="#t4">Tabela 4</a>), apresentam-se as alternativas de espacializa&ccedil;&atilde;o dos impactos das orienta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Recorre-se &agrave; an&aacute;lise sensitiva das alternativas (decis&otilde;es) para responder &agrave;s quest&otilde;es: De que forma se altera a performance relativa das vari&aacute;veis? Quais as principais diferen&ccedil;as na sua espacializa&ccedil;&atilde;o?</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n5/n5a11t4.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;3.&nbsp;</b><b>Resultados</b></p>     <p>Partindo do diagn&oacute;stico da bacia hidrogr&aacute;fica do Rio Guadiana, apresenta-se agora a evolu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade da &aacute;gua, considerando os factores biof&iacute;sicos e socioecon&oacute;micos, aos quais se associam as diferentes alternativas de interven&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica. Os principais factores de transforma&ccedil;&atilde;o da realidade s&atilde;o a for&ccedil;a motriz da evolu&ccedil;&atilde;o de cada cen&aacute;rio. Procura-se com o SAD identificar a coer&ecirc;ncia ambiental das propostas, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o da sua aptid&atilde;o ou vulnerabilidade ambiental. Pretende-se dessa forma orientar o sentido das decis&otilde;es com impacto no balan&ccedil;o da disponibilidade hidrol&oacute;gica.</p>     <p>Com estes resultados procurou-se criar um momento de s&iacute;ntese da metodologia. Os cen&aacute;rios resultam das pol&iacute;ticas adoptadas pelos decisores, em fun&ccedil;&atilde;o das suas convic&ccedil;&otilde;es e da vontade expressa pelos <i>stakeholders</i>, sobretudo quando se organizam em <i>lobby.</i></p>     <p>Assim, prop&otilde;em-se tr&ecirc;s alternativas partindo de um cen&aacute;rio de base<a href="#_ftn10" name="_ftnref10"><sup><sup>[10]</sup></sup></a> tendo como referencial a situa&ccedil;&atilde;o de partida. Segundo o conjunto dos <i>stakeholders</i> mais pr&oacute;ximos dos principais centros de decis&atilde;o, apostar na agricultura continua a ser, destacadamente, a melhor resposta para dinamizar socioeconomicamente a BHRGP. O sector do com&eacute;rcio e servi&ccedil;os lidera o conjunto das restantes op&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o (muito pr&oacute;ximas entre si em termos de peso na decis&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1. Cen&aacute;rio BAU</b></p>     <p>Este cen&aacute;rio reflecte algum equil&iacute;brio entre a procura e a oferta da &aacute;gua. A sub-regi&atilde;o do Norte e Centro do Alentejo apresenta maior press&atilde;o da procura devido &agrave; conjuga&ccedil;&atilde;o entre a actividade agr&iacute;cola, a actividade industrial (extrac&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio) e a exist&ecirc;ncia de algumas cidades de segunda linha em termos regionais. A exist&ecirc;ncia de infra-estruturas rodovi&aacute;rias (um dos principais pontos fracos da regi&atilde;o) contribui para a fixa&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o e para a actividade econ&oacute;mica nas imedia&ccedil;&otilde;es do concelho de Elvas. Ali&aacute;s, mesmo no cen&aacute;rio mais extremo (BAU com mais ind&uacute;stria e com&eacute;rcio) permanecem alguns focos de press&atilde;o da procura nesta sub-regi&atilde;o, contrastando com o restante territ&oacute;rio da BHRGP.</p>     <p>Assim, para o este Cen&aacute;rio, projecta-se uma situa&ccedil;&atilde;o muito semelhante &agrave; data de partida. As mudan&ccedil;as do peso relativo das vari&aacute;veis, e o confronto da procura e da oferta, n&atilde;o influenciam substancialmente os mapas obtidos. A agricultura &eacute; a actividade com mais impacto sobre a disponibilidade dos recursos h&iacute;dricos, seguindo-se por esta ordem o com&eacute;rcio, a ind&uacute;stria, as novas infra-estruturas da &aacute;gua, os recursos naturais e o turismo. Independentemente dos outros factores considerados, se os decisores optarem por privilegiar alternativas centradas na actividade agr&iacute;cola, ent&atilde;o assistir-se-&aacute; a um aumento consider&aacute;vel da press&atilde;o sobre a &aacute;gua (<a href="#f8">Figura 8</a>). Do ponto de vista demogr&aacute;fico, estas pol&iacute;ticas de incentivo ao sector agr&iacute;cola reflectem-se num aumento substancial da ocupa&ccedil;&atilde;o humana das &aacute;reas mais isoladas e das pequenas povoa&ccedil;&otilde;es da BHRGP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste cen&aacute;rio, identificam-se poucas &aacute;reas de elevada press&atilde;o da procura GP em 2031 (<a href="#f8">Figura 8</a>). O eixo Elvas-&Eacute;vora e a costa algarvia s&atilde;o as excep&ccedil;&otilde;es mais evidentes. Pode mesmo associar-se uma parte significativa da BHRGP &agrave; aus&ecirc;ncia de actividades econ&oacute;micas e ao despovoamento. Entre as alternativas aos impactos propostos a partir do Cen&aacute;rio BAU destacam-se as duas situa&ccedil;&otilde;es mais extremas:</p> <ul>     <li>Agricultura e ind&uacute;stria &ndash; Ao privilegiar op&ccedil;&otilde;es mais agr&iacute;colas e industriais (por esta ordem), provoca um acr&eacute;scimo muito consider&aacute;vel da press&atilde;o sobre os recursos h&iacute;dricos. Todas as pol&iacute;ticas centradas no incremento da aposta na agricultura t&ecirc;m como resultado um aumento substancial do desequil&iacute;brio da balan&ccedil;a para o lado da procura da &aacute;gua.</li>     <li>Ind&uacute;stria e com&eacute;rcio &ndash; Apostar na ind&uacute;stria e no com&eacute;rcio implica uma diminui&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o da procura da &aacute;gua. Assim, a actividade industrial n&atilde;o representa press&atilde;o sobre os recursos h&iacute;dricos. Este facto deve-se sobretudo ao tipo de ind&uacute;strias projectado (mais modernas e com menos impactos ambientais e menos necessidade de consumo de &aacute;gua). Segundo este cen&aacute;rio (BAU), o com&eacute;rcio tamb&eacute;m se mostra uma actividade muito residual, com pouco impacto sobre a &aacute;gua.</li>     </ul>     <p><br /> O Cen&aacute;rio BAU com mais agricultura e ind&uacute;stria (embora a ind&uacute;stria seja muito menos importante) real&ccedil;a a import&acirc;ncia do factor &aacute;gua. Ao criar uma grande din&acirc;mica de investimento no sector da agricultura, o EFMA poder&aacute; n&atilde;o ser suficiente para a procura da &aacute;gua. Neste cen&aacute;rio (BAU com mais agricultura e ind&uacute;stria) nota-se uma grande press&atilde;o exercida pela procura da &aacute;gua na sub-regi&atilde;o do novo regadio (&Eacute;vora, Beja, Moura, Cuba e Vidigueira). No Algarve, Castro Marim e Tavira, &agrave; tradicional press&atilde;o tur&iacute;stica sobre os recursos h&iacute;dricos acrescenta-se um refor&ccedil;o da actividade agr&iacute;cola de regadio, aumentado consideravelmente a press&atilde;o da procura da &aacute;gua.</p>     <p>O Baixo Alentejo apresenta sempre um grande d&eacute;fice de procura, apenas ultrapassado no Cen&aacute;rio BAU com mais agricultura e ind&uacute;stria. No entanto, exceptuando as imedia&ccedil;&otilde;es das povoa&ccedil;&otilde;es de M&eacute;rtola e Ourique, num dos cen&aacute;rios extremos, esta sub-regi&atilde;o da BHRGP exibe quase sempre mais disponibilidade de &aacute;gua. Este facto n&atilde;o se deve propriamente a um aumento das disponibilidades dos recursos h&iacute;dricos, &eacute; apenas o reflexo das caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas da sub-regi&atilde;o e da impossibilidade de prever a altera&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas, ao ponto de criar condi&ccedil;&otilde;es de atrac&ccedil;&atilde;o do investimento para este conjunto de concelhos cada vez mais marginalizados.</p>     <p>Segundo este cen&aacute;rio, o EFMA poder&aacute; representar uma mais-valia fundamental para o desenvolvimento do novo regadio do Alqueva, caso haja uma aposta muito significativa na actividade agr&iacute;cola, destacando-se completamente o Baixo Alentejo. Sem essa aposta na agricultura estas duas regi&otilde;es t&ecirc;m uma resposta muito semelhante: tornar-se-&atilde;o igualmente deprimidas e deficit&aacute;rias do lado da procura, quanto ao balan&ccedil;o das disponibilidades h&iacute;dricas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s desta metodologia desenvolveram-se formas de integra&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios instrumentos de an&aacute;lise, com particular destaque para a dimens&atilde;o geogr&aacute;fica da informa&ccedil;&atilde;o e o apoio &agrave; tomada de decis&atilde;o na gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos. Tratou-se de desenvolver processos atrav&eacute;s dos quais se tornam mais control&aacute;veis as respostas de decis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;Com aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia proposta ao estudo de caso na BHRGP, concebeu-se um novo ponto de vista sobre os problemas desta bacia e sobre a simula&ccedil;&atilde;o de indicadores de procura e oferta da &aacute;gua. Durante muitos anos associaram-se as causas do abandono das &aacute;reas rurais da BHRGP &agrave; indisponibilidade de recursos h&iacute;dricos. Actualmente aumentou a quantidade de &aacute;gua dispon&iacute;vel mas ainda n&atilde;o s&atilde;o vis&iacute;veis retornos migrat&oacute;rios. Isto &eacute;, actuar apenas sobre uma dimens&atilde;o do problema tem-se revelado manifestamente insuficiente para alterar as caracter&iacute;sticas estruturais da popula&ccedil;&atilde;o desta regi&atilde;o.</p>     <p>A busca do equil&iacute;brio entre a procura e a oferta da &aacute;gua implica tamb&eacute;m uma harmonia entre a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e a protec&ccedil;&atilde;o ambiental. V&aacute;rias medidas t&ecirc;m sido, e muitas mais podem vir a ser, tomadas pelas autoridades nacionais, regionais e locais para resolver os problemas do territ&oacute;rio e da &aacute;gua. Desde a constru&ccedil;&atilde;o de novos canais artificiais, &agrave;s taxas pelo uso deste recurso, &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias para aumentar a efici&ecirc;ncia no abastecimento de &aacute;gua, sempre em simult&acirc;neo com a manuten&ccedil;&atilde;o do caudal ecol&oacute;gico dos rios, existem v&aacute;rias respostas de decis&atilde;o pass&iacute;veis de contribuir positivamente para reverter a situa&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica da BHRGP.</p>     <p>Partindo da an&aacute;lise deste estudo de caso, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que os SEAD devem sempre assentar em formula&ccedil;&otilde;es dos problemas bem estruturadas e num conjunto de normas pr&oacute;prias para a obten&ccedil;&atilde;o de respostas no apoio &agrave; decis&atilde;o. Ao optar por uma determinada conjuga&ccedil;&atilde;o de alternativas como resposta, trabalham-se as diferen&ccedil;as internas e n&atilde;o se apresenta uma &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o para a totalidade da bacia. Em termos gerais a metodologia revelou as seguintes virtualidades:</p> <ul>     <li>Flex&iacute;vel e intuitiva para os decisores, a metodologia permite aumentar a capacidade de avalia&ccedil;&atilde;o das inconsist&ecirc;ncias.</li>     <li>Facilita a integra&ccedil;&atilde;o de novos temas na an&aacute;lise dos problemas de decis&atilde;o atrav&eacute;s da ferramenta de compara&ccedil;&atilde;o (par-a-par) das vari&aacute;veis.</li>     <li>Possibilita a decomposi&ccedil;&atilde;o dos problemas de decis&atilde;o em v&aacute;rios elementos e o estabelecimento de hierarquias de crit&eacute;rios. Dessa forma, revela-se a import&acirc;ncia de cada crit&eacute;rio, tornando-se claro o sentido das op&ccedil;&otilde;es.</li>     <li>Fornece um mecanismo para verificar a consist&ecirc;ncia das alternativas de decis&atilde;o.</li>     <li>Face &agrave; necessidade de compatibilizar os interesses de v&aacute;rios <i>stakeholders</i>, permite a gera&ccedil;&atilde;o de consensos na tomada de decis&atilde;o.</li>     <li>Possibilita a cria&ccedil;&atilde;o de modelos em ambiente de incerteza e risco, pois permite adaptar os limiares de press&atilde;o &agrave;s alternativas projectadas.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Permite lidar com a escassez de dados para algumas componentes, atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas estat&iacute;sticas para o preenchimento das tend&ecirc;ncias e sentido de evolu&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis a partir de aprecia&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter qualitativo.</li>     <li>Ao utilizar modelos com diferentes graus de complexidade, admite a hip&oacute;tese de aplica&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea nas bacias hidrogr&aacute;ficas de informa&ccedil;&atilde;o qualitativa, mais simples, e modelos mais quantitativos, mais complexos.</li>     </ul>     <p>Num futuro pr&oacute;ximo o progresso tecnol&oacute;gico encarregar-se-&aacute; de criar um contexto favor&aacute;vel &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o destes sistemas complexos. Associada ao progresso tecnol&oacute;gico surge, inevitavelmente, uma maior apet&ecirc;ncia dos <i>stakeholders</i> para lidar com novos instrumentos de apoio &agrave; decis&atilde;o, permitindo-lhes n&atilde;o s&oacute; serem mais receptivos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; metodologia, como tamb&eacute;m mais capazes de interpretar e de aceitar as respostas de decis&atilde;o resultantes dos SEAD.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas:</b></p>     <p>Assaf, H.; Saadeh, M. (2008). &ldquo;Assessing water quality management options in the Upper Litani Basin, Lebanon: Using an integrated GIS-based decision support system&rdquo;. Environmental Modelling &amp; Software. Vol. 23, No. 10-11, pp.&nbsp;1327-1337.</p>     <p>Beven, K. (2008). &ldquo;Measurements, Models, Management and Uncertainty: The Future of Hydrological Science&rdquo;. Hydrological Science to Water Management, IAHS. N.&ordm;&nbsp;323 (pp. 1 9).</p>     <p>Cai, X. (2008). &ldquo;Implementation of holistic water resources-economic optimization models for river basin management: Reflective experiences&rdquo;. Environmental Modelling &amp; Software. Vol. 23, No. 1, pp. 2-18.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Chakhar, S.; Mousseau, V. (2008). &ldquo;Multicriteria Spatial Decision Support Systems&rdquo;. In Encyclopedia of GIS. Ed. S. Shekhar, H. Xiong. New York: Springer, pp.&nbsp;747-758.</p>     <!-- ref --><p>Fisher D (2003) Social networks for end users, Irvine, CA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-1267201400010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Giupponi, C.;&nbsp; Sgobbi, A. (2008). &ldquo;Models and Decisions Support Systems for Participatory Decision Making in Integrated Water Resource Management&rdquo;. Coping with Water Deficiency: From Research to Policymaking. Ed. P. Koundouri. New York: Springer, pp. 165-186.</p>     <p>Gowda, K., Doddaswamy, R. (2011). &ldquo;Sustainable water supply systems in India: The role of financial institutions and ethical perspective&rdquo;. SPATIUM International Review. N.&ordm; 24, pp. 16-20.</p>     <p>Guimar&atilde;es, L.T.; Magrini, A. (2008). &ldquo;A Proposal of Indicators for Sustainable Development in the Management of River Basin&rdquo;. Water Resources Management. Vol. 22,&nbsp; N.&ordm; 9, pp. 1191-1202.</p>     <!-- ref --><p>Gurnell, A.; Montgomery, D. (2000). Hydrological Applications of GIS. Chichester: John Wiley Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S2182-1267201400010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IVM (2010). <i>DEFINITE - a DSS for a Finite Set of Alternatives</i>. Institute for Environmental Studies. University Amsterdam. Consultado em 10 de Junho de 2011, S&iacute;tio Oficial&nbsp;do&nbsp;Institute&nbsp;for&nbsp;Environmental&nbsp;Studies:&nbsp;<a href="http://www.ivm.vu.nl/en/projects/Projects/spatialanalysis/DEFINITE/index.asp"target="_blank">http://www.ivm.vu.nl/en/projects/Projects/spatial-analysis/DEFINITE/index.asp</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S2182-1267201400010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kraak, M.; Ormeling, F. (2003). Cartography: Visualization of Geospatial Data<i>.</i> Harlow Essex: Pearson Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S2182-1267201400010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Louren&ccedil;o, N.; Rodrigues, L.; Machado, C.; Jorge, R. (2002). &ldquo;A Integra&ccedil;&atilde;o do SIG num Sistema de Apoio &Agrave; Decis&atilde;o&rdquo;. Actas do ESIG 2002: Encontro de Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica.</p>     <p>Maidment, D. (1993). &ldquo;GIS and Hydrologic Modeling&rdquo;. In M. Goodchild, B. Parks, L.&nbsp;Steyaert, Environmental Modeling With GIS. New York: Oxford University Press. (pp. 147-167).</p>     <!-- ref --><p>Malczewski, J. (1999). <i>GIS and Multicriteria Decision Analysis.</i> New York: John Wiley and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S2182-1267201400010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Malczewski, J. (2006). &ldquo;GIS-based Multicriteria Decision Analysis: A survey of the Literature&rdquo;. International Journal of Geographical Information Science. Vol. 20 ; N.&ordm; 7 (pp.&nbsp;249-268).</p>     <p>Mansourian, A.; Teleai, M.; Fasihi, A. (2007). &ldquo;A Web-based Decision Support System to Enhance Public Particition&rdquo;. Journal International Journal of Geographical Information Science &ndash; Geovisual Analytics for Spatial Decision Support. Vol.&nbsp;21 (pp.&nbsp;839-857).Matthies, M.; Giupponi, C.; Ostendorf, B. (2007). &ldquo;Environmental decision support systems: Current issues, methods and tools&rdquo;. Environmental Decision Support Systems. Vol. 22, N.&ordm; 2, Pp. 123&ndash;127.</p>     <!-- ref --><p>Feio, M. (1996). A Evolu&ccedil;&atilde;o da Agricultura do Alentejo Meridional. Lisboa: Colibri.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S2182-1267201400010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>McDonnell, R.A. (2008). &ldquo;Challenges for integrated water resources management: How do we provide the knowledge to support truly integrated thinking&rdquo;. <i>International Journal of Water Resources Development. </i>Vol. 24, N.&ordm; 1, pp. 131&ndash;143.</p>     <p>Moss, T. (2004). &ldquo;The governance of land use in river basins: Prospects for overcoming problems of institutional interplay with EU Water Framework Directive&rdquo;. Land Use Policy. Vol. 21, pp. 85-94.</p>     <p>Mysiaka, J.; Giupponi, C.; Rosato, P.; Cojocaru, G. (2002). &ldquo;Beyond Developing a Decision Support System for Water Resources Management&rdquo;. Proceedings of MULINO Conference on European policy and tools for sustainable water management. Venice: FEEM.</p>     <p>Nyerges, T. (1992). &ldquo;Coupling GIS and Spatial Analytical Models&rdquo;. Proceedings of 5th International Symposium on Spatial Data Handling. Ed.P. Breshanan, E. Corwin, D. Cowen. Charleston: SC. Humanities and Social Sciences Computing Laboratory, University of South Carolina. pp. 534 543.</p>     <!-- ref --><p>Nyk&auml;nen, P. (2000). Decision Support Systems From a Health Informatics Perspective. Tampere: Pirkko Nyknen University of Tampere.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S2182-1267201400010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, &Acirc;., Quintana, S. (2002). &ldquo;From Technocratic to Participatory Decision Support Systems: Responding to the New Governance Initiatives&rdquo;. Journal of Geographic Information and Decision Analysis<i>. </i>Vol. 6; N.&ordm;&nbsp;2 (pp. 95-107).</p>     <!-- ref --><p>Power, D. (2007). A Brief History of Decision Support Systems. S.L.: DSSResources.COM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S2182-1267201400010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reis Machado, J. (2000). A Emerg&ecirc;ncia dos Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica na An&aacute;lise e Organiza&ccedil;&atilde;o do Espa&ccedil;o. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S2182-1267201400010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rodrigues, L. (2013). Popula&ccedil;&atilde;o, prospectiva e gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos: uma metodologia de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica para o apoio &agrave; decis&atilde;o. Tese de Doutoramento em Geografia e Planeamento Territorial. Universidade Nova de Lisboa. URL:&nbsp;<a href="http://hdl.handle.net/10362/9463"target="_blank">http://hdl.handle.net/10362/9463</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S2182-1267201400010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roxo, M. (1994). A Ac&ccedil;&atilde;o Antr&oacute;pica no Processo de Degrada&ccedil;&atilde;o de Solos: A Serra de Serpa e M&eacute;rtola. Tese de Doutoramento em Geografia e Planeamento Regional na Especialidade Ambiente e Recursos Naturais. Orientada pelos Prof. Dra. R. Soeiro de Brito e Prof. Dr. F. Lop&eacute;z-Berm&uacute;des. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S2182-1267201400010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Schl&uuml;ter, M.; R&uuml;ger, N. (2007). &ldquo;Application of a GIS-based simulation tool to illustrate implications of uncertainties for water management in the Amudarya river delta&rdquo;. Environmental Modelling &amp; Software. Vol. 22, No. 2, pp. 158-166.</p>     <!-- ref --><p>Slocum, T.; Mc Master , R.; Kessler, F.; Howard, H. (2010). Thematic Cartography and Geovisualization. 3rd eds. New Jersey: Pearson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S2182-1267201400010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saaty, T.; Vargas, L. (1991). Prediction, Projection, and Forecasting. Boston: Kluwer Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S2182-1267201400010001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sprague, R.; Watson, H. (1993). Decision Support Systems. 3th edition. Prentice Hall: Upper Saddle River.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S2182-1267201400010001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Stewart, T.; Scott, L. (1995). &ldquo;A Scenario-based Framework for Multicriteria Decision Analysis in Water Resources Planning&rdquo;. Water Resources Planning. Vol. 31; N.&ordm; 11 (pp.&nbsp;2835-2843).</p>     <p>Vieux, B. (2008). &ldquo;Distributed Hydrologic Modeling&rdquo;. In Encyclopedia of GIS, Ed. S. Shekhar, H. Xiong, New York: Springer. pp.&nbsp;250-254.</p>     <p>Weeks, J. (2004). &ldquo;The Role of Spatial Analysis in Demographic Research&rdquo;. In Spatial Integrated Social Science. Ed. M.&nbsp;Goodchild. New York: Oxford University Press. pp. 381-399.</p>     <p>Westphal, K.; Vogel, R.; Kirshen, P.; Chapra, S. (2003). &ldquo;Decision Support System for Adaptive Water Supply Management&rdquo;. Journal of Water Resources Planning and Management. Vol. 129; N.&ordm; 3. pp. 165-177.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Bacia Hidrogr&aacute;fica do Rio Guadiana em Portugal (BHRGP)</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> DEFINITE (DEcisions on a FINITE set of alternatives) &eacute; um <i>software</i> de apoio &agrave; decis&atilde;o desenvolvido para melho<i>rar a qualidade dos processos de decis&atilde;o ambiental (IVM, 2010).</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3"><i><b>[3]</b></i></a><i> Sistema de indicadores For&ccedil;as Motrizes, Press&otilde;es, Estados, Impactos, Respostas (Drivers, Pressures, State, Impacts, Responses; DPSIR), desenvolvido pela Ag&ecirc;ncia Europeia do Ambiente (European Environmental Agency; EEA) para proceder &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o ambiental. Devido ao seu potencial para auxiliar o decisor na explora&ccedil;&atilde;o dos problemas, este sistema foi escolhido como a principal estrutura conceptual sobre a qual este trabalho ser&aacute; desenvolvido.</i></p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> <i>Foram identificadas as redes regionais da &aacute;gua na BHRGP atrav&eacute;s de uma metodologia de an&aacute;lise das redes sociais (Rodrigues, 2013, p.111). A An&aacute;lise de Redes Sociais (ARS) aplicada &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o para a gest&atilde;o dos recursos naturais consiste no estudo da interac&ccedil;&atilde;o entre os stakeholders. Para tal, identifica-se a estrutura social da rede, destacam-se elementos e estabelece-se uma hierarquia dos principais actores (Fisher, 2003). Neste trabalho recorre-se &agrave; visualiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise enquanto forma de aprofundar o conhecimento sobre as principais caracter&iacute;sticas de uma rede. Atrav&eacute;s da sua visualiza&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel potenciar o fluxo das decis&otilde;es e, de uma forma geral, o funcionamento de uma rede de stakeholders. Partindo da abordagem metodol&oacute;gica aqui descrita estrutura-se a rede regional da &aacute;gua num estudo de caso (Bacia Hidrogr&aacute;fica do Rio Guadiana em Portugal &ndash; BHRGP).</i></p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5"><i><b>[5]</b></i></a><i> As op&ccedil;&otilde;es consideradas resultam do processo de identifica&ccedil;&atilde;o da rede que foi realizado com base em 60 entrevistas presenciais a stakeholders da &aacute;gua da BHRGP (Rodrigues,&nbsp;2013). </i></p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> <i>A escolha dos indicadores foi definida numa l&oacute;gica experimental, tendo como premissa fundamental a necessidade de estabelecer um conjunto equilibrado de elementos de press&atilde;o, quer da procura, quer da oferta da &aacute;gua. Os indicadores foram totalmente constru&iacute;dos recorrendo a ferramentas de an&aacute;lise espacial em SIG. Atrav&eacute;s do uso de uma fun&ccedil;&atilde;o de uniformiza&ccedil;&atilde;o, os indicadores foram tornados igualmente relevantes e, nessa medida, compar&aacute;veis numa matriz de an&aacute;lise. (Rodrigues, 2013)</i></p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> O estado da &aacute;gua deve aqui ser entendido enquanto momento espec&iacute;fico do DPSIR</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Para o desenvolvimento destes cartogramas foi utilizado o m&oacute;dulo Cartogram Creator do ArcGIS, no qual se utiliza o m&eacute;todo de &ldquo;Rubber Sheet&rdquo;. Atrav&eacute;s desta aplica&ccedil;&atilde;o foram criados cartogramas de &aacute;reas cont&iacute;guas, nos quais se distorcem as formas dos elementos representados e a sua &aacute;rea, mas mant&eacute;m-se integralmente as suas rela&ccedil;&otilde;es topol&oacute;gicas.</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Partindo de uma an&aacute;lise global da situa&ccedil;&atilde;o da BHRGP, em 2011, e das tend&ecirc;ncias de evolu&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas socioecon&oacute;micas (1991-2011), &ldquo;foram desenvolvidas projec&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o espacialmente referenciadas que permitem caracterizar uma s&eacute;rie de cen&aacute;rios suscept&iacute;veis de dar forma e consist&ecirc;ncia a uma &laquo;imagem&raquo; da BHRGP, em 2031&rdquo;. (Rodrigues, 2013, p. 226)</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> No exerc&iacute;cio original s&atilde;o propostas tr&ecirc;s alternativas para cada um dos tr&ecirc;s cen&aacute;rios propostos: Cen&aacute;rio BAU, Cen&aacute;rio Optimista e Cen&aacute;rio Pessimista. Todos os cen&aacute;rios deste estudo reflectem o trabalho pr&eacute;vio de caracteriza&ccedil;&atilde;o da BHRG e, sobretudo, a opini&atilde;o dos 60 stakeholders consultados (Rodrigues, 2013). S&atilde;o ainda apresentadas situa&ccedil;&otilde;es extremas, enquanto forma de testar a aplicabilidade do modelo &agrave;s perspectivas mais radicais resultantes da aplica&ccedil;&atilde;o do SAD. (<a href="#f7">Figura 7</a>)</p>      ]]></body><back>
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